terça-feira, 18 de julho de 2006


INSTANTES

Seu eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais,
Seria mais tolo ainda do que tenho sido, na verdade bem poucas coisas levariam a serio.
Seria menos higiênico.
Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos lentilha, teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveram sensata e produtivamente cada minuto da sua vida; claro tive momentos de alegria.
Mas, se pudesse voltar a viver, trataria de ter momentos, não percas o agora.
Eu era um desses que nunca ia à parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas; se voltasse a viver, viajaria mais leve.
Seu eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria assim ate o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram tenho 83 anos.

sexta-feira, 14 de julho de 2006


GRUPO A GENTE – CORRE COMETA, CORRE.

O grupo A Gente era formada por Aldisio Filgueiras, Luiz Carlos Santos, Maurício Pollari, Isabel Valle, Manoel de los Bongôs, Otavio Escobar, Vanderline Caldas e Noval Mello, o Cd foi gravado ao vivo no teatro do Sesc, sob a direção de Mario Toledo, em outubro de 1974. Segundo o diretor, a gravação histórica, sobreviveu a umidade tropical e agora reaparece, remoçada pela mais avançada tecnologia, repleto de nostalgia para uma certa geração, mas uma descoberta musical para as novas gerações.

quarta-feira, 12 de julho de 2006


ADAL – AMAZÔNICO

Adal, cantor e compositor, amazonense de Coari, morou durante décadas em Paris. Lá gravou um vinil, intitulado Amazônico, no ano de 1984, no Studio dês Dames. Em 2005 fez a gravação e mixagem no Estúdio Dance Mix, com apoio da Prefeitura Municipal de Manaus, através da Fundação Villa-Lobos. O Cd possui a seguinte dedicatória: aos meus filhotes Rian, Ronnie & Rosália, um abraço pra rapaziada de Paris “Deus Te Abençoe”.
O Cd possui as seguintes faixas: Amazônico – Carimbo Pra Francês – Açaí do Copeá – Bandeira Salve a Bahia – Meu Sertão – Manual do Muchileiro – Malandragem – Decisão – Volta do Brasa e Balacubau.

AUTOMOVEL PUMA

Desde a minha adolescência tenho a vontade de ter um Puma, cheguei a meia idade e ainda não adquiri um; um dia desses terei o meu! Segundo os dirigentes do Puma Club do Brasil, filial de Manaus, a sensação de dirigir um Puma é a seguinte – “dentro de um PUMA, você fica tranqüilo. Ao sentar-se no banco, você descobre que distancia vira emoção e passa a dirigir com classe, prazer e satisfação. Um conjunto perfeito e raro que só quem tem um pode apreciar”. No ano passado, foi realizada uma exposição de Pumas, na TV Landia Mall, recebi alguns folhetos, segundo Ildefonso Brelaz, a historia do Puma se inicia em 1964, na cidade de Matão, no interior de São Paulo, quando um grupo de aficionados por automobilismo, liderados por Rino Malzoni, resolvem criar um automóvel esportivo. Já em 1965, os primeiros protótipos do “GT Malzoni” eram expostos. Em 1967 o modelo, rebatizado como Puma, entra em produção. Era um cupê esportivo, o segundo produzido no Brasil de vidro (o primeiro fora o Willys Interlagos, clone do Renault Alpine francês). Seu desenho, belíssimo, criado por Anísio Campos, lembrava muito a Ferrari 250 GTO daquela época. A mecânica era DKW 1.0 (sim, os primeiros Pumas tinham tração dianteira). Como a DKW foi comprada pela VW naquele mesmo ano, e a linha Vemag foi retirada de produção, o Puma-DKW teve vida curta: apenas 130 unidades foram produzidas. Em 1968 começam as negociações de Malzoni com VW para a utilização do tradicional conjunto mecânico daquela empresa. Assim, em 1971, é iniciada a produção da linha GTS/GTE (o GTS um roadster e o GTE um cupê). Era o “Puminha”, sem duvida, dentre todos os carros criados por brasileiros com capital nacional, este foi o de maior sucesso. Apesar do raquítico motor 1500 e ar (posteriormente substituído pelos 1600), o carro se tornou desejado. Isso graças ao seu desenho, espetacular, que ate hoje impressiona pela beleza, agressividade e aerodinâmica; e também a ótima dirigibilidade, favorecida pelo chassi bem trabalhado e pela direção pouca reduzida. O carro chegou a ser exportado para paises da Europa e África.

sábado, 8 de julho de 2006



O meu amigo Morango, irmão da nossa Miss Teresinha Gonçalves Morango, presenteou-me com uma flauta doce, de sua fabricação, fiquei muito lisonjeado e, por amizade publico fotos da nossa maior representante da beleza amazonense, eleita Miss Brasil em 1957 e 2a. colocada no Miss Universo, vencida pela peruana Gladys Zender.

terça-feira, 20 de junho de 2006






O DIA 17 DE JUNHO DE 2006, FOI COMEMORADO OS ANIVERSARIOS DOS CINQUENTOES - PAULO, ROCHA MARTINS E MOTA, NO BAR DO CALDEIRA, SITUADO NA RU JOSE CLEMENTE, CENTRO DE MANAUS. HUVE UMA CONTRIBUICAO DE R$10,00 POR CABEÇA, A ARRECADACAO SERA REVERTIDA EM MANTIMENTOS PARA O ASILO SAO VICENTE DE PAULA, NO BAIRRO DO SAO RAIMUNDO.


O progresso gerado pela comercialização internacional da borracha, nos idos de 1870, na região norte do Brasil, fez de Manaus uma das cidades mais prósperas do mundo, tornando necessária a melhoria do complexo Portuário, assim como a construção de um prédio para abrigar a Alfândega.
Na presença do Presidente da República, Affonso Penna, em 27 de junho de 1906 foi lançada a pedra fundamental do novo edifício.
O Prédio, cuja construção realizada pela empresa inglesa Manaos Harbour Limited durou cerca de 2 anos, foi inaugurado em 17 de janeiro de 1909.
Formado por vasto quadrilátero com quatro pavimentos, medindo 19 metros de altura, 23 de largura e 30 de comprimento, com paredes de granito ornadas com basalto, foi o primeiro edifício pré-fabricado do mundo.
Seus blocos de tijolos aparentes, pré-montados e importados da Inglaterra, sua pavimentação em tábuas, mosaicos e cimentado; pintura a óleo e caiação, reproduzem prédios londrinos do início do século XIX.
Localizada à margem esquerda do Rio Negro, a construção, de rara beleza, possui estilo eclético, com elementos medievais e renascentistas.
No térreo do prédio, placas de mármore registram as principais datas transcorridas e os nomes dos primeiros funcionários e seus respectivos cargos.
A localização e a beleza arquitetônica, fazem do prédio da Alfândega, assim como o Teatro Amazonas, monumento de referência significativa dessa cidade tropical, tendo sido tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional - IPHAN, em 1989, como parte do conjunto Arquitetônico e Paisagístico do Porto de Manaus.
A Receita Federal agradece a sua visita.

sábado, 3 de junho de 2006



















FOTOS DE UM JOVEM LUTHIER AMAZONHENSE, MOSTRANDO A SUA CRIA, UM CAVAQUINHO FEITO DE SABOARANA.SEGUNDO O LUTHIER JOAO BATISTA TRAJANO, O LUTHIER É O CRIADOR, O ARTESAO QUE SUA PARA O SOM SUAR. A LUTERIA É CAPRICHO, É SONHO E SEU SIGNIFICADO VEIO COM O APARECIMENTO DO ALAÚDE (DO ÁRABE AL LAUD; LUTH EM FRANCES), INSTRUMENTO ROMANO DE BRAÇO TORTO MUITO CULTIVADO DURANTE A IDADE MÉDIA, MAS QUE CONSEGUIU ADQUIRIR IMPORTANCIA HISTORICA E SOCIAL NO SECULO XV, TORNANDO-SE O INSTRUMENTO DO SÉCULO. ASSIM, DA PALAVRA LUTH, SURGE A FIGURA DO LUTHIER, QUE CONSTRUIA ESSES INSTRUMENTOS, E O NOME ACOMPANHOU O PROFISSIONAL QUE CONSTRUIA QUALQUER INSTRUMENTO DE CORDA. EM UM CONCEITO MAIS ABRANGENTE E MODERNO, LUTHIER É O ARTIFICE DOS INSTRUMENTOS ACÚSTICOS. SEU OFICIO CONSISTE EM OUVIR O MUSICO, INTERPRETAR SUAS ASPIRACOES E TRANSFORMA-LAS NA REALIZADA DE UM INSTRUMENTO DE TIMBRE PESSOAL, ÚNICO E PRECISO, SENDO UMA ATIVIDADE INTER-RELACIONADA COM A FISICA, A ACUSTICA, A MECANICA E A ESCULTURA. NO BRASIL, A LUTERIA PASSOU A TER REAL IMPORTANCIA A PARTIR DAS IMIGRACOES DE EUROPEUS OCORRIDAS NAS ULTIMAS DECADAS DO SECULO 19, NOTADAMENTE POR ITALIANOS.

terça-feira, 23 de maio de 2006
























SERIE - FOTOS DE AMAZONENSES

DUPLA ARTISTICA PALHETA & CHARLIE 5 ESTRELAS.

ARTISTA PLASTICO JORGE PALHETA, COVER DO DAVID ASSAYAG.

DONA MARIA, PROPRIETARIA DO BAR CALDEIRA, NA RUA JOSE CLEMENTE.

CELESTINA, NOSSA DIVA DA MUSICA POPULAR AMAZONENSE.








quinta-feira, 18 de maio de 2006

RIO NEGRO - DRAUZIO VARELLA

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Drauzio Varella
Rio Negro - O rio Negro nasce na região pré-andina da Colômbia e corre ao encontro do Solimões, logo abaixo de Manaus, para formar o Amazonas.
 Em seu curso, percorre 1700 quilômetros, quase a distância de São Paulo a Salvador.
Da nascente à foz, a viagem dura um mês e meio. Na longa jornada, a água carrega folhas e outras matérias orgânicas que a tingem de âmbar.
O Rio Negro apresenta água de cor escura e translúcida.As rochas da região das nascentes são muito antigas e produzem poucos sedimentos.
É um dos três maiores rios do mundo; o fluxo de água que passa por seu leito é maior do que o de todos os rios europeus reunidos e, no Brasil, perde apenas para o Amazonas. 
Tem quilômetros de largura e mais de mil ilhas que se agrupam em dois arquipélagos: Anavilhanas, próximo de Manaus, e Mariuá, no médio rio Negro, na região de Barcelos. 
São os maiores arquipélagos fluviais do mundo. 
O nível das águas depende da estação do ano. Entre o ponto mais baixo da seca e o mais alto da cheia, a variação é de 9 a 12 metros. 
Como o nível máximo deixa marca de umidade nas árvores das margens antes inundadas, no auge da seca é possível fazer ideia do volume absurdo de água escoada entre uma estação e outra.
Dessa diferença resultam paisagens incrivelmente diversas. Na cheia, o rio invade a floresta por muitos quilômetros. 
Com uma canoa pode-se remar no meio das árvores e penetrar a floresta submersa, entre os raios de sol que escapam do filtro das copas e incidem sobre a água escura. 
O canto dos pássaros impõe a paz no espírito do visitante.Na seca, surgem as praias e emergem ilhas de areia branca, às vezes tão fina que parece talco. 
Não fosse a marca da água no tronco das árvores, impossível lembrar que tanta beleza estivesse anteriormente submersa. 
Nessa época, os barrancos da margem expõem as camadas do solo, troncos e raízes retorcidas que assumem formas esculturais de rara criatividade.
Vista de São Gabriel da Cachoeira em julho e dezembro. 

Num tempo em que a cordilheira dos Andes nem existia, o rio Amazonas corria no sentido inverso ao atual, na direção do Pacífico. 
Há centenas de milhões de anos, quando aquele conjunto de montanhas se levantou, o rio ficou impedido de seguir em frente e formou um grande lago. 
Impotentes diante da barreira colossal, as águas represadas escoaram no sentido oposto e abriram caminho para o Atlântico (Você pode saber mais sobre isso na entrevista com o professor Aziz Ab'Saber).
As florestas da bacia do rio Negro são as mais preservadas e despovoadas da Amazônia. 
Na região, estão localizadas as maiores Unidades de Conservação do país: Parque Nacional do Pico da Neblina, Parque Nacional do Jaú e Reserva Sustentável de Amnã. 
No que tange à conservação, porém, muitas áreas só existem nos decretos que as criaram, não havendo ações concretas ou planejamento para sua preservação, de fato.
Dossel da floresta de terra firme na região de Manaus. 

A diversidade de árvores que compõem o dossel pode chegar a cerca de 300 espécies por hectare de floresta.
A pobreza de nutrientes de suas águas escuras não oferece condições favoráveis à agricultura. A acidez, que dificulta o aparecimento de insetos, como os mosquitos que infernizam a vida dos visitantes nos rios de águas barrentas da Amazônia, afeta toda a cadeia de vida animal na região. 
As matas da bacia do rio Negro são comparativamente pobres em animais terrestres e aquáticos. 
Condições desfavoráveis para caça e cultivo da terra explicam a baixa densidade populacional e o pequeno impacto da interferência humana até hoje sofrido pelas florestas locais.
A enorme região da bacia do rio Negro é ocupada por dois grupos étnicos principais: índios e caboclos. 
Apesar de viverem apenas cerca de 20 mil índios nas terras indígenas oficializadas da parte brasileira da bacia, o número de índios destribalizados que migraram para as cidades é grande. 
Em São Gabriel, por exemplo, constituem a imensa maioria da população que não pára de crescer do centro para os bairros periféricos, onde se instalam os que acabaram de chegar.
Estrada única a ligar todas as cidades e comunidades que vivem às suas margens, o rio é um vai-e-vem incessante de pessoas e mercadorias. 

Por suas águas, os barcos-recreio, coloridos pelas redes esticadas para acomodar os viajantes, transportam alimentos, máquinas, material de construção, a produção de farinha de mandioca e de piaçaba e o incipiente artesanato local.
Quem viaja de barco pelo rio Negro dá-se conta das enormes distâncias a percorrer. 
De Manaus a São Gabriel da Cachoeira, a viagem pode durar uma semana ou mais dependendo da potência do motor e da altura das águas. 
Rio acima, na direção da Colômbia, o movimento de barcos diminui muito e as dificuldades aumentam.
Nesta seção do site, contaremos as experiências vividas nas viagens a bordo do "Escola da Natureza", o barco que a UNIP utiliza em uma pesquisa que busca conhecer melhor a diversidade da flora da região do negro.

terça-feira, 16 de maio de 2006





Este e' mais um crime cometido contra o patrimonio historico do Estado do Amazonas. Nesse predio funcionou a sede da empresa de navegacao "Booth Lines". Uma pendenga juridica entre a familia Di Carli e o governo do Estado, para o controle das instalacoes do Porto de Manaus, permitiu que o primeiro destruisse dezenas de casaroes do inicio do seculo passado e, que e' o pior nada esta sendo feito para reparar tal dano. Para que os senhores tenham uma ideia do estrago veja a foto antiga e compare com a atual.

quarta-feira, 3 de maio de 2006

KLINGER E PAULINHO, A VOZ E O VIOLAO!
SACI DA APARECIDA, GRANDE SAMBISTA!

ALUISIO, AMAZONENSE COM MUITO ORGULHO!
DETALHES DO MAJESTOSO TEATRO AMAZONAS.
BACIA DOS EDUCANDOS, PALAFITAS AO FUNDO.

BARCOS REGIONAIS, ANCORADOS NA MANAUS MODERNA

terça-feira, 18 de abril de 2006


Esta foto e' do Teatro Amazonas, no inicio do seculo passado. Nos meses de abril e maio de 2006, teremos o X Festival de Opera do Amazonas, com a abertura prevista para o dia 21, no feriado de Tiradentes. Do proximo dia 21 a 30 de maio serao montadas cinco operas completas (figurinos e cenarios) - dois "Otelos" de Verdi e de Rossini, "Gianni Schicci" de Puccini, "Fosca" de Carlos Gomes, e "La Gioconda" de Ponchielli -, dois concertos, o de abertura e "Werther" de Jules Massenet, alem de uma gala lirica com a diva Cristina Gallardo-Domas.

sábado, 8 de abril de 2006

Esta foto é recente, mostra o que restou do Parque Amazonense.
A seguir, uma breve historia do futebol no Amazonas.

O Futebol no Amazonas começou a ser praticado no fim do Século XIX.
Inicialmente trazido pelos ingleses (lembremos que Manaus à época era uma cidade cosmopolita) e depois praticado pelos "naturais".
Breve histórico
Entre 1890 e 1914, Manaós (note-se a grafia diferente do que hoje – Manaus), conheceu seu auge econômico por causa do "Boom" da Borracha. Rapidamente, de uma pequena cidade surgiu em poucos anos verdadeiros monumentos e palácios, rede de esgotos, paralelepípedo, companhias de teatro, teatros, Pontes, Mercados, Porto moderno (Roadway) etc.. Os ingleses foram basicamente os maiores financiadores dessa estruturalização da cidade.
Manaus foi a primeira cidade a ter Universidade no Brasil. A Segunda a receber luz elétrica. A Segunda a receber Bondes (Do Nazaré e o central). Com muito prestígio e fausto, não é lenda afirmar que os papel - moedas eram queimados para acender charutos dos ricos.
E o FUTEBOL? Os ingleses foram os implementadores do Futebol que nós conhecemos hoje. Não diríamos fundadores ou criadores , pois estaríamos subestimando ou omitindo jogos idênticos realizados em povos remotos. No Brasil, em 1894, Charles Muller trouxe a bola e fomentou o esporte. Em Manaus, o surgimento dessa idéia se deu um pouco mais tarde.
Sabe-se por meio de fatos comprovados que no Antigo campo do Luso, aonde hoje assenta-se o Ginásio Renê Monteiro e terras circunvizinhas à Ponte dos Bilhares na Avenida Constantino Nery haviam jogos disputados entre os ingleses que residiam em Manaus. Em 1906 oficialmente pode-se datar como o primeiro ano que realmente houve detalhes de partidas entre os britânicos.
Em 1906 também, surgia o Campo do Parque Amazonense, mas só que para corridas de cavalos e alguns outros esportes diversos.
Voltando à questão da localização do Antigo Campo do Luso, assistindo àquele jogo chamativo, sem preconceito de cor, altura, peso, etc.. O amazonense começou a se interessar e também a praticar o novo esporte. O futebol à naqueletempo era tão desconhecido, que os jornais da época só falavam do Velódromo de Manaus. Mesmo assim, aqui ou acolá havia alguma referência ao FOOTBALL praticado pelos marinheiros, empresários e despachantes ingleses.
O primeiro Campeonato Oficial do Amazonas se deu somente em 1914 quando o Manaus Athletic Club (clube essencialmente formado por ingleses) tornou-se campeão. O fato se repetiu em 1915 no bi - campeonato.
Por essa época já havia a derrocada da Borracha, e, os ingleses logo partiram de volta à Europa, ficando aqui, apenas alguns nichos de europeus, mas o esporte já estava consagrado, com os "filhos da terra" já o praticando. Foi quando o Nacional Futebol Clube tornava-se penta - campeão (1916 – 1920).
Onde hoje localiza-se uma famosa farmácia de Manaus, nas esquinas da Avenida Constantino Nery com Rua Leonardo Malcher havia a antiga sede dos Ingleses, que depois foi adquirida pelo Olímpico Clube.
Durante algum tempo o Pequeno Estádio General Osório que hoje pertence ao Colégio Militar de Manaus, no Centro da cidade serviu de palco para jogos de FOOTBALL. O Parque Amazonense surgiu na década de 10 para o futebol. Com capacidade de público para no máximo 12 mil espectadores foi até 1973 a principal praça desportiva, seguida da Colina, de propriedade do São Raimundo que era o segundo estádio.

Nas redondezas do "Centro – Histórico" do Futebol amazonense, localiza-se o Bosque Clube, que tem ascendência inglesa nos seus anais. Do Campo do Luso só restou saudades. O Igarapé (Mindú e da Cachoeira) que passa no local, delimita duas áreas que no final do Séc. XIX foi palco dos primeiros jogos na capital baré.
Hoje, nessa mesma avenida Constantino Nery localiza-se o majestoso estádio Vivaldo Lima, a aproximadamente 2 km desse local, mais para o Norte da cidade. Inaugurado em 1970 é a principal Praça Desportiva de Manaus com capacidade de público aproximada de 50.000 pessoas (hoje). É chamado também de "Coliseu do Norte", "Tartarugão" e "Vivaldão". lembremos que antes da grande reforma de 1995, no Vivaldão cabiam 58.000 torcedores.

O Amazonas, principalmente pelo cosmopolitismo de Manaus foi um dos primeiros pontos do Brasil a receber o Futebol. Pouca gente sabe, mas o Nacional, Fundado em 1913; Rio Negro, 1913; São Raimundo, 1918; Luso, 1912, etc... Quando surgiram já foram estreando no futebol. Por isso mesmo, o futebol amazonense, mesmo aos "trancos e barrancos" pelo tempo , permeado às vezes com algumas glórias, deve merecer o respeito de qualquer desportista que ame a bravura, o destemor e que admira a História com base do presente. O passado é a verdade implícita de que nosso presente e o futuro que virá serão autênticos por causa do Início lá atrás. Sem Início não há meio ou fim.

Daniel Sales
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