sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

EVANDRO DAS NEVES CARREIRA ou Evandro Carreira, brasileiro, amazonense; advogado, estudou medicina até o 2º ano na velha Faculdade da Praia Vermelha, conquistou o título de melhor orador universitário do Brasil em 1957; representando a Faculdade de Direito do Amazonas contra 46 outras Faculdades do Brasil; cuja banca julgadora fora presidida pelo magnífico Reitor Pedro Calmon.
Elegeu-se Vereador por Manaus em 1959, obtendo a 2ª. Melhor votação reelegeu-se em 1963, e em 1974 elegeu-se Senador da República pelo Amazonas.
Desde 1960 na Tribuna da Câmara Municipal de Manaus afirmou a VOCAÇÃO HIDROGRÁFICA e SOLAR DA AMAZÔNIA, valendo todos os corolários que decorrem deste AXIOMA, como soem ser as VOCAÇÕES ICTIOLÓGICAS, A AGRÍCOLA VARZEANA, a HIDROVIÁRIA, a RIBEIRINHA, a FOTOSSINTÉTICA, USINA de ALIMENTOS e FÁRMACOS, através de sua BIODIVERSIDADE.
Exigiu a única providencia inteligente e fundamental para decifrar a HIDROESFINGE AMAZÔNICA: O SEU INVENTARIO, ESVURMANDO, anatomizando, todas as suas ESPÉCIES, para saber QUEM É QUEM? QUEM AMA QUEM? QUEM ODEIA QUEM NA AMAZÔNIA, ISTO É, descobrir a sua HOMEOSTASIA.

“A AMAZÔNIA é a melhor grife, a melhor marca, a melhor propaganda do mundo. Nem a COCA-COLA empata com a AMAZÔNIA. Porém, a incopetencia dos governantes do AMAZONAS e de MANAUS, do PARÁ e de BELÉM, nunca soube aproveita esse MARKETING”.
“CABOCLO! O QUE É DESENVOLVIMENTO? TENS CERTEZA MESMO QUE ÉS DONO DA AMAZÔNIA? Não achas que a AMAZÔNIA está nas mãos de grupos econômicos estrangeiros, e brasileiros, ligados a políticos vigaristas, corruptos, vendilhões-da-patria... DONOS DE MINERADORAS, MADEIREIRAS, FAZENDAS DE GADO, LATIFÚNDIOS, INDUSTRIAS DE APARAFUSAMENTO DE ELETRODOMÉSTICOS, das quais tu, quês és POVO, não és SÓCIO?”
EVANDRO CARREIRA






quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007




OBRAS DO ARTISTA PLASTICO MOACIR DE ANDRADE


Em homenagem aos 80 anos do artista plástico Moacir de Andrade, publico a Biografia do ilustre amazonense, que foi originalmente lançada em 13 de agosto de 2001, pelo Sesc Amazonas, na Galeria de Artes Sesc Moacir Andrade.

Quem é Moacir Andrade?
Moacir Andrade nasceu em Manaus no dia 17 de março de 1927, na Santa Casa de Misericórdia de Manaus. Com poucos dias de nascido, seus pais, Severino Galdino de Andrade e Jovina Couto de Andrade viajaram para o interior do Amazonas onde o menino viveu a sua primeira infância. Em 1934, Severino viajou para Manaus em busca de melhor educação para seus dois filhos Mozart e Moacir. Depois de se estabelecerem em Manaus à Rua Joaquim Nabuco com a Rua Ramos dos Andradas, mudando-se depois para a Rua Ramos Ferreira e finalmente para a Dr. Machado, bairro do Alto de Nazaré, onde o menino vivei até o ao de 1953.
O período elementar estudou no Grupo Escolar Ribeiro da Cunha. Terminando o curso primário, ingressou no Ginásio Amazonense D. Pedro II em 1939. Com a noticia da abertura do Liceu Industrial anunciando o ensino de profissionalização em Manaus, seus pais resolveram em comum acordo com seus padrinhos, Dr. Temístocles Pinheiro Gadelha e Clotildes Pinheiro, interna-lo nesse novo estabelecimento de ensino secundário profissional, já que o menino era exímio desenhista e suas pinturas despertavam as admirações às autoridades da época.
No dia 02 de fevereiro de 1942, ingressava como aluno interno do Liceu Industrial de Manaus. Como aluno interno, permaneceu até fins de 1945, quando finalizou o curso industrial, que equivalia ao curso ginasial. Em 1946 trabalhou na firma comercial Ciex S/A, de propriedade de Isaac Benzecry. Em 1948, ingressava como desenhista de construção da empresa Mario Novelli e inicia a vida profissional como desenhista do engenheiro José Florêncio da Cunha Batista. Foi professor da Escola Normal São Francisco de Assis. Em 1953 no dia 09 de maio, contraiu núpcias com a Sra. Graciema Britto de Andrade, filha de João Fernandes Brito e Petrolina do Valle Britto. Do casamento nasceram cinco filhos: Gracimoema, Lucia Regina, graciema, Maria do Carmo, Moacir Couto de Andrade Junior e Raimunda Santo da Cruz, filha adotiva.
Sua primeira mostra individual foi realizada no peristílo da Escola Técnica Federal do Amazonas, no dia 09 de abril de 1952.
Em 1954, juntamente com os poetas Jorge Alauzo Tufic, Antisthenes de Oliveira Pinto, Alencar e Silva, Saul Benchimol, Carlos Farias de Carvalho, Francisco Vasconcelos, Oscar Ramos, Afrânio de Castro, Antonio Trindade, Freitas Pinto, José Pinheiro, Francisco Batista, Djalma Passos e outros, fundaram o Clube da Madrugada em plena Praça da Policia Militar.
Das suas obras literárias, as que mais se destacam são: Moacir Andrade, Catálogos; Moacir Andrade, Desenhos; Manaus, Monumentos, Hábitos e Costumes; Amazonas, a Esfinge do Terceiro Milênio; Alguns aspectos da Antropologia Cultural do Amazonas; Tipos e Utilidades dos Veículos de Transportes Fluviais do Amazonas; Nheengaré ou Narrativas Amazônicas; Manaus, Ruas, Fachadas e Varandas; Tesouro de Icambiaba.
Lecionou Educação Artística na Universidade do Amazonas, Escola Técnica Federal, Colégio Estadual e no Colégio Militar, onde construiu um monumento mural de madeira.
Criou vários cursos gratuitos na cidade e no interior, entre os quais ensinou desenho, pintura, escultura em barro, madeira e gesso.
Seus quadros, espalhados pelo mundo, encontram-se em casas de amigos, admiradores de suas obras, bem como nos acervos de muitos museus e pinacotecas.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007


POETATU

“Os poetas amazonenses não se emendam. Não tomam jeito. Não procuram fazer algo de útil para a sociedade. Pelo contrario. Resolveram engrossar a couraça, reuniram um time de peso-pesado e decidiram bagunçar de vez com o coreto da Praça da Policia, onde surgiu o Clube da Madrugada. Em vez de pé de mulateiro, pé de miratinga. No lugar do Café do Pina ao final da tarde, Bar do Armando de madrugada. Nada de vampirismo sutil, chegou a hora do banho de sangue.
Se os curitibanos homenageiam Leminski com o movimento Perhappiness (um inteligente jogo de palavra para exprimir a nossa “quase felicidade”), a turma do Poetatu homenageia o poeta Ernesto Penafort mostrando a cor azul que determina a palavra primária: palavras, as palavras de que são feitas as árias.
O Retorno de Jedi não pede passagem: simplesmente passar por cima de tudo e de todos, doa a quem doer. “O mais são sentimentos, palavras ocas, jogadas ao vento”. Simão Pessoa, poeta e escritor.

CARÍCIAS
As minhas mãos são pentagamas
Acordando sons no teu corpo
Ponta de dedos imã o tato se vai
Percutindo notas descobrindo portos
Um toque de cheiro no silencio úmido.
Nos teus cabelos teço a fina partitura
Feita de duas claves:
A mao direita
Sola um sol agudíssima
A esquerda se faz em fá
O grave fado
O gesto do teu tesão
Fala do meu pulsar
(Um sopro morno fala baixo
no bafo abafado em tua boca)
O suor dos nossos corpos
-enquanto garoa no lençol –
Lava por instante
O tempo de um ritmo sem metromo
um cheiro concreto de amêndoas
Aníbal Beça, poeta, escritor e compositor.

NOITE EM CLARO
(azul plúmbeo)
Por
amanhecer-me,
sujigo-me
ao dia
CURTA-METRAGEM
(marrom)
A fogueira
Dos meus olhos
não apaga
a cinza do amanha.
Cunha faceira
Lava o rosto
À beira da lama
VÔO
(arsênico)
Querer-me em ti
É um suplicio
das dores,
sem cores
para o meu bem-te-vi
Jersey Nazareno, poeta,jornalistas e produtor cultural
ABCDADO
Anarquista (alheio à conquista)
Boêmio (corpo molhado, abatêmio)
Celibatário (até caso contrário)
Diferente (de todo inocente)
Extremado (um apaixonado)
Fatal ("vem pro meu bem, vem pro mal")
Grávido (dia novo, ávido)
Hermafrodita (só leso acredita)
Indio (testemunha do genocídio)
Judeu (à esquerda, ateu)
Louco (por tão pouco...)
Marginal (margem é rasa, sou perau)
Narciso (no que for preciso)
Odiado (melhor que ser amado)
Palhaço (tipo velho Inácio)
Querubim (safado deus curumim)
Ridículo (provo e explico)
Suicida (pra morte entrego a vida)
Teratologista (de carne sem visita)
Uamiri (com veneno atroari)
Volátil (brisa molhada, banzeiro de rio)
Xoxoteiro (graduado em puteiro)
Zonzo (tô morrendo de banzo)
Marco Gomes, poeta anarquista e produtor cultural.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

AS PEDRAS DE LIOZ

As calçadas da Manaus antiga eram feitas com as Pedras de Lioz, chamadas assim porque foram trazidas de Portugal, da vila que lhe empresta o nome. Os navios de arribação colonial chegariam vazios se não trouxessem pedras em seus porões, flutuariam sem lastro, pois levavam mais do que traziam.
Hoje ainda encontramos essas pedras no entorno do Teatro Amazonas, Palácio da Justiça, Palácio Rio Negro, Mercado Municipal, Prefeitura de Manaus e em algumas ruas do centro de Manaus.
Segundo o geólogo Frederico Cruz, não existem informações sobre a localização das jazidas de onde foram retiradas, mas provavelmente ficavam em regiões banhadas no passado por grandes mares. Explica também que tanto mármores quanto calcários são formados por sais marinhos, sendo que os primeiros foram submetidos a grandes temperaturas, provavelmente por terem entrado em contato com lava vulcânica. “É por isso que os mármores têm essa aparência vítrea e lustrosa, diferente das pedras calcaria que são mais opacas”, diz Fred. O aquecimento dessas pedras também fez com que a forma circular dos estromatólitos ficasse deformado, mas internamente permanecerem intactas, sendo um campo de estudo valiosíssimo para paleontólogos. “Poucos lugares do mundo têm isso”.
O ilustre pesquisador foi contratado pela PMM para assessorar os técnicos que estão reformando o Paço da Liberdade, antiga sede da Prefeitura, para indicar qual a outra pedra que poderia substituir as pedras de Lioz que estão bastante desgastadas. Ela conta que ao fazer um exame químico com acido clorídrico na amostra colhida na praça, a área avermelhada não regia, enquanto a borda, clara, reagia, como era de se esperar de um pedaço de calcário, explica o geólogo. “Levei a amostra ao microscópio e descobri o estromatólito, além do valor histórico, agrega um valor turístico e paleontológico, portanto, essas pedras não podem ser retiradas dos locais”.
O jornal A Crítica fez uma reportagem com o pesquisador em 2004, e chegaram a este fabuloso achado, segundo o reporter, “as pedras de Lioz usadas n calçamento de boa parte do Centro histórico de Manaus esconderam por dois séculos um tesouro paleontológico raríssimo, são estromatólitos , estruturas organo-sedimentares que serviam de casa para algas cianofíceas, os primeiros seres vivos a habitar a Terra, há aproximadamente 3,5 bilhões de anos”. “Estas descobertas agora, contudo, são do período paleozóico, entre 800 milhões e 200 milhões de anos atrás”, explica o geólogo.




quarta-feira, 31 de janeiro de 2007




BIOGRAFIA

José Rocha Martins é cearense de Uruburetáma, onde nasceu a 28 de março de 1923. É um Luthier, profissional que fabrica e conserta instrumentos de cordas. Chegou em Manaus aos 12 anos de idade, fugindo da grande seca que assolou o nordeste na década de 30 do século passado e, também para encontrar com o seu genitor, Sr. Jose Martins da Silva, soldado da borracha, que executava o seu trabalho no Rio Jamari, afluente do Rio Madeira, Amazonas, próximo ao Território de Guaporé, hoje Estado de Rondônia com Capital a Cidade de Porto Velho. Veio com a sua mãe, Dona Lídia Pires Martins e o seu único irmão José Martins. Ao chegar em Manaus teve a sua primeira grande decepção, o seu pai tinha embarcado de volta para buscar os seus familiares no Ceará; por falta de comunicação, houve o desencontro da tamilia. O patrão do seu pai o Sr. Arruda, coronel de barranco, providenciou a acomodação da familia na Fundação Dr. Thomas situada a Rua Recife n°1.511, Bairro de Adrianópolis (Antiga Vila Municipal) cuja a área era de propriedade da Cúria Metroplitana de Manaus. Quando a família se reencontrou, foram todos morar no interior, aonde o seu genitor veio a falecer. Voltaram para Manaus; a Dona Lídia reiniciou os seus trabalhos de costureira e o José Rocha foi trabalhar na residência do coronel, um casarão localizado na Rua José Clemente, atrás do Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Manaus, o seu irmão fazia biscates e era chegado a uma boemia. A sua mãe não passava muito tempo em Manaus, sempre indo e vindo do Ceará, ao contrario do José Rocha que sempre fez questão de ficar em Manaus. Iniciou os seus estudos no Colégio Dom Bosco, graças ao padre salesiano Agostinho, que sempre ajudava aos adolescentes pobres. Com a morte do seu irmão, teve que deixar de estudar para trabalhar e sustentar a sua mãe. Aos dezoito anos de idade foi trabalhar numa fábrica de castanhas, na Rua Joaquim Nabuco n°1531 (hoje Universidade do Norte - Uninorte),centro de Manaus/Am., não tinha nenhum documento. Após uma flscalizaçáo dos fiscais do trabalho, foi obrigado a tirar a certidão de nascimento e a CTPS. Foi quando mudou o seu sobrenome, pois nasceu numa sexta-feira da paixão e a sua mãe uma católica fervorosa, passou a chamá-lo de José da Paixão Martins Pires, ou simplesmente Zè da Paixão, não gostava nem um pouco desse nome, apreciava mais o apelido de Rochinha, dado pela meninada de Uruburetama, pois parecia muito com o pároco da Igreja local, o Padre Rocha, moreno, barrigudo e com os cabelos pixaim, passou chamar-se José Rocha Martins, Rochinha para os intimos. Depois foi trabalhar numa pequena fábrica de violões, situada na Rua dos Bares n° 170, nos porões do Bazar Alba, cujos sócios eram: Manoel Rodrigues Terceiro, (Português) sua Mulher (Sim Libanesa) e Manoel do Nascimento Filho (Brasileiro). O oficio foi passado pelos portugueses ao Sr. Manoel do Nascimento Filho, que repassou as técnicas de confecção de instrumentos de cordas para o Biografado. Os negócios estavam indo por águas abaixo, pois um dos sócio da Empresa era viciado em jogps de azar especialmente o Bacarat, e apesar do apoio da Maçonaria, a sua falência foi inevitável, morrendo no ano de 2.000 no Município de Santarém Estado do Pará. Com a ajuda da patroa da sua esposa e dos amigos, conseguiu um empréstimo de 3 contos de réis para montar o seu próprio negocio. Construiu um grande flutuante, situado no lgarapé de Manaus, aonde foi morar com a família e montar a sua própria oficina. Foi quando nasceu a pequena fabrica de instrumentos de cordas t Bandolim Manauense”. Com a determinação do governador Arthur Ferreira Reis (Governo nomeado pela Revolução em 1964) em acabar com a chamada Cidade Flutuante, o Biografado foi obrigado a desmontar a sua oficina/casa, vender o seu motor de centro (era adaptado para cortar madeira), com o dinheiro comprou uma área situada na Vila Paraiso, com via de acesso pela Avenida Getúlio Vargas, construiu uma pequena casa de madeira, residencial onde morou até o seu falecimento. Foi convidado a montar a sua oficina nos porões de uma casa antiga, tipo chalé, situada na esquina da Rua Huascar de Figueiredo com o Rua Igarapé de Manaus, o Sr. João Bringel , esposa e filhos, formaram a sua segunda família. Neste lugar, construiu centenas de violões, cavaquinhos, bandolins, guitarras, citaras e até violinos. Ficou muito conhecido na cidade de Manaus e até no exterior, fez violões para o figuras de destaques no Mundo da Música Brasileira como os Cantores: Gilberto Gil, Silvio Caldas, Vando e outros menos famosos. Fez parceria com os pesquisadores do INPA na área da madeira, alguns violões foram enviados para a Alemanha e Estados Unidos. Os seus instrumentos ficaram famosos pela sonoridade e escala perfeita, utilizava madeiras nobres, como a macacaúba, pinho, cedro, mampá, além das formas boleadas e dos desenhos de marchantaria que utilizava em seus violões. Pela forma artesanal de fazer os seus instrumentos e pela atenção e carinho que tinha pelos seus clientes, marcou a sua passagem por Manaus, sendo até hoje querido e admirado por todos, eis algumas dedicatórias: “Rochinha pai do violão e patrono da canção, minha bênção”, Afonso Toscano, cantor e compositor — “Rochinha é o médico parteiro da música, além de consertar estragos, ainda é o parteiro do violão”, Lucinha Cabral, cantora — O sonho de continuidade do Rochinha foi concretizado pelo luthier Rubens Gomes. já que o stado é padrasto das artes”, Marcos Comes, poeta. O José Rocha conheceu a Dona Nely, que trabalhava em casa de família e, veio a ser a sua esposa, com quem teve 04 filhos, José Rocha Martins Filho — Contador, Jose Henrique Soares Martins — Promotor de Vendas, José Martins Soares — Administrador e Graciete Soares Fernandes — Enfermeira. Hoje faz parte da prole inúmeros netos. Todos os filhos trabalharam com ele até completarem a maioridade, mas não quis que eles seguissem a profissão do pai, não por falta de vocação, mas os estudos vinham em primeiro lugar. Talvez foi um grande erro, pois ao se aposentar não deixou nenhum discípulo que levasse a frente essa belíssima profissão. Aos sessenta anos tirou pela primeira vez férias, viajou com o filho mais velho rumo a sua terra natal, embarcou num Navio tipo Catamarã da Enasa — Empresa de Navegação S/A., até Belém com os velhos amigos boémios, entre eles estavam o Vadico, o Pernambuco e o Moises. Seguiu de estradas até o Ceará, passando somente 1 dia em Uruburetâma, nunca mais voltou por falta de condições financeiras e de saúde.
Cinco anos depois sofre um derrame cerebral, parando totalmente de trabalhar, aposentando pela Previdência Social com 1 salário minimo. Depois de vários anos, a Câmara Municipal de Manaus aprova uuma aposentaria especial de 05 SM, o que lhe deu condições de viver dígnamente na sua velhice. Faleceu no dia 28 de janeiro de 2007, proximo de completar 84 anos de idade.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

RIKINHO, FILINHO DE PAPAI – BICA 2007-01-17

Autores: Wagner Cristiano, Nestor Nascimento e Roseno Lima.

Hei! Você aí me dá um dinheiro aí
Me dá um dinheiro aí
Agora vai, agora vai
Ele é Rikinho é Filhinho de Papai
Ganhou um brinquedo novo
Vai à Brasília brincar
Não vai mais dar pitaco
Vai deixar o gajo trabalhar
Manaus Cubata Africana
Ta uma zona vou pra Bagdá
Ô Vera, ô Veroca
Mais quem foi que te bateu?
Foi ele, foi ele sim,
Foi o Sabino que meteu o pau em mim
Artur Bundinha e Marcelo Tracajá
Fizeram tudo como manda o figurino
E cá na Bica agora vão entrar
E rebolar no Regional do Mariolino
Vixi! Cruz credo, credo em cruz
Qual é a bronca que te seduz
Olha que eu mato, eu mato
Quem se meter a besta
De ganhar o meu mandato
A Lourdes disse e o Armando confirmou
Esta cidade está uma zorra total
Quero cantar, quero vibrar e ser feliz.
Entrar na Bica só se for em Portugal.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

CENTRO DE MANAUS

Faço coro juntamente com o escritor Marcio Souza e o senador Jéferson Peres (PDT-AM), com relação ao sentimento de tristeza pelo abandono do Centro de Manaus, principalmente da Avenida Eduardo Ribeiro, Marques de Santa Cruz e o entorno da Igreja da Matriz. O abandono é total, encontramos um lugar entregue aos ambulantes, com barracas de venda de churrascos, peixes, verduras, quinquilharias, produtos piratas, comidas e lanches. O lugar é intransitável, com os taxistas fazendo filas no meio da rua, barracas nas calçadas, além da sujeira e mau cheiro, ocasionado pelo descarte diário dos ambulantes e catadores de lixo, que abrem as caixas e sacos colocados pelos comerciantes das imediações.

O senador Artur Neto teve a ousadia de reorganizar o centro de Manaus, quando era prefeito da nossa querida cidade, porém paga um preço político muito alto pela decisão tomada. Outros prefeitos resolveram recolocar os ambulantes nas praças e prédios públicos, não resolveu o problema, mas sim, piorou ainda mais.

Entendo que este é um preço que devemos pagar, em decorrência da falta de emprego formal, ocasionado pela explosão demográfica em Manaus; porém os administradores do município não podem deixar os espaços públicos entregues a própria sorte, devem sim, reorganizar e fiscalizar, pois existem normas para serem cumpridas.

A PMM está investindo pesado no sistema viário de Manaus, recentemente liberou 70 milhões de reais para as construtoras que estão tocando as obras de passagens de nível e viadutos, e esqueceu de recapear as ruas do centro, é uma tremenda falta de sensibilidade do Prefeito Serafim Correa. O governo do Estado está investindo pesado na recuperacao do prédio que abrigava o comando da Policia Militar e, a Prefeitura nao gastou 1 centavo na Praça da Polícia.
O Porto de Manaus está entregue a um grupo de pessoas que nao tem nenhum compromisso com a nossa cidade, fizeram a revitalizacao de alguns armazens e detonaram totalmente os prédios antigos que ficam no entorno do porto. E por aí vai...

sábado, 13 de janeiro de 2007

TURISMO EM MESA DE BAR

O Amazonsat apresentou na ultima sexta-feira o programa Estação Turismo, mostrando os bares e restaurantes de Manaus, com maior enfoque para o Bar do Armando e Açaí. Vale a pena assistir os reprises, confira os horários em que vai ao ar:(Horário de Brasília)InéditoSexta-feira 20:30h Horários alternativosSábado 16:30h Domingo 10:30hTerça 15:30hQuarta 15:30h
Sexta 5:30

Para assitir via internet:
www.amazonsat.com

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

BANDA DA BICA
FONTE: JORNAL MASKATE
Riquinhos e manhosos na Banda da BicaMarcelo Serafim, Rebecca Garcia, Arturzinho Bisneto, Josué Neto e Nelson Azedinho são as estrelas da escrachada e irreverente Banda da Bica em 2007, uma solene e sincera homenagem aos filhinhos de papais ilustres que se deram bem na política. No dia 12 de fevereiro todos já manifestaram a intenção de soltar a franga e glamour. É bem verdade que glamour se aplica apenas no caso de Rebecca Garcia, evidentemente, para a lira desvairada do delírio da famosa e ingovernável agremiação carnavalesca. A promessa dos (des) organizadores é fazer de cada um dos homenageados motivos de empolgação popular e da habitual insensatez que caracteriza as folias de Momo. Sai de baixo e da cadeira. Loucura e descaminhoO deputado federal Marcelo Serafim, o herdeiro lusitano da discreta – nem por isso menos desvairada – nau dos insensatos, manifestação carnavalesca da saga dos filhos de Camões, encarnada pela família Serafim, já avisou a todas as tribos, guetos e galeras que se a canoa não virar, olê, olé, olá, ele chega lá. Aonde, não interessa muito, o importante é partir: “... pois quem parte reparte vida, loucura e descaminho, e nunca estará sozinho, pois há sempre alguém partindo”, como dizia no terceiro gole o ex-poeta Mário Bakunin. Mulheres e o sexo poderosoRebecca, a única representante do sexo forte e poderoso que as mulheres adotaram e assumiram no terceiro milênio, vai deixar o apartamento funcional de Brasília para desembarcar na volúpia momesca do Largo de São Sebastião. Vai deixar temporariamente de lado os compêndios da legislação regimental do Congresso para conferir o desvario da Bica. E mostrar que é possível liberar o zoológico da alegria sem perder a compostura parlamentar nem ameaçar a pose que a mulherada conquistou a duras penas. A pomba de ItacoatiaraJá Arturzinho Bisneto foi comedido nos propósitos de descontração pessoal na hora e reafirmar sua presença e empolgação. Nesse momento ele evita antecipar a festa bacante que vai oferecer a sua tribo particular, livre, leve e solta em todas as folias do litoral nordestino, após confirmarem a vaga que ele andou perto de perder – ou se deixar possuir - para o policial itacoatiarense com nome de bispo, Donmarques Mendonça, legitimo descendente da família do Marques de Pombal. Cafungadas e gorósCom relação a Azedinho, Nelson Amazonas Azedo, filho do proprietário da Fundação Prodente, Nelson Azedo, deputado estadual pelo PMDB, aquele que preside uma Ong que melhora a qualidade de seu sorriso em troca de um sufrágio universal, o popular voto de cabresto odontológico, sua presença na Bica foi confirmada por um largo sorriso, com as obturações e reparos impecáveis. Afinal, a propaganda é a alma do negócio. Seu bloco entrará de branco, com mascaras que não impedem o uso do nariz e da boca, portas de entrada de gorós e cafungadas nos cangotes da extroversão.Genética da foliaO mais recatado de todos é o deputado recém eleito, Neto, o filho dileto do Mago Josué Filho, cujo pai, decano da saga dos Souza era chegado numa folia daquelas de afastar as testemunhas. Com todo respeito, é claro. Dizem que Josué pai, no caso, avô, e o Boto, o senador Gilberto Mestrinho, iam com três dias de antecedência ao Aeroporto de Ponta Pelada, lá pra bandas da Colônia Oliveira Machado aguardar a chegada da Kamélia, que não morreu, nem jamais deixou cair a peteca, costumavam voltar pra casa na semana seguinte, totalmente entregues nas mãos da Providencia Divina. Imagina a carga genética do garoto e seu potencial de folia. Nada será como antesJosué Filho, que carrega há várias décadas os compromissos inenarráveis desse espólio carnavalesco, jurou que este ano não vai mais vigiar com toda atenção as tramelas do próprio poleiro e assegurar que todas as frangas, aquelas mais recatadas e as mais enxeridas, terão, vez, voz e passe livre, como todas as cidadãs que a lei do prazer contempla e o direito à felicidade permite. A função de cuidar do mulherio está passando para o Neto. O magro vai estar “amarrado” pelo compromisso universal que une homens e mulheres. O casamento com Kátia no dois sábados antes do Carnaval lhe aparou as arestas. Com um detalhe da filosofia do hedonismo universal. Ninguém é de ninguém e se meter a besta, na quarta-feira de cinzas, nada será como antes, mano querido!

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Mais um ano chega ao fim.
É tempo de fazer um balanço de tudo o que aconteceu.
É tempo de transformarmos:
os momentos bons em novas energias, entusiasmo e principalmente esperança de todo que os nossos sonhos vão se realizar!
os momentos maus em um lembretes para não cometermos novamente os mesmos erros no ano que vem.
os momentos difíceis serem peças fundamentais de que tudo na vida passa e que esses momentos no futuro nos ajude a terem momentos felizes.
É tempo de agradecermos a Deus por todos os momentos felizes que tivemos!
Feliz Natal!
Feliz 2004!

sexta-feira, 3 de novembro de 2006








PAULO MAMULENGO


Paulo de Tarso, mais conhecido por Paulo Mamulengo, o Conde de Paricatuca, natural de Capina Grande, na Paraíba. É polivalente, bonequeiro, repentista, poeta, filósofo, líder comunitário, membro do grupo Mamulengo, ecologista, dentre outras atividades. Mora na Vila de Paricatuba, no município de Iranduba.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006


PARABÉNS CIDADE DE MANAUS PELOS SEUS 337 ANOS!

Hoje, dia 24 de outubro de 2006, é feriado municipal, se comemora o aniversário da cidade de Manaus, capital do Estado do Amazonas.

Peço a Deus que ilumine a mente dos administradores públicos, no sentido de orientarem as suas ações, visando ao bem estar social das pessoas que aqui habitam, através de planejamentos a longo prazo, planos diretores e, acima de tudo, trabalhando com sintonia e respeito com as reais aspirações do povo manauara; cuidando com mais respeito e carinho do nosso patrimônio público, do meio ambiente, da educação, da saúde, lazer, transporte e moradia do nosso povo, dando-lhes uma vida mais digna, com maiores oportunidades para obterem trabalho e renda para as suas famílias.

Peço também a Deus para clarear os pensamentos dos seus habitantes, direcionando as suas ações para o respeito com a sua cidade, tendo mais cuidado com o meio ambiente, destinando corretamente os seus resíduos sólidos e líquidos, preservando as nascentes, os igarapés, as matas ciliares, os animais, as arvores e ao ar que respiramos, o nosso patrimônio histórico, as praças e os jardins, nossos balneários e, principalmente respeito a si mesmo e aos seus semelhantes, com ações carregadas de amor e carinho para com as nossas crianças, adolescentes e aos nossos irmãos da idade feliz.

Muito obrigado Manaus, por ter tido a felicidade de nascer neste torrão, por teres me dado a oportunidade de uma infância feliz no Igarapé de Manaus, de passar a minha adolescência na Vila Paraíso, entre as Ruas Getulio Vargas e Tapajós, por ter tido uma vida adulta sadia e equilibrada, sempre trabalhando e estudando em prol do crescimento digno da nossa sociedade.

Obrigado pelos meus três filhos nascidos nesta cidade que tanto amo, de ter-lhes dado um ótimo local para morar, no Conjunto dos Jornalistas, uma educação adequada e de terem aprendido também a respeitar e a amar a nossa cidade.

Parabéns Manaus!

José Martins Soares Rocha
jmartinsrocha@hotmail.com
comex@mirainet.com.br
www.jmartinsrocha.blogspot.com

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Semana passada, tive a grata surpresa de reencontrar dois velhos amigos, foi uma grande coincidência, estava no ponto de ônibus, quanto foi avistado pelo Ariosto e depois pelo Lúcio, estavam dirigindo-se a Igreja de São Sebastião, no centro de Manaus, para acertarem uma Missa de Ação de Graças dos 50 anos de um grupo de amigos que se conheceram na década de 70, embarquei junto, apesar das décadas que nos separavam, conversávamos como se o tempo tivesse congelado; na nossa adolescência participamos de um movimento religioso chamado Juventude Franciscana – JUFRA, sob o comando do frei Fulgêncio, funcionava num prédio onde hoje é a Faculdade Objetivo, na Rua Tapajós com a Ramos Ferreira.

Para comemorar o evento, será realizada a missa no 20.10.2006 às 18h e o dia 21 haverá um encontro do grupo no Clube dos Magistrados.

Vale a pena citar o que os amigos escreveram no cartão convite do evento:

“50 ANOS – QUANDO UM MURO SEPARA, UMA PONTE UNE”.
- Eram dias quentes de noites amenas. O compasso das horas contrastava com a celeridade das águas do “banho dos padres”. Tempo de atmosfera saudável e cumplicidade febril. O lirismo povoava aquelas mentes, a inquietação juvenil clamava por um “lance”. No cinema, “Jesus Cristo Superstar” escandalizava. Na gastronomia, o incomparável “cheeseburguer chef salada” via seu prestígio abalado com a chegada do irresistível Kikão. A JUFRA agregava novos valores, as meninas, os primeiros amores. Márcio Souza, no palco do TESC, apresentava “Folias do látex”. Se o “macetão” falasse, talvez explicasse as razões da rola que turturina ou da saudável “disputa a tapa” pelo ovo na caldeirada do Guadalajara (alguém sabe o paradeiro da Sabá?). Harmonia vocal no “samba da rosa”, cabia até um pandeiro sem couro e a infindável afinação do violão. Delícia a “batida” do Cachucha! Final infeliz, abalo na fé, foi o saldo do churrasco no Tucunaré. Saudades do Gugu.Itacoatiara, uma aventura, na “granja”, tanta aventura. “Brincadeiras” à parte, no Bancrévea tocavam o Blue Birds e no Cheik Os Embaixadores. Cenário de grandes “caçadas” e memoráveis “acochos”. Inesquecível o sorvete do Pingüim: tapioca e amendoim. No Castelinho, cerveja com ou sem colarinho? O contágio era geral, graças ao repertório especial. Esta quite a despesa, paga por outra mesa. Garçom, mais uma bebida! Um brinde a inauguração da estátua do famoso benemérito Ataliba. Que performance! Aqueles meninos, cumprindo o ciclo vital, viraram homens, que viraram pais, que viraram senhores, que escolheram essa data para brindar, junto, meio século de vida. Esses senhores ainda conservam a mesma amizade, a mesma irmandade, a mesma solidariedade, o mesmo espírito de união, a mesma alegria daqueles memoráveis dias. Só há uma explicação para isso: no período mais agudo dessa intensa alegria daqueles memoráveis dias aprenderam cantando. Que quando um muro separa, uma ponte une.