quinta-feira, 18 de agosto de 2011

VIDA NOTURNA DE MANAUS

Os turistas que visitam a cidade de Manaus reclamam da falta de informações sobre a vida noturna da cidade, além do calor, poucas opções de lazer, faltam placas indicativas, atendimento péssimo, transporte precário e outras coisas mais – apesar de não ser o meu ramo, estou pensando em fazer um catalogo bilíngue sobre “Dicas turísticas de Manaus”.

Sobre o assunto, vou fazer um breve comentário sobre a vida noturna:

A grande maioria dos turistas fica hospedada nos hotéis do centro antigo de Manaus, onde a vida noturna resume-se a bares, botecos e pouquíssimas casas de shows. O centro da cidade ficou relegado a último plano pelos governantes, com o abandono dos espaços púbicos e pouca segurança na parte da noite, o que levou ao aumento da violência urbana e o afastamento dos empresários da área de entretenimento e lazer para lugares mais afastados.

Até as dez de noite é possível passear tranquilamente pelo Largo de São Sebastião, tomar um chopp, comer uma pizza e ouvir alguém com voz e violão, no Esplash Pizzaria. Toda quarta-feira, a pedida é assistir a apresentação de cantores amazonenses no Tacacá na Bossa. Provar dos melhores petiscos e um bom chopp no Pensador. Visitar a Casa de Eduardo Ribeiro, Centro Cultural Palácio Rio Negro, Exposição Permanente de Artes Plásticas e o Teatro Amazonas. Existem muitas apresentações de porte nacional e internacional quando dos grandes festivais (música, opera, jazz, cinema e dança).

Na Rua Lobo D´Almada uma grande parte dela foi transformada em casas de strip-tease, sendo mais famoso o Remulo´s, além de dezenas de hotéis de alta rotatividade, aconselha-se ter muito cuidado e cautela em andar à pé por esses lugares.

O Bar do Armando, na Rua Dez de Julho, fica aberto até mais tarde, no local pode-se tomar uma cerveja bem gelada, consumir um sanduíche de porco com queijo bola e bolinhos de bacalhau, além ouvir uma boa música de flashback.

Quem quiser ir um pouco mais longe, pode pegar um taxi e ir para o Bar da Loura (ET Bar), com música ao vivo de sexta a domingo, os jovens fazem presença na sexta-feira (vai até de manhã). No Bar Chão de Estrelas, o visitante volta ao passado, pode-se dizer que é um bar-museu, com muita cerveja gelada, tira-gosto e música ao vivo. A famosa caldeirada de Tambaqui pode ser saboreada no Canto da Peixada, além de encontrar uma grande variedade de peixes amazônicos.

Outras pedidas: Porão do Alemão Rock Bar, Cervejaria Fellice, All Nigh Pup, Cachaçaria do Dedé, Snoop Bar, O Chefão, Katkero, Karaoke Furusato, Wandyr Bar, Chapéu Goiano, Crocodilus Club e Bar Castelinho.

Quem é light e gosta de caminhar, a pedida é passear pelo Largo de São Sebastião, Praça Heliodoro Balbi (antiga Praça da Polícia), Parque Jefferson Péres, Parque dos Bilhares (fica na Avenida Constantino Nery) ou ir ao Shopping Amazonas Center, Milleniun, Plaza e Manauara, onde se encontra dezenas de bares, cinemas, teatros e restaurantes da melhor qualidade, fechando às dez da noite.

A grande maioria dos bares, clubes e casas de shows ficam na Estrada do Turismo (Toque-Toque, Maloca´s, Kabana´s Hall, Xote de Menina, Porteira, etc.) um local muito distante e a corrida de uma taxi fica muita alta. Existe o Sambódromo, onde acontecem os desfiles de carnaval, além do Manaus Folia (carnal fora de época, no final de Agosto), o Carna Boi (toadas de boi e de carnaval, acontece em Fevereiro), Boi Manaus (em setembro, na festa da cidade), Samba Manaus (outubro), o Bar do Boi (do Caprichoso e Garantido, todo sábado de Março a Junho) e, muitos shows musicais.

A Praia da Ponta Negra é uma boa pedida, porém, ela está fase de revitalização, o local é muito bom para fazer caminhadas, assistir shows nos bares e no anfiteatro, acredito que depois de dezembro, com a reabertura do local, vai ser muito bom passar a noite por lá. O Tropical Hotel promove alguns eventos na praia e em suas dependências, com acesso liberado a todos que podem pagar um pouco mais caro.

É isso ai. Viva a Manaus boêmia!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

OBRAS DA PREFEITURA DE MANAUS

Estive hoje na Secretaria de Finanças do Município de Manaus, fui regularizar algumas pendências e, deixar alguns reais nos cofres da Prefeitura; enquanto esperava ser atendido, passei a vista num folheto chamado “Cidade Melhor”, achei interessante saber para onde estava sendo aplicada parte do dinheiro do contribuinte, pois, sabe-se que a outra parte , não se tem a mínima ideia para onde vai.

Obras e eventos da Prefeitura onde estão sendo aplicado o nosso dinheiro:

1. Praia da Ponta Negra – A primeira fase está com 70% dos trabalhos concluídos, com a previsão de entrega no mês de Dezembro próximo, estão sendo consumindos um total de trinta milhões de reais. O calçadão terá 500m2 de pedras portuguesas em três cores: branca, preta e vermelha. O projeto prevê a construção: Muro de Arrimo. Mirante I, II e II da Praça da Marinha, Espelho D´Água, Anfiteatro, Escada junto a Praça da Marinha, Praça na Rotatória, Canteiros para árvores e proteções, Passarela e Posto de Salva Vidas.

2. Mercado Adolpho Lisboa – Entre os restauros em andamento está a afixação das telhas em formato de escamas de peixes. No Pavilhão da Carne, estão sendo recuperadas as pedras de arenito. Estão colocando pisos e azulejos nos pavilhões Amazonas, Tartaruga e Peixes. O Pavilhão Central está praticamente concluído.

3. Revisão do Plano Diretor Urbano e Ambiental de Manaus (PDUAM) – Estão em fase de audiências públicas, segundo a PMM “Participar do Plano Diretor é construir coletivamente uma regra que vai definir os limites e responsabilidades de cada um na construção de políticas públicas. Todos devem participar, faz parte da construção da cidadania. As discussões sobre o que queremos para a cidade, muitas vezes mostram diferentes pontos de vista e conflitos, participar garante que seus interesses sejam debatidos, negociados e pactuados. Cada cidadão tem papel ativo nessa discussão, não deve esperar que os outros decidam por si”.

4. Novas Passarelas e gradis – Estão sendo construído um gradil com 450 metros na Avenida Darcy Vargas em frente ao Amazonas Shopping, impedindo as pessoas de atravessarem a rua arriscando a própria vida – todos devem utilizar as passarelas, inclusive, o próximo passo será a construção de gradil na Avenida Djalma Batista.

5. Tô na Faixa – A pintura das faixas de pedestres na cores brancos e vermelhos (garantido) aliado a uma campanha educativa maciça para reduzir as mortes no transito, está trazendo efeitos positivos, houve uma redução de 43,75% de mortes no trânsito. Parece mentira, mas, os motoristas de Manaus estão parando automaticamente na faixa de pedestre.

Estes itens são apenas um pequeno aperitivo. Você quer mais? Então ganhe de graça um DVD "Cidade Virtual" do Prefeito Amazonino Mendes, ele mandou fazer 400 mil cópias com o nosso dinheiro, esse negócio está cheirando campanha antecipada. É isso ai.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A INFLUÊNCIA DA LUA CHEIA

Uma das fases mais exuberantes do nosso satélite natural é a Lua Cheia, quando a sua face aparece totalmente visível – inspirando e influenciando os poetas, os doidos, as mulheres e a natureza.

Um poeta maluco, depois de detonar um tarugo de “cannabis hidropônica”, resolveu dar um rolé pelo Largo de São Sebastião, em Manaus, ficou extasiado quando avistou a Lua Cheia nascendo e, numa inspiração poética repentina, declamou o seguinte arremedo de poema: - No interior, a Lua Cheia nasce lá pelas bandas do Sítio Balatal, aparecendo linda e formosa por detrás do Bananal! Em Manaus, no Bar do Armando, o melhor boteco da capital, a Lua Cheia nasce majestosa por detrás do Hotel Taj Mahal! Êta maconha vencida, mermão!

Dizem os especialistas que a Lua é capaz de modificar os oceanos e mares afora, provocando as marés, imaginem as nossas ideias, interações e líquidos cerebrais, no que chamam de “maré corporal”. Pois é, mano velho, os doidos ficam muito mais doidos na Lua Cheia! Será por isso que chamam alguns alienados de “lunático”? Sei, não! Vou pedir ajuda ao Dr. Rogélio Casado, o médico que mais conhece doido em Manaus!

Alguns associam a Lua Cheia como símbolo da fertilidade, dizem que muitas mulheres dão a luz nessa fase especial da lua. Será que os ciclos menstruais são regidos pelos ciclos lunares? Não sei, somente sei que, a mulherada fala que nesta fase eles ficam numa “ziquezira” danada, com os motéis até o talo de casais dando lamparinadas de montão. Diz a lenda que a índias “icamiabas” (mulheres guerreiras) somente mantinham relações sexuais na Lua Cheia, quando retiravam os “Muiraquitãs” do fundo do lago “Espelho da Lua” e, presenteavam aos seus parceiros.

Os agricultores gostam de plantar na Lua Cheia as hortaliças e flores, pois a seiva se concentra na copa das plantas. É a melhor fase para colher frutos, eles ficam mais suculentos. Conheço uma historinha do saudoso pai, o Luthier Rochinha, foi mais ou menos assim: Pesquisadores do INPA visitaram a oficina do velho e, perguntaram como é que ele conseguia beneficiar o Marupá, pois ela é muito sensível, funga rapidamente e fica podre. O meu pai explicou que a madeira vinha do interior e era trazida pelo seu compadre Abdias, ele somente cortava em noite de Lua Cheia. Os pesquisadores disseram que aquilo não tinha fundamento científico. Foram embora e passaram um bom tempo pesquisando. Quando voltaram à oficina, explicaram que realmente a lua cheia tinha influência no corte do Marupá. Tô dizendo!

Muitos falam que isso não passa de mitos lunares sem nenhum fundamento cientifico, em todo caso, fico com o folclore e a tradição que ela disseminou entre os pobres mortais. É isso ai, Lua Cheia vai influenciar você!

sábado, 13 de agosto de 2011

MANAUS QUARENTA GRAUS

Mês de Agosto, verão inclemente na Manô de mil contrastes, com 40 graus na sombra de um pé de Mangueira, com a umidade do ar quebrando a marca dos últimos cem anos, está tão quente que os urubus estão voando com uma asa e se abanando com a outra.

Pense numa boa ação e, ao mesmo tempo, escrota: os moradores da Vila Paraíso, no beco da bosta sem número, resolveram se unir em prol de uma boa causa, ajudar na construção da casa de uma senhora bem velhinha. O problema maior foi encher uma laje de cimento em pleno meio-dia, mesmo tendo a vontade muita garrafa de caninha 51 e carne de desfiar de montão!

Cruz, credo! Meti a mão na massa, suei mais do que tampa de chaleira fervendo! Dizem que os amazonenses são pirados, em decorrência do calor infernal que faz em Manaus, a quentura é tão grande que afunda a moleira e derrete um pouco o cérebro do caboclo, provocando aquela famosa “Leseira Baré”.

O nosso clima é diferente de qualquer lugar, para ser ter uma ideia, não temos Outono e Primavera por esses bandas, somente verão e inverno, nesta estação chove que não é brincadeira, porém, continua o clima quente paca. Juro que nunca tive o gostinho de curtir aquelas duas estações, muito menos, de presenciar uma neve!

Em todos esses tempos, me ausentei muito pouco da minha Taba, certa vez, estava viajando de ônibus pela Rodovia Belém-Brasília, passei pela cidade de Anápolis/GO, estava fazendo um frio de oito graus, era um mês de julho, os meus ossos quase trincaram, também pudera, um cabocão acostumado a quarenta graus a vida inteira e, pegar oito no lombo, é prá acabar!

Tenho um amigão do peito, o Augusto Preto, o cara tem bala na agulha, ralou muito na vida e conseguiu ser um empresário bem sucedido no ramo de equipamentos para refrigeração industrial. Ele me convidou para conhecer Lábrea, a sua cidade natal, até ai, tudo bem.

Para chegar até lá tem de pegar o avião até Porto Velho (RO), alugar um carro e seguir duzentos quilômetros de estrada e, passar três dias na maior festa do município “A Festa do Sol”. Pensei, pensei e, declinei do convite, não têm a menor lógica sair de Manaus quarenta graus e ir para um evento em homenagem ao astro Rei, com cincoenta graus na sombra, seria a mesma coisa que sair do caldeirão e ir para o inferno! Posso está ficando velho, mas, doido eu ainda não estou!

Brincadeiras a parte, a cidade de Lábrea faz a melhor festa do rio Purus, com grandes atrações nacionais, eles fazem um belíssimo evento com temas ambientais, vale a pena sair de Manaus quarenta graus e conhecer de perto a Festa do Sol. Vou acabando indo, pois, quem está no fogo é para se queimar! Eu, hein!
É isso ai, Manaus quarenta graus!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

CONCURSO DE FOTOGRAFIAS: COTIDIANO NO ESTADO DO AMAZONAS


O Museu de Imagem e Som do Amazonas (MISAM) com o apoio da Secretaria de Cultura do Amazonas promove o Concurso de Fotografia, com o tema “Cotidiano no Estado do Amazonas”.

As inscrições encerram-se no último dia 10, com o resultado previsto para o dia 19, considerado o “Dia Mundial da Fotografia”, com premiações para os três primeiros lugares.

O certame é direcionado apenas aos fotógrafos amadores e residentes no Amazonas. O julgamento será feito pela Nazarene Maia, Diretora do MISAM e dos fotógrafos Hamilton Salgado, Antônio Francisco Neto e Carlos Navarro.

Por ser fotografo amador e residente em Manaus, enviei duas fotografias para concorrer, bem sei que não terei condições de ser premiado, pois não tenho nenhuma técnica, apenas a sensibilidade em registrar alguns momentos do nosso cotiano.

Na foto colagem acima aparecem:

Alegoria do boi de Parintins;
Barco do Amarelinho;
Canoa em Paricatuba;
Kokota;
Cozidão de Jaraqui na Manaus Moderna;
Janela de uma antiga casa de Manaus;
Meninos tomando banho no Rio Negro;
Morena Bela bailando a toada;
Motorista de Iranduba;
MotoTaxi do Cacau Pirera;
Jovem peixeiro de Manaus;
Cabeleireiro “Pela Porco”;
Barcos rumo a Parintins;
Vista parcial da Praia da Lua.

É isso ai.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

DIA DOS PAIS

Mais um dia festivo se aproxima, o dia do papai, o burro de carga da família, o motora da galera, o pagador das contas e tudo o mais; mais um dia para os comerciantes lavarem a burrinha, pois, no final das contas quem vai pagar tudo é o papai.

Essa invenção do dia dos pais no Brasil foi uma jogada comercial do publicitário Sylvio Bhering, na qual a partir da década de 50 a comemoração é marcada no segundo domingo do mês de agosto.

Antigamente, os pais participavam muito pouco da vida familiar. A função deles era trabalhar muito para sustentar os filhos e a esposa, mas a educação das crianças, a arrumação da casa e todos os outros problemas do lar eram resolvidos pela mãe.

A sociedade foi aos poucos se transformando e, a cada dia, mais mulheres começaram a trabalhar fora e a contribuir com o sustento do lar. Com isso, os homens também começaram a mudar e a dividir as responsabilidades da família com suas esposas. Isso foi muito bom, pois agora os pais estão muito mais próximos de seus filhos, têm mais tempo para ensinar o que sabem e compartilhar os bons momentos com as pessoas que amam.

Os pais de antigamente não recebiam muitos presentes, não havia todo este apelo consumista de agora; alguns recebiam apenas um Bolo, regado com guaraná e sucos; alguns até que recebiam um dos presentes, a seguir: cuecas samba-canção, suspensório, pijamas, toalhas de banho, lenços, carteiras porta cédulas, charutos, pentes Flamengo, sandália de couro, gravatas, loção de colônia, barbeador da Gillette, disco de vinil, rádio a válvulas, etc.

Os pais da atualidade recebem de presente equipamentos de última geração: notebook, tablet, relógios importados, MP 15, HD externo, celulares 20 em 1, roupas de grifes, máquina fotografica digital, Iphone, etc.

O meu paizão resolveu se mudar para o "Condomínio Parque Tarumã", o presente que ele adora receber é a própria presença dos filhos, vou visitá-lo, levarei bastantes flores e farei algumas orações.

No ano passado, o filho de um amigo meu chegou próximo ao velho, na maior cara dura fez o pedido: - Pai me empresta duzentos contos para comprar o teu presente? Ele se fez de mouco: - O quê? Tu não achas que cincoenta é muito, toma trinta e traz o troco! O moleque fez aquela cara de leso e, mandou ver: - Pô, pai! Então o senhor vai ganhar somente um cinto muito! Ai o velho detonou: - Porra, um filho passa nove meses na barriga da mãe e, o resto da vida no “toba” do pai!

Sou agora papai duas vezes (pai-avô), crio a filha da minha filha, tenho bastante motivo para comemorar o meu dia no próximo domingo, vou ter que abrir a carteira, com certeza!

Brincadeiras a parte, mas, se a grana está curta, basta apenas um abraço e um beijo no papai – o presente maior chama-se amor de filho para com o seu pai. É isso ai.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

NOTÍCIAS DE MANAUS

Manaus, mês de agosto, para alguns, do desgosto, sei não, mas, as notícias da nossa cidade têm muita coisa de ruim e, algumas boas. Vamos lá:

O famigerado projeto de mobilidade urbana “monotrilho” foi aprovado na comissão de licitação do Estado, todos sabem, menos o governador do Amazonas, que se faz de mouco e birrento, pois este sistema é caríssimo, desastroso e não funciona, mesmo assim, vai ser implantado em Manaus, falta apenas o governo federal liberar os iniciais oitocentos milhões de reais. Agora, pasme, a obra está prevista para ser concluída somente para o ano de 2016, dois anos depois da realização da Copa do Mundo! Imagine a loucura em que ficará a Avenida Constantino Nery, com obras para todo lado em plena realização dos jogos, o trânsito caótico de hoje, vai ficar travado naquele ano. Ninguém quer esta obra, ele irá desfigurar o centro histórico de Manaus, não vai servir para nada!

Pegou mal o destombamento do fenômeno “Encontro das Águas”, o governo do Estado comenta que não é contra, mas foi ele que entrou com a ação na justiça federal, alegando que não foram feitas as devidas audiências públicas. O juiz federal Dimas Braga, declarou que “é totalmente a favor da integral proteção geográfica, geológica, hídrica e cultural do Encontro das Águas”, por outro lado, declara “o tombamento como foi feito, não estabelece claramente se é possível um determinado empreendimento ser realizado naquele lugar”. Todos eles declaram que são a favor da preservação daquele belíssimo patrimônio publico, na verdade, estão beneficiando a Vale do Rio Doce, Grupo Simões (Coca-Cola), Login Logística e Suframa e outros empresários.

Os nossos ancestrais tinham a sabedoria para a utilização do solo, tanto que está servindo para pesquisas avançadas sobre a “terra preta”, considerada uma das mais férteis. Estão no projeto: UEA – EMBRAPA – UFAM – CRPM – MAE-USP – INPA – UFPA – UFSC - UK (USA) e UW (HOLANDA). Eles irão utilizar os conhecimentos da “nanotecnologia” para desvendar como os índios faziam este composto há milhares de anos atrás. Apesar de toda a tecnologia de que dispomos, os nossos interioranos teimam em queimar a mata para efetuar as suas plantações, ocasionando um empobrecimento da terra em apenas três anos, o que o motiva a derrubar mais árvores cada vez mais. Não adianta estudar a terra preta de índio, se não for ensinado o amor à mãe natureza, o respeito ao meio ambiente e ao próprio homem.

O Estado do Amazonas lidera a produção de gás no País, com um volume médio de 11,4 milhões de metros cúbicos por dia. Em principio, pode-se dizer que é uma notícia muito boa para todos nós, no entanto, em nada de prático traz para o povo amazonense, apenas está enriquecendo meia dúzia de empresários, donos da Cicás e da estatal Petrobrás. O gás ainda não chegou às residências e na maioria nos taxis, apesar de já está implantado toda a tubulação na cidade. Algumas indústrias do Polo Industrial de Manaus estão se adequando para receber o precioso gás – as usinas de geração de energia estão em fase final de mudança, trocando a queima do óleo diesel para o gás. Mas, todo este esforço não chegará ao bolso do amazonense, o preço do metro cúbico é alto, a Eletrobrás não vai baixar a tarifa da energia elétrica, e, não vai haver economia para a dona de casa com gás encanado, ou seja, o Amazonas pode bater recordes de produção e o preço do gás vai continuar cada vez mais alto.

Vamos parar de noticiar coisas ruins, pois coisas boas acontecerem na nossa cidade - posso citar: 1. A pressão que os feirantes e a sociedade civil fizeram forçando o Prefeito Amazonino Mendes, retroceder em entregar as feiras e mercados para a iniciativa privada. 2. Vão entrar em circulação mais de mil ônibus novos, porém, com uma tarifa de R$ 2,80. 3. A cabeça do Julio Valente (superintendente do Iphan Amazonas) rolou bonitinho, o cara era contra o nosso patrimônio histórico e artístico, trabalhava na maior cara dura para os empresários sedentos de lucros. 4. Os atletas de ponta ganharão uma ajuda mensal de quatro mil reais, mais do que o dobro dos professores da rede estadual do ensino, mas, toda ajuda é bem vinda, o retorno será daqui dois anos, quando teremos campeões amazonenses nos torneios nacionais. 5. Toda a produção amazonense de borracha tem mercado certo. O látex produzido é vendido para uma usina de beneficiamento de borracha, financiado pelo governo do Amazonas, depois, envia para a fábrica de pneus, implantada com incentivos fiscais, esta atende toda a produção de duas rodas do Polo Industrial de Manaus. É isso.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

BLOGDOROCHA: MEMORIAL ENCONTRO DAS ÁGUAS

BLOGDOROCHA: MEMORIAL ENCONTRO DAS ÁGUAS: "O famosíssimo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, elaborou o seu primeiro projeto para a região norte, chamado Memorial Encontro das Águas..."

domingo, 7 de agosto de 2011

COLECIONADOR DE MOEDAS ANTIGAS

Na minha infância, tinha uma missão diária, era sempre escalado para comprar o pão nosso de cada dia, na Padaria Modelo, situada na Avenida Joaquim Nabuco, esquina com a Rua José Paranaguá, cento antigo de Manaus; numa dessas idas e vindas, deparei com uma loja que estava vendendo moedas antigas, foi uma paixão a primeira vista, comprei de imediato a minha primeira pataca de 40 réis, uma moeda de bronze cunhada no século dezoito.

O meu dever diário de comprar pão passou a ser prazeroso, pois todo dia passava em frente da loja para admirar as moedas antigas, não tinha condições financeiras para adquiri-las, ficava apenas babando.

Tive que vender muitos picolés, bombons, bolhinhas de gude e gibis para sustentar os meus hobbys: assistir aos filmes no Guarany e colecionar moedas.

Consegui ter uma boa coleção, as minhas preferidas eram as moedas brasileiras da época do império, com carinho especial para a moeda de 40 réis e uma de prata de mil réis.

Dizem os historiadores que colecionar moedas é um costume da humanidade, pois contam a história dos povos e nações com culturas religiosas diferentes.



Os colecionadores atuais utilizam a internet para fazerem leilão de moedas, o preço será de acordo com o valor histórico e a raridade da peça.

Colecionar moedas envolve o afeto e a paixão, sentimentos que vão além da compreensão de muitos. Lembram do primeiro centavo de dólar do Tio Patinhas? Pois é, ele acreditava ser a sua fonte de riqueza e sorte.

Para matar a saudade, visito o Museu de Numismática, no Palacete Provincial, na antiga Praça da Polícia, no centro antigo de Manaus. Este museu foi criado em 30 de novembro de 1900, foi organizado pelo comerciante amazonense Bernardo D´Azevedo da Silva Ramos; contém um imenso acervo, inclusive, despertou o interesse do presidente Campos Salles em levá-lo para o Museu Nacional, felizmente recusado pelos amazonenses.

Segundo o sitio da Wikipédia, a história das moedas no Brasil é a seguinte:

Moedas propriamente brasileiras só vieram a surgir no final do século XVII. Salvador era então a principal cidade da Colônia, sua capital e o mais importante centro de negócios. Por isso foi lá que, em 1694, os portugueses instalaram a primeira Casa da Moeda do Brasil durante o reinado de D. Pedro II. As moedas eram cunhadas em ouro e prata, sendo que as de ouro valiam 1, 2, e 4 mil réis. As de prata observavam uma progressão aritmética de valores mais original: 20, 40, 80, 160, 320 e 640 réis. O povo logo lhes deu o nome de patacas, que tinha certo sentido depreciativo, pois ninguém acreditava muito no valor das moedas cunhadas no Brasil. De 1695 a 1702, foram postas em circulação peças de cobre (10 e 20 reis), cunhadas na Casa do Porto e destinadas a Angola, mas aqui introduzidas por determinação régia. Logo deixou de ser vantagem para a Coroa manter a Casa da Moeda em Salvador. Com a descoberta de jazidas de ouro pelos bandeirantes e a intensa exploração das "Minas Gerais", a fabricação do dinheiro foi transferida para o Rio de Janeiro, em 1698, aí se cunhando ouro e prata nos valores já mencionados. Em 1700, a Casa da Moeda mudou para Pernambuco, voltando, porém ao Rio de Janeiro dois anos depois. Em 1714, já no reinado de D. João V, havia duas Casas da Moeda: no Rio de Janeiro e novamente na Bahia. Em 1724 criou-se a terceira, em Vila Rica, que foi extinta dez anos mais tarde. A falta de troco era tanta que o Maranhão chegou até a ter sua própria moeda, fabricada em Portugal. Era feita em ouro e prata, nos valores usuais, e em cobre, valendo 5, 10 e 20 réis. O uso do dinheiro se restringia à faixa litorânea, onde se situavam quase todas as cidades e se realizavam as grandes transações. Nos distritos mineiros, que só produziam ouro e importavam tudo o que consumiam, o próprio ouro, cuidadosamente pesado, funcionava prevalecendo em todo o imenso interior brasileiro. Já as regiões agrícolas apresentavam um sistema econômico peculiar. As fazendas, com suas legiões de escravos, eram praticamente auto-suficientes, produzindo quase tudo que necessitavam. Nelas, o dinheiro mesmo tinha pouca importância. A riqueza era avaliada com base na propriedade imobiliária e o gado era visto como um meio de intercâmbio tão bom como qualquer outro. Até a vinda da Corte portuguesa para o Brasil, com D. João, em 1808, o valor total das moedas que aqui circulavam não ultrapassava a irrisória cifra de 10.000 contos (ou 10 milhões de réis). O sistema monetário, irracional, complicava-se cada vez mais: chegaram a circular, ao mesmo tempo, seis diferentes relações legais de moedas intercambiáveis. Além disso, ouro em barra e em pó passava livremente de mão em mão, e moedas estrangeiras, algumas falsas, eram encontradas com a maior facilidade.

Ao transferir-se para o Rio de Janeiro, a Corte acelerou consideravelmente o processo econômico. Crescendo a produção e o comércio, tornou-se imprescindível colocar mais dinheiro em circulação. Fundou-se então o Banco do Brasil, que iniciou a emissão de Papel-Moeda, cujo valor era garantido pelo seu lastro, ou seja, por reservas correspondentes em ouro. Entretanto, quando D. João VI retornou a Portugal, levou não só a Corte, mas também o tesouro nacional. Golpe grave: as reservas bancárias da Colônia reduziram-se a 20 contos de réis. No dia 28 de julho de 1821, todos os pagamentos foram suspensos. Passou-se a emitir papel-moeda sem lastro metálico suficiente, ocasionando a progressiva desvalorização do dinheiro. Assim, quando D. Pedro I se tornou imperador do Brasil em 1822, encontrou os cofres vazios e uma enorme dívida pública. A independência brasileira começava praticamente sem fundos. Sob D. Pedro II a situação melhorou um pouco, devido ao aumento da produção industrial, ao café, e à construção de ferrovias e estradas, que permitiam um escoamento mais eficiente das riquezas. A desvalorização, porém, já era um mal crônico e as crises financeiras se sucediam. Só em 1911 – em plena República – é que o dinheiro brasileiro registrou sua primeira alta no mercado internacional. De lá para cá, muita coisa mudou na economia brasileira, inclusive a moeda, que trocou de nome: ao real sucedeu, em 1942, o cruzeiro (e as subdivisões em centavos), que em 1967 se transformou em cruzeiro novo, valendo mil vezes o antigo. Três anos depois, voltou a ser apenas cruzeiro. Em 1986 surge o cruzado, em 1989 o cruzado novo, em 1990, no plano Collor, volta o cruzeiro, em 1993 o cruzeiro real e finalmente em 1994 o real.

Infelizmente, tive que vender toda a minha coleção, uma parte de mim foi embora, por mais que eu consiga adquirir novas moedas, não será mais a mesma coisa, a minha pataca de 40 réis não voltará mais para as minhas mãos. É isso aí.

Comentários dos nossos leitores:
Mauricio disse...
Por gentileza, me ajude a vender minhas moedas, preciso do dinheiro, são bem antigas mesmo. São moedas de prata, bronze ouro, de 1924 e 1927, têm estrangeiras, tenho cédulas, email, mnalmeida23@hotmail.com  Obrigado.
Israel disse...
Tenho moedas antigas de ouro e prata e alguma são pedras preciosas, moeda de ouro 1927moeda de prata 1921 e outras mais antigas. Entre em contato israel_oliveirakecher@hotmail.com  
Anônimo disse...
Tenho várias moedas antigas para venda, desde 1800. Estrangeiras e brasileiras. interessados mandar e-mail moedasantigas@hotmail.com  
Anônimo disse...
Tenho varias moedas antigas, desde o ano de 1800. Brasileiras e estrangeiras. Interessados: moedasantigas@hotmail.com  
Clayton Pereira de Melo Pinheiro disse...
Meu amigo, desculpa quero te corrigir, mas, esta moeda da foto é do século 19 e não século 18 como está inscrito.
Anônimo disse...
Tenho 124 modas antigas brasileiras e desejo doá-las para um museu ou mesmo instituto cultura para preservação e conservação das mesmas e, para acesso ao público. Como deve proceder? Lucimar.
Leonardo disse...
Tenho um saco de supermercado cheio de moedas antigas, tem desde centavos a réis, o saco é muito pesado pretendo vende-las, me ajude, foi encontrado recentemente enterrado, preciso de informações sobre como limpar se são caras ou baratas.
Juliana disse...
Tenho varias moedas antigas para vender. E-mail: vidracariabrito@hotmail.com  
Suellen disse...
Oi pessoal me ajudem a vender minhas moedas antigas tenho varias moedas antigas e tenho também cédulas antigas
Anônimo disse...
Oi! Gostaria de saber se tens a moeda do movimento integralista brasileiro, aquela que tem o sigma. Fico no aguardo.
Anônimo disse...
Vendo moedas antigas brasileiras, desde 1893 a 1955, de todos os valores (Réis, Cruzeiro e Centavos). Os interessados entrar em contato: su.zy_017@hotmail.com
Érika disse...
Meu pai tem muitas cédulas antigas e quer vende-las, você poderia ajudar?
Anônimo disse...
Tenho moedas antigas de 1822 e cédulas antigas, se alguém se interessar entre em contato com Renato: gato.12@hotmail.com  . Obrigado!

OLÁ! TENHO UMA LINDA COLEÇÃO DE MOEDAS E SELOS, TODAS EM PRATA, COM A HISTÓRIA DE BISKAI DA ESPANHA, ACABEI DE CHEGAR DA ESPANHA, TROUXE E, PRETENDO VENDÊ-LAS - VOCÊ PODERIA ME AJUDA?

sábado, 6 de agosto de 2011

BENÉ, O CABOCLO DE MAUÉS

Ele nasceu no município brasileiro de Maués, no interior do Estado do Amazonas, um local conhecido nacionalmente como a “Terra do Guaraná”, a grande maioria da população é descendeste dos índios Saterê Mauê; o nosso Bené é um legítimo “Papagaio Falante”, Mauê na língua tupi.

Ainda muito novo veio para Manaus, constituiu família, formou-se em Economia, foi professor e bancário, trabalhou durantes muitos anos no Banco do Estado do Amazonas - BEA.

Apesar de ter os traços de um típico cabocão do interior, foi apelidado de “SonSon”, um macaco que fez muito sucesso nos videogames da década de oitenta, pois, tinha as características do personagem, com uma personalidade engraçada e infantil.

Ele foi colega de trabalho do meu irmão Rocha Filho; fizemos amizade no BEASA, o clube social do BEA, foi caixa da agência do “BIG BEA”, no Boulevard Amazonas – o funcionalismo público recebia por lá, o movimento era uma loucura nos finais de mês. Na época, o governador criou o cartão “Direito à Vida” – a fila dobrava o quarteirão para receber a “babita” – não sei como o Bené não ficou doido de tanto trabalhar!

Certa vez, estava na fila um sujeito muito chato, passou o tempo todo berrando e perturbando o trabalho do Bené:- O Mazoca é que é o cara! Foi o único governador que olhou para os pobres! Viva o negão!

Depois de receber a “bolada”, foi tomar umas geladas no Bar da Castanholeira, na Rua Tapajós, quando já estava na décima ampola e, vendo a grana do “Direito à Vida” sumindo pelo ralo do miquitório, largou o verbo: - Mazoca, ladrão, safado, rouba um milhão e só dá trinta reais para os pobres! Negão escroto de merda!

O nosso Bené sempre foi chegado a uma boêmia, gosta de fazer a “via crucis” pelos botecos do centro de Manaus, iniciando no Jangadeiro, depois, o São Marcos, o Katequero e, finalizando no Bar do Armando, no Largo de São Sebastião.

Quando está prá lá de Bagdá revela o seu lado de “papagaio falante”, fala quem nem a “preta do leite”, enchendo o saco de todo mundo, não tem sacristão que aguente! Ele tem umas pérolas mais ou menos assim: - Será que ele (a) f...? Cabrito que é bom, não berra! Professor, professor! Nós é nós, conosco ninguém podemos, já dizia Nicodemus! Respeite o caboco de Maués!

Certa vez, ele torrou os bagos de toda a galera que estava no Bar Janela, na Rua Huascar de Figueiredo; o meu irmão mais velho se prontificou em levá-lo a sua residência, depois de trinta minutos, o Rocha voltou aliviado: - Deixei o Bené na porta da casa dele, somente fui embora quando ele abriu o portão - menos um chato no bar! Mal acabou de falar, para um taxi, sai um cara gritando: - Voltei, rapaziada! Era o Bené de volta! Dá pra acreditar?

Ele pode ser até biriteiro e chato, mas, demonstra ser muito pegado à sua família, tanto que passa uma temporada sem tomar uma cervejinha e, volta a frequentar a Igreja Batista, da Praça 14 de Janeiro. Santo Deus, o Bené é evangélico! Aleluia irmão! Imagine ele bem na foto: na maior seriedade, de paletó e gravata em pleno meio-dia, suando mais do que tampa de chaleira, com a Bíblia debaixo do braço, de mãos dadas com a esposa e filhos.

Depois de um tempo sóbrio, o Satanás começa a rondar a cabeça do Bené, o assédio é pesado do Demo, ele não suporta mais aquela secura na garganta, quando a turma da "loura gelada" menos espera, aparece o “papagaio falante”:

- Galera! Cheguei! Cabrito que é bom não berra! Professor, professor! Será que ela f...?

- Garçom traz uma cerveja bem gelada, de águas profundas, do fundo da mala, tipo canela de pedreiro, não importa a marca, basta ser cerveja, coloca numa camisinha, pois a noite está tão quente que urubu está voando com uma asa e se abanando com a outra, aproveita e faz um tira-gosto de pernil com queijo bola e bota para tocar o vinil do Roberto Carlos, hoje estou a fim de afagar as mágoas e encher a cara, deixa mais seis em standbay e fala para o Armando anotar tudo na minha conta, amanhã pagarei sem falta!

Esse é o nosso SonSon, o professor, o biriteiro, o evangélico - Bené, o caboclo de Maués! Eu, hein!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

POVO DO AMAZONAS REAGE CONTRA IPAAM e MEMBRO DA JUSTIÇA FEDERAL QUE VERGONHOSAMENTE PRIVILEGIAM DEGRADAÇÃO E USO PRIVADO DO PATRIMONIO PÚBLICO EM DETRIMENTO DO COLETIVO


MATÉRIA DO MOVIMENTO "SOS ENCONTRO DAS ÁGUAS"

Movimentos sociais, ambientalistas e estudantes realizaram nesta sexta feira, às 14h em frente à Justiça Federal no Amazonas manifestação pacífica contra a anulação indevida do Tombamento do Encontro das Águas decidida pelo Juiz Dimas Braga e contra o Licenciamento indevido concedido pelo IPAAM ao Porto das Lajes para construir o terminal Portuário Porto das Lajes no Encontro das Águas.

Os manifestantes irão mostrar aos representantes públicos:

- a importância socioambiental do Encontro das Águas;
- os impactos ambientais de grande porte que o Porto das Lages irá provocar no Encontro das Águas;
- que nossos representantes políticos, órgãos ambientais e juristas não devem favorecer o interesse político e econômico de alguns poucos em detrimento do patrimônio socioambiental coletivo e da sociedade;
- que ao contrário do que o Exmo. Juiz Dimas afirma, o tombamento do Encontro das Águas já é definitivo e não provisório e só cabe ao Presidente da republica anular este ato constitucional e democrático pleiteado ardentemente pelo povo do Amazonas;
- que o Poeta Thiago de Mello e Tenório Telles estão em Brasília para reunir com a Ministra Ana Holanda, do Ministério da cultura e exigir a homologação do Encontro das Águas já.

05/08/2011 (sexta-feira) – 14:00 h – Manifestação em Frente a Justiça Federal (ao lado da SEFAZ)
06/08/2011 (sábado) – 10:00 h – Reunião de Planejamento com todos os movimentos socioambientais - Livraria Valer

Movimentos socioambientais de Manaus e Movimento SOS Encontro das Águas

Leia e comente matéria sobre a anulação indevida do Tombamento do Encontro das Águas decidida pelo juiz Dimis da Costa Braga, a pedido do Governo do Estado do Amazonas:


Leia e comente matéria sobre o licenciamento ambiental indevido concedido pelo órgão ambiental do Amazonas (IPAAM) para a construção do Porto das Lajes no Encontro das Águas:



Nota do Blog:

É por essa e outras mais que, a sociedade brasileira está cada mais descrente dos poderes constituídos (executivo, legislativo e judiciário). Esta decisão equivocada, por parte da justiça federal, coloca em cheque a confiança dos brasileiros nas instituições. É inconcebível a decisão de um juiz em anular o tombamento do Encontro das Águas, um patrimônio da humanidade que corre perigo ante a ganância de empresários ligados ao Porto das Lajes (Login Logística, Vale do Rio Doce e Juma/Coca-Cola Manaus), com o apoio irrestrito do governador Omar Aziz, do Senador Eduardo Braga e da SUFRAMA. Para eles, não interessa o valor paisagístico do Encontro das Águas, a importância socioambienteal e os impactos ambientais de grande porte que a construção do porto trará, o que eles querem mesmo é obter lucros astronômicos, mesmo que isso vá destruir esse patrimônio maravilhoso. Chega! Temos de reagir contra isso!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

ASILO DOUTOR THOMAS

Esta importante instituição filantrópica está localizada em Manaus, na Rua Dr. Thomas, 798, no bairro Nossa Senhora das Graças, com acesso pela Rua Maceió, bem atrás do Hospital 28 de Agosto.

De acordo com o seu Regimento Interno, a fundação tem como finalidade acolher o idoso, prestando-lhe assistência e promovendo a sua inclusão social, assim como, atender às necessidades dos segmentos carentes da sociedade.

A sua fundação foi em 1909, com nome de “Sociedade Asilo de Mendicidade de Manaus", passando, em 1932, para “Asilo de Mendicidade Doutor Thomas”, uma justa homenagem ao médico canadense Harold Howard Shearme Wolferstan Thomas.

Em 30 de novembro de 1967 a Câmara Municipal de Manaus, por meio da Lei nº 995, autorizou o Prefeito Municipal a criar a FUNDAÇÃO “DOUTOR THOMAS”, como uma Instituição filantrópica da administração indireta e mantida pela Prefeitura de Manaus.

Os nossos idosos estão protegidos pela Lei no. 10.741, de 1/10/2003, conhecido como “Estatuto do Idoso”, diz nos seus primeiros artigos que as pessoas com idade igual ou superior a 60 anos possuem os seus direitos assegurados, preservando a sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade – uma obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público.

Por que homenagear um médico estrangeiro? Segundo site a instituição a história foi a seguinte: “Dr. Thomas pertencia à Escola de Medicina Tropical de Liverpool, na Inglaterra, instituição dedicada à medicina e saúde pública nos trópicos. Ele foi enviado a Manaus, em 1905, para estudar a febre amarela na região amazônica. Chegando aqui, ele trabalhou no laboratório do médico Dr. Figueiredo Rodrigues. Depois montou seu próprio laboratório de análises clínicas, chamado de The Yellow Fever Research Laboratory e posteriormente de Manáos Research Laboratory. Situava-se no prédio onde hoje funciona a Biblioteca Pública Municipal, na Praça do Congresso. O médico canadense sempre demonstrou seu comprometimento pela cidade, seja na pesquisa das doenças tropicais e no atendimento de doentes. Ele trabalhava gratuitamente na Santa Casa de Misericórdia, de onde foi sócio benemérito. Médico humanitário, Dr. Thomas residia em Adrianópolis, onde hoje funciona a Escola de Enfermagem. Parte da casa foi transformada em enfermaria para o tratamento de cidadãos ingleses da Companhia de Transporte e trabalhadores do porto. Dr. Thomas faleceu em 1931, com 56 anos. O mausoléu está localizado na quadra 08, sepultura nº 698, do cemitério São João Batista. Durante todo o tempo que viveu em Manaus, o médico canadense se dedicou a ajudar pessoas carentes. Abrigava pessoas de várias idades em estado de mendicância e moradores de rua, sendo a maioria idosa. Por identificar essa demanda, passou a desenvolver o trabalho de assistência direcionando o atendimento a população idosa da cidade”.

Justa homenagem! O homem tinha um bom coração, ajudou muito os nossos velinhos e as pessoas carentes da nossa antiga Manaus.

Durante longos anos a instituição recebeu apoio do Lions Club, na pessoa do Sr. Antônio José Tuma, da sociedade manauense e da maçonaria.

Tenho uma grande ligação com esta instituição, pois, foi o local onde os meus avós paternos, meu pai e tio foram morar quando chegaram do Ceará no final da década de 30, contaram com a ajuda do patrão do meu avô, um seringalista ligada à maçonaria. Na velhice do meu genitor, ele contou com o apoio do “Programa de Atendimento Domiciliar”, com visitas em sua residência de uma equipe multiprofissional do “Dr. Thomas”.

A população idosa brasileira está crescendo num ritmo acelerado, chegando à casa dos 22% da população, segundo o censo do IBGE de 2010.

Estou caminhando para a velhice, muitos dos meus amigos já estão aposentados, alguns não gostam nem um pouco do termo “melhor idade”, pois, a grande maioria dos velhos sofre de doenças crônicas, recebem uma aposentadoria fajuta, gastam grande parte do seu dinheiro com remédios e com empréstimos consignados (para ajudar os filhos e netos), além de saberem que terão no máximo mais quinze anos pela frente, para eles, a melhor idade é quando é jovem!

Sei não, mas, se os meus filhos não cuidarem de mim, na minha velhice, vou querer curtir os últimos anos da minha vida com a velharada, no Parque Municipal do Idoso e, morar na casa dos meus antepassados, no Asilo Doutor Thomas. É isso ai.


terça-feira, 2 de agosto de 2011

COLETIVO GENS DA SELVA

*SIMÃO PESSOA

Envolvidos com o movimento de poesia alternativa (também chamada de “poesia marginal”) desde o final dos anos 70, eu, Arnaldo Garcez, com a colaboração de Aníbal Beça, Narciso Lobo, Antonio Paulo Graça, Mário Adolfo, Manuel Galvão, Rui Sá Chaves, João Bosco Ladislau e Almir Graça, elaboramos os estatutos e fundamos, em 1987, o coletivo Gens da Selva, uma entidade cultural sem fins lucrativos, com sede provisória no Bar do Armando.

O nome do coletivo fazia uma brincadeira eufônica com o famoso Jim das Selvas, herói dos quadrinhos desenhado pelo badalado Alexandre (Alex) Raymond, o mesmo que lançou Flash Gordon. Ao mesmo tempo, trazia como pedra de toque o substantivo gens (“pessoas”, em francês), reafirmando nossas raízes caboclas e nosso cosmopolitismo cultural.

O Coletivo Gens da Selva foi a primeira entidade cultural do Amazonas a receber do Ministério da Cultura o registro definitivo, que a habilitava a fazer captação de recursos junto à iniciativa privada com os benefícios da Lei Sarney (a segunda foi o Movimento Alma Negra – MOAN – do Nastor Nascimento).

Foi dessa forma que editamos o jornal Miratinga e vários livros de poesia, em 1988, e produzimos o primeiro disco do cantor Roberto Dibbo, em 1989.

Nos anos 90, o Coletivo Gens da Selva ficou mais focado na edição de livros de poesia, jornais, fanzines e recitais poéticos, deixando de lado a parte musical, mas sempre tendo como base logística o Bar do Armando.

Os shows musicais rolavam apenas durante as sessões de autógrafos de algum escritor que estivesse lançado um novo livro no pedaço.

A partir de 1999, por insistência dos biqueiros, o Coletivo Gens da Selva assumiu, definitivamente, as atividades musicais do Bar do Armando fora do período carnavalesco.

No início, as noitadas etílico-musicais foram batizadas de “Sextarmando”, porque sexta-feira era o dial mundial da “armação”.

Mais tarde ,quando os shows passaram a rolar na quinta-feira, o frege foi rebatizado de “ArmandoBrega” e, finalmente, a partir de 2001, quando a Secretaria Estadual de Cultura, por meio do secretário Robério Braga, passou a pagar um cachê simbólico para os músicos, se transformou no “Chorando na BICA”. Leia mais no seguinte endereço eletrônico: http://amordebica.blogspot.com/2011/02/o-coletivo-gens-da-selva-entra-na-bica.html

Nota do BlogdoRocha:
Tudo um dia tem o seu fim, toda essa movimentação cultural no Bar do Armando está se acabando, os sócios de carteirinha não aparecem mais por lá, outros tantos, já foram para o andar de cima. Poucos são os lançamentos de livros, praticamente não existem mais shows musicais com o cachê pago pela Secretaria de Cultural. Somente os cantores Lúcio Bahia e Anne Rocha se arriscam em cantar passando o chapéu. A coisa somente funciona quando o poeta Marco Gomes entra na Bica! O Carnaval da Bica ainda é o maior e melhor carnaval de Rua de Manaus. Quanto ao “Coletivo Gens da Selva”, continua de vento em popa, apenas a sede que mudou de lugar, com a batuta do incansável poeta Simão Pessoa. Uma das criações do Gens foi a Antologia Poética POETATU, com o numero  reunindo poemas inéditos de 17 poetas que vão desde nomes consagrados e imortais da Academia Amazonense de Letras (Anísio Mello, Tenório Telles e Zemaria Pinto), como novíssimos e novos poetas como Felipe Wanderley, Castro e Costa e Henrique Mesquita, passando pela prata da casa como Simão Pessoa, Almir Graça, Celestino Neto, Jersey Nazareno, Carlos Araújo e Marco Gomes, e músicos/poetas Célio Cruz, Cleber Cruz e Eliberto Barroncas. É isso ai.

* Simão Pessoa

Manaus, Amazonas, Brazil
Canalha exemplar, pai extremado, filho pródigo, irmão zeloso, amigo fiel, amante de quem ama, consumidor de quelônios, colecionador de discos (só samba do bom e blues tocado por negro, além de clássicos do rock, do reggae e do funk), ex-quarto zagueiro dos imbatíveis Murrinhas do Egito e Setembro Negro, hoje obeso, colecionador de gibis do Asterix, vascaíno em tempo integral.

 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

PASSEIO A VILA DE PARICATUBA

Depois de uma semana estressante, cheia de cobranças por todos os lados, resolvi me isolar numa comunidade chamada “Vila de Paricatuba”, no município de Iranduba, na margem direita do Rio Negro.

Não deu para ir no sábado, pois, ainda tive batalha no trabalho e, algumas pendências para resolver junto aos filhos/casa, além de ter a missão de levar a caboquinha Maria Eduarda (neta) para passear no Amazonas Shopping.

O meu filho mais velho, o Alexandre Soares, quase me faz perder o ônibus do outro lado do rio, sabe como são as coisas: depender da carona dos outros, é muito difícil, mesmo sendo da família! Pois bem, ele me deixou no Terminal Hidroviário de São Raimundo faltando quinze minutos para as nove horas.

A sorte foi que eu entrei numa “voadeira” que saiu em poucos minutos; a travessia foi rápida, deu para curtir a beleza do nosso majestoso Rio Negro. Chegando ao Porto do Cacau Pirêra, pulei do barco e corri até onde o ônibus costuma ficar estacionado. Dancei, cheguei atrasado, já era a minha viagem!

Não me dei por vencido, resolvi perguntar de um taxista o preço para levar até a comunidade, ele cobrou cinquenta reais, fiquei aguardando mais um retardatário para rachar, esperei, esperei e, nada! Ainda tinha outras opções, pegar um ônibus para a sede do Iranduba e, em seguida um moto taxi; resolvi dar um rolé pelas ruas empoeiradas do lugar e, decidir o que fazer.

Para minha surpresa, encontrei o ônibus de Paricatuba dando a partida, ele estava na Estada Manoel Urbano, os responsáveis tinham mudado a parada dos ônibus, sem colocar nenhum aviso para a população, mas, para a minha sorte, ele estava atrasado na saída (isso não é novidade!).

Surpresa maior foi em encontrar dentro do ônibus o filósofo Paulo Mamulengo, o proprietário da casa onde eu iria passar o domingo. Ele falou que fazia um tempão que ele não aparecia por lá, em decorrência de vários trabalhos que está executando em Manaus, aproveitamos para colocar o papo em dia, afinal, somos dois grandes amigos.

O Paulão é um grande gozador, a primeira coisa que ele notou foi o motorista e a cobradora utilizando máscaras protetoras médicas e, foi logo perguntando de supetão: - Vocês estão com tuberculose ou estão com medo de pegar alguma doença dos comunitários de Paricatuba? O motora respondeu: - Não é isso o que o senhor está pensando, utilizamos máscaras por causa da poeira insuportável das estradas de barro que dão acesso as comunidades de Iranduba!

O Paulão pulou da cadeira: - Quer dizer que o EFEDEPÊ do Alfredo, comeu todo o dinheiro do Ministério dos Transportes, deixou todas as estradas bem escrotas, no barro, não vai devolver nenhum centavo para o erário público e, ainda por cima de tudo, terei que cheirar poeira a viagem toda? Sacanagem desse fuleiro!

Para quem não sabe, o Paulão é um grande ambientalista, lutou durante anos para a preservação de Paricatuba, um santuário ecológico que pode desaparecer com a construção da Ponte Manaus-Iranduba.

Ele foi dono de um barco chamado “Consciência”, morou durante anos dentro dele, inclusive, o seu filho mais velho, o Raul Perigo, ao nascer foi morar dentro da embarcação. Optou por esse tipo de moradia como forma de mostrar para a sociedade que ele e a sua família tinham uma “consciência ecológica” e que era possível morar dentro de um barco sem agredir ao meio ambiente.

Fiquei curioso sobre o destino do barco Consciência, ouvi atentamente o filósofo Paulão: - Olha aqui, meu amigo Rochinha, a consciência é um atributo pelo qual o homem toma em relação ao mundo, no entanto, a mãe da consciência chama-se paciência, sem essa, já era a consciência. Durante muitos anos, tive paciência com o “Consciência”, na enchente e na vazante, pintava, fazia remendos, consertava o motor, revés, et cetera e tal; de madrugada mesmo que estivesse dando uma lenhada na nega velha, qualquer sinal de temporal, corria na chuva para amarrar o barco para não afundar – ultimamente, perdi a paciência com o “Consciência” - moral da história: vendi o casco do barco para um pescador, em troca, comprei um “canoão” com um motor de rabeta, o seu nome é “Impaciente”! Cruz, credo, sai prá lá filósofo doido!



Papo vai, papo vem, chegamos à comunidade, paramos numa mercearia para comprar alguns mantimentos para o vigia da casa e, cerveja para os pobres mortais, é claro! Parte das compras foi paga no dinheiro, outra, o Paulão mandou colocar “no prego” (fiado sem juros), um costume das pequenas comunidades, pois, nos grandes centros é utilizado o cartão de crédito (fiado com juros).

A casa estava um pouco abandonada -, o vigia é conhecido como “Arigó”, um fonfom da melhor qualidade, o cara é chegada a uma água-benta (pinga) que não é moleza! Um grande apreciador da “Caninha 51 veludo no gogó”. O outro vigia, o famoso “Cocota”, está de férias em Manaus, com previsão de retorno somente em Outubro. Três cachorros pulguentos e famintos faziam companhia ao Arigó, fiquei com pena dos animais, comprei algumas latas de carne de desfiar e amenizei um pouco a fome dos cães.

Visitamos os comunitários, fiquei triste ao saber do falecimento do “Todinho”, o dono do único restaurante do lugar. Visitamos o atalier do Paulão, ele faz bonecos para o carnaval da Bica (Bar do Armando) e para a Secretaria de Cultura do Amazonas, depois, fomos tomar banho no Lago de Paricatuba, um lugar exuberante que está com os dias contados, pois o progresso está chegando e com ele vem a destruição.

Fomos “matar a broca” no “Restaurante do Todinho”, a sua filha mais nova está tomando conta do negócio – a pedida foi “Tambaqui Frito”, uma delícia, pois o peixe é comprado diretamente dos pescadores (“na baba”, como diz o caboclo), pedimos para embalar todas as sobras, levamos para os três cães e dois gatos que moram por hora na casa do Paulão.

O ônibus atrasou novamente (não é mais novidade!), pegamos a estrada de poeira, são dez quilômetros de sofrimento, mesmo assim, o Paulão deu alguns cochilos – chegamos ao porto e pegamos um barco “a jato” até o Porto de Manaus (Rodoway).

Cada um foi para o seu lado, o Paulão pegou um ônibus para a sua casa, no bairro do Aleixo e, eu fui direto para o Bar Caldeira, bebericar, ouvir uma boa música e conversar potoca com os amigos até ser expulso pela Dona Maria (a proprietária).

O Rio Negro está em plena vazante, daqui a uns quarenta e cinco dias teremos praia a vontade, vale a pena visitar e curtir um passeio a Vila de Paricatuba! É isso ai.

Fotos: J. Martins Rocha