quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

AMAZONENSES! (I)



O Governador Gilberto Mestrinho todas as vezes que fazia os seus discursos políticos, iniciava assim: Amazonenses! Pois bem, utilizei este mote para o título da postagem, pois, a minha intenção é de homenagear alguns amigos, colegas ou conhecidos, colocando a fotografia e escrevendo um pouco sobre eles – a ideia é fazer várias séries.

  TIO PIMENTA – Morador antigo da Rua Costa Azevedo, descendente de português e, por ter DNA de lusitano, conserva a tradição dos seus ancestrais pelo comércio, apesar de ter sido bancário por muito tempo. Mora numa casa do início do século passado, juntamente com a sua família. Ele já foi o dono do “Hot Dog do Tio Pimenta”, com vários carros percorrendo as ruas do centro de Manaus. Atualmente, atua no ramo de mercadinho, com a primeira loja aberta em sua própria residência, mas, com o tempo terá que escolher um lugar mais amplo, pois ele é do ramo e a tendência é de crescimento. É grande amigo dos seus amigos, mas, por ser português, não pise no seu pé! Adora cozinhar, possui um dom para a culinária, tanto que todos os finais de semana gosta de reunir os amigos na “Confraria da Tia Nega” e, prepara pratos da melhor qualidade. 

     CORIOLANO LINDOSO – este senhor já passou dos noventa anos de idade, mas, possui uma grande vitalidade, além de um elevado senso de humor – boiou ano passado lá pelas bandas do “Caldeira Bar” e, apesar de não ingerir bebidas alcoólicas, se enturmou com a velha guarda da boêmia – gosta muito de tomar uma “Fanta Laranja”, jogar conversa fora, dar gargalhadas e falar da atuação dos políticos de antigamente – tornou-se uma história viva. Ele afirma que já foi um grande político, inclusive, chegou a ser governador interino e, ser orgulha de ter sido o responsável pela contratação do famoso “Delegado do Diabo”, um policial temido pelos bandidos em decorrência dos seus métodos nada ortodoxos. Gosta de entrar no clima da brincadeira e, assegura que, apesar da idade, ainda “dá no couro!". Adora ficar olhando um painel onde constam vários boêmios que comemoravam a visita do Vinícius de Moraes ao bar, se orgulha de esta vivo e, de ter enterrado toda aquela turma.

   DR. LIÓ– ele é odontólogo (dentista), passou toda a vida profissional cuidando da saúde bucal dos nossos conterrâneos – aposentou no ano passado, dando plantão, diariamente, no Bar Caldeira. O homem é gozador até a alma, perde o amigo, mas, não perde a piada – possui um imenso repertório e, faz uma piada na hora, dependendo do momento ou do assunto. Apesar de formado na área médica, bebe todas e fuma que nem uma caipora. Vai fazer uma cirurgia, o que o forçará a permanecer no estaleiro por uns três meses.

  LUIZINHO – O cara é baixinho, magrinho, olhos grandes e, boa praça – já ralou muito na vida, foi garçom e, atualmente, desempenha a função de fotógrafo profissional, faz serviços em domicílios, cobrindo batizados, eventos, primeira comunhão, aniversários, casamentos e até velórios – foi durante anos considerado o “lambe-lambe” oficial da Banda Independente da Confraria do Armando (BICA). Ele adora passear na sua potente motocicleta de 50 cilindradas, da afamada marca ShingLing, importada da China. O mestre Palheta fez uma charge, onde o protagonista é o Luizinho, o trabalho está em exposição no Bar Cinco Estrelas (ao lado da Academia do Sheik Clube).


      ULISSES - Ulisses Marques, era um competentíssimo auditor do Banco do Estado do Amazonas (BEA) e, após a aquisição pelo Bradesco, foi aproveitado pelo novo patrão, pois eles tinham o maior interesse em obter as informações que ele dispunha das agencias do interior do Estado - quando o Banco sentiu que ele não era mais necessário, preferiu demiti-lo e colocar na sua função um jovem, pagando um salário bem inferior – o Ulisses, atualmente, trabalha no Hospital Santa Júlia, onde está crescendo profissionalmente - continua aprimorando os seus estudos, tanto que já se formou em Ciências Contábeis e, estuda Direito na faculdade Uninorte – morador antigo do bairro da Cachoeirinha, onde mora até hoje – faz parte da confraria do Bar Caldeira, ele é fã incondicional saudoso Nelson Gonçalves.


   JERSEY NAZA - Amazonense de Manaus, poeta, jornalista, produtor cultural funcionário público municipal. Passou parte de sua juventude no Rio de Janeiro, onde cursou os primeiros períodos de jornalismo – voltou para Manaus onde concluiu os seus estudos. Ele é um torcedor roxo do clube de futebol Fluminense, tanto que foi um dos fundadores da torcida “YoungFlu”. Faz parte de um grupo de poetas que, anualmente lançam um livreto denominado “POETATU” – um pequeno aperitivo das poesias do Naza:

CURTA-METRAGEM
A fogueira
dos meus olhos
não apaga
a cinza do amanhã
cunhã faceira
lava o rosto
à beira da lama.

       CHARLHES STONES – foi garçom do Bar Armando, o cara era elétrico, atendia rapidamente e, chamava cariosamente os clientes de “5 estrelas” - em 1996 resolveu fazer seu próprio bar, o “Cinco Estrelas”, situado na Avenida Getulio Vargas, ao lado do Sheik Clube, onde há dezessete anos promove a “Banda do 5 Estrelas” – possui um acervo muito grande de CD´s e DVD´s, onde o cliente pode pedir uma música para ouvir e, em questão de segundos é atendido, apesar de não ter nenhum programa de computador, pois ele sabe exatamente onde se encontra a mídia. 

Na próxima semana teremos mais “Amazonenses!”. É isso ai.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

UM OLHAR DO TERCEIRO ANDAR




Tive a oportunidade de passar um mês e alguns dias em uma sala do terceiro andar, do edifício da Rádio Mar, no Largo de São Sebastião e, por ela ficar praticamente na altura da copa das árvores daquele lugar, deu para ter um olhar diferente sobre as pessoas que por ali transitavam e, de algumas edificações históricas da nossa cidade.


Acompanhei a montagem e desmontagem do espetáculo de Natal “Glorioso”, com toda aquela movimentação dos operários, equipamentos, atores e ensaios, uma loucura! Foi um megaevento, coisa de cidade rica, dos tempos bons da belle époque, quando o dinheiro transbordava nos cofres do Estado – acredito que o Robério Braga incorporou o espírito megalomaníaco do governador Eduardo Ribeiro. 


Passado esta fase, veio o pessoal com a recolocação dos postes de iluminação, pinturas na lateral e retirada de entulhos – ficando tudo como entes, dando para curtir a beleza que é o Teatro Amazonas, principalmente, da cúpula onde dava para ver os detalhes daquela obra ímpar, apesar dela estar clamando por uma pintura já faz bastante tempo – sempre tive uma vontade enorme em um dia conhecer o interior daquela abóbada.


No Teatro Amazonas, outra coisa que me chamou a atenção é a inscrição da data “Cinco de Setembro de 1850” (data da independência administrativa do Estado do Amazonas) em cor azul com o fundo em puro ouro! Deu para ver muito detalhes do telhado, portas, janelas, óculos, estátuas, jardins, portões laterais, etc. - além da movimentação de turistas, admirando aquela beleza de arquitetura.


Por falar em turistas, o largo está apinhado deles, a grande maioria vem dos transatlânticos que toda semana param no Porto de Manaus (Rodoway), pois estamos na alta estação e a Amazônia é uma marca muito forte, o que concorre para que milhares e milhares deles optem em aparecer por estas bandas.


Certo dia avistei lá de cima um turista andando apressado, lembrei-me de um papo em que ouvi entre dois seguranças do Largo, um deles estava comentando sobre um gringo que se dirigiu até ele e, começou a falar em inglês, o guarda estava mais por fora do que umbigo de mulher da dança do ventre, depois, falava em toilette e water closet e, segundo o guarda, ele somente balançava negativamente a cabeça, pois não entendia patavina daquela língua, notou que o homem já estava ficando verde e soltando traques de montão, foi quando o gringo fez aquele sinal internacional “deu duas palmadas na barriga”, ai sim, o guarda entendeu que o americano estava com uma vontade doida de jogar um barro na louça, foi quando ele apontou para o lanche African House, o cara saiu em disparada com as calças quase arriadas.


É isso mesmo, está faltando banheiros públicos em toda a cidade de Manaus, bem que poderiam pelo menos colocar uns dois no Largo, daqueles do tipo “químico”, pois quem viaja, sabe muito bem que, em decorrência da alimentação, o turista sempre adquire aquela soltura de ventre, a famosa fininha - pense no aperreio do caboco quando ele não encontra um toalete público!





Como a vista lá de cima é privilegiada, sendo possível ver toda a movimentação de turistas, estudantes, aposentados e, cachorros, é isto mesmo, tem uma matilha no Largo de São Sebastião, são animais abandonados e doentes que necessitam de cuidados. 




 A Secretaria de Cultura mandou dar uma nova pintura no Centro Cultural Palácio da Justiça, mas, anda a passos de jabuti, naquela moleza, somente a parte externa da Rua Dez Julho foi concluída, acho que eles desistiram, pois o que tem chovido em Manaus não é brincadeira.


Este prédio já foi centro das atenções dos estudantes de Direito, dos advogados, juízes e desembargadores, mas, muito temeroso pelos homicidas, pois funcionava ali o tribunal do júri - hoje, serve para exposições e júri simulado para os alunos da área jurídica, além de guardar parte da mobília do antigo tribunal.


Estive uma vez visitando aquele prédio, senti que o fluxo de pessoas é muito pequeno, pois não há divulgação das suas atividades por parte da SEC – em minha opinião, deveria haver funcionários daquela secretária, de plantão, no Largo de São Sebastião, informando aos turistas e nativos sobre todos os espaços culturais, pois além da Praça e Igreja de São Sebastião e do Teatro Amazonas, os turistas poderiam visitar o Palácio da Justiça, Casa Ivete Ibiapina, Galeria do Largo e Casa de Artes. 


Observei muitas pessoas tirando fotografias do Palácio da Justiça, um monumentoso prédio histórico, porém, não ousam entrar, por não saberem que é aberto ao público e, muito menos, o que contém lá dentro – falta divulgação, mermão!

O Ideal Clube era o clube dos bacanas, da nata da sociedade, naquele lugar funcionava a famosa “Boate Moranguinho”, o tempo passou, acabou o encanto, tornou-se mais um espaço administrado pela Secretaria de Cultura, com muitas atividades desenvolvidas naquele espaço - pena que acabaram com o Teatro Gebes Medeiros - a conservação do prédio está deixando muito a desejar – ao longe dar para ver o telhado, parte das janelas e fachada, todas desgastadas com o tempo, pedindo uma pintura já faz muito tempo.


 Numa rápida olhada para o lado esquerdo, é possível ver-se os fundos do Hospital da Santa Casa de Misericórdia – se o hospital está abandonado, imagine como anda os seus fundos! Uma coisa que chama a atenção são algumas casas antigas com frente para a Rua José Clemente, acredito que com o tempo foram sendo incorporadas ao hospital – como o governador do Amazonas e os provedores não chegam a um consenso sobre a sua revitalização e abertura daquele hospital, onde eu nasci, resta-nos somente a lamentar o seu abandono. 


Um olhar do terceiro andar - é isso ai!

Fotografias: J Martins Rocha

A KAMÉLIA

BLOGDOROCHA: KAMÉLIA: A Kamélia é uma boneca, criada em dezembro de 1938, pelo ex-diretor do Olímpico Clube, Cândido Jeremias Cumaru, popular Candu. Ela foi com...

D 24 "Um dos mais glamourosos símbolos da Carnaval amazonense desembarca em Manaus na noite deste sábado(19) . Vinda de Salvador (BA), Kamélia, a tradicional boneca que anima o Carnaval do Olímpico Clube desde 1938, desembarca no aeroporto Eduardo Gomes onde deverá receber as chaves da cidade das mãos o prefeito Arthur Virgílio, repetindo uma cena de 1988, quando Virgílio, em sua primeira administração, foi ao Porto receber a mulata mais famosa da folia de Momo".

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O BADALAR DOS SINOS DA IGREJA DE SÃO SEBASTIÃO DE MANAUS.



Durante longos e longos anos, desde a minha juventude, ouço o badalar dos sinos da igreja de São Sebastião, algumas pessoas dizem que ele possui toda uma significação, então, vamos procurar entendê-los.

Dispara em quinze e quinze minutos, com um som mais forte significando as horas e, um mais fraco para a quinzena de minutos – por utilizar a forma PM (12/12 horas), uma abreviatura de post meridiem, o mais longo é exatamente às 12h45min, com doze fortes e três fracos.

Sempre estou transitando pelo Largo de São Sebastião, observo que os turistas ficam surpresos com o badalar dos sinos, pois juntamente com o Teatro Amazonas, a Praça de São Sebastião e pelo Largo, aquele som dar um encanto todo especial ao local.

A igreja possui apenas um sineiro com quatro sinos, dizem que o outro nunca fora construído em decorrência da verba ter acabado antes da entrega das obras, outros, falam que, o mestre de obra fugiu com a grana e, alguns afirmam que ele vinha da Europa e afundou num navio – não sei qual é a versão correta, mas, fico a imaginar se a igreja tivesse as duas torres, com dois sineiros, a história seria outra, com oito sinos a badalar dia e noite.

Este sinal sonoro era utilizado, antigamente, para alertar as pessoas que moravam nas proximidades da igreja e que não possuíam relógios, podendo, dessa forma se programarem em suas rotinas diárias e, para assistirem às missas dentro dos horários estabelecidos pela igreja. 

Sou da segunda metade da década de cinquenta, quando a cidade de Manaus ainda era pacata, com pouca gente nas ruas, um reduzido numero de automóveis, da época quando ainda dava para se ouvir o apito de um guarda noturno, a sirene de uma fábrica chamando os seus funcionários e,  por um raio muito grande, o badalar dos sinos da Igreja de São Sebastião – quando nasci, no Hospital da Santa Casa de Misericórdia, a minha saudosa mãezinha, a dona Nely Fernandes, falou-me certa vez que, quando eu estava vindo ao mundo, estavam batendo os sinos, anunciando às doze horas e quinze minutos da madrugada.

Ao meio-dia dispara as doze badaladas, em seguida, toca um pequeno trecho de uma música especial, este horário é especial para os católicos, pois é a hora de orar e agradecer pelo alimento que estar à mesa - a mesma coisa acontece às seis da tarde, quando inicia a noite, a hora de jantar e, os católicos se benzem e fazem uma oração em homenagem a Nossa Senhora, a mãe de Jesus Cristo.

Aos domingos, por ser o “Dia do Senhor” para os católicos e, por ser uma tradição assistir às missas bem cedo pela manhã, o badalar é alto e bem ritmado - por ser um dia calmo e tranquilo, é possível ouvi-lo num raio bem maior, provocando um conforto espiritual muito grande na comunidade católica – este badalar dominical é comum em todas as igrejas, tanto nas catedrais das capitais, como nas capelas das pequenas cidades do interior.

Quando é exatamente quinze para as seis da tarde, solta um ensurdecedor badalar, chamando os fiéis para a santa missa do início da noite.

Certa vez, estava em companhia de um amigo, o publicitário Luiz Carlos, conversando em uma mesa do Bar do Armando, quanto toca o seu telefone celular, notou que era a sua esposa e, foi logo mentindo: - Tudo bem, meu amor! Estou bem aqui no bairro do Coroado, acabando de fechar aquele negócio! Neste momento, dispararam os sinos da igreja, pois eram 05h45min e, a esposa logo desconfiou: - Fechando negócio no Coroado, conta outra, estou ouvindo neste momento os sinos da igreja de São Sebastião, você está é bebendo no Armando! Sem argumentos, pois fora entregue pelos badalar dos sinos, o jeito foi ouvir bem caladinho, os ralhos da patroa.

Quando alguém muito importante da cidade falece, bem como, com o suspiro final de algum membro da congregação dos padres capuchinhos, o badalar é diferente, um tanto fúnebre, com toques do sino durante todo o dia – no dia em que faleceu o Armando Soares, proprietário do Bar do Armando, os padres fizeram uma homenagem a ele, com os sinos anunciando a sua passagem para o andar de cima.

Passou o tempo em que ficava sempre alguém de plantão para tocar o sino, hoje, tudo é baseado em uma programação de computadores, disparando os badalos sempre no horário certo – na minha juventude e de muitos manauaras que curtiram esta cidade, tínhamos um gosto todo especial em subir a torre da igreja e ajudar nas badaladas do sino, principalmente, quando era o dia de homenagem a São Sebastião.

Por estarmos em plenos festejos do nosso padroeiro de São Sebastião (11 a 13 e 18 a 20/01), resolvi no dia 13 ir até a igreja, para participar das quermesses – no dia 20 haverá a procissão e missa campal, comemorativa ao santo guerreiro da igreja católica – que batam os badalos dos sinos da Igreja de São Sebastião de Manaus! É isso ai.

Fotografias: J Martins Rocha

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

SECOS & MOLHADOS DO BLOGDOROCHA

-  Alguns leitores do nosso blog têm notado que, a produção de postagem de textos e fotografias vem decaindo de maneira significativa, isto se deve, em parte, por alguns problemas em que o editor está passando, mas, tudo é passageiro e, em breve tempo tudo voltará à normalidade, pois a inspiração, o respeito pela cultura da nossa Amazônia, o amor pela cidade de Manaus e pelos seus habitantes continua a mesma.

- Ao visitar a Praça Antônio Bittencourt, mais conhecida por todos os manauaras como Praça do Congresso, tive a felicidade de encontrar uma placa com os seguintes dizeres: “Iluminação Pública – Manaus foi uma das primeiras cidades brasileiras a ter iluminação a gás, ainda no século XIX. Nesta praça a marca do progresso: garrafa, exaustor, tubulação e tampa de ferro fundido, marcando história” – tudo o que está descrito na placa pode-se ver in loco – pena que alguns vândalos quebraram a tampa de vidro que protegiam este magnífico achado.

- Com respeito ao comentário acima, fiquei a pensar: o governo federal juntamente com o estadual investiu milhões e milhões de reais dos bolsos dos contribuintes, conseguiram trazer o gás encanado desde o distante distrito de Urucu, no município de Coari, depois, deram de “mão beijada” para uma empresa chamada “Cigás” e, até o momento este bendito gás não chegou aos nossos lares, nos nossos automóveis e ainda não fizerem a transição da queima de óleo diesel nas termoelétricas de Manaus – será que os nossos antepassados eram muito mais inteligentes e competentes do que os executivos e políticos do século XXI?

- Depois de longo e tenebroso inverso, tive a felicidade de ouvir o canto da nossa caboquinha, a Lucinha Cabral – ela possui todo aquele jeito especial e irreverente de cantar, conseguiu dar um show no “Só Noel Rosa”, no Bar Caldeira – Foi manchete nos jornais: a Lucinha Cabral foi convidada pela Orquestra de Câmara do Amazonas (OCA), para dividir o palco do Teatro Amazonas, dia 20 de Janeiro, às 19h, no concerto que terá a cara da artista amazonense.

- Por falar em Caldeira Bar, hoje, o Carbajal (administrador do Bar) está convidando os amigos e assíduos frequentadores, para se deliciarem com um imenso bolo de aniversário, pois o bar está completando 50 anos de existência – foi fundado em 1963 por um português e, depois do seu falecimento, foi administrado pelo Adriano Cruz e Dona Maria, depois da aposentadoria dos dois, no ano passado, o Carbajal assumiu o estabelecimento, tornando um bar temático e preparando-o para receber os turistas da Copa de 2014. Com a explosão da caldeira do Hospital da Santa Casa de Misericórdia, ocorrido no dia 14 de Janeiro de 1970, o bar mudou o nome de Nossa Senhora dos Milagres, para Caldeira Bar.

- O meu mano Lúcio Bezerra de Meneses, reuniu um grupo de amigos, antigos moradores da José Clemente, para celebrarem a vida e, lembrarem daquele dia fatídico, pois alguns dos seus colegas foram seriamente feridos com a explosão daquela caldeira – eles se reuniram, ontem, no Caldeira Bar.

- Hoje, 14 de Janeiro, comera-se mais um aniversário do nosso querido e amado “Bairro da 14” – por sinal, acordei exatamente a meia-noite, em decorrência de um estrondoso show pirotécnico, tradicionalmente realizado pelos moradores, comerciantes e simpatizantes da Escola de Samba Vitória Régia – depois, houve uma alvorada, com muito samba até o amanhecer – hoje a noite o bicho vai pegar no barracão da escola de samba.

- Na quinta-feira passada, peguei o finalzinho do “Esquenta da Bica”, estava na companhia do jornalista Jersey Nazareno e da sua amada Baiana. Cumprimentei a Ana Cláudia/Roberto (administradores do Bar do Armando) e Mario Adolpho (fundador e organizador da BICA) - ainda deu para pegar os microfones e, incentivar a todos a darem a volta pela Praça de São Sebastião, seguindo a banda de metais “Demônios da Tasmânia” - senti muita falta dos diretores e fundadores da banda: Diocleciano Bentes (Deco), Jomar Fernandes, Anchieta, Chicão, Afonso Toscano, Luiza, dentre outros – espero que todos estejam presentes no tradicional sábado gordo de carnaval, no dia 02 de Fevereiro, quando a bica sairá pelas ruas de Manaus – dizem que este ano, a BICA sairá dobrada! Eu, hein!

- O Ideal Clube, o tradicional clube da Avenida Eduardo Ribeiro, está nas mãos da Secretaria de Cultura do Amazonas (SEC), mas, não tem dado o devido cuidado a sua estrutura física – está com um aspecto de abandono – o reboco da fachada está caindo aos poucos. Lamentamos muito este desrespeito aquele patrimônio público, pois dinheiro não é problema para a SEC, a grana está saindo pelo ladrão, tanto que eles fizeram um megashow de natal, denominado “Glorioso”, aonde vieram técnicos de Hollywood e gastos milhões e milhões de reais. 

- O que mais me chateia e o desperdício do dinheiro público nestes monstruosos eventos, enquanto isso, no interior do Estado, não tem escolas e hospitais de qualidade. Não sou contra a realização desses eventos, mas, na forma da sua organização, com tudo concentrado no centro de Manaus. Na minha concepção, eles devem ser fatiados, ou seja, fazer médios shows em algumas zonas da cidade e, pequenos shows nas principais cidades do nosso Amazonas. Em vez de gastarem milhões de reais em megaeventos, o governo do Estado deve, em primeiro lugar, cuidar com todo o carinho da educação e da saúde da nossa gente. 

- Vou parando por aqui com o nosso “Secos & Molhados”, uma expressão muito utilizada pelos nossos queridos lusitanos, donos de mercearias que, comercializavam uma grande variedades de mercadorias - aproveitei o gancho, para vender o meu jabá e guaraná.  É isso ai.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

DEPOIS DE QUARENTA ANOS, UM GRUPO DE AMIGOS DE INFÂNCIA SE REUNEM NO MESMO LUGAR ONDE ACONTECEU A EXPLOSÃO DA CALDEIRA DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE MANAUS.


Escrever sobre os 43 anos da explosão da caldeira da Santa Casa de Misericórdia - pode parecer, a princípio, um gosto estranho por coisa sinistra -, muito pelo contrário, pois, apesar de mais de uma dezena de mortes, este episódio constitui-se num fato que ficou para a história da nossa cidade e, está servindo de motivo para o reencontro de um grupo de pessoas que, exatamente no dia da explosão, 14 de Janeiro de 1970, estavam próximo àquele local, eram moradores da Rua José Clemente, brincavam na rua e, tinham entre os seus dez e quinze anos de idade, inclusive, alguns deles sofreram ferimentos graves.

Eu e o Lúcio Menezes somos amigos desde a nossa adolescência, tenho por ele o maior apreço - participávamos, na nossa juventude, de um grupo de jovens da Igreja de São Sebastião – ele era morador da José Clemente, bem próximo a Rua Lobo D’Almada, exatamente no local onde aconteceu aquele triste episódio.

Conversamos, hoje, por telefone e, solicitei que fizesse uma narrativa, via e-mail, sobre aquele fatídico dia e, por ser um excelente cronista, mandou-se o texto abaixo - Na fotografia, o Lúcio é o quinto da esquerda para a direta.

REMINISCÊNCIA
Por: Lúcio M. S. Bezerra de Menezes

O Bar Caldeira de propriedade da Dona Maria, viúva do Seo Antonio, e do seu irmão, Adriano, sempre teve um público cativo, são boêmios, biriteiros, artistas, intelectuais, aposentados e tantos outros assíduos clientes que por nada deixam de diariamente bater ponto. O Bar foi palco de memoráveis eventos, num desses o motivo foi a ilustre presença do saudoso Vinicius de Moraes, o Vininha. Recentemente o Caldeira foi arrendado e, segundo me disseram, repaginado, ganhou espaço midiático e na esteira dessa visibilidade, está a conquistar um novo publico, atraído pela proposta mais ousada e mais arrojada do seu atual proprietário. O que a maioria dos novos frequentadores desconhece é a razão do nome do Bar e a tragédia que esse nome guarda.
A paisagem que eu vislumbrava diariamente ao sair de casa ou ao me debruçar nas suas janelas - exceto pela fumaça de uma chaminé e pelos raros transeuntes - era estática, o enorme paredão de pedras da Santa Casa de Misericórdia. Paredão que ganhava vidas ao aninhar pombos e outros pássaros menores, ilustres inquilinos das frestas que encontravam entre as pedras que o compunham. É curioso, estou eu a relembrar aquela paisagem, quase uma pintura de natureza morta e dela sentir saudade, é como se eu, menino passarinho, dela também tivesse sido inquilino.
No dia quatorze de janeiro de mil novecentos e setenta, Lolô e Cadinho, meus irmãos, estavam em gozo de férias em Parintins. Eu ficara em Manaus a resmungar a prisão domiciliar imposta pela minha mãe decorrente de uma súbita febre que me acometera, estava eu desolado por imaginar meus irmãos a se divertir na Ilha e por saber-me proibido de me juntar aos amigos Humberto Breval, o Bebeto, Camilo Gil, o Camel, Mário Garcia, Fausto Biváqua, o Faustinho e Luiz Afonso, o Lula ou Lulinha, reunidos na esquina da Rua Lobo d’Almada com José Clemente. Os meninos estavam a praticar a mais nova “brincadeira”: atirar clips em alvos móveis (gatos, cachorros e, principalmente, pessoas) através daquelas ligas de empacotar dinheiro. Partia-se o clips, engatava-se a peça partida na liga posicionada entre o dedo indicador e o polegar (como se fosse uma baladeira), puxava-se até onde desse e depois soltava-se o pedaço do clips. O “projétil” ganhava velocidade e o alvo, se atingido, sentiria uma dor daquelas.
A prodigiosa memória do Lulinha resgata o instante de lucidez do Bebeto, ao sugerir: “é melhor pararmos com isso, vamos acabar indo parar no juizado de menores”. Imediatamente após esta frase, exatamente às dez horas da manhã, a primeira de uma seqüência de três explosões ensurdecedoras ecoou; gritos, pânico, desespero era o que se via e ouvia. A primeira pareceu um terremoto, a segunda lançou pedaços de dois corpos e pedras, a terceira, a mais forte, fez tremer o prédio do então Tribunal de Justiça e dezenas de casas dos arredores; chovia pedras, tijolos e madeiras, os fios elétricos quedavam-se arriados em frente a minha casa; se o inferno existe ali estava a se instalar a sua sucursal. A super pressão no interior da velha caldeira, em decorrência do entupimento da válvula de escape e o excesso de lenhas colocadas pelos foguistas foi a causa daquela explosão.
Lula relatou-me que quando viu o Bebeto caído no chão tentou levantá-lo puxando-o pelos cabelos, mas nesse instante foi atingido por uma pedra nas costas que o deixou sem andar por quase um mês e por pouco não fratura sua bacia. Atingido e atônito deixou o amigo Bebeto e procurou se salvar – quando acionado, o instinto de sobrevivência sobrepõe-se a solidariedade. Foi nesse instante que eu e a minha mãe saímos de casa desesperados a buscar resposta para aqueles pavorosos estrondos. Não sabíamos o que era mais seguro, ficar em casa ou ir para a rua.
Dona Marina, mãe do Lulinha, entrou em desespero ao se deparar com o filho a se arrastar e a deixar na calçada rastros de sangue.
Bebeto foi o menos afetado, Camilo perdeu o baço, Mario Garcia sofreu diversas escoriações e o Faustinho, o mais atingido, após inúmeras intervenções cirúrgicas passou a usar uma bota especial para compensar os centímetros perdidos de uma das suas pernas. As elevadas dosagens de antiinflamatórios que por anos foi obrigado a ingerir condenaram-no a carregar irreversíveis seqüelas por toda a sua vida.
Nunca pensei que pudesse qualificar como bendita a sempre indesejável febre, jamais esquecerei aquele cenário de pavor, as cenas que guardo na minha memória se parecem com as dos filmes catástrofe de Hollywood, a diferença é que são reais, sem duble, sem diretor, sem direito a cortes ou cenas refeitas, com protagonistas e coadjuvantes. Esse episódio deixou marcas indeléveis, talvez por isso, sem combinação prévia, quando refizeram a calçada da Santa Casa apressamo-nos em registrar nossos nomes. Os meninos da Rua têm a sua própria calçada da fama.
Pela dimensão catastrófica foi um milagre não ter sido pior. Às vezes fico a me perguntar: estaria a resposta no fato de que o hoje Bar Caldeira se chamava Bar Nossa Senhora dos Milagres? Quem sabe?
A explosão da caldeira da lavanderia da Santa Casa vitimou de forma fatal três pessoas, dois foguistas da caldeira e uma senhora que pela rua passava.

Camilo Gil Cabral é Diretor da Manaus Energia
Fausto Biváqua de Araújo mora no Rio de Janeiro
Luiz Afonso Leite de Moraes é comerciante e advogado
Mário Garcia morou muitos anos na França, há três anos mora no Rio de Janeiro
Humberto Ruiz Breval Junior mora em Manaus

Por estarmos em Janeiro, mês de férias, alguns colegas de infância do Lúcio estão em Manaus e, resolveram fazer um reencontro depois de quarenta anos – o local escolhido foi exatamente o Bar Caldeira, na esquina da Rua José Clemente com a Rua Lobo D’Amada – todos estarão reunidos no próximo domingo a partir das 10 horas da manhã, não somente para lembrar aquele dia triste, mas, para celebrar a vida e renovar a velha amizade de um grupo de colegas de rua.

Sobre a explosão da caldeira da Santa Casa de Misericórdia, fiz uma postagem no ano passado e, em decorrência do encontro desse grupo de velhos amigos, publico link sobre aquela matéria - http://jmartinsrocha.blogspot.com.br/2012/08/a-explosao-da-caldeira-da-santa-casa-de.html

Um grande abraço ao Lúcio e aos seus amigos de infância - espero estar junto com vocês no próximo domingo e, lembrar da explosão da caldeira, bem como, tirar fotografias para publicação no nosso Blog. É isso ai.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

SÓ NOEL ROSA NO CALDEIRA BAR


AMANHÃ IREI APRESENTAR O "SO NOEL ROSA" NO BAR DO CALDEIRA. TODOS ESTÃO CONVIDADOS!

 O COMPOSITOR NASCEU NO DIA 11 DE DEZEMBRO DE 1910, NUM CHALÉ EM VILA ISABEL, NO RIO DE JANEIRO – POR TER NASCIDO DUAS SEMANAS ANTES DO NATAL, O SEU PAI, O MINEIRO MANOEL ROSA, COLOCOU O PRENOME DE NOEL (NATAL EM FRANCÊS).
A SUA MÃE, A DONA MARTA MEDEIROS ROSA, TEVE UM PARTO MUITO DIFICIL, POIS A CRIANÇA ESTAVA EM POSIÇÃO DESFAVORÁVEL, FORÇANDO AOS MÉDICOS A UTILIZAREM UM INSTRUMENTO DENOMINADO DE FÓRCEPS.
ESTE PROCEDIMENTO DEIXOU SEQUELAS GRAVES NO RECÉM-NASCIDO, OCASIONANDO FRATURA E AFUNDAMENTO DO MAXILAR INFERIOR – ELE CRESCEU COM O ROSTO ATROFIADO NO LADO DIREITO.
O JOVEM MÚSICO COMEÇOU A CIRCULAR PELOS CAFÉS-BILHARES, VIERAM AS PRIMEIRAS SERENATAS, OS PRIMEIROS AMORES E, INEVITAVELMENTE, OS PRIMEIROS PORRES
O POETA DA VILA VIVEU OS SEUS ÚLTIMOS ANOS DA VIDA NUMA ETERNA PINDAÍBA, NÃO OBSTANTE A SUA FÉRTIL PRODUCAO MUSICAL – EM APENAS SETE ANOS (DE 1931 A 1937) COMPÔS MAIS DE TREZENTAS MUSICAS, DANDO UMA MÉDIA DE TRES MUSICAS E MEIA POR MÊS!


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

VISITA A CASA DO NONATO TAVARES


Num sábado de inverno manauara, tempo fechado, mesmo assim, resolvi caminhar pelas ruas do centro de Manaus, estava na companhia de uma amiga, a atriz Socorro Papoula – iniciamos o tour pela Rua Frei José dos Inocentes, pois ela tinha a intenção de visitar o ator e diretor de teatro e cinema, o Nonato Tavares – para a minha grata surpresa, tive o privilégio de conhecer a parte interna da sua residência, uma bela casa construída no período áureo da borracha.




O trecho entre a Avenida Epaminondas e a Rua Governador Vitório está praticamente intransitável (com inúmeros buracos e crateras), além de muito lixo por toda a parte - naquele local existe um grupo de pessoas que fazem a embalagem de papelões catados no centro da cidade, para reciclagem, porém, deixam restos de lixos no meio da rua – naquela parte ainda existem motéis de quinta categoria, onde se reúnem muitas mulheres de programa e viciados.

A partir dos fundos do Hotel Casina, a rua toma outro aspecto, em decorrência das inúmeras residências construídas, na sua grande maioria, na época da fartura da venda da borracha para o mercado externo – muitas famílias adoram morar naquele lugar, pois estão bem no centro da cidade, além de constituir ali em pura história da nossa cidade.


A casa do Nonato fica ao lado da biblioteca do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), um local onde sempre apareço para fazer as minhas pesquisas nos jornais antigos – ela é de dois pavimentos, sendo a parte debaixo alugada para um artista peruano, um exímio construtor de bonecos imensos e dragões – ele foi contratado por um grupo de pessoas, para a confecção de um “Candiru” de dez metros de comprimento, para desfile nas principais bandas de carnavais de cidade de Manaus.


Na parte de cima mora o Nonato Tavares, a subida é por uma escada de madeira, tipo caracol, toda envernizada, dando logo de inicio uma sensação muito boa – por ser um hábito dos caboclos, tiramos o sapato na entrada da casa, afinal, o assoalho é todo de madeira de lei e, não é legal levar sujeira para dentro da casa - para quem não sabe, o Nonato foi o Diretor de Artes do premiado filme "A Floresta de Jonathas".




Os amazônidas que, realmente, amam este torrão e a sua cultura, utilizam na decoração de suas casas, muitos elementos ligados ao modo de ser, tais como: quadros com temática regional, cadeiras de embalo feitas de cipó, tipiti, redes de dormir e de pescar, miniaturas de barcos regionais, cestas, vasos, mandalas em cipó, etc – tudo isto se pode encontrar na casa do Nonato – tudo ali é simples, bonito e aconchegante.



Por ser uma casa antiga, tudo é amplo, espaçoso, com a cozinha e sala de jantar conjugada, grandes corredores, salas e uma vista muito bonita para o bairro de Aparecida e parte do Rio Negro, além de grande faixa da própria Rua Frei José dos Inocentes.



Aliás, o Nonato, a Lucinha Cabral, o pessoal do Projeto Uakiti e outros artistas possuem um carinho todo especial por aquele lugar, tanto que fundaram a Banda do Frei José, tendo como rainha a gloriosa Nazinha, uma senhora negra, filha de escravos e baiana da GRES Aparecida, ela esbanja alegria e simpatia, considerada por todos como a figura mais importante da Rua Frei José dos Inocentes.




A caminhada continuou pela Praça D. Pedro II – lamentei muito o fechamento do Paço da Liberdade, pois foi inaugurado sem condições de funcionamento no final de Dezembro, apesar de ter levado seis anos em reformas - passei também pelo Museu do Porto, está fechado faz anos, com dezenas de peças importantes jogadas as intempéries.

Para finalizar, entrei no Porto, o lugar é legal, com muita gente tomando cerveja em torre (com 2,5 litros) e cheio de turistas – estou na expectativa da abertura da Casa de Leitura Thiago de Mello, outra obra que está demorando muito para ser entregue.



Na minha caminhada de sábado, posso afirmar que, o mais gostoso foi ter conhecido o casa do Nonato Tavares. É isso ai.     

Fotos: J Martins Rocha - Boneca Nazinha é do D24.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

BLOGDOROCHA: PROMETO NÃO PROMETER NADA EM 2011

BLOGDOROCHA: PROMETO NÃO PROMETER NADA EM 2011: A princípio, parece uma contradição, pois, prometer que não irei prometer, já configura uma promessa em si -, tudo bem, então serei um ...