domingo, 4 de junho de 2023

SECOS & MOLHADOS

 

NOVAS TECNOLOGIAS

Confesso aos senhores que sou adepto de novas tecnologias, conhecimentos avançados e conhecer um pouco aquelas que podem ajudar-me no meu dia-a-dia no processo de escrita para as redes sociais e para os meus livros.

Fiz um curso rápido sobre o tão badalado "ChatGPT", um novo site de busca que está assustando até o Google.

Pois bem, segundo os idealizadores, a OpenAI, é um assistente virtual no formato de chatbot online com "inteligência artificial que interage de forma conversacional. O formato de diálogo permite que o ChatGPT responda a perguntas de acompanhamento, admita seus erros, conteste premissas incorretas e rejeite solicitações inadequadas".

O lance é do tipo com era antigamente, quando os programadores davam ordens (programas) para o computador executar determinadas ordens, eram os Prompot do MS-DOS.

Os antigos

sabem do que estou me referindo.

Ou seja, pediu merda vai ter merda. Pediu uma coisa de uma forma correta ou errada, irá receber da mesma forma.

O segredo é saber como pedir, usando comandos corretos (os prompt).

Um amigo, o Joaquim Alencar, pediu-me para eu fazer uma carta, em inglês, para o atual Prefeito de Londres, tendo em vista o interesse deles em aprofundar a ideia do Alencar em realizar, na Europa, o "Amazônia Day".

Pois bem, meu bem.

Fiz a carta, em português, pois somente conheço uma dúzia e meia de palavras e seus significados em inglês.

Fiz um teste experimental no ChatGPT, dando todas ordens "corretas" como tinha aprendido no curso.

Pedi para melhorar, corrigir, influenciar, convencer e tudo inglês "para inglês ver".

Meu Deus!

Funcionou!

Já está em Londres, na mesa do Prefeito, para pensar e quem sabe decidir pela realização.

A ideia será levar para a Europa o som, o ritmo, a comida, o artesanato, as tecnologias das Startup dos jovens amazonenses e da região Norte.

Tudo voltado para o respeito e preservação da Amazônia, seu povo, sua gente, e sua cultura.

O evento deve ter o apoio das prefeituras, governadores e demais órgãos de cultura e preservação do meio ambiente.

A ideia é que deve ser novembro de 2025, no mesmo mês da realização da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-30), em Belém do Pará.

Voltando para o ChatGPT, e já estar no "Bing", é uma loucura e como é coisa de loucos, todo cuidado será pouco.

É isso aí.

O QUE FAÇO?

Possuo uns quatro mil amigos de fato e virtuais.

Como a nossa vida possui um ciclo natural:

nascemos, vivemos um período e morremos.

Pois bem, muitos desses amigos concluíram o seu ciclo e o Facebook nos avisa para darmos os parabéns pela passagem de seus aniversários.

Certa vez, dei parabéns para o Fernando Demais, mesmo já falecido e fui criticado por um amigo.

Errei.

Acho que seria melhor ter escrito mais ou menos assim: Hoje, se vivo estivesse, o Fulano estaria completando tantos anos..

Àqueles que eu sei que foram para o andar de cima eu apenas me reservo a lembrá-los como eram em vida.

E vocês?

O que fazem?

Deletam os amigos que partiram?

Ou não?

SEXTOU, MEU AMOR – CAMINHAR E FOTOGRAFAR

José Rocha

Hoje, pulei bem cedinho da rede, eram seis da matina, o dia prometia, como dizia minha tia.

Sextou, meu amor.

Segundo dia do mês das férias, junho, dos namorados, de viajar para Parintins e para lugares afins.

Caramba, queria tanto estar em Borba com a minha “mina”, a Karol, que sabe muito bem acender o meu farol.

Como não deu para viajar para lá, achei melhor curtir a vida por cá.

Por estar na dieta da sopa, ou seja, deu sopa, eu como, devorei o que tinha na geladeira sem beira nem eira.

O céu estava um azul de brigadeiro, aliado ao um vento do norte com o sol chamando-me para pegar uma vitamina C (de cevada, também).

Pois bem, meu bem.

Coloquei meu kit (pariu) básico: calção, camiseta, pochete, tênis, chaves, smartphone, uns reais (e nada mais), cartão de crédito sem crédito, fones de ouvido mouco e muita vontade de curtir a minha Manaus de Mil Contrastes, coma falava o Caixinha.

Caminhar e caminhar, sem pensar aonde chegar.

Sai do meu barraco, no “Beco da Bosta Sem Número”, aos trancos e barrancos.

Pegue a Getúlio (antiga Treze de Maio), peguei a esquerda e fui parar no “Buraco do Pinto”, por lá não existe mais o buraco e muito menos o pinto!

Enquanto uma multidão se dirigia aos seus trabalhos, o camarada aqui andava, não, desfilava na contramão deles, acho que alguém deve ter pensado: “Caralho, esse barão aí numa tremenda sexta-feira caminhando numa boa, rindo da vida e da minha cara, e, eu aqui indo para a labuta que enjoa!”

Na realidade, ninguém deu foi a mínima da minha pessoa, eu é que estava pensando que alguém estava pensando mal de mim, coisas de louco e sua insanidade.

Pois bem, meu bem.

Entrei no Parque Residencial Manaus, antigo Beco Ipixuna, lembrei dos meus amigos Carbajal, Poujucan e Danilo Gomes. Ao chegar na Ipixuna, lembrei da família do Sêo Severino, Zeca Pagodinho, Maria Belém, Gilson, Neca e muitos outros que não lembro mais seus nomes.

Ao adentrar no Parque Paulo Jacob, antigo Igarapé de Manaus, veio em minha mente o Aluísio, Tico, Rogério, Nego, os Bringel, Adena, Val Viana, Dural, a oficina de meu pai luthier, a nossa casa flutuante, meus irmãos e todos os nossos vizinhos que estão descrito no meu livro “O Igarapé de Manaus”, um livro de podem cobrar.

Pegue a Primeira Ponte e adentrei ao Palácio do Governo (antiga moradia do alemão Scholz), hoje, Centro Cultural Palácio Rio Negro, onde guardo boas memórias de coisas belas e boas de minha infância.

Pois bem, meu bem.

Na descida, encontrei a “Biblioteca Ambulante Aníbal Beça”, pensei “Será que neste carro está o meu livro “Flávio de Souza – Uma Vida Feita de Musica e Futebol?” Sei, não, pois seria Bom à Beça!

Dei umas voltas pelo Parque.

Uma belezura.

Era muita gente caminhando de manhã, acho que são iguais ao escriba aqui que não quer trabalhar mais porque somente quer levar a vida na manha.

Reencontrei a estátua de meu mestre Jefferson Péres. Saudades dos tempos bons da Universidade do Amazonas nos tempos dos réis.

Outra surpresa, foi o Chafariz das Quimeras (originalmente, ficava em frente ao Café dos Terríveis), uma obra prima dos nossos antepassados que está preservada. Que bom a primavera!

Subi uma escadaria para tirar uma foto do Bar do Metal. Humm, deu vontade de comer um Peixe Frito com uma estupidamente gelada. Calma, Zé Rocha, os peixes estão cheios de metal!

Depois, encontrei o meu amigo Major e o seu genitor, um velho brabo no balde, não sei mais o seu nome e nem perguntei, senão iria voltar um palavrão.

Visitei uma loja que eles possuem na parte detrás do prédio da Escola de Samba Balaku Blaku. Irei voltar outro dia para comprar uma camisa do meu Boi Caprichoso, sem choro.

Peguei a orla de “Zeducandos”, lembrei do meu eterno deputado Erasmos Amazonas e do meu poeta e escritor Cláudio Amazonas, dei uma vontade danada de caminhar pela ponte e ir até a casa dos meus eternos amigos, mas não era a hora e nem o memento adequado de visitar os meus decanos.

Continuei caminhando e apreciando a beleza do lugar e a vista ao longo do nosso majestoso Rio Negro.

Entrei numa muvuca do caralho: era gente pra porra, carros, caminhões, produtos expostos no meio da rua, fedentina de mijo e merda, cachaça, limões, peixe frito e tudo o mais e até ladrões.

Eu somente achava graça de tudo aquilo, pois sentia-me em casa bem tranquilo!

Entrei na Feira da Banana e da Manaus Moderna (moderna é o meu ovo esquerdo). Pense numa muvuca da porra!

Comprei um pacote de castanha do Brasil descascada, eu agradeci a vendedora e ela nem respondeu, achava que era um favor eu comprar!

Dei uma passeada nos setores de peixes, porcos e porcas, na acepção da palavra. Conheço todo àquele lugar de cor e salteado, lembrei dos velhos tempos de casado em que fazia algumas compras por lá. Só saudades.

Entrei nas lojas dos Tuma, Baiano & Companhia Limitada, somente para lembrar de velhos tempos de ribeirinho.

Pois bem, meu bem.

Finalmente, cheguei ao Mercadão Adolpho Lisboa! Lembranças de minha infância, "aborrecente" e adúltera da minha vida que não mente.

Fui constatar que as grades que estão pó detrás do Mercadão são as mesmas que eram da Praça D. Pedro II (Largo do Pelourinho de Manaus), acho que sim. Sei, lá.

Rodei por todos os lugares, mas parei para tomar um Mingau de Banana com Tapioca, para lembrar dos velhos tempos.

Tudo do bom e do melhor, mas estava na hora de finalizar a minha caminhada. Passei por frente ao Bar Jangadeira, deu uma vontade enorme de comer um sanduiche de pernil com um baré cola, como antigamente.

Segui em frente, entrei no “Rodo” para os manos e Roadoway para os escritores. Tinha gente pra porra! Acho que todo mundo estava voltando para o interior!

Entrei na Igreja Matriz, fiquei a admirar o altar sem saber orar.

Sabe de uma coisa, resolvi subir a Eduardo Ribeiro e finalizar a minha caminhada.

Pois bem, meu bem.

Voltei para a Tapajós, aonde estava com uma sede daquelas. Parei na Lalá e depois no Zigomar, onde resolvei provar de um “litrão”. Olha já então!

Hora de voltar para o meu barraco e escrever e mostrar as dezenas de fotografias do “Sextou, Meu Amor”.

É isso aí.

EU NÃO POSSO MAIS..

Salário Mínimo

José Rocha

A grande maioria dos brasileiros trabalham a vida quase inteira e nos últimos anos de sua existência se aposentam pelo INSS com apenas 1 SM.

Pois é, meus amigos, isto é uma situação social cruel, pois o mínimo do mínimo não dá praticamente para nada.

Lembrei de uma parada:

Um velhinho passou por frente ao famosíssimo Remulo's, o templo da putaria, quando uma jovem de programa, falou para o ancião:

- Bora, velho?

Ele respondeu:

- Não posso mais....

- Pode sim, basta se concentrar que o bicho pega no empurrão.

- Tudo bem. Vou tentar, mas não posso mais...

O deu a primeira, a segunda e quando estava engatando a terceira marcha, a cocote pulou e gritou:

- Aí, aí, aí, aí, aí Caralho, velho! Tu falaste que não podia mais!

O ancião com uma voz mansa, respondeu:

- Sexo é comigo mesmo, eu não posso mais é... é pagar uma muer, pois ganho apenas um salário mínimo e não dá prá porra nenhuma!

Pense.

Pensaram que ia escrever coisa séria, né?

Eu, hein.

NARRATIVA

José Rocha

O termo em voga chama-se Narrativa.

Tudo em decorrência da fala do Lula, para defender o Maduro, das críticas por quase todos, incluindo presidentes da esquerda.

Mas, afinal, o que é uma narrativa?

Os escritores, jornalistas, articulista e outros que possuem o dom e técnicas da escrita, fazem exposição de um acontecimento ou uma série deles mais ou menos encadeados, que podem ser reais ou imaginários.

Segundo o Lula, foram feitas narrativas de que o Maduro era um antidemocrático e um demônio.

Ou seja, foi uma mentira que se propagou, pois o Maduro foi eleito pelas urnas sem manipulação e que ele é uma pessoa boa, de um coração bom, que ama o seu povo e faz se tudo para o bem estar social e econômico dos venezuelanos.

Como foi definido acima, uma narrativa poderá ser real ou imaginária.

Os poetas e escritores sabem muito bem surfar pelos dois lados, misturando ficção com realidade.

No caso específico da situação atual da Venezuela e da atuação de seu presidente Maduro, toda a narrativa foi real e não ficcional.

Portanto, o que o Lula falou para os demais presidentes da América do Sul, foi real: É uma narrativa de que o Maduro é um antidemocrático (ditador) e um demônio em forma de gente.

Somente o Lula e alguns que estão "cegos" por questões ideológicas, acham que esta narrativa é uma mentira.

É isso aí.

AINDA NÃO CAIU DE MADURO

O que o Ditador Maduro veio fazer no Brasil?

Não sabemos, pois tudo foi feito "na calada da noite".

Sabemos que o seu país deve ao Brasil a bagatela de Um Bilhão e Trezentos Milhões de Dólares.

É pouco ou quer mais?

Acho que ele quer mais, incluindo o perdão da dívida.

A Venezuela era um país rico, próspero, mas alguns presidentes destruíram praticamente tudo, incluindo esse Maduro.

Um presidente e seus aliados que deixaram e contribuíram para o seu povo, em massa, ficar na miséria e passar fome, não deve merecer respeito na comunidade internacional.

Segundo o Google "A falta de emprego e de recursos básicos para a sobrevivência resultou em uma situação de miséria, fome, agravamento de doenças e violência. Por causa disso, milhares de venezuelanos começaram a migrar para outras regiões à procura de melhores condições de vida e oportunidades de emprego".

Aqui, em Manaus, estamos entupidos de venezuelanos que fugiram da miséria e da fome.

E ainda tem abestalhado que apoia este camarada.

Antes da destruição da Venezuela, os amazonenses viajaram em peso para àquele país, tudo do bom e do melhor, depois, fugiram como o diabo foge da cruz.

Lamento por este Maduro ainda não ter caído de podre.

A POCHETE VOLTOU

Pois é, meus amigos, depois décadas a pochete agora tá na moda.

Antigamente, chique era andar com Pochete, um Mobi (aparelho de mensagens) e um Walkman (toca fita portátil) na cintura.

Com o passar do tempo ficou "cafona" e "démodé" (fora de moda).

Não sou muito chegado aos ditames da moda, mas como gostei, comprei a minha.

Uso nos finais de semana e quando estou caminhando.

Muito prático, né?

Pode levar documentos, cartões, chaves, smartphones, alguns reais, camisinha, Viagra e outras coisitas más.

Se o ladrão roubar, já era, pois vai tudo junto!

Sem chance.

Alguns chamam de "belt bag", sei, não, vou continuar usando a minha pochete e não essa tal de belt.

Curiosidade:

Diga lá Wikipedia: "A palavra pochete teve sua origem na França, quando a Maison Pourchet, fábrica de bolsas com mais de 100 anos, passou a produzi-la em grande escala. Pochete é uma variação de Pourchet."

Os soldados usavam na Segunda guerra, depois os hippies e caiu no gosto popular nas décadas de setenta e oitenta.

Ficou no ostracismo por 40 anos e voltou agora!

Não vou falar aonde comprei a minha, tem de rodar o Centrão para encontrar.

Já estou usando faz uns dois meses.

É isso aí.

GUERRA

Não entendo nada de guerras e nem quero entender.

Acho uma total idiotice, mas o ser humano sempre foi belicoso desde o tempo da pedra lascada.

Agora, senhores, não dá para entender a jogada do Putin, um camarada louco para tocar fogo no mundo.

Eu, você, o Putin e tudo e todos iremos queimar vivos, caso este lunático mandar a primeira bomba atômica para a Ucrânia.

Vai ser todos contra poucos.

Não vai sobrar nada.

Mesmo se não chegarmos a esse extremo, pergunto:

- O que esse puto do Putin tem a ganhar com a invasão da Rússia na Ucrânia?

Sinceramente, não sei responder.

O camarada perdeu milhares de soldados, perdeu bilhões de dólares, perdeu crédito internacional, perdeu grande parte do seu arsenal, perdeu e pode até perder a guerra.

Caso ganhe, irá ocupar um país totalmente devastado por suas bombas e artilharias, onde terá de gastar bilhões e bilhões de dólares para reconstruir parte da Ucrânia.

O povo ucraniano não aceitará essa submissão e fará revoltas levantes até o final dos tempos para reconquistar o seu país invadido.

Dá para entender a guerra?

Claro que não!

UM CARA DE MANAUS

José Rocha

Pense num arrependimento por nunca não ter feito o que eu deveria trilhar.

Olha já.

Queria tanto ser um Contador, mas, consegui ser apenas um técnico, formado no Colégio Solon de Lucena.

Grande coisa essa cena.

Queria ser Administrador, fui um deles, apesar da dor.

Consegui entrar num grupo seleto da UA, atual UFAM.

Não foi fácil, não. Ufa!

Era para ser Advogado, estudei, estudei, mas, não concluí o curso por pura incompetência e não saber caminhar com o gado.

Resolvi ser um executivo, mas falhei, não tinha instinto.

Eu sou um fraco, um tímido, não sabia como conseguir resultados através das pessoas em tempos idos.

Não sei mandar nos outros, apenas fazer e executar os trabalhos dos outros.

Tentei, tentei e tentei e nunca sei porque falhei.

Quantas e quantas vezes me senti um inútil, um fracassado, um vil.

Pensei:

Sou um cara tímido desde temos idos, descasado, mas que ama seus filhos e netos e vive sozinho.

Resolvi, em 2023, mudar tudo:

Vou casar de paletó e gravata, na Igreja de São Sebastião, e ela, de Véu e Grinalda, como fosse uma virgem da década de oitenta .

Hoje, apesar dos arrependimentos, sou Homem Feliz.

Comecei a valorizar as pessoas simples, a minha casa de madeira, os meus irmãos, os meus filhos, meus netos, minha Comunidade e os meus amigos de infância e virtuais.

As pessoas me chamam de Barão, Prefeito e Delegado.

Nunca tive esses títulos por pura incompetência e por nunca querer ficar algemado.

Eu e meus irmãos, mesmo aposentados, continuamos trabalhando.

Labutando.

Novidade?

Nada de Nadinha.

Muitos, milhares e, talvez, milhões, continuam trabalhando após a merecida aposentadoria.

Alguns, talvez, para completar àquela merreca do INSS, outros, nem tanto, pois ganham uma fortuna e ainda acham que é pouco.

Pouco e pequeno é o meu ovo esquerdo.

Sem sacanagem!

Olha, eu poderia muito bem passar o restinho de minha vida embalando-me numa rede ou ela embalando o velho aqui até morrer de tédio.

Mas, porém, no entanto, fui escalado para morrer no campo de batalha, não da Ucrânia.

Aceitei na hora essa picardia.

Ele, o patrão, finge que me paga, e, eu finjo que trabalho! Kkkkkk.

A questão não é mais o dinheiro, mas, ser útil o dia inteiro.

Na realidade, vou trabalhar até morrer.

Será bem melhor do que dar trabalho para os parentes e aderentes daqui a trinta anos!

Tá rindo, né?

Vou continuar escrevendo, quem sabe um dia eu posso ser reconhecido, não por ser poeta sem saber fazer poesia e um escritor que escreve com amor, mas, por por ser o Rocha, um cara de Manaus.

É isso aí.

domingo, 14 de maio de 2023

FELIZ DIA DAS MÃES!

 

Foto Montagem: José Rocha

José Rocha

 

        Minha saudosa mãezinha, a Dona Neli Soares Fernandes (1923-2003), veio ao mundo no município de Terra Nova, interior do nosso querido e amado Estado do Amazonas.

        Filha de Maria Soares Fernandes e Mirandolino Raimundo Fernandes.

        Veio ainda jovem para Manaus, trabalhando em algumas casas de família para sobreviver na cidade.

        Estudou até o ensino fundamental.

        Foi uma costureira de “mão cheia”, além de ter aprendido com a minha avó Maria Fernandes (amazonense) e a paterna, a Dona Lídia Pires Martins (cearense), o ofício de fazer remédios fitoterápicos.

        Ainda jovem teve uma filha (carreira solo), a Kelva Soares Fernandes.

        Depois, casou com o meu pai, o luthier José Rocha Martins.

        Tiveram 05 (cinco filhos):

José Rui Soares Martins (falecido prematuramente)

José Rocha Martins Filho

Graciete Fernandes Martins

José Henrique Soares Martins

José Martins Soares (José Rocha, nome artístico, em homenagem ao meu pai)

        Por sermos filhos de um cearense, todos os homens foram registrados com o prenome de José, o nosso Santo Padroeiro. A Graciete seria Maria José, caso não fosse a intervenção de minha mãe para mudar esta tradição.

        Ela teve 07 (sete) netos:

Rocha do Carmo (falecido prematuramente, filho do Rocha Filho)

Bruna do Carmo Rocha (filha do Rocha Filho)

Camila Soares (filha do Henrique)

Lídia Soares (filha do Henrique)

Alexandre Soares (meu filho primogênito)

Adriana Soares (minha filha do meio)

Amanda Soares (minha filha mais nova)

        E, também, 04 (quatro) bisnetos que não os conheceu em vida:

José Rocha Costa Soares (faleceu prematuramente, filho da Adriana)

Maria Eduarda Costa Soares (filha da Adriana)

Victor Bezerra Soares (filho do Alexandre)

Matheus Costa Soares (filho da Adriana)

        A minha mãe foi uma guerreira, batalhou muito para ajudar no sustento da prole.

        A vida não foi fácil para ela, mas, sempre admirada e respeitada pela família, amigos e vizinhos, pois possuía “um coração bom”, ajudando a todos com palavras de carinho, no sustento de alguns vizinhos que passavam por problemas financeiros, mesmo possuindo parcos recursos.

        Amou os netos como fossem os seus filhos, principalmente o Alexandre e a Adriana Soares, os meus filhos, e, também a Camila e a Lídia, filhas do Henrique.

        Ontem, no “Almoço das Mães da Top Shakes”, patrocinado pelo meu filho Alexandre, ele em suas orações lembrou de sua avó Neli Fernandes, pois quando era ainda uma criança, a mamãe fazia questão de todas as sextas-feiras fritar peixes para ele e sua irmã, além de fazer uma comidinha muito gostosa para eles nas quartas-feiras.

        Ela, todo “santo dia” ia e voltava a pé da Vila Paraíso (entre a Rua Tapajós e Avenida Getúlio Vargas) até o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, onde gostava de fazer as suas comprinhas diárias. Muitas pessoas criticavam este seu esforço diário, no entanto, era uma forma de se exercitar e comprar produtos “in natura”, pois em épocas passadas morávamos na Igarapé de Manaus que ficava muito próximo ao “mercadão”.

        As suas netas Amanda e Bruna nasceram depois de seu falecimento, além dos bisnetos.

        A minha mãezinha teve esta doença terrível que acomete muitas pessoas, o Diabetes, sofrendo durante “anos a fio”, ficando praticamente cega e ainda teve de amputar uma perna.

        Foi muito sofrimento no final de sua vida. Uma pessoa boa de coração não merecia esta maldição. Não sei, por quê, meu Deus?

        Em 2003, lembro muito bem, quando ela faleceu. Após o enterro, caminhei a pé até o “Mirante do Amarelinho”, no bairro de Educandos, estava desorientado, onde tomei todas e chorei muito. Voltei a pé, parei no Bar do Armando, bebi e chorei novamente, depois, encontrei com os amigos da Rua Tapajós, onde continuei a beber e a chorar sem parar, fui para casa, onde continuei a chorar madrugada adentro.

        Hoje, Dia das Mães, estou na sala da casa onde a minha mãe ficou até falecer, e, em sua homenagem, estou reformando o espaço, tudo está ficando bonito (vide fotos abaixo), cheio de crucifixos que eram dela, além de algumas coisinhas suas, pois a sua alma ainda está aqui! É a Sala da Dona Neli.

        Quando estiver totalmente pronta, além da cozinha, irei convidar os seus filhos, netos e bisnetos para curtirem um pouco o espaço da matriarca.

        A fotografia acima mostra a minha mãezinha em duas fazes de sua vida. Ela tinha a cor branca, pois o seu pai era branco (maranhense do cabelo cor de fogo) e a minha avó uma cabocla do interior (cabelos pretos lisos, parecia uma indígena). O meu irmão mais velho possui a pele clara, o Rocha Filho, enquanto eu, o Henrique e a Graciete, somos pardos, pois puxamos para o nosso pai Rocha, um afrodescendente.

        Ela me chamava, carinhosamente, de “Meu Nego”, nada de preconceito, pois sou retinto mesmo.  

        Sua benção, mamãe Neli Soares Fernandes!

        Feliz Dia das Mães!

        É isso aí.





quinta-feira, 11 de maio de 2023

SOMENTE PARA OS VIPs

 

José Rocha

Em todos os tempos e lugares sempre existiram a divisão de classes sociais, e em nossa cidade não poderia ser diferente.

Quando Manaus era um "ovo" os VIPs eram os seringalistas, coronéis das armadas e de barranco, comerciantes, médicos, advogados e outros poucos abastados.

Atualmente, são políticos,  empresários, altos executivos, ricos e famosos e outros poucos felizardos.

Aqui, em nossa Taba, existem duas Manaus: umas das zonas por onde passamos e a outra dos condomínios de luxos e remediados.

Essa classe abastada não frequenta a Zona Leste ou o Centrão, a não ser a negócios ou lugares destinados somente para quem tem "bala na agulha".

As academias para "malhar"estão se proliferando em todos os cantos da cidade, são as "Live da Vida".

A maioria dos condomínios de luxo possuem a sua própria academia.

Quando desejam sair e frequentar uma da Manaus do povão, elas oferecem um lugar especial para os bacanas, é a Premium, onde tudo é do bom e do melhor, privativo e individualizado.

Existem os restaurantes para "Os Top das Galáxias" e alguns do Centrão que afastam o povão com os preços do Menu.

O camarada comum entra com dois pés: um entra e outra saí na hora!

Alguns do Largo de São Sebastião estão cobrando padrão internacional.

Todo mundo gosta de um  shopping, pois é muita comodidade num mesmo lugar.

Quem vai de carro roda que nem um peão para encontrar uma vaga.

Já o bonitão ricão, pára na entrada do Estacionamento VIP, vem um motora e estaciona num lugar próxima a entrada e com cobertura para chuva e sol.

O pobre que se dane!

Falam por aí que todos irão para o mesmo buraco (cova) tanto faz rico vip ou o pobre vindo do interior do Pará (os VIP).

Negativo!

Os bacanas são colocados num caixão luxuoso, com velório transmitido via internet para o mundo ver, são cremados ou enterrados no Recanto da Paz (pagamento adiantado anos antes de morrer).

E assim por diante a separação das classes:

Carro popular/luxo

Casa popular/Condomínio 

Mulher Raimunda/loira boa e gostosa

Escola Pública/Particular

SUS/Planos de Saúde

Geral/Camarote

E porra aí vai

Sempre foi assim e sempre será até o final dos tempos.

O bom somente para os VIPs.

É isso aí.

quinta-feira, 4 de maio de 2023

CAPIVARAS

 


Jose Rocha 

Observação: Este texto eu publiquei no BLOGDOROCHA, em 2018, ou seja, cinco anos antes da Capivara Filó ficar famosa Brasil afora.


Fui morar no Conjunto dos Jornalistas, na década de oitenta, nessa época já via algumas capivaras por lá. 


Apesar de todo o desmatamento para construções de blocos de apartamentos e mansões, as capivaras continuam no local e com um bando cada vez maior.


Elas podem ser vistas durante a noite (vide foto tirada pela minha filha Amanda Soares), comendo capim e nadando no poluído Igarapé dos Franceses.


Segundo os estudiosos, o nome vem do tupi Kapi'wara, significando "comedor de capim". Dá uma cria por ano, nascendo quatro em média.


Vivem em bando, com um macho dominante, permitindo outros machos viverem no grupo, com a função de ajudar na segurança, podendo, ocasionalmente, cruzar com as fêmeas.


Vivem até os doze anos de idade e não estão sob ameaça de extinção.


Durante todo esse tempo, eu e meus três filhos tivemos e ainda temos o prazer de vê-las.


A minha neta Duda, começou a observá-las.


Espero que elas permaneçam por longo tempo na comunidade e que novas gerações possam admira-las e respeita-las.


É isso aí.

quinta-feira, 27 de abril de 2023

QUEM MANDA É A JANJA, COMPANHEIRO!


A Rosângela Lula da Silva, mais conhecida como Janja, a Primeira-dama do nosso país, paranaense, Socióloga especializada em História pela UFPR, torna-se a cada dia que passa, uma mulher das mais comentadas em todas as redes de comunicações do Brasil e, agora, nos países por onde viajou com o Presidente Lula, tornando-se uma pessoa muito popular, querida e amada por muitos e criticada pela oposição por suas ações e posturas em público.
Nos primeiros Cem Anos de Governo, a Janja tem dado o que falar na imprensa nacional, principalmente da oposição que critica os seus gastos com roupas de grife, altos gastos com peças de cama e mesa para o Palácio do Alvorada (sendo chamada de “Esbanja”), participações em carnavais meio à tragédia que aconteceram em alguns lugares do país, além das “mancadas” e gafes nas viagens internacionais com o marido.
A Revista Notícias, um periódico argentino, comparou a Janja à ex-primeira-dama da Argentina Evita Peron, pelo protagonismo e influência exercidos durante a campanha do marido.
Recentemente, em Portugal, a Janja foi condecorada com “Grão-Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique”, pelo Presidente Marcelo Revelo de Souza, uma honraria criada em 1960 “para pessoas que prestaram serviços relevantes a Portugal, no país ou no estrangeiro, ou serviços na expansão da cultura portuguesa, da sua História e dos seus valores”.
"A nossa idiotice e subserviência não têm limites! Atribuir uma das ordens honoríficas mais importantes à mulher do Presidente brasileiro só porque sim? Qual foi o serviço enorme prestado à Nação? Banalizar a Nação e os seus símbolos é um sinal evidente de decadência", escreveu o deputado André Ventura, do Partido Chega.
Será que o deputado português está com a razão? Não sei, nem posso opinar. Na realidade, desconheço os trabalhados e/ou serviços realizados pela Janja, no Brasil, em prol da expansão da cultura portuguesa. Ela é Socióloga, especializada em História, com MBA, deve ter feitos trabalhos acadêmicos focados neste tema, pois para receber tal honraria o presidente português deve ter feito uma lista de justificativas e não meramente para bajular o presidente Lula.
Em todo caso, o presidente Lula e sua equipe assinaram, em Lisboa, 13 (número do PT) acordos e memorandos de entendimentos com Portugal, na área de educação, saúde, energia, cooperação espacial, produção audiovisual, turismo, entre outros.
Meus amigos, todos aqueles que são casados, amancebados ou descasados, sabem muito bem o peso que a esposa possui nas decisões do marido, não somente na esfera familiar, como também profissional. Não posso afirmar, mas esses acordos com o governo português devem em sua grande parte ao “sim” por parte da Janja. Sendo assim, ganhou, merecidamente, a condecoração do Grão-Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique!
É a Janja quem manda, companheiro!
É isso ai.
Fontes:

segunda-feira, 24 de abril de 2023

23 DE ABRIL, DIA NACIONAL DO CHORINHO

 

José Rocha 


Uma data em que não podemos esquecer, pois além de ser considerado como a do nascimento do seu expoente maior, o Pixinguinha, serve, também, para comemorar um gênero musical brasileiro dos  mais tocados em todos os tempos no Brasil.

Aqui, em Manaus, possuímos músicos e grupos musicais de altíssima qualidade, muitos deles especializados em Chorinho.

Alguns bares oferecem este tipo de música para o deleite de um grupo restrito de pessoas que valorizam muito.

Eu, particularmente, por ser filho de Luhier e ter trabalhado até os meus dezessete anos de idade na Oficina do Rochinha, tive o contado muito cedo com o Chorinho.

Por lá existiam muitos violões, cavaquinhos e bandolins e nos sábados a tarde vinha uma turma tocar Chorinho.

Eles eram "feras" nos instrumentos, lembro do Valquir, Altair Nunes, Moisés, Zé da Manola,  Carteiro, Músicos do Exército e Polícia Militar e outros que não lembro mais seus nomes

Traziam flautas, trompetes e pandeiros, além da pinga e limões para a caipirinha e cervejas.

Na nossa casa, o meu pai colocava esses dois vinis da foto para tocar: Jacob do Bandolim & Waldir Azevedo (1974) e Evandro Do Bandolim E Seu Regional (1986).

Muitos anos depois, tive o prazer de ouvir o Chorinho nos bares tradicionais de Manaus.

Ficamos encantados, além dos turistas, principalmente os cariocas e paulistas.

Viva o Chorinho!

É isso aí.

domingo, 9 de abril de 2023

MALHAÇÃO DE JUDAS

 

Foto: José Rocha

Trecho do Livro "Vila Paraíso, Jose Rocha "
Sempre gostei da malhação de Judas, esta brincadeira vem desde a minha infância no Igarapé de Manaus, onde os adultos se reuniam a partir das dez horas da noite da sexta-feira santa e faziam os ajustes finais nos bonecos, sendo pendurados somente na madrugada, ficando sempre alguém de vigia para evitar a malhação antes da hora.
O Judas sempre tinha o rosto parecido com alguém da rua, era uma forma de malhar algum morador que, durante o ano fez alguma coisa de ruim para com a comunidade.
Existia todo um ritual, com direito a leitura de um longo testamento, mas, o momento mais esperado era quando o Judas era queimado e arrastado pela rua.
Falam os mais velhos que devemos respeitar a Sexta Feira da Paixão ao acordarmos até a boca da noite.
Respeitando essa tradição, reunimos uma galera no Bar da Dona Wanda, para beber umas geladas e confeccionar um Boneco de Judas. Lembro-me de alguns colegas: Batata, Capuchinho, Núbia, Hino, Manoel Mormão, Magaiver, João Cana Brava, Wanderlan, Paulinho, Taca, Alcenir, Chiquito, China, Tia Wanda, Tia Daca, Zigomar, Henrique e outros.
Cada um deu a sua contribuição: calça jeans, cinturão, sapatos, camisa manga comprida, meias, jornais, isopor, agulhas, linhas e muita paciência para confeccionar o Judas.
Não foi fácil fazer o Judas, pois não tínhamos experiência em confecção de bonecos. Deu trabalho danado encher os sapatos, as pernas, o corpo e os braços, o problema maior foi a cabeça, pois parecia mais um ET (extraterrestre).
Lá pelas onze da noite a fera ficou pronta, faltava apenas dar um nome ao Judas. Todos entraram em comum acordo: o homenageado seria um vizinho metido a besta, fanfarrão, contador de lorotas, abacabeiro, pescador, barrigudão e que se achava o machão da Rua Tapajós.
Não deu outra: penduramos o boneco numa árvore no quintal do Manoel Mormão (atual Academia do Tabosa), com uma placa no peito "PEDRÃO, O MACHÃO!”.
A estratégia era acordar bem cedo, tocar fogo no fuleiro, correr ladeira acima e zonar com o Pedrão antes do homenageado saber.
Conforme combinado, ao chegarmos no quintal do Manoel Mormão, ele deu um pulo da rede e gritou:
- Prefeito, o Felipe Viriato veio aqui de madrugada com um terçadão, cortou o Pedrão e levou lá prás bandas da Getúlio Vargas!
Para que não conhece o Felipe, ele é gente boa, filho do saudoso advogado Dr. Viriato, morador tradicional da Avenida Getúlio Vargas. Quando era mais jovem gostava de aprontar, qualquer bronca era com ele mesmo, ao ficar mais velho mudou de feição, virou uma pessoa de boa índole.
Pois bem, resolvi encarar o Felipe, entrei pela Vila Paraíso até a Getúlio, onde pude observar o "Pedrão, o Machão", pendurado numa árvore em frente à Casa Aroeira. Dei uma bronca no Felipe, ele na maior cara de pau chegou até a chorar, pediu mil desculpas. Subiu na árvore, cortou o Pedrão e o levou inteirão para ser estraçalhado na Ladeira da Tapajós.
Nesse ínterim, o Pedrão de carne e osso já estava sabendo da onda. Como de costume, se plantou em frente da casa do Mormão, sem camisa, mostrando aquele barrigão sensual, prá negas dele, é claro!
Ficamos sem jeito nem clima para fazer a malhação. Entramos num comum acordo: colocamos o Pedrão sentado numa cadeira de macarrão, com chapéu e óculos tipo Raimundo, sem nada de malhação com o Pedrão!
Passou o dia todo na Ladeira da Tapajós, pousando para as fotografias, com muita cerveja, dominó, peixe frito e som do DJ Louro Isaac, tudo pago, é claro, pelo "machão" PEDRÃO!
Nos últimos anos, passei a frequentar a malhação de Judas do Bar do Cipriano, conhecido também como a “Confraria do Ferrão”, na Rua Ferreira Pena esquina com a Avenida Airão, onde a tradição era mantida por mais de trinta anos, com a coordenação do meu amigo Agenor Braga. Segundo o meu amigo, antropólogo, o Ademir Ramos:
“A tradição vem de muito longe. Na antropologia cultural registra-se como um dos ritos das sociedades rurais do medievo, passando pela Península Ibérica e sendo reinventada por toda a América Latina. No Brasil, sua manifestação era marcante na antiga capital da República, no Rio de Janeiro, onde o Judas tinha a configuração diabólica e em seu interior depositavam fogos pirotécnicos, provocando explosões com luzes coloridas seguido de muita gritaria e manifestações populares. O fervor dos brincantes era tanto, que deixava a polícia desnorteada sem saber por onde começar a debelar o fogaréu. Resultando, dessa feita, na proibição da manifestação no centro urbano da antiga capital federal. Na verdade, não era o fogo que incomodava, mas a picardia dos brincantes que ironizavam os políticos de então, fazendo sua malhação em praça pública. Em Manaus, ainda se cultua essa prática, sobretudo no Bar do Cipriano, onde os políticos são malhados pelos justiceiros de plantão”.
Tudo que é bom, um dia acaba! Infelizmente, a tradição de malhar Judas está acabando. As novas gerações não valorizam esta brincadeira. O Bar do Cipriano fechou e a malhação de Judas no centro já era!
Para minha surpresa, o Wiliam, o filho do Damião “Branco”, na Sexta-Feira da Paixão de 2023, passou à noite em minha casa, falando
que iria fazer um Judas, prontamente doei uma camisa de mangas compridas, no dia seguinte, corri para tirara fotografias do dito cujo, mas, encontrei apenas o boneco todo destroçado, aproveitei e fiz algumas adaptações. Fico engraçado o "E.T. LADEIRA DA TAPAJÓS", pois naquele pedaço a turma bate forte no cigarro e na cerveja, um reduto da boêmia e da gozação.

sexta-feira, 7 de abril de 2023