quinta-feira, 19 de novembro de 2020

RESSACA POLÍTICA

 Segunda-feira, Dia da Ressaca.

Pior, Ressaca Política.

Os meus candidatos não ganharam.

O pior ainda é ser obrigado a votar novamente no Segundo Turno.

Uma coisa é certa: Não voto nem com nojo no Negão. Será que ele votou nele mesmo? Na urna tinha esquecido o próprio número!

Para falar a verdade, não quero nem saber quem são os novos Vereadores, pois daqui um ano nem os seus eleitores lembrarão em quem votaram.

Salvo raríssimas exceções, dos 41 uns cinco serão lembrados, o resto é resto.

Infelizmente, os nossos representantes serão apenas representantes do próprio bolso e dos mais próximos a eles (amigos, família, prefeito etc).

Pode escrever ai.

PRESTAÇÃO DE CONTAS

 Irei vasculhar o site do TSE, no Portal da Transparência, para mostrar a todos vocês o quanto receberam e gastaram os candidatos eleitos para a Vereança.

Podem ter certeza que não foi pouco, não.

Alguns dirão: o fulano gastou somente o Fundo Partidário. Tudo bem. Porém, todavia, no entanto, são recursos públicos que vieram dos impostos que por sua vez vieram dos nossos bolsos.

Estão falando por ai que o jovem candidato eleito torrou trezentos mil na campanha. Irei verificar se procede.

Uma coisa é certa: eleição para um mandato popular não é para os amadores-lisos. Isto demanda profissionalismo, fundo partidário, doações significativas e outros cositas mas por debaixo do pano, sem passar pelos meios legais etc.

Mudando de assunto: o Plano de Governo do Davi Almeida é um dos mais bem elaborados de todos os candidatos, um trabalho profissional.

Depois da eleição do segundo turno, irei, também, verificar quantos milhões os dois gastaram.

São informações que todos devem saber, pois é lei a obrigatoriedade de divulgação ao público, porém poucos buscam essas informações.

É isso ai.

sábado, 14 de novembro de 2020

NAVIO BALATAL

É um navio não registrado na Marinha do Brasil, pois está somente no imaginário popular.

Como sabemos Balatal é formado por Balata + al = lugar ou bosque onde existe muitas balatas, onde se extraia o antigo "ouro branco", o látex que fez fortunas e ruínas para muitos seringalistas do início do século passado.

Quando houve a debandada geral dos gringos e brasileiros falidos, era vergonhoso para aqueles que ostentavam fortunas voltarem pobres para os seringais, para trabalhar e "comer o pão que o diabo amassou", eram tempos difíceis. 

O momento de pagar os pecados e excessos cometidos quando estavam "em cima da carne seca" (sinônimo de riquezas para os nordestinos da época).

Com o tempo, este barco da desgraça foi sendo utilizados por políticos que receberam um cheque em branco da população e depois de quatro anos não foram reeleitos por terem pensado somente no particular em vez do bem estar geral.

O termo foi usado em quatro e quatro anos nas rádios de Manaus e do interior, para malhar os políticos não reeleitos.

O Valdir Corrêa, da Rádio Difusora, fez o maior sucesso. Anos depois, a direção resolveu suspender o programa, pois constrangia muitas pessoas, cabendo até danos morais.

Em Parintins, o compositor Tadeu Garcia usava para sacanear o boi contrário perdedor.

O barco somente consente a entrada dos perdedores, no caso, os políticos não reeleitos.

É uma viagem a trabalho, sem volta. É a volta do anzol. Pagar pelos erros cometidos.

Em 2020, existe a previsão de mais de 50% dos atuais Vereadores embarcarem no Navio Balatal.

É isso ai.

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

NOVO TERMINAL RODOVIÁRIO DE MANAUS

 



Na condição de manauara e cidadão desta terra, proponho ao novo prefeito que construa o Novo Terminal Rodoviário de Manaus, digno de uma cidade que não pára de crescer, em substituição ao atual que está com as suas estruturas precárias e sem segurança para os passageiros e turistas que visitam a nossa cidade.

O atual Terminal Rodoviário de Manaus – foi construído em 1980 (no governo José Lindoso), no bairro de Flores, com nome oficial de Terminal Rodoviário Engenheiro Huascar Angelim.

Atende precariamente as linhas de ônibus para os municípios da Região Metropolitana de Manaus e interior do Amazonas, além de rotas interestaduais para Rondônia (BR-319)e Roraima (BR-174) e internacionais para Caracas, capital da Venezuela.

É um dos principais pontos de entrada e saída de Manaus, onde passam em torno de trinta e cinco mil passageiros por mês, conforme dados da Agência Reguladora de Serviços Públicos (ARSAM).

Está com sessenta anos, apresentando uma estrutura precária e falta segurança, sendo alvo de inúmeras críticas e reclamações por parte dos passageiros e usuários, que demonstram insatisfação com a falta de melhorias e descaso do poder público.

 O governo do Estado do Amazonas e a Prefeitura de Manaus abandonaram totalmente este importante bem público, sendo gerenciado pelos próprios permissionários. Isto é um absurdo!

O Novo Terminal Rodoviário de Manaus – a minha sugestão será a retirada do Aeroclube do Amazonas (que está colocando em risco constante todo o bairro de Flores e adjacências) e o recolocar no município de Iranduba, onde existem imensas áreas e com acesso rápido pela Ponte Rio negro, construindo em seu lugar o novo terminal.

A área do atual Aeroclube é imensa, podendo abrigar além de uma  grande e moderna rodoviária, a Sede da Prefeitura de Manaus, com prédios para abrigar todas as suas secretárias, com benefícios para todos, além de Posto de Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC), Postos de Saúde (UBS), Praças de Alimentação, Shopping Popular e outros espaços públicos, Hotéis de Trânsito etc.

O novo terminal servirá de orgulho para os amazonenses e incrementará o turismo para a nossa cidade, pois contará com espaçosas áreas de embarque e desembarque, amplos estacionamentos, sanitários da melhor qualidade, salas de espera climatizadas, escadas rolantes, passarelas e plataforma elevatória para uso de pessoas com deficiência, áreas de vistorias de veículos e para vans, táxis, moto taxis, lojas de suvenir, drogarias, atendimento médico, praça de alimentação, administração etc.

A Prefeitura de Manaus em comum acordo com o governo do Amazonas poderiam passar o local para ser administrado por uma empresa privada, que ficaria totalmente responsável pela manutenção e fazer melhorias constantes.

É isso ai.

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

CHAFARIZ DAS MUSAS

 


Fica na parte central da Praça D. Pedro II, centro histórico de Manaus.


Foi fabricado pela firma inglesa Sun Foundry, em Glasgow, Inglaterra.

Possui várias alegorias representando as musas, os delfins, conchas e meninos, símbolos mitológicos intregado ao mar, terra, ar e água que vem das nuvens.

As Musas:

Caliope (poesia épica) segura um livro;

Erato (amável) a lira;

Clio ( história)o pergaminho;

Thalia (comédia) a coroa de Hera.

As musas eram nove, filhas de Mnemusine (Memória) e Zeus. Moravam no templo chamado de Museion (origem do nome Museu). Cada uma inspirava um setor das artes.

Por extensão temos "A Musa Inspiradora", a mulher amada dos poetas românticos.

A nossa Praça é pura história e fonte de conhecimentos, basta ter tempo para os detalhes e pesquisar.

Fonte: Prefeitura de Manaus.
Foto  : José Rocha

ZONA AZUL - SISTEMA ROTATIVO PAGO DE MANAUS

ESTA LEI É DESDE 2010 QUANDO O AMAZONINO ERA PREFEITO.                                     

EM 2015 O PREFEITO ARTHUR NETO ASSINOU O CONTRATO DE CONCESSÃO COM O “CONSÓRCIO AMAZÔNIA” PARA IMPLANTÁ-LO.                                                                    

EM 2019 FATUROU MAIS DE CINCO MILHÕES DOS MOTORISTAS.                                      

FOI SUSPENSO EM MARÇO DE 2020 EM DECORRÊNCIA DA PANDEMIA DA COVID-19. NÃO ACABOU NÃO! A CONCESSÃO POSSUI VALIDADE ATÉ 2025.                                        

O CANDIDATO A VEREADOR JOAQUIM ALENCAR 51400, CASO ELEITO, IRÁ FAZER PRESSÃO JUNTO AOS SEUS PARES E AO NOVO PREFEITO DE MANAUS, PARA QUE ESTE MANDE LOGO NO INÍCIO DO MANDADO UMA MENSAGEM À CÂMARA MUNICIPAL, ENCAMINHANDO     UM PROJETO DE    LEI,    REVOGANDO   TOTALMENTE ESTA LEI.                

SAIBA TUDO SOBRE ESTE TRISTEMENTE AFAMADO PROJETO - Tudo começou em 2010, quando os VEREADORES elaboraram a lei e o prefeito de Manaus, na época o AMAZONINO MENDES, autorizou a Lei no. 1.534, de 11/11/2010 e regulamentou três anos depois através do Decreto no. 2.420/2013, instituindo este famigerado sistema de estacionamento rotativo pago nas ruas de Manaus, denominado “ZONA AZUL”. Dois anos depois, o prefeito Arthur Neto assina o Termo de Contrato de Concessão no. 014/2015, entre o município de Manaus e o CONSÓRCIO AMAZÔNIA (nome de fantasia), formado por dois empresários de Goiânia, Estado de Goiás, sócios da empresa TETRAM – Soluções Em Tecnologia de Trânsito Ltda. e da empresa EXCEL Segurança Eletrônica Ltda. formado por quatro sócios residentes em Manaus (dois deles são parentes do presidente da CDL - Manaus), os quais formaram uma empresa sediada na nossa capital com o nome de Tecnologias de Trânsito da Amazônia SPE Ltda., permitindo executar o serviço público denominado de ZONA AZUL, no prazo de 10 (dez) anos (ou seja, até 2025), podendo ser prorrogado. Ficou acordado que, do total da arrecadação do mês anterior esta empresa recolheria 11% (onze por cento) para a MANAUSTRANS. A concessão é para toda Manaus, implantando, inicialmente, 2.694 vagas no centro e 629 no Vieiralves. Somente em 2019 este sistema levou mais de Cinco milhões de reais dos motoristas de Manaus. Desde a implantação a reclamação foi geral:     Deixaram centenas de jovens e pais de família sem trabalho, os “Flanelinhas” ficaram na “rua da amargura”, tristes e derrotados. Os clientes fugiram do centro, pois os donos de automóveis tinham pouco tempo para retirá-los do estacionamento, provocando uma gritaria geral dos comerciantes que sentiram na pele a redução de seu faturamento diário. A sede da empresa da Zona Azul fica entupida de pessoas fazendo reclamações das mais diversas possíveis. No Vieiralves foi até instaurado um Inquérito Civil por parte do MP-AM, em decorrência    de     centenas    de   reclamações   dos    moradores  e   comerciantes.

 

PEÇO O SEU VOTO PARA LUTAR E ACABAR DE           UMA                                          VEZ POR TODAS      COM     ESTE    FAMIGERADO  PROJETO  ZONA    AZUL.

JOAQUIM ALENCAR 51400

CORONEL MENEZES 51


sábado, 24 de outubro de 2020

MANAUS 351 ANOS - TUDO COMEÇOU AQUI NO FORTE DE SÃO JOSÉ DA BARRA DO RIO NEGRO


 O Sargento-Mor (hoje Tenente-Coronel) Pedro da Costa Favela, um temido matador de índios, fez várias viagens pelo Rio Negro, chegando até a aldeia dos Tarumãs, relatando a suas viagens ao governador do Maranhão e Grão-Pará (o Amazonas fazia parte e era subordinado), o Albuquerque Coelho de Carvalho. Este ficou sensibilizado com os seus argumentos: era preciso controlar o movimento da mão-de-obra escrava (índios) e das drogas do sertão (produtos de origem extrativista, como castanha, canela, pimenta etc), atentar para os holandeses que estavam confinados em Suriname (ex Guiana Holandesa), com os quais os índios do Rio Negro mantinham um relacionamento amistoso.

Os estudiosos afirmam que a data do início de sua construção foi em 1669, ano considerada como o da fundação de Manaus. A obra foi erguida pelo capitão maranhense Francisco da Mota Falcão. Com a sua morte a empreitada foi concluída pelo seu filho Manuel da Mota Siqueira, em 1697. O local escolhido foi na margem esquerda do Rio Negro e a sete milhas da sua foz, num local aprazível, numa elevação a 44,9 metros do nível do mar.

A planta do forte era no formato de um polígono quadrangular (figura que determina a forma geral de uma praça de guerra), sem fosso. Estava artilhado com quatro peças de calibres 3 e 1, contando com uma guarnição de 270 homens, tendo como primeiro comandante o Capitão Ângelo de Barros. Era muito pequeno recebendo o nome, inicialmente de Forte, depois de Fortim e por último, de Fortaleza. Segundo alguns estudiosos a edificação não merecia o nome pomposo de Fortaleza, pois esta pressupõe uma fortificação enorme, de grandes dimensões, o que não era o seu caso.

A fotografia acima é de um prospecto (vista de frente) da Fortaleza do Rio Negro, constituindo-se no único registro visual conhecido, datado de 7 de Dezembro de 1754, feito pelo engenheiro alemão Schwebel, quando por aqui passou fazendo parte da comitiva do governador e capitão-general Francisco Xavier de Mendonça Furtado, vindos de Belém em direção a Mariuá (Barcelos). É o local onde teve inicio a cidade Manaus, mostrando o forte e algumas casas de palha ao seu redor, além de uma pequena igreja, com a seta da flecha para a direita (descida das águas) indicando que a cidade fica na margem esquerda do Rio Negro. 

Segundo os historiadores, ele recebeu várias denominações, foi chamado de Forte de São José da Barra do Rio Negro, Fortim de São José, Forte do Rio Negro, Fortaleza de São José do Rio Negro e Fortaleza do Rio Negro. Foi desarmado em 1783, perdendo importância tática e em 1823 (154 anos depois) o vigário-geral José Maria Coelho descreveu a fortaleza como um quadrado quase perfeito, com paredes bastante grossas e de altura equivalente a dois homens, estava destituída de artilharia e tinha apenas duas peças de bronze e ferro.

No ano de 1875 foi abandonado e virando ruínas. Existem alguns relatos que parte do material foi destinada para a construção do Palácio do Governo (atual Paço da Liberdade e Museu da Cidade, na Praça D. Pedro II). Existe uma sala no museu com o piso em vidro onde aparecem ao fundo umas urnas indígenas e alguns pilares de pedra, caso estiverem corretos os relatos acima, aquilo ali é a parte do Forte. No seu lugar foi construído o edifício da Tesouraria da Fazenda, um prédio que foi totalmente reformado para abrigar a "Casa de Leitura Thiago de Melo".

Os administradores do Porto de Manaus cometeram um crime contra o patrimônio público ao destruírem todo um quarteirão conhecido como “Casas da Boothline”. Comenta-se que apareceram vestígios do forte e que o IPHAN junto com outros órgãos federais conseguiu embargar a obra. Mandaram aterrar para evitar a presença de curiosos e depredações do que restou da nossa memória. 

Esperamos que um dia seja revitalizado e que parte do Forte seja mostrada ao público, caso exista, realmente. Afinal, naquela área é o berço da cidade de Manaus.

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

PRÉDIO CENTENÁRIO DA FAMÍLIA LOUREIRO - UM PRESENTE PARA OS 351 ANOS DE MANAUS

 

Fica na Avenida Eduardo Ribeiro, quase em frente ao Ideal Clube, pertence à família Loureiro. É belíssimo, muito imponente, está bem conservado, com os jardins bem cuidados, possui dois pavimentos, com escadas na lateral direita e garagem com detalhes em madeira, saída pela Rua 10 de Julho, imagine como deve ser o interior, com certeza, deve ser uma maravilha!

O portal principal foi construído na França, na empresa Guillot Pelletier Constructeurs. Orléans. Acredito que somente os membros da família sabem da origem do portão e talvez poucos historiadores. Hoje é muito difícil encontrar uma serralheria que faça um portão com arte. Os atuais duram apenas alguns anos. Esse ai pode durar centenas de anos!

Faz gosto passar pela Avenida Eduardo Ribeiro e ficar admirando aquela obra de arte tão bem conservada pela família Loureiro, pois as fachadas das residências no inicio do século passado eram trabalhadas com esmero, faziam um trabalho artístico nos seus frontispícios, ficava, realmente, uma obra de arte.

O entorno é muito arborizado, dizem que as árvores que ficam bem em frente ao prédio foram plantadas pela Dona Chloé, sendo que uma delas foi envenenada e teve que ser cortada pelo Corpo de Bombeiros.

O imóvel foi construído em 1912, pertenceu ao Senador Aristides Rocha (1882-1950). Segundo os historiadores, assim que terminou o Tenentismo (em 28 de agosto de 1924) iniciaram-se várias disputas pelo controle político do Estado entre grupos e facções. Com isso Aristides apresentou ao senado federal um projeto pedindo a intervenção Federal no Amazonas, alegando ausência dos poderes Executivo e Legislativo no Estado. O pedido foi aceito, e o mineiro Alfredo Sá foi nomeado ao governo com a missão de acalmar as disputas políticas, feito que conseguiu através da unificação partidária.

Após a morte do Senador Aristides Rocha, o imóvel foi adquirido pelo empresário Thales de Menezes Loureiro, o fundador da empresa comercial T. Loureiro & Companhia.

A sua esposa era a Dona Chloé Souto Loureiro (faleceu em 2017 aos 94 anos de idade), acreana de Sena Madureira matriarca de uma das famílias mais tradicionais de Manaus, com o qual tiveram nove filhos, incluindo o famoso historiador Antônio Loureiro. Ela foi fundadora da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas (ALCEAR), escritora de mão cheia, faz muito sucesso com as suas receitas de bolos e quitutes. Lançou dois livros que fizeram o maior sucesso no Brasil afora “Doces lembranças” e “Ao Sabor das lembranças”.

Os seus filhos sempre primaram em conservar os imóveis da família, inclusive, mantiveram as fachadas dos antigos prédios comerciais de sua propriedade, apesar de todo o apelo comercial reinante entre a maioria dos empresários do centro antigo de Manaus que fazem uma verdadeira poluição visual no local.

Este imóvel da família Loureiro servirá de exemplo para os proprietários dos demais prédios históricos do centro da cidade, pois fez cem anos em 2012 e continua bonito e muito bem conservado, um exemplo de amor e um presente para a cidade de Manaus que completa agora 351 anos.

É isso ai.

Foto: José Rocha



terça-feira, 13 de outubro de 2020

CINEMAS UNDERGROUND DE MANAUS

 


Apesar do progresso e do fechamento das salas de exibição de cinema do centro de Manaus, por incrível que pareça ainda existem três delas em plena atividade, porém de forma que foge aos padrões comerciais atuais.

Quem é das décadas de cincoenta a setenta lembra muito bem do cinemas do centro de Manaus: Odeon, Polytheana, Guarany e Avenida. Com o tempo foram todos fechados, mas sempre lembrados.

Muitas pessoas lamentam o fechamento desses cinemas, pois as salas migraram para os shopping center, onde existe conforto e segurança, porém sai caro para levar a família: estacionamento caríssimo, pipoca, refrigerante com preço estratosférico e entrada com preços somente para quem dispõe de muita grana.

Para suprir esta demanda dos desafortunados e adultos, existe no centro de Manaus três salas de exibição de filmes pornos pirateados.

O mais famoso funciona onde foi o Cine Renato Aragão, na Rua Dez de Julho. Lá não existe nenhuma placa, pois está de forma "pirata". Conserva todas as cadeiras (140 ao todo) de antigamente, com o ingresso único de oito reais.

Segundo o administrador, muitas pessoas perguntam se no local passa os filmes que rodam nos shopping, pois estão ansiosos para a volta dos cinemas no centro. Ele lamenta muito, pois a firma está travando uma guerra homérica para se regularizar junto ao fisco e as distribuidoras de filmes.

Os outros dois, segundo relato de um morador do centro, funcionam na Avenida Ramos Ferreira, sendo um onde era o antigo Cine Oscarito e o outro próximo a agência da Caixa Econômica.

Os nossos vereadores e o prefeito de Manaus deveriam apoiar esses empresários, editando leis para a remissão de tributos, além dos bancos financiarem a juros modestos para se reerguerem das cinzas e voltarem a funcionar normalmente, para o deleite das famílias do centro da cidade.

É isso ai

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Ponte Leopoldo Neves



Quem vem dos bairros São Raimundo, Glória e Santo Antônio em direção a Avenida Álvaro Botelho (também conhecida como Rua Kako Caminha e Estrada de São Raimundo) passa por esta ponte.

O seu nome oficial é Ponte Presidente Dutra, em homenagem ao ex-presidente Eurico Gaspar Dutra, no entanto ficou popularmente conhecido como Ponte Leopoldo Neves (Pudico) o então governador que iniciou a sua construção em 1947.

Foi inaugurada em 1951, completando 69 anos em 2020, mesmo assim recebe um fluxo grande de veículos e passagem de muitas pessoas que andam à pé em direção ao centro da cidade.

Faço caminhadas e passo por esta ponte em torno de três vezes por semana. O seu estado é lastimável, colocando em risco a todos, incluindo o escriba aqui.

Segundo os historiadores parte de ferro foi fabricada em Paris (França) e após a inauguração tornou-se um Cartão Postal de Manaus.

Na década de setenta o então prefeito Jorge Teixeira fez outra ponte ao seu lado para ligar diretamente a Estrada do São Raimundo a Avenida Brasil. Com as obras do PROSAMIM naquela área, o governo fez mais outra para os automóveis que vem da Avenida Brasil.

Depois de 69 anos da sua inauguração esta ponte está com problemas sérios de desgaste em suas estruturas e não existe nenhum estudo técnico para a sua recuperação.


Compare as duas fotos: uma é o Cartão Postal da década de 50 e outra atual clicada por mim em 2020.

É isso ai.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

DECLARAÇÃO DE AMOR AO RIO NEGRO - LIVRO "A VILA DE PARICATUBA"


Rio Negro, negro sempre tu foste, negro, sempre tu serás! As tuas águas translúcidas, na calmaria das manhãs ensolaradas, refletem as nuvens, as matas e todos os seres que se colocam acima e ao teu lado, como se fossem um espelho negro.
Assim, espero, para o todo sempre, amém! Infelizmente, já vi muitos rios negros, virarem rios pardos, poluídos, sem vida, não é o teu caso.
Não permitirei jamais! O progresso pode acabar com a tua vida, com o oxigênio da tua composição química.
Tu fazes parte da minha vida, uma simbiose entre mim e ti. Sempre o adorei e o respeitei. Nunca, jamais, em hipótese alguma irei poluí-lo, também, não permitirei te afogares no mar de lama da poluição.
É inconcebível uma pessoa que recebe a luz, a paz de espírito da tua beleza e imensidão, que bebe na tua fonte finita de águas cristalinas, darem de volta, a poluição em teu leito, jogando lixos em tuas margens!
Muitos, muitos, não sabem, não entendem, são ignorantes, pecam pela sua falta de conhecimentos e sensibilidade, vêem, mas, não enxergam, são cegos do saber e do amor, pois quem ama, não suja, em hipótese alguma a sua cidade Manaus e na Vila da Paricatuba.
Quem ama, preserva, luta pela sua perenidade, para o pleno usufruto atual e pelas futuras gerações.
Quando eu morrer quero ser cremado e as minhas cinzas devem ser jogadas no RIO NEGRO.
Esta declaração está inserida no novo livro que estou acabando de escrever "Vila de Paricatuba"
Possuo um carinho todo especial pela Vila de Paricatuba, pois me remete a minha infância onde tive um contato direto com o majestoso Rio Negro.
Em Paricatuba fiz grandes amizades com os comunitários, principalmente com a família do saudoso Paulo de Tarso Mamulengo (Dona Rosangela e seus filhos Ruan e Raul), que me recebe com todo o carinho em sua casa nas inúmeras de vezes em que fui passar finais de semana por lá. Na casa do saudoso Paulo e da Dona Rô existia uma lugar especial denominado “Espaço Rochinha”, onde eu tinha prioridade para atar a minha rede e desfrutar da natureza.
As Ruínas de Paricá e sua história, as suas belas praias, a simplicidade e o carinho dos moradores, o Lago na enchente, a Cachoeira na vazante, o material arqueológico dos nossos antepassados, a natureza envolvente e a vista privilegiada do Rio Negro sempre me cativaram para o todo e sempre! Por ter postado muito sobre aquele lugar especial e por ter tirado muitas fotografias resolvi condensá-lo neste pequeno livro, aproveitando também os trabalhos de outros blogueiros e de trabalhos científicos dos nossos pesquisadores e estudantes universitários. Este livro é dedicado a todos estes atores que de alguma forma se dedicaram a preservar àquele lugar mesmo a despeito da fúria devastadora do progresso que atropela a tudo e a todos sem nada respeitar.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

MANA MANAUS

 

MATAPI

Esta fotografia eu tirei tempos atrás no MUSA - Museu da Amazônia, situado na Reserva Ducke, no bairro Cidade de Deus, zona Leste da cidade de Manaus.

Para algumas pessoas parece estranha, mas para os indígenas e caboclos da Amazônia é um instrumentos de pesca muito comum,

Na foto aparece a parte conhecida como "boca ou porta"”, onde é colocada a isca para atrair os camarões e por onde eles são retirados no momento da despesca.

Desta maneira, os camarões aproximam-se do apetrecho atraídos pela isca que está inserida no interior do cilindro mas, para chegar até a isca o único acesso livre é pela base maior do tronco de cone que os direciona até a base menor, que por sua vez os leva até o interior do cilindro, onde ficam retidos.

São confeccionados com finas varetas da tala das palmeiras jupati e inajá. Para amarração das varetas os pescadores utilizam cipó e/ou fitilho plástico de polipropileno ou nylon para varal.

Foto: José Rocha

 

VERGONHA NACIONAL

Segundo dados do IBGE, o Estado do Amazonas possui 120 mil famílias sem água encanada e 320 mil sem banheiros e esgotos.

Possuímos a maior bacia hidrográfica do mundo, mesmo assim, milhares de famílias não possuem água em suas casas.

E outros tantos milhares os banheiros e sanitários são em fossas biológicas.

Para os prefeitos, construir esgotos não dá votos, pois ficam enterrados!

O Amazonino Mendes deu de presente a antiga COSAMA para empresários de fora.

Deu no que deu!

Somos o último lugar no Brasil neste quesito.

Isto é uma vergonha!

 

SESC

Apesar dos recentes escândalos envolvendo os altos escalões do "Sistema S (Sesc, Senac, Sesi, Sebrae e outros S)", o Sesc da Rua Henrique Martins é uma boa opção para os mais velhos e estudantes.

Para a terceira idade a carteirinha é apenas cinco reais. Basta carregar algum valor e utilizar muitos serviços.

A biblioteca abre as nove e fecha somente cinco da tarde. Um lugar amplo, muito bem cuidado, um excelente ar-condicionado, internet de R$ 2,50 a hora, muitos livros e jornais do dia.

Quando bate a fome o restaurante é imenso, com um cardápio variadíssimo, com dez reais dá para ficar bem satisfeito.

Banheiros bem limpos, água mineral a vontade e pessoas educadas que te respeita e te serve com qualidade.

Se quiser consertar os cacos dos dentes, basta marcar uma consulta e fazer o tratamento com um preço bem camarada.

Aos poucos o SESC vai voltando a normalidade.

Caso queira tomar um banho na piscina e se refrescar nos finais de semana basta ir ao Balneário do Sesc no Conjunto Campos Elísios.

 

AGRADECIMENTOS

Sábado passado, dia do meu aniversário, desejo agradecer a todos que enviarem felicitações e, principalmente:

Ao nosso bom Deus Criador por mais um ano de vida.

Aos meus filhos Amanda, Alexandre e Adriana, bem como, a minha nora Vanessa e aos meus netos Maria Eduarda, Mateus e Vitor, pelos presentes e almoço especial.

Aos meus irmãos Rochinha, Henrique e Graciete.

Aos meus amigos do Bar Caldeira, em especial aos presentes do Carbajal Gomes e Rui Sá.

Ao pré-candidato a vereador Joaquim Alencar, pelo presente surpresa.

Aos amigos do Bar do Armando, em especial a Ana Cláudia e aos músicos da casa pelo "Parabéns a Você".

Aos vizinhos da Ladeira da Tapajós.

A centenas de amigos do Facebook que mandaram-me felicitações.

Muito Obrigado mesmo! A Vida continua.


O TAMBAQUI

Tambaqui é um peixe nobre da Amazônia - o nome científico é Colossoma macropomum; segundo os especialistas, as características são as seguintes: escamas com corpo romboidal (quadrilátero de ângulos não retos) , nadadeira adiposa (pequena excrescência carnosa) curta com raios na extremidade; boca prognata (mandíbula alongada) com dentes molariformes (molar, próprio para roer) e rastros branquiais (brânquias, órgão respiratório) longos e numerosos, a coloração geralmente é parda na metade superior e preta na metade inferior do corpo, mas pode variar para mais clara ou mais escura dependendo da cor da água.

Vamos conhecer um pouco mais: É uma espécie que realiza migrações reprodutivas, tróficas e de dispersão; durante a época de cheia entra na mata inundada, onde se alimenta de frutos ou sementes; na vazante dos rios, os indivíduos jovens ficam nos lagos de várzea onde se alimentam de zoo plâncton e os adultos migram para os rios de águas barrentas para desovar. Na época de desova não se alimentam, vivendo da gordura que acumularam durante a época cheia.

Por ser um peixe com uma carne saborosíssima, muito utilizado na culinária regional e, alcançando um alto valor de mercado, houve uma sobrepesca, tornando difícil encontrar um indivíduo com um peso maior.

Um caso raro: no mês de Agosto deste ano, um pescador do Município de Maraã (635 Km de Manaus), no Rio Solimões, pescou um com 1 metro e 15 centímetros, pesando quarenta e quatro quilos, com idade calculado entre doze a quinze anos. Foi colocado no formol e está em exposição no Bosque da Ciência, no Instituto de Pesquisa do Amazonas – INPA, em Manaus, no bairro do Aleixo.

Segundo os especialistas, a pesca e comercialização em Manaus eram a seguinte: durante décadas e notadamente até metade da década de 80, o Tambaqui foi o principal item desembarcado no porto de Manaus, chegando a um pico de 14 mil toneladas anuais durante a década de 70, no entanto, nas últimas estatísticas pesqueiras computadas apresentaram uma média de desembarque de 300 toneladas anuais de peixes oriundos de ambiente natural.

Para a proteção da espécie na época da desova, o IBAMA criou a temporada do defeso (proibição), entre 1º. de Outubro a 31 de Março, neste período, não é permitido a pesca, transporte, armazenamento, beneficiamento e a comercialização desta espécie, com exceção dos casos de estoques declarados pelo IBAMA, produto proveniente de piscicultura registradas e acompanhados de certificado de origem e a pesca científica autorizada previamente autorizada.

Na minha infância, tinha uma missão muito árdua: ir toda semana ao Mercado Adolpho Lisboa, para pegar o “bucho” do Tambaqui. Apesar de ser um peixe nobre, era muito consumido pela classe de baixa renda, existiam em grandes quantidades e o preço era muito bom, na nossa mesa nunca faltava. As pessoas quando viam aquele menino, pegando as vísceras do peixe, ficavam chocadas, algumas até se dispunham a me dar uma “banda” do Tambaqui, porém, sempre me recusava, o objetivo maior era o bucho! Não dava para explicar para todo mundo que aquilo servia como matéria-prima para fazer um tipo cola, utilizada na confecção de violões. Depois da década de oitenta, a produção caiu, o preço foi para a estratosfera, tivemos que parar de utilizar o bucho, passamos a utilizar a cola branca. Olha o Tambaqui ai, gente!

Foto:

Jose Rocha

Doca do DB do Dom Pedro, recebendo uma remessa de um fornecedor de Manacapuru.


CASA DA DONA CHAOLÉ LOUREIRO

 

Uma das poucas conservadas desde o início do século passado até hoje. Fica na Avenida Eduardo Ribeiro, com acesso a Rua Dez de Julho.


CARESTIA

Tudo está caro no Brasil, principalmente os produtos da cesta básica e material de construção.

Segundo os especialistas, decorre de três fatores principais:

1. A alta do dólar, incentiva os produtores nacional a exportar (ganham mais reais) cada vez mais, rareando para consumo interno. Por outro lado, a importação desses produtos chega muito caro ao Brasil.

2. Estamos na entressafra de muitos produtos agrícolas, como por exemplo o arroz, o que provoca o desabastecimento no mercado.

3. O Auxílio Emergencial permitiu a milhões de brasileiros de baixa renda e afetados pela Pandemia, a comprarem mais alimentos e fazerem pequenas reformas em suas casas. Entrando neste caso a Lei da Oferta e da Procura, ou seja, quanto mais se compra um determinado produto o seu preço tende a aumentar (pela ganância dos empresários).

Vamos entender melhor:

1. O Dólar aumenta, a exportação também, o empresário ganha mais. A importação deixa os produtos mais caros, com redução no volume e o Brasil aumenta as suas reservas cambiais. Quem paga o pato? O Povo!

2. Os pobres e remediados recebem o Auxílio do governo, este recebe de volta em forma de mais impostos arrecadados, pois as compras aumentam. Os empresários aumentam os preços para lucrarem mais e ficarem ainda mais ricos. Pela carestia, os pobres a cada mês reduzem a quantidade de produtos, pagando o pato novamente.

Dá vontade ou não de chamar um palavrão?

Dá mermo!


 RAP DO LIXO

Lixo

muito lixo

as pessoas estão

pouco se lixando

para o lixo

acham que o

Rio Negro é um grande depósito

de lixo

jogando toneladas

de lixo no coitado do Rio

o lixo irá contaminar o

Rio que por sua vez

voltará para contaminar

àqueles que jogaram o

lixo no Rio

o lixo poderia virar

um luxo

caso fosse reciclado

mas as pessoas

se dão ao luxo

de não aproveitar

o lixo

que luxo!

O Rio é um luxo

para poucos

no entanto, esses

poucos em detrimento

de todos, o transforma

em lixo!

O Rio evapora

transforma-se

em chuva

e um dia será ácida

irá cair na cabeça

de todos os que jogam

ou não o lixo no Rio

todos pagarão a conta

então, meu irmão

se manca ai

deixa de uma vez

por todas de jogar

o lixo no Rio!

José Rocha


FAMÍLIA MADEIRA 



José Diniz Madeira ( Diretor do Luso Sporting Clube, em 1930, na Rua Tapajós) e Zigomar Madeira Dutra (morador antigo da Rua Tapajós, meu vizinho). Duas gerações de portugueses da cidade de Manaus.


TAMO NA LETRA F NÃO DE FELIZ!

Eu não gosto de falar sobre política, políticos e politicagem, mas os dedos coçam para escrever.

Pois bem, o que me causa revoltar é presenciar um cidadão amazonense que vira e meche volta ao poder, sempre admirado por muitos cegos, desavisados e apadrinhados.

Esse camarada deu o Porto de Manaus para uma família que destrói paulatinamente o nosso Roadway.

Vendeu o Banco do Estado do Amazonas ao Bradesco por preço de banana.

Deu de mão beijada a Cosama.

Promove o maior festival de dispensas de licitação, direcionando para amigos e bajuladores.

Incompetência e corrupção são suas marcas registradas em todas as suas administrações.

O cara entrou falido e agora ostenta uma riqueza bilionária.

Está com o pé na cova, mas ainda quer ser novamento o burgo mestre da minha sofrida e abandonada terra de Ajuricaba.

E o povo ainda vota e adora este cara.

#tamofudidoemalpago

 

BOATE MORANGUINHO

Ficava no Ideal Clube, na Avenida Eduardo Ribeiro, onde é hoje o Teatro Gebes Medeiros.

Foi fundada pelo Carlos Augusto Carneiro na década de 60, encerrando as atividades em 80.

Ponto de encontro dos jovens ricos e remediados de Manaus, foi palco de romances, namoros e casamentos.

A Juventude Idealina realizavam programações semanais, sempre lotada de jovens.

Havia todos os tipos de saraus, com apresentações artísticas, shows de cantores, concursos de dança, interpretações teatrais, recitais, concertos, eleições de misses, desfiles de moda, homenagens e comemorações, festas de formaturas e muito mais.

O nome para alguns veio em homenagem a Miss Terezinha Morango, para outros, foi assim chamado por ter paredes na cor de morango.

Não sei, pois nunca lá frequentei.

Dizem que tinha luzes estroboscópica e ar condicionado, escurinho de luz negra, fumace e com uma requintada programação social.

Era um lugar aprazível na época.

Os conjuntos musicais Os Embaixadores e Blue Birds (Jander, Beto, Chaim e Ananias Goes) faziam o maior sucesso.

Para os mais jovens filhos dos associados existia o "Mingau Dançante".

Alguém ai sabe os nomes dos jovens que aparecem na foto?

Fonte: livro "Ideal Clube. - Cem anos de aristocratismo"

Foto: Denize Cabral.


GEORGE HUEBNER

Um alemão que se apaixonou pela Amazônia e pelo Brasil. Era botânico e fotógrafo. Morou em Belém e Manaus.

Tinha lojas nestas cidades e no Rio de Janeiro. Resolveu passar o resto de sua vida em Manaus.

Era dono da Photografica Alemã. Registrou a nossa Manaus no início do século passado.

Irei fazer um post para o nosso blog, contando a vida deste alemão que veio para estas plagas e morreu, sendo sepultado no Cemitério São João Batista.

Auto retrato do George Huebner.

 


RI É O MELHOR REMÉDIO!

Sem querer querendo, já entrei em dezenas de grupos.

Um deles é Receitas Caseiras da Vovó.

Alguém perguntou:

O que é bom para frieiras?

Respondi:

- Coçar os pés no punho da rede!

Alguns acharam graça, mas o administrador, não.

Imagino que ele pensou:

"Postamos coisas sérias e esse cara vem com gracinhas"

Acho que serei excluído.

Lamento, pois sorrir é o melhor remédio!


REFORMA DA IGREJA DE SÃO SEBASTIÃO 

A igreja católica de Manaus é riquíssima. Dona de centenas de imóveis. Na Rua Tapajós os padres franciscanos de antigamente construíram um centro social imenso ao lado do Colégio Adalberto Valle. Servia para clube de mães, narcóticos anônimos, garagem para os moradores, escolas, quadras polivalentes onde treinavam a super equipe de voleibol de São Sebastião e nos finais de semana jogavam os jovens da comunidade. E outras tantas atividades. Tudo feito pelos comunitários. Os novos padres expulsaram todo mundo e alugaram o imóvel para a UNINORTE e agora para o COREN. A peso de ouro. Dinheiro eles possuem e muito. Lembram do padre milionário do Pai Eterno. Pois é!

domingo, 2 de agosto de 2020

AS PEDRAS DO ROCHA

AS PEDRAS DO ROCHA
Faz uns cinco anos que encontrei esta pedra.
Estava num lamaçal próximo a antiga Bola da Suframa.

Ela é totalmente ergométrica, cabe dentro da minha mão e se adapta comodamente de qualquer lado.

Impressionante.

Deve ser uma pedra comum, mas é totalmente boleada e pesa em torno de quinhentos gramas.

Parece de veio do espaço.

Sei, não!

Por eu ser conhecido por Rocha, identifico-me muito com pedras, rochas e pedregulhos.

Tenho várias delas:

Pedras portugesas preta e branca (Praça de São Sebastião);

Paralelepípedo da Manaus antiga;
Pedra de Lioz;

Pedra do calçamento do antigo Parque General Osório;

Pedra vulcânica;

Telhas de barro Portuguesa;

Pedaços de cerâmicas indígenas do Rio Negro.

Quando eu tiver um espaço maior irei colecionar muito mais e abrir ao público.

É isso ai.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

A DANÇA DE RATO E SAPATEADO DE CATITA


Os caras entraram na política falidos e lisos, com o tempo chegaram a Lista Forbes.

Começaram na vereança, pularam para Deputado estadual e depois federal. 

O objetivo maior sempre foi o cofre médio da Prefeitura de Manaus e depois o cofre grande do Amazonas.

Alguns dão um tempo no Senado, mas sem tirar os olhos nos cofres públicos.

Ficam dançando e sapateado, sempre enganando o pobre eleitor.

Alguns se contentam somente em serem eternos edis, bajulando o burgomestre e aprovando tudo que o mestre mandar.

Outros passam décadas no baixo clero de Brasília, apenas fuçando a liberação de verbas para as prefeituras do interior, um maná para a malandragem de paletó e gravata.

Estão quarenta anos no poder.

São sempre os mesmos.

 Brigam entre si em público, depois se reúnem dentro das mansões bem longe das pessoas que o elegem e riem da nossa cara de otario.

Tudo dança de rato e sapateado de catita.

Acorda cidadão! 

Chega desses fuleiros.

Vamos renovar.

A hora é agora!


domingo, 19 de julho de 2020

COMANDANTE VENTURA E OS BOMBEIROS CIVIS DE MANAUS


O português “Comandante Ventura” fez história em Manaus nas décadas de 50 e 60, por ter sido um grande benemérito e o fundador e comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Manaus, sediado no bairro de Aparecida.

José Antônio Dias Loureiro Ventura (14/04/1897-6/12/1961), conhecido como “Comandante Ventura”, era um industrial português, natural da freguesia de Bonfim, Distrito da cidade do Porto.

Ele organizava grupos de folclore e música portuguesa, que mantinha com recursos financeiros próprios. Era um homem de bom coração, que veio do além-mar para viver aqui em Manaus. Incentivador de grandes campanhas de benemerência em favor dos necessitados, principalmente da Casa da Criança, Hospital Dr. Fajardo, do Instituto Gustavo Capanema e dos leprosários do Aleixo e Paricatuba.

O que o marcou na nossa história foi a idealização e fundação do Corpo de Bombeiros Voluntários de Manaus, sediado no bairro da Aparecida, uma corporação composta por 60 voluntários sob o seu comando, para suprir a ausência do poder público nos dramas de incêndios da cidade.

Em 1942 houve um grande incêndio na Lusitana Industrial Limitada, fábrica de sua propriedade. Em 1951 houve outro grande incêndio na fábrica de bebidas de Virgílio Rosas, na Rua Marcílio Dias, no centro da cidade. Isto o marcou muito, surgindo a ideia da criação de um serviço de bombeiros voluntários.


Em 24 de abril de 1952 a ideia se materializou. Foi fundada a Sociedade dos Bombeiros Voluntários de Manaus (SBVM), ficava no terreno onde morava José Antônio Ventura, na Rua Comendador Alexandre Amorim, 289, bairro Aparecida, onde hoje está instalado o Fórum dos Juizados Especiais Des. Mário Verçosa.

Contou com o apoio de sua esposa, a senhora Silvia Isabel Neves, que era irmã do ex-governador Leopoldo Neves (1947-1951), conhecido como “Pudico”.

O uniforme de operações era um macacão azul, com capacete metálico e um distintivo no peito com as iniciais BVM. A corporação era formada por comerciários, operários, funcionários públicos e profissionais liberais. Dentre eles figuravam os Srs. Francisco Rebelo de Souza, Manoel Gomes, Danilo Matos Areosa (Governador do Amazonas), Hermínio Barbosa, Jorge Abrahim, José Afonso, Raul Batista Rodrigues, Moacir Fortes Xavier, José Luciano Ventura, Brígido Torres Nogueira, Severino Paiva, Phelippe Daou (fundador da Rede Amazônica) e outros.

Quando ocorria um incêndio na cidade o evento era anunciado através de sirenes e pelo rádio, na maioria das vezes o BVM chegava antes dos bombeiros municipal. Eles se entendiam e estabeleciam somente uma voz de comando quando entravam em ação. Eram bem vindos, pois o município não possuía viaturas e equipamentos necessários para debelar o fogo.

Os bombeiros voluntários gozavam de grande prestígio no seio da sociedade manauara, em decorrência de sua atuação exitosa em várias ocasiões de sinistros e também em razão de sua atuação de assistencialismo social.

Eles dispunham de três veículos de propriedade particular dos voluntários, os quais alimentavam o desejo de construir o seu próprio quartel. Contavam com apoio financeiro da Prefeitura de Manaus, da Superintendência de Plano de Valorização da Amazônia (SPEVEA) e do comércio local.

Um fato que marcou profundamente a corporação foi a morte do  subcomandante, o também português Constantino Machado, em maio de 1960, vítima de acidente de trânsito, quando atuava para conter o incêndio na Usina Três Unidos (beneficiava castanha e sabão, situada na Rua Visconde de Porto Alegre esquina com a Rua Ipixuna).

O acidente ocorreu no cruzamento da Avenida Sete de Setembro com a Avenida Eduardo Ribeiro, quando um ônibus da Transportamazon (empresa estatal criada pelo governador Plínio Coelho) colidiu com a viatura da SBVM.

Outro acidente fatal ocorreu no dia 6 de dezembro de 1961, culminando com a morte do Comandante Ventura. Ele voltava no jipe de sua corporação, após uma operação que debelara o incêndio na Fábrica de Asfalto do DER-Am, situada no Km 32 da Estrada Manaus-Itacoatiara, o carro que trazia o capitão Ventura capotou e matou o condutor dos bombeiros voluntários.

Com a morte de seu comandante, o Sr. José Afonso assumiu a corporação. Apesar de sua boa vontade, a SBVM sucumbiu em 1962, não resistindo à falta do “Comandante” Ventura.

Em 6 de julho de 1963, através da lei municipal nº 802, instituiu o Corpo de Bombeiros de Manaus. Com o amparo legal teve a sua expansão e aparelhamento a altura das demandas da capital amazonense.


A sede ficava localizada na Avenida Sete de Setembro, entre a Avenida Joaquim Nabuco e a Rua Igarapé de Manaus. Eu morava naquelas imediações na minha infância e ainda alcancei a atuação dos bombeiros públicos. O prédio ainda sobreviveu até os tempos atuais, conforme foto acima. A Prefeitura de Manaus o abandonou. É um imóvel tombado pelo IPHAN e esta preste a tombar, literalmente.

Através do Decreto nº 2.426/72, o Corpo de Bombeiros ficou subordinado a Polícia Militar do Amazonas. Em 1998 a corporação ganhou a sua autonomia administrativa.

O Comandante Ventura foi homenageado pelo Governo do Estado do Amazonas, em 2008, ao emprestar o nome ao Cineteatro Comandante Ventura, no Centro Estadual de Convivência do Idoso, na Rua Wilkens de Matos, no bairro de Aparecida, zona Sul de Manaus.

A atuação briosa e benemérita dos Bombeiros Voluntários de Manaus mesmo desaparecido em 1963 permanece no imaginário dos mais antigos apagando incêndios e salvando vidas.

O médico português Dr. Fernandes Gonçalves veio ainda criança para Manaus, morando toda a sua infância e adolescência no bairro de Aparecida, pediu-me para fazer esta postagem e publicar no nosso blog.

Aproveito a oportunidade para agradecer ao trabalho de pesquisas dos escritores Coronel Roberto Mendonça e Durango Duarte. O leitor poderá acessar os linques abaixo e se inteirar de forma mais profunda sobre este tema.

Dedico este trabalho a todos aqueles bravos voluntários e seus familiares e aos portugueses do bairro de Aparecida.

É isso ai.

Fontes:
Bombeiros em Manaus (Série 1960), Durango Duarte https://idd.org.br/bombeiros-em-manaus-serie-1960/

Fotos: Segunda e Terceira: José Rocha