terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

ARARA-CANINDÉ NOS CÉUS DE MANAUS



Sou da urbe, vivi décadas em minha cidade Manaus, considerada a capital da Amazônia - por incrível que pareça, somente tinha visto Araras em cativeiros - nos últimos anos, tenho o prazer e a felicidade em vê-las sobrevoando os céus da Cidade Nova e nos arredores do Conjunto dos Jornalistas. 

Andam em pares, pois são casais que ficam juntos ate que a morte os separe. 


Segundo a Wikipédia “Etimologia "Arara" provém do tupi a'rara. "Canindé" é oriundo do tupi kanimé. "Arari" provém do tupi ara'ri

Descrição

Os indivíduos desta espécie pesam cerca de 1,1 quilogramas e chegam a medir até noventa centímetros de comprimento, com partes superiores azuis e inferiores amarelas, alto da cabeça verde, fileiras de penas faciais negras sobre o rosto glabro e branco, olhos de íris amarela e garganta negra. Têm uma longa cauda triangular, asas largas, um bico escuro grande e forte e as típicas patas zigodáctilas dos psitacídeos, com dois pares de dedos opostos, o que lhes dá grande destreza para escalar árvores e manipular os alimentos. Seu grito típico é um RRAAAAK gutural e áspero com entonação ascendente, mas podem produzir diversas outras vocalizações mais anasaladas e musicais".


Isso é muito bom, em tê-las de volta, pois a legislação é muito severa em sua proteção, bem como, as novas gerações possuem uma formidável consciência ambiental, além de ainda existirem alguns fragmentos de florestas, onde elas encontram abrigo, alimentos e podem ate se reproduzir. 


Podem ser encontradas, também, em bandos, no Conjunto Acariquara, Campus da UFAM e Museu da Amazônia (Cidade de Deus) e, alguns casais, passeando pelo centro da cidade.


Segundo o Mário Cohn-Half, pesquisador do INPA “as araras-canindé começaram a aparecer, em grande quantidade, em Manaus, em outubro do ano passado. Não da para saber o que trouxe essa espécie de arara, que não aparecia na cidade há pelo menos dez anos ou mais. Esse é um evento misterioso. Não está claro se o que estimula é a abundância de alimento onde aparecem ou a escassez em seu lugar de origem ou as duas coisas juntas”, observou.


Quem venha as Araras, serão bem-vindas, afinal, somos todos filhos da floresta!

Fonte  Foto:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arara-canind%C3%A9 

BLOGDOROCHA: UNIDOS DA SELVA

BLOGDOROCHA: UNIDOS DA SELVA: O Mauro, um leitor do nosso blog, deixou uma mensagem que merece registro “ Quando morei em Manaus, nos anos 1970, havia uma escola de sam...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

VISITA AO HOTEL DE SELVA ARIAÚ TOWER


Na edição de hoje do jornal “A Crítica”, apareceu na primeira página fotografias mostrando o estado de abandono daquele que já foi o maior e melhor empreendimento turístico que contribuiu para a divulgação do Estado do Amazonas no Brasil e exterior, o Hotel Ariaú Tower – essa matéria levou-me ao passado, aonde em tempos idos tive o privilegio de passar um final de semana naquele espetacular hotel de selva.


O advogado e empresário Francisco Ritta Bernadino era dono do Hotel Mônaco, centro de Manaus, onde hospedou a equipe do oceanógrafo Jacques Cousteau, na sua primeira expedição pelo Rio Amazonas – no encontro dos dois, o francês visionário previa a preocupação do mundo com o meio ambiente e, seria uma boa sacada construir um hotel onde as pessoas tivessem contado direto com  a floresta.


O Ritta já tinha uma grande experiência no ramo de turismo, na década de 1980, além de ter passado quase duas décadas trabalhando no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS, do Exército brasileiro), em decorrência disso, acatou o conselho do Cousteau.


Foi escolhido o Rio Ariaú, no Rio Negro, para a construção de uma torre com quatro apartamentos e um restaurante que funcionava em uma barca – com passar do tempo, no seu auge, entre 1995 e 2001, possuía um complexo de torres, recebendo três mil turistas (90% de norte-americanos) e faturamento mensal de um milhão de dólares.


Ano passado, o proprietário passou por sérios problemas de saúde, deixando a administração com os familiares, os quais fizeram uma má gestão empresarial e provocando divergências entre eles – o hotel já vinha sofrendo com a queda brusca da procura por parte dos americanos, aliado com os problemas acima, acumulou dívidas (trabalhistas e outras) no valor de 20 milhões de reais e com a Petrobras Distribuidora, na ordem de 1,5 milhão de reais, forçando o fechamento do hotel.


Fiz um único passeio naquele hotel de selva, quando estava no auge – a minha esposa, na época, trabalhava na Secretaria de Cultura, onde ganhou um sorteio de final de ano, para uma estada de duas pessoas naquele maravilhoso hotel.



Era uma tarde de sábado, fomos para o Hotel Mônaco, onde nos juntamos a um grupo de pessoas – na hora da partida, o gerente recebeu um telefonema da loja do Aeroporto Eduardo Gomes, para esperarmos a chegada de dois turistas ingleses, o que atrasou bastante a saída.


No cais do Porto de Manaus (Roadway) partimos numa barca catamarã, de propriedade do hotel – a viagem durou em torno de duas horas, foi num piscar de olhos, pois o Rio Negro é exuberante na sua cheia, permitindo uma viagem prazerosa para os nativos e, espetacular, para os estrangeiros, segundo o relato de um casal gay de turistas, um era brasileiro e morava fazia anos em Londres, em companhia do inglês que nada falava de português.


Formamos um pequeno grupo coeso, eu e minha companheira, um casal de funcionário do hotel de Manaus e os dois turistas ingleses, criamos um laço muito grande, pois somente havia separação na hora de dormir nos apartamentos.


Chegamos ao anoitecer no hotel, onde fomos muito bem recebidos pelos funcionários, ainda deu tempo para presenciar uma cena engraçada, no píer, com uma dezena de macaquinhos atacando um grupo de turistas japoneses, mexendo nos bolsos das camisas e calças, abrindo os zíperes das mochilas, tirando os óculos e tudo o que encontravam pela frente, deixando os japas em pavorosa e ao mesmo tempo, achando bastante graça daquela situação inusitada para eles.


Fomos logo orientados pelo guia do hotel, para não tentar reagir ao ataque dos animais, pois eles poderiam ferir alguém, sendo prudente não deixar nenhum objeto a mostra e não alimenta-los – o guia falou que, certa vez, um macaco tirou a carteira porta-cédulas de um americano, pulou para um galho e começou a jogar no rio todas as notas de dólares e cartões de crédito, um funcionário avisou que ali estava empestada de piranhas vorazes; quando o turista deu as costas, a galera pulou com roupa e tudo dentro do rio para pegar as verdinhas!


Quando caminhávamos em direção a nosso apartamento, no ultimo andar de uma torre, pude observar a famosa “Casa do Tarzan”, um apartamento construído na copa da uma imensa árvore -, havia, também, na passarela, uma piscina suspensa, nunca tinha visto uma assim – antes de chegar, um bando de Quatis começaram a nos seguir em toda direção, antes da entrada principal, tive que contrariar as orientações do guia e, ameacei chutar aos animais para dispersá-los, eles não se intimidaram e correram em nossa direção, foi um Deus no acuda, corremos e entramos assustados no quarto.


À noite, saímos às sete horas para jantar - no portão, lá estavam os danados dos Quatis, começando a nos seguir, novamente, o jeito foi correr em debandada e, para complicar, os morcegos passavam rentes as nossas cabeças, pensem num sufoco total.


No restaurante, reunimos com a nossa turma em uma imensa mesa de madeira, foi tudo de primeira, com exceção da cerveja que tomei, pois não fazia parte do pacote que ganhamos – tomei um susto danado, o preço era cotado em dólar americano, caríssima para um pobre mortal manauara. 


Depois do jantar, entramos numa canoa motorizada, com guia bilíngue, fomos a uma focagem de jacaré, aquilo para nós não era novidade, por sermos da terra, no entanto, a imensa escuridão, o céu totalmente estrelado e o vento fresco na nossa testa, foram itens que valeram a pena o passeio noturno - para fechar a noite, fomos tomar mais cervejas “a peso de ouro”.


Acordamos cedo da manhã, fomos fazer uma caminhada pelo complexo, resolvemos subir uma imensa torre com mirante -, nos primeiros degraus, um macaco prego se abraçou no meu pescoço pela parte detrás, fiquei estático e envergonhado com aquela situação – a minha sorte foi quando desceu uma linda americana de olhos azuis, o tarado se engraçou da moça, pulando e se agarrando em seus quadris.  


Depois do passeio, fomos tomar um café padrão internacional, com tudo do bom e do melhor – enchido o bucho, entramos num barco pequeno, para fazer um passeio pelas matas alagadas e visitar uma comunidade ribeirinha.


Assistimos a uma partida de futebol de campo, conhecida como “arranca toco”, da cabeça para baixo pode chutar tudo – visitamos uma horta comunitária, onde algumas plantas possuem nomes iguais aos remédios das farmácias.


Ensaiei quebrar um ouriço de castanha da Amazônia, com o machado, os turistas ficaram filmando as minhas habilidades, pois é complicado o serviço – muitos tentaram e, nada!

Para felicidade geral da galera, encontramos um boteco com cerveja geladinha, custando um terço do preço do hotel – ai foi graça, dispensamos o restante do passeio e ficamos colados ao balcão, bebendo e jogando sinuca.


Ao retornar, o almoço já estava servido, um manjar dos deuses – após a sesta, fomos orientados a levantar acampamento e entrar no barco de volta para Manaus – o casal de turista inglês foram se despedir da gente, pois tinham gostado tanto que resolveram passar uma semana no hotel de selva.


A volta foi gostosa e tranquila e, para fechar com a “chave de ouro”, passamos o final de tarde assistindo do barco um belíssimo pôr-do-sol -, chegamos à boca da noite no cais do Roadway, com o espírito leve e o corpo descansado.


Espero que os familiares do Ritta Bernadino se entendam e, voltem a reabrir o nosso Hotel Ariaú Tower – caso não for possível, ficarão somente as lembranças do final de semana que passei por lá. É isso ai.

Foto:


http://www.viagensecaminhos.com/2015/08/manaus-capital-da-floresta-amazonica.html  

Fonte (primeira parte): Jornal A  Crítica, edição de  05 do corrente.

BICA 2017



BICA 2017

Os tambores continuam batendo nos terreiros dos Biqueiros.
Lá prás Banda do Terreiro do Preto Velho da Madrugada, ainda pode haver novidades.
Mas, no Terreiro do Caboquinho do Copeá (Coari), as entidades  já se manifestaram, olha no que deu:
                                                       
TEM DINHEIRO (se não roubar) DÁ PRA FAZER
Letra: Rogélio Casado e H. Dias
Música: Deocleciano de Souza (o Deco)
Apoio Cultural: Dr. Phellippe Daou
Apoio Internacional: El Comandante Fidel Castro
Direção Geral: Armando Soares Brasileiro

Tem dinheiro, se não roubar
Vai dá pra fazer
Mas pra poder ver a coisa acontecer
Esse dinheiro tem que aparecer                         bis

Segundo, a Lava Jato
Aqui não escapa ninguém
Até o nosso Kimono
Seu nome foi citado também

A crise vem se arrastando
O caos já é geral
Até a minha BICA
Não tem dinheiro pra brincar o carnaval

A Lourdes disse:
Que o Armando lhe falava
Antigamente dinheiro nunca faltava
O Deco era o fiscal
E sobrava dinheiro pro outro carnaval

Observações:
1.   O CD está em fase de prensagem, porém, como estamos em crise geral, solicitamos aos interessados em compra de lotes para revenda e/ou brindes, entrar em contado pelo telefone celular (92) 99121-6129, para pagamento de 50% do valor total. A entrega dos CD’s serão no 09 do corrente (quinta-feira),  no “Esquenta BICA 2017”, Bar do Armando, Largo de São Sebastião.

2.   O maior e melhor carnaval de rua de Manaus, a BICA (Banda Independente da Confraria do Armando), sairá no sábado magro de carnaval, dia 18 de fevereiro. Teremos a apresentação no palco central, da Bateria Furiosa do Reino Unido da Liberdade, Samba Frevo e Cauxi Eletrizado, além de banda de metais dentro do Bar do Armando. Haverá desfilhes de bonecos gigantes: Deco, Dona Lourdes, Armando Brasileiro, Petrolina e Charles Cinco Estrelas. A nossa Porta Estandarte é a Emyle. Apresentaçao oficial: José Rocha (blogueiro do BLOGDOROCHA).

3. Foto: Mestre  Pinheiro, aparecendo em primeiro plano o boneca da Dona Lourdes, esposa do saudoso Armando, do Bar do Armanando, em segundo plano, apareço na apresentação da BICA, além do Adal e o pessoal da Bateria Furiosa.


https://www.facebook.com/adal.dasilva.9


 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

BLOGDOROCHA: TEREZINHA MORANGO, A NOSSA ETERNA MISS

BLOGDOROCHA: TEREZINHA MORANGO, A NOSSA ETERNA MISS: Tereza “Terezinha” Gonçalves Morango, nasceu em 26 de Outubro de 1936, na Fazenda Canavial, no município de São Paulo de Olivença, no Est...

sábado, 7 de janeiro de 2017

BLOGDOROCHA: HISTÓRIA DO BAR CALDEIRA (resumida).

BLOGDOROCHA: HISTÓRIA DO BAR CALDEIRA (resumida).: O estabelecimento foi fundado em 1963, por um casal de origem lusitana, com o nome de “Bar Nossa Senhora dos Milagres”, em homenagem a ...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

PRENITENCIÁRIA DE MANAUS


Em 2010, fiz uma postagem sobre a antiga “Penitenciaria de Manaus”, conhecida, atualmente, como “Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa”.

Estava desativada, porém, com a chacina em outras unidades prisionais de Manaus, ocorrida recentemente, voltou em cena, com a transferência dos presos pertencentes a uma facção criminosa conhecida como “Primeiro Comando da Capital – PCC”.

A minha intenção não é escrever a respeito desse triste episódio, mas, da história daquele magnífico prédio:

Fica localizado na Avenida Sete de Setembro nº 213, bem ao lado do “Parque do Mestre Chico” – servia como cadeia pública para abrigar presos provisórios (aguardando julgamento) à disposição das autoridades judiciais.

Foi inaugurada no dia 19 de Março de 1907, no governo do Dr. Constantino Nery, recebendo o nome de “Casa de Detenção de Manaus”, passou por várias mudanças de denominações, a saber:

1928 - Penitenciária do Estado do Amazonas, governo Ephigenio Sales Ferreira;
1942 - Penitenciária Central do Estado, no governo do Álvaro Maia;
1981 - Unidade Prisional Central (UPICENTRO), pelo governador José Lindoso;
1985 - Penitenciária Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, pelo governador Gilberto Mestrinho de Medeiros Raposo;
1999 - Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa.

Apesar de todas as alterações nos nomes, os manauenses somente a conhece por “Penitenciária de Manaus”!

O prédio foi elaborado e construído pelos arquitetos Rossi & Irmãos, com auxílio do Sr. Emygdio José Ló Ferreira e o Dr. J. Estelita Jorge, que era Diretor–Geral das obras.

Com uma área de 15.000 metros quadrados, em estilo medieval, com aspecto de fortaleza maciça.

Segundo a professora de história Thérése Aubreton “A fachada tem revestimento de bossagem (Parte saliente de pedra bruta ou talhada),  e possui dois pavimentos. Vê-se, no térreo, um portão de arco pleno (romano), ladeado por óculos (abertura redonda na fachada). Observa-se, no primeiro andar, uma janela de arco pleno encimado por um óculo. Completando o conjunto sobressaem cinco pequenas torres, que dominam o prédio e seu frontão com decoração de ameias, reforçando mais ainda os traços de fortaleza medieval”.


É isso ai.