quarta-feira, 31 de março de 2021

REINO ENCANTADO (RIO AMAZONAS) - LETRA E MÚSICA DE FLÁVIO DE SOUZA

 

RIO AMAZONAS

REINO ENCANTADO

Vem vê

Uma obra prima do criador

Um cenário majestoso

Que ele criou com tanto amor

Neste mundo encantado

Você sonha acordada

Com riquezas colossais

Onde o gigante Rio Mar

Ensina você a cantar

Uma canção de amor ô – ô

Nossa terra, nossa gente

Deus abençoou

II

É o imenso Amazonas

Cheio de lendas e rios bravís

O cheiro que vem das matas

Perfuma as mulatas

Com beijos febrís

Vem vê

Um reino encantado

Este imenso Eldorado

De magia e coisas mil

Beleza no mundo igual não há

Vem vê onde está

O coração do meu Brasil.



Fotos: José Rocha (o editor deste blog). Rio Amazonas, em frente a cidade de Parintins, Amazonas, Brasil. 

             Flávio de Souza, Tainah Paulain.

Extraído do Livro (ainda no prelo) FLÁVIO DE SOUZA - UM GRANDE DESPORTISTA E MÚSICO DO AMAZONAS - AUTOR: JOSÉ ROCHA).


quinta-feira, 18 de março de 2021

BLOGDOROCHA: OSCARINO E O BONECO PETELECO

BLOGDOROCHA: OSCARINO E O BONECO PETELECO: O Peteleco nasceu em Manaus, na década de cincoenta, ele é um típico negão beiçola, moleque, maluvido e respondão, foi criado pelo ve...

quinta-feira, 11 de março de 2021

A VILLA MARTINS

Ficava na Avenida Leonardo Malcher, 1141, centro de Manaus, era um casarão da época da “Belle   Époque” amazonense, deve ter sido construída no inicio       do século passado por um rico seringalista, possuindo um pavimento superior todo em alvenaria    com       duas entradas laterais e a parte inferior com portas        em forma de arcos típico de estrebarias.

O termo Vila (Villa em latim) era na Roma antiga uma casa de campo (residência campestre). Em todos os registros de jornais antigos a Villa Martins aparece com dois “l”. Alguns historiadores relatam que aquela imensa casa pertencia a um seringalista. Nos mesmos periódicos comentam a existência de um seringal com o mesmo nome, no Rio Tarauacá, onde é hoje a cidade de Eirunepé, no Amazonas. Presume-se que pertencia ao mesmo dono, a família Martins.

Guardo boas lembranças daquele local. Fui morador da Rua Tapajós, que ficava bem próximo a esta Vila, onde grande parte dos meus colegas da minha adolescência morava ali.

A mais famosa moradora foi a Messody Serruya Israel, que nasceu na Villa Martins. Foi eleita, em 1979, Rainha do Carnaval, representando o Akiko´s Cabelereiros e, posteriormente, Miss Amazonas, pelo Clube Sírio-Libanês.

Em 1980 ela foi trabalhar na famosa Revista Eficaz, editada pelos fiscais da Secretária de Fazenda. O seu irmão Abrahão Serruya foi Delegado de Polícia Civil do Amazonas.

Moisés Serruya
Em 1988, o Jornal do Commercio, fez uma reportagem denominada “O Paraíso da Villa Martins”, da jornalista Ana Célia Ossame. Naquela época, moravam 20 famílias muito unidas. Por lá nasceu Francisco Assis de Souza que morava com os seus cinco filhos.       Os seus pais chegaram lá em 1926.

As casas eram pequenas, sem muito conforto, mas era estratégico e ficava no centro da cidade. Os primeiros quartos na parte superior eram de alvenaria e os restantes de madeira. Segundo o Senhor Francisco “A vida era tranquila, ninguém se incomodava com ninguém, não havia fofocas nem brigas entre os vizinhos. Os moradores eram tradicionais e permaneciam por muito tempo por lá, moravam velhos e novos moradores, com alguns pagando até um valor irrisório no aluguel”.

Segundo a mesma reportagem, em 1988 ainda morava no mesmo local o senhor Moisés Serruya (foto acima), motorista profissional e o pai da miss Amazonas. Ele gostava de se embalar numa cadeira na varanda da casa, tinha orgulho de ser o pai da miss que não morava mais na vila, declarou: “Estou afastado por problema de saúde, mas aqui é tudo calmo, não sou incomodado pelos vizinhos e nem pelo barulho das crianças”.

Por lá ainda morava a Eliana Serrya, que já tinha conseguido uma casa no Conjunto Cidade Nova, mas tinha um comércio no local, onde vendia alimentos e refrigerantes, pagava dois mil cruzados pelo aluguel.

Outra moradora entrevistada pela jornalista foi a Dona Lourdes Santos, que estava morava há 27 anos, declarou: “Estou doente e cansada e tudo o que se pode falar daqui é que a vida é tranquila”.

Para concluir a reportagem, a jornalista Ossame escreveu:“Na grande Manaus, das propagandas oficiais, as vilas, estâncias e moradias sem condições acabam destoando da Villa Martins, que se livra da especulação imobiliária que atinge boa parte dos brasileiros. Não é difícil encontrar um morador que compare a Villa a um paraíso, principalmente pelo preço do aluguel, dada a localização do imóvel  e a tradição dos moradores”.

Infelizmente, este paraíso que era a Villa Martins não venceu a fúria devastadora do progresso e foi ao chão, assim como foram centenas de outros prédios antigos, pois não eram tombados (protegidos por lei).

Todos os moradores tiveram que sair do local, depois de longos anos vivendo em comunhão. O proprietário vendeu o imóvel para dar lugar a um prédio moderno, abrigando, atualmente, a Escola Superior de  Estudos Sociais, da Universidade Estado do Amazonas (UEA).

Os moradores mais antigos, que ainda moram no entorno, quando alguém comenta com menosprezo sobre a Vila Martins, rebatem na hora “A Vila Martins é pura história e ali nasceu uma miss do Amazonas”.

Fonte: 

Jornal do Comércio, edição 13/05/1988 (Hemeroteca Digital Brasileira).

Fotos: 

Jornal A Crítica - Jornal do Commercio - José Rocha

quarta-feira, 10 de março de 2021

AS INJEÇÕES DA DONA ROSA

 


        Ela era uma típica enfermeira de antigamente:                     uma senhora de idade que ainda trabalhava nos hospitais públicos. Sempre vestida de branco, gordinha, ranzinza, parecendo estarde mal com o mundo. Mascava um tabaco de corda.                           Era o terror da molecada da rua, pois era a única que aplicava aquelas injeções que doía até a alma. Quando algum curumim ficava doente os pais tinham de amarrar o caboquinho e levá-lo até a Dona Rosa. Acho que ela era sádica, pois cumpria um ritual:            colocava álcool num recipiente, tocava fogo para esterilizar as agulhas grandes e grossas e as ampolas de vidro. Depois metia a agulha num vidro, quebrava uma ampola e fazia um teste, escorrendo um pouco do líquido, aquilo era cruel para a meninada. Olhava por cima dos óculos e com uma voz rouca                                    dava                           as                      ordens            aos        pais:

- Tira a calça dele, a injeção vai ser na bunda, não quero               que     se     mexa     e      muito   menos  choro, senão aplico outra! 

Meu Deus! Pense num sufoco! O pai segurava o moleque pela cabeça e a mãe pelas pernas. Ela ainda ria,   chamando  o  guri   de   frouxo!

        A mulher era durona, não gostava de ninguém, muito menos de crianças barulhentas. Mas, próximo ao Natal, o seu coração amolecia, mudava de feição, ficava mais alegre, não aplicava as malditas injeções e, pasmem, fazia chocolate quente com biscoitos, convidava todas as crianças para lancharem em sua casa. Mudava da água para o vinho. Fazia uma lapinha e pedia para a molecadarezarem ao redor.

Depois do Natal a Dona Rosa voltava ao oficio de aplicar           injeções doloridas e fazer chorar um monte de crianças da nossa rua!

segunda-feira, 8 de março de 2021

O “BOLA” DA VILA MARTINS


Bola é o apelido de um colega de rua que possui a estatura mediana, moreno, gordinho e redondinho, daí o apelido por ser parecido com uma bola de futebol – Vila Martins era uma imensa casa da “belle époque”, que pertencia a uma seringalista e que ficava na Rua Leonardo Malcher, onde é hoje é uma faculdade da Uninorte, com o fim do primeiro ciclo da borracha aquele imóvel foi dividido em dezenas de quitinetes – era o local onde o Bola morou por longos anos, mudando-se depois para o bairro da Matinha.

Mesmo morando em outro bairro, o seu local preferido continua sendo a Avenida Getúlio Vargas, Vila Paraíso e Rua Tapajós, onde conserva a amizade de velhos amigos de rua e de birita.

Ele e outros colegas de rua faziam parte da “Galera Selvagem”, um grupo infanto-juvenil que deu muito trabalho para os homens da lei, pois aprontavam todas naquele entorno, promovendo brigas e arruaças dentro do Bancrévea Clube e no Sheik Clube, ambos na Getúlio Vargas.

Este grupo não existe mais, são todos cinquentões e sessentões, porém, gostam de se reunir no final de ano para lembrar os velhos tempos.

O Bola desde novinho sempre gostou de batucar em qualquer coisa que desse som, mesa, prato, garrafa de plástico ou de vidro etc. Com o tempo, foi pegando gosto por pandeiro, atabaque, tantã e o surdo de primeira, sendo chamado para as baterias das escolas de samba de Manaus.

Ele faz parte do livro O Zé de Mundão de Manaus “...Agora, imagine o Zé Mundão com a sua Galera. na época do carnaval. O bicho pegava. Eram seis e faziam parte da bateria da Escola de Samba Unidos da Getúlio Vargas. Nos ensaios, o Zé queria ditar o ritmo, mandar mais que o Mestre Bola, um negão barrigudo, grande sambista importado lá da Matinha. O Bola ficou chateado e mandou ver: – Zé Mundão, tu tá atravessando o samba, cai fora agora ou quebro tua cara de porrada! O Zé não se fazia de rogado: – Tá bom, mas tem um detalhe: vai comigo toda a minha galera, inclusive o Bira, o cara que ia pagar logo hoje três grades de cerveja, mano! Mestre Bola sentiu a parada dura, pois sabe como é a vida: sem veludo no gogó, não dá samba! Procurou logo amenizar: – Tá bom, Zé, mas bate devagar no surdo de primeira, vou fingir que nem estou ouvindo! O Zé somente aprontava nos ensaios, pois, no desfile na Avenida Eduardo Ribeiro, o cara ficava dentro do ritmo, apesar de só descer a avenida depois de ter detonado várias doses do padrinho Acrísio, uma bebida alcoólica preparada artesanalmente pelo “Sêo Acrísio”, famoso “químico” da fábrica do guaraná Baré...”.

Um micro empreendedor da Rua Leonardo Malcher resolveu inovar: fez um rodízio de sanduíches + refri a vontade por dez reais, achando que o caboco não aguentaria comer mais de três samdubas. O Bola foi lá e detonou seis X-Salada e um Kokão. O dono acabou a promoção na hora. Para quem come um pacote de macarrão e seis ovos antes do jantar, aqueles sanduichinhos eram moleza para o Bola.

Certa vez, houve uma roda de samba na Rua Costa Azevedo, próximo a Calçada Alta, com direito a palco e tudo o mais, lá pela tantas o locutor anunciou: - E agora com vocês, um grande sambista vindo diretamente do Rio de Janeiro, o Bola da Vila Isabel. Entra um gordinho sambando e tocando um surdo na maior bossa.   O Jorge Faraó, outro amigo de infância deu um grito para ecoar em todo o quarteirão: - Esse ai é o Bola lá da Vila Martins. Não é do Rio, não, ele é da Vala da Vila Paraíso.                                      Ele não deu a mínima, botou pra tocar e animou a festa.

Na época das galeras, ele e o Peri (filho de criação do Dr. Viriato) eram malinos, gostavam de botar para correr quem não era da área. Numa noite escura, os dois estavam na entrada da Vila Paraíso e avistaram ao longe um bêbado que vinha na direção deles. O Bola falou: - Peri, corre um dá um tapa naquele vagabundo, se ele não correr eu dou o arremate aqui. O Peri voltou ofegante: - Bola, Bola, não bate nele não, é o porra do Maroco (um vizinho da Vila Paraíso que quase apanha na escuridão).

Outra vez, passou por lá um “filhinho-de-papai” todo becado com um tênis All Star zerado (o desejo de consumo do Bola). Não deu outra, o Bola deu-lhe um tapa e gritou: - Tira agora o sapato e calça o meu surrado! O Bola todo boçal foi para o baile no Sheik, lá o camarada reconheceu o Bola e foi buscar um segurança para tomar o tênis. Os dois ficaram se encarando. O Bola abriu a mão que tem o tamanho de um pandeiro de quatorze polegadas, o camarada como já tinha sentido o peso da parruda, falou:                                                         - Parece com o meu, mas não é, não!

O Bola fez semana passada 55 anos de idade. Ele não apronta mais. É um cara de responsa. Um amigo de infância o empregou numa locadora onde faz lavagens e higienização dos veículos.

Continua batucando e batendo com força no surdo de primeira da Pareca e do Reino Unido, além de encontrar com os amigos no Bar Aroeira da Getúlio Vargas para lembrar dos velhos tempos da Vila Martins.

É isso ai.

sábado, 6 de março de 2021

A HISTÓRIA DE AMOR ENTRE MÁRIO & ANITA

 


Mário era um caboclo manauara inteligentíssimo, poeta e escritor. Dedicou toda a sua vida a três amores: a sua cidade natal, os filhos e, principalmente, a sua amada esposa Anita. O amor entre os dois começou quando ela estava entrando na adolescência e ele já um homem adulto. Passava todos os dias em frente à sua casa somente para vê-la, parava e falava:                                                            - Menina linda dos olhos azuis, um dia iremos nos casar!                 Ela respondia com um sorriso angelical. E assim foi durante anos.     A mãe da Anita era uma viúva descendente de portugueses e estava preparando a sua filha para casar com uma pessoa de posses e influente na sociedade manauara, pois possuía uma beleza singular de européia, além de uma boa cultura e de prendas domésticas. Jamais iria deixar a sua filha se encantar com um “pé rapado”, de pele morena e com a cara de um índio, um caboclo típico da região amazônica. No entanto, ela não entendia que o amor não se escolhe para os filhos, ele vem naturalmente entre duas pessoas.               Os encontros entre os dois eram sempre às escondidas da mãe de Anita. Contava sempre com a ajuda de uma prima, onde lhe era permitida ir sozinha para passar algumas horas em sua companhia.         Aproveitava a oportunidade para namorar com o seu amado Mário. Os dois estavam totalmente apaixonados. Ela não se importava com a grande diferença de idade entre os dois muito menos da sua precária situação financeira. O Mário bolou um plano para fugir com a sua amada. O dia “D” foi quando a mãe de Anita a permitiu dormir num final de semana na casa da prima. O Mário tinha um amigo que trabalhava a noite na empresa que fornecia eletricidade para a cidade, a concessionária inglesa Manáos Tramways and Electric Light Company. No horário combinado, ele promoveu um blecaute, deixando toda a cidade de Manaus às escuras. Foi o momento certo para o Mário fugir com a sua amada Anita. Eles já tinham acertado com um padre para celebrar o casamento entre os dois, além de um casal de amigos para serem os padrinhos do enlace matrimonial.      E assim aconteceu. Foram para um lugar escondido de todos e de tudo para curtirem juntos a merecida lua-de-mel. No dia seguinte, a mãe da Anita foi à loucura quando soube do acontecido. Procurou a autoridades para cancelar o casamento e convencer sua filha a voltar para casa. Tudo em vão. O casamento no católico naquela época possuía o seu valor legal. Já estavam casados e se amavam. Com o passar dos anos, Mário foi tendo projeção na sociedade e amealhando um patrimônio suficiente para manter a sua família, pois os primeiros filhos já estavam chegando ao mundo. Mário nunca teve mágoas de sua sogra, muito pelo contrário, a trouxe para morar em sua casa, em companhia da filha, dando-lhe todo o conforto possível até a sua morte. Durante anos, dedicou o seu tempo vago para construir uma cidade imaginária, com uma alegoria que encenava a concretização do amor de Mário a sua esposa Anita. Este trabalho constitui-se naquilo que se pode dizer, que foi feito com muito amor, não somente na sua construção, mas, para a sua eterna amada esposa. Viveram felizes por sessenta e seis anos até que a morte os separou. Tiveram quatro filhos e vários netos.  Uma coisa muito rara nos tempos atuais, onde a grande maioria dos casais se casa e descasa, ama e odeia, num curto espaço de tempo. Ficará para a posteridade o exemplo de amor do casal Mário & Anita.

quarta-feira, 3 de março de 2021

JOAQUIM ALENCAR E MANECA = DOIS BALUARTES DO FUTEBOL AMAZONENSE

O futebol amazonense já teve os seus tempos de glória, com “casa cheia”, campeonatos disputadíssimos e jogos de altíssima qualidade. Para manter o futebol de campo por longos anos neste patamar elevado, tivemos o apoio e o alicerce de grandes desportistas, dentre eles, o empresário e publicitário Joaquim Alencar e do professor e político Manoel do Carmo (Maneca), que ficaram na história de nossa cidade por suas atuações em prol deste esporte.

Os dois sempre se rivalizaram no futebol, pois foram os dirigentes do futebol amazonense por várias décadas. 

O professor Manoel do Carmo, conhecido no meio político e futebolístico como Maneca, dedicou sua vida inteira ao Nacional futebol Clube. Atleta amador de futebol de campo e de salão chegando a ser o Presidente do clube onde conseguiu vários campeonatos. Foi professor de matemática do Colégio Estadual, de onde também foi diretor, da Escola Técnica e da UFAM. Foi também eleito quatro vezes seguidas deputado estadual tendo presidido a Assembleia Legislativa.

O Joaquim Alencar jogou no Olímpico Clube, América e Nacional, do Amazonas e na base do América do Rio de Janeiro, na década de setenta. Em parceria com os desportistas Manoel Muniz, João Torres e da EMANTUR promoveram o grandioso e histórico jogo de futebol entre o New York Cosmo e Fast Clube, no Estádio Vivaldo Lima, em 09 de abril de 1980. Fez vários outros famosos eventos futebolísticos, como: Fast X Seleção da Polônia, Seleção da Bolívia, Flamengo, Vasco e Fluminense. Presidente do Fast Clube. Foi o responsável pela vinda de vários jogadores famosos para o futebol amazonense, como: Clodoaldo, Jairzinho, Marco Antônio, Josimar, Alberto Leguelé, todos da Seleção Brasileira. Autor do “Projeto Vale Lazer”, ajudando o Estado do Amazonas a quintuplicar a arrecadação e colaborando com a equipe do São Raimundo a manter-se por oito anos na segunda divisão do futebol brasileiro.

O Nacional Futebol Clube sempre foi um time da elite, com uma belíssima sede na Rua Saldanha Marinho, destruída pela fúria do progresso. Depois, construiu outra imensa e bela no bairro chique de Adrianópolis.

Por outro lado, o Nacional Fast Clube surgiu depois de uma briga interna dentro do Nacional Futebol Clube. Foi sempre o filho pobre do Nacional. Os dois quando se encontravam em campo o clássico chamava-se Pai & Filho.

Um dos jogos mais lembrados entre as duas agremiações, foi quando o Nacional, que possuía muitos recursos e cheio de estrelas, perdeu para o modesto Fast Clube por 3 a 2, conforme fotos das equipes daquela época.


Esta equipe do Fast Clube jogou contra o Clube de Regatas Flamengo (Vice-Campeão de 1995). Um grande evento esportivo com a assinatura do Joaquim Alencar, um empreendedor nato.

Por outro lado, o time do Nacional possuía o patrocínio do Carnê Supernaça, de uma empresa gaúcha. O Naça tinha dois tri campeões mundiais, o Edú e o Dario Maravilha, além de Carlos Alberto Garcia (ex-Vasco da Gama), Bendelack, Marcão e outros famosos.

Parabéns Maneca e Joaquim Alencar, por terem contribuindo durante décadas seguidas para o engrandecimento do futebol amazonense. Coisa muito difícil de ver nos dias atuais.

É isso ai.

segunda-feira, 1 de março de 2021

DUELO HISTÓRICO NA PRAÇA DE SÃO SEBASTIÃO - FÁBIO LUCENA X ANDRADE NETO

 


Este duelo aconteceu em Manaus, no dia 26 de novembro de 1977, na Praça de São Sebastião, tendo como desafiante o empresário dono do jornal A Notícia, o senhor Andrade Neto, e o desafiado, o vereador Fábio Lucena.

Essa presepada toda consta na Dissertação de pós-graduação em História pela UFAM, do acadêmico Giovanny Amaral e foi presenciada pelo então Deputado Federal Mário Frota, conforme relatos contidos neste trabalho.

Um duelo ocorre quando uma pessoa desafia outra para um confronto armado, motivado, habitualmente, por um desejo de desagravo à honra ou desavenças individuais, buscando, acima de tudo, demonstrar sua supremacia no campo de batalha.                                            

Andrade Neto – era casado com a filha do Comendador Felix Fink, dono das drogarias Fink. Proprietário do jornal A Notícia (circulou até 1990). Foi um político e empresário muito polêmico em Manaus.

Fábio Lucena – nasceu em Barcelos em 1940, foi bancário, jornalista, vereador e senador da república. Foi um político polêmico.       Cometeu o suicídio em Brasília, em 1987.

O Edil trabalhava como redator para o empresário Andrade Neto, no jornal A Notícia, no entanto, fez uma homenagem na tribuna da câmara pela passagem dos 25 anos do jornal A Critica, o que contrariou o seu patrão, ocasionando a sua demissão.

O jornalista Humberto Calderaro admitiu o Fábio Lucena em seus quadros, onde aproveitou para desmoralizar o Andrade Neto,        além de utilizar a tribuna da câmara para o mesmo intento.

Por outro lado, o Andrade Neto começou a revidar e escrever sobre a vida pregressa do vereador. Durante longo tempo os dois trocaram acusações, culminando em um “Duelo e vida ou morte na Praça de São Sebastião”.

O acontecimento foi um tanto engraçado, servindo para engrossar os registros históricos do “Folclore Político de Manaus”.

A briga entre os dois chegou ao seu ápice em 1977, quando o Andrade Neto em artigo publicado na coluna “Pinga-Fogo”, do jornal A Notícia, desafiou o Fábio Lucena para um “desforço pessoal” em local e hora que ele determinasse.

Diante disso, Fábio Lucena, disse “Se Andrade Neto for o pai de seus filhos, que compareça amanhã, às oito horas, na Praça de São Sebastião, pois lá estarei para enfrentá-lo do jeito que ele vier, à bala ou de qualquer jeito, perante os pés e o testemunho de nosso senhor Jesus Cristo. Juro pela vida dos meus filhos que, se o encontrar em qualquer parte da cidade, um de nós dois morrerá, não o faço em nome de Deus, porque seria uma profanação, mas se for necessário o faço em nome de Satanás”.

Segundo Mário Frota, ele falou com o Humberto Calderado a convencer o Fábio Lucena a desistir do intento, mas foi em vão.

No dia acertado, Frota foi até o apartamento de Lucena que fica no edifício Maximino Corrêa, na Praça do Congresso. Chegando lá, ele presenciou um negócio muito engraçado, quando o Fábio Lucena recebeu das mãos de um coronel dois revólveres de cano longo. Vestiu um paletó quadriculado (marrom, preto e marrom), botou no pescoço um lenço vermelho e desceu as escadas.                           Lá fora uma multidão o esperava.

Fábio Lucena foi à pé seguido pela multidão, pois o achava um herói, um cara que teve a coragem de desafinar o todo poderoso dono do jornal A Notícia, o Andrade Neto.

Entrou na Igreja de São Sebastião, e disse: “Eu quero entrar sozinho”. Ajoelhou-se, com as mãos postas, ele era muito católico, rezou, orou. Na saída um jornalista o indagou “Vereador, o que o senhor veio fazer mesmo agora, que o senhor se ajoelhou e orou?” Fábio respondeu: “Não, eu orei a Deus neste momento, eu entreguei minha alma a Deus e o corpo a Satanás”.

Ele foi para o meio da Praça de São Sebastião  e falou a multidão: “Agora, que ninguém me acompanhe, em razão do perigo das balas”. A galera toda com medo correu para assistir lá em cima nas escadarias do Teatro Amazonas. 

O Andrade Neto morava numa bela casa situada na esquina da Rua Dona Libanea. O Fábio ficava olhando atentamente para aquela rua da antiga casa do J. G. Araújo, achando que o rival viria por lá.                             

O clima ficou tenso. Um silêncio total. O povo estático esperando ansiosamente o desfecho daquela cena que lembrava os velhos filmes de faroeste do Cine Guarany.

Colocou o paletó para trás, parecia um filme de bang-bang, com os dois revolveres na cintura, andando prá lá e prá cá.                 

Quando o sino do relógio da igreja bateu as oito badaladas fortes da manhã, ele parou, respirou profundamente e ficou naquela posição concentrada de sacar e atirar primeiro.                                      Pense numa situação engraçada.

Ficou assim durante uns dez minutos. Olhou para o relógio e gritou        “O poltrão não apareceu! O poltrão não apareceu”.                          

A multidão correu lá de frente do teatro em sua direção, abraçando e gritando o nome dele “Fábio, Fábio, Fábio”.                                Virou um super herói baré.

Foi quase “Um Duelo de Vida e Morte”, que evidenciava o temperamento do Fábio Lucena, que felizmente não aconteceu.

É isso ai.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

EDMILSO, O LAPINHA DA VILA PARAÍSO E O CÃO DO LUSO SPORTING CLUB



Conheci o Edmilson quando tinha apenas doze anos de idade, no começo da minha adolescência. Faz muito tempo. Mas, o tempo apesar de muito distante, jamais me esquecerei de um rapaz magrelão e amigão de meu velhão. Lembro muito bem, era no final da década de sessenta. Ele ajudava o meu pai a construir os pilares da nossa humilde casa na Vila Paraíso, entre a Avenida Getúlio Vargas e a Rua Tapajós. Tinha uma garra fora do comum no preparo da massa, em sentar os tijolos, nivelar, fazer o reboco, enfim, fazer o esqueleto de uma casa que seria o único imóvel de seu amigo José Rocha. Um detalhe: trabalhou durantes meses nos finais de semana e até a noite, na construção de nossa casa, sem nada cobrar, tudo em nome da amizade que ele nutria por meu pai. Outros vizinhos ajudavam, incluindo o Zé Maria (um alcoólatra muito querido por todos), mas o Edmilson sempre estava presente, podia fazer sol ou chuva, sem dinheiro, sem comida, sem birita, nada importava, ele queria apenas ajudar o seu amigo Rochinha. O meu pai foi seu amigo e grato até a sua morte. Lembro do pai do Lapinha, um senhor sério, branco e altão, ele tinha uma imensa casa na final da Vila Paraíso. Depois de sua morte deixou para os seus filhos dividirem em partes iguais o terreno, onde moram até hoje. Lembro de sua mãe, uma doce pessoa, durante muitos anos a cumprimentava quando passava por ela. Retribuía com um sorrindo meigo. Fui amigo de suas irmãs e irmãos e filhos. Lembro da Selminha, Bibica, Suely, Sandrinha, Edilson, Toinho e outros. Não lembro o nome de sua saudosa esposa. Depois de muito tempo, fiquei sabendo que o meu pai tinha já tinha amizade com o Edmilson muito tempo antes de ele vir morar na Vila Paraíso. Morava lá no Rua Igarapé de Manaus um senhor que era funcionário público federal, que tinha um apelido de Sêo Peru. Tinha bala na agulha. Ele conseguiu comprar uma casa antiga no Largo de São Sebastião, onde viveu até a sua passagem para o plano superior. Morava próximo a uma loja de material de construção, na qual o Edmilson trabalhava, onde é hoje o Museu da Amazônia. Os dois eram biriteiros, adoravam um rabo-de-saia e o balneário do Parque Dez. Num belo dia, os três se encontraram e formaram um trio da melhor qualidade. O papai tinha outro amigo, o Aldemir, o cara era funcionário da Petrobrás, no entanto era alcoólatra. Ele era apaixonado por uma mulher muito bela que morava na Vila Paraíso, a Eunice. Ela morava na vila do Alcenir, Faraó e Vera. Ela poderia ter tudo do bom e do melhor, mas gostava do Edmilson, apesar de ser casado. Os dois tiverem um filho, acho que é o Toinho, que por sinal é meu amigo. Certa vez, ele levou o meu pai até a Vila Paraíso para conhecer o seu amor platônico. O velho Rocha adorou o lugar. Cá para nós, era realmente um paraíso, com muito verde, árvores frondosas, com um clima de chácara, onde moravam o Boanerges, Sêo Querino & Bahia (avôs do Naninho), Sêo Dorval, Mestre Álvaro (avô do Lula da Nazaré), o pai da Morena e outros. Por lá encontrou o Edmilson, o Sêo Peru, birita e companhia limitada. Naquela época, o dono do pedaço era um cara judeu chamado Abhaim ou coisa parecida, que estava loteado parte detrás da Vila Paraíso. O papai foi incentivado pelo Edmilson a comprar um lote de terra. E assim o fez. Na minha adolescência já partindo para a vida adulta, gostava de frequentar a sede do Luso Sporting Clube, onde eu e os meus irmãos participávamos na contra-regra das Pastorinhas do Luso. Existia um Cão, o diabo mais temido de todos eles, o Belisca Lua, que era interpretado pelo Edmilson. Certa vez, escrevi nas redes sociais que, o Edmilson, o Cão do Luso, foi o único diabo a morar no paraíso, referindo-me a nossa querida Vila Paraíso. Durante esses longos anos sempre tive uma amizade fraterna com ele. Sempre o admirei e o respeitei por ter sido amigo de meu pai. Até hoje não sei por que o chamava de Lapinha e o seu irmão de Lapão. Ambos são varapaus e grandões. Hoje, estou na casinha que era de meu pai e de minha mãe, olhando para os pilares construindo pelo Edmilson, o Lapinha. Infelizmente, Deus o levou na noite de ontem para a sua nova moradia, onde encontrará os velhos amigos que anteciparam a ida, o Rochinha e o Sêo Peru, na Vila Paraíso do Céu. Vai ter festa lá no alto, com muita cerveja de nuvem, é claro!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

LANÇAMENTO DO LIVRO EM FORMATO E-BOOKS “O IGARAPÉ DE MANAUS” PELA AMAZON.COM VERSÃO EM PDF PARA OS AMIGOS.

 

https://www.amazon.com/dp/B08WKSNQN8?me=A3T7DQBB0CKEM6

Amigos das redes sociais, esta mensagem é importante.
Possuo quatro livros prontos para serem publicados.
Tentei de várias formas publicá-los ano passado, mas por falta de recursos financeiros, patrocinadores e por não ter sido contemplado na Lei Aldir Blanc, não foi possível disponibilizá-los aos senhores.
Como estamos passando por uma pandemia, na qual muitas pessoas foram infectadas e outras tantas estão falecendo, as portas se fecharam para todos, sem exceção.
Em decorrência disto, seguindo conselhos de alguns amigos, fui buscar ajuda no site da Amazon.com dos Estados Unidos, para publicar em forma de E-books, ou seja, de forma digital.
Pelo menos evitei a derrubada de muitas árvores em não optar, no momento, pela forma impressa.
O primeiro livro “O Igarapé de Manaus” já foi publicado. Acesse o linque acima.
O preço acordado será de US 6,99 o equivalente a R$ 38,00, com pagamento de uns royalties de 70%.
Se houver venda do livro ainda não sei o procedimento para receber em Manaus.
Caso os amigos queiram ajudar-me e colaborar com o meu trabalho, disponibilizo na forma simples em PDF.
Basta fazer uma transferência, via PIX 04157540204 (José Martins Soares) no valor de R$ 20,00 e confirmar via e-mail jmsblogdorocha@gmail.com ou WhatsApp 92 99153-7448 que enviarei em seguida.
O que contem o livro: (Possui apenas 97 páginas em PDF, ainda não sei como será no formato e-books), contendo uma parte histórica sobre os primórdios do Igarapé de Manaus – Nascente – Biografias de Moradores Ilustres – Reminiscências – Causos – Moradores Engraçados – Cine Guarany – Cine Polytheama – Primeira Ponte – Parque Paulo Jacob – Parque Jeferson Peres – Prosamim - Casa da Gaivota – Casa do Homem de Brasília – Forró da Maria Belém - Pastorinhas Filhas de Maria e muito mais.
O próximo livro será “A VILA DA PARICATUBA”. Ainda está sendo feita a revisão pela jornalista Cláudio Amazonas.
Depois, lançaremos “NY COSMO X FAST CLUBE – 40 ANOS DE UM JOGO HISTÓRICO EM MANAUS” e “MANA MANAUS”.
Ainda existe um quinto que está fase de elaboração.
Neste momento difícil para todos, aqueles que poderem colaborar e comprar o livro, o valor será investido em equipamentos e condições necessárias para elaboração de mais livros e, futuramente, na forma física, onde poderei distribuir para as bibliotecas de Manaus.
Contem os erros e acertos de um iniciante, mas terei de começar do zero e ir aprimorando com o tempo e fazendo novas versões mais completas

sábado, 13 de fevereiro de 2021

CIDADE DE MANAUS EM DOIS MOMENTOS

 





 

1.      Foto Jornal “A Crítica”, edição de 14 de agosto de 1980.  Inauguração do Pronto Socorro de Fraturas, na Rua Leonardo Malcher, 734, próximo a Rua Ferreira Pena. Sob a direção dos médicos Salvador Luiggi, Júlio Mário de Melo e Lima, João Lázaro Custódio e Leonildo Rodrigues. Era equipado com Aparelho de Raio-X e Centro Cirúrgico, com atendimento 24 horas por dia.

2.  Foto de José Rocha, em 13 de fevereiro de 2021. No local existe uma Lavanderia especializada em roupas  hospitalares.



domingo, 7 de fevereiro de 2021

FOTOS ANTIGAS E RARAS DE MANAUS, DA COLEÇÃO DO CONDE ERMANNO STRADELLI

A Vila de Paricatuba e o Conde Stradelli estão intimamente ligados. Ele nasceu na Itália, em Borgo Val Di Taro, em 08 de dezembro de 1852, passou quarenta e três anos na Amazônia, morrendo em Omirizal, em Manaus. Segundo o historiador e médico Antônio Loureiro, ele foi enterrado no cemitério de Paricatuba, em 1926, com setenta e quatro anos de idade. Para ler mais sobre este ítalo-brasileiro e muito mais, favor aguardar um dia o lançamento do livro "A Vila de Paricatuba". Sobre parte da vida do conde foi rodado, em 2008, um documentário no qual o ator principal foi o saudoso Paulo Mamulengo, intitulado  “ERMANNO STRADELLI, O FILHO DA COBRA GRANDE".

LARGO DA OLARIA/PRAÇA OSWALDO CRUZ (AO FUNDO A CASA 22 PAULISTA)

CACHOEIRA GRANDE - BAIRRO DE SÃO JORGE
NAVIO "MACAPÁ" 
LARGO DA OLARIA/PRAÇA OSWALDO CRUZ (VISTO DA CASA 22 PAULISTA)


                  CONDE ERMANNO STRADELLI - SOCIEDADE GEOGRÁFICA ITALIANA








quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

DR. JOSÉ CHEVALIER CARNEIRO DE ALMEIDA, O CIDADÃO DO BEM

 

Nasceu na cidade Penedo, Alagoas, no dia 5 de setembro de 1882, filho de Manoel Carneiro de Almeida e Amélia Chevalier. Foi um grande professor e jurista amazonense, formado em Ciências Sociais e Jurídicas pela nossa antiga Universidade de Manaus. Preparou um grande numero de estudantes em seu colégio, além de dirigir  a Biblioteca Pública do Amazonas durante muitos anos e de exercer com esmero a função de Juiz de Direito.

Um artigo escrito por João Chrysostomo de Oliveira “Vidas e Fatos do JC de Antanho”, publicado no Jornal do Commercio, em 21 de novembro de 1993, relata parte da vida, em Manaus, do nosso homenageado,

Segundo o referido autor, a Dona Amélia, mãe do José Chevalier, era viúva de Pierre Chevalier, que emigrou da França, face o domínio napoleônico. Empolgada pelas notícias animadoras do Amazonas, decidiu deslocar-se para o “El Dorado”, alcançando Manaus nos primeiros dias de 1900.

O jovem José Chevalier que carregava um nome francês abriu as portas da alta sociedade, dominando os palacetes e mansões, que se honravam em receber o jovem mestre para as suas aulas esperadas e magistrais.

A demanda foi tão grande que resolveu adquirir um educandário já montado. O Instituto Universitário Amazonense foi fundado em 11 de abril de 1909, pelo Dr. Alberto Corrêa, inicialmente, na esquina das Ruas Quintino Bocaiúva e Leovegildo Coêlho, um casarão em estilo colonial que sobreviveu até os dias atuais, depois, mudou-se para a esquina das Ruas Doutor Moreira e Quintino Bocaiúva, sob a direção do professor Chevalier.

Na realidade, era um colégio de nível fundamental e médio com ares de mini-universidade, com internato e externato, alcançando a marca de 150 alunos (era muito em relação a população de Manaus daquela época), formando os jovens para ingressarem no curso superior, pois era a preferência da nata da sociedade.

Casou com a professora Raimunda de Paula e Souza Chevalier, tiveram dois filhos mui talentosos, Walmiki Ramayana de Paula e Souza Chevalier, médico formado pela Faculdade da Bahia, orador, escritor, romancista (No Circo Sem Teto da Amazônia) e Coronel da Polícia Militar. Emprestou o seu nome para a Biblioteca do IGHA, na Rua Bernardo Ramos. O outro filho foi o Wladimir Carlayle de Paula e Souza Chevalier, advogado brilhante, faleceu ainda muito jovem.

Estudou e se formou em Direito pela nossa universidade. Não satisfeito, foi para o Rio de Janeiro onde fez novamente o mesmo curso, concluindo com brilhantismo.

Em 1911, fundou no mesmo local a “Legião Amazonense de Escoteiros”, pois era apaixonado pela filosofia e organização educacional de inglês Baden Power. Foi o precursor do escotismo em Manaus. Formava alunos maiores de 12 anos, despertando neles a paixão cívica e fervor moral, tornando-os equilibrados e cônscios de seus deveres de solidariedade e amor a Pátria.

Segundo o poeta e escritor Thiago de Melo (foi estudante do educandário) "O velho Chevalier tinha uma voz potente que era ouvida em todo o quarteirão  e vestia-se a caráter, com roupa e chapéu de escoteiro".

Existia um periódico editado pelos seus alunos,         denominado  “O Pirralho”, onde na edição de 11 de abril de 1916, fez uma homenagem    pela  passagem de aniversário do colégio:                

“Data Gloriosa. O templo cívico onde toda uma mocidade que encerra as mais bellas esperanças da Pátria se educa, onde a família amazonense deposita uma juventude florescente e a quem o Amazonas já deve o preparo de muitos de seus filhos, completa nesta data mais um aniversário de fundação. Distingue-se sempre pela figura saliente entre os seus congêneres, pelo brilhante êxito dos exames a que os seus alunnos são submetidos, pelo seu corpo docente competentíssimo, escolhido dentre os mestres de mais reputação do nosso meio social. Em harmonia com os mais aperfeiçoados methodos pedagógicos, alcançou um conceito insuperável na nossa sociedade, producto de muito trabalho, boa vontade e energias dos incansáveis professores que o dirigem”.

Foi também Vice-Diretor da Escola de Declamação José de Alencar.

Teve uma brilhante carreira burocrática. Foi Amanauense (secretário) da Casa de Detenção e da Chefatura de Polícia. Diretor do Arquivo Público, Diário Oficial e da Biblioteca Pública do Amazonas, onde pediu, em 1930, a exoneração para assumir o cargo importante cargo de Juiz de Direito.


Ao lado de Péricles de Moraes, Benjamim Lima e Álvaro Maia, foi co-fundador da Sociedade Amazonense de Homens de Letras (atual Academia Amazonense de Letras), onde ocupou o cargo de Secretário, sendo o membro mais atuante e colaborador de sua revista. Foi também do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, fazendo parte da Comissão de Filologia.

O professor faleceu no Rio de Janeiro, em 1940, ainda no vigor dos seus 58 anos de idade, mas recebeu da nossa cidade o honroso título de CIDADÃO DO BEM, pelo exemplo de trabalhador da educação que deixou.

Fontes:

Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro.

Jornal do Commercio

Jornal O Pirralho

João Chrysostomo de Oliveira (membro da Academia Brasileira de Língua Portuguesa e colaborador do Jornal do Commercio)

sábado, 30 de janeiro de 2021

COLUNA "SECOS & MOLHADOS" DO BLOGDOROCHA

O LINGUAJAR DO BLOG

Procuramos ser o mais simples possível, nada de rebuscar ou caprichar nas palavras ou frases, o  nosso público é diversificada, a grande maioria é de Manaus, por isso, incluímos o Amazonês e alguns bordões característicos na nossa região. Utilizamos também algumas gírias, em decorrência de sermos muito lidos pelos jovens universitários. Gostamos de contar piadas, fazer algumas gozações, porém, evitamos os deboches, as ofensas. Escrevemos alguns palavrões (não dá para evitar). Ao utilizarmos as citações damos os devidos créditos. Procuramos elevar o astral das pessoas, evitamos o pessimismo, enfim, somos simples, mas, procuramos sempre levar uma mensagem de amor às pessoas, o respeito ao meio ambiente e ao planeta terra.

UBER DRIVE

Peguei "corda" dos meus filhos, Amanda e Alexandre, para ganhar o extra em dezembro de 2019 como "Uber Drive".

Relutei, mas, enfrentei a fera!

Aluguei um carro March Nissan "zero bala".

Rodei dezembro e janeiro nas horas vagas, pois, tenho outras atividades.

Natal, Ano Novo, Domingos & Feriados foram "perdidos" dirigindo para estranhos!

O "fiodeumaegua" do GPS levou-me para ruas sem saída, buraqueiras, área vermelha e o "caralho a quatro".

Passei por uma experiência incrível, onde tive raiva, medo, alegria, satisfação, prazer e muito mais!

Em curto espaço de tempo, fui considerado pela UBER como o motora que mais recebeu 5 Estrelas & Elogios de Manaus.

Sempre com roupa social, carro limpo, cheiro neutro, sorrisos e bom papo e todo respeito aos passageiros.

Ao devolver o carro da Movida, recebi nota máxima!

Por gostar da minha cidade e ter amor e carinho pelas pessoas, todos os passageiros se abriam sobre suas vidas, falavam sobre  os seus problemas e ansiedades, fui um motora psicólogo, psiquiatra & terapeuta ocupacional!

Não ganhei porra nenhuma em grana, apenas empatei.

No entanto, como sou um cronista inveterado, irei colocar tudo isso num pequeno livro!

Valeu meus filhos!

 

BRIGA DE CACHORRO GRANDE

Um dono de uma rede de rádio e televisão de Manaus andou falando mal de um Coronel, em decorrência deste ter mostrado nas redes sociais os contratos milionários que àquele mantém com o governo do Amazonas.

Ficou tão enfurecido que chamou o militar para a porrada.

O militar aceitou na hora, pedindo para o empresário marcar o local e o horário.

Este desistiu, pois ficou sabendo que o militar é atleta e praticante de Karatê.

O empresário é baixinho, invocado e chegado ao "CaraTer".

É briga de cachorro grande.

Não irei citar os nomes, pois poderá sobrar para mim, um cachorro velho e vira-lata.

 

FURA-FILAS NO DRIVE THRU

No primeiro dia de vacinação dos idosos, pelo sistema Drive-Thru, dois fura-filas chegaram em seus carrões, tentando passar a frente de todos que estavam desde às seis da manhã no Balneário do Sesc.

Mandaram ver aquele papo:

- Sabe com quem está falando? Sou o fulano de tal.

Mesmo assim, foram barrados e tiveram de voltar para a rabeta da fila.

Ao retornarem tinham chegado mais de vinte carros.

Valeu a pena dá uma de esperto?

Claro que não.

Pena que os velhinhos tiveram que esperar mais tempo, em decorrência da estupidez e insensatez dos filhos.

Esta parada foi presenciada pelo repórter de uma emissora de rádio e televisão de Manaus.

 

SEMVID POR CAUSA DO COVID

No Natal passado, o Papai Noel era do grupo de risco, ficou em casa.

O passar do Ano Novo passou passado.

As Escolas de Samba do Rio nadaram, nadaram e irão morrer na praia.

A Banda da Bica não irá sair nem na P...

As Olimpíadas do Japão todos ficarão com os olhos arregalados com medo do invisível.

O Festival de Parintins irá Dançar embaixo do boi.

As Festas do Aniversário de Manaus passarão em branco, pois o negócio tá preto.

Nem Carna, muito menos Boi.

Dia dos Finados milhares de velas acessas para as milhares de vidas ceifadas em 2020 e 2021.

Ufa!

Pelo menos desejo que no Final do Ano de 2021 todos os amazonenses possam estar vacinados.

Quem viver poderá comemorar em 2022, pois 2020 e 2021 estão perdidos, SemVid por causa do CoVid.

 

PIADA

Um mecânico lá do bairro Redenção:

- Anos anteriores a minha mulher vivia reclamando que eu passava os finais de semana no bar. Agora, o bar tá fechado, se vou pra rua posso ser preso e pior, a minha mulher só vive reclamando, pois passo o dia todo dentro de casa. Tá foda, mano.

Tá mermo.

 

TODO CUIDADO SERÁ POUCO!

Estas fotografias são de uma Doca, um local onde entram todos as mercadorias para um grande supermercado de Manaus.

Tudo entra ao meio de um lixão, lamas e podridão.

Lá dentro, tudo bonito, limpíssimo, uma belesura.

Poucos sabem que àqueles produtos lindos e maravilhosos expostos em gôndolas, podem estar contaminados até o caroço.

Os donos, com certeza, sabem disto! Existem inúmeras câmeras para registrar tudo.

A vigilância sanitária fiscaliza lá dentro. E aqui fora? Nada.

A mesma coisa são os restaurantes finos, caso alguém conseguir entrar na cozinha, com certeza irá vomitar!

Fica a dica: muito cuidado com os produtos que você compra nos supermercados.

Lave, ferva, coloque água sanitária, pois poucos sabem a real situação da porta da entrada.

Todo cuidado será pouco!

 

O CONHECIMENTO É TUDO

A educação, o conhecimento, a pesquisa e a tecnologia são a base do desenvolvimento de um país.

Estes requisitos todos sabem disto. Não é novidade.

Exemplo disto são os USA, Japão, China e alguns países da União Européia.

O Brasil muitas das vezes vai indo na contra mão desses países.

Recentemente, andou reduzindo os recursos para as universidades, instituições de pesquisas, sufocando as pesquisas avançadas e o conhecimento.

Em tempos passados, o governo brasileiro andou quebrando patentes de grandes laboratórios e começou a fabricar aqui no Brasil remédios essenciais para os brasileiros carentes.

Atualmente, se alinhou aos USA e Japão, não apoiando a Índia fazer o nesmo que fez no passado. Resultado: As autoridades indianas declararam que o Brasil não é prioridade.

O presidente e seus filhos andaram falando mal, fazendo insinuações sem provas contra a China. Resultado: As autoridades chinesas estão dando o troco segurando o IFA e não permitindo a transferência de tecnologias para fabricação plena das vacinas para o Covid.

Caso o governo brasileiro tivesse investido maciçamente nas universidades e centros avançados de tecnologia não estaríamos tão dependentes da China.

Neste momento crucial, os chineses e os indianos devem pensar nos brasileiros e não no governo, pois este é passageiro e o Brasil continuará.

Que sirva de exemplo aos novos governantes que assumirão em 2023.

 

TIGRÃO

Raimundo Nonato Avelino, o Tigrão – Ele tinha a pele morena, mas, recebeu o apelido em sua juventude de Tigrão, o que poderia pensar que era um camarada atraente e dado a conquistas amorosas, com pinta de Tigrão. Nada disto, ele sempre foi chegado a altas velocidades, disputando corridas em carros de altas cilindradas. Os seus carros sempre eram pintados nas duas portas dianteiras com a figura de um Tigre, uma espécie de gato da espécie pantera, com suas listras verticais escuras na pele marrom-alaranjada. Bem abaixo da figura do animal colocava “Tigrão”. Todos os seus carros eram conhecidos por este nome e por tabela, o motorista era assim conhecido. O apelido pegou. Era amigo de infância do Dr. Fernando Gonçalves, do bairro de Aparecida. Os dois sempre se alfinetavam por causa de um rapaz alegre chamado Gangalha, para definir quem foi o primeiro a beija-lo na boca. Cruzes. Era tudo brincadeira. Alguns falam que, ele foi Coroinha da Igreja de Aparecida, somente para tirar onda com as beatas novinhas. Na realidade, era um católico apostólico romano. No Bar Caldeira ninguém o conhecia pelo nome de batismo de Raimundo, mas, sim, de Tigrão. Ele trabalhou durante muitos anos na Moto Honda da Amazônia, tendo viajado muitas vezes ao Japão para fazer treinamentos. Era muito querido e respeitado nesta empresa, onde ficou até se aposentar. Mesmo aposentado nunca deixou de trabalhar, fazendo manutenção em máquinas de padarias e açougues de uma grande rede de supermercados de Manaus. A sua grande paixão era, em primeiro lugar, a sua família. Em segundo lugar vinha o gosto por carros clássicos, principalmente

do Chevrolet Opala, com seis cilindros em linha com possantes 125 cavalos turbinados, o ideal para correr em altas velocidades. Mesmo chegando à idade feliz, não deixava de ir de madrugada para a Estrada do Turismo para correr junto com jovens loucos por velocidade. Era conhecido com “O Vovô do Pega”. Em épocas passadas gostava de tomar uma gelada com os amigos no Bar Caldeira. Sempre era uma expectativa a sua saída, quando acelerava ao máximo o Opala Tigrão e saia cantando os pneus pela Rua Lobo D´Álmada até a Rua Dez de Julho. Meu Deus.

Certa vez, os larápios roubaram o Opala Tigrão. Passou anos sem o seu possante. Ficou cabisbaixo por uma boa temporada. Um belo dia, um cara postou num site a venda de um Opala. O Tigrão ao por os olhos, gritou: - Este é o meu Tigrão! Reconheceu o seu carro mesmo estando sem o seu símbolo e com outra cor. Ele e o seu filho marcaram um encontro com o vendedor e conseguiram recuperar o querido Tigrão. Não tinha mais idade para fazer pega, mas rodava pela cidade sempre em companhia do seu fiel amigo tigrão.

Morei por uns anos no bairro da Cidade Nova e sempre fazia os meus exames anuais numa Unidade Básica de Saúde. Certa vez, apareceu por lá o Tigrão. Todo mundo estava com a cara de enterro, quando o Tigrão começou a falar alto, prendendo a atenção de todos e começou a contar piadas, tirar saro da cara de todos, animando o lugar e elevando o astral dos enfermos. Era uma de suas marcas registradas, o elevado estado de espírito, sem tempo ruim, sempre sorrindo e contando piadas. Ele contava que existia um cearense empreendedor e morador da Cidade Alta. Em frente a sua casa existia uma árvore frondosa, onde o nordestino colocou uma placa com os seguintes dizeres “Ensina-se Português e Vende-se Calvão”. Não obteve sucesso pela contradição. Mas, o cara era insistente, começou a vender botijas de gás. Colocou uma imensa placa de madeira pregada na mesma árvore com a seguinte frase: “Vende-se Gás”. Com o tempo, o referido comerciante começou a amealhar uma boa grana. Com a venda bamburrando, o cearense resolveu construir quartinhos para alta rotatividade. Quando estava no décimo quarto, escreveu abaixo da frase “Vende-se Gás” e “Fode-se Atrás”. Até que rimou. Foi o primeiro Motel de Manaus.

Em dezembro de 2020, o Tigrão esteve presente com os confrades do Bar Caldeira para a Festa de Confraternização e Ano Novo, onde contou pela última vez esta sua piada preferida. e falou: - Sou amigo do Arroz, Alonso, Pelé e do Mococa. Quem não foi? Pense. Veio a falecer em decorrência do Covid-19 em janeiro de 2021. Fica somente a saudade do nosso amigo Tigrão. Que Deus o receba em sua nova morada. Caso por lá for permitido contar piadas, falar palavrão e fazer pegas em Opala, o Tigrão estará em casa. Valeu, meu irmão Tigrão!

 

PARA RELAXAR E...

O governo federal, com o apoio da companhia aérea Azul, mandou um avião Airbus A330neo, ontem, para a cidade indiana de Mumbai, para trazer, no domingo, dois milhões de doses de vacina da Oxford. (um pingo no oceano de 212 milhões da população brasileira).

Foi uma parceria da Fiocruz, da AstraZeneca e Oxford do Brasil.

No entanto, esta vacina somente será liberada pela Anvisa no domingo, com previsão para distribuição aos estados em cinco dias.

Por outro lado, o governador João Dória (PSDB), tenta iniciar a vacinação, em São Paulo,com as doses da vacina Coronavac, do Butantan, em parceria com a SinoVac da China, porém, ainda não foi autorizado pela Anvisa.

Ou seja, as duas vacinas estão em briga para serem vacinadas (imunizadas pela Anvisa).

Por falar em vacinas, a de São Paulo está sendo chamada de “Vachina” pelo povo brasileiro.

Por sermos gozadores até morrendo, o pessoal das redes sociais anda espalhando por ai (não sei se é fake) que um jornal do interior do Rio Grande do Sul, estampou em sua página principal “NÃO FALTARÁ PARA O NOSSO MUNICÍPIO A VAGINA”.

Pense numa festa da macharada e, principalmente, dos velinhos. Todos soltaram fogos e gritavam:

- Eba! Até que em fim uma boa notícia!

Só para relaxar e...

 

A Velha Politicagem

1. O ex Prefeito Arthur Neto gastou ano passado 51 milhões em medicamentos e 225 milhões em propaganda, além de ter fechado um hospital de campanha que foi doado por empresas particulares, mesmo sabendo que viria um segundo pico da doença. Remédios não foram prioridades, propaganda sim, pois ele almeja a governança do Estado. E ainda escreve que o atual governador é um assassino. E o Arthur, não?

2. O Senador Eduardo Braga pede intervenção federal no Amazonas e escreve que "está chocado com o que está acontecendo com o nosso povo". Tá com pena do povo, tá? Fala sério, Cadeirudo! Você quer mesmo é voltar a mandar na chave do cofre do Estado.

3. Nenhum Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual do Amazonas ou Vereador de Manaus doou um tubo sequer de oxigênio para amenizar a falta deste equipamento. Parece que apenas o garoto vereador fez alguma coisa. O resto, nada!

4. O governador do Pará fechou a entrada do Estado para os barcos amazonenses que em sua grande maioria estão cheios de paraenses que moram em nosso Estado. Vamos dá o troco e implantar a Lei de Taliao: Olho por Olho, Dente por Dente.

5. A vacina da Covid será destinada em primeiro lugar para os profissionais da linha de frente da saúde, idosos de abrigos e indígenas aldeados. Será que os políticos não irão furar a fila? Desviam milhões do erário público. Mandam e desmandam em tudo. Será que irão respeitar e esperar o dia de vacinação dos políticos? Vão nada! Irá sair vacinas "por debaixo dos panos" a torto e a direito. E os ricões irão esperar? É ruim, heim.

6. O governo federal está segurando a autorização da vacina paulista até chegarem a brasileira. Nesta briga política para ser o primeiro atrasa mais e o povo morrendo. O mais importante é ser o primeiro , pois isto dá votos, a vacina em si é apenas um instrumento para tal. O povo que se f....

7. Os venezuelanos saíram em massa de seu país em decorrência da fome e pela estabilidade política. Agora, este país sinaliza em mandar para Manaus tubos de oxigênio para ajudar também aos milhares de venezuelanos que moram aqui em Manaus. Eles querem mesmo é a normalidade para voltarem ao seu país, rever seus parentes, se alimentarem dignamente e ter trabalho e renda, o que infelizmente o atual presidente nega aos seus patrícios.

 

QUILOMBO DE SÃO BENEDITO

A comunidade quilombola da Praça 14 sente orgulho de suas raízes negras na Amazônia, tanto que promove todos os sábados um encontro com a comunidade.

Segundo o meu irmão José Henrique “O Projeto Samba de Raiz acontece todos os sábados, na Casa do Patecão (a sede do Quilombo de São Benedito), com uma feijoada embalada pelo grupo Pão Torrado, o samba entrando pela noite, com a presença dos pagodeiros da Praça 14 e vários convidados da Escola de Samba Vitória Régia”.

A nossa mãe Nely era branca, mas o nosso pai Rocha era um nordestino negro, ele era muito amigo do saudoso Nestor Nascimento (fundador do Movimento Alma Negra), dessa forma, valorizamos, também, as nossas origens.

Salve a Dona Severa, Dona Lindoca, Nestor Nascimento, Eduardo Ribeiro e todos aqueles que guardam essa preciosa página viva da história do Amazonas: O Quilombo Urbano do Barranco de São Benedito de Manaus! É isso ai

 

ANIVERSÁRIO DO BAR CALDEIRA

A partir de 2013, foi instituído “O Aniversário do Bar Caldeira”, no dia 14 de Janeiro, data da explosão da caldeira do Hospital da Santa Casa de Misericórdia, evento que foi pesquisado por mim na Biblioteca Pública do Estado do Amazonas, conforme foi relatado em postagens anteriores.

Coincidentemente, a data é a mesma do aniversário do berço do samba em Manaus, o bairro da Praça 14 de Janeiro.

Não se comemora, de forma alguma, àquele dia fatídico, mas, um evento que marcou a nossa cidade naquela época e que deu o nome ao Bar Caldeira.

Neste dia faz-se uma grande festa, com salva de fogos e grandes atrações musicais para celebrar o samba, a marca registrada do bar e do berço do samba de Manaus, a nossa querida Praça Catorze de Janeiro.

Em 2021, não foi possível comemorar os 58 anos em decorrência da pandemia da Covid-19 e pelas restrições impostas pela justiça e pelo governo do Estado.

O administrador Carbajal Gomes publicou na página oficial do Facebook a seguinte declaração:

“Não é todo dia que se faz aniversário e também não é sempre que se enfrenta uma pandemia, que já é considerada o desafio de uma geração. Com o avanço da COVID-19 os Caldeirenses estão precisando manter o isolamento social para evitar a disseminação dessa doença. Neste 14 de janeiro, dia em que se comemora os 58 anos de História e Tradição do Bar Caldeira, não teremos nossa grandiosa festa de aniversário, mas deixamos o nosso profundo pesar à todos aqueles que perderam algum ente querido, em especial à família dos Caldeirenses e dos amigos do meio cultural que faleceram em decorrência da COVID-19. Obrigado a todos”.

Parabéns!

 

NOVAS PARADAS DE ÔNIBUS

Semana passada, comprei uma peça na Pemaza da Avenida Kako Caminha. Depois, fui até a parada de ônibus do Olímpico Clube.

Foi inaugurada no final do ano juntamente com outras tantas na mesma avenida.

Nas anteriores, que foram destruídas, tinham somente seis pilares de sustentação dos tetos, com grande área de circulação e visibilidade dos ônibus.

Nas atuais, o engenheiro resolveu colocar dezoitos pilares, sendo nove de cada lado.

Reduziu a área, e o pior de tudo, para ver os ônibus que estão vindo, o passageiro não tem visibilidade, tendo de ficar a um palmo do fim da rampa para saber se é o seu ônibus.

Que perigo! Imaginem quando voltar a normalidade, entupido de gente.

Não sei se as outras paradas da Constantino são assim.

Uma coisa posso afirmar: São bonitinhas, mas sem vergonha!

Acho que este engenheiro nunca andou de ônibus na vida dele.

 

FULEIRANDO A SEXTA-FEIRA

Pense numa sexta-feira escrota, dentro de casa, sem poder sair com os amigos e amigas, tomar uma na mesa de bar, contar mentiras e dar umas gargalhadas das piadas dos boêmios de plantão.

Muitos sabem, não posso mentir ou fingir. Dizem que todo poeta é um fingidor “Enclausurado estou. Ai que dor. Sem o teu calor, será difícil passar quinze dias sem o teu amor”. E bote papo furado. Por falar em poeta, a hora e a vez é do Tenório Telles, no Conselho Municipal de Cultura.

Certa vez, ventilei aos amigos mais próximos abrir um Bar. Falei-lhes que seria “BarBossa”, um bar temático de Bossa Nova. Alguns falaram que iria parecer com o nome do “Barbosa Coiffeur”. Sem chance. Pedi umas sugestões. Um nome bem sugestivo. Surgiram vários: Uísque Esquisito – Bar Bante – Mastur Bar – Casa da Mãe Joana – Lá Hoje Bar – Primas & Bordões Bar - Buteko do Rocha – Di Rocha Bar e outros mais. Alguém falou: - Porra, Rocha, o teu bar não passará de um ano, irás à falência, pois você consumirá toda a mercadoria! Sem chance de abrir um bar.

Por falar em bar, não têm um em Manaus onde toca bossa nova, com toques de decoração dos anos sessenta e setenta, todo retrô, com vinis espalhados pelas paredes, aliás, as suas capas eram um obra de arte. Quem sabe um dia o “Bar Bossa Nova” possa resgatar isto.

Por falar em gosto musical, é igual ao orifício da extremidade inferior do intestino grosso, ou seja, todo mundo tem o seu. Gosto de Bossa Nova, porém, muitos acham que a mistura de samba carioca com jazz americano não foi legal. Eu adoro o samba e o jazz. E também música clássica, muitos chamam de funeral.

No meu futuro bar só vai tocar bossa nova, jazz (improvisação), toadas de boi (sem chifre não rola), músicas de funeral (clássicas), samba dos bons, sucessos dos anos oitenta e noventa (da época do achocho). Se alguém pedir musica brega (basta eu), sertanejo e pé de serra, com todo respeito aos santinhos(as) e evangélicos que não gostam de palavrão “Não Colocarei Nemfudendeôdó”.

Para fuleirar ainda mais a sexta-feira enclausurada, irei mudar de pau para cacete. Certa vez, um jovem falou: - Porra, Rocha, o teu blogue só comenta coisas do passado. Passou, passou, mano. Passado é só prá museu! Entendeu? Respondi-lhe: - O que você pretende ser no futuro? Respondeu: - Advogado de porta de cadeira, serei o cara que vai tirar toda a malandragem do chilindró, pois isto dá dinheiro prá caralho! Respondi: - Tudo bem. Uma bela profissão. Só tem uma coisa: você irá passar um ano estudando o passado. Caso não estudares os filósofos, os sociólogos, Platão e companhia, além do Direito Romano de setecentos anos antes de Cristo, serás um advogado zero a esquerda! Nem OAB terás! O passado é a base para entenderes o presente e para se firmar no futuro!

Por falar em passado, o meu blogue é de 2006. Poucos comentavam sobre a nossa Manaus antiga. Hoje, existe uma infinidade. Isto é bom. Começamos a respeitar o passado da nossa cidade, a nossa história.

 

AMANDO MANAUS E A AMAZÔNIA

Na minha juventude todos gostavam de morar no Rio Janeiro. Os caras imitavam o carioquês. Era uma ofensa ser chamado de caboco ou caboca (caboclo só no dicionário). Pois bem, com o passar dos anos, o mundo inteiro voltou os olhos para a Amazônia, valorizando os nossos rios, a selva, os animais, a gastronomia, o artesanato. Virou moda. A partir de então, todos começaram a sentir-se importante e a se respeitar e bater no peito: sou caboco, sou da Amazônia e amo a minha cidade Manaus!

Chega de fuleiragem (esta palavra não está no dicionário) na sexta-feira. Segundo o nosso respeitado ex Deputado Estadual Cordeirinho: É tudo uma FULEIRAGEM! Vem de fuleiro, um linguajar chulo, mas, o nobre deputado levou para a tribuna. Ai pegou! Este texto tenta fugir do normal ou anormal, pois é apenas uma brincadeira para elevar o espírito das pessoas. Tudo normal, tudo igual, e etcetara e tal!