domingo, 8 de novembro de 2015

MANAUS DE TODAS AS CORES


No aniversário de Manaus, o jornal A Critica editou um caderno especial, denominado Manaus de Todas as Cores, onde cada cor corresponde a uma atividade exercida por um amazonida com a cara da nossa cidade – foram vários personagens, porem, cinco deles, chamou-me a atenção.

Amarelo do Tucupi faz parte da vida de tacacazeira da Praça da Policia há 60 anos – A forca de Dona Zita. – Na realidade, o nome Barraca da Dona Zita é uma homenagem a tacacazeira mais antiga de Manaus, em decorrência disso, a Dona Adalgisa é também conhecida por Dona Zita.
Em 30 de Setembro de 2011 fiz uma postagem, denominada Dona Adalgiza, a Tacacazeira de Manaus, no seguinte endereço - http://jmartinsrocha.blogspot.com.br/2011/09/dona-adalgiza-tacacazeira-de-manaus.html

Depois da postagem, recebi um e-mail da assessoria do Deputado Estadual Luiz Castro, onde fui parabenizado pela matéria, além de ter sido informado que a Dona Adalgisa seria condecorada com a Medalha do Mérito Parlamentar. Que bom!

Rosa do Teatro, um símbolo da belle époque que reina majestoso no Largo de São Sebastiao desde 1896 – Guardião da cultura – quatro décadas.

As homenagens foram para o Raimundo Nonato Pereira, funcionário do Teatro Amazonas, uma pessoa apaixonado pelo seu trabalho, ele disse “A minha vida neste teatro é tão bonita que até de férias venho para cá. Eu não preciso mais bater cartão, mas sempre chego de manhã bem cedo e só saio à noite, de domingo a domingo”.

Ele trabalhou na construção do Estádio Vivaldo Lima e da sede da Suframa, depois, foi para o Teatro Amazonas, na condição de pedreiro, continua por lá já faz quarenta anos! Isso é que é amor!

Alcançando voos – uma paixão que transforma realidade.

Fala da história de dois personagens – um deles é a do Mauro Paulino, um cara que morava no bairro São José Operário, na Zona Leste, gostava de passear de bicicleta pelo Aeroclube de Manaus, para observar os aviões – ele limpava terrenos e pitava muros das residências que ficavam naquela área.
Aos dezessete anos de idade, um dos donos de uma das casas que ele limpava, o chamou para trabalhar como abastecedor de avião, depois de vinte anos de muito trabalho, tornou-se o dono da “Parintins Táxi Aéreo”, com cinco aeronaves, além de uma oficina de manutenção de aviões. Esse é guerreiro!

O outro se chama Edson Portela, um agricultor de interior do Estado do Pará - veio para Manaus, aos quatorze anos, com os pais e sete irmãos, indo morar no bairro Cidade de Deus, na zona Leste. Serviu ao exército brasileiro, onde tirou todas as carteiras de habilitação, depois, trabalhou como motorista de carreta. Vendeu a sua casa e, partiu para São Paulo, onde fez o curso de piloto. Hoje, com trinta e três anos de idade, conseguiu um emprego como piloto de aviões. Valeu, Edson!

O verde do Jambu é um símbolo do retorno de Necy Rafael para a cidade, após 16 anos – De volta para casa – Ela escolheu Manaus para viver. Duas vezes.

Veio da Paraíba, em 1969, para abrir a quinta filial da “Rimex”, quando as lojas de importados “bombavam” na Zona Franca de Manaus. A sua loja ficava na Rua Joaquim Sarmento, onde vendia as marcas famosas calças “Lee” e camisas “Hang Tem”. Lembro-me dela, pois era uma mulher muito elegante e sempre ficava no balcão atendendo com um belo sorriso todos os seus clientes.


Quando o comércio ficou fraco, ela voltou para o nordeste, morando em Recife, deixando para trás os filhos e netos. Resolveu voltar novamente para Manaus, onde adora fazer uma rabada com jambu e agrião – um prato nordestino com adaptação regional. Parabéns, por amar Manaus!

É isso ai!
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