sábado, 20 de setembro de 2008

LARGO DE SÃO SEBASTIÃO





O meu passado, presente e o futuro no Largo de São Sebastião.

Fiz parte da juventude franciscana - reunião de jovens católicos, na década de setenta; admiradores dos frades capuchinhos e da sua missão evangelizadora, principalmente do Frei Fulgêncio.

A JUFRAMA – Juventude Franciscana do Estado do Amazonas – foi um movimento de juvenis católicos e idealistas; reuniam-se aos sábados no Auditório da Divina Providência, na esquina das ruas Ramos Ferreira e Tapajós.

Nas nossas reuniões semanais, sempre sobressaíam uma pequena parcela escolhidas por Deus!. Faziam parte dessa plêiade, apesar da tenra idade, jovens poetas, músicos, instrumentalistas, idealistas, atores, matemáticos, historiadores, devotos; enfim, pessoas com os pés no chão e com os olhos no futuro e, acima de tudo, com Deus no coração e fé na construção de uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária! Utópicos, talvez!

Participávamos de todos os eventos que aconteciam na nossa Igreja e em seu entorno: tocar, rezar, cantar, organizar as quermesses, barracas, bingos, etc. Tudo estava voltado para integração dos jovens e dos ideais franciscanos: Segundo a Wikepedia “São Francisco é respeitado por várias religiões pela sua mensagem de
paz. Ficou famosa uma oração atribuída a ele que começa com os dizeres "Senhor, fazei-me instrumento de Vossa paz...". Embora não haja certeza de sua autoria, ela reflete mais que qualquer outra, os ensinamentos e a vida desse grande homem, reconhecido como santo no mundo todo e adotado como patrono da ecologia e da paz. O Santo de Assis aceitou os percalços e as vicissitudes da vida terrena, numa demonstração de coragem e de fé inabalável, sempre aceitou tudo se colocando dentro da virtude da humildade, e de todas as graças dadas pelo Espírito Santo, nenhuma é mais preciosa do que a da renúncia. O maior dom de Deus é o da vitória sobre o amor próprio. É feliz todo aquele que suporta todos os sofrimentos por amor a Deus. Em toda sua vida religiosa espalhou o amor universal, a caridade, a paz e a humildade, levando felicidade a muitas almas, quantas vezes no fim da sua vida, doente estigmatizado e quase cego visitava cidades e aldeias pregando as verdades evangélicas, atendia os pobres, os leprosos e necessitados, com seu coração cheio de santas consolações pedindo a paz, jamais dando por terminada sua missão terrena e desejando ainda servir a Deus.”

O tempo passa, o tempo voa; mas permanecem vivos os ensinamentos e as experiências adquiridas na fase feliz no Largo de São Sebastião! No ano passado, foi realizado uma missa e um grande encontro desses jovens cinqüentões; foi inesquecível!

Parte do grupo foi para outras plagas, construíram famílias; outros esqueceram os ideais de São Francisco; alguns são políticos, empresários, funcionários públicos, militares, advogados, juízes, comerciários, músicos e etc cetera e tal! Cada um pegou o seu beco!

Continuo na área, se derrubar é pênalti! Freqüento as missas aos domingos na Igreja de São Sebastião; tomo umas geladas no Bar do Armando; vou esporadicamente ao Teatro Amazonas; detono aquele Tacacá na Barraca da Gisele; não libero um Kikão, no African House; tomo um suco de graviola, acompanhado com Frango a Passarinho, na Casa do Pensador; assisto ao Carrossel da Saudade e aos eventos promovidos pela Secretaria de Cultura do Estado do Amazonas.

O futuro somente a Deus pertençe! No entanto, imagino indo todos os dias a missa, na Igreja de São Sebastião; comendo pipoca com os meus netos, na Praça; assistindo a um filme preto e branco, no Largo e, fazendo uma lenta caminhada ao redor do Teatro Amazonas.

Tanto o pretérito, quanto o presente e o futuro, em qualquer tempo, são importantes na minha vida, no Largo de São Sebastião.
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