terça-feira, 7 de abril de 2009

CLUBE DA MADRUGADA DE MANAUS EM NOVO ESTILO



O Clube da Madrugada nasceu no dia 22 de novembro de 1954, embaixo de um Mulateiro (calycophyllum spruceanum), foto acima, na Praça Heliodoro Balbi, conhecida na época por Praça da Polícia.

Na reinauguração da praça, foi afixada uma placa, pela Secretaria de Cultura do Estado do Amazonas, com os seguintes dizeres:

“Neste local, desde 1954, reúnem-se intelectuais e livres pensadores do Clube da Madrugada.
Os fundadores:
· Carlos Farias de Carvalho;
· Celso Melo;
· Fernando Colliyer;
· Francisco Ferreira Batista;
· Humberto Paiva;
· José Pereira Trindade;
· João Bosco de Araújo;
· Luiz Baccelar;
· Raimundo Teodoro Botinelly de Assumpção;
· Saul Benchimol.”


O poeta e escritor Jorge Tufic, escreveu o livro “Clube da madrugada: 30 anos, 1984”, para o autor “O Clube da Madrugada tem sido uma "vítima" de todos os alertas que pregou. Em outras palavras, a cultura de mirante prefere fazer uma tese para o Santo Daime, divulgar a sonoridade de um fato ocorrido em Paris ou Nova Iorque, a entender, com a mesma emoção com que fora escrita, aquela frase do velho mulateiro: Pois foi. Jovens se reuniram sob a fronde desta árvore; e aconteceu. Quando madrugada, o clube surgiu. Era novembro, 22, 1954. E fez-se."

Outro relato importante é a do poeta Tenório Telles: ”O Clube da Madrugada surgiu como uma reação à estagnação cultural, ao provincianismo, ao conservadorismo dos artistas e intelectuais comprometidos com a velha ordem política e econômica. Os jovens escritores, ligados ao Movimento Madrugada, esbarraram na resistência e incompreensão dos representantes do pensamento conservador local. Conforme depoimento do escritor Márcio Souza, "os artistas foram considerados loucos, inveterados alcoólatras, perigosos contestadores da inércia."



BLOG DO CORONEL - Os Clubistas Moacir Andrade, Sebastião Norões, Alencar e Silva, 
Arthur Engracio, Jorge Tufic, Aluísio Sampaio e Anthistenes Pinto 
(a partir da esquerda)


No ano do senhor de 2009, a maioria dos sócios já partiram para o andar de cima; poucos intelectuais frequentam o lugar; os estudantes "gymnasianos" continuam na área; o Café do Pina foi revitalizado (nos moldes dos anos 50); os “sebos” estão alojados em Quiosques estilo neoclássico; a Praça voltou a brilhar como outrora; o Mulateiro continua imponente, lindo! O que ainda está faltando? Voltar o Clube da Madrugada em novo estilo!

Observação: um leitor anônimo, escreveu que o texto é péssimo, com erros ortográficos, etc. Reconheço que não domino totalmente a nossa língua portuguesa. Peço desculpas pelos erros contidos na postagem. O blog é amador, não tenho revisor, mas, acredito que o mais importante é o conteúdo, a mensagem  - uma postagem dentro do que manda a nossa gramática, mas, sem graça, nada vale! 
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