quarta-feira, 26 de setembro de 2012

SÉRIE "MANAUS ANTIGA"

Fiz uma seleção de 20 fotografias da nossa Manaus antiga, algumas delas estarão expostas no Bar Caldeira, centro antigo - quem tiver interesse, faço a entrega no formato de "poster" no tamanho 35x25, basta entrar em contado no e-mail jmartinsrocha@gmail.com.

Fotografias de hoje: 
Biblioteca Pública - aparecendo ao fundo o Teatro Amazonas, além de um prédio onde funcionou o Banco do Estado do Amazonas, pode se ver alguns carrinhos utilizados pelos carregadores;
Avenida Eduardo Ribeiro - quase esquina com a Avenida Sete de Setembro, estava em pleno carnaval a moda antiga, com todo mundo de paletó e gravata, com os carros todos enfeitados;
Igreja e Praça de São Sebastião - aparecendo vários prédios antigos, o unico que ficou para a história foi  o do Bar do Armando.




Um comentário:

Normélia Pinto Martins disse...

Da minha infância e juventude em Manaus, meu tão querido torrão natal, existem ainda muitas lembranças maravilhosas. Uma delas é da família do grande e humano farmacêutico Raimundo Coqueiro Mendes. Sua residência ficava em uma das esquinas da Praça de São Sebastião, à direita de quem olha para a linda e acolhedora Igreja de São Sebastião. Era um casarão térreo com várias janelas voltadas para a praça e outras para a Rua 10 de Julho.
Seu Mendes era muito conhecido por sua grande inteligência e, principalmente, humanidade em todos os sentidos. Dizia não ter seguido a carreira de médico por falta de recursos financeiros. Sua esposa, Dona Violeta, além de ser também generosa, foi sua fiel e inseparável companheira.
Ele foi, por muito tempo, nosso “médico” de família, resolvendo todos os nossos problemas relativos à saúde. Dessa conviência, nasceu uma natural e sincera amizade que durou para sempre. Conheci sua sogra e cunhadas, cujos nomes eram de flores assim como o de sua esposa Violeta: Camélia, Magnólia e Miosótis.
Seu Mendes e sua esposa trabalharam na prefeitura de Manaus, mas eu já estava residindo em Belém. Tornou-se uma pessoa popular não só pelo bem que espalhou como farmacêutico como também por seus dotes mediúnicos, pelos quais era muito requisitado e respeitado.
Vários anos depois, visitei a família, que havia se transferido para o Rio de Janeiro. Moravam em Copacabana, próximo a residência de uma de minhas irmãs, Fernanda Maria, e seu esposo, Joaquim de Figueiredo, que continuaram com a sólida e antiga amizade. Não tenho muitas lembranças de seus dois filhos, Othon e Fernando, porém, com a Magui (Magnólia), convivi bastante nas temporadas que passei no Rio.
Uma recordação que ficou bem vívida foi o aniversário do Seu Mendes, que era celebrado no dia 26 de dezembro. Nesta data, meus pais sempre lhe enviavam uma lembrança acompanhada de um creme especial, doce português feito pela minha mãe. Parece fantasia, mas é realidade: até hoje, ao destacar a folhinha do calendário que marca o 26 de dezembro, todas as vezes rezo pelo Seu Mendes e agradeço o bem que ele generosamente distribuiu na minha família.