terça-feira, 10 de outubro de 2023

EMPRESA "AMAZONAS FC"

 

José Rocha


O Amazonas FC trouxe alegria aos amazonenses e espanto na mídia esportiva nacional, em decorrência de sua fenomenal ascenção em poucos anos.

Todos perguntam:

Como pode um clube amazonense fundado em 2019 chegar a Série B? Resposta:

Primeiro: alta capacidade administrativa  e empresarial. Segundo: Recebimento bilionário de recursos públicos e patrocínios.

É isso mesmo.

O Amazonas FC é uma pessoa jurídica de direito privado (associação privada), inscrita no CNPJ sob o n. 34.639.980/0001-99, em nome de Francisco Weslley Couto dos Santos, que foi candidato a vereador em Manaus em 2012.

Endereço: Avenida Autaz Mirim, 8744, Loja 13, Jorge Teixeira.

Foi fundado em maio de 2019, contando com o apoio do então vereador Willian Abreu, que foi diretor do Rio Negro,  e Roberto Peggy, que foi presidente do Nacional FC.

Recebeu muitos milhões advindos de emendas parlamentares:

Joana Darc (União)/Partido Liberal/Francisco Gomes/Saulo Vianna/João Curcino

Bancadas União Brasil/ Progressistas/PSC

E têm mais:

Governo do Estado do Amazonas/Prefeitura de Manaus/TV Lar e outros.

Não estou contra, não!

Quando une a competência com recursos públicos e privados, além de uma equipe altamente técnica os resultados sempre serão positivos.

Os grandes clubes brasileiros e do exterior fazem assim mesmo.

Sucesso ao Amazonas FC!

Fonte: 

Coluna Radar,  VEJA

sábado, 7 de outubro de 2023

ZÉ VAQUEIRO EM MANACÁ POR 490 MIL

 

José Rocha 

Existem coisas que me deixa totalmente indignado.

Uma delas é a contratação do "Zé Vaqueiro", por parte do Prefeito de Manacapuru, o Beto D'angelo, ao custo de R$ 490 mil, para uma apresentação que ocorrerá na Expomanaca 2023.

A contratação desses camaradas pelos prefeitos do interior e até da capital por preços absurdos são coisas comuns.

O que é mais absurdo é estarmos em "estado de emergência pública" pela vazante dos rios.

A cidade de Manacapuru já foi chamada de "Princesinha do Solimões", hoje, a "Feinha do Solimões", está entre as cidades em estado de calamidade pública, com focos de queimadas em todo lugar, fumaceira geral e problemas de toda ordem.

Dentro desse cenário desolador, vem esse prefeito sem noção e contrata  por meio milhão de reais um cantor de "fuleiragem" para se apresentar na cidade.

Esse tipo de coisa revolta a todas as pessoas de bom senso.

Com a palavra o TCE.

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

AS INSTITUIÇÕES E AS AUTORIDADES ESTÃO DESMORALIZADAS

 

José Rocha


Sou da Manaus antiga, do tempo em que havia respeito às instituições públicas e privadas, além de sabermos o nome do dirigente maior.

Naqueles tempos bons, no qual os dirigentes eram "autoridades" e eram chamadas de "Sua Excelência" e outros pronomes de tratamento.

Nos eventos mais importantes, eles eram convidados e ficavam alguns deles no "lugar de honra".

Por exemplo, todos os cidadinos sabiam quem eram os Presidentes da CEM, BEA, COSAMA, CORREIOS E TELÉGRAFOS, RIO NEGRO FC, NACIONAL FC, FAF, JUNTA COMERCIAL, CÂMARA MUNICIPAL, ASSEMBLEIA LEGISLATIVA ETC.

Sabíamos de cor e salteado quem era o Reitor da UA, Delegados de Polícia, os nomes dos Padres da Matriz e São Sebastião e Cônego, dentre outros.

Atualmente, não sabemos quem são e nem queremos saber.

Tanto faz como tanto fez.

Eu não não sei nem quem é o Presidente da Câmara Municipal, muito menos os nomes dos vereadores!

Ninguém dá mais valor as instituições e aos seus    dirigentes.

Ficou lugar comum, ninguém dá mais valor, pois a grande maioria são cargos indicados por políticos e viraram antro de corrupção, e, outros, ficaram desprestigiados e sem importância na sociedade.

Quem é o Presidente da FAF?

Do Rio Negro FC?

Da Junta Comercial?

Da Águas de Manaus?

Da Academia Amazonense de Letras?

Quem é o Delegado Geral de Polícia?

Quem é o Reitor da UFAM?

Quem é o Prefeito de Itacoatiara ou de Manacapuru?

Sei lá!

E nem quero saber!

Quando tenho interesse busco no Google ou nos portais de notícia quando a Federal leva um deles em cana.

Tá tudo desacreditado!

É isso aí.

segunda-feira, 2 de outubro de 2023

A VOLTA TRIUNFAL DO ARI NETO NA NARRAÇÃO DE JOGOS DE FUTEBOL DE CAMPO

 


Ari Neto

Sou, atualmente, um funcionário público aposentado, mas, nasci vocacionado para atuar na radiodifusão, pois ainda muito jovem, em 1967, apenas com 19 anos de idade, entrei para o quadro de profissionais da hoje extinta Rádio Baré, onde fiquei até 1969, como repórter de campo, auxiliando o narrador da partida. Trabalhei na Rádio Mar, permanecendo de 1969 a 1971. Enfim, fui para a Rádio Difusora, onde fui indicado para ser narrador de futebol. Além dessas emissoras de rádios passei pela Ajuricaba (extinta), Sucesso (extinta), Globo/Baré (extinta), além da Panamazônica (web) e Mix Amazônia. São cinco décadas de radiodifusão com recordações que trazem uma imensa bagagem. Depois de uma pausa, volto, novamente, a encarar os microfones para narrar o grandioso jogo de futebol entre o nosso Amazonas (que poderá galgar a tão sonhada vaga para a série B do futebol brasileiro) versus o Botafogo da Paraíba, no dia 7 de outubro, contando com o apoio do grande treinador e comentarista Flávio de Souza e do ex-jogador de futebol e craque João Corrêa Monteiro, além de contar com o repórter e ponta de gol Cícero Aquino Jr

O Flávio de Souza, um cidadão que com os seus 93 anos de idade goza de uma saúde de ferro. Foi um dos fundadores da Associação dos Cronistas e Locutores Esportistas do Amazonas (ACLEA). É poeta, musicista consagrado, com mais de 60 composições musicais, incluindo o Hino do Nacional Futebol Clube e do Olímpico Clube e da cidade Autazes. Foi locutor esportivo, diretor artístico da Rádio Baré, foi emissário junto a FBF onde ajudou na fundação da Federação Amazonense de Futebol (FAF). Fez estágios em grandes clubes de futebol do Rio de Janeiro. Foi preparador físico, auxiliar técnico e técnico do Olímpico, Rodoviária, Rio Negro, Nacional, São Raimundo e Nacional. Foi executivo do Departamento de Estradas e Rodagens (DER-AM), onde se aposentou. Agora, volta a nossa rádio WEB para fazer o que sempre gostou, de narrar um grande jogo de futebol de campo. Seja bem-vindo!

João Corrêa Monteiro, mais conhecido por “Corrêa”, está com 65 anos de idade, natural de Manaus, Amazonas, foi meia esquerda, atuando em vários clubes, tais como: Penarol, Fast Clube e Nacional. Começou a carreira nos gramados aos 18 anos, mas depois teve a oportunidade de integrar o elenco azulino profissional. Na época, conquistou a todos por sua grande habilidade com a bola nos pés, tornando-se ídolo de uma geração. Um dos grandes nomes do Nacional FC foi o Rolinha, que em sua despedida entregou a sua Camisa 10 para o Corrêa, pois reconhecia nele um grande jogador de futebol. Ficou no clube de 1978 a 1981, onde conquistou o tetro campeonato amazonense. Com certeza, será um grande comentarista esportista e brilhará ao lado do Flávio de Souza, no jogo decisivo do Amazonas FC versus o Botafogo da Paraíba. Seja bem-vindo!

A transmissão do jogo será às 18 horas, sábado, dia 07 de outubro, na Arena da Amazônia, pela “RADIO MEB – Maria Edith Barroso”, na página do Facebook. Esta partida será muito importante, pois poderá marcar o acesso à Série B do clube amazonense ao Campeonato Brasileiro, para tanto, o Amazonas FC, precisa apenas de um empate, pois vem de vitória de 2 a 1, de virada, sobre o Paysandu, em Belém.

Este evento marcará a minha volta na qualidade de narrador de futebol, uma das coisas que mais tenho prazer e satisfação em minha vida e, juntamente com o Flávio de Souza, Corrêa Monteiro e o Cícero Aquino Jr, vamos fazer a festa! O meu grito de gol terá o microfone aberto, ecoando em toda a Arena da Amazônia. Será o desabafo da galera atendendo cada coração, que pede o retorto a Série B do Campeonato Brasileiro.

sexta-feira, 29 de setembro de 2023

VAI CHOVER NA ROÇA

 

José Rocha 

Olha, a situação é muito grave na maioria dos municípios do Amazonas, incluindo a capital.

No entanto, este estado de emergência é uma brecha para compras milionárias sem licitação, para amenizar a situação difícil dos nossos irmãos interioranos.

Sabemos que a ajuda é para ontem e que qualquer barreira burocrática deve ser retirada do caminho.

No entanto, sabemos que é aí que mora o perigo: compras milionárias sem licitação.

Pode até chegar os produtos e serviços para os mais necessitados, mas é um caminho para a roubalheira.

Ganha somente os fornecedores amigos do rei. As compras são superfaturadas e os produtos são de péssima qualidade.

Geralmente é assim que funciona, mas acho que o governador e os prefeitos serão rígidos na fiscalização, farão  compras com o preço de mercado e de qualidade, com oportunidades para todos.

Será, parente?

Sei, não.

Os homens do governo pensam em primeiro lugar no bem estar da população e o caixa dois em segundo lugar.

Tú é leso, Rocha?

Vai acreditando

Vai chover somente na roça do governo.

Pois é, Mané.

CONFRARIA DO VIAGRA 2023 - ROCK NACIONAL

 



José Rocha


Faz vários anos em que um grupo de amigos, principalmente da "idade feliz" se reúnem na Praça de Alimentação do Amazonas Shopping (Papa Loka) para celebrar a vida, com muito shopp e rock nacional.

Os encontros são sempre às sextas-feiras e a última do mês é especial, aonde o Presidente Paulo "Queridinho" manda fazer um DVD com rock nacional, além do sorteio de uma caixa de Viagra, para o deleite de um confrade para passar o final de semana com tudo em cima.

O pessoal que frequenta a Praça da Alimentação da parte de cima fica impressionado com a alegria e descontração dos senhores sessentões.

Eles cantam, bebem, comem tira-gosto (cota), além do grito de guerra.

Além da macharada, participam do evento as esposas, namoradas, amantes (da confraria, é claro) e paqueras, pois não é  o "Clube do Bolinha", mas um clube dos adoradores de uma azuizinha.

Tá rindo, né?

Sou um novato na Confraria, tendo como padrinhos os veteranos Amazonas e Boanerges Seabra.

Eles fazem uma quota mensal para a festa de confraternização que acontece próximo ao Natal, isso é tradição.

Os confrades possuem um grupo no whatsapp "Confraria do Viagra" com 55 membros.

Hoje, última sexta-feira do mês têm rock nacional e eu lá estarei.

É isso aí.

sexta-feira, 8 de setembro de 2023

50 TONS CINZA DE MANAUS - JOSÉ ROCHA


 

O PASSO A PAÇO & O PASSO A VASO

José Rocha


Parodiando o "Passo a Paço", não fui a este evento por dois motivos:

Primeiro, por discordar da monetização do evento e pela não valorização monetária dos artistas manauaras e pelos pagamentos exorbitantes aos de fora.

Neste caso, fiz várias postagens a respeito nas redes sociais.

Segundo, por problemas de saúde.

No domingo passado, resolvi dar uma volta pelo Mercadão e pela Feira da Manaus Moderna, onde fiz compras por impulso.

Era a "Hora da Xepa", um horário em que a feira está para fechar e os preços caem quase pela metade.

Um peixeiro mostrou-me uma banda de um roelo de Tambaqui sem espinhas pelo preço de trinta Reais.

Pedi para corta-lo para um cozido tipo caldeirada.

No caminho senti um cheiro forte do peixe.

É aí que mora o perigo.

Peguei um disarranjo intestinal de segunda a quinta-feira.

A minha filha também passou mal. Ainda bem que os meus netos não provaram do peixe.

No sábado retrasado comprei o mesmo peixe no DB da Constantino Nery e nada sentimos, pois naquele local o peixe fica em cima de uma montanha de gelo e somente é retirado para trata-lo do jeito em que o cliente pede.

Diferente da Feira da Manaus Moderna, onde os peixes são colocados em cima dos balcões sem gelo para conserva-los.

Isto é um perigo para a saúde humana!

Os administradores públicos e a área de vigilância sanitária deveriam obrigar esta feira adquirir uma máquina de fabricar gelos e vender a preços módicos para os vendedores de peixes, frangos, carnes vermelhas e miúdos e outras proteínas animal que são vendidas na Feira da Manaus Moderna (um nome pomposo que não reflete nada de modernidade).

Por incrível que pareça, fiquei bom hoje, sendo curado apenas com intensa hidratação oral (muita água), soro caseiro (água com sal), bastante frutas, principalmente uvas e mamão e chá de folhas de louro.

Um milagre, não gastei nada com cervejas!

Hoje, curado, irei caminhar pelo Parque Jefferson Peres e Paulo Jacob, passando bem longe da Manaus Moderna e não quero ver nem de longe um tambaqui em cima de uma banca sem gelo.

Cansei do Passo a Paço e do Passo a Vaso, também!

Eu, heim!

terça-feira, 5 de setembro de 2023

DAVID GUETTA EM MANÁOS

 

José Rocha


Segundo consta no Google, o DJ francês David Guetta,  cobra um cachê de 200 mil dólares, o equivalente a mais de UM MILHÃO DE REAIS. 


A Prefeitura não divulgou os valores pagos a todos os artistas que participarão do mega evento em Manaus.


Segundo o prefeito Davi, o cachê do DJ Guetta foi pago por um empresa patrocinadora. 


O valor é alto, pois o dito cujo virá em seu jatinho particular da Europa para Manaus. 


O cara pode ser bom, mas não o conhecemos nem nunca ouvimos falar dele.


Para o show em Manaus, ela já exigiu que não fique ninguém em frente ao palco (pessoas que pagaram 600 reais pelo frontstage) vão ter que ir para as laterais (e ficar com a cara de otário). 


Outra coisa: ninguém está autorizado a usar a sua imagem, nem a ManausCult) que é a organizadora do evento.


O camarada é arretado e exigente, coisas de famosos, imaginem o que ele vai pedir no palco.


O centro histórico de Manaus está um lixo e abandonado, com prédios do início do século caindo aos pedaços, não se justifica trazer um gringo desse para fazer festa exatamente no local que está abandonado pelas autoridades municipais e estadual. 


Que fossem direcionados esses recursos milionários para a recuperação do Prédio da Alfândega, das Casas da Booth Lines, Museu do Porto e da Praça da Matriz, seria um presente para a nossa cidade Manaus.


É isso aí.

quinta-feira, 31 de agosto de 2023

IGNÁCIO EVANGELISTA


 Ignácio Evangelista. 2023. Árvore Amazônica.Tela sobre óleo, tamanho 46 x 56.

Essa é minha e não está a venda. 

O meu amigo Inácio Evangelista possui vários trabalhos que estão na mesa de negociação.

O nosso amigo artista plástico Ignácio Evangelista, o famoso "Um Palmo e Três Dedos" informa aos amigos que dispõe de novas obras "quadros com a temática Amazônica" para vender.

Ele irá para Belém do Pará no dia 10 de setembro para participar da "Arte Pará". 

Para  participar desde evento, precisa vender algumas obras para poder bancar a sua estada na capital paraense.

Caso possa ajudar o nosso amigo, favor entrar em contato pelo telefone celular número 92985941653 ou passar mns para o José Rocha que entrarei em contato com ele.

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

PASSO A PAÇO PARA O VEXAME

 

José Rocha 

Este evento está tipo dos bois de Parintins: o povão têm de chegar de madrugada, passar o dia embaixo do Sol ☀️ e chuva 🌧️ para entrar num evento público com dinheiro público para o público, mas quem fica milionário é a família do Prefeito Bi Garcia (AmazonBest e o povo é o Besta!). Aqui é a mesma coisa. Estão usando dinheiro público dificultando o povo entrar. Quem conseguiu tem de andar pelas ruas com 

uma sacola com 30 garrafas pets ou ir até os Supermercados Nova Era e comprar lá um quilo de alimentos não perecíveis e pegar a sua fita para colocar na pulso dos otários. Quem não quiser se submeter a esses vexames deve comprar os ingressos que custam 300 reais ou um Camarote por 30 mil. É a mesma coisa em Parintins. Esse prefeito evangélico é igual ao Edir Macedo, só pensa naquilo: 💰! Vá de retro satanás! Não terás o meu voto nunca mais!

É muita grana que não acaba nunca

 

José Rocha


Muitos estão se perguntando: 

- De onde o Al-Hilal Saudi Football Club tirou tanta grana para bancar o  jogador Neymar?

É fácil responder.

Somente para vocês terem uma ideia, a fortuna do Neymar beira 4 bilhões de Reais e a do Cristiano Ronaldo perto de 10 bilhões de reais.

A família real Saudita ganha toda esta fortuna dos dois juntos num único dia!

Caramba!

O que os dois possuem é uma mixaria para a família real Saudita.

Os camaradas furam poços para encontrar água e em vez disto jorra o ouro branco e gás.

É muita grana para pouca gente.

Aquelas jóias doadas ao Bolsonaro que estão dando o que falar, para eles (os sauditas) são apenas bijuterias da Michelin (não confundir com as jóias da Michele).

Eles escavam para encontrar ferro e encontram ouro e diamante 💎.

Ó povo sem sorte!

Antes de 1930 eles andavam de 🐫 agora somente de  carrão da Ferrari.

Enquanto isso, os tupiniquins ficam brigando por um salário mínimo melhor.

São poucos riquíssimos e bilhões paupérrimos no planetinha azul.

sábado, 12 de agosto de 2023

PASSADO & PRESENTE – ANALÓGICO E DIGITAL





Os meus amigos e conterrâneos sabem muito bem a diferença dessas duas versões, pois tivemos a honra e o privilégio de usufruirmos de um passado físico, pois poderíamos pegar, sentir e guardar uma mídia musical “por um longo tempo” e, hediondamente, onde praticamente tudo é digital, na nuvem, para ouvirmos e interagirmos somente através da internet e nada mais.
Os jovens que não tiveram a oportunidade de vivenciar essas mudanças, do físico para o analógico, não valorizam, por exemplo, um CD (Compacto Disc.) e/ ou um Disco de Vinil, pois não possuem um referencial, uma vivência ou algo sentimental para dar valor quando alguém coloca uma mídia para tocar num aparelho “ultrapassado”, fora de linha ou démodé.
Eu tive o privilégio de curtir as ondas dos rádios AM de antigamente; ouvir belas músicas das vitrolas HIFI tocando discos de vinis; curtir fitas cassetes no meu Roadstar “cabeça branca” no meu Fusca 73, além dos CD´s em meu Micro System Panasonic.
Tudo passa, tudo muda, mas o amor é eterno pelo físico, pois o digital é frugal.
Talvez os jovens de hoje que curtem o digital, quem sabe no futuro sentirão saudades, em 2040, onde todo o som será espacial, lunático, marciano ou qualquer coisa fora do planeta Terra, muito diferente do sonzinho analógico de seus pais, avós e bisavôs.
Acho que será assim mesmo, pois lembro do meu pai, ele adorava valsas, sambas maneiros, boleros, jazz e outros gêneros que somente fui gostar depois de velho, igualmente a ele antigamente.
Os meus filhos estão envelhecendo, também, acho que eles estão começando a gostar das músicas que eu colocava “no toco” quando eles eram crianças. Sei, lá.
Hoje, eu, e, assim como vocês, gostamos das modernidades, da internet, da inteligência artificial, de colocar tudo na nuvem para acessar quando quisermos em qualquer lugar (desde que tenha internet, né?), mas, no fundo de nossa mente valorizamos, também, o nosso passado, dos nossos pais e avós.
Lembro de meu pai, o famoso luthier Rochinha, quando estava no final de sua vida, o velho acordava às cinco da manhã e colocava para todo o quarteirão ouvir Nelson Gonçalves, Altemar Dutra, Moacir Franco, Richard Cleyderman, Chorinhos e Chorões, Silvio Caldas & Companhia Limitada.
Depois que fique velho estou acordando, também, as cinco da manhã e colocando para os vizinhos ouvirem os vinis e CD´s que o meu velho colocava antigamente.
Tá rindo, né? Pois é.
Olha só a onda, a foto acima aparece três minis CD da propaganda de uma empresa de bebida gasosa sem álcool (“refri” para os jovens atuais), isso foi em 2003, ou seja, vinte anos passados.
Pois bem, meu bem, essas mídias ficaram guardadas todo esse tempo com a minha família e, depois de duas décadas voltei a ouvi-las em meu “Home Théâtre”.
Um prazer quase orgásmico, selecionar, tirar da capa, colocar no aparelho, controlar os agudos e graves, aumentar e diminuir o volume manualmente, um exercício físico da porra.
Nada se compara com o Youtube Music, com milhões de músicas, mas ao fazer todo este exercício físico para ouvir uma música num CD e/ou Vinil não tem outra tara igual.
Resumo da opera: Eu sou mais o analógico, pegar, sentir, voltar ao passado, pois somos e vivemos iguais aos nossos pais.
O presente volta ao passado, assim como o futuro também.
É o digital e o analógico em simbiose.
É isso ai.

quinta-feira, 10 de agosto de 2023

Mancada Nacional

 

José Rocha




A Joenia Wapichana, presidente da Fundação Nacional do Índio, aparece em uma foto ao lado do prefeito de São Félix do Xingu, João Cléber de Souza Torres (MDB), acusado de dar apoio ao garimpo ilegal.


Depois da repercussão nacional, falou que não sabia.


Como pode?


Deve estar sendo mal assessorada.


Ela é indígena e representa o órgão Federal de proteção dos indígenas e de suas terras, possuindo informações privilegiadas.


Por outro lado, esse prefeito fuleiro utiliza os recursos públicos para incentivar a invasão, destruição e o garimpo ilegal em terras indígenas.


Posar para a foto ao lado desse camarada é uma mancada nacional


É isso aí.


Fonte: Metrópoles

domingo, 30 de julho de 2023

CENTO E DEZ ANOS DE FUNDAÇÃO DA UNIVERSIDADE DE MANAÓS

 



José Rocha

No dia 13 de julho de 1913, a Escola Livre de Manaós passou a denominar-se Universidade de Manaós, portanto, completou 110 anos de existência a nossa Universidade, uma instituição de ensino superior onde sou egresso com muito orgulho e amor.

Como podem verificar abaixo, as datas e nomes são diversos, a própria UFAM considera a data de fundação em 1909, no entanto, a Universidade de Manaós passou a denominar-se em 1913:

05/09/1905 - Club da Guarda Nacional do Amazonas;

10/11/1908 – Escola Militar Prática do Amazonas;

17/01/1909 – Escola Universitária Livre de Manaós;

30/07/1913 – Universidade de Manaós;

1962           - Universidade do Amazonas;

2002           - Universidade Federal do Amazonas.

Às vezes eu acho que as coisas não acontecem por acaso, pois “estava escrito nas estrelas” e, isto aconteceu hoje, dia 30 de julho de 2023, uma data em que antes do terminar o mês, fui direcionado para encontrar um trabalho acadêmico para motivar-me a escrever sobre a passagem dos 110 anos da minha e da nossa querida e amada Universidade do Amazonas, atual UFAM.

Pois bem, amanheci com uma vontade danada de passear pela Feira da Eduardo Ribeiro, para tomar um guaraná em pó com mel e limão, reencontrar os amigos e folhear uns livros na “Banca O Alienista”, do Celestino Lé, um amigo fraterno aonde “Ler É uma Loucura”.

Um sou “rato de biblioteca”, farejo bem longe um livro em que possa ter tudo a ver como alguma coisa para uma postagem no BLOGDOROCHA.

Olhei, folhei, farejei e encontrei dentro de uma caixa uma edição em fac-similar da revista "Archivos da Universidade de Manaós", publicado originalmente em 1914.

O trabalho foi doado, gentilmente, pelo Celestino Lé, horas depois fui folheá-lo, chamando-me atenção a introdução feita pelo meu saudoso amigo Deocleciano Souza (Deco), professor da antiga UA e presidente eterno da Banda Independente do Armando (BICA).

Quando eu era jovem somente existia a Universidade do Amazonas (UA), disponibilizando somente quarenta vagas para entrar num curso de graduação superior, foi muito difícil, mas após três anos de estudos consegui cursar a faculdade de Estudos Sociais, com especialização em Administração de Empresas.

O meu irmão mais velho, o Rocha Filho, formou em Contabilidade, a outra irmã, a Graciete, em Enfermagem, a minha cunhada, a Du Carmo, em Assistente Social, a sua filha, a Bruna, em Direito e, a minha filha, a Amanda Soares, em Odontologia, todos egressos da atual UFAM, antiga Universidade de Manaós.

Parabéns a nossa atual Universidade Federal do Amazonas (UFAM) pelos seus 110 (centro e dez) anos de existência.

É isso aí.  


NA SAFRA DO CAJU

 



José Rocha 

Quando estamos na safra do Caju (noz que se produz, na língua Tupi), nos meses de outubro e novembro, encontramos o fruto “in natura” em todos os lugares, até pelos ambulantes nos cruzamentos das ruas de Manaus.

Em alguns lugares, a produção e a oferta são tão grandes que chega a “fazer lama”.

É rico em vitamina C e, por incrível que pareça, o fruto é exatamente “a castanha do caju”, sendo aquela parte suculenta com a cor amarela, rosada ou vermelha, conhecida como o pseudofruto (pedúnculo).

Existe o tipo grande e o anão, sendo este o mais produtivo; aliás, o maior produtor do Brasil é o Estado do Ceará (a terra da minha família paterna), contribuindo  grandemente com a exportação da castanha. Com o caju é possível fazermos sucos, mel, doces, a cajuína e até aguardente (eba!)

No mês de novembro é realizado a Festa do Caju, em Barreirinha, no interior do Amazonas.

A turma do “Pé Inchado” adora um tira-gosto de caju com sal; os mais abastados preferem a castanha do caju industrializada. 

Na Rua Igarapé de Manaus, centro, existia um sujeito chamado Tontonho, ele passava o dia todo passeando com o seu famoso kit: um engradado de madeira, contendo uma garrafa de cachaça, cigarros e fósforos, um velho rádio a pilha, um guarda-chuva, sal e vários cajus (na safra).

Certo dia, sua mãezinha fez um sério pedido ao filho:

 - Escuta aqui, Tontonho: deixa de beber de uma vez por todas, senão tu vais morrer de cirrose, tenha dó meu filho!

O filho respondeu choramingando:

 - Eu vou deixar de beber sim, minha mãe, mas somente após a safra do caju! 

Só não falou qual a safra do ano que ele iria parar de beber!

Faz alguém tempo atrás (coloque tempo nisso!), fiz uma viagem para o interior do Estado, fui acompanhado do meu compadre Acácio. Atravessamos na balsa de Manaus-Cacau Pirêra; pegamos a estrada Manoel Urbano, dirigindo uma Brasília, é isso mesmo um carro Brasília (aquele com o motor atrás e que fez muito sucesso com os “Mamonas Assassinas” - Minha Brasília Amarela); seguimos até a comunidade do Caldeirão, no Iranduba, deixamos o carro por lá (uma ponte estava inundada, não permitindo a passagem do nosso carro).

Pegamos uma carona num barco de um político, o caboco safado nos deixou bem longe da comunidade.

O percurso foi feito à pé, no trajeto encontramos um casa/bar com inúmeros pés de cajueiros em plena safra, beleza!

Fui logo detonando:

 – Por favor, a senhora pode nos servir duas doses de cachaça, tamanho “marítima”!

 E em seguida:

 - Posso pegar alguns cajus para tirar o gosto?

 Ela respondeu:

 - Pode pegar quantos vocês quiserem, aqui está fazendo é lama!

 E, em seguida, perguntei acanhado:

- É prá levar, posso?

 Ela respondeu:

 – Pode levar o quanto vocês puderem!

Conseguimos duas caixas de papelão e começamos a pegar os mais “parrudos”. Seguimos caminho, abre porteira, fecha porteira, nada de chegar, não aguentava mais, a minha caixa estava cada vez mais pesada, o pescoço estava todo dolorido, resolvi jogar a minha caixa na beira do rio; passamos a revezar a outra caixa.

Era a boca da noite quando chegamos à casa dos pais do meu compadre.

Ao chegar, fui logo comentado:

 – Tia Maria, conseguimos trazer apenas uma caixa de caju, a outra tivemos de jogar fora, pois não aguentamos de tanto peso na moleira. 

Ela respondeu:

– Não carecia, não, meus filhos, no terreno do meu primo Raul tem caju fazendo lama, estamos na safra do Caju mermo!

 Essa foi prá acabar! Lamentei:

"Aí Rocha, que leseira baré, estamos em plena safra do caju, para que carregar tanto peso, sou um leso mesmo!"

Estou no aguardando outubro chegar, pois quero matar a saudade de uma cachacinha, tirando gosto na Safra do Caju! 

Eu, hein!

Foto: A.C.

domingo, 23 de julho de 2023

Cidade de Manaus vista de vários ângulos





José Rocha
Morei em vários lugares do centro de Manaus, sempre em casas com pouca visão do geral, no entanto, tive a oportunidade de passar uns cinco anos residindo em um “Cafofo” no bairro da Cidade Nova, aonde foi possível ter uma leve visão das áreas das zonas Leste, Oeste, Norte e Sul da nossa cidade.
Nasci no Hospital de Santa Casa de Misericórdia, indo morar num flutuante no Igarapé de Manaus e numa casa na rua homônima, tendo uma visão apenas daquele ambiente e seus arredores.
Aos onze anos de idade, mudei com minha família para a Vila Paraíso, entre a rua Tapajós e a Avenida Getúlio Vargas, tendo apenas uma visão da baixada da comunidade e do chão dos arredores, também.
Pois bem, anos depois casei ainda jovem e fui morar nos bairros de Cachoeirinha, Santo Antônio e Glória, lugares estes onde apenas avistava as ruas dos arredores.
Dois anos depois fui morar com a mulher e um filho no Conjunto dos Jornalistas, no primeiro andar, aonde tinha apenas a visão da rua da frente e nada mais.
O tempo passou e o amor acabou, voltei para a aba dos meus pais, numa depressão, aonde apenas sabia que a chuva chegava quando o telhado começava a zoar com os pingos vindos de céu.
Num belo dia, o meu filho mais velho pediu-me para morar um pouco mais próximo de sua casa, no bairro da Cidade Nova, por dois motivos: um deles, era para tocarmos um negócio naquele lugar e, segundo, para eu ter uma qualidade de vida melhor.
Pois bem, meu bem, era para passar uma chuva apenas, no entanto, passei vários invernos e verões, foram cinco anos morando num lugar aonde tive a oportunidade de ver a nossa cidade em vários ângulos.
O meu cafofo ficava no terceiro andar de um bloco de “apertamentos”. Era uma quitinete muito chique com direito a uma suíte.
Na parte de frente dava para ver ao longe quando a chuva vinha, além de toda a movimentação de toda a vizinhança e até da zona Leste, nas imediações da “Bola do Produtor”.
Pela parte detrás tinha uma varanda, onde tinha o privilégio de ver o “Por do Sol” todo santo dia, além de parte dos bairros do Aleixo e da Nova Cidade.
Cara, foram momentos mágicos, onde tive a oportunidade de tomar o café da manhã olhando o horizonte distante e, nos finais de semana tomar umas cervejas com as vizinhas olhando o anoitecer e as estrelas do céu.
O tempo passou, voltei para a Vila Paraíso, o local de minha adolescência, adulta e velha. Gosto muito do lugar, das pessoas, dos vizinhos e tudo o mais, no entanto, nunca mais presenciei o Sol nascendo no Leste e o seu pôr no Oeste.
Um dos sonhos de quase todos os moradores da Rua Tapajós e adjacências é residir no Edifício Anauê, na esquina com a Avenida Leonardo Malcher.
Eu sonho um dia morar no último andar defronte para a minha comunidade, onde poderei olhar de cima toda a movimentação onde morei quase a vida inteira, além de olhar ao longe o Largo de São Sebastião, o Centrão até o Mercadão e o Pôr do Sol no nosso majestoso Rio Negro.
Como não sou Barão, já encomendei um "Drone da Paz" made in China, para voar em meus pensamentos pelos altos de Manaus.
Sonhar não custa nada, quem sabe um dia poderei voltar a ter uma vista de Manaus em outros ângulos.
É isso aí.
Foto: SkyscrapeCiry

segunda-feira, 17 de julho de 2023

MERCADÃO - 140 ANOS

 



José Rocha


No dia 15 de julho de 1883 foi inaugurado o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, completando 140 anos em 2023.

Recebeu este nome em decorrência do prefeito da data da inauguração ser o Adolpho Lisboa.

A sua estrutura em ferro foi uma criação do francês Gustave Eifell, o mesmo que construiu e deu o nome a Torre Eifell, em Paris.

O nosso Mercadão é o único em todo mundo, não existe outro similar em lugar nenhum.

Foi tombado, em 1987, pelo IPHAN, como Patrimônio Histórico Nacional, sendo inscrito no Livro Belas Artes.

Motivo de orgulho para os amazonenses e ponto obrigatório de visita dia turistas do mundo inteiro.

Os turistas sabem que ele é único e que possui a  assinatura do Eifell, infelizmente, muitos manauaras não sabem disso.

Eu frequento o Mercadão desde quando eu era criancinha, era levado pelos meus pais para fazermos nossas compras de domingo, além do sagrado mingau de banana e mungunzá.

Até hoje faço isto, além de saborear um pirarucu frito e comprar castanhas, ervas, xaropes e artesanatos.

Muitos permissionários são meus amigos.

Em 2006 foi fechado para reformas e somente reaberto em 2013, foi um martírio ficar sete anos sem poder visitar o nosso Mercadão.

Acredito que já está na hora da prefeitura fazer uma nova reforma.

Parabéns Mercadão!

segunda-feira, 10 de julho de 2023

De volta ao passado



José Rocha

Faz um tempão em que sentia saudades de ouvir um CD, DVD e Vinil, como antigamente.

Existe um equipamento das antigas que pertence a minha irmã mais velha, mas, sem chance de ser feliz, ela não empresta e muito menos vende.

A minha outra irmã, a Graciete, deixou comigo várias sacolas cheias dessas mídias e ainda 

colaborou para que eu comprasse um aparelho de DVD (não é mais fabricado, saiu de linha faz tempo).

Lá no centrão de Manaus encontramos de montão esses aparelhos, no entanto o Toca Disco é caríssimo, mesmo não sendo mais fabricado.

Por sorte, encontrei um aparelho DVD da marca Philips, na caixa e pasmem, estava lacrada.

Fiz questão de levar aquele trambolho pelas ruas de Manaus até  chegar em meu barraco.

Sei que paguei um mico danado, mas não estava nem aí.

Hoje, domingo, resolvi montar a fera. 

Para minha surpresa, no manual consta o ano de 2009, ou seja, foram 14 anos guardado para mim.

A minha outra irmã resolveu descartar os seus vinis e, por tabela, o Toca Disco.

Beleza, beleza, beleza, parodiando a Loura do ETBar.

Deu uma trabalheira danada, pois não tinha mais a prática de instalar cabos e fios, pois agora tudo é  por Bluetooth.

Por ter trabalhado na empresa Mirai Panasonic e DJ nas horas vagas, conseguir monta-lo.

O primeiro foi o DVD do "ABBA In Concert, 1979", depois, coloquei o CD do "Queen-The-Best" piratao.

Pense num som maneiro e da melhor qualidade.

O Vinil ficará para o próximo sábado, pois já entrei pela noite e amanhã já era as minhas férias.

Tudo a seu tempo, como dizia o meu saudoso pai.

O dia chegou e tive a oportunidade de voltar ao passado.

É isso aí.



sábado, 8 de julho de 2023

Tá todo mundo cego


José Rocha


Hoje, resolvi caminhar até a Biblioteca do Sesc, na Rua Henrique Martins, antes, passei pela Rua Rui Barbosa somente para contar "a grosso modo" quantas óticas existem por lá.


Pasmem, naquele pequeno trecho entre a Rua Saldanha Marinho e a Avenida Sete de Setembro existe em torno de cem lojas!


É isso mesmo, pois existem mini lojas uma geminada a outra dentro dos shoppinzinhos da área.


Dizem por aí que existem umas duas mil óticas em Manaus.


Eu evito andar por onde existem muitas lojas de ótica, pois fico até constrangido em ter que falar "não, obrigado" dezenas de vezes.


Sou puxado até pelo braço pelos vendedores, resolvendo andar pelo meio da rua entre os carros, mas mesmo assim existem vendedores abordando os motoristas e os transuentes que arriscam a vida.


Lembro da minha infância e adolescência quando usar óculos era coisa para os mais velhos, acho que existiam umas duas ou três óticas em todo o centro.


O está levando as pessoas ficarem com dificuldades de visão ainda jovens?


Dizem que a culpa é o uso constante de televisão, computador, tablet e smartphone.


Não sei, somente sei que os tempos mudaram para pior, com quase toda a população usando óculos, o que fez o mercado ótico crescer de uma forma vertiginosa.


Está ficando todo mundo cego, infelizmente.


É isso aí.

Foto: Brigida Betim