sexta-feira, 12 de junho de 2009

COLÉGIO BARÃO DO RIO BRANCO - MANAUS

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Assim como ninguém esquece da primeira namorada, o primeiro beijo, a primeira “zagaiada”, também não esquecemos do primeiro colégio. O meu foi o Colégio Barão do Rio Branco, localizado na Avenida Joaquim Nabuco, no. 1152, centro, em Manaus.
O nome do colégio deu-se em homenagem a José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, nasceu no Rio de Janeiro em 20 de abril de 1845, foi diplomata , Ministro de Estado, geografo e historiador brasileiro.
Sua maior contribuição ao país foi a consolidação das fronteiras brasileiras, em especial por meio de processos de arbitramento ou de negociações bilaterais, dos quais se destacam três questões de fronteiras: Amapá, Palmas e Acre.
A minha avó Lídia Pires, era a encarregada dos assuntos educacionais; fez a minha matrícula no “A” Forte, apesar de ainda não saber ler e escrever. Lembro da professora Genoveva, portuguesa dos olhos azuis, mandou a turma fazer uma cópia do que estava escrito na lousa, como não sabia ler, pedi ajuda ao colega Nascimento, o cara era canhoto, pegou o meu caderno virou de ponta cabeça e mandou ver. Fiquei feliz da vida, levei para professora, ela me detonou: – Faz outra cópia, esta não serve, você fez de cabeça para baixo! Levei um ralho daqueles!
O choro foi inevitável, fui transferido para o “Alfa”; achei uma moleza cobrir o abcedário! Sou daquela época da palmatória, do castigo, da alfabetização e do A e B fraco/forte, além da prova de admissão para o ensino médio. A merenda era o famoso “leite de posto”, feito de soja, não entrava nem com nojo; o jeito era levar a lancheira, com sanduíche de pão com pão ou bolacha da Padaria Modelo e Kisuk.
Um dos alunos mais ilustre do colégio, foi o saudoso senador Jéferson Péres. Um leitor do nosso blog mandou o seguinte e-mail: Eu também estudei aqui. Foram minhas professoras: Rosa Maria Oliveira Leão, Maria de Lurdes Bandeira, e a tão importante dona Rita que fazia a merenda. Onde estarão os colegas de escola, muitos dos quais ainda lembro os nomes completos?
Segundo os historiadores, a Avenida Joaquim Nabuco, era um dos lugares mais bonitos de Manaus. Infelizmente, os governantes e o próprio povo manauense não tiverem a sensibilidade para conservar o seu patrimônio histórico. Para os senhores terem uma idéia da destruição, somente a Uninorte, para fazer as suas faculdades, derrubou dezenas de prédios antigos, no trecho entre as Ruas Huascar de Figueiredo e Ramos Ferreira, todos com autorização do poder publico.
Restou apenas uma pequena amostra do que foi a Manaus chamada “Paris dos Trópicos”, ainda bem que ficou conservado uma casa de um seringalista, onde hoje é o nosso querido e amado Colégio Barão do Rio Branco.




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