sábado, 28 de março de 2015

BELMIIRO

Tive a honra de conhecê-lo no antigo Bar Caldeira, na época da Dona Maria e do Adriano Cruz – ele fazia parte de um grupo de servidores do Tribunal de Justiça, qyuando funcionava na Avenida Eduardo Ribeiro - após o expediente, gostavam de bebericar e jogar conversa fora nos botecos do entorno.

Ele se aposentou na função de “Oficial de Justiça” (atual Analista Judiciário), um cargo um tanto perigoso, pois é a pessoa que executa as determinações do juiz (citações, prisões, penhoras e outras broncas mais).

Pois bem, o Belmiro tinha uma coisa incomum: pai de 32 filhos, com diversas mulheres, porém, fez questão absoluta de efetuar o registro de nascimento declarando a paternidade de todos eles - imagine a bronca que ele passou com o pagamento de “pensão alimentícia”!

Certa vez, o encontrei na Cidade Nova I – ele estava tocando um mercadinho, apesar de não precisar, pois ganha mensalmente uma “bolada”, entre vinte e trinta mil reais.

O cara saiu com essa:

 - Rochinha, tenho setenta e nove anos de idade, ganho muito bem obrigado, estou nesse ramo de varejo somente para passar o tempo, pois não bebo mais e não saio por ai como fazia antes, a única coisa que nunca deixei foi de “pegar a mulherada”, sabe como é, tomo as minhas azuizinhas e, dinheiro na mão, a calcinha no chão!

Perguntei:

- Você era considerado o maior reprodutor do TJ – a fábrica de fazer neném foi fechada?

Ele respondeu:


- Pois é, chega de bronca, o meu mais novo está com dezoito anos e, todos os anos nascem um porrada de netos e bisnetos!

É isso ai.


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