sexta-feira, 6 de novembro de 2009

6º AMAZONAS FILM FESTIVAL


6º Amazonas Film Festival - Aventura, Natureza e Meio Ambiente ocorrerá entre os dias 6 e 12 de novembro e exibirá 168 títulos, dentre produções locais, nacionais e internacionais, evento já consolidado no calendário nacional e internacional como um dos maiores do gênero e que transformará o Estado no centro de uma grande celebração da sétima arte e por onde passarão algumas das maiores personalidades do universo cinematográfico. No total, a grade de programação do evento, que contará com mostras competitivas e paralelas, terá 168 filmes em cartaz e que serão exibidos nos mais diferentes pontos e espaços da capital Manaus e até no interior do Estado, através da Mostra Especial em Iranduba. Toda a programação do festival, que também inclui atividades acadêmicas, é gratuita. Para o secretário de Cultura, Robério Braga, a realização do Festival pelo sexto ano é uma prova de que o evento já se consolidando na área cultural amazonense "Nestes seis anos, acredito que já alcançamos um bom nível de aceitação por parte do público em geral e da classe cinematográfica internacional, nacional e local. Com o Amazonas Film Festival criamos no Amazonas novos espaços para a cultura e nesse sentido, estabelecemos novas oportunidades para quem está inserido nesta que é a indústria cultural mais sofisticada do mundo. Hoje, o Amazonas Film Festival é mais do que isso: é um espaço para a diversidade cultural, que possibilita o acesso a uma variedade de formatos e linguagens audiovisuais", disse. o Festival é uma realização do Governo do Estado do Amazonas, através da Secretaria de Cultura, produção executiva internacional de Le Public Système e nacional da PG Music, com patrocínio máster da Coca-Cola, apoio da Lacoste, Banco Daycoval, TV 5 Monde, Ford Monttana, Link Digital, Kodak, Cinemais, Sherwin Williams e Governo Federal, através do Ministério da Cultura (Lei de Incentivo à Cultura), apoio institucional da Embaixada da França no Brasil, Cinefrance, Universo Amazônico, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Centro Técnico Audiovisual (CTAV), Fórum dos Festivais e parceria do Cinebrasil e Manaus Plaza Shopping. MOSTRAS COMPETITIVAS TERÃO 44 TÍTULOS O 6º Amazonas Film Festival apresentará 44 títulos nas cinco categorias competitivas do evento - Mostra Competitiva Internacional de Filmes de Ficção, Mostra Competitiva Internacional de Filmes Documentários, Mostra Competitiva Nacional de Curtas-Metragens 35mm, Mostra Competitiva Nacional de Curtas-Metragens Digital - Brasil e Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Digital - Amazonas. A diversidade, uma das características mais marcantes do Festival, faz-se presente na lista de filmes selecionados para a Mostra Competitiva Internacional de Filmes de Ficção. No total, há nove títulos selecionados provenientes de nove países diferentes - Brasil, China, Iran, Reino Unido, Itália, França, Austrália, Cazaquistão, Estados Unidos e Iraque. Já na Mostra Internacional de Filmes Documentários serão também são nove os títulos em competição, os quais são produções vindas de seis países diferentes - Estados Unidos, Suíça, França, Reino Unido, Canadá e Brasil. Nas Mostras Competitivas Nacional, a variedade de Estados com produções participantes também é acentuada. Na Mostra Competitiva Nacional de Curtas-Metragens 35mm haverá seis filmes, sendo estes produções do Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e Pernambuco. Por sua vez, na Mostra Competitiva Nacional de Curtas-Metragens Digital - Brasil serão apresentados sete títulos provenientes de cinco Estados brasileiros - Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal. Por fim, na Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Digital - Amazonas, que chega ao seu segundo ano de Festival e que conta apenas com produções (curtas) de cineastas locais serão 13 os participantes, dois a mais do que na primeira edição da categoria em 2008. "Esse Festival se propõe, cada vez mais, a se tornar um dos maiores fomentadores da produção local e da projeção de novos artistas, especialmente brasileiros e amazônicos, ligando-os a nomes consagrados da indústria cinematográfica. E os números crescentes, ano após ano, no que se refere à adesão de artistas locais e brasileiros nos prova que estamos atingindo este objetivo", ressaltou o secretário de Cultura, Robério Braga. 6º AMAZONAS FILM FESTIVAL TERÁ A PRESENÇA DE ESTRELAS E PERSONALIDADES DA SÉTIMA ARTEConsolidado no calendário internacional como uma das maiores premiações do nicho cinematográfico atual, não é surpresa que a cada ano o Amazonas Film Festival receba algumas das maiores personalidades do universo da sétima arte. Para esta sexta edição, como não poderia deixar de ocorrer, grandes estrelas, dentre diretores, atores, atrizes, produtores e outros, já estão confirmados para participar do evento. Dentre alguns destes importantes nomes da indústria cinematográfica está o de Carlos Manga, diretor de clássicos do cinema nacional, como "Matar ou Correr" (1954), "O Homem de Sputinik" (1959) e outros, que neste 6º Amazonas Film Festival será o Presidente de Honra do Júri. O ator e diretor de cinema, televisão e teatro, Milton Gonçalves será o Convidado de Honra do evento neste ano. No teatro, Milton Gonçalves tem participações em mais de 30 espetáculos e no cinema, ainda no campo da atuação, são mais de cem filmes catalogados, dentre os quais, destacam-se "O Homem Nu" (1968), de Roberto Santos, "Macunaíma" (1969), de Joaquim Pedro de Andrade, "Eles Não Usam Black-Tie" (1981), de Leon Hirszman, "Orquídea Selvagem" (1989), de Zalman King e outros. O 6º Amazonas Film Festival contará com a presença de diversos convidados especiais ilustres, como os atores Guilherme Leme, Marcelo Serrado, Murilo Rosa, Sérgio Marone e Thiago Mendonça e as atrizes Malu Mader, Ângela Vieira, Eva Wilma, Juliana Alves, Nathália Timberg, Tânia Alves, Silvia Salgado, Stela Freitas, Rita Cadillac, Rosamaria Murtinho, Lucia Alves e Elke Maravilha. 6º AMAZONAS FILM FESTIVAL TERÁ 124 TÍTULOS EM 13 MOSTRAS PARALELAS A ampla e diversificada grade de filmes fora de competição que faz parte da programação paralela do 6º Amazonas Film Festival tem por objetivo oferecer entretenimento de qualidade para o público amazonense de todas as faixas etárias. Em 13 opções de mostras paralelas serão exibidos 124 filmes, entre títulos nacionais e estrangeiros e que serão apresentados em diversos pontos e espaços culturais da cidade, como o Centro Cultural Largo de São Sebastião, Centro de Convivência do Idoso (bairro da Aparecida, zona Centro-Sul), Centro de Convivência da Família Padre Pedro Vignola, Teatro Luiz Cabral, Casa Ivete Ibiapina e muitos outros. Duas das mais tradicionais mostras do evento, Cinema do Largo (Centro Cultural Largo de São Sebastião) e Aventura do Documentário Brasileiro (Centro de Convivência do Idoso da Aparecida, Centro de Convivência da Família Padre Pedro Vignola, Teatro Luiz Cabral, Casa Ivete Ibiapina) contarão com seis e cinco títulos, respectivamente, dentre os quais "O Homem de Sputinik" (1959), em homenagem ao Presidente de Honra do evento neste ano, o diretor Carlos Manga (pela Mostra Cinema no Largo) e o documentário "Contratempo" (2008), dirigido por Malu Mader, uma das convidadas especiais do 6º AFF e Mini Kerti (pela Mostra Aventura do Documentário Brasileiro). O 6º Amazonas Film Festival também desenvolve ações sociais através de sua grade de programação paralela, por meio da Mostra Social Cinema Por Aí (que contempla mostras adultas, infanto-juvenis e infantis), que nesta edição, levará 35 títulos para mais de 40 espaços de Manaus, dentre os quais presídios, hospitais abrigos e escolas. "É um trabalho moderno e sensível, desenvolvido por recomendação da primeira-dama Sandra Braga, que está à frente do CDH (Conselho de Desenvolvimento Humano). Uma oportunidade de incluir no Amazonas Film Festival, pessoas que não teriam acesso a ele, por se encontrarem em hospitais, penitenciárias ou asilos", comentou o secretário de Cultura, Robério Braga. Alguns dos locais em que ocorrerão a exibição de títulos são o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (fechado masculino, fechado feminino e semi-aberto masculino), Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa (masculino, feminino e hospital de custódia), Fundação Dr. Thomas, Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro e muitos outros. As crianças também terão seu espaço no 6º AFF com a Mostra dos Curumins, que contará com 17 títulos, internacionais e nacionais, voltados especificamente para este nicho de público. As paradas de ônibus do Terminal do bairro da Cidade Nova (zona Norte) e Terminal do bairro de São José (zona Leste) também vão receber o 6º Amazonas Film Festival. No total, serão apresentadas 22 produções, sendo todas estas curtas de até 4 minutos de duração produzidos por artistas locais. "É dessa forma que o Amazonas Film Festival vai ao encontro do povo, além do fato de que muitas das produções exibidas nesta mostra foram realizadas por alunos dos cursos de cinema do Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro, o que reflete o resultado de um trabalho pedagógico muito bem desenvolvido", ressaltou Robério Braga, lembrando que passam pelos terminais cerca de 250 mil pessoas por dia. As produções amazonenses também ganham mais espaço neste 6º AFF. A Mostra Made in Amazonas, que ocorrerá no Centro Cultural Palácio da Justiça terá 12 títulos em cartaz, dentre documentários e filmes de ficção. Já na Mostra Teleamazônica de Cinema, uma novidade desta edição, contará também com 12 títulos a serem exibidos no Centro Cultural Palácio da Justiça, sendo todos documentários dos cineastas Roberto Kahane e Antônio Eustáquio ("Taquinho").Outra grande novidade e destaque deste 6º AFF é a Mostra Cine Copa Verde, que ocorrerá no Largo Mestre Chico e Centro Cultural dos Povos da Amazônia, a qual vai trazer 13 produções, dentre documentários e filmes de ficção, todos com a temática voltada para o futebol, já em uma espécie de "aquecimento" para a Copa do Mundo de 2014, que ocorrerá no Brasil. Por fim, o 6º Amazonas Film Festival, da mesma forma que ocorreu na edição anterior, vai estar presente no interior do Estado, mais precisamente no município de Iranduba (localizado a 22 km da capital Manaus). A Mostra Especial em Iranduba contará com dois grandes e recentes sucessos do cinema nacional - "Divã" (2009), do diretor José Alvarenga Jr. e "Se Eu Fosse Você 2" (2009), do diretor Daniel Filho. A mostra ocorrerá na Praça dos Três Poderes do município nos dias 7 e 8 de novembro. PREOCUPAÇÃO COM MEIO AMBIENTE É MARCA DO 6º AMAZONAS FILM FESTIVAL Uma das tradições de maior destaque do Amazonas Film Festival são as ações ecológicas desenvolvidas todos os anos no evento. Estas ações de cunho ecológico e ambientais revelam a atenção especial dada às temáticas relacionadas ao meio ambiente e reforçam a preocupação com a sustentabilidade do planeta. O tratamento dispensado às ações voltadas para a preservação ambiental e proteção aos recursos naturais harmoniza-se com a política adotada pelo Governo Eduardo Braga. Por estas razões, o 6º Amazonas Film Festival dá continuidade a estes objetivos com mais uma ação deste tipo. Trata-se da Cerimônia de Apadrinhamento da Espécie Florística Tanimbuca. A árvore, cujo nome científico é Buchenavia tetraphylla, é uma das mais comuns da região amazônica e está presente também em algumas localidades da área da Mata Atlântica e possui grande valor comercial. Popularmente ela é conhecida como "amarelão", "carará", "cuiarana", "tanibuca" e outros. Para a ação ecológica de 2009, a organização do festival convidou o ator Victor Fasano (Brasil) e a atriz e modelo Mireille Darc (França) para os postos de padrinho e madrinha do evento, respectivamente. Victor Fasano, um dos nomes mais conhecidos da teledramaturgia nacional, que esteve em grandes sucessos deste gênero como as novelas "Barriga de Aluguel" (1990), "De Corpo e Alma" (1992), "América" (2005) e "Caminho das Índias" (2009), todas assinadas por Glória Perez, "Tropicaliente" (1994), de Walter Negrão e muitas outras. Além dos trabalhos como ator, Victor Fasano fundou com a atriz Christiane Torloni o projeto Amazônia para Sempre que teve origem por causa do contato com a realidade da floresta durante as gravações da minissérie "Amazônia - de Galvez a Chico Mendes", escrita por Glória Perez, em que os dois atuaram. Os objetivos do projeto visam sensibilizar os cidadãos brasileiros sobre a importância da preservação e a real situação da Floresta e interromper a devastação do ecossistema. O ator é um dos mais atuantes em causas ambientais, estando desde 1985 à frente do Criadouro Tropicus - Associação Cultural, Científica e Educacional, que cria espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção para re-introdução na natureza. Em 2005, o ator foi o representante da Prefeitura do Rio de Janeiro na Conferência de Meio Ambiente em São Francisco (USA). No ano passado, ele recebeu o prêmio "Verde das Américas", do VII Encontro Verde das Américas (SP). Já Mireille Darc é uma das mais renomadas e reconhecidas atrizes francesas de sua geração. Ela já atuou em mais de 30 produções cinematográficas, dentre os quais destacam-se "Galia" (1965), dirigido por Georges Lautner, "Jeff" (1968), de Jean Herman e muitos outros. Durante as filmagens de "Jeff", Mireille conheceu Alain Delon, um dos mais prestigiados atores franceses, e com ele manteve um longo relacionamento de 15 anos. Durante os anos 90 e início de 2000, a atriz se dedicou à realização de programas de televisão sobre transplante de órgãos e o câncer. Em 2005, recebeu o título de "Chevalier de l'Ordre National de la Légion d'Honneur de France" (Cavalheiro da ordem nacional da legião de honra da França) das mãos do ex-Ministro e Presidente da Comissão Européia, Jacques Chirac. Em 2006, recebeu mais uma medalha da "Légion d'Honneur", concedido também por Jacques Chirac. CAPACITAÇÃO E QUALIFICAÇÃO TÉCNICA E PROFISSIONAL SÃO FOCO DA PROGRAMAÇÃO ACAÊMICA DESTE 6º AFFA promoção do Estado do Amazonas como potencial pólo de produção artística e cinematográfica e de locação para a realização de filmes, bem como a viabilização de um real intercâmbio entre artistas, produtores e cineastas amazonenses e de outros Estados e países e o público de uma maneira geral são algumas das maiores finalidades do Amazonas Film Festival. Através da programação acadêmica do evento busca-se a capacitação e a qualificação profissional de todos os interessados ou atuantes no campo das artes visuais do Amazonas. Deste modo, o 6º Amazonas Film Festival contará com uma série de eventos deste tipo, como debates, convivências, palestras e convivências, além de seis oficinas, que nesta edição, terão os seguintes temas: edição, fotografia para cinema e vídeo (iniciantes), produção de cinema no Amazonas, Curta Digital (Alunos do Projeto Jovem Cidadão), preparação de atores para cinema e vídeo. Assim como toda a programação do festival, as atividades acadêmicas também são gratuitas, mas é necessário que todos os interessados se inscrevam nos eventos pretendidos através do site oficial do evento, o http://www.amazonasfilmfestival.com.br. IV CONCURSO AMAZONAS DE ROTEIROS Promovido pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura, com patrocínio do Banco Daycoval, o Concurso Amazonas de Roteiro chega a sua quarta edição. O Concurso tem por objetivo eleger o melhor script, sempre um material inédito, para a produção de um curta-metragem 35mm, promovendo, deste modo, a valorização e estimulação da criatividade e a produtividade de cineastas e filmmakers do Amazonas.
Editar Comunicação - 3238-2672; 3238-2434; 3238-3997Paulo Roberto Pereira (92) 9128-0843; 8127-9878; Bruna Maia - (92) 8812-0223; Loyana Camelo - (92) 8812-2004

MANAÓS, MANAUS, MANA

FOTO COLAGEM: J MARTINS ROCHA - CINE POLYTHEAMA, SORVETERIA GLACIAL, MANAÓS HARBOUR, IPHAN,CABARÉ CHINELO, IAPTEC, LUSO SPOTING CLUB ,CASA DIAS, GRANDE LOJA MAÇÔNICA, MUSEU DO PORTO, IGHA, CAUA/UFAM, CASA GUARANY, BEIRA DO PORTO, COLÉGIO SALDANHA MARINHO & FACHADAS.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

ÍNDIA ATWÃMA



A jornalista Elaízes Farias, do jornal A Crítica, fez uma belíssima reportagem sobre a índia Atwãma, da etnia Sateré-Mawé. A menina de apenas de 15 anos de idade, participou do Ritual da Tucandeira (passagem para a vida adulta), no Encontro dos Guerreiros (festa que mistura danças, comidas e concursos de zarabatana, na comunidade Sahuapé, em Manacapuru, Amazonas). Ela quebrou a tradição, tornando-se a primeira mulher a participar do ritual (vinte sessões com luva de palha cheia de formigas de ferrão venenoso e doloroso).

Ela nasceu em Ponta Alegre, no município de Barreinha; mora em Manaus na Comunidade Waikuru, o seu nome em português é Leiciane Costa da Silva, estuda a sétima série e deseja cursar Medicina; fez a seguinte declaração “Decidi participar para mostrar que as mulheres são tão corajosas quanto os homens, mostrar que nós também podemos ser guerreiras, ao participar do ritual, também busco ter mais saúde e coragem”.

As estimativas feitas pela COIAB (Confederação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira) variam de 15.000 a 20.000 indígenas que moram em Manaus. Em relação à etnia, é conhecida a importante proporção de etnias do alto Rio Negro (Tucano, particularmente), assim como das etnias Ticuna e Sateré-Mawé. Mas muitas outras etnias se fazem presentes em Manaus.

Parabéns a guerreira Atwãma!

Foto: Euzivaldo Queiroz


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

NESTOR NASCIMENTO - A ALMA NEGRA DO AMAZONAS


  No próximo dia 20 de novembro, será comemorado em Manaus o “Dia da Consciência Negra”, feriado municipal. Nada mais justo do que homenagear o saudoso Nestor Nascimento, considerado o maior líder negro da história do Amazonas, com uma marcante defesa dos direitos civis.




 Tive o privilégio de conhecê-lo, inclusive foi meu professor de História, num cursinho preparativo para o vestibular da antiga UA. A fotografia ao lado, pertence ao acervo do Simão Pessoa, onde eu apareço batendo um papo com o meu mestre Nestor.


 A biografia do Nestor, foi adaptado do texto retirado do Projeto de Decreto Legislativo nº 13/2001, visando conceder a medalha de ouro “Cidade de Manaus” a Nestor Nascimento.


Nestor José Soeiro do Nascimento nasceu em Manaus, Amazonas, no dia 11 de dezembro de 1947, filho de Nestor do Nascimento e Sophia Soeiro do Nascimento. É divorciado e pai de 12 filhos, todos nascidos e residentes em Manaus. Vem de uma família tradicional do bairro da Praça 14 de janeiro, em Manaus, onde viveu e estudou. Fundador da Associação dos Moradores e Amigos da Praça 14, Sócio Fundador da Escola de Samba da Vitória Régia. Sua mãe, dona Sophia Soeiro do Nascimento, foi uma ilustre Professora e diretora do Grupo Escolar Luizinha Nascimento. Cursou o ensino fundamental no Grupo Escolar Luizinha Nascimento, ensino médio no Colégio Estadual Rivadávia Corrêa (RJ); Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Amazonas, sendo inclusive um dos fundadores do Centro Acadêmico de Direito da universidade em referência. Participou de cursos de Atualização em Comunicação Social pelo Sindicato dos Jornalistas / Universidade do Amazonas; Introdução à Democracia pela Universidade do Amazonas e cursou Treinamento de Professores (Secretaria de Educação e Cultura / AM). Exerceu a função de Segurança do Ministro Lira Tavares pelo Ministério do Exército em 1968, escolhido pelo General Costa e Silva no Palácio das Laranjeiras. Atuou como repórter universal de notícias, no Rio de Janeiro, no ano de 1968; exerceu a função de colunista e Repórter no Jornal A Notícia, em Manaus, no período de 1972 à 1975; atuou como Diretor Geral do curso Dinâmico, em Manaus, no período de 1972 à 1979; atuou na elaboração de projetos de pesquisa, da Reforma Administrativa do Estado, nos seguintes projetos : 286 IPASEA ­- Diagnóstico de Gestão, 142 - CELETRAMAZON - Diagnóstico de Gestão 465 - Aperfeiçoamento, Obrigações Fiscais e Trabalhistas no Estado do Amazonas, em 1972; atuou como assessor parlamentar na Câmara Municipal de Manaus, no ano de 1995. Foi procurador chefe da Câmara Municipal de Manaus, no período de 1996 a 1997, foi Subsecretário Municipal do Desenvolvimento Social, em Manaus, no ano de 1983 (Prefeito Amazonino Mendes); Diretor Superintendente Cultural do Amazonas em exercício entre os anos de 1984 à 1986 citado como um dos melhores alunos da Universidade do Amazonas, pelo Professor Samuel Benchimol, na Ordem dos Cobras, no livro Amazônia, um pouca antes além depois. Ativo participante como sócio da Escola de Samba da Vitória Régia e da Academia Samurai de Judô. Proprietário de um dos primeiros cursos de pré-­vestibular de Manaus (curso Dinâmico). Foi Vice-Presidente do Clube da Madrugada c membro da Sociedade dos amigos de Portugal de Manaus e ainda foi Presidente do Conselho Estadual de Cultura 92/94. Atuou e fundou o Movimento Alma Negra – MOAN, em Manaus. Foi Presidente do Conselho de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra no ano 1988 e atualmente Presidente do Instituto dos Direitos Civis (I. D. C.) – AM. Ganhou o diploma de Honra ao Mérito, do Instituto Brasileiro, no ano de 1975. Pela sua trajetória em defesa dos direitos civis, Nestor Nascimento visitou os EUA a convite de Bill Clinton/1997, então presidente dos Estados Unidos, onde manteve contato com várias entidades, visitou o Capitólio, a Casa Branca e na oportunidade concedeu entrevista à voz da América como um dos mais ilustres defensores dos direitos civis no Brasil. Seu currículo é sem dúvida da maior grandeza e relevância na nossa cidade por sua participação e experiência na vida pública e administrativa em todos os seguimentos da sociedade manauense.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

VILA CARPINTEIRO PÉRES


by Dra. Graça Silva


A Vila Carpinteiro Péres, localizada na Avenida Sete de setembro, centro, ao lado da Cadeia Pública, mais precisamente na casa de no. 9, foi o local onde eu nasci, em 23 de novembro de 1948, numa quarta-feira. Meus pais Raymundo Nonato da Silva e Francisca dos Santos Silva me receberam pela ajuda de minha bisavó materna, Dona Maroca – Maria da Conceição Teles, que serviu de parteira. Sou a quarta filha do casal Silva. Minha mãe também nasceu naquela casa em 21 de julho de 1921. Filha única do Sr. João Lopes dos Santos e de Antonia Teles dos Santos. Meu avô materno era filho de João Lopes e Angélica Maria Lopes, ambos da Foz do Jutai, sendo que Angélica era descendente de índios Inca. Minha avó Antonia era filha de cearenses – Antonio Marinho Teles e Maria da Conceição Teles, ambos naturais da cidade de Crato.

Meus avos paternos – Candido Pereira da Silva e Josefa Maria da Silva, eram paraibanos. Dos meus ancestrais tive a oportunidade de conhecer apenas meu avô materno, João Lopes, com quem convivi por muitos anos…

Meus irmãos Assis, Izabel, Nazaré e Nonato; sendo que Nazaré faleceu com 1 ano e 8 meses de idade.

Minha casa era toda em madeira, construída no meio do terreno – 50X100, com muitas árvores frutíferas. Era na verdade, duas casas geminadas e meu avô materno morava ao lado.

Minha família foi quem primeiro habitou a Vila Carpinteiro Péres, que naquela época em 1910, havia apenas uma casinha construída em taipa, que meu avô JOÃO adquiriu e depois construiu em madeira, coberta de telha de barro a primeira parte e a outra em zinco. 

Depois a família LOBO, formada pela Sra. Maria Lobo e suas filhas Elza, Isa, Rita, Eubrasia e Salete, foi morar ao lado da nossa casa e depois o Sr. UMBELINO e dona ARCANJELA, com um casal de filhos, Cleide e Claudio. Anos depois o casal Antonica e Nemesio, Neco e Iva, Carneiro e esposa; Nogueira e Domitilia; Zulmira e os filhos Ruy e Zulmita etc.

Uma particularidade, meu avô João casou-se quatro vezes. A primeira mulher não teve nenhum filho e não sei bem nada a respeito dela; a segunda esposa foi minha avó ANTONIA, que faleceu aos 22 anos de idade, quando minha mãe tinha apenas três anos. Ele trabalhava como prático de navios; conhecia os rios da Amazônia, como ninguém, principalmente o Rio Solimões e seus afluentes. Ao ficar viúvo, resolveu casar com a sogra, dona MAROCA, que estava viúva naquela oportunidade. 

Após a morte de minha bisavó, meu avô casou-se pela quarta vez, com a irmã do meu pai, tia CHIQUINHA e esta felizmente não teve nenhum filho, caso contrário causaria grande confusão, pois tia Chiquinha era cunhada e madrasta de minha mãe, e consequentemente, minha tia e minha avó!

Como na casa do meu avô morava apenas ele e a esposa, constantemente se hospedavam lá pessoas que vinham do interior do Estado para tratar de negócios e de saúde.

O quintal da minha casa, na época da cheia, ficava a parte dos fundos inundada e permitia que brincássemos, navegando em toras de madeira que escapavam da Serraria Moraes, do lado oposto de minha casa – Educandos. 

A paisagem vista da janela da cozinha era o bairro de Educandos – um morro cheio de casas, que a noite as luzes cintilavam igual às estrelas no céu...

Aprendi a nadar no quintal de minha casa, na época da cheia. Na época da vazante, tomava banho na cacimba, muito bem conservada por minha tia Chiquinha. E isso ocorria quando faltava água encanada. Em noite de luar era uma maravilha o banho na cacimba – água geladíssima e as crianças faziam a maior algazarra, pois os poucos vizinhos desciam uma ladeirinha em direção das cacimbas, sem qualquer modéstia, posso afirmar que a da minha tia Chiquinha era a maior e mais bem cuidada...

Que maravilha era tomar banho numa queda d’água, que ficava embaixo da ponte de Educandos, que chamavam “pancada”, isso na época da seca do igarapé, quando ficava apenas um canal, com águas correntes e velozes. Na época da cheia, nosso passeio aos domingos era sair de canoa, com meu pai, remando até o bairro do Japiim – onde morava um amigo dele, num sítio. 

Passávamos pelo Igarapé do Quarenta, onde havia poucas casas; no Japiim só existia mata. No percurso, íamos observando a natureza, as águas límpidas, que permitia visualizar a areia no fundo do rio, nos igapós, e os peixinhos; no alto das árvores, víamos Araras, Papagaios, Tucanos e passarinhos diversos... Como era bonito!

Já na época da seca, fazíamos esse passeio a pé, beirando o córrego. No Quarenta havia uma piscina natural, todo em pedra, onde os evangélicos costumavam realizar o batismo dos irmãos e as lavadeiras utilizavam aquela água cristalina para lavar principalmente, as roupas brancas.

Estudei no Patronato Santa Terezinha dos 3 aos 13 anos de idade. De lá fui para o Grupo Escolar Farias de Brito, que ficava na Avenida 7 de setembro, em frente da Escola Técnica Federal do Amazonas, hoje CEFET.


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

FEIRA DA AVENIDA EDUARDO RIBEIRO - MANAUS

Posted by Picasa
Esta feira foi fundada em 2000, em decorrência da parceria do Sebrae/AM e da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus/CDL, com o propósito de reunir os artesãos em um local apropriado e vender os seus produtos diretamente aos consumidores.
O local é a principal avenida do centro antigo de Manaus - a Avenida Eduardo Ribeiro, tornou-se o point das famílias manauenses para tomarem o seu café da manhã aos domingos e efetuarem as suas compras, além de ser mais um atrativo para os turistas; encontramos uma enorme variedade de produtos: bolsas, artesanatos indígenas, livros, discos, brinquedos, perfumes, mudas de plantas, peixes ornamentais, pequenos móveis de madeira, roupas e confecções, etc.
O local é também preferido pelos artistas para fazerem as suas apresentações, encontramos palhaços, malabaristas, cover do Michael Jackson, Homem Estátua, além da roda de Capoeira e músicos andinos; na parte próxima ao Teatro Amazonas é o local preferido para as exposições – forças armadas, fotográficas, evangélicas, institucionais, etc.
A feira funciona somente aos domingos, no horário das 7h às 14h, contando com mais de 300 barracas, vale a pena conferir!

sábado, 31 de outubro de 2009

POETATU 4

Posted by Picasa
O lançamento do livro aconteceu no dia 25 do corrente, no Palacete Provincial, centro antigo de Manaus; a organização foi do poeta/livreiro Celestino Neto (sebo O Alienista, na Praça Heliodoro Balby) e do meu mano poeta Marco Gomes, com apoio cultural da Secretaria de Cultura do Estado do Amazonas e, da ONG Gens da Selva – In Memorian Anibal Beça, Marcos Figueira e Narciso Lobo; com a contribuição poética dos pesos pesados: Almir Graça, Anísio Mello, Carlos Araújo, Castro e Costa, Celestino Neto, Célio Cruz, Eliberto Barroncas, Felipe Wanderley, Henrique Mesquita, José Ribamar Mitoso, Jersey Nazareno, Marcileudo Barros, Marco Gomes, Simão Pessoa, Tenório Telles e Zemaria Pinto.

A capa é uma talha do artista plástico Roberto Cravo, dando forma a um desenho do Hanneman Bacellar (jovem pintor manauense, desaparecido tragicamente); a foto é do nosso lambe-lambe oficial Luiz Souza; o quadro faz parte do acervo da BICA e está exposto no Bar do Armando; a outra fotografia que ilustra o nosso post é do gaiato que vos escreve, mostra em primeiro plano a nossa eterna rainha Petrolina (Petrô para os íntimos) e ao fundo o poeta Frankenstein escrevendo os seus versos com a sua perna de piroca!

O Simão Pessoa, nosso querido poeta e escritor, foi o encarregado de fazer a apresentação do livro: No futuro do pretérito, essa antologia poética feita nas coxas será o livro narrativo mais instigante de 2014. O New York Times informará. Mistura de Win Wenders com Bouvard et Péchuchet, muitas vezes parece Bukowski. Sim, é um livro preguiçoso. Sim, é um livro engraçado, gostoso de ler. Um livro triste, angustiado. Um livro de crônicas. Um livro de poesia. Um livro de filosofia. Um livro de memórias travestido em ficção. Escritura sem afeto. Texto raiva-ternura. Chocante. Lindo. Poetatu. Poesia paca, bicho! Sim, há uma gota de sangue em cada poema. Ao alarme, prefiro o ladrão. Biscoitos finos para a massa. Poetatu já nasceu clássico. E não fosse isso seria aquilo. De leve.

MERCI, BERINHO – Marco Gomes (poeta, fotógrafo)
Bendito é o fruto
do português Manoel Pracinha
(embora vivo... muito vivo)
que em ti baixou.
Obrigado pela devolução
da Praça da Polícia
já estava até pensando
em acionar o MP
pedindo-a de volta.
Juro que dentre essa algazarra toda
de animados artistas
(ou seriam alegres?)
Não existe turma mais folgada
que a dos legítimos donos da praça
reunidos ali no canto.
Pedrosa, Pina, Piauí, Manuel Curupira,
Valério, ou seja, a fina flor
da Turma do Pau-mole
que volta a se concentrar
ou sua Catedral da Fé!
(do bicho, dama, fofoca...)

LIBRE – Jersey Nazareno (poeta, jornalista)

Há algum tempo,
não sei quanto,
Venho-me condenando,
por querer a liberdade.
Há algumas horas,
não sei quantas,
deixo de condenar-me,
por sentir-me livre.
Livre por saber
que sou um condenado
à liberdade.

DEZEMBRO/EPITÁFIO NO CRESPÚSCULO/TEMPO TEMPLO – Eliberto Barroncas (poeta, músico)

O tempo
tem passado ligeiro
já vem
mais um janeiro.

O tempo voa
com suas penas
nas águas do tempo
tudo nada.

Morte do dia
luto da noite
sina
o tempo assina o que ensina.

Isto foi apenas um aperitivo, uma degustação! Quer mais? Então passa um correio eletrônico para
sebo.oalienista@yahoo.com.br – será enviado um exemplar para qualquer cafundó-de-Judas do nosso Brasil, via canoa, batelão, taxi, sedex e até de asa dura, basta somente acertar uma módica contribuição de alguns reais! É isso ai Poetatu!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

PEIXARIA DO JOKKA



O estabelecimento está localizadoe na Rua São José, no. 9, bairro de São Raimundo, em Manaus; a rua é sem saída, o restauante é minúsculo, porém se destaca por três itens: a figura do proprietário, a delícia dos peixes servidos e a inigualável vista para o Rio Negro.


O dono do estabelecimento chama-se Joaquim Loureiro Neto, 59 anos, natural de Cajatuba (Manacapurú, Amazonas), conhecido por Jokka(com dois KK mesmo!), figura conhecida na cidade de Manaus pela sua irreverência e mau humor - o estabelecimento é fechado, o portão é de ferro e só entra que ele permitir; logo na entrada existe um letreiro que adverte: "Gabinete do Jokka Loureiro, só para amigos e convidados. Não entre sem permissão!", existem também outras pérolas espalhadas pelo restaurante, retratando muito bem a personalidade do dono: "Não aceitamos cheques nem vendemos fiado, para evitar a frequência de liso."/"Atendo do estivador ao doutor."/"Não toleramos exigências nem frescuras."/"Se queres tratamento especial vá para uma casa de massagem ou Hotel Tropical." É mole ou quer mais? Então segura essa: "Seja educado: coma, pague e pegue o beco"! O Jokka não tolera pergunta idiota, mais ou menos do tipo: - O senhor tem peixe frito? Não, temos somente prego, ferrolho e serrote! Responde com irritação. - O que é aquilo que estão construindo ali no meio do Rio Negro? (se ferindo a Ponte Manaus/Iranduba) É o Condomínio Residencial Rio Negro! responde babando de raiva. Segundo o Jokka, ele não é uma pessoa mal-educada, no fundo é tudo brincadeira. O Jokka é também um grande cantor e compositor, compôs muitas músicas para o Mega Star Brega Abílio Farias, gosta de soltar a voz aos domingos no Bar Caldera, centro antigo de Manaus.

O restaurante é tocado com a ajuda da mulher, filhos e até dos netos, oferece à clientela sete variedades de peixes, todos acompanhados de baião-de-dois, farofa, vinagrete e farinha de Uarini; de sobremesa, tem sorvete caseiro de sabores como cupuaçu e tapioca. O cardápio é oral: - Tem tambaqui, pirarucú, tucunaré, matrinxã... só frito! detona o Jokka. O imóvel é de madeira, com uma pequena laje, onde são acomodados os bancos também de madeira; existem dois compartimentos: a parte de cima, com um mezanino (área VIP) e a parte de baixo; atende de segunda a sábado, no horário de 11h/15h30; a clientela é formada na sua grande maioria por empresários, turistas e políticos.

Outro diferencial é a vista para o Rio Negro, pois o estabelecimento fica num morro do bairro de São Raimundo, aliás, existe outro aviso: “Criança, Macaco e Balão, somente amarrado”, foi uma forma de alertar aos pais, com relação ao perigo de uma criança cair morro abaixo.

Vale a pena conferir! Vá lá! Você vai se divertir, detonar o melhor peixe de Manaus e curtir o nosso majestoso Rio Negro, porém, aconselho não fazer pergunta idiota para o Jokka, tipo - A cerveja está gelada? O peixe vai sair rapidinho? ou Este peixe tem espinhas?

Fotos: http://www.nobanzeiro.blogspot.com/


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

TUDO MUDOU



Composição: Chico da Silva/Venâncio


Mudou,

Meu pandeiro de couro se modificou

O progresso da arte o plastificou

A viola de pinho se eletrificou

Tudo mudou

Mudou,

Já existe uma orquestra num só instrumento

A ciência aniquila com nosso talento

E o artista é que sofre com esse advento

Tudo mudou

Mudou,

O idioma gritando cadê meu capricho?

É o pacas, é o putes

É o pow, falo bicho.

Pra cultura primária o esforço mudou

O mental mudou

Não comunicou

É o Brasil país que tem seu dialeto

O ok não é nosso, não é o concreto.

A corruptela de estar ficaria mais certo

Tudo mudou

Mudou,

O abraço não chora pra quem vai partir

O adeus não conversa com que vai ficar

O sorriso não fala pra quem vai sorrir

Tudo mudou

Mudou,

O olhar não tem graça pra quem vai olhar

Só Deus desse mundo foi quem não mudou

E o mundo de Deus ainda está no lugar

Mas o resto mudou e como mudou

O menino proveta se enche de glória

A ciência da vida perdeu a memória

Ou será que o amor vai sair da história

Tudo mudou

Tudo mudou

Mudou

DAVID ASSAYAG


Natural da cidade de Parintins, no Estado do Amazonas, iniciou a sua carreira artística em 1984, como vocal principal da banda Raízes da Terra; foi convidado em 1986 para a gravação de um CD do Boi Caprichoso, sendo o back vocal do levantador de toadas (cantor) Arlindo Júnior; foi também um dos fundadores do grupo Canto da Mata; passando depois a ser o numero um do Boi Garantido, no período de 1990 a 2009; retornando finalmente ao boi azul, com um contrato de quatro anos.



Na nação vermelha e branca foi consagrado como uma das maiores vozes da Amazônia, tendo recebido em 1997 das mãos do presidente da república Fernando Henrique Cardoso, a comenda “Honra ao Mérito Cultural”, sendo aclamado o cantor mais popular do norte e nordeste do país; ficou também conhecido nacionalmente com a interpretação da música “Vermelho”, do famoso compositor Chico da Silva.


O David Assayag criou um vínculo muito grande com a galera do Boi Garantido, inclusive foi aclamado como “Rei David”, estabeleceram uma simbiose de emoção, carinho e respeito, dessa forma, está sendo muito difícil para a torcida vermelha e branca em aceitar esta mudança, tanto que o artista foi duramente vaiado na apresentação do Boi Manaus (evento comemorativo ao aniversário da cidade de Manaus).


Imaginem o David entrando na arena do Bumbodrómo de Parintins, em 2010, vestido de azul e branco, soltando a sua potente voz, acompanhado da batida cadenciada da Marujada de Guerra, sob o comando do Didi Redman , não sei não, mas as duas torcidas contrarias irão chorar de emoção, uma pela perca do seu astro rei e a outra pela satisfação da volta, depois de tantos anos servindo ao contrário - dizem os mais fanáticos do Caprichoso: nas veias de todo rei corre sempre um sangue azul!


O nosso David ficou deficiente visual na sua infância, recentemente, submeteu-se a um tratamento com células tronco, torcemos muito para que ele volte a enxergar.

Frequento durante anos o Bar do Boi, desde a TvLandia, na avenida Djalma Batista; fui inúmeras vezes a Parintins, assistir as apresentações dos bois no Festival Folclórico; sempre fui azul, porém, admiro muito as toadas do Garantido, principalmente na voz do David; terei que me adaptar aos novos tempos.


Na realidade, este festival ganhou uma dimensão muito grande, envolve muita grana na parada, os principais artistas dos bois (artistas plásticos, compositores, amo do boi, levantador de toadas, etc.) estão se profissionalizando, a paixão é grande, porém o negócio fica à parte, quem sabe em 2014, em plena Copa de Mundo, o Rei David Assayag, entra na arena Bumbodrómo de Parintins, vestido de vermelho e branco, de volta a sua galera do coração, tudo pode acontecer – já vi até boi voar!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

MANAUS EM DETALHES

Posted by Picasa
Apesar de não ser um detalhista e metódico extremado (dizem que os nascidos no signo de virgem são exatamente assim), gosto de realçar nas minhas fotografias os detalhes, mesmo sendo um amador (nunca fiz um curso de fotografia e não ganho nenhum “dindin” pelas fotos tiradas).

Nas minhas andanças pela cidade de Manaus, fico admirando o trabalho artístico feito nas fachadas dos prédios antigos, praças, monumentos e outros logradouros públicos; ando sempre com a minha velha máquina “rolleiflex” para registrar – noto que algumas pessoas não acham nenhuma graça ficar parado no meu da rua olhando a fachada de um prédio antigo – quando me afasto do lugar, observo que alguns transeuntes voltam para olhar exatamente onde eu estava olhando, talvez fiquem se perguntando e se interrogando: O que aquele maluco estava mesmo olhando? Não vejo nada diferente! É apenas um prédio velho! Mais um doido em Manaus!

Realmente, na loucura que é o nosso dia-a-dia, na luta contra o relógio para chegar ao trabalho, escola, casa, supermercado, Shopping, Lan House, Foró/Brega/Boi, etc., prestamos mais atenção ao sinal dos semáforos, nos veículos que passam, nos pedestres apressandos, nos engarrafamentos infernais, na boazuda que teima em passar na nossa frente, nos ônibus lotados até o toco, nos vendedores ambulantes, et cetara e tal – não vamos parar para olhar detalhes de fachadas de prédios antigos de Manaus! Somente os que veem mais longe, quem admira um trabalho mais bem elaborado e uma bela paisagem, estes sim, param para olhar e, proporcionam ao espírito um grande estado de felicidade.

A foto colagem acima mostra alguns detalhes do Paço da Liberdade, antiga Assembléia legislativa, Hospital Santa Casa de Misericórdia, Federação Espírita, Colégio Dom Bosco, Teatro Amazonas, Rodoway, Ideal Club, Teatro da Instalação, Fábrica Progresso, Igreja de São Sebastião, Escola da Magistratura, Centro Cultural Luso Brasileiro, Castelinho da Barroso, Mercado Adolpho Lisboa, Palacete Provincial, Centro Cultural Palácio Rio Negro, Ponte Romana I, Barco Regional, Barco Justo Chermont, Ipham, Corpo de Bombeiros, Ponte de Educando, Palacete dos Nery, Amarelinho, Centro Cultural Palácio de Justiça, Hospital Beneficente Portuguesa, Biblioteca Pública de Manaus, Ponte dos Bilhares, Marina do Davi, Prédio Au Bon Marché e Fachadas de Prédios Abandonados.

Existem inúmeras formas de ser feliz, não irei enumerá-las, mas dizem os magos que pregam a valorização da autoestima que, o sucesso é conseguir o que você quer e a felicidade é amar o que você já tem – dessa forma, se amarmos mais o nosso patrimônio histórico, os nossos rios, as nossas matas, os animais, a nossa família, o ser humano, enfim, a nossa cidade e as coisas belas que já possuímos aqui em Manaus, com certeza seremos mais felizes!

Pare, Olhe os Detalhes de Manaus e Viva Mais Feliz!

domingo, 25 de outubro de 2009

BOI MANAUS - A FESTA DA CIDADE DE MANAUS



Posted by Picasa

Este ano não participei da festa do Boi Manaus, estive na Feirinha do Turiri, comprei o meu da “Tribo do Rei David Assayag”; tirei algumas fotos no domingo de manhã e fiz a colagem acima, a outra foto é da Rede Amazônica de Televisão, mostra como foi a festa no sábado passado, uma loucura! Vamos conferir algumas matérias sobre essa grandiosa festa:

“O Boi Manaus, comemoração oficial do aniversário da capital amazonense, foi idealizado em 1997. A idéia foi misturar o ritmo das toadas de boi-bumbá à alegria contagiante das folias carnavalescas fora de época, as conhecidas micaretas. Uma forma de valorizar os representantes legítimos da nossa cultura regional, com a tecnologia dos trios elétricos que embalam os mais importantes carnavais do Brasil.De lá para a cá, a festa caiu no gosto popular e hoje é um dos principais eventos do calendário cultural da maior metrópole da Amazônia, reunindo em cada uma de suas três noites, mais de cem mil brincantes, cada um identificado com o tururi (*) de sua tribo.Realizado durante três noites consecutivas, o Boi Manaus consiste no desfile de levantadores de toada e bandas de Boi-Bumbá, seguidos por torcedores e simpatizantes que os acompanham por toda a extensão da pista do Centro de Convenções Umberto Calderaro (Sambódromo).O Boi Manaus se concretizou não apenas como mais uma opção de entretenimento e lazer para os moradores de Manaus, mas que também rendeu à Capital um potencial e promissor produto turístico. Afinal, a exemplo do que já acontece em outras cidades, o Boi Manaus é um evento com todos os requisitos para chamar a atenção dos formadores de opinião e atrair o interesse de inúmeros visitantes.(*) O tururi, uniforme oficial do Boi Manaus, sinônimo dos abadás que se usa na Bahia, também tem uma origem indígena. É uma espécie de palmácea originária da palmeira Baçu. Suas fibras entrelaçadas são extraídas do fruto. Os indígenas utilizam-nas para vestuário, calafetação de embarcações, cobertura de palhoças, etc.”
WWW.boimanaus.manaus.gov.br


“Os festejos do aniversário de 340 anos da cidade de Manaus chegam ao último dia. Para fechar com chave de ouro a programação do Boi Manaus 2009, que está sendo realizado no Centro de Convenções, Sambódromo, neste domingo, 25, haverá a apresentação dos cantores: Hamiraldo da Mata e Fabiano Neves, Hélio Veras e Clécio Brasil, Boi Bumbá Brilhante, Renato Freitas, Tony Medeiros, Edilson Santana e Canto da Mata. A festa tem previsão para começar às 19h e termino às 1h da madrugada de segunda-feira, 26.Durante este fim de semana, 23, 24 e 25 de outubro, várias ações foram desenvolvidas em diversos pontos da cidade, desde atividades físicas à culturais. O evento de maior concentração de público está sendo o Boi Manaus, que nesta edição trouxe um elemento diferencial Eletro Boi, uma mistura de Boi-Bumbá com música eletrônica. Para conferir a última noite do Boi Manaus 2009, basta vir ao Sambódromo localizado na Avenida Pedro Texeira, próxima as principais avenidas de Manaus, Constantino Nery e Djalma Batista.Tânia Freitas especial para o http://www.portalamazonia.globo.com/