sexta-feira, 13 de julho de 2012

CAMINHADA PELO BAIRRO DE EDUCANDOS.


Num belo domingo ensolarado de Manaus, resolvi caminhar, com início na Avenida Getúlio Vargas (Vila Paraíso) até o Amarelinho, no bairro de Educandos, um passeio muito legal, pois é possível curtir um pouco do centro histórico de Manaus (apesar do abandono), culminando com a vista gostosa da orla do Rio Negro.

Quando estava no meio da Ponte Antônio Plácido (para quem não sabe, ela é conhecida como Ponte do Educandos, construída na década de 1970, pelo então prefeito Frank Abrahim Lima, em homenagem a um antigo vigário da igreja), avistei uma antiga balsa, igualzinha a de uma fotografia antiga do inicio do século passado.

Por ser amarrado na nossa Manaus antiga, parei para admirá-la de longe, pois estava ali um bem com mais de cem anos e, ainda em plena atividade, levando e trazendo mercadorias para esse mundo de meu Deus, que é a nossa imensa Amazônia.

Para falar a verdade, não cheguei até o Amarelinho, pois fiquei interessado na tal balsa antiga – desci uma escada que fica ao lado da ponte, na parte debaixo parece mais com uma pequena praça, onde várias pessoas estavam reunidas, se preparando para comemorar o domingo com uma bela churrascada e muita gelada no gogó.

Ao passar pela Rua Boulevard Sá Pexoto, achei muito bacana em ver os vizinhos reunidos para bater um papo, meninos brincando de papagaio de papel e donas de casas trazendo as suas compras do mercado - são pequenas coisas que o progresso está acabando aos poucos.  

Não consegui chegar até à balsa antiga, pois estava atrás de duas residências, impedindo o meu acesso. Parei num local onde já fora conhecido como “Porto das Catraias”, no final da Rua Manoel Urbano, onde os antigos catraieiros (tripulantes de catraias movidas através da força física dos braços)  paravam para pegar os passageiros que desejam atravessar o rio e ir até o Mercado Adolpho Lisboa e adjacências.

Resolvi bater um papo com um canoeiro motorizado, pode-se, assim dizer, um catraieiro moderno, em decorrência de fazer o mesmo serviço e trajeto em que antigos faziam – o cara era bom de papo, falou sobre a sua vida profissional sobre as águas, declarou que, criou os filhos e ainda cria alguns netos com a renda do seu trabalho – depois, fui convidado para tomar uma gelada num boteco flutuante na orla do Amarelinho, afinal, ninguém é de ferro! Declinei do seu convite, pois o meu negócio, naquele momento, era caminhar e curtir as belezas do lugar.

Caminhei um pouco mais, desejava encontrar com o Cláudio Amazonas, um caboco historiador da melhor qualidade, ele tem "a cara do bairro", mas, não o encontrei – depois, caminhei pela “Baixa da Égua”, lugar onde estive faz alguns anos atrás, a convite do meu amigo japonês Bianor Mitoso, para participar do carnaval do bairro – também não encontrei o nipônico e, resolvei voltar.

Tentei fazer o trajeto inverso, ao passar novamente pela ponte, tirei uma fotografia da balsa antiga - porém, não voltei para a minha origem, a Avenida Getúlio Vargas, fui direto para o Caldeira’s Bar, pois precisava, urgentemente, reidratar-me (com água que passarinho não bebe, é claro!). Eu, hein!


Domingo tem mais caminhada pelo bairro de Educandos, dessa vez pretendo chegar até o Amarelinho (vide fotocolagem abaixo), desde que não encontre nenhuma balsa antiga pelo meu caminho. É isso ai.  


Fotos: Coloridas - J Martins Rocha
Postar um comentário