quarta-feira, 15 de outubro de 2014

15 DE OUTUBRO, O DIA DO PROFESSOR.


Hoje, 15 de Outubro, dia comemorativo do “lente”, professor e mestre, aquele que no mesmo dia e mês do ano de 1827, o D. Pedro I, editou um Decreto Imperial criando o ensino elementar em nosso país, bem como, no mesmo dia e mês de 1963, o presidente da República, o João Goulart, institui o “Dia do Professor”, através do Decreto Federal no. 52.682.

O Decreto do Imperador era inovador, pois determinava a descentralização do ensino, a remuneração justa dos professores e as matérias básicas que deveriam ser ministradas, porém, desde aquela data até os dias atuais, os governantes vêm desrespeitando isso.

Realmente, a educação e os professores não são levados a sério pelas autoridades governamentais em nosso país.

Somente para exemplificar: no governo do Collor, um empresário paulista faliu em decorrências das políticas econômicas adotadas pelo executivo, ele e a esposa foram para o Japão, em busca de emprego numa empresa automobilística, chegando lá, passaram por uma triagem, o marido foi encaminhado para o setor de descarga de carros, para tirar a rebarba das soldas, mesmo tendo um título de engenheiro no Brasil, ganhando dois mil e quinhentos dólares por mês, enquanto, a sua esposa, formada em pedagogia, foi reverenciada pelos japoneses, sendo admitida como diretora da escola dos filhos dos trabalhadores brasileiros, com um salário inicial de cinco mil dólares (ela ganhava três salários mínimos no Brasil), demonstrando o quanto eles tem respeito pela educação.

Enquanto isso, o Brasil ficou em penúltimo ranking mundial de educação, elaborado pela Unesco. Segundo os professores da UnB as causas foram em decorrência do numero elevado de vagas ofertadas nas escolas do país, sem que houvesse expansão da infraestrutura de ensino e do numero de professores, além da baixa formação dos docentes e da demora por parte do governo para dar prioridade à área.

Apesar de todos esses desrespeitos a educação no nosso país e aos professores, nada mais justo do que lembrarmos e agradecermos aos nossos mestres, com todo o carinho do mundo.

Nesse dia importante, agradeço imensamente aos meus mestres:

Professora Genovevauma portuguesa de olhos azuis, morava na esquina das Ruas 24 de Maio e Costa Azevedo, professora de “primeiras letras” no Colégio Barão do Rio Branco, na Avenida Joaquim Nabuco – foi ela que me ensinou a ler e escrever;
Professor Alonso – morador da Rua Marçal (entre a Rua Costa Azevedo e Avenida Getúlio Vargas), ele foi uns dos melhores professores da língua portuguesa em Manaus, lecionou  durante anos no Colégio Benjamin Constant;
Professor Garcytilzo de Lago e Silva – fui seu aluno no Instituto de Educação do Amazonas, a sua sala de aula era o laboratório do colégio, depois, foi lecionar na UFAM e no ICBEU;
Professor Jefferson Peres – fui seu aluno na disciplina de Economia Brasileira, porém, não consegui absorver muito os seus ensinamentos e, fui reprovado, mas, não guardei mágoas, tanto que estou lembrando dele neste momento;
Professor José Seráfico – um dos mais brilhantes professores da Faculdade de Estudos Sociais (Administração de Empresas) da nossa querida Universidade Federal do Amazonas – a base da minha formação profissional devo a ele.

Certa vez, um professor paulista, o Salomão Becker, fez um discurso nessa data, em 1947, ao qual ficou famoso pela frase "Professor é profissão. Educador é missão".

Parabéns aos professores pelo seu dia, em especial, aos meus mestres, com carinho. É isso ai.
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