sábado, 21 de março de 2015

AVENIDA EDUARDO RIBEIRO

Foi a mais famosa avenida da Manaus de outrora, recebendo o nome em homenagem ao Governador Eduardo Ribeiro, um militar político que transformou a nossa cidade na “Paris dos Trópicos” –  depois de mais de cem anos a Prefeitura de Manaus lança edital para a revitalização, contando com o suporte financeiro do governo federal, através do  “PAC Cidades Históricas”.

O seu nome foi em homenagem a um dos melhores governadores do Estado do Amazonas, o maranhense Eduardo Ribeiro (1862-1900), para a sua construção foi necessário aterrar o Igarapé do Espírito Santo - tinha trinta metros de largura e mil e sessenta metros de comprimento, indo do Roadway (atual Porto de Manaus) até o Palácio do Governo (atual Instituto de Educação do Amazonas – IEA).

O governador Eduardo Ribeiro deixou a gestão do executivo estadual em 1896 e, a avenida deve ter sido concluída em 1900, exatamente no ano da sua morte, - inicialmente, ela era conhecida como Avenida do Palácio, mas, apesar de muita rasteira do seu sucessor, o nome atual foi uma justa homenagem ao homem que trabalhou incansavelmente para a sua construção.

Tornou-se o centro comercial, cultural, econômico e viário da cidade, onde se instalaram os principais armazéns de venda de produtos finos, hotéis, restaurantes, bares, jornais, cinemas, bancos, etc. – por lá circulavam charretes, bondes elétricos, automóveis e ônibus – a nata da sociedade manauara fazia daquele logradouro um lugar da moda (point).

Na Praça Antônio Bittencourt (atual Praça do Congresso) era uma das mais belas de Manaus, tendo ao seu redor o Palacete Miranda Corrêa (atual edifício Maximino Corrêa), o Ideal Clube, o Prédio da Saúde (atual Loja dos Correios), um Palacete (atual biblioteca municipal) e várias residências em estilo de bom gosto.

Ao longo dos anos foram construídas várias edificações, tais como, o Palácio da Justiça, os Cines Odeon e Avenida, o Bar Americano, o Relógio Municipal, os Armazéns do empresário J.G. Araújo, os Jornais do Arnaldo Archer Pinto, dentre outros.

Ainda está na memória de muita gente o famoso “Canto do Fuxico”, a Lanchonete “A Gogô”, os desfiles de carnaval, os desfiles militares e estudantis de Cinco e Sete de Setembro, festa de abertura do campeonato “Peladão”, do restaurante “A Maranhense”, da loja “4400”, dos bailes do “Moranguinho” e dos passeios de bondes.

Atualmente, está quase toda descaracterizada; suja em toda a sua extensão, toda pichada, com muito lixo, sem árvores; a violência impera, foi invadida pelos flanelinhas; com a noite o local fica às escuras, com um ar triste e melancólico; os prédios antigos estão com as suas fachadas tomadas por placas de mau gosto, com uma enorme poluição visual.

Ainda bem que o Palácio da Justiça foi preservado, virou um Centro Cultural; o Relógio Municipal resiste ao tempo, apesar de não tocar mais aquela musica cativante; aos domingos a avenida é fechada para dar lugar a “Feira do Artesanato”, tornando um lugar mais humano, calmo, tranquilo onde as famílias manauaras e os turistas se deleitam com o café regional e compras de artesanato.

Apesar do abandono, o fluxo de automóveis e de pessoas é muito intenso, contando com muitas lojas de roupas e calçados, supermercados, bancos, lanchonetes e lojas de eletroeletrônicos.


O projeto de revitalização atinge toda a sua extensão, onde serão resgatados as pedras de Lioz e os paralelepípedos que antes faziam parte da paisagem – como apenas algumas calçadas possuem esse tipo de calçamento, sendo necessária a colocação em uma nova paginação, tipo mosaico, onde serão assentadas pedras inteiras, em posições diferentes.

Os antigos trilhos dos bondinhos serão resgatados e colocados de forma aparente na superfície da caixa viária – o projeto prevê a incorporação à paisagem canteiros com árvores em ambos os lados das calçadas, sendo os antigos preservados e recuperados – próximos às esquinas serão adaptadas rampas e faixas para acessibilidade dos pedestres e cadeirantes.

Os recursos já estão disponíveis na Caixa Econômica Federal, porém, haverá um severo acompanhamento das obras, sendo o dinheiro liberado conforme o andamento dos serviços por parte da empresa vencedora do certame.


É isso ai.
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