sexta-feira, 5 de junho de 2015

DIA DO MEIO AMBIENTE


Após a Conferencia de Estocolmo, ocorrida em 1972, ficou estabelecido que no dia 05 de junho de cada ano, como a data para reflexão sobre os problemas ambientais e da importância da preservação dos recursos naturais, considerado tempos atrás como inesgotáveis – para não deixar passar em branco o dia de hoje, farei algumas considerações.

Na minha infância, adolescência e parte da adulta, em Manaus, não ouvia falar em poluição, desmatamentos, efeito estufa, engarrafamentos de carros, esgotos a céu aberto, lixões, camada de ozônio e outras mazelas comuns nos dias atuais.

Lembro-me das águas límpidas e cristalinas dos balneários de Manaus, conhecidos como Ponte da Bolívia, Tarumã e Tarumazinho, Cachoeira Alta, Parque Dez de Novembro e dos banhos no Igarapé de Manaus e Mestre Chico – todos eles ficaram somente na lembrança, pois viraram esgotos ou foram aterrados pelo progresso – ainda bem que a Praia da Ponta Negra foi revitalizada, onde ainda tomo um banho aos domingos em companhia da minha filha e neta.

A cidade do meu passado era calma, tranquila, limpa, com pouca violência urbana – gostava de passear a pé ou de bicicleta na maior tranquilidade, vez ou outra pegava um ônibus, apesar serem de madeira, eram limpos e todos podiam ficar sentados, sem nenhum medo de arrastão, aliás, esse termo eu conhecia naquele tempo como redes de pesca predatória, totalmente diversa dos dias atuais.

Na minha juventude, passei uma temporada no Rio de Janeiro, naquela época, os olhos dos brasileiros e do resto do mundo ainda não estavam voltados para a Amazônia, pois achavam que era apenas um lugar distante, onde possuía muita mata, bichos ferozes, caboclos e índios – fui até discriminado por ter nascido aqui.

Com a realizada da Conferencia do Rio de Janeiro, conhecida como Eco-92, tudo mudou, pois vários países de reuniram para decidir que medidas tomar para conseguir diminuir a degradação ambiental e garantir a existência de outras gerações – a partir de então, começaram a se preocupar com a Amazônia e a respeitar um pouco os amazônidas.


Passados todos esses anos, pouco ou nada foi feito para evitar o que está acontecendo com o nosso meio ambiente – dizem alguns especialistas que, mesmo freando a emissão de gás carbônico, com a diminuição por parte das indústrias e a utilização de combustíveis ecológicos pelos automóveis, despoluição dos rios e igarapés, diminuição do desmatamento da Amazônia, coleta seletiva de lixos e outras medidas corretivas, não dá mais para evitar o desastre que começou a acontecer, com grandes enchentes/secas e temperaturas elevadas. É isso ai.
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