quarta-feira, 12 de julho de 2006


AUTOMOVEL PUMA

Desde a minha adolescência tenho a vontade de ter um Puma, cheguei a meia idade e ainda não adquiri um; um dia desses terei o meu! Segundo os dirigentes do Puma Club do Brasil, filial de Manaus, a sensação de dirigir um Puma é a seguinte – “dentro de um PUMA, você fica tranqüilo. Ao sentar-se no banco, você descobre que distancia vira emoção e passa a dirigir com classe, prazer e satisfação. Um conjunto perfeito e raro que só quem tem um pode apreciar”. No ano passado, foi realizada uma exposição de Pumas, na TV Landia Mall, recebi alguns folhetos, segundo Ildefonso Brelaz, a historia do Puma se inicia em 1964, na cidade de Matão, no interior de São Paulo, quando um grupo de aficionados por automobilismo, liderados por Rino Malzoni, resolvem criar um automóvel esportivo. Já em 1965, os primeiros protótipos do “GT Malzoni” eram expostos. Em 1967 o modelo, rebatizado como Puma, entra em produção. Era um cupê esportivo, o segundo produzido no Brasil de vidro (o primeiro fora o Willys Interlagos, clone do Renault Alpine francês). Seu desenho, belíssimo, criado por Anísio Campos, lembrava muito a Ferrari 250 GTO daquela época. A mecânica era DKW 1.0 (sim, os primeiros Pumas tinham tração dianteira). Como a DKW foi comprada pela VW naquele mesmo ano, e a linha Vemag foi retirada de produção, o Puma-DKW teve vida curta: apenas 130 unidades foram produzidas. Em 1968 começam as negociações de Malzoni com VW para a utilização do tradicional conjunto mecânico daquela empresa. Assim, em 1971, é iniciada a produção da linha GTS/GTE (o GTS um roadster e o GTE um cupê). Era o “Puminha”, sem duvida, dentre todos os carros criados por brasileiros com capital nacional, este foi o de maior sucesso. Apesar do raquítico motor 1500 e ar (posteriormente substituído pelos 1600), o carro se tornou desejado. Isso graças ao seu desenho, espetacular, que ate hoje impressiona pela beleza, agressividade e aerodinâmica; e também a ótima dirigibilidade, favorecida pelo chassi bem trabalhado e pela direção pouca reduzida. O carro chegou a ser exportado para paises da Europa e África.
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