terça-feira, 1 de novembro de 2011

CAMINHANDO PELA PONTE RIO NEGRO



No domingo posterior a inauguração da tão badalada ponte, resolvi fazer uma caminhada por lá e, tirar algumas fotografias do majestoso Rio Negro.

A principio fiquei receoso em atravessar sozinho, pois um amigo que tinha acertado comigo em fazer o mesmo trajeto, não deu o ar da sua graça.

Encarei assim mesmo, o relógio marcava 08h15min e, estava uma manhã de pouco sol, com uma razoável visibilidade, não estava propício para fotografias.

O meu amigo Jokka Loureiro, falou-me que quando foi passar de carro pela ponte, avistou um monte de flamenguistas atravessando a pé, para ele, todos eram lisos, ao contrário dos vascaínos que estavam todos no volante de um carro.

Escolhi o lado direito para fazer a caminhada, para minha surpresa, a primeira pessoa que estava na minha frente era um cara com a camisa do Flamengo – lembrei-me do Jokka e, deu vontade de rir, mas, por ser também flamenguista e liso, engoli seco! Na volta, o que tinha de vascaino andando a pé não era brincadeira!

Quinze minutos depois, a visibilidade já tinha melhorado, com o Sol começando a queimar a pele, fiquei arrependido em não ter levado um boné, uma toalhinha e uma garrafinha com água mineral.

São mais de seis quilômetros de extensão, para ida e volta, mesmo assim, parecia um dia de festa -, com muita gente alegre e feliz, eram crianças de colo, mulheres barrigudas, curumins e cunhantãs, jovens, adultos e muitos idosos, todos caminhando numa boa.

Parei bem no meio da ponte, fiz algumas fotografias para comparar o lado de Manaus, todo detonado pelo progresso e, o lado esquerdo, com todo a sua extensão com praias e o verde das matas. Como será o outro lado do rio daqui a cinco anos? Com certeza, estará igual a cidade de Manaus, quase toda desmatada!

Exatamente às 09h15min cheguei do outro lado da ponte, uma hora certinha de caminhada – resolvi descer e me refrescar nas águas do Rio Negro, estava uma maravilha! Muitos banhistas e pescadores estavam numa enorme pedreira que fica bem embaixo da ponte.

O acesso a este local é um pouco difícil, foram destruídos as passagens - aparecem por lá várias placas avisando que o local é privado, inclusive o dito proprietário deixa o número do seu celular. Será que ele deseja vender o local que fica debaixo da ponte? Não sei não, mas existe malandro de toda ordem, - onde já se viu alguém querer barrar um direito constitucional do cidadão de desfrutar de lugares considerados públicos!

Fiz amizade com um grupo de pessoas que estavam se banhando no Rio Negro, resolvemos voltar todos juntos, pois a sede estava aumentando e não tinha uma viva alma vendendo qualquer tipo de bebidas – a goela estava cada vez mais seca!

No retorno, bem no meio da ponte, avistei um senhor empurrando um carrinho de mão com uma caixa de isopor até a tampa de cervejas, refrigerantes e água mineral – parecia uma miragem no deserto, foi um corre-corre danado, o velho ficou até assustado com todo aquele assédio – tomei rapidinho duas garrafinhas de água -, vocês acham que foi cerveja! Ledo engano, pois cerveja não passa a sede e tomar somente uma dá uma tremenda dor de cabeça!

Peguei muito sol na moleira, fiquei mais queimado do que já sou, mas valeu à pena a travessia, deu para fazer os meus registros e tirar as fotografias que estão disponibilizadas acima. É isso ai.

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