sexta-feira, 29 de setembro de 2023

VAI CHOVER NA ROÇA

 

José Rocha 

Olha, a situação é muito grave na maioria dos municípios do Amazonas, incluindo a capital.

No entanto, este estado de emergência é uma brecha para compras milionárias sem licitação, para amenizar a situação difícil dos nossos irmãos interioranos.

Sabemos que a ajuda é para ontem e que qualquer barreira burocrática deve ser retirada do caminho.

No entanto, sabemos que é aí que mora o perigo: compras milionárias sem licitação.

Pode até chegar os produtos e serviços para os mais necessitados, mas é um caminho para a roubalheira.

Ganha somente os fornecedores amigos do rei. As compras são superfaturadas e os produtos são de péssima qualidade.

Geralmente é assim que funciona, mas acho que o governador e os prefeitos serão rígidos na fiscalização, farão  compras com o preço de mercado e de qualidade, com oportunidades para todos.

Será, parente?

Sei, não.

Os homens do governo pensam em primeiro lugar no bem estar da população e o caixa dois em segundo lugar.

Tú é leso, Rocha?

Vai acreditando

Vai chover somente na roça do governo.

Pois é, Mané.

CONFRARIA DO VIAGRA 2023 - ROCK NACIONAL

 



José Rocha


Faz vários anos em que um grupo de amigos, principalmente da "idade feliz" se reúnem na Praça de Alimentação do Amazonas Shopping (Papa Loka) para celebrar a vida, com muito shopp e rock nacional.

Os encontros são sempre às sextas-feiras e a última do mês é especial, aonde o Presidente Paulo "Queridinho" manda fazer um DVD com rock nacional, além do sorteio de uma caixa de Viagra, para o deleite de um confrade para passar o final de semana com tudo em cima.

O pessoal que frequenta a Praça da Alimentação da parte de cima fica impressionado com a alegria e descontração dos senhores sessentões.

Eles cantam, bebem, comem tira-gosto (cota), além do grito de guerra.

Além da macharada, participam do evento as esposas, namoradas, amantes (da confraria, é claro) e paqueras, pois não é  o "Clube do Bolinha", mas um clube dos adoradores de uma azuizinha.

Tá rindo, né?

Sou um novato na Confraria, tendo como padrinhos os veteranos Amazonas e Boanerges Seabra.

Eles fazem uma quota mensal para a festa de confraternização que acontece próximo ao Natal, isso é tradição.

Os confrades possuem um grupo no whatsapp "Confraria do Viagra" com 55 membros.

Hoje, última sexta-feira do mês têm rock nacional e eu lá estarei.

É isso aí.

sexta-feira, 8 de setembro de 2023

50 TONS CINZA DE MANAUS - JOSÉ ROCHA


 

O PASSO A PAÇO & O PASSO A VASO

José Rocha


Parodiando o "Passo a Paço", não fui a este evento por dois motivos:

Primeiro, por discordar da monetização do evento e pela não valorização monetária dos artistas manauaras e pelos pagamentos exorbitantes aos de fora.

Neste caso, fiz várias postagens a respeito nas redes sociais.

Segundo, por problemas de saúde.

No domingo passado, resolvi dar uma volta pelo Mercadão e pela Feira da Manaus Moderna, onde fiz compras por impulso.

Era a "Hora da Xepa", um horário em que a feira está para fechar e os preços caem quase pela metade.

Um peixeiro mostrou-me uma banda de um roelo de Tambaqui sem espinhas pelo preço de trinta Reais.

Pedi para corta-lo para um cozido tipo caldeirada.

No caminho senti um cheiro forte do peixe.

É aí que mora o perigo.

Peguei um disarranjo intestinal de segunda a quinta-feira.

A minha filha também passou mal. Ainda bem que os meus netos não provaram do peixe.

No sábado retrasado comprei o mesmo peixe no DB da Constantino Nery e nada sentimos, pois naquele local o peixe fica em cima de uma montanha de gelo e somente é retirado para trata-lo do jeito em que o cliente pede.

Diferente da Feira da Manaus Moderna, onde os peixes são colocados em cima dos balcões sem gelo para conserva-los.

Isto é um perigo para a saúde humana!

Os administradores públicos e a área de vigilância sanitária deveriam obrigar esta feira adquirir uma máquina de fabricar gelos e vender a preços módicos para os vendedores de peixes, frangos, carnes vermelhas e miúdos e outras proteínas animal que são vendidas na Feira da Manaus Moderna (um nome pomposo que não reflete nada de modernidade).

Por incrível que pareça, fiquei bom hoje, sendo curado apenas com intensa hidratação oral (muita água), soro caseiro (água com sal), bastante frutas, principalmente uvas e mamão e chá de folhas de louro.

Um milagre, não gastei nada com cervejas!

Hoje, curado, irei caminhar pelo Parque Jefferson Peres e Paulo Jacob, passando bem longe da Manaus Moderna e não quero ver nem de longe um tambaqui em cima de uma banca sem gelo.

Cansei do Passo a Paço e do Passo a Vaso, também!

Eu, heim!

terça-feira, 5 de setembro de 2023

DAVID GUETTA EM MANÁOS

 

José Rocha


Segundo consta no Google, o DJ francês David Guetta,  cobra um cachê de 200 mil dólares, o equivalente a mais de UM MILHÃO DE REAIS. 


A Prefeitura não divulgou os valores pagos a todos os artistas que participarão do mega evento em Manaus.


Segundo o prefeito Davi, o cachê do DJ Guetta foi pago por um empresa patrocinadora. 


O valor é alto, pois o dito cujo virá em seu jatinho particular da Europa para Manaus. 


O cara pode ser bom, mas não o conhecemos nem nunca ouvimos falar dele.


Para o show em Manaus, ela já exigiu que não fique ninguém em frente ao palco (pessoas que pagaram 600 reais pelo frontstage) vão ter que ir para as laterais (e ficar com a cara de otário). 


Outra coisa: ninguém está autorizado a usar a sua imagem, nem a ManausCult) que é a organizadora do evento.


O camarada é arretado e exigente, coisas de famosos, imaginem o que ele vai pedir no palco.


O centro histórico de Manaus está um lixo e abandonado, com prédios do início do século caindo aos pedaços, não se justifica trazer um gringo desse para fazer festa exatamente no local que está abandonado pelas autoridades municipais e estadual. 


Que fossem direcionados esses recursos milionários para a recuperação do Prédio da Alfândega, das Casas da Booth Lines, Museu do Porto e da Praça da Matriz, seria um presente para a nossa cidade Manaus.


É isso aí.

quinta-feira, 31 de agosto de 2023

IGNÁCIO EVANGELISTA


 Ignácio Evangelista. 2023. Árvore Amazônica.Tela sobre óleo, tamanho 46 x 56.

Essa é minha e não está a venda. 

O meu amigo Inácio Evangelista possui vários trabalhos que estão na mesa de negociação.

O nosso amigo artista plástico Ignácio Evangelista, o famoso "Um Palmo e Três Dedos" informa aos amigos que dispõe de novas obras "quadros com a temática Amazônica" para vender.

Ele irá para Belém do Pará no dia 10 de setembro para participar da "Arte Pará". 

Para  participar desde evento, precisa vender algumas obras para poder bancar a sua estada na capital paraense.

Caso possa ajudar o nosso amigo, favor entrar em contato pelo telefone celular número 92985941653 ou passar mns para o José Rocha que entrarei em contato com ele.

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

PASSO A PAÇO PARA O VEXAME

 

José Rocha 

Este evento está tipo dos bois de Parintins: o povão têm de chegar de madrugada, passar o dia embaixo do Sol ☀️ e chuva 🌧️ para entrar num evento público com dinheiro público para o público, mas quem fica milionário é a família do Prefeito Bi Garcia (AmazonBest e o povo é o Besta!). Aqui é a mesma coisa. Estão usando dinheiro público dificultando o povo entrar. Quem conseguiu tem de andar pelas ruas com 

uma sacola com 30 garrafas pets ou ir até os Supermercados Nova Era e comprar lá um quilo de alimentos não perecíveis e pegar a sua fita para colocar na pulso dos otários. Quem não quiser se submeter a esses vexames deve comprar os ingressos que custam 300 reais ou um Camarote por 30 mil. É a mesma coisa em Parintins. Esse prefeito evangélico é igual ao Edir Macedo, só pensa naquilo: 💰! Vá de retro satanás! Não terás o meu voto nunca mais!

É muita grana que não acaba nunca

 

José Rocha


Muitos estão se perguntando: 

- De onde o Al-Hilal Saudi Football Club tirou tanta grana para bancar o  jogador Neymar?

É fácil responder.

Somente para vocês terem uma ideia, a fortuna do Neymar beira 4 bilhões de Reais e a do Cristiano Ronaldo perto de 10 bilhões de reais.

A família real Saudita ganha toda esta fortuna dos dois juntos num único dia!

Caramba!

O que os dois possuem é uma mixaria para a família real Saudita.

Os camaradas furam poços para encontrar água e em vez disto jorra o ouro branco e gás.

É muita grana para pouca gente.

Aquelas jóias doadas ao Bolsonaro que estão dando o que falar, para eles (os sauditas) são apenas bijuterias da Michelin (não confundir com as jóias da Michele).

Eles escavam para encontrar ferro e encontram ouro e diamante 💎.

Ó povo sem sorte!

Antes de 1930 eles andavam de 🐫 agora somente de  carrão da Ferrari.

Enquanto isso, os tupiniquins ficam brigando por um salário mínimo melhor.

São poucos riquíssimos e bilhões paupérrimos no planetinha azul.

sábado, 12 de agosto de 2023

PASSADO & PRESENTE – ANALÓGICO E DIGITAL





Os meus amigos e conterrâneos sabem muito bem a diferença dessas duas versões, pois tivemos a honra e o privilégio de usufruirmos de um passado físico, pois poderíamos pegar, sentir e guardar uma mídia musical “por um longo tempo” e, hediondamente, onde praticamente tudo é digital, na nuvem, para ouvirmos e interagirmos somente através da internet e nada mais.
Os jovens que não tiveram a oportunidade de vivenciar essas mudanças, do físico para o analógico, não valorizam, por exemplo, um CD (Compacto Disc.) e/ ou um Disco de Vinil, pois não possuem um referencial, uma vivência ou algo sentimental para dar valor quando alguém coloca uma mídia para tocar num aparelho “ultrapassado”, fora de linha ou démodé.
Eu tive o privilégio de curtir as ondas dos rádios AM de antigamente; ouvir belas músicas das vitrolas HIFI tocando discos de vinis; curtir fitas cassetes no meu Roadstar “cabeça branca” no meu Fusca 73, além dos CD´s em meu Micro System Panasonic.
Tudo passa, tudo muda, mas o amor é eterno pelo físico, pois o digital é frugal.
Talvez os jovens de hoje que curtem o digital, quem sabe no futuro sentirão saudades, em 2040, onde todo o som será espacial, lunático, marciano ou qualquer coisa fora do planeta Terra, muito diferente do sonzinho analógico de seus pais, avós e bisavôs.
Acho que será assim mesmo, pois lembro do meu pai, ele adorava valsas, sambas maneiros, boleros, jazz e outros gêneros que somente fui gostar depois de velho, igualmente a ele antigamente.
Os meus filhos estão envelhecendo, também, acho que eles estão começando a gostar das músicas que eu colocava “no toco” quando eles eram crianças. Sei, lá.
Hoje, eu, e, assim como vocês, gostamos das modernidades, da internet, da inteligência artificial, de colocar tudo na nuvem para acessar quando quisermos em qualquer lugar (desde que tenha internet, né?), mas, no fundo de nossa mente valorizamos, também, o nosso passado, dos nossos pais e avós.
Lembro de meu pai, o famoso luthier Rochinha, quando estava no final de sua vida, o velho acordava às cinco da manhã e colocava para todo o quarteirão ouvir Nelson Gonçalves, Altemar Dutra, Moacir Franco, Richard Cleyderman, Chorinhos e Chorões, Silvio Caldas & Companhia Limitada.
Depois que fique velho estou acordando, também, as cinco da manhã e colocando para os vizinhos ouvirem os vinis e CD´s que o meu velho colocava antigamente.
Tá rindo, né? Pois é.
Olha só a onda, a foto acima aparece três minis CD da propaganda de uma empresa de bebida gasosa sem álcool (“refri” para os jovens atuais), isso foi em 2003, ou seja, vinte anos passados.
Pois bem, meu bem, essas mídias ficaram guardadas todo esse tempo com a minha família e, depois de duas décadas voltei a ouvi-las em meu “Home Théâtre”.
Um prazer quase orgásmico, selecionar, tirar da capa, colocar no aparelho, controlar os agudos e graves, aumentar e diminuir o volume manualmente, um exercício físico da porra.
Nada se compara com o Youtube Music, com milhões de músicas, mas ao fazer todo este exercício físico para ouvir uma música num CD e/ou Vinil não tem outra tara igual.
Resumo da opera: Eu sou mais o analógico, pegar, sentir, voltar ao passado, pois somos e vivemos iguais aos nossos pais.
O presente volta ao passado, assim como o futuro também.
É o digital e o analógico em simbiose.
É isso ai.

quinta-feira, 10 de agosto de 2023

Mancada Nacional

 

José Rocha




A Joenia Wapichana, presidente da Fundação Nacional do Índio, aparece em uma foto ao lado do prefeito de São Félix do Xingu, João Cléber de Souza Torres (MDB), acusado de dar apoio ao garimpo ilegal.


Depois da repercussão nacional, falou que não sabia.


Como pode?


Deve estar sendo mal assessorada.


Ela é indígena e representa o órgão Federal de proteção dos indígenas e de suas terras, possuindo informações privilegiadas.


Por outro lado, esse prefeito fuleiro utiliza os recursos públicos para incentivar a invasão, destruição e o garimpo ilegal em terras indígenas.


Posar para a foto ao lado desse camarada é uma mancada nacional


É isso aí.


Fonte: Metrópoles

domingo, 30 de julho de 2023

CENTO E DEZ ANOS DE FUNDAÇÃO DA UNIVERSIDADE DE MANAÓS

 



José Rocha

No dia 13 de julho de 1913, a Escola Livre de Manaós passou a denominar-se Universidade de Manaós, portanto, completou 110 anos de existência a nossa Universidade, uma instituição de ensino superior onde sou egresso com muito orgulho e amor.

Como podem verificar abaixo, as datas e nomes são diversos, a própria UFAM considera a data de fundação em 1909, no entanto, a Universidade de Manaós passou a denominar-se em 1913:

05/09/1905 - Club da Guarda Nacional do Amazonas;

10/11/1908 – Escola Militar Prática do Amazonas;

17/01/1909 – Escola Universitária Livre de Manaós;

30/07/1913 – Universidade de Manaós;

1962           - Universidade do Amazonas;

2002           - Universidade Federal do Amazonas.

Às vezes eu acho que as coisas não acontecem por acaso, pois “estava escrito nas estrelas” e, isto aconteceu hoje, dia 30 de julho de 2023, uma data em que antes do terminar o mês, fui direcionado para encontrar um trabalho acadêmico para motivar-me a escrever sobre a passagem dos 110 anos da minha e da nossa querida e amada Universidade do Amazonas, atual UFAM.

Pois bem, amanheci com uma vontade danada de passear pela Feira da Eduardo Ribeiro, para tomar um guaraná em pó com mel e limão, reencontrar os amigos e folhear uns livros na “Banca O Alienista”, do Celestino Lé, um amigo fraterno aonde “Ler É uma Loucura”.

Um sou “rato de biblioteca”, farejo bem longe um livro em que possa ter tudo a ver como alguma coisa para uma postagem no BLOGDOROCHA.

Olhei, folhei, farejei e encontrei dentro de uma caixa uma edição em fac-similar da revista "Archivos da Universidade de Manaós", publicado originalmente em 1914.

O trabalho foi doado, gentilmente, pelo Celestino Lé, horas depois fui folheá-lo, chamando-me atenção a introdução feita pelo meu saudoso amigo Deocleciano Souza (Deco), professor da antiga UA e presidente eterno da Banda Independente do Armando (BICA).

Quando eu era jovem somente existia a Universidade do Amazonas (UA), disponibilizando somente quarenta vagas para entrar num curso de graduação superior, foi muito difícil, mas após três anos de estudos consegui cursar a faculdade de Estudos Sociais, com especialização em Administração de Empresas.

O meu irmão mais velho, o Rocha Filho, formou em Contabilidade, a outra irmã, a Graciete, em Enfermagem, a minha cunhada, a Du Carmo, em Assistente Social, a sua filha, a Bruna, em Direito e, a minha filha, a Amanda Soares, em Odontologia, todos egressos da atual UFAM, antiga Universidade de Manaós.

Parabéns a nossa atual Universidade Federal do Amazonas (UFAM) pelos seus 110 (centro e dez) anos de existência.

É isso aí.  


NA SAFRA DO CAJU

 



José Rocha 

Quando estamos na safra do Caju (noz que se produz, na língua Tupi), nos meses de outubro e novembro, encontramos o fruto “in natura” em todos os lugares, até pelos ambulantes nos cruzamentos das ruas de Manaus.

Em alguns lugares, a produção e a oferta são tão grandes que chega a “fazer lama”.

É rico em vitamina C e, por incrível que pareça, o fruto é exatamente “a castanha do caju”, sendo aquela parte suculenta com a cor amarela, rosada ou vermelha, conhecida como o pseudofruto (pedúnculo).

Existe o tipo grande e o anão, sendo este o mais produtivo; aliás, o maior produtor do Brasil é o Estado do Ceará (a terra da minha família paterna), contribuindo  grandemente com a exportação da castanha. Com o caju é possível fazermos sucos, mel, doces, a cajuína e até aguardente (eba!)

No mês de novembro é realizado a Festa do Caju, em Barreirinha, no interior do Amazonas.

A turma do “Pé Inchado” adora um tira-gosto de caju com sal; os mais abastados preferem a castanha do caju industrializada. 

Na Rua Igarapé de Manaus, centro, existia um sujeito chamado Tontonho, ele passava o dia todo passeando com o seu famoso kit: um engradado de madeira, contendo uma garrafa de cachaça, cigarros e fósforos, um velho rádio a pilha, um guarda-chuva, sal e vários cajus (na safra).

Certo dia, sua mãezinha fez um sério pedido ao filho:

 - Escuta aqui, Tontonho: deixa de beber de uma vez por todas, senão tu vais morrer de cirrose, tenha dó meu filho!

O filho respondeu choramingando:

 - Eu vou deixar de beber sim, minha mãe, mas somente após a safra do caju! 

Só não falou qual a safra do ano que ele iria parar de beber!

Faz alguém tempo atrás (coloque tempo nisso!), fiz uma viagem para o interior do Estado, fui acompanhado do meu compadre Acácio. Atravessamos na balsa de Manaus-Cacau Pirêra; pegamos a estrada Manoel Urbano, dirigindo uma Brasília, é isso mesmo um carro Brasília (aquele com o motor atrás e que fez muito sucesso com os “Mamonas Assassinas” - Minha Brasília Amarela); seguimos até a comunidade do Caldeirão, no Iranduba, deixamos o carro por lá (uma ponte estava inundada, não permitindo a passagem do nosso carro).

Pegamos uma carona num barco de um político, o caboco safado nos deixou bem longe da comunidade.

O percurso foi feito à pé, no trajeto encontramos um casa/bar com inúmeros pés de cajueiros em plena safra, beleza!

Fui logo detonando:

 – Por favor, a senhora pode nos servir duas doses de cachaça, tamanho “marítima”!

 E em seguida:

 - Posso pegar alguns cajus para tirar o gosto?

 Ela respondeu:

 - Pode pegar quantos vocês quiserem, aqui está fazendo é lama!

 E, em seguida, perguntei acanhado:

- É prá levar, posso?

 Ela respondeu:

 – Pode levar o quanto vocês puderem!

Conseguimos duas caixas de papelão e começamos a pegar os mais “parrudos”. Seguimos caminho, abre porteira, fecha porteira, nada de chegar, não aguentava mais, a minha caixa estava cada vez mais pesada, o pescoço estava todo dolorido, resolvi jogar a minha caixa na beira do rio; passamos a revezar a outra caixa.

Era a boca da noite quando chegamos à casa dos pais do meu compadre.

Ao chegar, fui logo comentado:

 – Tia Maria, conseguimos trazer apenas uma caixa de caju, a outra tivemos de jogar fora, pois não aguentamos de tanto peso na moleira. 

Ela respondeu:

– Não carecia, não, meus filhos, no terreno do meu primo Raul tem caju fazendo lama, estamos na safra do Caju mermo!

 Essa foi prá acabar! Lamentei:

"Aí Rocha, que leseira baré, estamos em plena safra do caju, para que carregar tanto peso, sou um leso mesmo!"

Estou no aguardando outubro chegar, pois quero matar a saudade de uma cachacinha, tirando gosto na Safra do Caju! 

Eu, hein!

Foto: A.C.

domingo, 23 de julho de 2023

Cidade de Manaus vista de vários ângulos





José Rocha
Morei em vários lugares do centro de Manaus, sempre em casas com pouca visão do geral, no entanto, tive a oportunidade de passar uns cinco anos residindo em um “Cafofo” no bairro da Cidade Nova, aonde foi possível ter uma leve visão das áreas das zonas Leste, Oeste, Norte e Sul da nossa cidade.
Nasci no Hospital de Santa Casa de Misericórdia, indo morar num flutuante no Igarapé de Manaus e numa casa na rua homônima, tendo uma visão apenas daquele ambiente e seus arredores.
Aos onze anos de idade, mudei com minha família para a Vila Paraíso, entre a rua Tapajós e a Avenida Getúlio Vargas, tendo apenas uma visão da baixada da comunidade e do chão dos arredores, também.
Pois bem, anos depois casei ainda jovem e fui morar nos bairros de Cachoeirinha, Santo Antônio e Glória, lugares estes onde apenas avistava as ruas dos arredores.
Dois anos depois fui morar com a mulher e um filho no Conjunto dos Jornalistas, no primeiro andar, aonde tinha apenas a visão da rua da frente e nada mais.
O tempo passou e o amor acabou, voltei para a aba dos meus pais, numa depressão, aonde apenas sabia que a chuva chegava quando o telhado começava a zoar com os pingos vindos de céu.
Num belo dia, o meu filho mais velho pediu-me para morar um pouco mais próximo de sua casa, no bairro da Cidade Nova, por dois motivos: um deles, era para tocarmos um negócio naquele lugar e, segundo, para eu ter uma qualidade de vida melhor.
Pois bem, meu bem, era para passar uma chuva apenas, no entanto, passei vários invernos e verões, foram cinco anos morando num lugar aonde tive a oportunidade de ver a nossa cidade em vários ângulos.
O meu cafofo ficava no terceiro andar de um bloco de “apertamentos”. Era uma quitinete muito chique com direito a uma suíte.
Na parte de frente dava para ver ao longe quando a chuva vinha, além de toda a movimentação de toda a vizinhança e até da zona Leste, nas imediações da “Bola do Produtor”.
Pela parte detrás tinha uma varanda, onde tinha o privilégio de ver o “Por do Sol” todo santo dia, além de parte dos bairros do Aleixo e da Nova Cidade.
Cara, foram momentos mágicos, onde tive a oportunidade de tomar o café da manhã olhando o horizonte distante e, nos finais de semana tomar umas cervejas com as vizinhas olhando o anoitecer e as estrelas do céu.
O tempo passou, voltei para a Vila Paraíso, o local de minha adolescência, adulta e velha. Gosto muito do lugar, das pessoas, dos vizinhos e tudo o mais, no entanto, nunca mais presenciei o Sol nascendo no Leste e o seu pôr no Oeste.
Um dos sonhos de quase todos os moradores da Rua Tapajós e adjacências é residir no Edifício Anauê, na esquina com a Avenida Leonardo Malcher.
Eu sonho um dia morar no último andar defronte para a minha comunidade, onde poderei olhar de cima toda a movimentação onde morei quase a vida inteira, além de olhar ao longe o Largo de São Sebastião, o Centrão até o Mercadão e o Pôr do Sol no nosso majestoso Rio Negro.
Como não sou Barão, já encomendei um "Drone da Paz" made in China, para voar em meus pensamentos pelos altos de Manaus.
Sonhar não custa nada, quem sabe um dia poderei voltar a ter uma vista de Manaus em outros ângulos.
É isso aí.
Foto: SkyscrapeCiry

segunda-feira, 17 de julho de 2023

MERCADÃO - 140 ANOS

 



José Rocha


No dia 15 de julho de 1883 foi inaugurado o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, completando 140 anos em 2023.

Recebeu este nome em decorrência do prefeito da data da inauguração ser o Adolpho Lisboa.

A sua estrutura em ferro foi uma criação do francês Gustave Eifell, o mesmo que construiu e deu o nome a Torre Eifell, em Paris.

O nosso Mercadão é o único em todo mundo, não existe outro similar em lugar nenhum.

Foi tombado, em 1987, pelo IPHAN, como Patrimônio Histórico Nacional, sendo inscrito no Livro Belas Artes.

Motivo de orgulho para os amazonenses e ponto obrigatório de visita dia turistas do mundo inteiro.

Os turistas sabem que ele é único e que possui a  assinatura do Eifell, infelizmente, muitos manauaras não sabem disso.

Eu frequento o Mercadão desde quando eu era criancinha, era levado pelos meus pais para fazermos nossas compras de domingo, além do sagrado mingau de banana e mungunzá.

Até hoje faço isto, além de saborear um pirarucu frito e comprar castanhas, ervas, xaropes e artesanatos.

Muitos permissionários são meus amigos.

Em 2006 foi fechado para reformas e somente reaberto em 2013, foi um martírio ficar sete anos sem poder visitar o nosso Mercadão.

Acredito que já está na hora da prefeitura fazer uma nova reforma.

Parabéns Mercadão!

segunda-feira, 10 de julho de 2023

De volta ao passado



José Rocha

Faz um tempão em que sentia saudades de ouvir um CD, DVD e Vinil, como antigamente.

Existe um equipamento das antigas que pertence a minha irmã mais velha, mas, sem chance de ser feliz, ela não empresta e muito menos vende.

A minha outra irmã, a Graciete, deixou comigo várias sacolas cheias dessas mídias e ainda 

colaborou para que eu comprasse um aparelho de DVD (não é mais fabricado, saiu de linha faz tempo).

Lá no centrão de Manaus encontramos de montão esses aparelhos, no entanto o Toca Disco é caríssimo, mesmo não sendo mais fabricado.

Por sorte, encontrei um aparelho DVD da marca Philips, na caixa e pasmem, estava lacrada.

Fiz questão de levar aquele trambolho pelas ruas de Manaus até  chegar em meu barraco.

Sei que paguei um mico danado, mas não estava nem aí.

Hoje, domingo, resolvi montar a fera. 

Para minha surpresa, no manual consta o ano de 2009, ou seja, foram 14 anos guardado para mim.

A minha outra irmã resolveu descartar os seus vinis e, por tabela, o Toca Disco.

Beleza, beleza, beleza, parodiando a Loura do ETBar.

Deu uma trabalheira danada, pois não tinha mais a prática de instalar cabos e fios, pois agora tudo é  por Bluetooth.

Por ter trabalhado na empresa Mirai Panasonic e DJ nas horas vagas, conseguir monta-lo.

O primeiro foi o DVD do "ABBA In Concert, 1979", depois, coloquei o CD do "Queen-The-Best" piratao.

Pense num som maneiro e da melhor qualidade.

O Vinil ficará para o próximo sábado, pois já entrei pela noite e amanhã já era as minhas férias.

Tudo a seu tempo, como dizia o meu saudoso pai.

O dia chegou e tive a oportunidade de voltar ao passado.

É isso aí.



sábado, 8 de julho de 2023

Tá todo mundo cego


José Rocha


Hoje, resolvi caminhar até a Biblioteca do Sesc, na Rua Henrique Martins, antes, passei pela Rua Rui Barbosa somente para contar "a grosso modo" quantas óticas existem por lá.


Pasmem, naquele pequeno trecho entre a Rua Saldanha Marinho e a Avenida Sete de Setembro existe em torno de cem lojas!


É isso mesmo, pois existem mini lojas uma geminada a outra dentro dos shoppinzinhos da área.


Dizem por aí que existem umas duas mil óticas em Manaus.


Eu evito andar por onde existem muitas lojas de ótica, pois fico até constrangido em ter que falar "não, obrigado" dezenas de vezes.


Sou puxado até pelo braço pelos vendedores, resolvendo andar pelo meio da rua entre os carros, mas mesmo assim existem vendedores abordando os motoristas e os transuentes que arriscam a vida.


Lembro da minha infância e adolescência quando usar óculos era coisa para os mais velhos, acho que existiam umas duas ou três óticas em todo o centro.


O está levando as pessoas ficarem com dificuldades de visão ainda jovens?


Dizem que a culpa é o uso constante de televisão, computador, tablet e smartphone.


Não sei, somente sei que os tempos mudaram para pior, com quase toda a população usando óculos, o que fez o mercado ótico crescer de uma forma vertiginosa.


Está ficando todo mundo cego, infelizmente.


É isso aí.

Foto: Brigida Betim

terça-feira, 4 de julho de 2023

Ruínas do antigo Tribunal de Contas do Amazonas

 

                                             Foto Modificada: José Rocha

Por José Rocha

O site do TCE disponibiliza um histórico dos primórdios da constituição do Tribunal de Contas do Amazonas, com a sua criação através da Lei 747/50. O Tribunal teve sede provisória no Palácio das Municipalidades (destruído), na esquina da Rua José Clemente com a Avenida Eduardo Ribeiro. Anos depois, mudou-se para o Palácio Rio Branco, onde ficou por três anos. Em seguida, mudou-se para a Praça Oswaldo Cruz número 31, onde permaneceu até 1973. Depois disso, mudou-se para o mesmo prédio onde funcionava a Loteria do Estado e ficou por cerca de quinze anos. Posteriormente, mudou-se para o “Edifício Tartaruga”, na Praça Adalberto Vale número 18 e depois para a Rua Miranda Leão número 103. Finalmente, o Tribunal mudou-se para a Estrada do Aleixo, Km2 (antigo V8 e atual Avenida Efigênio Sales), onde foi construída a sua sede definitiva.

Por ser manauara da gema e ter nascido no centro histórico de Manaus, sempre caminhei pelos lugares que marcaram a minha infância e adolescência e parte adulta. Sempre lamentei pela sua destruição e insensibilidade dos homens públicos que sistematicamente destroem de uma forma sádica a nossa memória. Em uma dessas minhas caminhadas adentrei aos escombros das “Casas da Booth Lines” e lembrei do saudoso Rogelio Casado quando estivemos no mesmo lugar muitos anos atrás em um passeio sinistro. Na época, o Porto de Manaus foi entregue de “mão beijada” pelo então governador Amazonino Mendes à família “Di Carli”, que destruíram nosso Roadway e seu entorno.

A ideia inicial do ex-senador Carlos Alberto Di Carli (detentor da concessão da exploração do Porto com o aval do Amazonino Mendes) era detonar todos os imóveis, deixar somente a “casca” das fachadas dos prédios e fazer estacionamentos, bares e restaurantes nos interiores. Houve um reclamo geral da sociedade, mas em curtíssimo prazo ele fez um estrago geral. Foi à pique todo um quarteirão histórico. Inclusive, no local foram encontrados resquícios do Forte de São José da Barra, a primeira edificação que deu origem à cidade de Manaus.

A obra foi embargada somente depois do estrago total. O prédio onde funcionou o TCE serviu para Casa Comercial de Waldemar Scholz, Agência do Banco do Brasil, Agência Lloyd Brasileiro e Caso do Pequeno Trabalhador. Atualmente, o nosso centro histórico está “Tombado” pelo IPHAN, ou seja, protegido por lei. Ninguém poderá alterá-lo, modificá-lo, restaurá-lo ou revitalizá-lo sem um projeto básico que mantenha suas características originais. No entanto, naquela época era moda derrubar “prédios velhos” para construir coisas modernas e assim foi sendo sistematicamente destruído o centro histórico.

Num belo sábado quente de Manaus, resolvi voltar à cena do crime cometido pelo Di Carli (que não foi julgado nem preso, muito menos obrigado a ressarcir o prejuízo à cidade de Manaus). Na realidade, a sua família continua mandando no Porto de Manaus e em todo o seu entorno destruído, rindo da nossa cara de babaca.

Neste dia, tirei várias fotografias da “casca” do outrora imponente prédio do antigo TCE. Pois apesar da crueldade que fizeram com ele ainda aparece em seu frontispício “Tribunal de Contas do Amazonas”.

Como forma de indignação, mandei um e-mail (com fotos) para a Presidência do TCE nos seguintes termos:

"Prezado Senhor,

Meu nome é José Martins Soares, conhecido por José Rocha. Sou escritor e blogueiro e editor do BLOGDOROCHA. Sou amazonense de Manaus e adoro a minha cidade.

Fico triste e envergonhado quando caminho pelo centro histórico pois está abandonado, sujo e desprezado. Os senhores que possuem verbas milionárias bem que poderiam patrocinar as Casas da Booth Line onde está inserido o antigo prédio do Tribunal de Contas do Amazonas conforme fotos que tirei hoje.

Grato."

Para minha surpresa, eles responderam:

Gabinete da Presidência

Prezado Senhor José Martins Soares.

Seu e-mail foi recebido por esta Corte de Contas, oportunidade na qual aproveito para informar que providências serão adotadas.

Atenciosamente, Daniel Aquino de Sousa Chefe de Gabinete da Presidência

Tribunal de Contas do Estado do Amazonas Av. Efigênio Salles, 1155 - Aleixo CEP: 69057-050 Manaus - AM Tel.: +55 (92) 3303-8198 / 3303-8159"

Será, parente?

Vou ficar com o pé atrás, mas caso o TCE resolva intervir e revitalizar o Complexo Booth Lines, em especial o prédio em ruínas do antigo TCE, ficarei feliz por ter influenciado de alguma forma para a volta do respeito ao nosso Centro Histórico de Manaus.

É isso aí.



Fontes:

https://portalamazonia.com/estados/amazonas/manaus-historica-relembre-o-complexo-booth-line

https://noamazonaseassim.com/complexo-booth-line-em-manaus/

http://jmartinsrocha.blogspot.com/2011/02/desttruicao-da-booth-line-e-construcao.html

 

A LIÇÃO DOS BOIS

 

José Rocha,

Este ano de 2023 vai ficar para a história do Festival de Parintins, como o início da era do profissionalismo.

Notei nas redes sociais muitas pessoas aqui de Manaus fazendo postagens sobre o seu Boi preferido, bem como, sobre a administração deles.

Manaus é a capital do Estado e Parintins uma cidade, também, do nosso Estado, dessa forma são duas cidades amazonenses.

Isto é lógico, alguns falarão.

O que eu quero dizer é que a cultura do boi não é mais somente de Parintins como falavam atrás, mas do povo amazonense como um todo, e isto refletiu nas redes sociais.

Todos dando o seu pitaco e puxando "a brasa para a sua sardinha".

Acredito que uns dos motivos principais para esse envolvimento foi o montante vultoso para os bois, incluindo quantia considerável do Governo do Estado e a administração desastrosa do presidente do Boi Garantido versus a administração profícua do Boi Caprichoso.

Eu sou Caprichoso até morrer, mas torço pela superação administrativa do Boi Garantido.

Eu sou formado em Administração pela UFAM e posso falar a vontade sobre essa ciência e técnica de administrar desde um pequeno negócio, por exemplo, uma lojinha na esquina até um grande conglomerado de empresas de grande porte.

Acabou o amadorismo e toda gestão deve ser profissional.

Isto não quer dizer que todos devem ser formados em administração.

Não é bem assim.

Os gestores devem ter em mente que devem ter um preparo junto ao Sebrae, buscar assessores qualificados.

Entender que o negócio é macro, envolvendo finanças, relações interpessoais, tributárias, trabalhistas, jurídicas, governamentais, meio ambiente e muito mais.

A Festa dos Visitantes, também, foi motivo de discórdia, não mais toleramos o governo pagar milhões para cantores (as) medíocres do Rio de Janeiro, que fazem shows de baixaria na Arena.

Os artistas amazonenses devem ser valorizados e respeitados e merecem a sua vez e sendo bem pagos.

Onde já se viu pagar 700 mil para LUDIMILA fazer uma baixaria total para os Visitantes?

Isso deve acabar ou a gente acaba com a farra deles!

Ainda bem que Manaus começou a se profissionalizar neste quesito, basta ver o "Boilevard", um fenômeno que vai ser muito grande no futuro.

Essas lições são para o bem da nossa cultura popular, para os manauaras, parintinenses e amazonenses em geral.

É isso aí.

sábado, 1 de julho de 2023

O Dr. Josias Figueiredo, o Capa Onça

 

Trecho do livro "Bar Caldeira - História & Tradição, Jose Rocha"

Ele morava na Rua José Clemente, próximo ao Salão Grajaú.

Foi Diretor do Colégio Estadual (Praça da Polícia) e funcionário da Petrobrás onde se aposentou. Foi também advogado, formado pela

antiga UA (atual UFAM), militando anos na profissão.

Gostava de tomar cerveja e tirar gosto com conhaque (para

abrir o apetite). Era fumante inveterado, tanto que tinha

aquele pigarro característico. Vez e outra dava umas tossidas

altas e uma cusparada no meio da rua. Até aí tudo bem para

um boêmio que gosta de fumar o seu cigarrinho. No entanto,

o que mais chamava atenção era aquele apelido estranho de

“Capa Onça”. Todo mundo tinha medo de chamá-lo pela

alcunha, pois o sujeito que teve a coragem de pegar uma

onça pelo braço, imobilizá-la e arranca-lhe os seus culhões

(testículos) com uma faca peixeira, deveria ser realmente,

uma pessoa muito valente e brava. Quem iria se atrever a

capar uma Onça? Ninguém. Com exceção do Dr. Josias

Figueiredo! Se ele fez isso não sabemos, mas o apelido

vingou. Eu somente ouvia a Dona Maria chamá-lo pelo

apelido. Meu Deus! Ele gostava de conversar comigo e com o

meu irmão Rochinha, pois fomos contemporâneos dos seus

sobrinhos Adelson e o Aldenor Fiqueiredo, no Igarapé de

Manaus. Sempre tinha razão, não adiantava argumentação,

sem chance para o contraditório na mesa de bar. Tinha um

vozeirão que metia medo. Sempre bebia sozinho no balcão e

não era de papear muito com os outros frequentadores.

Certa vez, passou por lá um vendedor com um carrinho de

mão cheio de melancias. O Dr. Josias pegava uma por uma e

batia com os dedos fechados e ficava ouvindo o som,

escolheu uma bem grande e a mais cara. Falou bem alto

para todo mundo ouvir:

- Sou nascido e criado no interior, no meio das plantações de

melancias, conheço como a palma da minha mão, só na

batida sei se está boa ou não, malandragem da capital

não me ganha, não!

Pagou e foi deixar a bendita melancia em sua residência

(ficava quase em frente ao bar) e voltou para reiniciar os

trabalhos. O vendedor “pegou o beco” depois da venda.

Minutos depois, veio a empregada e jogou a melancia na

calçada, foram pedaços para todos os lados, ficou assustado

com aquilo e ela falou bem alto para todo o quarteirão ouvir:

- Doutor Josias, a patroa mandou jogar aqui, pois está

melancia está podre!

- Puta que o pariu! Foi a primeira vez na vida em que errei!

A galera neste dia não liberou, começou a rir da presepada

do Dr. Capa Onça. Segundo o Adriano Cruz, ele tinha a cara

de mau, valentão e que gostava de discutir de tudo e com

todos, mas no fundo era uma pessoa de bom coração.

terça-feira, 20 de junho de 2023

O FESTIVAL DE PARINTINS O FESTIVAL DE PARINTINS ESTÁ NO FIM

 

José Rocha 

Tudo na vida têm o começo, meio e fim.

O Festival de Parintins não poderá fugir a regra.

Enquanto o Boi Caprichoso brilha na Arena e fora, com uma administração impecável, o Boi Garantido vai de mal a pior.

Foram TREZE MILHÕES DE REAIS para cada Boi.

R$ 5.000.000 do Estado

R$ 4.500.000 Patrocínios

R$ 1.250.000 Coca-Cola

R$ 2.900.000 Bilheteria Total:

R$ 13,6 milhões.


Com essa bolada toda o Presidente do Boi Garantido falou que o boi não irá se apresentar caso o governo do Amazonas não entrar com mais alguns milhões de reais, pois esses treze milhões FOI MUITO POUCO.

Olha, não quero ser pessimista, mas está chegando ao fim o Festival Folclórico de Parintins!

Perdi todo o tesão para ir a Ilha, acho melhor ficar por aqui mesmo e assistir ao Festival Folclórico de Manaus.

É isso aí.


Portal Março Santos:

"Veja como gasta Uma pista de como foi usado o dinheiro do Garantido está nos eventos comandados por Antonio Andrade. Veja: 1) Lançamento do Festival em Manaus, o presidente levou toda diretoria, uma banda de Parintins (os dois bumbás têm bandas na capital), enteados, filhos e comitiva de quase 30 pessoas. Todos de avião, com passagens compradas pelo Garantido. 2) Em Brasília, durante evento no Ministério do Turismo, Antonio Andrade desfilava em carro executivo, com motorista. Levou uma comissão, inclusive com esposas de integrantes da diretoria. Tudo pago pelo bumbá. 3) O Garantido disputou o cacique Raoni com o Caprichoso e ganhou. Ele virá a Parintins, no Festival, com uma comitiva de cinco pessoas, com tudo pago pelo bumbá. 4) Durante a Alvorada do Garantido, um dos eventos tradicionais do calendário do bumbá, mais de 20 possíveis jurados teriam ido a Parintins, de avião, com hotel, comida e bebida. 5) O som do Garantido foi contratado de uma pessoa que, sem ter nenhuma caixa sequer, recontratou uma empresa de Manaus. Esta, que também não tem equipamento, quarterizou para outra, de Juruti (PA), que, finalmente, executará o som. O valor das intermediações é mais dinheiro saindo do bolso do vermelho e branco. 6) Dirigentes do bumbá que moram em Manaus vão a Parintins, sempre que há reuniões (quase toda semana), com avião e tudo o mais pago pelo Garantido. 7) O Garantido não tem um esquema profissional para se defender na Justiça."


Texto copiado de: https://www.portalmarcossantos.com.br/2023/06/19/o-valor-do-pires-do-garantido/

Copyright © Portal Marcos SantosESTÁ NO FIM

José Rocha 

Tudo na vida têm o começo, meio e fim.

O Festival de Parintins não poderá fugir a regra.

Enquanto o Boi Caprichoso brilha na Arena e fora, com uma administração impecável, o Boi Garantido vai de mal a pior.

Foram TREZE MILHÕES DE REAIS para cada Boi.


R$ 5.000.000 do Estado

R$ 4.500.000 Patrocínios

R$ 1.250.000 Coca-Cola

R$ 2.900.000 Bilheteria Total:

R$ 13,6 milhões.


Com essa bolada toda o Presidente do Boi Garantido falou que o boi não irá se apresentar caso o governo do Amazonas não entrar com mais alguns milhões de reais, pois esses treze milhões FOI MUITO POUCO.


Olha, não quero ser pessimista, mas está chegando ao fim o Festival Folclórico de Parintins!


Perdi todo o tesão para ir a Ilha, acho melhor ficar por aqui mesmo e assistir ao Festival Folclórico de Manaus.

É isso aí.


Portal Março Santos:

"Veja como gasta Uma pista de como foi usado o dinheiro do Garantido está nos eventos comandados por Antonio Andrade. Veja: 1) Lançamento do Festival em Manaus, o presidente levou toda diretoria, uma banda de Parintins (os dois bumbás têm bandas na capital), enteados, filhos e comitiva de quase 30 pessoas. Todos de avião, com passagens compradas pelo Garantido. 2) Em Brasília, durante evento no Ministério do Turismo, Antonio Andrade desfilava em carro executivo, com motorista. Levou uma comissão, inclusive com esposas de integrantes da diretoria. Tudo pago pelo bumbá. 3) O Garantido disputou o cacique Raoni com o Caprichoso e ganhou. Ele virá a Parintins, no Festival, com uma comitiva de cinco pessoas, com tudo pago pelo bumbá. 4) Durante a Alvorada do Garantido, um dos eventos tradicionais do calendário do bumbá, mais de 20 possíveis jurados teriam ido a Parintins, de avião, com hotel, comida e bebida. 5) O som do Garantido foi contratado de uma pessoa que, sem ter nenhuma caixa sequer, recontratou uma empresa de Manaus. Esta, que também não tem equipamento, quarterizou para outra, de Juruti (PA), que, finalmente, executará o som. O valor das intermediações é mais dinheiro saindo do bolso do vermelho e branco. 6) Dirigentes do bumbá que moram em Manaus vão a Parintins, sempre que há reuniões (quase toda semana), com avião e tudo o mais pago pelo Garantido. 7) O Garantido não tem um esquema profissional para se defender na Justiça."


Texto copiado de: https://www.portalmarcossantos.com.br/2023/06/19/o-valor-do-pires-do-garantido/

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