segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

VISITA AO HOTEL DE SELVA ARIAÚ TOWER


Na edição de hoje do jornal “A Crítica”, apareceu na primeira página fotografias mostrando o estado de abandono daquele que já foi o maior e melhor empreendimento turístico que contribuiu para a divulgação do Estado do Amazonas no Brasil e exterior, o Hotel Ariaú Tower – essa matéria levou-me ao passado, aonde em tempos idos tive o privilegio de passar um final de semana naquele espetacular hotel de selva.


O advogado e empresário Francisco Ritta Bernadino era dono do Hotel Mônaco, centro de Manaus, onde hospedou a equipe do oceanógrafo Jacques Cousteau, na sua primeira expedição pelo Rio Amazonas – no encontro dos dois, o francês visionário previa a preocupação do mundo com o meio ambiente e, seria uma boa sacada construir um hotel onde as pessoas tivessem contado direto com  a floresta.


O Ritta já tinha uma grande experiência no ramo de turismo, na década de 1980, além de ter passado quase duas décadas trabalhando no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS, do Exército brasileiro), em decorrência disso, acatou o conselho do Cousteau.


Foi escolhido o Rio Ariaú, no Rio Negro, para a construção de uma torre com quatro apartamentos e um restaurante que funcionava em uma barca – com passar do tempo, no seu auge, entre 1995 e 2001, possuía um complexo de torres, recebendo três mil turistas (90% de norte-americanos) e faturamento mensal de um milhão de dólares.


Ano passado, o proprietário passou por sérios problemas de saúde, deixando a administração com os familiares, os quais fizeram uma má gestão empresarial e provocando divergências entre eles – o hotel já vinha sofrendo com a queda brusca da procura por parte dos americanos, aliado com os problemas acima, acumulou dívidas (trabalhistas e outras) no valor de 20 milhões de reais e com a Petrobras Distribuidora, na ordem de 1,5 milhão de reais, forçando o fechamento do hotel.


Fiz um único passeio naquele hotel de selva, quando estava no auge – a minha esposa, na época, trabalhava na Secretaria de Cultura, onde ganhou um sorteio de final de ano, para uma estada de duas pessoas naquele maravilhoso hotel.



Era uma tarde de sábado, fomos para o Hotel Mônaco, onde nos juntamos a um grupo de pessoas – na hora da partida, o gerente recebeu um telefonema da loja do Aeroporto Eduardo Gomes, para esperarmos a chegada de dois turistas ingleses, o que atrasou bastante a saída.


No cais do Porto de Manaus (Roadway) partimos numa barca catamarã, de propriedade do hotel – a viagem durou em torno de duas horas, foi num piscar de olhos, pois o Rio Negro é exuberante na sua cheia, permitindo uma viagem prazerosa para os nativos e, espetacular, para os estrangeiros, segundo o relato de um casal gay de turistas, um era brasileiro e morava fazia anos em Londres, em companhia do inglês que nada falava de português.


Formamos um pequeno grupo coeso, eu e minha companheira, um casal de funcionário do hotel de Manaus e os dois turistas ingleses, criamos um laço muito grande, pois somente havia separação na hora de dormir nos apartamentos.


Chegamos ao anoitecer no hotel, onde fomos muito bem recebidos pelos funcionários, ainda deu tempo para presenciar uma cena engraçada, no píer, com uma dezena de macaquinhos atacando um grupo de turistas japoneses, mexendo nos bolsos das camisas e calças, abrindo os zíperes das mochilas, tirando os óculos e tudo o que encontravam pela frente, deixando os japas em pavorosa e ao mesmo tempo, achando bastante graça daquela situação inusitada para eles.


Fomos logo orientados pelo guia do hotel, para não tentar reagir ao ataque dos animais, pois eles poderiam ferir alguém, sendo prudente não deixar nenhum objeto a mostra e não alimenta-los – o guia falou que, certa vez, um macaco tirou a carteira porta-cédulas de um americano, pulou para um galho e começou a jogar no rio todas as notas de dólares e cartões de crédito, um funcionário avisou que ali estava empestada de piranhas vorazes; quando o turista deu as costas, a galera pulou com roupa e tudo dentro do rio para pegar as verdinhas!


Quando caminhávamos em direção a nosso apartamento, no ultimo andar de uma torre, pude observar a famosa “Casa do Tarzan”, um apartamento construído na copa da uma imensa árvore -, havia, também, na passarela, uma piscina suspensa, nunca tinha visto uma assim – antes de chegar, um bando de Quatis começaram a nos seguir em toda direção, antes da entrada principal, tive que contrariar as orientações do guia e, ameacei chutar aos animais para dispersá-los, eles não se intimidaram e correram em nossa direção, foi um Deus no acuda, corremos e entramos assustados no quarto.


À noite, saímos às sete horas para jantar - no portão, lá estavam os danados dos Quatis, começando a nos seguir, novamente, o jeito foi correr em debandada e, para complicar, os morcegos passavam rentes as nossas cabeças, pensem num sufoco total.


No restaurante, reunimos com a nossa turma em uma imensa mesa de madeira, foi tudo de primeira, com exceção da cerveja que tomei, pois não fazia parte do pacote que ganhamos – tomei um susto danado, o preço era cotado em dólar americano, caríssima para um pobre mortal manauara. 


Depois do jantar, entramos numa canoa motorizada, com guia bilíngue, fomos a uma focagem de jacaré, aquilo para nós não era novidade, por sermos da terra, no entanto, a imensa escuridão, o céu totalmente estrelado e o vento fresco na nossa testa, foram itens que valeram a pena o passeio noturno - para fechar a noite, fomos tomar mais cervejas “a peso de ouro”.


Acordamos cedo da manhã, fomos fazer uma caminhada pelo complexo, resolvemos subir uma imensa torre com mirante -, nos primeiros degraus, um macaco prego se abraçou no meu pescoço pela parte detrás, fiquei estático e envergonhado com aquela situação – a minha sorte foi quando desceu uma linda americana de olhos azuis, o tarado se engraçou da moça, pulando e se agarrando em seus quadris.  


Depois do passeio, fomos tomar um café padrão internacional, com tudo do bom e do melhor – enchido o bucho, entramos num barco pequeno, para fazer um passeio pelas matas alagadas e visitar uma comunidade ribeirinha.


Assistimos a uma partida de futebol de campo, conhecida como “arranca toco”, da cabeça para baixo pode chutar tudo – visitamos uma horta comunitária, onde algumas plantas possuem nomes iguais aos remédios das farmácias.


Ensaiei quebrar um ouriço de castanha da Amazônia, com o machado, os turistas ficaram filmando as minhas habilidades, pois é complicado o serviço – muitos tentaram e, nada!

Para felicidade geral da galera, encontramos um boteco com cerveja geladinha, custando um terço do preço do hotel – ai foi graça, dispensamos o restante do passeio e ficamos colados ao balcão, bebendo e jogando sinuca.


Ao retornar, o almoço já estava servido, um manjar dos deuses – após a sesta, fomos orientados a levantar acampamento e entrar no barco de volta para Manaus – o casal de turista inglês foram se despedir da gente, pois tinham gostado tanto que resolveram passar uma semana no hotel de selva.


A volta foi gostosa e tranquila e, para fechar com a “chave de ouro”, passamos o final de tarde assistindo do barco um belíssimo pôr-do-sol -, chegamos à boca da noite no cais do Roadway, com o espírito leve e o corpo descansado.


Espero que os familiares do Ritta Bernadino se entendam e, voltem a reabrir o nosso Hotel Ariaú Tower – caso não for possível, ficarão somente as lembranças do final de semana que passei por lá. É isso ai.

Foto:


http://www.viagensecaminhos.com/2015/08/manaus-capital-da-floresta-amazonica.html  

Fonte (primeira parte): Jornal A  Crítica, edição de  05 do corrente.

BICA 2017



BICA 2017

Os tambores continuam batendo nos terreiros dos Biqueiros.
Lá prás Banda do Terreiro do Preto Velho da Madrugada, ainda pode haver novidades.
Mas, no Terreiro do Caboquinho do Copeá (Coari), as entidades  já se manifestaram, olha no que deu:
                                                       
TEM DINHEIRO (se não roubar) DÁ PRA FAZER
Letra: Rogélio Casado e H. Dias
Música: Deocleciano de Souza (o Deco)
Apoio Cultural: Dr. Phellippe Daou
Apoio Internacional: El Comandante Fidel Castro
Direção Geral: Armando Soares Brasileiro

Tem dinheiro, se não roubar
Vai dá pra fazer
Mas pra poder ver a coisa acontecer
Esse dinheiro tem que aparecer                         bis

Segundo, a Lava Jato
Aqui não escapa ninguém
Até o nosso Kimono
Seu nome foi citado também

A crise vem se arrastando
O caos já é geral
Até a minha BICA
Não tem dinheiro pra brincar o carnaval

A Lourdes disse:
Que o Armando lhe falava
Antigamente dinheiro nunca faltava
O Deco era o fiscal
E sobrava dinheiro pro outro carnaval

Observações:
1.   O CD está em fase de prensagem, porém, como estamos em crise geral, solicitamos aos interessados em compra de lotes para revenda e/ou brindes, entrar em contado pelo telefone celular (92) 99121-6129, para pagamento de 50% do valor total. A entrega dos CD’s serão no 09 do corrente (quinta-feira),  no “Esquenta BICA 2017”, Bar do Armando, Largo de São Sebastião.

2.   O maior e melhor carnaval de rua de Manaus, a BICA (Banda Independente da Confraria do Armando), sairá no sábado magro de carnaval, dia 18 de fevereiro. Teremos a apresentação no palco central, da Bateria Furiosa do Reino Unido da Liberdade, Samba Frevo e Cauxi Eletrizado, além de banda de metais dentro do Bar do Armando. Haverá desfilhes de bonecos gigantes: Deco, Dona Lourdes, Armando Brasileiro, Petrolina e Charles Cinco Estrelas. A nossa Porta Estandarte é a Emyle. Apresentaçao oficial: José Rocha (blogueiro do BLOGDOROCHA).

3. Foto: Mestre  Pinheiro, aparecendo em primeiro plano o boneca da Dona Lourdes, esposa do saudoso Armando, do Bar do Armanando, em segundo plano, apareço na apresentação da BICA, além do Adal e o pessoal da Bateria Furiosa.


https://www.facebook.com/adal.dasilva.9


 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

BLOGDOROCHA: TEREZINHA MORANGO, A NOSSA ETERNA MISS

BLOGDOROCHA: TEREZINHA MORANGO, A NOSSA ETERNA MISS: Tereza “Terezinha” Gonçalves Morango, nasceu em 26 de Outubro de 1936, na Fazenda Canavial, no município de São Paulo de Olivença, no Est...

sábado, 7 de janeiro de 2017

BLOGDOROCHA: HISTÓRIA DO BAR CALDEIRA (resumida).

BLOGDOROCHA: HISTÓRIA DO BAR CALDEIRA (resumida).: O estabelecimento foi fundado em 1963, por um casal de origem lusitana, com o nome de “Bar Nossa Senhora dos Milagres”, em homenagem a ...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

PRENITENCIÁRIA DE MANAUS


Em 2010, fiz uma postagem sobre a antiga “Penitenciaria de Manaus”, conhecida, atualmente, como “Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa”.

Estava desativada, porém, com a chacina em outras unidades prisionais de Manaus, ocorrida recentemente, voltou em cena, com a transferência dos presos pertencentes a uma facção criminosa conhecida como “Primeiro Comando da Capital – PCC”.

A minha intenção não é escrever a respeito desse triste episódio, mas, da história daquele magnífico prédio:

Fica localizado na Avenida Sete de Setembro nº 213, bem ao lado do “Parque do Mestre Chico” – servia como cadeia pública para abrigar presos provisórios (aguardando julgamento) à disposição das autoridades judiciais.

Foi inaugurada no dia 19 de Março de 1907, no governo do Dr. Constantino Nery, recebendo o nome de “Casa de Detenção de Manaus”, passou por várias mudanças de denominações, a saber:

1928 - Penitenciária do Estado do Amazonas, governo Ephigenio Sales Ferreira;
1942 - Penitenciária Central do Estado, no governo do Álvaro Maia;
1981 - Unidade Prisional Central (UPICENTRO), pelo governador José Lindoso;
1985 - Penitenciária Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, pelo governador Gilberto Mestrinho de Medeiros Raposo;
1999 - Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa.

Apesar de todas as alterações nos nomes, os manauenses somente a conhece por “Penitenciária de Manaus”!

O prédio foi elaborado e construído pelos arquitetos Rossi & Irmãos, com auxílio do Sr. Emygdio José Ló Ferreira e o Dr. J. Estelita Jorge, que era Diretor–Geral das obras.

Com uma área de 15.000 metros quadrados, em estilo medieval, com aspecto de fortaleza maciça.

Segundo a professora de história Thérése Aubreton “A fachada tem revestimento de bossagem (Parte saliente de pedra bruta ou talhada),  e possui dois pavimentos. Vê-se, no térreo, um portão de arco pleno (romano), ladeado por óculos (abertura redonda na fachada). Observa-se, no primeiro andar, uma janela de arco pleno encimado por um óculo. Completando o conjunto sobressaem cinco pequenas torres, que dominam o prédio e seu frontão com decoração de ameias, reforçando mais ainda os traços de fortaleza medieval”.


É isso ai.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

SECOS & MOLHADOS


1. Cara, não sou muito ligado aos símbolos natalinos, talvez, pelo apelo comercial que carrega, mas, hoje, na semana do Natal, o meu coração amanheceu mole e, começo a ver tudo de uma outra forma: com amor!


2. Recicle a sua mente! Essa é a pedida! Estou reciclando a minha também!


3. Igreja de São Sebastião. Foto modificada: 

4. Certas pessoas, com suas virtudes, erros e defeitos, marcam toda uma geração e, ficam para a História. 

Dentre varias, poderemos incluir os fundadores da atual Rede Amazônica de Radio e Televisão. Parece que combinaram, pois no dia cinco de outubro faleceu o Joaquim Margarido, aos 84 anos. 

No dia trinta do mesmo mês, foi para o andar de cima, o Milton Cordeiro, também aos 84 anos e, hoje, partiu o Phelippe Daou, aos 87 anos.

5. O Tribunal de Contas do Rio de Janeiro TCE/RJ, apos a prisão do seu Presidente, por cobrar propinas para fazer "vista grossa" (fingir que não ver o que está errado) na execução de obras publicas, passara, doravante, chamar-se Tribunal de Faz de Contas do Rio de Janeiro TFCE/RJ. 

E os outros?

6. Todo bandido, marginal, ladrão e moleque de rua possui o seu apelido ou alcunha, uma forma rápida de identificação entre seus pares ou turma. 

Os recebedores de propinas por parte das construtoras, para mantê-las no mercado, recebiam, também, codinomes, tais como:

Artur Neto: kimono
Romero Juca: Caju
Rodrigo Maia: Botafogo
Renan Calheiros: Justiça
Eliseu Padilha: Primo
Moreira Franco: Angorá
Delcidio Amaral: Ferrari
Eduardo Cunha: Caranguejo
Heraclito Fortes: Boca Mole

Pelo andar da carruagem, digo, das delações premiadas, teremos mais centenas de alcunhas nos próximos dias!


7. Teto da grande Taba, do Parque do Mindu - estive por lá para prestigiar o Encontro Estadual de Catadores - estou fazendo um trabalho voluntário para a Cooperativa de Catadores de Novo Airão.

8. O Renan é gente boa! Boa  de ir para a cadeia! 

O cara possui onze processos nas costas, porem, não pode ser considerado um bandido, pois no Brasil somente será culpado quando forem esgotados todos os recursos (transito em julgado), sem contar os que prescrevem pela lentidão da justiça.

Se fosse nos EUA já estaria preso e condenado ha muito tempo; na China, fuzilado; no Japão, suicidado; no Brasil, rico, leve e solto e, ainda, rindo da nossa cara!


9. Com o meu netinho Victor Soares (filho do Alexandre e Vanessa) em sua primeira formatura no Colégio da Policia Militar. 

Parabéns!


10. Recentemente, presenciei no Conjunto dos Jornalistas, na Av. Constantino Nery, vários casais de Araras e centenas de Perequitinhos e Papagaios, numa pequena área de mata nativa, além de um imenso Jacaré tomando sol no Igarapé dos Franceses (ele corta a parte detrás do CJ). 

Por lá ainda aparecem macacos, cobras, camaleões, bichos preguiça, garças, gaviões e cotias. 

A minha neta Duda e outras crianças que moram lá, estão acostumadas com a presença dessas aves e animais. E isso eh muito bom!

11. O governo federal fez banquetes para convencer os políticos a aprovarem a PEC do teto dos gastos públicos, depois, o Ministério da Cultura pagou 600 mil para uma empresa de eventos, para homenagear o samba, além de 15 mil para a Fafá de Belém cantar o Hino Nacional, tudo sem licitação. 

O Temer ainda vem com o papo furado de cortar ate a carne que come! Em um hotel de praia de Salvador, juízes estaduais e federais e um membro de STF participaram de um evento que foi bancado em parte por uma empresa que esta sendo julgada por eles. 

Tá tudo errado!

12. Para Relaxar:

Estou fazendo uns exames pré-operatórios, para uma hérnia inguinal. Fiz uma consulta com o cardiologista, o medico gaiato deve ter a minha idade. 

Ele perguntou:
- Fuma? 
Não! - respondi. 
Nem o preto? 
Não, senhor! 
Ele disse:
- Não sabe o que está perdendo! 
Perguntou:
- Bebe? 
Esporadicamente!  - menti. 
Ele disse: 
-Toma cachaça? 
Não, senhor! 
Ele disse:
- Não sabe o que ta perdendo! 
Eu, hein!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

JOMAR FERNANDES


Venho, através desse humilde blog, externar a minha alegria pela promoção do meu amigo Jomar Fernandes, para o importantíssimo cargo de Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM), com a posse ocorrida no dia sete do corrente mês.

Passei parte da minha infância na Avenida Getúlio Vargas/Rua Tapajós (Vila Paraíso), centro de Manaus – a família do Jomar morava na Rua Dr. Machado, próximo a Getúlio Vargas – como temos quase a mesma idade, curtimos praticamente os mesmos lugares do centro da nossa cidade.

Segundo o Julio Mendonça Sá (Delegado do Ministério da Fazenda e amigo do Jomar), o pai do Jomar, o Senhor José Fernandes, era muito admirado e querido pela molecada da redondeza, pois na condição de funcionário do grupo empresarial “I. B. SABBÁ” gostava de levar os jovens para jogar futebol e tomar banho de igarapé (Mindú) na sede campestre da empresa, o famoso “Caiçara Clube de Campo” (atual Manaus Plaza Shopping).

Na década de noventa comecei a frequentar o Bar do Armando, no Largo de São Sebastião, onde tive o privilégio de conhecer o Juiz de Direito Jomar Fernandes, um profissional de primeira grandeza e incentivador das festas populares, principalmente, dos carnavais de rua, sendo um dos fundadores da BICA – Banda Independente da Confraria do Armando.

Além dessa amizade, também sou amigo do seu irmão, o advogado Hermann Fernandes, além do seu filho, o advogado Junior Fernandes.

Em 1986, ainda muito jovem, o Jomar Fernandes passou no dificilíssimo concurso para Juiz de Direito, exercendo a profissão por trinta anos, sendo promovido, em 2016, para o cargo de Desembargador estadual (Juiz de Segunda Instância), um cargo importantíssimo, pois é considerado como “sábio da justiça”, responsável em julgar as decisões de juízes mais novos (primeira instância).


Parabéns ao Jomar Fernandes! Você merece esse título de Desembargador! E isso ai.

Foto: Site Amazonianarede

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

BLOGDOROCHA: CABOCO & CABOCA

BLOGDOROCHA: CABOCO & CABOCA: Caboclo ou caboco, qual o termo correto? Para nós, brasileiros, nascidos nos lugares rodeados por rios e matas da nossa Amazônia, não ...

sábado, 26 de novembro de 2016

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

OS AMERICANOS, EM MANAUS, NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Ao ler o livro de crônica "Evocação de Manaus: como eu a vi ou sonhei", do saudoso manauara Jefferson Carpinteiro Peres, é possível ter uma ideia como era a nossa cidade durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), particularmente, sobre a permanência dos norte-americanos em Manaus, para colaborarem na "Baralha da Borracha".

Com o ataque da base militar norte-americana de Peal Harbor (na Ilha de Oaho, Havaí) por parte dos japoneses e, pelo afundamento dos navios brasileiros, fruto do ataque dos alemães, levaram os dois países a declararem guerra aos parceiros do Eixo (Japão, Itália e Alemanha).

Os nipônicos conseguiram  fazer um cerco em todos os países produtos de borracha da Ásia (principalmente, da Malásia e Indonésia), impedindo a saída da importantíssima matéria prima (para fabricação de pneus de aviões) para abastecer os países Aliados, forçando os americanos a buscarem a extração do látex na Amazônia.

Para tal empreitada, o Presidente Getúlio Vargas, firmou os "Acordos de Washington", permitindo a entrada militares e instalação de empresas americanas em solo brasileiro,  tendo como garantia a compra de toda a produção de borracha e minérios, apoio técnico e financeiro, além da construção da Usina de Volta Redonda (RJ).

Em Manaus, foi criada a RDC - Rubber Development Corporation (empresa de desenvolvimento da borracha), com depósito de cargas na Ilha de Monte Cristo, atual Estacionamento Público da Feira da Banana (Manaus Moderna, Avenida Lourenço Braga), para dar apoio logístico aos seringueiros e administrar as remessas de borracha nos aviões anfíbios (catalinas), com destino a Miami (USA).

Para o transporte aéreo de passageiros e militares, construíram em semanas (evidenciando a eficiência americana) a pista de pouso do Aeroporto de Ponta Pelada.

Vieram muitos americanos e suas famílias para a nossa pacata cidade, provocando um grande choque cultural, com pessoas loiras de olhos azuis, falando uma língua estranha para a grande maioria (o inglês), fumando cigarros de marcas nunca vista antes, pagando alta gorjetas em dólar, inflacionando o mercado local e expondo comportamentos muito liberais - contrastando com uma sociedade local fechada, tradicional e conservadora.

O então jovem Jefferson Peres vivenciou tudo isso, pois pertencia a uma família de classe média alta, tendo acesso ao que acontecia na  sociedade manauara, permitindo escrever com detalhes, anos depois, esses acontecimentos em seu livro de memórias acima citado.

Segundo o autor, os gringos eram altos, brancos, corados e de olhos azuis, surgindo a mania de falar inglês por parte dos manauaras, tipo "Give a cigarette please" - eles utilizavam as marcas americanas Lucky Strike, Camel, Chesterfield e Phillip Morris (disputadíssimo pelo seu gosto suave e cheiro agradável, preciosos nos períodos de falta de produto nacional).

Escreveu o Jefferson Peres "Os amazonenses que trabalhavam na RDC chegavam  a dominar tão bem o inglês que a alguns, por esnobação, passavam a falar o português com sotaque - dizem que um cidadão bastante conhecido na cidade, vestindo roupa cáqui, capacete de explorador na cabeça, à semelhança de muitos americanos, pegou um bonde e dirigiu-se ao motorista, perguntando: - Ó sêo condutorr, o senhorr sabe me dizerr onde ficarr avenida Joaquim Naboco? O motorneiro medindo a figura de alto a baixo, fuzilou: - Ora, Fulano, vai à merda!"

Os americanos foram acolhidos com simpatia pela população - eram geralmente bem-humorados e extrovertidos, chocando aos mais velhos pela sua irreverência.

Gostavam de recostar comodamente nas cadeiras dos bares com os pés apoiados sobre as meses (igual aos filmes de faroeste), em compensação, graças ao seu alto nível de renda, eram muitos generosos - davam cigarros e barras de chocolate aos garotos que os cercavam, além de elevadas gorjetas aos garçons. 

AS empregadas domésticas eram atraídas por seus serviços, com ofertas de salários irresistíveis, pois a maioria não recebiam nada nas casas de famílias onde trabalhavam e moravam - as lavadeiras de roupas tiveram, também, os seus trabalhos valorizados.

Os proprietários de imóveis alugavam por preço até três vezes superiores aos praticados no mercado local.

Os ianques não eram numerosos e sua permanência não passou de três anos, porém, provocaram uma mini inflação em nossa cidade.

As suas mulheres eram coroas vermelhonas e sardentas, campeãs de deselegâncias com seus vestidos, de cores berrantes e seus sapatos de solas de borracha.

Escreveu o autor "Havia umas poucas que entusiasmavam não apenas pela beleza, mas também pela indiferença com que exibiam seus encantos - nas ruas andavam apenas com o vestido sobre o corpo nu, em casa ficavam inteiramente peladas, sem ter sequer a preocupação de fechar as janelas".

Prossegue "Lembro que um grupo delas, residente numa casa de sótão, ainda hoje existente, na Rua 10 de Julho, entre a Epaminondas e a Ferreira Penas, desfilava tranquilamente a sua nudez, no alto do mirante, e quando a rapaziada ansiosa, se atropelava nos telhados vizinhos, para observá-las, ainda ganhavam das ladies godivas (aristocrata inglesa que gostava de cavalgar nua pelas ruas) adeusinhos de gozação - dizem que elas figuravam na folha de pagamentos da RDC como secretárias, mas, seriam na verdade profissionais do sexo, contratadas para amenizar a vida dos executivos e técnicos, em seu exílio numa distante região tropical, para reduzir o quanto possível o envolvimento com as nativas, evitando problemas com a comunidade".  

Com o término da guerra, em 1945, a RDC foi desativando aos poucos seus serviços, com a presença dos americanos cada vez menos até cessar completamente.

Deixaram para a Prefeitura de Manaus as máquinas pesadas da construção da pista do aeroporto (os tratores foram utilizados no aterramento da Avenida Getúlio Vargas).

Os aviões anfíbios Catalinas foram incorporados a empresa americana Panair do Brasil, com filial em Manaus, para voos comerciais.

Os navios americanos que faziam linha dos Estados Unidos para Belém e Manaus "Cambridge, Virginia Lee, State of Delawire e Cel. James Moss", foram incorporados, com outros nomes, a SNAPP (Serviço de Navegação da Amazônia e de Administração do Porto do Pará), para serviços de cabotagem e transporte de passageiros.

A presença dos americanos na cidade foi tranquila, apenas chocaram os mais velhos com sua irreverência, deixando alguns legados pós-guerra - o mesmo não se pode dizer da sina dos irmãos nordestinos, que em nome dos esforços de guerra, na "Batalha da Borracha" morreram milhares, esquecidos e abandonados nos seringais da Amazônia. É isso ai.

Fonte:

Livro "Evocação de Manaus: como eu a vi ou sonhei. 2a. edição revista e ampliada/Jefferson Peres - editora Valer. 2002"

Observação: Essa passagem dos americanos em Manaus, a Segunda Guerra Mundial e a sina dos nordestinos na Batalha da Borracha, pode servir para um filme. Fia a dica para os cineastras. 







quinta-feira, 3 de novembro de 2016

BLOGDOROCHA: RELÓGIO MUNICIPAL DE MANAUS

BLOGDOROCHA: RELÓGIO MUNICIPAL DE MANAUS:   Foi inaugurado em 1927, na administração do prefeito nomeado José Francisco de Araújo Lima (autor de Amazônia – A Terra e o Hom...

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

PEQUENAS COISAS DA POLÍTICA BARÉ (MANAUS)


1 - Alguém pode me informar onde estão as máquinas, tratores, caçambas, pessoal e as toneladas de asfalto que estavam aqui na Zona Norte? 

2 - Como diziam os antigos: “babau", quem comeu, comeu, que não comeu, sefu...! Asfalto somente em 2018, próximo as eleições!

3 - Passou no Programa Fantástico (Rede Globo) a dificuldade do povo brasileiro na busca de atendimento médico no SUS, em particular, aos que perderam um Plano de Saúde. Mostrou um caso de uma criança aqui de Manaus. Passei por isso também, fiz todos os exames no Novembro Azul e, ate hoje o SISREG não me chamou. Já joguei todos os exames no lixo! E ainda vem o Artuzão com esse papo furado de Cidade Inteligente!

4 - Tem neguinho por ai que se acha velho aos sessenta, querendo se aposentar e se preparar para a morte ( o escriba aqui). Diferentemente de muitos, o político Iris Rezende, do PMDB, aos 82 anos de idade, foi eleito prefeito de Goiânia, vai governar por quatros anos com olho na reeleição! E mole?

5 - Mais dois anos para o Rei do Migué, pois vai deixar a Prefeitura para o Rotta Pizza do BNDES. O pastor Sabino Castelo Branco assume o cargo do Rotta em Brasília. E em 2018? Cadeirudo ou Artuzão!

6 - A população quer mesmo é a eficiência no setor publico, no entanto, os cariocas vão na contra mão, elegendo prefeitos que faliram o município do Rio, para completar, colocaram o Crivella no comando, um bispo da Universal. Vem mais peia pela frente! Em Manaus, o vereador mais votado foi o carioca e pastor, também, da Universal, o Zé Luiz! 

7 - A tribuna da CMM vai virar púlpito para os vereadores evangélicos, que aumenta a cada eleição, a grande maioria são pastores e missionários. Vai faltar pastor nas igrejas e sobrar na Câmara! Não sei se isso é bom ou ruim para a cidade.

8 - Em política quem sai perdendo é o boi! Os políticos brigam, depois, fazem a paz, fazendo um grande churrasco de carne! O Artur Neto e o Senador Braga brigaram durante anos e, hoje, estão se beijando e comendo junto o coitado do boi!

9 - Um dia antes das eleições, comentei com um cliente:

- Amanha será Lei Seca, nada de birita, né?

- Cara, bebo até na semana santa, não irei deixar de tomar umas cevadas no dia dos ladrões! -  respondeu.

10 - O vereador Hiran Nicolau, um dos mais votado, conseguiu essa façanha por ser filho do dono da Samel, esta mantém a Pro-Saúde, onde são atendidos a população com preços módicos e, na campanha, tudo de graça. Depois, recebem uma carta pedindo os votos! Fácil, não?