quinta-feira, 9 de agosto de 2012

RESTAURANTE CHAPÉU DE PALHA DE MANAUS


Antes da instituição da Zona Franca de Manaus, a cidade de Manaus já era considerada como um “Porto Livre” e, em três de Fevereiro de 1968, inaugurava na terra de Ajuricaba, um luxuoso restaurante para atender a crescente demanda de turistas ávidos por produtos importados do exterior – foi um projeto que ganhou o premio nacional de arquitetura, na cidade do Rio de Janeiro – foi construído por um mineiro chamado Severiano Mário Porto, um homem que fez história na nossa cidade – era um empreendimento considerado um primor da arquitetura, coerente com as exigências dos trópicos.

O luxuoso restaurante “Chapéu de Palha” foi construído num bairro aristocrático, conhecido como “Adrianópolis”, ficava na esquiva das ruas Fortaleza e Paraíba (atual Humberto Calderaro Filho) e, era dotado de uma cozinha regional, capaz de satisfazer a clientela mais exigente da época.

Por ser uma novidade na cidade, a alta sociedade Baré fazia presença diariamente, pois almoçar ou jantar junto aos turistas, era um privilégio para poucos, dando certo “status” para uma pequena parcela dos pobres mortais que tinham condições financeiras para tanto.

Nas veiculações dos jornais de época, os proprietários faziam a seguinte chamada: “Almoce ou jante conosco, nós o esperamos - para reservas de mesas, ligue para o telefone 2-2288”. Chique, não?

As suas estruturas eram de troncos de “Aquariquara”, uma madeira típica da região amazônica, com cobertura de palha de palmeira, piso e paredes de tijolos, o edifício se adaptava perfeitamente ao local e ao uso a que era destinado, remetendo às construções populares e indígenas da área.

O “Jornal do Commercio”, na inauguração, fez o seguinte comentário em suas páginas: “O moderno restaurante “Chapéu de Palha”, simplesmente “Chapelão” aqui para os de casa, é em verdade o ponto mais agradável e disputado de nossa convivência social. Em linhas arquitetônicas avançadas, construído com o aproveitamento dos recursos da terra e a mágica de um bom gosto de um artista soube colocar – belo para os olhos, aprazível, um toque a mais na paisagem urbanista da capital – a feijoada é um prato dos sábados, no modelar restaurante da cidade”.

No meu casório, em 1980, após todas aquelas comemorações, antes de partir para “lua de mel”, fui jantar naquele lugar, o pedido foi no famoso a “La Carte”, lembro muito bem: “um filé com fritas e farofa” - naquela altura do campeonato, o restaurante já tinha perdido o “glamour”, estava chegando a sua decadência – foi a primeira e única vez em que estive lá.

No local funciona, atualmente, um posto de gasolina e um “mini Shopping Center” – infelizmente, a nossa cidade cresceu muito, de certa forma, desordenada, nada mais é novidade, pois, praticamente encontramos de tudo que existe nos grandes centros urbanos – ficamos apenas lembrando aqueles tempos bons - acabou aquele negócio de “cidade sorriso” de antigamente.  É isso ai.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

BLOGDOROCHA: UNIDOS DA SELVA

BLOGDOROCHA: UNIDOS DA SELVA: O Mauro, um leitor do nosso blog, deixou uma mensagem que merece registro “ Quando morei em Manaus, nos anos 1970, havia uma escola de sam...

domingo, 5 de agosto de 2012

APOSENTADOS GOSTAM MAIS DE UM SHOPPING DO QUE UMA PRAÇA


Antigamente, a grande maioria dos aposentados de Manaus gostavam de uma calça pijama e chinela, ficavam o dia todo lendo jornais numa cadeira de embalo, saiam somente para ir ao Banco, para receber e/ou pagar contas, outros tantos, adoravam uma praça, com a intenção de passar o tempo, jogando milho aos pombos e conversando miolo de pote com os amigos de longa data, hoje, tudo mudou, muitos adoram um “shopping center”, eles preferem o ar refrigerado, o sossego, a tranquilidade, a segurança e, a comodidade dos grandes centros de compras.

O tempo é outro, nada de ficar em casa, fazendo pequenos consertos na casa, cuidando dos netinhos e ouvindo os ralhos da velha – conheço de vista, uma turma que frequenta de domingo a domingo o Amazonas Shopping – eles possuem um grande padrão de vida, pois, comem do bom e do melhor, vestem-se muito bem e, conversam sobre política, economia e o dia-a-dia da nossa cidade.

Por ser um observador e, gostar de escrever sobre as pessoas, tenho vontade de conversar com três deles, mas, ainda não tive a oportunidade de ser apresentado – a minha curiosidade é em decorrência de sempre vê-los quando vou ao AS -, certa vez, cheguei bem cedinho, somente para ir ao caixa eletrônico da CEF, para minha surpresa, eles já estavam lá esperando a liberação da entrada!

Um gosta de usar bermudas, chapéu e óculos escuros, ele é chegado a fazer e a conferir os jogos da loteria da Caixa – fico a pensar com o meus botões: - O que leva uma pessoa que já passou dos 7.5 a ficar na expectativa de acertar uma Mega Sena? O que ele pensa em fazer com milhões na sua conta?  Por que o homem sempre quer mais, ganhar mais, mesmo já estando com o pé na cova? É mano velho, o dinheiro é uma busca incessante até a morte!

O outro aposentado tem uma cara de que um dia já foi um executivo de primeira linha – anda sempre bem vestido, caneta de grife no bolso, gosta de fazer contas, conferir saldos bancários, dar a impressão que tudo na sua vida é bem ao estilo de um administrador de empresas: o famoso POC3 = planejado, organizado, controlado, coordenado e comandado.  Ele gosta de conversar com uma turminha que se reúne no “Café do Ponto”, pois quando frequento a “Internet Now” (vizinha ao cyber café) dar para ouvir os papos dos bacanas (eles falam alto, acho que com a velhice vamos ficando surdos).

O terceiro possui uma cara fechada, não o vejo conversando com ninguém, tem o olhar de uma pessoa que é desconfiada, pode ser apenas uma pura impressão minha, mas o que mais chama atenção e por ser um aposentado ligado nos equipamentos eletrônicos de última geração – ele não deixa o seu “Ipad” para nada, já o vi almoçando, com um olho no prato e o outro no Facebook – o cara é tarado por internet e redes sociais. Eu, hein!

Um grande abraço a todos os aposentados do Amazonas Shopping! É isso ai. 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

BLOGDOROCHA: O ACARI BODÓ & CIA.

BLOGDOROCHA: O ACARI BODÓ & CIA.: O Liposarcus pardalis, conhecido popularmente como Acari Bodó, simplesmente Bodó para os manos do Amazonas – é o “patinho feio” na preferen...

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BLOGDOROCHA: OS FORTES DE PROTEÇÃO DA AMAZÔNIA.: A nossa Amazônia sempre foi cobiçada por outros povos, tanto que no século dezessete, foram construídos vários Fortes para a proteção do nos...

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

ARMANDO LUCENA, O PERSISTENTE.


Ao passar pela antiga Praça da Polícia, parei na banca de sebo “O Alienista”, pertencente ao meu amigo Lê, ao entrar, encontrei o poeta Marceleudo – ele toma conta do espaço pela parte da manhã – passei uma vista pelos livros, encontrei desde tratados da área de saúde, até livros de apenas dois reais, nestes tive mais interesse, pois a firma está trincada – para minha surpresa, encontrei o livro “No Trilho do Tempo – Memórias”, do Armando Lucena, um guerreiro, conhecido como “O Persistente”.

Passei o resto da tarde lendo o livro, entrei pela noite, adormeci agarrado com ele e, ao acordar, comecei a lê-lo novamente, terminando horas depois – é um tipo de obra literária que a pessoa sente o prazer em passar pelas suas páginas, indo do inicio ao fim, sem parar.

Foi registrado como Armando de Paula Lucena, nasceu em 17 de Dezembro de 1921 e, se considerava um paraibano (por ascendência), nascido em Roraima e manauara de coração, pois veio para essas plagas aos 35 anos de idade e, nunca mais deixou a nossa cidade, somente indo para a sua querida Roraima, em férias, para fazer pesquisas e rever parentes e amigos.

Na minha juventude, lembro muito bem da figura do Armando Lucena, um respeitado motorista de taxi, um senhor que sempre estava envolto na política partidária e, vez e outra, o encontrava distribuindo um tabloide (formato de meio jornal) denominado “O Volante”.

O apelido de “O Persistente” tem tudo a ver com a sua vida, pois tentou de tudo para sobreviver e criar a sua família, tendo decepções uma atrás da outra – tentou, tentou e, tentou, nunca desistindo dos seus sonhos, isto o marcou por toda a sua vida.

Ainda muito pequeno foi trabalhar na roça, para ajudar a mãe e os irmãos, pois perdeu precocemente o seu pai – estudou muito pouco na escola, mas, tornou-se autodidata, sendo um devorador de livros – tentou trabalhos em fazendas de gados, não se adaptou, preferiu ser garimpeiro, profissão que tomou boa parte da sua vida, mas, nunca “bamburrou” – foi Cabo do exército brasileiro, construtor de escolas, patrão de garimpo, comerciante e dono de olaria - tudo o que ele tentava fazer, dava errado, ficou desgostoso, porém, nunca desistiu de começar tudo de novo.

Casou por procuração e, veio para o Amazonas, indo trabalhar nas perfurações de petróleo em Nova Olinda do Norte, depois, foi para o Maranhão, trabalhando durante nove anos na companhia petrolífera - foi também um atuante sindicalista, chegando ao posto de Delegado Sindical – o que lhe custou a sua demissão da Petrobras, na Revolução de 1964.

Passou o maior sufoco na vida para sustentar a família, teve que ser motorista de taxi por mais de vinte anos – um dia, aconteceu um sério acidente automobilístico, causado por um carro oficial, passando por uma longa e lenta recuperação e, foi obrigado a ficar mais de um ano sem trabalhar, pois o Estado negava-se a pagar-lhe o prejuízo total do seu fusca ZA-3306 – ao publicar no jornal “A Crítica” uma longa carta em que narrava todo o acontecido, o governo rapidinho deu-lhe um taxi novo, mas, não pagou os lucros cessantes (por um ano parado, sem trabalhar na praça).

Foi um dos fundadores do “Projeto Jaraqui”, junto com o Frederico Arruda e o pessoal do INPA e da UA; militou na MDB (atual PMDB), onde foi candidato duas vazes a vereador. Influenciado pelo Brizola, mudou para o PDT, onde foi novamente candidato, depois, filiou-se ao PSDB, sendo candidato por duas vezes e, ficou decepcionado, partindo para o PPS, onde foi, novamente, candidato -, por fim, foi parar no PT e, por ser persistente, foi novamente, candidato – perdeu todas as eleições, por ser honesto e, algumas vezes, ingênuo, mas, sempre levando a bandeira da honra, da ética e do amor a nossa cidade e a sua pátria.

O homem tinha muito folego, escreveu os seguintes livros: O Varadouro da Morte, 1981 – Carta Aberta, 1995 – O Brasil, 1995 – O Taxista, 1995 – O Povo no Poder, 1996 – O Grito, 1996 – No Trilho do Tempo, 2002 – com relação a este último livro, o Armando Lucena já estava com 82 anos de idade, com direito a 2ª. Edição em 2005. Foi também da "Ordem Maçônica Glória do Ocidente", situada na Rua Silva Ramos, 305.

Depois de muitos anos, foi alertado pelos seus companheiros que tinha direito à aposentadora, retorno à Empresa e até uma indenização; peregrinou por Belém, Rio de Janeiro e Brasília, conseguindo ser anistiado e, em 1990, ele já estava com 70 anos de idade, o INSS reconheceu os seus direitos, e a seguir a própria Petrobrás, conquistando a sua merecida aposentadoria, porém, perdendo outras vantagens.

Através de uma propositura do vereador Francisco Praciano (PT), em 2003, o Armando Lucena recebeu a Medalha de Ouro Cidade de Manaus – recebeu também a Medalha Ordem ao Mérito Legislativo do Estado do Amazonas, por indicação do Deputado Estadual Sinésio Campos (PT).

No dia 6 de Dezembro de 2007, a cidade de Manaus perdeu o Armando Lucena – no Senado Federal, o Arthur Virgílio Filho fez uma homenagem póstuma “Manaus perdeu um dos seus políticos mais queridos e populares. Não por sua densidade eleitoral, mas, como assinalou Alessandro Malveira, no jornal A Crítica, “certamente pela retidão, espírito público e disposição para a luta”. Seu filho, também Armando Lucena, assinalou que ele “viveu sempre pelo benefício dos seus semelhantes, lutou sempre para melhorar as coisas, não apenas para ele, mas para todos”. Foi sempre, sobretudo, um idealista. Ainda acreditava numa sociedade solidária. Pela contribuição que deu ao exercício da política com correção e seriedade, ele faz jus à homenagem póstuma que ora proponho”.

Quem desejar conhecer mais este senhor, basta o ler o seu livro de memórias “No Trilho do Tempo” – ele é pai do cantor e compositor roraimense/amazonense Armando de Paula – a sua filha mais velha, a Janel Parga, administra o “Clube do Livro”, na antiga residência do Armando Lucena, na Avenida Codajás, 546, bairro de Cachoeirinha.

Este figura ficou para a história, parabéns ao Armando Lucena, O Persistente! É isso ai. 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

BLOGDOROCHA: OS DOIDOS DE MANAUS

BLOGDOROCHA: OS DOIDOS DE MANAUS: Nas décadas de sessenta e setenta, a nossa cidade ainda era pequena, todo mundo conhecia todo mundo, os doidos andavam pelas ruas, eram conh...

domingo, 29 de julho de 2012

FEIJOADA NA CASA DO TRABALHADOR


Os meus amigos Ademir Ramos e Paulo Onofre, coordenadores do “Projeto Jaraqui” (um movimento popular, realizado todos os sábados na Rotunda, da Praça da Polícia, que tem como bandeira a “Limpeza Ética na Política”), resolveram fazer uma feijoada, com a finalidade de arrecadar fundos para cobrir as despesas com o referido projeto.


O local escolhido foi a “Casa do Trabalhador do Amazonas (CTA)”, situado na Rua Marcílio Dias, 256, centro antigo de Manaus, uma instituição que tem como lema a “Paz, Trabalho, Pão e Liberdade”.

Foi tudo do bom e do melhor, pois a feijoada estava supimpa, sendo elogiada por todos os participantes, além da música da melhor qualidade do Lúcio Bahia & Amigos (Sacy da Pareca, Sandro e Giba) – todos estavam alegres e descontraídos, com muitas pessoas se reencontrando e, lembrando-se dos velhos tempos da ditadura, onde se reuniam naquele casarão antigo, para lutar contra aquele regime autoritário.

Tive a oportunidade de conversar com o Senhor José Ferreira Lima, um trabalhador que fez história naquele lugar, pois foram cinquenta anos trabalhando na CTA, sendo presidente por diversas vezes, chegando até a se aposentar na condição de Juiz Classista – o seu nome aparece numa placa de metal, datada de 1987 (o ano da reconstrução daquela sede), ele mora, atualmente, em Porto Velho e, veio a Manaus, somente para colaborar com as novas eleições que acontecerá em Agosto vindouro. 

Ouvimos atentamente os discursos descontraídos do Ademir Ramos (antropólogo e coordenador do Núcleo de Cultura Política do Amazonas), Luiz Castro (Deputado Estadual pelo PPS) e do Abel Alves (presidente do PSOL em Tefé).

Ficou acertado entre todos que, haverá feijoada três vezes ao mês, bem como, será feita, na próxima piracema, o primeiro “Festival do Jaraqui Frito de Manaus” e a instituição da “Banda do Jaraqui”, nos moldes da Banda da Bica (somente com marchinhas de carnaval).

O que mais me chamou a atenção foi o estado em que se encontra aquele casarão histórico - está abandonado pelo poder público, apesar dele fazer parte da história de luta da nossa classe trabalhadora, além de servir, atualmente, como abrigo para dezenas de sindicatos, federações, comissões e associações dos trabalhadores do nosso querido Estado do Amazonas.


No portão de ferro, na entrada principal, consta o ano de 1885, com as iniciais “J A F”, deve ter sido uma residência de algum barão da borracha – encontrei também uma placa de mármore, onde consta o seguinte: “1953 – 1954 – Escola de Alfabetização de Adultos Des. Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro – homenagem da Casa do Trabalhador” – este senhor é o saudoso avô do diplomata Arthur Virgílio Neto (candidato atual a prefeitura de Manaus).

Divulgarei, brevemente, as datas das próximas feijoadas – todos devem prestigiar este evento, pois além de ajudar ao “Projeto Jaraqui”, o povo de Manaus irá conhecer uma pouco mais sobre a “Casa do Trabalhador do Amazonas” e, lutar pela sua revitalização. É isso ai.  

Fotografias: J Martins Rocha
1. Feijoada na Casa do Trabalhador;
2. Giba, Sandro, Bahia e Sacy;
3. Amercir Souza, José Lima, Ademir Ramos e Assis Pinto;
4. Portão da Casa do Trabalhador.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

BLOGDOROCHA: VILA DE PARICATUBA

BLOGDOROCHA: VILA DE PARICATUBA: A Vila de Paricatuba, está localizada no Município de Iranduba, próximo à Manaus, 40 minutos via terrestre pela AM-070, estrada Manoe...

quinta-feira, 26 de julho de 2012

BLOGDOROCHA: PRAÇA DO CONGRESSO DE MANAUS

Esta postagem foi publicada em Janeiro de 2011. Acredito que as minhas críticas foram ouvidas, pois a Praça do Congresso está em reformas - ainda bem que temos um amazonense que ama e trabalha pela cidade, o Robério Braga, Secretário Estadual da Cultural. Daqui mais alguns meses, a Praça será entregue ao público, ela voltará a brilhar. Maravilha!
BLOGDOROCHA: PRAÇA DO CONGRESSO DE MANAUS: Esta Praça foi projetada no período áureo da borracha, chamava-se Praça Antônio Bittencourt, em homenagem ao homem que governou o Estado d...

quarta-feira, 25 de julho de 2012

DIA DO ESCRITOR





O dia de hoje é dedicado ao escritor, ou seja, ao autor de composições literárias ou científicas – aquela pessoa dedicada às letras, a literatura ou qualquer espécie de cultura adquirida pelo estudo ou pela leitura, assim como, as ciências – este dia foi criado em 1960, no término do primeiro Festival do Escritor Brasileiro, promovido pela União Brasileira de Escritores.

No mundo consumista em que vivemos hoje, nada mais justo do que ir a um sebo, visitar livrarias da internet ou física e, comprar alguns livros, dar de presente, ler outros tantos, enfim, consumir bastantes livros – uma bela homenagem àqueles que possuem o dom de transcrever em palavras, relatos, histórias, fantasias, sentimentos e vivências.

Minhas homenagens aos escritores amazonenses:

Diogo Moraes, Rogel Samuel, Jorge Turic, Ribamar Mitoso, Tenório Telles, Zemaria Pinto, Aníbal Beça, Luiz Ruas, Milton Hatoum, Abrahim Baze, Tiago de Melo, Luiz Bacelar, Antístenes Pinto, Márcio Souza, Xico Teixeira, Áureo Nonato, Otoni Mesquita, Celestino Neto, Marceleudo Barros, Orlando Farias, Simão Pessoa - e, tantos outros que estão vivos ou que já foram para o andar de cima - são muitos, a lista é enorme, isto demostra que, uma grande parcela dos que nasceram nestas plagas, possuem este raro dom de escrever produções literárias e cientificas.

Parabéns a todos os escritores pelo seu dia, na realidade, todo dia é dia deles. É isso ai.

Imagem: Adriano Siqueira

terça-feira, 24 de julho de 2012

BLOGDOROCHA: A FEIRA DA BANANA DE MANAUS

BLOGDOROCHA: A FEIRA DA BANANA DE MANAUS: Quando o “Mercado Municipal Adolpho Lisboa” começou a ficar pequeno, para a comercialização dos produtos vindos do interior do Estado,...

sábado, 21 de julho de 2012

FERNANDO DEMASI, O NOSSO “PIMENTA”



O “Pimenta” nasceu em Manaus, em 1956, na Santa Casa de Misericórdia, morou durante muito anos na Rua José Clemente, 216, na residência e loja de confecções do seu pai-avô, o Domingos Demasi, um alfaiate italiano que fez historia na nossa cidade – é uma pessoa a quem tive o privilegio de conhecê-lo na minha adolescência e, ainda de desfrutar da sua amizade até os dias de hoje, na verdade, nunca tinha tido um contato maior com ele, não conhecia muito bem sobre a sua vida e sobre suas atividades profissionais, porém, tudo mudou, quando recebi um convite para visitar o seu empreendimento, denominado “Pousada das Pedras”, no município amazonense de Presidente Figueiredo – foram dois dias de contato direto, o que me motivou a escrever esta postagem sobre ele e sua família.

Pegou este apelido por ser uma pessoa muito irrequieta e levada e, por ter o sangue italiano correndo em suas veias, o “Pimenta” não foge a regra dos seus ancestrais: fala alto, possui uma personalidade que tende a impulsividade, gosta de velocidade e tem uma certa resistência em obedecer regras -  foi um cara famoso no centro de Manaus, pois tinha paixão em dirigir, em altas velocidades, motocicletas importadas de grandes cilindradas, além de ser um “catador de ferro”, um hobby voltado para adquirir pequenos objetos que fizeram parte da nossa história.

Segundo o seu amigo Eduardo Braga Reis (o Duda) “O apelido já diz tudo, mas é um ser humano bom e amigo dos amigos - na sua infância e adolescência, deixava todo mundo muito louco com tanta danação: pegava carreira dos padres (Frei Benigno, Felipe e outros mais), colocava apelidos nos freis “Felipe Barba de Fogo" (o padre tinha uma barba avermelhada) e “Nero” (para o Frei Benigno). Certa ocasião, o padre celebrava uma missa e o Pano que cobre o Sacrário pegou fogo, não deu outra, ele já gritou de lá: - Foi a Barba de Fogo do Felipão! O Frei Silvio, certa vez, confundiu a família Pimenta (moradores da Rua Monsenhor Coutinho) com a família do Fernando Demasi, a Dona Maria Pimenta veio a falecer e, o frei foi dar os pêsames na casa do nosso personagem, o cara estava sumido a um bom tempo,  quando a mãe dele viu o Padre, desmaiou, achando que tinha acontecido alguma tragédia com o "Pimenta". Ele conta que foi expulso do quartel, parece que foi pego vestido com a farda do General ou algo assim. O Frei Fulgêncio Monacelli,  pároco da Igreja de São Sebastião,  também já teve e,  ainda tem, muitas lembranças do camarada. Algumas peraltices: entrava no Teatro Amazonas pelo cabo do "Para-raios". Amarrava linha de nylon no badalo do sino da Igreja (somente puxava em altas horas), imagine a confusão que ele provocava: aparecia padre olhando pelas janelas, vizinhas achando que era assombração ou a alma de padre que já tinha morrido etc. (ele e a turma da bagunça ficavam  escondidos dentro da bacia da Praça).  

Ele é até hoje um fã incondicional do seu saudoso avô, o Domingos Demasi - nutrindo uma paixão que supera até ao do seu genitor, o Marigídio Demasi. Para demonstrar esse enorme carinho, ele guarda com grande orgulho, o livro “Manaus: Ruas, Calçadas e Varandas”, do grande mestre Moacir de Andrade – pois nesta obra, aparecem várias fotografias da família Demasi, além de um relato sobre os antigos alfaiates de Manaus, com ênfase ao trabalho exercido pelo seu saudoso avô.

Segundo o citado livro, o Domingo Demasi, era um italiano da gema, vindo para Manaus ainda muito pequeno, carregando muitos sonhos, não sendo difícil conseguir emprego, pois era uma pessoa forte, trabalhador e sadio – trabalhou, como aprendiz, na “Alfaiataria 100.000 Paletots”, na Rua Municipal (atual Avenida Sete de Setembro) esquina com a Rua Lobo D’Almada. Pela sua desenvoltura, trabalho honesto e nunca ter chegada atrasado ou faltado ao trabalho, ganhou a confiança do seu chefe, tornando-se um alfaiate exemplar , resolvendo, tempo depois, a abrir o seu próprio negócio.

Com o advento da Primeira Guerra Mundial, em 1914 – por ser um italiano fiel à sua pátria, apresentou-se ao governo do seu país, participando da sangrenta guerra e, com o término, em 1918, retornou ao Brasil, fixando novamente residência em Manaus, abrindo uma loja de venda de uniformes militares, além de executar todos os trabalhos de alfaiataria.


O gosto do “Pimenta” por coisas antigas, foi matéria de página inteira no Jornal A Critica, edição de 13 de Abril de 2011 – “Nós também temos o nosso ‘caçador de relíquias’ – Arte de catar histórias jogadas fora – Reciclagem: microempresário Fernando Demasi tem o hobby de recolher material considerado lixo. Ele traz consigo parte da história. Hoje, seu acervo conta com peças que nos remontam à Manaus antiga”.

O nosso querido “Pimenta”, colaborou muito com a sua família, trabalhando na loja do seu avô por mais de quinze anos, um empreendimento que ainda hoje é tocado pelos seus parentes – a “Confecções Demazi”, fica localizado a Rua José Clemente, 216 – ele aparece por lá praticamente toda semana, para rever os familiares e amigos, além de tratar dos seus negócios na capital.

Ele é uma pessoa empreendedora, não levou a frente o ramo de roupas militares e confecções, um negócio tradicional dos Demazi – investiu na hotelaria e turismo – são vinte e dois anos trabalhando na sua “Pousada das Pedras”.Tudo o que ele “catou” durante longos anos, está exposto no seu estabelecimento, por sinal, um lugar dos mais aconchegantes e bonitos da cidade das cachoeiras.


Para chegar até lá, o turista deve sair de Manaus, ir até a Rodoviária, pegar um ônibus (várias saídas por dia, ao preço de R$ 40,00 ida e volta, com uma hora de viagem), são 107 Km pela BR-174 e, ao chegar ao município, deve se dirigir até a Avenida Acariquara (esquina com a Rua Piquiá), numero 45, bairro Morada do Sol – telefone 92 3324-1296.




Segundo a Wikipédia “Presidente Figueiredo despontou para o turismo ecológico em razão de sua fartura de águas, selva, recursos naturais, cavernas e cachoeiras. O Ministério do Turismo catalogou mais de cem quedas d'água no município, muitas delas exploradas economicamente através do ecoturismo. É existente na área urbana e rural uma razoável infraestrutura turística em expansão. O município é mais conhecido pela usina hidroelétrica instalada ali, a usina de Balbina, no distrito homônimo, cujas obras e manutenção são responsáveis pela maior catástrofe ambiental da história do Brasil”.

Vale a pena conhecer a “Pousada das Pedras”, além de ter privilégio de conhecer um pouco da história da Manaus antiga e, da amizade e carinho do Fernando Demasi, o nosso “Pimenta”. Esse italiano tem história! É isso ai.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

FAMÍLIA CELANI DE MANAUS



Prezado José Martins

Primeiramente, obrigado pelo interessante conteúdo do seu blog.

Eu estou tentando encontrar informações relativas ao meu bisavô Italiano que viveu e teve negócios em Manaus. O objetivo da pesquisa é somente de caráter genealógico.

Sendo assim, eu gostaria de lhe perguntar se você poderia me indicar uma pessoa para fazer uma pesquisa para mim em Manaus.

O nome dele era JOÃO CELANI, mas é possível que em registros oficiais conste o nome GIOVANNI CELANI, já que ele era Italiano.

Em publicações no Diário Oficial de Manaus de 1894 e 1895 eu encontrei as seguintes referencias a ele:

D.O. MANAUS 31/03/1894 
Sociedade Mercantil / Firma Social sob a Razão de ROCHA, CELANI & BRAGA (estabelecida em 16/03/1894) - Novos sócios: HENRIQUE SILVA ROCHA, JOÃO CELANI e ARTHUR SOARES BRAGA.
Sucessora da Firma Social J. CELANI & BRAGA (Sócios João Celani e Arthur Soares Braga)
Estabelecimento comercial denominado LOJA DO SOL estabelecido à Rua Municipal.

D.O. MANAUS 04/01/1895
Escritório de Comissões e Consignações - Mudança de endereço para Rua Saldanha Marinho 16. Assinado ROCHA, CELANI & BRAGA 02/01/1895
02/01/1895 - Abertura de filial em 20/11/1894 na Villa do Antimary (Rio Acre) com a mesma razão social. Assinado ROCHA, CELANI & BRAGA 02/01/1895.

Fico imensamente agradecido por sua atenção a este assunto, já que até agora esta é a única pista que eu tenho para conseguir alguma informação sobre o meu bisavô.

Atenciosamente


R - Prezado Paulo Celani,

Estou agradecido por ter visitado o BLOGDOROCHA e pelas palavras
elogiosas. Quando li o sobrenome Celani, logo me veio à mente o nome
do Celani, antigo funcionário do Banco do Estado do Amazonas (BEA), um banco estadual que foi vendido (doado) ao Bradesco. O Celani foi
diretor desse banco e, era colega de trabalho do meu irmão Rocha
Filho.

Encontrei na net o e-mail de um Celani, não sei se é o mesmo ao qual
estou me referindo, em todo caso, faz um contato com ele, com certeza
é um parente teu aqui de Manaus e, poderá ajudá-lo muito em tuas
pesquisas.
Abraços,
Rocha

Amazonas
Regional AM-04: Ângelo Raphael Celani Pereira
angelo.celani@anabb.org.br

Olá Rocha

Obrigado pela sua rápida resposta.

Eu farei um contato com o Ângelo Celani que você indicou.

Entretanto, já é do meu conhecimento que existem outras famílias Celani em Manaus. Eu já fiz contato com alguns deles e pelo o que eles me falaram, eles são descendentes de outro Celani que veio para o Brasil bem depois do meu bisavô.

Mesmo assim, eu farei contato com ele também, pois, quem sabe, o meu bisavô deixou algum descendente aí em Manaus?

O meu bisavô foi para Manaus separado da família, que ficou no Rio de Janeiro ou em Minas Gerais. Não sabemos se ele morreu em Manaus ou se voltou para a Itália. Mas me parece que ele voltou sozinho para a Itália. É por isso que nós não temos nenhuma informação sobre ele. Mas, com certeza, este João Celani citado no Diário Oficial de Manaus é ele e é a única pista concreta que eu tenho sobre ele. Daí o interesse em encontrar uma pessoa em Manaus que possa conduzir esta pesquisa para mim na Junta Comercial e em cartórios de Títulos e Documentos que possam ter algum registro dos negócios/sociedades que ele teve em Manaus.

Eu lhe manterei informado caso o Ângelo me responda.

Mais uma vez obrigado.

Um abraço!

R - Prezado Paulo Celani,

Um dos objetivos do BLOGDOROCHA é o resgate da nossa história. Recebo entre 500 e 1000 visitas diárias, principalmente de Manaus. Irei publicar uma postagem sobre a nossa troca de e-mail e, quem sabe algum Celani descendente do teu bisavô possa entrar em contato. Vamos torcer para que isto aconteça.
Abraços,
Rocha

domingo, 15 de julho de 2012

DIA NACIONAL DO HOMEM


Os marqueteiros de plantão já inventaram de tudo para o desenvolvimento, lançamento e sustentação de produtos e serviços no mercado – existindo um dia para tudo, tem até o dia dos lisos e endividados, sendo “comemorado” no dia 6 de Outubro – basta o caboco orar para Santa Edwiges e, com muita fé conseguirá negociar as suas dívidas, ter o nome limpo na praça, para obter empréstimos e crédito, condição para começar tudo de novo – agora, somente faltava esta, instituíram  “o dia nacional do homem”, comemorado, hoje, no Brasil, muito diferente de outros países, que adotaram o 19 de novembro -  vamos comemorar o quê? 

Dizem que este dia foi inventado na Rússia (tá russo!) e, aprovada pela ONU, objetivando a promoção da saúde dos homens e a busca pela igualdade entre os gêneros – na realidade, não percebi nenhuma atividade do poder público para nos homenagear ou campanhas preventivas das doenças do homem, muito menos, nenhuma promoção dos lojistas voltada para a “macharada”, estamos, realmente, mais por baixo do que tapete de porão.

Por outro lado, no dia da mulher, a coisa toda muda de feição (presentes, comemorações etc.), aliás, estamos perdendo todos os lugares para as mulheres, ainda bem que a carta magna diz que “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações”.

Certa vez, a filha de um grande empresário apresentou o namorado ao futuro sogro, ele foi logo detonando: - O que você sabe fazer na vida? Ele respondeu: - Sei lavar, passar, engomar, limpar a casa, cozinhar e cuidar de crianças. Depois dessa, o velho arregalou os olhos e disparou: - Maravilha, enquanto você cuidar da casa e dos filhos, ela comandará as minhas empresas, serás a pessoa perfeita para a milha filha!

Brincadeiras a parte, no quesito saúde, o que mais tem matado o brasileiro é o temido AVC -acidente vascular cerebral e o infarto do miocárdio, tendo como causas: má alimentação, alcoolismo, tabagismo e sedentarismo. Tô frito, faço parte desse grupo. Eu, hein!

Quanto aos jovens, os acidentes de trânsito estão mantando muita gente, pois há uma mistura fatal de alta velocidade, consumo excessivo de álcool e drogas mais pesadas.

Os mais velhos estão tendo problemas com a próstata, pois a grande maioria não admite, em hipótese alguma, o velho método de fazer o exame (a terrível dedada no fiofó) – dizem os especialistas que, o que mata é o preconceito! Por tocar no assunto, lembrei que já fiz o exame de PSA, falta somente ir para os finalmente. Ai, meu Deus!


Homens do nosso Brasil varonil, vamos cuidar mais da nossa saúde e, viver em paz, comunhão e igualdade com as mulheres! Um presentinho da patroa vai bem hoje. É isso ai.

BLOGDOROCHA: PRAÇA D. PEDRO II - MANAUS

BLOGDOROCHA: PRAÇA D. PEDRO II - MANAUS: Recebi um e-mail de uma leitora do nosso blog, solicitando que escrevesse sobre a Praça D. Pedro II, fiquei a conversar com os meus botões: ...

sexta-feira, 13 de julho de 2012

CAMINHADA PELO BAIRRO DE EDUCANDOS.


Num belo domingo ensolarado de Manaus, resolvi caminhar, com início na Avenida Getúlio Vargas (Vila Paraíso) até o Amarelinho, no bairro de Educandos, um passeio muito legal, pois é possível curtir um pouco do centro histórico de Manaus (apesar do abandono), culminando com a vista gostosa da orla do Rio Negro.

Quando estava no meio da Ponte Antônio Plácido (para quem não sabe, ela é conhecida como Ponte do Educandos, construída na década de 1970, pelo então prefeito Frank Abrahim Lima, em homenagem a um antigo vigário da igreja), avistei uma antiga balsa, igualzinha a de uma fotografia antiga do inicio do século passado.

Por ser amarrado na nossa Manaus antiga, parei para admirá-la de longe, pois estava ali um bem com mais de cem anos e, ainda em plena atividade, levando e trazendo mercadorias para esse mundo de meu Deus, que é a nossa imensa Amazônia.

Para falar a verdade, não cheguei até o Amarelinho, pois fiquei interessado na tal balsa antiga – desci uma escada que fica ao lado da ponte, na parte debaixo parece mais com uma pequena praça, onde várias pessoas estavam reunidas, se preparando para comemorar o domingo com uma bela churrascada e muita gelada no gogó.

Ao passar pela Rua Boulevard Sá Pexoto, achei muito bacana em ver os vizinhos reunidos para bater um papo, meninos brincando de papagaio de papel e donas de casas trazendo as suas compras do mercado - são pequenas coisas que o progresso está acabando aos poucos.  

Não consegui chegar até à balsa antiga, pois estava atrás de duas residências, impedindo o meu acesso. Parei num local onde já fora conhecido como “Porto das Catraias”, no final da Rua Manoel Urbano, onde os antigos catraieiros (tripulantes de catraias movidas através da força física dos braços)  paravam para pegar os passageiros que desejam atravessar o rio e ir até o Mercado Adolpho Lisboa e adjacências.

Resolvi bater um papo com um canoeiro motorizado, pode-se, assim dizer, um catraieiro moderno, em decorrência de fazer o mesmo serviço e trajeto em que antigos faziam – o cara era bom de papo, falou sobre a sua vida profissional sobre as águas, declarou que, criou os filhos e ainda cria alguns netos com a renda do seu trabalho – depois, fui convidado para tomar uma gelada num boteco flutuante na orla do Amarelinho, afinal, ninguém é de ferro! Declinei do seu convite, pois o meu negócio, naquele momento, era caminhar e curtir as belezas do lugar.

Caminhei um pouco mais, desejava encontrar com o Cláudio Amazonas, um caboco historiador da melhor qualidade, ele tem "a cara do bairro", mas, não o encontrei – depois, caminhei pela “Baixa da Égua”, lugar onde estive faz alguns anos atrás, a convite do meu amigo japonês Bianor Mitoso, para participar do carnaval do bairro – também não encontrei o nipônico e, resolvei voltar.

Tentei fazer o trajeto inverso, ao passar novamente pela ponte, tirei uma fotografia da balsa antiga - porém, não voltei para a minha origem, a Avenida Getúlio Vargas, fui direto para o Caldeira’s Bar, pois precisava, urgentemente, reidratar-me (com água que passarinho não bebe, é claro!). Eu, hein!


Domingo tem mais caminhada pelo bairro de Educandos, dessa vez pretendo chegar até o Amarelinho (vide fotocolagem abaixo), desde que não encontre nenhuma balsa antiga pelo meu caminho. É isso ai.  


Fotos: Coloridas - J Martins Rocha

quinta-feira, 12 de julho de 2012

BLOGDOROCHA: CANTOR E COMPOSITOR LÚCIO BAHIA

BLOGDOROCHA: CANTOR E COMPOSITOR LÚCIO BAHIA: Segundo os especialistas, o interprete é aquele que sabe dosar o timbre e a extensão da voz, aliando a capacidade técnica com a emotivid...