quarta-feira, 8 de setembro de 2010

JORGE LABORDA

Posted by Picasa



Conheci o Jorge lá pelas bandas do Bar do Armando, centro antigo de Manaus, além da sua vasta cultura e irreverência, utiliza um tapa-olho que o diferencia de todos os manauenses.


Escreveu inúmeras crônicas, tanto que publicou um livro intitulado “Crônica Bipolar”, assim definiu o seu trabalho: “Como os amigos da onça insistiram para eu transformar em livro, crônicas pinçadas do meu blog, decidi fazer, não tenho pretensão de ser escritor, nem ilustrador, nem artista plástico nem muito menos artista, qualquer que seja o campo da arte".


Com relação ao seu trabalho, o nosso irmão Rogelio Casado (http://www.rogeliocasado.blogspot.com/)  assim descreveu: “Na pia batismal, o nome de Jorge Laborda. Entre os amigos é conhecido como Totó. Depois de abandonar uma carreira promissora como designer gráfico, dedica-se na atualidade aos estudos da astrologia e do tarô. Anarquista até o cóccix - segue os mesmos passos do brother Simão Pessoa: virou escritor. Sua coluna no jornal O Repórter (dizem as más línguas, jornal financiado pelo candidato Amazonino Mendes; se não é, leva jeito) é parada obrigatória. É de urinar de rir pela linguagem irreverente, debochada e politicamente incorreta. Só Deus sabe por que esse tipo inesquecível cruzou o meu caminho. Para ler as crônicas do meu amigo Jorgito-tó, acesse http://www.cronicabipolar.blogspot.com/ ".



No blog tem uma série fotográfica intitulada de “Peixe Fora D’água”, retirei algumas, acrescentei a sua própria foto e a capa do livro e, fiz a foto colagem acima.


Para contatos com a fera: jorgelaborda@gmail.com  

MATERIAL PUBLICITÁRIO DE ANTIGAMENTE DE MANAÓS E BELÉM

Posted by Picasa

terça-feira, 7 de setembro de 2010

SETE DE SETEMBRO DE 2010


Hoje é o dia da nossa independência – Será que temos motivos para comemorar? Temos, sim, particularmente, tenho dois motivos muito especiais, primeiro, eu amo o meu país, segundo, a minha filha de segundo grau, nasceu no dia mais comemorativo para o nosso Brasil.



O Brasil é o melhor país do planeta Terra, fomos abençoados por Deus, um país de extensão continental, com uma imensa diversidade cultural, com uma invejável riqueza no nosso subsolo, temos milhares e milhares quilômetros de praias, muito sol; com o maior rio do mundo, o Rio Amazonas, temos o orgulho de termos a Amazônia; um povo multirracial, alegre, brincalhão, com muito samba no pé, rei do carnaval e do futebol, as mulheres são as mais bonitas do mundo; um povo muito inteligente e sábio; apesar de muitos sofrerem com as agruras da vida, porém, vivem sorrindo e esperançosos de um dia melhor. O nosso país será o país do futuro, somente aqui teremos água potável para saciar a sede de todo mundo; o nosso biocombustível movimentará todos os automóveis do planeta e, tereremos o ultimo reduto de mata do planeta Terra, na nossa  Amazônia.



Um dos símbolos mais importante para o Brasil é o Hino Nacional, agora, a pergunta que não quer calar: Por que adoramos de paixão a música e não sabemos a letra do nosso hino?



Dizem os intelectuais que, a letra é imensa, feita em duas partes, a forma é muito rebuscada, o poeta que a escreveu utilizou muitas palavras paroxítonas e de raríssima utilização no dia-a-dia. Nos eventos esportivos, quando a seleção do nosso país entra em disputa com outros países, cantamos o nosso hino, apaixonadamente, porém, pronunciamos a letra do nosso jeito; acho até graça quando alguns jogadores de futebol fazem apenas imitação, balbuciando apenas os lábios. Precisamos fazer um ajuste na letra do nosso hino, fundi-la numa só parte e incentivar a todos a cantá-lo.




Outro símbolo é o nosso pavilhão, a Bandeira Brasileira, talvez, a mais bonita de todas. Mais uma vez a pergunta que não quer calar: Por que não temos o hábito de usa-la no dia-a-dia, como fazem os Norte-americanos?



Não sei dizer, mas, alguns falam que é cultural, em decorrência da ditadura que foi implantada no nosso país na década de 60. Os civis tinham raiva dos militares, associavam a Bandeira aos horrores praticados pelos “homens de farda”, inclusive, não permitiam utilizar a bandeira em forma de camisas, toucas ou outro qualquer acessórios de uso pessoal, eles proibiam, achavam que era um desrespeito ao Brasil.



Tempo depois, com a redemocratização do nosso país, algumas pessoas achavam “cafona” usar as cores amarelo verde, azul e branco, agora, nas Copas do Mundo, a coisa toda muda! Recentemente, o Brasil se vestiu nas nossas cores, as ruas ficaram pintadas e enfeitadas e, após a nossa desclassificação brasileira na África do Sul, uma grande loja varejista de Manaus estava vendendo a camisa brasileira ao preço de seis reais – estava “boiada” nas gondolas! Uso a minha camisa brasileira durante alguns finais de semana, durante o ano todo – todos devem ter mais amor a nossa pátria, usar mais as nossas cores, utilizar com maior frequência a nossa Bandeira e cantar no nosso Hino Nacional.



Sou um patriota, amo a minha pátria e procuro servi-la de alguma forma - fui abençoado por Deus, a minha caboquinha Maria Eduarda, nasceu, exatamente, no dia 07 de Setembro de 2009, sempre no seu aniversário será feriado, hoje, no seu primeiro aninho, fiz questão de leva-la e mostrar a cavalaria da Policia Militar e alguns militares que estavam em frente a sua residência, no Conjunto dos Jornalistas. Depois, fui assistir ao desfile militar, no Centro de Convenções, estava com lotação total, o clima estava ameno, pois tivemos uma “chuva de verão” pelas primeiras horas da manhã. Foi uma maravilha! Viva o Brasil! Viva a Amazônia! Selva! Parabéns ao Brasil e a Duda!




segunda-feira, 6 de setembro de 2010

FOTO COLAGEM DA AMAZÔNIA

Posted by Picasa

BAR CALDEIRA - MANAUS

Posted by Picasa

 Fica na Rua José Clemente, 237, esquina com a Rua Lobo D´Almada, telefone 92 3234-6574 – o nome é em decorrência de uma explosão de uma caldeira do Hospital Santa Casa de Misericórdia, uma parte do tanque foi parar bem perto do Bar – foi um local muito frequentado pelos políticos, estudantes, funcionários públicos e artistas – criaram até a Universidade Livre do Caldeira, com direito a eleição do Reitor e da Diretoria Executiva. Esses tempos bons já passaram, porém, ainda é muito frequentado pela velha-guarda da boemia de Manaus, aos domingos os amigos se reúnem para um bate-papo animado com sessões improvisadas de serestas e samba canção. Parte dos freqüentadores são os seguintes: Klinger, Sacy, Rosa, Mota, Mariolindo, Rocha, Salsicha, Gilson, Companheiro Inácio, Geralda, Nazareno, Nego Augusto, Assante, Roberto, Jacaré, Paulo Botão, Rochinha, Bianor, Graça Silva, Toscano, Núbia, Ulisses, Paulo Bacurau, Altamira, Delfim, Palheta, Garoto, Celestina, Cabral, Floriano, Eny Rocha, Augusto, Buriti, Neide, Olavo, Papoula, Mariovaldo, Manoelzinho, Negao Américo, Márcia, Mestre Louro, Kátia, D. Maria, Trindade, Adriano, Léo, Major Pai, Cruz, Amazonas, Carlinhos, Professor Lira, Nazaré Lacute, Teofani, Simões, Rodrigo, Jokka, Fernando, Neia, Jorginho, Lió, Claudio Amazonas, Bahia, Gutman, Leandro, Toinho, Marcelo, Tigrão, Flávio de de Souza.

domingo, 5 de setembro de 2010

COISAS ENGRAÇADAS DE MANAUS – PARTE I

Em todas as cidades existem coisas engraçadas, pessoas folclóricas, lugares com nomes esquisitos, expressões populares, enfim, coisas que são a cara da cidade, passam de gerações para gerações e permanecem vivas na mente das pessoas, fazem parte da cultura da cidade. Manaus não é diferente de outras cidades, existem uma infinidade de coisas engraçadas, irei citar apenas algumas, de forma bem humorada e divertida, vamos lá:

1. MOTEL JESUS, NA RUA FREI JOSE DOS INOCENTES, NO BAIRRO DO CÉU – Agora, quem foi o cristão que resolveu cometer este sacrilégio? Não sei e não quero saber - colocar o nome do nosso Senhor em hotel de alta rotatividade - isso é prá acabar! Pois é, este caboco foi, com certeza, zagaiado pelo capiroto, indo direto para “os quintos dos invernos”, onde já se viu uma coisa dessas! Além do mais, o dito motel ficava exatamente numa rua chamada de Inocentes, cruz credo! Naquela área, fica o maior metro quadrado de malandragem, de consumo de drogas e bebidas, prostituição e de rock pesado de Manaus! Agora imaginem, ficava também no Bairro do Céu, é mole ou quer mais? Os moradores do nosso querido e amado Bairro do Céu não mereciam ter na comunidade um motel com um nome tão desrespeitoso, ainda bem que já foi fechado, rotulado e detonado pelo tempo. Eu, hein!

2. IGREJA DO POBRE DIABO – Pelas barbas do profeta, onde já se viu colocar o nome de uma igreja católica com homenagem ao Diabo, ainda mais, chamando o demo de coitado! Este templo cristão fica no bairro de Cachoeirinha, um detalhe, é na realidade uma Capela, uma pequena igreja de um só altar. O “Pobre Diabo” era o apelido de um português, pequeno comerciante, vendia bugigangas pelas ruas de Manaus, hoje é chamado de camelô, pois bem, o portuga colocava em frente a sua banca a figura de um capeta com a sua zagaia, escrito em cima “O Pobre Diabo”, não me pergunte o porquê que não sei responder – com o passar do tempo, o lusitano começou a amealhar muita grana, ficou rico, casou com uma cabocla faceira, cheia de dengo, formaram um belo par de pombinhos, foi amor para toda a vida – com a morte do “Pobre Diabo”, a madame resolveu fazer uma capela em homenagem ao “De cujo” e colocou o nome do apelido do amado marido – agora faz sentido, mas, para quem não conhece a história, não dá para engolir essa de Igreja do Pobre Diabo!

3. BAIXA DA ÉGUA – Como se sabe, a égua é a fêmea do cavalo e, baixa é a depressão de um terreno ou a parte do campo que fica submersa durante o inverno. No bairro de Educandos, existe uma rua chamada popularmente de “Baixa da Égua”, não conheço muito bem a história do bairro, vou pedir ajuda aos universitários, de qualquer forma, lembro-me da minha avó materna, uma cearense de Uruburetama (será que o nome da cidade foi em homenagem aos urubus?), pois bem, ela quando estava injuriada com alguém, costumava mandar o “cabra da peste” para a “Baixa da Égua”! Para os nordestinos incultos, a égua é uma palavra mais ou menos obscena, igual a meretriz, então, o termo significa “O Lupanar ou a Baixada da meretriz? Algumas pessoas dizem que significa um lugar geograficamente distante. Não sei, somente sei que gosto da “Baixa da Égua” dos Educandos e dos moradores de lá, em particular, do japonês Bianor Mitoso e do historiador Claudio Amazonas. A Banda da Baixa da Égua é nossa coirmã da BICA - o carnaval corre solto no domingo magro de carnaval, com a boneca da égua percorrendo todo o bairro, uma beleza a “Baixa da Égua”!

4. O DELEGADO DO DIABO – Existia em Manaus um Delegado de Polícia Civil, ficou muito conhecido na década de 60, por ter utilizado métodos pra lá de ortodoxos, tipo “dente por dente, olho por olho”, bandido não tinha vez com o Delegado do Diabo, ele prendia e julgava na hora, caso o meliante fosse de alta periculosidade ou tivesse praticado estupro ou coisa do gênero, recebia a pena capital – nas altas horas da madrugada, o caboco era levado até o meio do Rio Negro, com uma ponta da corda enrolada no pescoço e uma grande pedra amarrada na outra, o sentenciado era jogado nas profundezas do rio. Este delegado é lembrado até hoje pelos mais velhos, eles aprovavam os métodos do homem, dizem que naquela época a coisa funcionava, a nossa cidade era um mar de tranquilidade – nos tempos atuais, ainda existe grupos de extermínio, porém, matam até inocentes! A nossa cidade está até a “tampa” de bandidos, desde o ladrão de galinhas ao de terno e gravata, aqueles estão presos e cumprindo penas e, estes estão soltos, rindo da nossa cara, andando de carrões e desfrutando das benesses do poder! O Delegado do Diabo está fazendo falta, para dar um basta nisso!

5. FALANDO O AMAZONÊS: O ZÉ BUCETA DO CARLOS VAI PEGAR UMA MIJADA HOJE, VAI MERMO! - Minha Santa Genoveva, quem vai entender a frase acima? Somente um amazonense da gema vai decifrar este vocabulário chulo, falado não somente pelos menos letrados, mas, também por pessoas da “higt society”, podes crê, meu irmão! Com a grande seca que assolou o nordeste e a febre da borracha da Amazônia, recebemos milhares e milhares de nordestinos, para eles o nome José é sagrado, quase todo mundo é José, para vocês terem uma ideia, os meus ascendentes cearenses são todos José, o prenome dos meus dois irmãos e eu, não poderia ser diferente, somos todos José, a minha única irmã seria batizada de Maria José, é mole! Assim, os amazonenses da “cabeça chata” são chamados de Zé, com certeza! Para sacanear com alguém, chamamos de Zé Arruela, Zé Mané, Zé Cueca, Zé Banguela, e, aquele abestalhado e “cabocão leso” é mesmo um “Zé Buceta” e, por ter feito alguma coisa errada, vai ser chamado à atenção, pegar um ralho, de cima para baixo, ou seja, uma mijada na cabeça – vai mermo = vai pegar uma esculhambação com toda a certeza! Um amazonense depois de explicar “ tin tin por tin tin” um caso, vira-se para outro amazonense e detona: - Entendeu o que eu expliquei, Zé Buceta? - Entendi mermo! Responde na maior.

6. PEIXES PACÚ, ARACÚ, PIRARUCÚ E CUIUCUIÚ – É uma realidade, o povo amazonense é muito chegado a um, nooossa! Eles gostam muito de... Peixes! Não é o que vocês estão imaginando! Apesar de toda a gozação com a preferencia dos amazonenses e os nomes esquisitos dos peixes da água doce, na realidade, a base alimentar ainda é o peixe, herança dos nossos ancestrais índios – mesmo com a invasão dos hamburgueses, sushis e pizzas da vida, não tem um amazonense que não resista a “Pacú Assado na Brasa”, para alguns é apelidado de “Paboca” ou “Hipoglós”! Dizem que a melhor banda de Manaus não é a do Armando (BICA), mas, a “Banda do Tambaqui na Brasa! Para quem não sabe, a banda é o corte do peixe ao meio, dividindo em duas bandas, agora, juntando as duas bandas dá um “Cujunto”! Para a nossa língua mãe, o tupi guarani, o termo “pira” significa peixe, enquanto “Cú” refere-se ao vermelho, portanto, a tradução literal para o português será a seguinte: peixe com manchas avermelhadas – simples, não? De agora em diante, não “cúnfunda” mais as preferencias dos amazonenses! Qualquer dúvida vá até a “Peixaria do Jokka” ele é especialista em... Peixes!

sábado, 4 de setembro de 2010

O QUE É MAIS IMPORTANTE: UMA ÁRVORE OU A VISIBILIDADE DA VITRINE DE UMA LOJA?


Uns dos blogs de maior acesso de Manaus, com a temática cidade e politica, no endereço eletrônico http://www.blogdafloresta.com/  fez uma denúncia sobre uma decisão de um empresário amazonense em cortar uma árvore centenária que ficava em frente a sua loja, somente para dar mais visibilidade à vitrine do seu empreendimento comercial.

A referida loja fica na esquina da Rua Costa Azevedo com a Rua 24 de Maio, centro antigo de Manaus – após a denúncia, o advogado da empresa, conseguiu com base na lei, o direito de resposta, o que foi acatado pelos editores do blog. Uma das justificativas do casuístico foi de que a árvore já estava “morta” e que o corte tinha sido autorizado pelas autoridades competentes e, pasme, o empresário se propõem a plantar outra no mesmo lugar!

Passei por lá, fui ver “in loco” a árvore cortada, não sou especialista, porém, ainda deu para presenciar a seiva saindo do tronco “chorando de dor”, agora, sim, ela está morta! Onde estão os laudos que atestaram que a árvore já tinha completado o seu ciclo de vida? Onde estão as autorizações e quem foram as “autoridades” que autorizaram a morte prematura da árvore? Por que somente após a derrubada de uma árvore, com o clamor da sociedade civil, é que a pessoa que fez isso se compromete plantar outra no mesmo lugar?

O empresário pode até mostrar todos esses documentos, pode até acionar o seu advogado para ter o direito de resposta, mas, mesmo assim, não há justificativa para derrubar uma árvore, caso ela esteja doente, o dever é de cuidá-la, colocar escoras, mantê-la ao máximo em pé!

Uma árvore plantada agora, somente irá “impedir” a visibilidade da vitrine da loja comercial daqui a cem anos! Até lá a loja já foi para o espaço sideral! Não se pode mais chorar sobre o leite derramado, mas, fica aqui a lição para outros empresários amazonenses – o respeito é bom e todo mundo gosta, inclui o respeito também ao meio ambiente.

No século XXI as atenções se voltam para a preservação do meio ambiente, mesmo assim, o homem continua destruindo o planeta Terra – as matas estão ardendo de fogo, os rios estão secando, continuam com a dizimação da fauna e da flora. Com o andar da carruagem, estamos caminhando para a autodestruição, antes, teremos que viver num deserto em chamas, chamado por alguns de “inferno”.

Ainda bem que existem pessoas de bem! Pessoas preocupadas em preservar com o que restou na natureza e, acima de tudo, procuram conscientizar as pessoas sobre estas questões. Talvez o empresário amazonense que derrubou a árvore, que estava impedindo a visibilidade da vitrine da sua loja, não entenda a nossa preocupação por apenas uma árvore. Ele está equivocado, pois uma árvore faz toda a diferença! Além do mais, quem derruba uma árvore poderá derrubar centenas delas! Ele está preocupado com o retorno do seu capital investido, deseja obter lucros, enriquecer ainda mais de bens materiais, grana, muita grana - a árvore que morra!

É, mano velho, será que com este mau exemplo, iremos fazer a Copa de 2014, a intitulada Copa Verde? Claro que não! Manaus está dentro de um Estado com mais de quatro milhões quadrados de floresta preservada, no entanto, a cidade carece de arborização, de mais respeito por parte das autoridades e dos empresários – vamos mudar a nossa mentalidade, cada habitante deste torrão deve ser responsável pela preservação das árvores que ainda estão em pé e, principalmente, plantar pelo menos dez mudas por ano até a Copa de 2014 – agindo dessa forma, teremos, com certeza uma Copa Verde!

O lojista que tem uma árvore em frente da sua loja, deve se orgulhar, pois, faz um grande diferencial, existe sombra e ventilação, contribuindo para a diminuição do consumo de energia elétrica, tornando, sobretudo, a sua loja mais humanizada! Chega de maus exemplos! Viva as árvores, a Copa Verde e os homens de boa vontade!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

MANAUS ANTIGA


Fonte: www.clowvirado.hpg.com
Posted by Picasa

CRÔNICA DE ADEUS AO ESTÁDIO VIVALDO LIMA DE MANAUS



O adeus é uma palavra que dói muito para as pessoas que tem sentimentos, traz uma sensação de perca; para alguns, nem tanto, traz felicidades e impressão de renovação. Pois é, fico no primeiro caso – o adeus ao Estádio Vivaldo Lima (nome em homenagem ao médico, advogado, deputado federal e sócio benemérito de vários clubes de Manaus) está sendo muito duro para mim, estou perdendo um querido amigo que conheci em 1970; lembro muito bem quando fui assisti a um amistoso entre a Seleção Brasileira e a do Amazonas – o Estádio ainda estava em construção, existia apenas o campo de futebol, com cadeiras improvisadas e o estádio rodeado de tapumes, não me importava nem um pouco, o mais importante era a grande praça de esportes, com o privilegio de assistir em campo as feras do naipe do Pelé, Rivelino, Tostão, Gerson, Jairzinho & Companhia. Será que teremos sempre de dar adeus aos nossos antigos estádios? Nem sempre, o Estádio Jornalista Mário Filho, o famoso Maracanã, serviu à Copa do Mundo de 1950, vai ser reformado para a de 2014, não foi necessário ser implodido. Aqui em Manaus, já dei adeus aos campos de peladas do Igarapé de Manaus e ao Parque Amazonense, e, agora, ao Vivaldo Lima – até o Estádio Ismael Benigno será demolido para dar lugar a outro de primeiro mundo – adeus também para a nossa querida “Colina”! Podem derrubar o meu estádio, mas nunca derrubarão as minhas lembranças, acabem com o físico, mas o espiritual ficará para todo o sempre! Os mais jovens, talvez, não entendam a minha posição, por não tiverem tido a vivencia que eu tive com o “Vivaldão”: assisti em 1980 ao jogo do New York Cosmos e Fast Clube, com a lotação de 56 mil pessoas, recorde de público até hoje; curti inúmeras decisões do campeonato estadual e jogos com times de outros Estados, principalmente do Vasco e do Flamengo; reunia com a turma do bairro para assistir aos jogos do maior campeonato de peladas do mundo “O Peladão”; tomava Tacacá e bebia “cevadas” no Bar do Amadeu Teixeira; uma vez e outra pegava um saco com urina na cara e dava o troco na hora; gritava de alegria e chorava de tristeza, nas vitórias e derrotas do meu Fast Clube; xingava o juiz, falava palavrões, soltava fogos de artifícios, paquerava as gatas que iam aos jogos e jogava bagos de laranjas nos torcedores invasores da nossa praia; curtia as charangas do Nacional, com o famoso “Boca de Bilha” e o “Goiaba Nacionalino” no comando, e, do Rio Negro, com o Eurico e o “Galo Gay” dando o maior show; pulava da geral para a arquibancada; ia ao estádio com os meus irmãos e com os amigos de rua para assistir a uma bela partida de futebol do “Rio-Nal”; adorava sair em caravana pela cidade e ir direto para o estádio; mexia no placar somente para sacanear com os torcedores do clube adversário; assistia ao jogo de futebol com um radinho de pilha coladinho ao ouvido, ouvindo os comentários do grande Orlando Rebelo; tive a oportunidade de curtir o mais caro e o melhor placar eletrônico do Brasil, infelizmente, funcionou apenas cinco vezes; utilizei as catracas eletrônicas com cartão magnético, também funcionou apenas para alguns jogos; participei de bingos de automóveis, assisti a varias missas campais e torneios de paraquedismos. Lamento muito, por não ter tido o privilegio de assistir a nenhum jogo na cadeira especial, bem lá de cima, junto com os bacanas, pois sempre faltava a grana para o ingresso e não tinha como dar aquela famosa “carteirada” e, também de nunca ter entrado nos vestiários (não para ver jogadores, é claro!), mas, para conhecer o local e pisar nas gramas do campo de futebol; dizem que o “Tartarugão” tinha um problema sério com o lençol freático, ficava a ”flor da pele”, o pessoal da engenharia do novo estádio vai ter muitas dores de cabeças com as fundações. Somente quem curtiu tudo isso, é que pode ter saudades e lamentar muito a derrubada do estádio, pois é pura história vivida! O grande arquiteto Severiano Mário Porto o responsável pela criação do “Vivaldão”, inclusive ganhou vários prêmios pelo belíssimo trabalho, foi o mesmo que fez o Chapéu de Palha (destruído), o atual Tribunal de Justiça do Amazonas, a Sede da Suframa e o Campus da UFAM – o projeto previa a total cobertura do estádio, passaram anos e anos e, num belo dia de verão amazônico, um famoso governador e os seus secretários, resolveram terminar a obra, fizeram uma licitação viciada, ganhou uma empresa de fora do nosso Estado – dizem, eu não posso afirmar, que foi superfaturada, até aí nenhuma novidade para as obras governamentais, o maldoso e mais cruel é que muito neguinho pegou muita grana no negócio e ainda fizeram uma estrutura de péssima qualidade, vindo abaixo todas aquelas toneladas de ferros - no dia seguinte estariam reunidos no mesmo local, milhares de fieis evangélicos, foi uma benção não ter acontecido uma desgraça de grandes proporções. É mano velho, o nosso “Vivaldão” veio do pó e do pó está voltando e, na sua sepultura nascerá a “Arena Multiuso da Amazônia”, será um megaestádio, fará sua história para a nova geração de amazonense, provavelmente, daqui a quarenta anos será derrubado novamente para a construção de outro maior e mais moderno!

Adeus velho amigo Estádio Vivaldo Lima, grande perca, ficará somente nas lembranças e nada mais! Adeus!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

BAIRRO DE SÃO JORGE, MANAUS

Posted by Picasa

O nome do bairro está diretamente ligado ao sincretismo religioso, que faz parte de sua história e do imaginário popular de seus moradores até hoje. 
O bairro surgiu como a maior parte dos bairros de Manaus, através de invasão, e foi vagarosamente chegando ao desenvolvimento da atualidade.

História
Na década de 50, surgiram aglomerados de casas dando origem às várias comunidades na área que hoje corresponde ao bairro de São Jorge. Logo no início, para se chegar ao bairro, era preciso atravessar do bairro de São Raimundo de catraia. 
Até que em 1955 os moradores construíram, em mutirão, uma vicinal, a chamada de rua dos Batizados, conhecida pela tradição de se realizar batizados na mesma, que hoje é a Alfredo Amaral Bastos.
Em 1957 chegaram os primeiros missionários católicos e no ano seguinte, no dia 15 de abril, foi construída a primeira igreja católica. 
No princípio, era frequentada por poucas pessoas, que estavam habituadas a frequentar a igreja de São Geraldo. 
Com o passar do tempo, a igreja adotou o nome de São Jorge, o nome do padroeiro do bairro.
As primeiras denominações do bairro eram de acordo com a sua dinâmica e aspecto. 
Por exemplo, o seu primeiro nome foi "Pico das Águas", por causa da cachoeira e dos igarapés. Depois recebeu o nome de Rocinha, porque tinha muitas roças. 
Também se chamou Morro das Corujas, por causa de terreno íngreme, no qual se ouvia muito pio de coruja. 
E o nome atual surgiu de uma unanimidade, talvez pelo sincretismo religioso latente no bairro.
Ainda nas décadas de 1940 e 1950, a área consistia em rios, igarapés e as pessoas moravam em taperas. 
As ruas eram cheias de buracos, de barro úmido, e o uso de cacimbas era inevitável. 
Não tinham postos de saúde, policiamento e sem luz elétrica, assim os moradores tinham de usar candeeiros.
Existia uma feira, a feira das Castanheiras, muito precária, mas abastecia a comunidade e funciona até hoje na rua 1º de Maio. Em 1952, no governo de Álvaro Maia, foi inaugurada a primeira ponte do São Jorge, chamada de Engenheiro Lopes Braga, que ligava o bairro ao resto da cidade.

Cachoeira Grande
Na gestão de Plínio Coelho começou a abertura de estradas e o abastecimento de água, por isso mesmo, iniciaram as primeiras construções. Porém, foi também na década de 50, que começou a destruição da Cachoeira Grande, que ficou famosa na cidade por suas águas límpidas e sua bela queda que ficava prateada, por isso recebeu o nome de Bacia de Prata.
Depois de explodida, a barragem serviu para extração de rocha, e os moradores ficaram somente com a lembrança, que carregam até hoje na chamada rua da Cachoeira, ou Ambrósio Aires, que margeava o igarapé do Mindu. 
Mais tarde, em 1960, com a retirada das pessoas que habitavam a "Cidade Flutuante", começou a abertura de ruas e a construção dos barracos das famílias oriundas de invasões.
Em 1963 foram instalados os primeiros postes de iluminação pública, porém a energia elétrica só chegava nas ruas principais. 
No governo Plínio Coelho foi construído o conjunto habitacional João Goulart, com casas populares em madeira destinadas à população de baixo poder aquisitivo. 
Mais tarde, dois outros conjuntos surgiram, desta vez em alvenaria: O dos Comerciários e dos Bancários, ambos com recurso federal.

Vila Militar
O bairro também abriga a sede de dois jornais da cidade, panificadoras, pizzarias, várias escolas públicas. O início da presença militar no bairro é marcado pela construção da Vila Militar, para abrigar os sargentos e suboficiais do Exército, logo em seguida veio o 1º BIS(Batalhão de Infantaria de Selva) substituindo o 27º Batalhão de Caçadores. Seguindo o roteiro até a Ponta Negra conta com o clube Cirman e ainda com o Parque Regional de Manutenção, criado em 6 de dezembro de 1978, e o CIGS (Centro de Instrução de Guerra na Selva), considerado em todo o mundo como o mais preparado centro de treinamento de operações na selva, dispondo de zoológico com as mais variadas espécies da fauna Amazônica, que fica na estrada do São Jorge.
Na gestão do prefeito Jorge Teixeira, durante os anos de 1974 e 1978, foi construída a segunda ponte do bairro, que serve até hoje para o retorno à cidade. 
Segundo Léia Campos, 48 anos, que mora próximo à ponte há 32, todos conhecem a edificação por Joana Galante, só que o nome não está legalizado na prefeitura.

Comunidades
Alguns conjuntos residenciais mataram a paisagem que encantava os moradores. 
Hoje, o São Jorge é divido em algumas comunidades das que compuseram o bairro logo no início, são elas a Vitória-Régia, no lado direito da Av. São Jorge, que antes era o Horto Florestal da cidade; o São Jorge, da rua Humberto de Campos até atrás da igreja; e o Jardim dos Barés, atrás da igreja até Arthur Reis e Travessa Paraguaçu. Este último fica tão próximo ao bairro Vila da Parta que chega a ser confundido com o mesmo, além de ser a parte mais necessitada que merece maior atenção do poder público.
Cada comunidade dessas tem suas próprias ruas de comércio, indústrias e escolas. O Jardim dos Barés tem até uma pequena feira. Funciona também no bairro o Conselho Tutelar da Zona Oeste.

Comunidade festeira
O bairro de São Jorge era conhecido em toda a cidade como uma comunidade festeira. 
As mais destacadas foram realizadas pelo pai de santo João de Castro, um dos fundadores do bairro, e pela mãe de santo Joana Galante. 
Os moradores que tem em média de 30 a 40 anos lembram dos grandes festejos de Cosme e Damião, São Sebastião e do famoso pau de sebo no alto do morro do centro de Joana Galante. Era o dia mais feliz para as crianças da época porque tinha muita comida e muita brincadeira.
A tradição em São Jorge das grandes festas de umbandas iniciava logo na entrada com as manifestações incentivadas pela Joana Almeida dos Anjos, nome verdadeiro da Mãe Joana Galante, babalorixá mais famosa de Manaus. Vinda do Pará, foi morar na rua Leonardo Malcher. 
Personalidade carismática, nasceu em 28 de junho de 1910, iniciou seus trabalhos com a umbanda e o candomblé ainda aos 28 anos de idade. Festeira, recebeu o nome de Galante, por ter sido madrinha e patrocinadora do Boi-Bumbá Galante, do Boulevard Amazonas.
Foi em 1947 que recebeu a doação de um terreno no conhecido Morro das Corujas, alto do morro da entrada do bairro, onde construiu seu Congá. Em dias de festa Mãe Joana Galante se vestia em trajes exigidos nos rituais. Na época, Mãe Joana Galante tinha uma mãe de santo substituta, conhecida por Mãe Zulmira, que hoje tem seu próprio terreiro no Morro da Liberdade. As festas tradicionais do centro de Mãe Galante recebiam destaque: Nossa Senhora da Conceição, Cosme e Damião, Senhora Santa Ana, Santa Bárbara, São Sebastião e São Jorge.
Localização
O São Jorge está localizado na Zona Oeste da cidade, numa superfície de 292 hectares, fazendo fronteira com os seguintes bairros: Vila da Prata, Compensa, Nova Esperança, Dom Pedro, Chapada, São Geraldo e Santo Antônio.
Morador ilustre
Conhecido pelos moradores como uma querida personalidade do bairro, o funcionário público João Castro Filho, 52 anos, faleceu no último dia 10 de outubro de 2006, vítima de parada cardíaca. “Castrinho”, como ficou popularmente conhecido, era filho do babalorixá João Castro, tido por muitas pessoas como fundador do São Jorge, falecido há quinze anos. Com a morte do pai, Castrinho assumiu suas atividades, continuando a desenvolver no local ações sociais e beneficentes, como a distribuição de brinquedos no Dia das Crianças. Castrinho era oficial de justiça do Tribunal Regional do Trabalho e, com sua morte seu filho mais novo, Wendell de Castro, 30 anos, dará continuidade na prestação de serviços aos moradores do São Jorge.

Fonte: Jornal do Commércio Portal Amazônia - NR



quarta-feira, 1 de setembro de 2010

ANTONIO PEREIRA, O CANTADOR DA AMAZÔNIA!

Dizem que a grande diferença entre "o cantor e o cantador” é que aquele canta profissionalmente, sendo um produto da mídia, enquanto este, é aquele que canta porque gosta, exprimindo a sua arte de uma forma verdadeira e não se rendendo ao modismo. – o Antonio Pereira é considerado um grande cantador.

Além dessa qualidade, ele é também compositor, violonista e pesquisador cultural e dos costumes da nossa região norte, bem como, gravou quatros CD´s – “O Lago das 7 Ilhas”, “Estrada de Barro”, “Lendas” e ‘Afluentes”.

Por ser um cantador, assim foi definida sua atuação “Sem pretensão de invadir a mídia, sobrecarregada de produtos de fácil consumo, apresenta-se em espaços culturais destinados à divulgação da música de qualidade, voltada aos valores humanos, difundindo, assim, a cantoria brasileira”(http://www.antoniopereiracantador.blogspot.com/)
Tive a satisfação de conhecê-lo na década de 90, num show beneficente, na sede do Sindicato dos Jornalistas – é uma pessoa simples, de fala mansa, com os cabelos grandes e soltos e de sandália de couro nos pés, mas, quando canta a sua voz é inconfundível.

No início da década de 80, resolveu sair de uma fábrica do Distrito Industrial de Manaus, comprou uma caixa de som e passou a cantar nas casas noturnas, interpretando Zé Ramalho, Milton Nascimento e outras feras da MPB. Depois de quatro anos, passou a fazer grandes shows, com apresentações no consagrado Teatro Amazonas e em Belém do Pará. Foi vencedor do V Festival Universitário de 1986, com a música de sua autoria “Pássaro Canto e Cativeiro”. Participou também do Festival de Artes e Ciências na Bahia, com a música “Vida Cabocla”, do Pepê Fonnã. Foi um dos precursores do movimento musical denominado “Musica Popular Amazonense – MPA”.

Em 1991, venceu o Festival da Canção de Itacoatiara (FECANI), contando “Gaia”, de Renato Linhares. Em 1992, representou o Amazonas no Festival de Cultura da UNE, em Ouro Preto/MG. Fez diversos shows em Rio Branco, Boa Vista, Fortaleza, São Paulo, Petrópolis, Rio de Janeiro e Niterói.

Recentemente, fez uma apresentação no Festival Nacional da Canção, em Pouso Alegre/MG - patrocinado pelo Projeto Cultural Uakiti (dos pesquisadores do INPA) que levou talentos artísticos para este evento.


Numa terra bem distante
Viveu um cantador
Era o único da terra, um só cantador
Vivia errante a esmo, em noites de lua
Ele pela rua sozinho a cantar
Sina que Deus lhe deu
Numa tardezinha de fim de Abril
Cantando na feira pro povo escutar
A charrete da princesa
Com tanta beleza
Trouxe sua alteza que quis lhe levar
E o cantador se foi
Era a dor do passarinho
Preso na gaiola só para cantar
Pouco a pouco o cantador
Foi-se então calando
Até de vez calar
Acabou-se o cantador
Endoidando a princesa
Que com tal tristeza
Se pôs a cantar e nunca mais parou
(Pássaro, canto e cativeiro - Antonio Pereira)

Caso alguém queira entrar em contato com o Pereira, para agendar Shows, Eventos ou vendas de CD´s, entrar em contato: ntn.pereira2@gmail.com  – telefones  92 3236-5276  e  92 9233-7330 .

É isso ai Antonio Pereira, grande cantador da Amazônia!

domingo, 29 de agosto de 2010

DRA. GRAÇA SILVA, GRANDE AMAZONENSE!

A Dr. Graça Silva, amazonense e manauense da gema, faz parte do meu circulo de amizades, apesar de ter os traços de uma europeia, se orgulha muito de pertencer a “pátria d’água e farinha”, nossa Manaus, capital da Amazônia. Ela é uma guerreira, pois apesar de ter um espinhoso oficio de combater o banditismo, na qualidade de Delegada de Polícia Civil, cuida com muito zelo da sua mãezinha, a Dona Lili, da filha e do netinho, ama o seu amor Roberto, adora visitar os seus irmãos no distante Rio Grande do Sul, além de gostar de cantar e encantar os amigos com a sua afinada voz. Ganhou notoriedade nacional, quando bateu de frente com um peso pesado da politica do Amazonas, tudo em nome do cumprimento do Estatuto da Criança do Adolescente, o famoso ”ECA”, foi perseguida, mas, conseguiu vencer a turbulência, o seu espírito público e a ética falaram mais alto. Entrou na politica, foi candidata à vereança, não conseguiu se eleger, uma grande pena, pois tem capacidade e amor por esta terra de Ajuricaba, talvez na próxima vez seja eleita, ela pode contar com o meu apoio. Corre nas suas veias o sangue da música, tanto que gravou com os amigos um CD intitulado “Éramos todos Velhos”, o seu forte sempre foi o samba canção; gosta de se apresentar aos domingos no Bar Caldeira, reduto dos velhos boêmios do centro antigo de Manaus, apesar de não ingerir bebidas alcoólicas, vai ao Bar para se reunir com os amigos e jogar conversa fora, cantar, ouvir as piadas do Lió e das gargalhadas do Rochinha, bater um papo com as divas Celestina e a Kátia Maria e ouvir os “flash back” do Jokka, além de ouvir muitas mentiras dos velhinhos – uma forma de tirar o estresse do seu trabalho. Fiz uma publicação no blog de uma matéria que ela escreveu sobre a sua infância em Manaus, foi assim: “A Vila Carpinteiro Péres, localizada na Avenida Sete de Setembro – Centro, ao lado da Cadeia Pública, mais precisamente na casa de no. 9, foi o local onde eu nasci, em 23 de Novembro de 1948, numa quarta-feira. Meus pais Raymundo Nonato da Silva e Francisca dos Santos Silva me receberam pela ajuda de minha bisavó materna, Dona Maroca – Maria da Conceição Teles, que serviu de parteira. Sou a quarta filha do casal Silva. Minha mãe também nasceu naquela casa em 21 de Julho de 1921. Filha única do Sr. João Lopes dos Santos e de Antonia Teles dos Santos. Meu avô materno era filho de João Lopes e Angélica Maria Lopes, ambos da Foz do Jutai, sendo que Angélica era descendente de índios Inca. Minha avó Antonia era filha de cearenses – Antonio Marinho Teles e Maria da Conceição Teles, ambos naturais da cidade de Crato.Meus avós paternos – Cândido Pereira da Silva e Josefa Maria da Silva, eram paraibanos. Dos meus ancestrais tive a oportunidade de conhecer apenas meu avô materno, João Lopes, com quem convivi por muitos anos.Meus irmãos Assis, Izabel, Nazaré e Nonato; sendo que Nazaré faleceu com 1 ano e 8 meses de idade. Minha casa era toda em madeira, construída no meio do terreno – 50X100, com muitas árvores frutíferas. Era na verdade, duas casas geminadas e meu avô materno morava ao lado. Minha família foi quem primeiro habitou a Vila Carpinteiro Péres, que naquela época em 1910, havia apenas uma casinha construída em taipa, que meu avô JOÃO adquiriu e depois construiu em madeira, coberta de telha de barro a primeira parte e a outra em zinco. Depois a família LOBO, formada pela Sra. Maria Lobo e suas filhas Elza, Isa, Rita, Eubrasia e Salete, foi morar ao lado da nossa casa e depois o Sr. UMBELINO e dona ARCANJELA, com um casal de filhos, Cleide e Cláudio. Anos depois o casal Antonica e Nemésio, Neco e Iva, Carneiro e esposa; Nogueira e Domitilia; Zulmira e os filhos Ruy e Zulmita etc. Uma particularidade, meu avô João casou-se quatro vezes. A primeira mulher não teve nenhum filho e não sei bem nada a respeito dela; a segunda esposa foi minha avó ANTONIA, que faleceu aos 22 anos de idade, quando minha mãe tinha apenas três anos. Ele trabalhava como prático de navios; conhecia os rios da Amazônia, como ninguém, principalmente o Rio Solimões e seus afluentes. Ao ficar viúvo, resolveu casar com a sogra, dona MAROCA, que estava viúva naquela oportunidade. Após a morte de minha bisavó, meu avô casou-se pela quarta vez, com a irmã do meu pai, tia CHIQUINHA e esta felizmente não teve nenhum filho, caso contrário causaria grande confusão, pois tia Chiquinha era cunhada e madrasta de minha mãe, e consequentemente, minha tia e minha avó! Como na casa do meu avô morava apenas ele e a esposa, constantemente se hospedavam lá pessoas que vinham do interior do Estado para tratar de negócios e de saúde.O quintal da minha casa, na época da cheia, ficava a parte dos fundos inundada e permitia que brincássemos, navegando em toras de madeira que escapavam da Serraria Moraes, do lado oposto de minha casa – Educandos. A paisagem vista da janela da cozinha era o bairro de Educandos – um morro cheio de casas, que a noite as luzes cintilavam igual às estrelas no céu. Aprendi a nadar no quintal de minha casa, na época da cheia. Na época da vazante, tomava banho na cacimba, muito bem conservada por minha tia Chiquinha. E isso ocorria quando faltava água encanada. Em noite de luar era uma maravilha o banho na cacimba – água geladíssima e as crianças faziam a maior algazarra, pois os poucos vizinhos desciam uma ladeirinha em direção das cacimbas, sem qualquer modéstia, posso afirmar que a da minha tia Chiquinha era a maior e mais bem cuidada...Que maravilha era tomar banho numa queda d’água, que ficava embaixo da ponte de Educandos, que chamavam “pancada”, isso na época da seca do igarapé, quando ficava apenas um canal, com águas correntes e velozes. Na época da cheia, nosso passeio aos domingos era sair de canoa, com meu pai, remando até o bairro do Japiim – onde morava um amigo dele, num sítio. Passávamos pelo Igarapé do Quarenta, onde havia poucas casas; no Japiim só existia mata. No percurso, íamos observando a natureza, as águas límpidas, que permitia visualizar a areia no fundo do rio, nos igapós, e os peixinhos; no alto das árvores, víamos Araras, Papagaios, Tucanos e passarinhos diversos... Como era bonito!Já na época da seca, fazíamos esse passeio a pé, beirando o córrego. No Quarenta havia uma piscina natural, todo em pedra, onde os evangélicos costumavam realizar o batismo dos irmãos e as lavadeiras utilizavam aquela água cristalina para lavar principalmente, as roupas brancas. E studei no Patronato Santa Terezinha dos 3 aos 13 anos de idade. De lá fui para o Grupo Escolar Farias de Brito, que ficava na Avenida 7 de Setembro, em frente da Escola Técnica Federal do Amazonas, hoje CEFET”. É isso ai Dra. Graça Silva, grande amazonense!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

OS PASSARINHOS URBANOS

Manaus possui apenas 12 mil quilômetros quadrados, enquanto o Estado do Amazonas chega a mais de 4 de milhões, no entanto, a concentração populacional é enorme, houve um crescimento desordenado, muitas invasões, com o surgimento de dezenas de novos bairros, muita mata virou cinzas, sobrou para os nossos passarinhos urbanos, destruíram a grande parte da sua morada.

Segundo os pesquisadores do Inpa, existem 1.300 espécies catalogadas, porém, este numero poderá chegar a mais de 3.000! Novas descobertas poderão surgir, desde que o “bicho homem” deixe de destruir o lar dos pássaros: as árvores.

Foi morar no Conjunto dos Jornalistas na década de 80, tinha uma imensidão de mata ao redor do nosso conjunto, existia somente o Tocantins, Vila Kennedy, Bosque Clube e a Cidade Jardim – em três décadas foram destruídas imensas áreas de matas para construção de novos conjuntos habitacionais.

Para se ter uma idéia, existe uma imensa área que vai da Vila Militar até o Conjunto Kyssia, o proprietário vendeu para uma construtora de fora, serão milhares de árvores que irão para o chão, não entendo como os órgãos estaduais e federais de proteção ao meio ambiente permitiram essa destruição em massa dos lares dos passarinhos! Para os senhores conhecerem virtualmente esta área, basta baixar o programa “Google Earth”, viagem por Manaus e vejam o que está sendo destruído.

Moral da história: parte dos nossos passarinhos estão morando na cumeeira dos blocos dos apartamentos do Conjunto dos Jornalistas. Certa vez, um passarinho fez o seu ninho no vaso de plantas, na área de serviço do apartamento da minha filha, o local foi interditado e, somente liberado depois de o filhote ter batido as assas e voado. Recentemente, um Sanhaçu fez um ninho num vaso que fica na área de acesso aos apartamentos do Bloco H, são dois ovinhos, fiz uma proteção para evitar a presença de curiosos, porém, o passarinho abandonou o ninho com medo da presença humana. Num outro dia, caiu do ninho um filhote de Anum, estava sendo perseguindo por um gato, rapidamente o coloquei dentro de um saco, subi a árvore e devolvi ao seu ninho – existem pessoas que não gostam de Anum, diz que ele é agourento, santo Deus, agourento é quem derruba as árvores mata os animais!

Quando eu era moleque, andava sempre com uma “baladeira” (estilingue) nas mãos, certa vez, mirei um Bem-Te-Vi e acertei o alvo, o pássaro caiu morto no chão, peguei e o levei para mostrar para o meu pai, ele olhou nos meus olhos e me deu a seguinte lição: - Esta avezinha poderá ser a mãe de algum filhote que ficou no ninho esperando por comida, com certeza irá morrer, pois você matou a mãezinha dele, você quer que alguém faça isto com a sua mãe? Respondi que não, chorei, fiz o enterro do passarinho, quebrei a minha baladeira e, jurei que nunca mais iria maltratá-los!

Qual a importância dos pássaros para os humanos? Segundos os especialistas, os pássaros têm uma importância tão grande na natureza e no ecossistema que se os humanos soubessem, jamais iriam matar um pássaro sequer, por exemplo: o Bem-Te-Vi é o pássaro que come larvas de lagartas tipo taturanas, controlando a natureza, pois se não fosse este pássaro, em poucos anos as taturanas tomavam conta do mundo. Outros pássaros comem pequenos insetos prejudiciais as frutas, verduras e plantas. A Coruja é um animal abençoado, embora gere muitos preconceitos - é o melhor amigo do ser humano, "limpando" os campos de ratos, ratazanas e pequenos animais peçonhentos.

É isso aí minha gente, de agora em diante, vamos olhar com mais carinho para os nossos passarinhos urbanos, não custa nada oferecer água potável, uma banana ou alpiste para eles, afinal, estamos destruindo o seu habitat, doravante, teremos que conviver pacificamente.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Contrabaixo Acústico


O Curt Sachs (1881-1959) alemão e musicólogo, fundador da organologia (estudo dos instrumentos musicais), classificou o Contrabaixo como um Cordofone, instrumento que produz som pela vibração de uma ou mais cordas estendidas (exemplos: violino, guitarra, harpa, citara, etc.), faz parte da família da Bandolineta, Bandoleta , Bandola e do Bandolão.

Segundo a Wikipédia “O contrabaixo é um cordofone tocado ao friccionar um arco de crina contra as cordas ou ainda pinçando-as com os dedos (pizzicato). Dentre as cordas da orquesta, é o instrumento maior e de registro mais grave por isso situa-se mais comumente na lateral da orquestra e em quantidades razoáveis. Suas cordas, da mais aguda a mais grave, possuem a seguinte afinação: Sol2, Re2, La1, Mi1. Há também baixos de cinco cordas, possuindo uma corda mais grave afinada em Do1 (ou, mais raramente, Si-1). Na orquestra o contrabaixo, pelo seu registro extremamente grave, raramente possui uma função solística. Sua função é principalmente a de preenchimento dos graves e de dar coesão à harmonia. Muitas vezes, são dedicadas ao Baixo, melodias paralelas à melodia principal. No jazz seu uso rítmico é profundamente explorado, por exemplo, com o waljing bass”.

Na minha infância, conhecia este instrumento como “Rabecão”, por sinal, não gostava nem um pouco dele, pois o meu saudoso pai era Luthier e tinha um contrato com a Universidade do Amazonas, fazendo os reparos nos instrumentos de cordas da Faculdade de Música, situada na Avenida Joaquim Nabuco. Pois bem, era minha responsabilidade lixar aquele instrumento que tinha o dobro da minha altura, pior ainda, abraçava o instrumento e saía pelas ruas de Manaus, para entregá-lo na UA, o pessoal até paravam os carros para verem aquela cena engraçada, para eles, é claro! Para mim, era uma tortura, servir de gozação para os outros – se eu pudesse quebrar aquele Rabecão na hora, não hesitaria, mas, eram os ossos do ofício!

O tempo passa, o tempo voa... Numa bela noite quente de Manaus, passei pelo Largo de São Sebastião, no Tacacá na Bossa, estavam lá o Humberto Amorim e a banda amazonense “All That Jazz”, foi uma apresentação de primeiríssima qualidade, mas, o que mais me chamou atenção foi o Contrabaixo acústico, com o Roger Vargas fazendo um show à parte. Por falar no Roger, saiu uma matéria num jornal de Manaus sobre o “Rabecão” - o músico amazonense e a pianista russa Irina Kazak, estão fazendo um Recital de Contrabaixo e Piano, no Casarão de Ideias, com entrada franca – Segundo o músico “A intenção do recital é popularizar o instrumento, que raramente é usado como instrumento solista”. Os dois artistas já se apresentaram no Centro Cultural Palácio Rio Negro e Teatro Chaminé – são músicos efetivos da Amazonas Filarmônica e o Roger também faz parte da Orquestra de Câmara do Amazonas.

Passados todos esses anos, voltei a respeitar e a admirar o Contrabaixo Acústico, popularmente conhecido como “Rabecão”! É isso ai.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

JOÃO BATISTA DE FIGUEIREDO TENREIRO ARANHA

Dia 5 de Setembro próximo, começará a Semana da Pátria e do Amazonas, para conhecer um pouco mais sobre o primeiro governador do nosso Estado, basta dar um click abaixo:

BLOGDOROCHA: JOÃO BATISTA DE FIGUEIREDO TENREIRO ARANHA: "A majestosa estátua que se encontra na Praça da Saudade e o nome do município de Presidente Figueiredo, traduzem uma justa homenagem ao 1..."

terça-feira, 24 de agosto de 2010

MOVIMENTO EM DEFESA DA REABERTURA DO HOSPITAL DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE MANAUS

A Santa Casa de Misericórdia de Manaus foi o local em que eu nasci, incluindo todos os meus irmãos, meu filho mais velho e, praticamente todos os manauenses que vieram ao mundo até a década de 80, quando surgiram outros hospitais. Faz parte do patrimônio histórico dos amazonenses, atualmente, pede misericórdia para não morrer!

Está fechado faz seis anos, em decorrência de uma péssima administração dos provedores e da má vontade do governo do Estado do Amazonas. Durante todo esse tempo, fiz várias denúncias, inclusive, aprovei a atitude do vereador Mário Frota em lutar pela sua reabertura, afinal, ele é nosso representante na Câmara Municipal de Manaus.

Recebi um release para imprensa, preparado pelo jornalista Roberto Pacheco, assessor de comunicação do nobre vereador, ao qual passo a publicar na sua integra:

“SANTA CASA: REABERTURA DEVERÁ SER ESCLARECIDA EM AUDIÊNCIA PÚBLICA

A diretoria da Santa Casa de Misericórdia de Manaus publicou no Jornal do Comércio do último dia 19, Edital de Convocação para discutir em Assembléia Geral, com os seus associados, a reabertura da entidade que será garantida com a assinatura de um contrato com a Fundação Casa de Saúde de Manaus, que deverá administrar esse hospital nos próximos anos. A convocação que vai ainda discutir a anistia de débitos dos sócios, foi assinado por Ana Selma Rodrigues Pinheiro, presidente da entidade. A assembléia acontecerá no próximo dia 30 de agosto, na sede da Aca (Associação Comercial do Amazonas), localizada na Rua Guilherme Moreira, 281 – 3º andar.

As ações envolvendo a reabertura da Santa Casa estão sendo coordenadas pelo presidente da ACA, Gaitano Antonaccio, em conjunto com a atual diretoria da entidade e faz parte de um amplo trabalho de conscientização pública, desenvolvido pelo vereador Mário Frota (PDT), com a finalidade de sensibilizar as autoridades alertando para a necessidade de fortalecer esse hospital, dotando-o de todas as condições para reabrir as suas portas. E, dando seqüência a essas ações, o vereador entrou com requerimento junto à mesa diretora da CMM (Câmara Municipal de Manaus) solicitando uma Audiência Pública, com o objetivo de promover, com natural transparência, os esclarecimentos necessários sobre os critérios que serão adotados para a reabertura do hospital.

Para justificar a sua proposta, Mário Frota lembra que a Santa Casa de Misericórdia de Manaus é um legado herdado dos portugueses e já faz parte da história do Amazonas, mas teve que fechar as suas portas em 2004 em função de uma dívida acumulada que hoje está orçada em mais de R$ 20 milhões com a Previdência Social, fornecedores, salário e encargos trabalhistas.

A estrutura da Santa Casa é formada de dois ambulatórios com 17 consultórios médicos e oftalmológicos, 210 leitos distribuídos em apartamentos e enfermarias da área clínica, cirúrgica e de maternidade, centro cirúrgico com cinco salas, uma UTI com 10 leitos e as áreas de apoio tradicionais como lavanderia, laboratórios, cozinha, banco de sangue e salas administrativas. Quando estava em pleno funcionamento a entidade chegou a fazer cerca de 1.500 internações e 350 partos por mês, além de 8.000 atendimentos e serviços laboratoriais.

A história das santas casas de misericórdias começa na cidade de Lisboa em Portugal no ano de 1498, quando Dona Leonor de Lancaster foi aclamada regente do trono no lugar de seu irmão, Dom Manuel, o Venturoso. Também chamada a Rainha dos Sofredores e a Rainha Piedosa, foi ela quem fundou a primeira irmandade de misericórdia, cujo provedor foi Frei Miguel de Contreras.

A Santa Casa de Misericórdia de Manaus nasceu na Província da Barra de São José, inicialmente como uma simples Unidade Hospitalar para atender aos mais carentes, inclusive os prisioneiros, indigentes e pessoas sem recursos. Em 12 de maio de 1870, foi autorizada a construção do hospital com 80 leitos, pelo então Presidente da Província, Major Clementino José Pereira Guimarães. Foi reconhecido de Utilidade Pública Federal, nos termos do Decreto nº 1.276, de 25 de junho de 1962.

Mário Frota esclarece ainda que o presidente da ACA, Gaitano Antonaccio, tem o aval da sociedade porque é um profissional respeitado, além de empresário competente, e tem todos os méritos que justificam a sua confiança para comandar ou delegar o destino da Santa Casa de Manaus. “Ao longo desses últimos dois anos efetuamos uma ampla discussão com toda a sociedade amazonense, chamando a atenção das autoridades do setor para revitalizar a Santa Casa. Apelamos da tribuna do Senado Federal, em discurso proferido pelo senador Jeferson Praia (PDT), a nosso pedido e fomos ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Agora estamos colhendo o fruto do nosso trabalho. A reabertura da entidade é uma questão de honra e deve ser esclarecida à sociedade amazonense com transparência e responsabilidade”, finaliza o parlamentar”.

Esclareço que o nosso blog tem a preocupação com o nosso patrimônio histórico, com a nossa cultura, com a nossa cidade e o seu povo – não faço propaganda política de ninguém, apenas, realço o trabalho daqueles que vão de encontro com os objetivos do blog.

Foto colagem: J Martins Rocha

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O LAZER DOS MANAUENSES E A ATUAÇÃO DOS POLÍTICOS

A Prefeitura Municipal de Manaus resolveu fazer uma interdição na Praia da Ponta Negra, o projeto é muito audacioso, para levar adiante, foi fechado o primeiro trecho, compreendido do Tropical Hotel até o Bar Laranjinha, segundo os técnicos da PMM, o restante ficará interditado a partir do dia 30 de outubro próximo, a previsão é de um ano, com um custo total de 30 milhões de reais.

O local serve de opção de lazer para uma grande parte da população de Manaus e, a Prefeitura de Manaus não viabilizou outro local. O mais próximo é a Praia da Lua, porém, o acesso é de uma dificuldade enorme por não ser servido pelas linhas de ônibus, bem como, encontrar-se engavetado um projeto arquitetônico e urbanístico da Marina do Davi.

Este projeto foi elaborado pelos técnicos da PMM na administração do Serafim Corrêa, infelizmente, este alcaide não levou a frente, pior ainda, tudo o que começou, não terminou! O pessoal da administração anterior visualizava assim o projeto da Marina do Davi:
 “Para as pessoas que não conhecem a Marina do Davi, este é um local estratégico para a mobilidade intermodal na cidade. É um dos principais pontos de embarque e desembarque de pessoas para os nossos hotéis de selva, praias, sítios no alto rio Negro e principalmente, ponto de chegada e partida para as nossas comunidades rurais. A movimentação de voadeiras e pequenas embarcações são constantes. O volume de flutuantes para a guarda de lanchas, iates, oficinas, proporcionam uma vida portuária de bastante fluxo e de grande conflito, um desafio para se resolver através de uma concepção arquitetônica e urbanística. A proposta vista nas imagens acima consiste numa reformulação geral da Marina do Davi. A começar pela sua localização. Considerando que em época da vazante o embarque e desembarque ficam bastante complicados, a intenção da proposta é deslocar a Marina mais para fora do igarapé do gigante, permitindo que ele passe a ter um melhor uso também em época de seca. Toda uma infra-estrutura é fornecida através da construção de um píer, com rampa de acesso e edificações para acomodar atendimento ao turista, comércio atacadista e varejista, prestação de serviços, inclusive públicos, posto de saúde, posto policial, compra de passagens, estacionamento, área para carga e descarga, restaurante regional, terminal integrado de ônibus, lanchonetes e outros usos de igual importância para o local. Desenvolvido pelo corpo técnico da Prefeitura, o projeto se desenvolve de forma radial, permitindo tirar partido da paisagem do Igarapé do gigante e do Tarumã. Sem dúvida um projeto ousado, que busca solucionar de forma definitiva os problemas encontrados em um porto tão “simples” e tão importante para Manaus”.


Por mais que a Prefeitura não tenha se preocupado em disponibilizar o acesso à Praia da Lua, para substituir momentaneamente a Praia da Ponta Negra, o povo está se dirigindo em peso para aquele balneário. Os ônibus param ao lado do Tropical Hotel, para pegar o Taxi Lotação, paga-se dois reais; para ir à pé deve-se caminhar por quinze minutos, embaixo de muito sol ou chuva; os que possuem automóveis, sofrem muito pela falta de estacionamentos e desorganização do local - para ser dirigir à Praia da Lua, os barqueiros cobram oito reais pela ida e volta; no retorno, as famílias tem que caminhar até “Prainha” da Ponta Negra, para pegar um ônibus para o centro da cidade.

Não sei até quando o povo será desrespeitado pelas autoridades públicas, talvez, tirando do poder de uma vez por todas essas pessoas insensíveis, o voto é uma arma de que dispomos para tal feito, infelizmente, a grande maioria gosta de sofrer e ser enganada, pois mantém no poder por mais de vinte de anos um grupo iniciado pelo Gilberto Mestrinho (falecido), atualmente, formado pelo Amazonino Mendes, Alfredo Nascimento, Eduardo Braga e Omar Aziz – o primeiro é Prefeito (já foi governador, prefeito e senador), o segundo é Senador (já foi prefeito, senador e ministro), o terceiro é candidato ao Senado (já foi deputado, prefeito e governador) e o último é Governador e candidato a reeleição (já foi diversas vezes vice-governador), sempre foi assim, mudam somente de cargo!

E o povo, sempre tomando no cupuaçu! Não estão nem ai para o lazer dos amazonenses, eles querem mesmo é enganar, permanecer no poder e fazer de idiotas todos os seus eleitores míopes! É isso ai.