segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O AMOR ESTÁ NO AR

Podem me prender e até me deportar
Pra longe do seu coração
Mas nada irá nos separar
Sem seu amor a vida não é nada
Não interessa o pôr-do-sol
Perto de você eu sou muito mais eu
E nada não é tão vulgar
Como parece sem você
Só, só é mesmo impossível
Fazer o sonho virar luz
Eu sou o seu amor
E de você eu nunca vou me separar
Me programei pra vida inteira não me interessar
Por outros sentimentos e carinhos
Que não sejam seus
O amor está no ar
O amor está no ar...
Todo quer ouvir a canção do teu olhar
Eu cantarei pra toda essa nação
Eu cantarei pra todo esse país
Só quero que você cante comigo
Para me fazer feliz
Sem o seu amor a vida não é nada
Não interessa o pôr-do-sol
Só, só é mesmo impossível
Fazer o sonho virar luz (bis)
Autor: Sidney Rezende

Existe idade para amar? O amor é cego! Até os brutos amam? O que é o amor? Como poderemos distinguir o amor da paixão? Quais são as formas do amor? Quem ama é racional? O amor é lógico ou é ilógico? Afinal, amar traz felicidade? Por que muitos matam por amar alguém? É o coração ou o cérebro que ama? Mas, por que a pontada é no coração e não na cabeça? E por que o amor dá tantas dores de cabeça? E por que a pessoa que não ama, sonha sempre em amar alguém, e, por tanto sonhar, tem dores de cabeça? É melhor ter dores de cabeça, amando, ou é melhor, ter dores de cabeça procurando alguém para amar? Será que deveremos selecionar alguém para amar, ou o amor é que nos selecionará? Pode alguém amar alguém sem a presença física? O amor virtual é real? Existem almas gêmeas? Será que poderemos amar somente até duas pessoas em toda a nossa vida? Existe mais uma chance para amar uma terceira ou uma quarta? O amor próprio é amor ou é egoísmo? Mas, amar não é uma forma de egoísmo? Por que amar separados e não juntos? O amor tem o seu limite ou não existe limite para o amor? Acabou o amor, o fogo virou cinzas, mas, das cinzas poderá voltar o fogo do amor? O preço da liberdade é a felicidade ou a solidão? O amor pode ser pelas pessoas em geral, pelos animais, pelas plantas, pela sua cidade, pelo meio ambiente, pelo país, pelo planeta Terra, enfim, o amor pode ser generalizado ou unicamente por alguém ou por ambos? Que ama no geral é feliz? Se, se, se, por que, por que, por que, amar, amar, amar - depois de todos esses questionamentos, existe a resposta correta para cada uma delas? Talvez não, quem sabe, aproximada, longínqua, próxima, certa, errada – ou será melhor amar em vez de procurar saber definir o que é o amor? Não sei, somente sei que não sei definir o que é o amor! Acredito que não existe definição para o amor, basta apenas amar o amor! Simples, não! Errado, poucos sabem amar simplesmente, complicam, aliás, todos nos complicamos essa simplicidade, por isto, somos tão infelizes no amor! Deveremos todos nós a reaprender a entender a simplicidade do amor! O amor está no ar! Vamos, então, respirar o ar do amor? É isso ai!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O ZÉ MUNDÃO PEGANDO TODAS

O Zé Mundão aprontou muito na sua juventude, certa vez, resolveu comprar um Fusquinha, somente para ir com os seus amigos para os lupanares de Manaus, sempre cobrava a da “gasosa”, é claro! O cara ficou fissurado por estes lugares, baixava por lá todas as sextas, sábados e feriados, respeitava somente a Semana Santa, quando não comia qualquer tipo de carne! Os lugares preferidos eram a “Maria das Patas”, “Piscina Club” e “Saramandaia” – o carro do Zé estava tão acostumado com a rota, bastava ligar o “piloto automático”, para ir direto para o puteiro! Numa bela noite de sábado de Manaus, o Zé Mundão estava numa lisura que fazia dó, ficou naquela ânsia, encontrou com o seu amigo Branco, no Bar do Gordo, tomaram umas geladas no fiado e ainda tiveram a cara-de-pau em pedir algum emprestado do dono bar, é mole! Seguiram direto para o “Saramandaia”; no caminho, colocou gasolina o suficiente para ir e voltar, o ponteiro nem se mexeu, cruz credo! Chegando lá, o Zé estava com uma cara de enterro, não era para menos, a grana dava somente para tomar quatro latinhas e nada mais, pegar as primas, nem pensar! O Zé chamou o Branco e propôs: - Branco, mano velho, vamos cair fora daqui, tudo é caro, vamos lá para o Posto Cinco, pelo menos a nossa grana vai dar para tomar umas oito, tudo bem? O Branco não tinha nada para argumentar, pois ele é sabedor que o carona depende do dono do carro, tinha mesmo que concordar. Chegando lá, tomaram as primeiras cervejas na maior manha – o Zé Mundão estava falando baixo, triste e puto da vida; quando a bexiga estava na tampa, foi ao WC, jogar pelo ralo o restinho de dinheiro que ainda tinha nos bolsos, na volta, deu uma bicuda num bolo de dinheiro, rapidamente colocou nos bolsos, ficou nervoso, chegou com o Branco e mandou ver: - Branco, encontrei um monte de grana no chão, vamos cair fora, não sei quanto tem, pode ser tudo de 1 ou de 50! Resolveram ir ao “Piscina Club”, ficaram num lugar reservado, o garçom chegou e perguntou ao Zé o que eles iam beber, o cara ainda estava meio assustado, falou bem baixinho: - O senhor me desculpe, a gente vai conversar um pouquinho e depois o chamamos, pode ser? Quanta educação do Zé, parecia um gentleman – começaram a contar a grana, o Zé ficou vermelho, deu um sorriso de orelha a orelha, pois tinha exatamente 860 pilas! Aí papai, a coisa toda muda, o cara deu um grito chamando o garçom, nem parecia àquele pobre coitado de cinco minutos atrás, a voz ficou empostada, ficou com aquela cara de rico boçal, detonou logo: - Pinguim, meu brother, pega duas garrafas de cerveja, uma Brahma e outra Antárctica, dois churrascos de peito de franco e duas primas escolhidas a dedo, pode deixar comigo, você ainda vai pegar uma boa gorjeta! O garçom ficou sem entender bem a mudança de comportamento do Zé. Depois do pedido, combinou logo com o amigo: - Ô Branco, toma cem contos, paga o quarto e detona a tua nega velha, deixa a despesa da mesa comigo, a noite vai ser uma loucura! Chegaram as beldades, o Zé Mundão tomou logo a iniciativa, puxou a mais gostosa para ele, o coitado do Branco só fazia rir, parecia um pinto na merda! Papo vai, cerveja vem e saindo direto Iscas de carne e de batata frita; uma delas notou que o Zé estava com bastante bala na agulha, propôs: - Vamos para a minha casa, poderemos ficar bem à vontade lá, tudo é de primeira, não é a fuleiragem desses quartos daqui, vocês podem ficar até amanhã de manhã, combinado? O Zé na sua gaiatice de sempre, sem consultar o amigo, respondeu na bucha: - Tudo bem princesa, topamos a parada, vai se preparando que o couro vai comer! E o Branco só fazia rir, parecia uma hiena, também pudera com cem corujinhas no bolso e a conta sendo paga pelo Zé Mundão, até eu, papai! O Branco resolveu chamar o Zé num canto e o aconselhou: - Ô Zé Mundão, acho melhor tu guardar a metade da grana embaixo do tapete do carro, essas duas podem achar que nos somos otários e filar o nosso capim! O Zé é doido, mas não é leso, aceitou o conselho do Branco. Passaram primeiro num posto de gasolina – aí foi graça para o Zé: – Aí gente fina, bota gasosa até no toco, quero ver é derramar o tanque! Rumaram com as gatas em direção a Zona Oeste da cidade, elas moravam num bairro barra pesada, a casa era de madeira, o quarto era fuleiro dez vezes mais do que os do “Saramandaia”, agora não adiantava mais chorar sobre o leite derramado, o Zé ficou no quarto e mandou o Branco se acomodar com a gata dele na sala de estar – o pagamento foi feito adiantado, é claro! O couro comeu, foi “lamparinada” até o Sol raiar! O Zé ainda deu um cochilo, acordou com alguém batendo bem forte na porta, a gata ficou aflita e falou bem baixinho: - Sujou a parada, chegou o meu macho, ele é matador, acorda rapidinho o teu amigo, corre pelos fundos e pula o muro, pega a rua detrás, dá um tempo e depois vem pegar o teu carro! A bronca foi feia para o Zé! O cara só se mete em rolo! Depois de fazer tudo como recomendado, o Zé Mundão pegou o seu carro e se mandou para o centro da cidade, pararam na Praça da Saudade e foram conferir a grana, não tinha um conto sequer na carteira dos dois otários, aquilo fora uma armação! Tudo bem, ainda tinha quatrocentos contos embaixo do tapete! O Zé Mundão ficou grato com o conselho do Branco e falou: - Valeu, Branco, toma mais cinquenta paus, vou ficar em manutenção durante a semana toda, na próxima sexta-feira iremos gastar o resto da grana lá na “Maria das Patas”, dessa vez vai ser no banho tcheco, nada mais de ir para a casa das barangas! E o Branco só fazia rir, também pudera, passou a noite toda bebendo e comendo, não gastou um conto sequer e ainda ia voltar para casa com um galo no bolso! Assim foi a vida de solteiro do Zé Mundão, pegando todas, até chegar o seu casamento, a partir daí acabou a mamata, só pegava a patroa e nada mais, nem gripe da vizinha! Eu, hein, Zé Mundão!

Nota do Blog - O Zé Mundão é um personagem criado pelo blog – um cabocão manauense, ambientalista, gozador, enrolado até o cabelo, amante da cidade de Manaus, curtidor da vida social, cultural e etílica da sua cidade. Alguns leitores assíduos do blog gostam das peripécias do Zé Mundão, inclusive, confundem com a pessoa do editor do blogdorocha, mas não tem nada a ver, tudo é uma mistura do passado, com a realidade e ficção da vida de um típico manauense.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA

O dia de hoje, comemora-se o “Dia Internacional da Fotografia”, em decorrência do lançamento, em Paris, pela Academia de Ciências da Franca, do consagrado “Daguerreótipo”, um aparelho primitivo de fotografia, inventado por Daguerre em 1839.

A fotografia tem um significado muito forte para mim, apesar de não gostar de ser fotografado, adoro registrar tudo em minha volta, virou um hobby, uma paixão.

A palavra fotografia vem do grego e significa “desenhar com a luz”, ou seja, não basta ter um equipamento sofisticado e dominar todas as técnicas, a pessoa tem que ter sensibilidade para fotografar – desenhar, qualquer um desenha, agora, desenhar com a luz, somente um artista é capaz - não cheguei a este estágio, sou apenas um curioso, sem nenhuma técnica, apenas gosto de fotografar, mesmo não sabendo desenhar perfeitamente com a luz!

Existem alguns acessórios, que o homem moderno não pode sair de casa sem levá-lo consigo, pode-se citar o aparelho celular, os óculos, o molho de chaves do carro e da casa, o notebook, o pen drive, a carteira porta cédulas, acrescento ainda a máquina fotográfica, sem esta ferramenta, parece que falta um pedaço de mim.

A minha paixão, começou quando eu ainda era um jovem mancebo, lembram dos “álbuns de família”, gostava de ficar horas e horas olhando aquelas fotos antigas da minha "thurma", todas tiradas por profissionais, pois era praticamente impossível comprar uma máquina fotográfica naquele tempo.

Com muito esforço, consegui comprar uma máquina, passei a disparar os cliques para todos os lados, o problema era revelar os filmes, pois eram muitos caros, cheguei a perder muitos rolos por falta de grana para a revelação. Finalmente, chegaram as máquinas digitais, foi a salvação da lavoura, porém, consegui comprar uma, somente após muitos anos depois de serem lançadas no Brasil.

Possuo milhares de fotos, coleciono também fotos antigas, utilizo vários programas - o famoso Fotoshop, o Picica e o Windows Movie Maker – para fazer montagens de fotos e publicar no Blodorocha.

Muitos profissionais achavam que iria desaparecer a sua profissão de fotógrafo, em decorrência da popularização em massa das máquinas digitais, ledo engano, nos eventos todo mundo tem a sua máquina, alguns ficam até brincando com aquelas minúsculas filmadoras, porém, a qualidade, a sensibilidade, a fotografia da “hora agá” fica comprometida, neste momento, entra em cena o profissional, sempre é chamado para cobrir o batizado, o casório, a formatura e o aniversário de quinze anos.

Segundo o fotógrafo Ivan Lima “A fotografia, antes de tudo é um testemunho. Quando se aponta a câmara para algum objeto ou sujeito, constrói um significado, faz-se uma escolha, seleciona-se um tema e conta-se uma história, cabendo a nós, espectadores, o imenso desafio de lê-Ias".

Diz o provérbio "Uma imagem vale por mil palavras" - para Henri Cartier-Bresson “Fotografar é captar o momento decisivo e a única capaz de captar a alma humana”.

É isso aí! Viva o Dia Mundial da Fotografia!

Foto: J Martins Rocha

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

CAFÉ DO PINA

Este estabelecimento localiza-se na Praça Heliodoro Balbi (antiga Praça da Polícia), no Palacete Provincial. Foi inaugurado em 03/05/1951.Faz parte da história de Manaus.

Sobre a origem do nome quem dá a dica é o Francisco Pina, parente do velho José Pina: “Muitas pessoas perguntam de onde vem o nome PINA, ou se é o mesmo Pina do Famoso "Café do Pina". Em Manaus existem três ramos familiares dos Pina, atualmente com um grau de parentesco afastado entre si. No final da década de 20 vieram para o Brasil, fugindo do lastimável estado da economia portuguesa, culpa dos primeiros anos da implantação da República, que transformara Portugal num verdadeiro caos de miséria e falta de emprego, e à procura de uma situação econômica melhor, três portugueses oriundos de Loriga, Serra da Estrela. Dois eram irmãos, José Pina e Carlos Pina, o outro era primo dos dois, Antônio Pina. José Pina deu origem ao Café do Pina, tornando-se famoso por tratar todo o mundo de jovem e pela excelência do seu cafezinho. O nosso antepassado é o Antônio Nunes de Pina, do qual a atual proprietária de PINA Lanchonete, Lina Maria Pina Pires, é neta. O Pai, Antônio Pires, tinha a Importadora Pina, na Rua Dr. Moreira, muito conhecida, na época áurea da Zona Franca, pelas imagens religiosas importadas de Portugal, pelos artigos de desenho da Pentel japonesa e pelas cutelarias da Solingen alemã. Existem outros Pina fora de Manaus, que fazem parte das mesmas famílias”.

O saudoso Senador Jefférson Péres foi um dos intelectuais amazonense que presenciou a inauguração do Café do Pina e fez o seguinte relato: “Em 1950 tinha inicio uma nova década e, também, a construção de um barzinho, sem nada de especial, mas que iria marcá-la profundamente. O local era um canteiro triangular, em frente ao Guarany, onde havia um antigo chafariz desativado e dois postes de sustentação da tela na qual se projetavam filmes ao ar livre. Ao se erguerem os tapumes, correu o boato de que seria construído um posto de gasolina. A novidade não agradou os ginasianos, que ensaiaram um movimento de protesto e ameaçaram depredar a construção. Pressionado, o então prefeito Chaves Ribeiro aconselhou o proprietário a acelerar as obras, a fim de criar o fato consumado. Diante disso, foi abandonado o projeto original, de forma circular, por outro mais feio, retangular, que pôde ser construído em tempo recorde. O êxito foi imediato e se deveu a uma conjugação de fatores. Em primeiro lugar, sua localização, nas vizinhanças de dois cinemas, três colégios, um quartel, e mais, da então concorridíssima Praça da Policia; segundo a excelência do seu café, talvez o melhor da cidade; e finalmente, a simpatia do proprietário, o português José de Brito Pina, extrovertido e conversador, que em pouco tempo chamava cada um dos freqüentadores pelo nome. Batizado oficialmente de Pavilhão São Jorge, o barzinho era conhecido popularmente por Café do Pina e, mais tarde, Republica Livre do Pina”.

Tive o prazer de frequentar o antigo estabelecimento e conhecer o simpático José Pina (1912-1982), nunca esquecerei aquele “Alô Jovem!” - presenciei a derrubada do antigo prédio e a construção de outro de madeira – o local ficou muito famoso, pois foi um reduto de políticos, boêmios e intelectuais amazonenses, era muito frequentado pelas pessoas que iam aos Cines Guarany e Polytheama, pelos ginasianos do Colégio D. Pedro II e pelos membros do Clube da Madrugada – com o abandono da Praça da Polícia o Café virou Bar, com som ao vivo, venda de cervejas e petiscos variados, passando uma péssima imagem para a sociedade. Com a revitalização da Praça, o Café do Pina foi derrubado e deslocado para o interior do Palacete Provincial.



O atual Café do Pina é freqüentado por aposentados, intelectuais, turistas, comerciários e empresários, o local está repleto de fotografias da Manaus antiga, com uma decoração estilo década de 50 – serve um excelente “Café Regional”, além de encontrarmos todos tipos de cafés – Brisa da Tarde, Matinê, Bela Morena, Moreninha e do famoso Pina Fly, uma mistura de café gelado, whisky, creme de leite, licor de cacau, chantily e cereja – chique, não!



É isso ai. Alô jovem Pina!

Fontes:
PÉRES, Jefferson. Evocação de Manaus: como eu a vi ou sonhei. 2. ed. rev. e ampl.Manaus: Valer, 2002.
Textos obtidos no http://www.google.com.br/
Foto: J Martins Rocha (a primeira) as outras duas foram retiradas do Blog do Coronel http://www.catadordepapeis.blogspot.com/

terça-feira, 17 de agosto de 2010

DIVISÃO GEOGRÁFICA DE MANAUS

A cidade de Manaus cresce de uma forma vertiginosa, não planejada, poderemos dizer que é de uma forma desordenada – os manauenses do centro da cidade possuem uma enorme dificuldade em circular pelos bairros mais afastados e, sobretudo definir em qual zona está inserida.

Apesar de a cidade de Manaus ser um pingo dentro do Estado do Amazonas, no entanto, concentra em torno de 80% da população total, tanto que foi dividida em sete zonas: Norte, Sul, Centro-Sul, Oeste, Centro-Oeste, Leste e Rural.

Norte – os bairros oficiais são em torno de doze: Cidade Nova, Santa Etelvina, Parque das Nações, Águas Claras, Vitória Régia, Alfredo Nascimento, Monte das Oliveiras, Nova Israel, Colônia Terra Nova, Carlos Braga, Colônia Japonesa, Colônia Santo Antônio.

Sul – onde se concentra o maior numero de bairros: Aparecida, Betânia, Cachoeirinha, Centro, Colônia Oliveira Machado, Crespo, Educandos, Japiim, Lagoa Verde, Morro da Liberdade, Praça 14 de Janeiro, Raiz, Santa Luzia, São Francisco, São Lazaro e São Sebastiao.

Centro-Sul – é a região mais nobre da cidade: Adrianopólis, Aleixo, Bairro da União, Chapada, Flores, Nossa Senhoras das Graças, Parque Dez, Vila Amazonas e São Geraldo.

Oeste – os bairros ficam próximos ao Rio Negro: Compensa, Glória, Lírio do Vale, Nova Esperança, Ponta Negra, Santo Agostinho, Santo Antônio, São Jorge, São Raimundo, Tarumã, Vila da Prata e Vila Marinho.

Centro-Oeste – formado pelos bairros da Alvorada, Bairro da Paz, Dom Pedro I, Hiléia, Jardim Versailles, Parque Riachuelo, Planalto, Redençao e Sao Pedro

Leste – considerado a zona de maior crescimento: Armando Mendes, Cidade de Deus, Colônia Antônio Aleixo, Colina do Aleixo, Coroado, Grande Vitória, Jorge Teixeira, Mauazinho, Monte Sião, Nova Floresta, Novo Aleixo, Novo Reino, Ouro Verde, Puraquequara, São José Operário, São Lucas, Tancredo Neves e Zumbi.

Rural – Praia do Tupé, Nossa Senhora de Fátima, Brasileirinho, Pau Rosa, Livramento e Turumã-Mirim.

Este classificação irá mudar brevemente, pois com a implantação da Região Metropolitana de Manaus e com a conclusão da Ponte Manaus-Iranduba, a tendencia será a transformação em bairros alguns municipios proximos de Manaus.

Apesar de toda a tecnologia de que dispomos (GPS, bussolas, celular, etc.) muita gente se perde na mata e também nao sabe em que zona está ou pretende ir, basta utilizar a mais elementar das orientaçoes – o Sol – quando está no equinócio (noites e dias iguais = março e setembro), nasce para no Leste, basta ficar de pé e abrir os braços, apontar o braço direito para o Leste encontrado – o Norte estará à sua frente, o Sul às suas costas e o Oeste à esquerda. Faça o teste e verifique se os bairros acima citados estão mesmo nas respectivas Zonas.

domingo, 15 de agosto de 2010

DANDO UM ROLÉ POR MANAUS

Manaus, quinze de Agosto, manhã de domingo, o dia está com céu um pouco cinzento, será que é uma inversão térmica? Começou a temporada das queimadas dos roçados? Não sei, mas de qualquer forma, alguma coisa está afetando a natureza. Estamos no verão amazônico, era para está um “céu de Brigadeiro”, muito sol, poucas nuvens, límpido (ótima visibilidade para voar), no meio caso, somente voo nos meus pensamentos, somente utilizo a “Asa Dura “para ir a Parintins assistir ao meu Caprichoso dar show na Arena – resolvi passear pelo Parque Jefferson Péres – com a fumaça ou sei lá o que estava encobrindo a minha cidade, o Sol estava ameno, deu para fazer uma pequena caminhada, por sinal, somente um maluco iria caminhar às onze da manhã de domingo, mas tem doido para tudo, fui para lá, não encontrei uma viva alma no lugar, somente dois sonolentos seguranças do parque – engraçado, sempre volto para o mesmo lugar onde nasci, fiquei a admirar a minha Ponte Romana I, fiquei a imaginar que exatamente há quarenta anos atrás estava pulando daquela Ponte, tomando banhos com os meus colegas! No mesmo local onde me encontrava (um parquinho de madeira), era onde nadava e passeava de canoas e botes e, brincava nas toras de madeira – fiquei alguns instantes olhando a passagem principal da Ponte (hoje aterrada), imaginando quantas vezes passei por debaixo dela – não sei o que pode pensar um jovem ao ver uma ponte aterrada, talvez fique a matutar: Por que fizeram esta Ponte se não existe rio? Talvez não imagine que por ali já passou muita e muita água – pois é, mano velho, os cabeças pensantes de Manaus, resolveram aterrar os nossos rios, as pontes Romana I e II e a Benjamim Constant servem apenas para passar automóveis, perdeu a sua função primordial de ligar duas pontas de um rio – os rios secaram, viraram uma lamina de água, puro esgoto ao céu aberto – com a tal “Manaus Moderna” fizeram uma grande barragem, na enchente, o Rio Negro não consegue passar e seguir a sua sina – E a nossa “Veneza dos Trópicos”? Já era, papai! Mas quem não tem cão, caça com gato! O jeito é voltar do passado - acorda José! - Continuei a minha rolé (volta) por Manaus, caminhando pelo Parque Jefferson Péres, no século XXI, lugar ao qual eu nadava no século XX! Parei bem atrás do Centro Cultural Palácio Rio Negro, ali já fora o centro do poder executivo do Amazonas, imaginem os senhores, no passado, onde parei para sentar, era o “Píer” dos barcos dos “caras” que governaram o nosso Estado, podes crer! Estava dando uma sombra esperta, ventava levemente, os passarinhos cantavam, um silencio ideal para a meditação, pensar na vida, no passado, presente e antever o futuro. Pensei num curso que eu fiz de “Memorização”, procurei exercitar a minha mente, para ouvir sons distantes e idêntica-los, juro que ouvi muita coisa de outrora, pois como aquele lugar faz parte do meu passado, ouvi gritos dos meus colegas, o barulho da água, a zoada da motor de rabeta, a voz forte do meu pai me chamando para ir almoçar aquela “galinha ao forno”! Achei melhor dar um rolé por outros locais, pois ali me traz muita nostalgia – fui parar no bairro do Educando, passei por várias Ruas e vielas, dei uma olhada no Amarelinho, parei em frente a Igreja católica de Constantinopla, peguei a Ponte e voltei para o centro de Manaus – achei melhor voltar para casa, almoçar com os meus pares – depois fui ao Amazonas Shopping – infelizmente este templo de compras, uma invenção dos norte-americanos, não tem nada a ver comigo, com o meu passado, porém, tem tudo ou quase tudo lá para usufruir no presente, não tem o "Cine Guarany", mas têm inúmeros outros cinemas em 3D; não tem o "Restaurante A Maranhense", mas tem restaurantes de renome nacional e internacional; não tem o "Mercado Adolpho Lisboa", mas tem um puto Hiper Mercado com mercadorias dos quatros cantos do mundo – uma coisa lá não tem de jeito nenhum – a inspiração para escrever sobe a minha Manaus, mas, tem Internet “free”para postar este “rolé por Manaus”. Fui!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

BEASA - O CLUBE DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO ESTADO DO AMAZONAS.

Tive uma relação muito grande com o Banco do Estado do Amazonas, apesar de nunca ter sido correntista - na realidade, possui e ainda possuo grandes amizades com antigos funcionários, em decorrência de ser irmão do bancário José Rocha Martins Filho e, por ter sido um frequentador assíduo do Clube BEASA.

Na onda de desestatização ocorrida em 2002, as ações do Banco foram parar nas mãos do governo federal, através do Banco Central, posteriormente, foi a leilão e sendo arrematado num único lance e ao preço mínimo, adquirido pelo Bradesco, no valor R$ 182.914.000,00 – dizem as más línguas que o então governador Amazonino Mendes, deu de mão beijada e a transação beneficiou somente uma meia dúzia de pessoas. Na época, o Banco possuía 85 agências e postos de atendimento e 185 mil clientes, era o único a atender todo o interior do Estado do Amazonas.

Foram milhares de amazonense para a rua da amargura, poucos foram aproveitados, pois a politica do Bradesco é formar do Office boy ao Diretor, pagando aquela "mereca" - para se ter uma ideia, o meu amigo Ulisses Marques, era um competentíssimo auditor, após a aquisição pelo Bradesco, foi aproveitado pelo novo patrão, pois eles tinham o maior interesse em obter as informações que ele dispunha das agencias do interior do Estado, quando o Banco sentiu que ele não era mais necessário, preferiu demiti-lo e colocar na sua função um jovem e pagando um salário bem inferior – o Ulisses, atualmente, trabalha no Hospital Santa Júlia, continua aprimorando os seus estudos na faculdade da Uninorte e pertence a nossa confraria do Bar do Armando, faz parte do meu círculo de amizade, uma vez e outra tomamos uma gelada ao som das músicas do Nelson Gonçalves.

Frequentei assiduamente a famosa BEASA, sede social, localizada na Estrada Torquato Tapajós – apesar de ser um clube exclusivo para os funcionários do Banco, a minha entrada era liberada, mesmo quando não ia com o meu irmão, pois o porteiro Carlos Cesão era o meu peixe. A turma do meu irmão era composta pelo Pangaio (um cearense gaiato), Geraldo Jararaca, José Brito, Júlio Afonso, Alberto Sanzer , Humberto Pará, Regnier Lago, Jeovah (bancário e zagueiro do América Futebol Clube), Amandio Costa, Serafim Meireles, Jorge Nascimento, Nilton, Manuel compadre (o office boy da época), Fernando Moura, Ernando Moura e Vanilson Mansour.

O meu irmão trabalhou anos e anos no BEA, fez também parte dos quadros da Caixa de Assistência dos Funcionários do BEA e foi Diretor da BEASA, saiu muito antes da venda para o Bradesco, formado em Ciências Contábeis pela UFAM, atualmente, faz a “carreira solo” como Contador autônomo.

O professor Benedito, o famoso Bené ou Sonson, caboclo de Maués, foi caixa da agência do “Big BEA”, no Boulevard Amazonas – o funcionalismo público recebia por lá, o movimento era uma loucura nos finais de mês – Na época, o governador criou o cartão “Direito à Vida” – a fila dobrava o quarteirão para receber a “babita” – não sei como o Bené não ficou doido de tanto trabalhar. Certa vez, estava na fila um “cabocão” muito chato – passou o tempo todo berrando e perturbando o trabalho do Bené: - O Mazoca é que é o cara! Foi o único governador que olhou para os pobres! Viva o negão! Depois de receber a “bolada”, foi tomar umas geladas no Bar da Castanholeira, na Rua Tapajós, quando já estava na décima ampola e vendo a grana do “Direito à Vida” sumindo pelo ralo do miquitório, largou o verbo: - Mazoca, ladrão, safado, rouba um milhão e só dá trinta reais para os pobres! Negão escroto! Parecia com o Nezinho do Jegue, da novela da Globo  “O Bem Amado” – aquele personagem que vivia puxando o saco do prefeito Odorico Paraguaçú, quando enchia a cara, virava a casaca, passava a xingar o prefeito, chamado-o de ladrão safado!

Com relação ao Clube BEASA aí vai a colaboração do meu irmão José Rocha Martins Filho “O Clube BEASA teve sua época áurea na década 80 (anos 80) e início de 90. As manhãs de domingo do BEASA, elas se estendiam pela tarde e início da noite com varios grupos musicais animando a moçada. Mas na segunda-feira todos estavam em seus postos de trabalho. Tempo bom da juventude! O Clube possuía um baile mensal na última sexta-feira do mês que era disputadíssimo pela população festeira de Manaus. A casa era cheia, e o sucesso só aumentava. Os grupos mais famosos da época eram contratados para animar o evento, tais como: Blue Byrds Band, Os Embaixadores, Carlinhos e Seu Teclado Mágico e sempre que possível era contratado um cantor ou cantora de nível nacional.Os diretores do clube sempre eram escolhidos em eleição direta, e os mais conhecidos e respeitados intelectualmente eram os escolhidos. Lembro dos seguintes nomes: Claudemiro Albuquerque, Serafim Meirelles, José Brito, Raimundo Silva, Milorad Oliveira, Nilo Dantas, Roberto Augusto, Geraldo Jararaca, Mauro Hermes e tantos outros. No carnaval as festas do BEASA também atraíam multidões, e os ingressos e mesas se esgotavam rapidamente! Mas também havia o lado negativo, pois a grande quantidade de frequentadores dessas festas carnavalescas, após consumirem bebidas exageradamente, sempre partiam para brigas inesquecíveis. Lembro de uma delas que não sobrou uma só mesa ou cadeira em condições de uso e milhares de garrafas de cervejas quebradas! Na última que assisti em meados dos anos 80 estava eu na portaria na qualidade de tesoureiro, arrecadando o dinheiro dos ingressos, mas quem guardava a grana era o presidente Geraldo Jararaca, em uma maleta preta. Na hora da briga, lá pelas 3 horas da madrugada, os brigões foram parar no estacionamento e na portaria, formando uma confusão generalizada. Após a briga, parecia que um furacão havia passado pelo local. Até a maleta preta com o dinheiro dos ingressos desapareceu, e até hoje estão procurando pela grana. ah, ah, ah, ah, ah”.

É isso aí rapaziada, tempos bons que não voltam mais – um abraço a todos os ex funcionários do BEA e aos frequentadores do Clube BEASA!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

CAFÉ DOS TERRÍVEIS

CAFÉ DOS TERRÍVEIS



Praça do Commercio (Canto da Rua Demetrio Ribeiro)


Endereço Telegráfico: TERRIVEIS
 CAIXA 433 TELEPHONE 82





BEBIDAS FINAS, CARNES FRIAS, CHÁ, CHOCOLATE, CAFÉ, OVOS, CANJA A QUALQUER HORA DA NOITE.


CONFORTO, BOM SERVIÇO, RAPIDEZ E ACEIO





ALFREDO RODRIGUES SOEIRO

********MANAOS*******

 
Esta  fotografia antiga mostra o Café dos Terríveis e o comercial da época - este local está, atualmente, totalmente descacterizado, fica na Rua Visc. de Mauá esquina com a Rua G. Vitorino, baixo meretrício do centro antigo de Manaus.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

INTELIGÊNCIA X TRABALHO X LIBERDADE

Quando criei este humilde espaço – ao elaborar o meu perfil, tentei-me auto definir como um lutador, um guerreiro, na qual a minha arma é a inteligência, a minha força é o trabalho e a minha causa é a liberdade – irei escrever um pouquinho sobre o que penso sobre essas três palavrinhas mágicas:

INTELIGÊNCIA – O termo vem do latim Intelligentia, significando, segundo o dicionário do Aurélio - a faculdade de aprender, apreender ou compreender; percepção, apreensão, intelecto, intelectualidade, qualidade ou capacidade de compreender e adaptar-se facilmente. Todos os seres humanos nascem com essa capacidade, uns desenvolvem um pouco mais, outros um pouco menos. Outrora, foi muito utilizado nos testes de admissão organizacional, o famoso Quociente de Inteligência (QI), para medir a inteligência dos candidatos, os mais pontuados tinham mais chances de ingresso nas empresas -, agora, falam que o ser humano possui em torno de sete tipos de inteligências, existe até testes para medir a Inteligência Emocional (QE) – para saber se a pessoa terá sucesso e insucesso na vida profissional – falam também que existe a Inteligência Ambiental, na qual os seres humanos tem a visão que estão cercados por computação e tecnologias de rede. Muitos utilizam a inteligência como arma, para guerrear, para matar as pessoas e tudo o mais; a bomba atômica é fruto da inteligência do homem – outros, a utiliza como arma para o bem da humanidade, procuram exteriorizá-la através da fala, da escrita, dos gestos e ações, procuram desenvolver um mundo melhor, mais justo, com harmonia entre o homem e a natureza – enquanto aqueles destroem, estes constroem, são dois tipos de inteligências digladiando: a força do mal que cria, mata, destrói, amplia os ganhos materiais sem se importar com o futuro da humanidade – a outra, a força do bem, que cria, constrói, amplia os conhecimentos para defender o planeta Terra contra as agressões à natureza e ao ser humano, pensando sempre no bem estar atual e das futuras gerações. Exemplo: um grupo de empresários inescrupulosos teima em construir o Porto das Lajes, bem no Encontro das Águas, eles querem faturar milhões de reais, não se importando com a destruição daquele local, não estão preocupados se os Jaraquis fazem ali a sua desova – assim, eles pensam: - Não estamos nem ai para a natureza, o Jaraqui babau, o que queremos mesmo é comer Bacalhau! Por outro lado, existe um pequeno grupo de pessoas que utilizam a inteligência para barrar esta indecência, são os militantes do movimento social “SOS Encontro das Águas” – constituídos por formadores de opinião, artistas, poetas, comunitários, cientistas, pesquisadores, políticos dos bons, estudantes, etc. – eles lutam pela convivência harmoniosa entre o homem e a natureza, pelo crescimento econômico e social com responsabilidade, equilibrado e sustentável. Nesta luta, vençam os que utilizam a inteligência para o bem!

TRABALHO – Derivado de Trabalhar [Do lat. vulg. tripaliare, 'martirizar com o tripalium' (instrumento de tortura)]. O mestre Aurélio define - Aplicação das forças e faculdades humanas para alcançar um determinado fim. Dizem que o trabalho enobrece e dignifica o homem – alguém tem dúvida ou duvida do dito popular? Tanto que é bíblico, quando Adão resolver ir além do Paraíso, Deus falou: - A partir de agora ganharás o pão com o suor do teu rosto! Acabou a mamata? Para poucos, não! Tem gente que “não corta nem sabão com a faca”, são “os filhinhos de papai”, os playboys, os políticos safados, os eternos mamadores das tetas do governo, os parasitas, etc. A grande maioria tem que batalhar, ralar o dia todo, a labuta é árdua, mas, gratificante, alguns alcançam voos mais altos, outros tantos, não saem do chão. É justo o cidadão depois de anos de trabalho, receber a sua merecida aposentadoria, porém, deixar de trabalhar, jamais! O homem que resolver simplesmente parar de trabalhar estará fadado à morte mental e apressará à física! Portanto, o lema é trabalhar sempre. O filósofo A. Gramsci escreveu o seguinte: “Os métodos de trabalho estão indissoluvelmente ligados a um determinado modo de viver, de pensar e de sentir a vida" Exemplo: Penso em desenvolver uma nova atividade laboral – comprar um terreno em Iranduba, pegar no cabo da enxada, calejar as minhas mãos, cuidar da terra e da roça, fazer compostagens, plantar produtos orgânicos, sem agrotóxicos, criar galinhas, patos e peixes em cativeiro, colher e usar para o consumo da minha família, distribuir gratuitamente para os comunitários e vender os excedentes para os “bacanas” de Manaus. Trabalhar até quando o espinhaço começar a entortar e as pernas começarem a tremer – aí mano velho, pode preparar a cova que o velho já cumpriu a missão!

LIBERDADE – Vem do latim. Libertate – significando a faculdade de cada um se decidir ou agir segundo a própria determinação. Segundo a Wikipédia “Em filosofia, designa de uma maneira negativa, a ausência de submissão de servidão e de determinação, isto é, ela qualifica a independência do ser humano. De maneira positiva, liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional. Isto é, ela qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários”. Existem inúmeras outras definições. Depois da vida, o bem maior é a liberdade, tanto que está consagrado na nossa Carta Magna de 1988. Foi na época da ditadura militar em que os brasileiros mais clamavam pela liberdade. No Brasil colônia e império, os irmãos africanos e indígenas foram os que mais sofreram – somente para termos uma ideia, no período de 1531 a 1855 foram desembarcados no Brasil em torno de quatro milhões de africanos, para trabalharem para os proprietários da agromanufatura do açúcar, na plantação do algodão, na mineração e nos serviços domésticos. Além da liberdade física e de expressão, devemos lutar também para nos libertar dos pecados capitais: a ira, a gula, a inveja, o orgulho, a avareza, a luxúria e a preguiça. Recentemente, alguns bilionários resolveram doar parte das suas fortunas para entidades filantrópicas, pesquisas e educação - isto é uma forma de se libertar do egoísmo.
Exemplo: Nelson Mandela, nasceu em 1918, passou vinte oito anos na prisão, por ser o principal líder do movimento antiapartheid na África do Sul, foi considerado um guerreiro em luta pela liberdade, foi libertado em 1990, ganhou o Premio Nobel da Paz e foi presidente do seu país de 1994 a 1999. É isso ai.

domingo, 8 de agosto de 2010

VISITA AO JARDIM BOTANICO DA RESERVA FLORESTAL ADOLPHO DUCKER

A reserva é uma imensa área urbana do governo federal, considerada a maior do mundo, com 10.072 ha., sendo administrada pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA; com o crescimento desordenado de Manaus, um dos limites da cidade chegou até as portas desse importante espaço de conservação ambiental – para conscientizar as pessoas da importância dessa reserva, foi criado o Jardim Botânico, ocupando apenas 5% da reserva.

Como se pode observar na foto ao lado, existe uma imensa área degradada ao redor da reserva, são as invasões, foram desmatadas imensas áreas, no seu lugar foram criados novos bairros, existe um foco de pressão muito grande, diariamente a reserva é ameaçada, imaginem o trabalho que os servidores do INPA têm para segurar as fronteiras da reserva.

Por incrível que pareça, para quem dispõe de automóvel, o acesso ao local é muito fácil e rápido, basta seguir pela Avenida Torquato Tapajós até a entrada da Estrada do Tarumã, virar a direita e pegar uma imensa estrada, aberta recentemente, chamada de Avenida Uirapuru, esta via pública é dotada de toda a infraestrutura, o deslocamento é rápido, não existem semáforos em toda a sua extensão, chegando rapidamente aos Conjuntos Renato Souza Pinto e Cidadão, bem mais em frente fica o Jardim Botânico, na Cidade de Deus.

Estive no local, a minha primeira impressão foi incrível, do lado direito existem milhares de casas residenciais e comerciais, com pouquíssima arborização e, do lado esquerdo, a exuberância da floresta Amazônica. Infelizmente, muitas pessoas ao invadirem a floresta, derrubam tudo ao redor, chamam a floresta de “mato” no sentido pejorativo, tudo vira cinzas, depois, constroem as suas casas, os raios solares batem direto, imaginem o calor insuportável que faz; aqueles que derrubam somente quarenta por cento e conservam os outros sessenta da cobertura vegetal, devem, com certeza, ter uma grande qualidade de vida.

Ao entrar no Jardim Botânico, senti que o mesmo está um pouco abandonado, apesar de contar com o apoio da Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Manaus/SEDEMA - falta conservação, não vi um segurança sequer, muito menos guias – estão expostos no local, diversas obras de cerâmicas indígenas, obtidas em Iranduba e Coari, objetos valiosíssimos para os estudos arqueológicos, além de dezenas de plantas devidamente identificados e aquários com peixes da nossa região – tem um folder que me chamou a atenção, trata sobre o ciclo reprodutivo dos Jaraquis da escama fina e da grossa, a reprodução se dá bem no Encontro das Águas, local onde os desalmados empresários querem construir o Porto das Lajes.

Existe uma pequena lousa onde está descrito toda a programação de visitas, caminhadas pelas trilhas, observação de pássaros e borboletas, não foi possível fazer nada, pois os dias e os horários não batiam com o momento em que entrei na reserva – por ser um domingo comemorativo aos dias dos pais, estava em companhia dos meus três filhos e da minha netinha, fomos em busca mudas de plantas ornamentais, lamentavelmente, o Orquidário está necessitando de reparos urgentes e a pessoa que nos atendeu não estava preparada para nos orientar sobre as mudas.

Apesar do aparente descaso da PMM para com o Jardim Botânico, ele possui um papel importantíssimo na educação ambiental dos moradores do entorno, bem como, serve para conscientizar as pessoas sobre a grande importância da Reversa Florestal Adolpho Ducker. Farei outras visitas, aconselho aos moradores de Manaus a fazerem o mesmo.

Foto: Google Earth

sábado, 7 de agosto de 2010

ÔNIBUS LINHA 011/BALNEÁRIOS

Para quem não está acostumado a andar de ônibus em Manaus, a dificuldade é muito grande para se descolar na cidade, primeiro, as linhas são conhecidas por números, segundo, os motoristas não são muito chegados  a dar informações sobre o percurso e, por último, os coletivos são na grande maioria verdadeiros cacarecos. Ainda sou usuário do transporte coletivo, porém, ainda não gravei os referidos números, prefiro andar mais nos micro ônibus, chamados de "Alternativo", a tarifa é de três reais, com direito a ar condicionado e uma música ambiente, além de constar no para-brisa todo o itinerário em letras garrafais (letra tamanho acima de 72), porém, quando preciso pegar um ônibus dito “normal” aí a coisa toda muda – neste sábado, fui convidado para um almoço de confraternização entre os produtores de sorvete natural, da comunidade Nossa Senhora de Fátima, zona rural de Manaus, o local é uma área de preservação ambiental (APA), fica às margens do Rio Tarumã-Mirim, com acesso fluvial e pela BR-174, lá é muito bonito, já estive por lá ano passado. Sobre o sorvete natural, os comentários são os melhores possíveis, eles produzem sem nenhum aditivo quimico, dizem que é o puro sabor da fruta, a água utilizada é de uma pureza total, estão tendo todo o apoio dos pesquisadores do INPA, inclusive, já despertou interesse de grupos canadenses em financiar a produção para exportaçao para aquele país. Para me deslocar até o evento, peguei o ônibus 011/Balneários, imaginei que iria passar na Praia da Ponta Negra, pois os balneários de Manaus eram além dessa belíssima praia, o Parque Dez, Ponte da Bolívia e Tarumã, com exceção daquela, todos os demais morreram com o progresso. Segui a rota, o ônibus passou próxima a Ponte da Bolívia (nome dado em homenagem a primeira moradora do local e não ao país da América do Sul) e entrou na Estrada do Tarumã (zona Oeste de Manaus, nome em referencia ao Rio Tarumã que desemboca na margem esquerda do Rio Negro), conhecida como Estrada do Turismo -, parou no poluído e abandonado “balneário” do Tarumã, sentí uma enorme tristeza ao ver o local onde eu tomava longos banhos de igarapés com a minha família – a pequena cachoeira ainda está lá – será que um dia será despoluído? Pode ser, basta somente boa vontade e educação do povo, tudo é possível, pois o homem está conquistando o espaço sideral - por que não pode voltar a dar vida a um igarapé! A rota continua – o ônibus entrou mata adentro, deu para sentir o cheiro de interior, o clima muda, a viagem é tranquila e reconfortante, imaginei que após aquele percurso, o ônibus iria voltar e rumar em direção à praia de Ponta Negra – qual nada! E toma estrada, becos, vielas, ramais, entram e saem gente e, nada de voltar! – passou pela Vivenda Verde, deu uma ré, seguiu para outro ramal, depois de uma hora de viagem, o motorista para o buzão no meio da floresta e detona bem alto: - Ponto final, galera! Achei que o aviso fora para mim, pois estava atônito e com aquela cara de leso, parecia um cachorro que caiu da mudança - dirigi-me a cobradora e perguntei: - Peguei o ônibus errado, e agora? Como é que eu faço para chegar até a Praia da Ponta Negra? Ela respondeu: - O senhor espera mais uns quinze minutos, este ônibus vai retornar para o Centro, depois o senhor espera em torno de uma hora mais ou menos, pega o 012/Balneários, este sim, vai até a Ponta Negra. - Pensei cá com os meus botões: esperar o ônibus 011 dá a partida, são 15 minutos, voltar ao centro, leva mais uma hora, esperar o 012, mais uma horinha, chegar até a Ponta Negra, mais 45 minutinhos, dar uma pernada até a Marina do David (fica por detrás do Tropical Hotel), leva mais 15 minutos, pegar uma Barco a Jato, o percurso até a comunidade é longo, mais 45 minutos, talvez chegue na comunidade beirando as duas da tarde – adeus almoço comunitário! Que pena, vai ficar para a próxima vez – depois dessa, com certeza, jamais esquecerei o numero da linha, será? E se eu pegar novamente o 011 em vez da linha 012? Sei não, mas de qualquer forma vai valer o passeio – na próxima vez que for convidado para ir a Comunidade Nossa Senhora de Fátima, sairei ao raiar do dia! Eu, hein!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

MANAUS - A MINHA CIDADE QUERIDA!

Nasci no Hospital da Santa Casa de misericórdia, no centro antigo da cidade de Manaus; no momento da minha saída para o mundo, contava a minha saudosa mãe, ouviu o badalar dos sinos da Igreja de São Sebastião, marcando meia-noite, era a passagem do dia 11 para 12 de Setembro de 1956. O meu nome seria Juscelino, em homenagem ao maior e melhor presidente do Brasil, venceu a minha avó cearense, passei a ser chamado de José ou Zé Rocha, para os íntimos. Próximos ao local onde nasci ficam o Palácio da Justiça, o Teatro Amazonas, o Ideal Clube, a Instituto de Educação, o Colégio Benjamim Constant, o Palacete Miranda Corrêa, a Praça do Congresso, a Praça e a Igreja de São Sebastião, o Luso Sporting Clube, a Casa do governador Eduardo Ribeiro, a Avenida Eduardo Ribeiro e muitos outros logradouros e prédios históricos de Manaus. Dessa forma, tive o privilegio de nascer onde aconteceram os principais acontecimentos políticos, sociais, econômicos e culturais da nossa cidade. A minha origem foi humilde, fui morar numa Casa Flutuante, no Igarapé de Manaus, tive a oportunidade de ser um ribeirinho, acompanhar a enchente e a vazante do Rio Negro, morar próximo ao Palácio Rio Negro, presenciar, apesar da tenra idade, o jogo politico da década de 60, frequentar os Cines Éden, Polytheama, Odeon e Guarany, estudar no Barão do Rio Branco, fazer tratamento de saúde no Hospital Beneficente Portuguesa e Hospital da Criança, fazer compras no Mercado Adolpho Lisboa, morcegar Carroças e andar de ônibus de madeira, andar pelas Avenidas Sete de Setembro, Joaquim Nabuco e Getúlio Vargas, além das Ruas Major Gabriel, Lauro Cavalcante, Huascar de Figueiredo e Ipixuna, pular das Pontes Romana; por ser filho de Luthier, tive o privilégio de conviver com músicos, artistas plásticos, boêmios, cantores e intelectuais, depois, na minha adolescência fui morar na Vila Paraíso, centro, estudei nos Colégios Divina Providência, Benjamim Constant e IEA, além da Faculdade de Estudos Sociais (na vida adulta); passeava na Praça da Saudade e pelo Rodoway; brincava na piscina do Rio Negro, ia ao Festival Folclórico do General Osório, frequentava as Igrejas de São Sebastião, Matriz, Dom Bosco e Remédios. Depois de passar cinquenta anos da minha vida dormindo em berços esplêndidos, resolvi sair da longa hibernação cultural, passei, há poucos menos de três anos, a escrever “certo” por linhas tortas, tendo como pano de fundo, exatamente a Manaus antiga e contemporânea, focando aqueles prédios, ruas, praças, monumentos e lugares ao redor da qual onde nasci e convivi por todo esse tempo. Confesso que conheço muito pouco sobre a história da nossa cidade, mas com o despertar, ainda que tardio, levou-me a uma sede diária de conhecimentos, busco ler até bulas de remédios antigos, passei a me preocupar mais com os nossos monumentos, com os prédios históricos, com as praças e com o nosso povo; comecei também a frequentar sebos, livrarias, teatros, participar de eventos culturais, militar em movimentos sociais, enfim, estou numa corrida muito grande contra o tempo, para adquirir conhecimentos sobre o passado, com o intuito de compreender o presente e tentar visualizar o futuro da nossa cidade. O blog é uma ferramenta que eu disponho para chegar a este objetivo – tenho uma interação muito grande com pessoas de todo o nosso querido Brasil – não posso me dedicar muito ao desenvolvimento do blog, pois ainda estou na ativa, pensando bem, não quero nunca me aposentar, quando um dia a morte chegar ao meu encontro, espero ainda estar trabalhando e escrevendo – A minha cidade de Manaus é tudo isso que escrevi e escrevo, está no meu sangue, na minha mente, no meu passado e no meu presente -, luto e, lutarei sempre, para ela ser cada vez mais bonita, linda, arborizada, revitalizada, com um povo ordeiro e feliz, uma simbiose da cidade com a sua gente, preservando a sua cultura e a beleza da Amazônia. Sonhar não custa nada! É isso ai Manaus - minha cidade querida!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

BLOG DO ROCHA – OS DEZ CLASSIFICADOS.


1. O LINGUAJAR DO BLOG - procuramos ser o mais simples possível, nada de rebuscar ou caprichar nas palavras ou frases, o nosso público é diversificada, a grande maioria é de Manaus, por isso, incluímos o Amazonês e alguns bordões característicos na nossa região, utilizamos também algumas gírias, em decorrência de sermos muito lidos pelos jovens universitários; gostamos de contar piadas, fazer algumas gozações, porém, evitamos os deboches, as ofensas; escrevemos alguns palavrões (não dá para evitar); aos utilizarmos as citações damos os devidos créditos; procuramos elevar o astral das pessoas, evitamos o pessimismo, enfim, somos simples, mas, procuramos sempre levar uma mensagem de amor às pessoas, o respeito ao meio ambiente e ao planeta terra.

2. OS E-MAILS RECEBIDOS – A grande maioria contem palavras elogiosas ao nosso blog, ficamos muito felizes, existem muitas pessoas que nasceram nesta região e foram morar muito longe, aproveitam as postagens do blog para matar a saudade, outros, são apaixonados pela Amazônia, curtem muito quando postamos sobre a nossa região, alguns adoram a Manaus antiga e contemporânea, os jovens dão o maior valor, começaram a valorizar a nossa cultura, dando a devida importância a nossa música, a maneira de falar, a culinária, os nossos monumentos, a nossa historia, etc.

3. AS FOTOGRAFIAS DO BLOG – publicamos centenas de fotos antigas das cidades da Amazônia, principalmente de Manaus, a maioria foi baixada da net, outras são enviadas para o nosso blog, além de algumas cedidas por particulares. As fotos atuais são advindas, na grande maioria, do banco de dados do fotógrafo “lambe-lambe” José Martins Rocha – procuramos utilizar a foto colagem do programa Picasa, além do programa do Windows Movie Maker, para acrescentar movimentos, efeitos e sons. Todas as fotografias do blog são liberadas para o download sem nenhum ônus, basta somente citar a fonte, nada de foto protegida por direitos autorais, a nossa intenção é divulgar a cultura da nossa cidade e a Amazônia.

4. VISITAS AO BLOG – chegamos a ultrapassar a marca dos 200 mil visitantes em dois anos, ficamos muito felizes, apesar de ser um blog simples, sem nenhum patrocinador, sem revisor, feito na marra, bem como, o editor não é historiador ou pesquisador, apenas um amante da Amazônia e da sua gente. Pela estatística do contador, são as seguintes as características dos nossos visitantes: Brasil 90% - Portugal 5% e USA 1,40% - Amazonas 33% - RJ 20% e SP 6%

5. BLOG TOP 10 – tivemos até agora três votos, continuamos na lanterna do blog com a temática cultura, quem sabe até o final da competição teremos mais três votos. O importante não será a votação no blog, mas a indicação que recebemos.

6. OS BLOGS DOS BONS – a nossa intenção é de colocarmos mais blogs, ficamos muito felizes em servir de plataforma para acesso de outros blogs; aceitamos sugestões para inclusão de outros endereços. Na realidade, as redes sociais, incluindo os blogs, são as que mais crescem no Brasil, os brasileiros estão dando o maior valor aos conteúdos dessas ferramentas.

7. PESQUISA NO BLOG – o blog passou da marca de mil postagens; esta ferramenta é muito útil para buscar assuntos que foram postados faz algum tempo, iremos disponibilizar também a busca nos blogs dos bons e da net.

8. COMERCIAIS DA GOOGLE – na realidade, o site pertence ao Blogger, empresa do Google - como forma de agradecimento a esta empresa (por sinal uma ideia de dois jovens que deu certo), iremos voltar com os anúncios, apesar de não termos ganho nenhum “dindin” até agora.

9. O ZÉ MUNDÃO – é um personagem criado pelo blog – um cabocão manauense, ambientalista, gozador, enrolado até o cabelo, amante da cidade de Manaus, curtidor da vida social, cultural e etílica da sua cidade. Alguns leitores assíduos do blog gostam das peripécias do Zé Mundão, inclusive, confundem com a pessoa do editor do blogdorocha, mas não tem nada a ver, tudo é uma mistura do passado, com a realidade e ficção da vida de um típico manauense.

10. SUGESTÕES PARA MELHORIA DO BLOG - para finalizar o nosso dez classificados, solicitamos aos amigos leitores sugestões para melhorias do nosso blog, a nossa intenção é de melhorar cada vez mais, podem pedir para falarmos sobre algum assunto da nossa cidade ou da Amazônia, procuraremos pesquisar e fazer o resumo do resumo e escrever do nosso jeito - aproveitem e visitem também o Twitter Blogdorocha – o nosso e-mail é o seguinte: jmsblogdorocha@gmail.com – Um abraço do tamanho da Amazônia!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

OS XERIMBABOS DAS NOSSAS VIDAS

Era um hábito comum entre as famílias pobres de Manaus, criar animais em seus quintais, os mais comuns eram as galinhas, os patos, os papagaios, as araras, os jabutis, os cachorros, os gatos e até porcos, ainda é comum na periferia e no interior, onde eles chamam de xerimbabo (tupi = minha criação) – a minha família, inicialmente, criou um cachorro vira-lata, chamado Duque, era considerado o nosso mascote, fazia o papel de segurança da casa, porém, ele pegou a hidrofobia, ficou doido, mordeu a minha irmã e a minha mãe – o meu pai resolveu sacrificá-lo, pegou um terçado para degolá-lo, o animal abaixou a cabeça, chorou nos pés do papai, não o mordeu, o velho chorou também, deu uns passos para trás, foi embora e, deixou o cachorro morrer com a doença – a família nunca mais quis saber de criar outro cachorro.
 Tempo depois, a minha avó paterna, comprou umas galinhas e um galo, os primeiros ovos foram da cor azul, a molecada de casa ficou extasiada, ela resolver guardá-los em cima da Cristaleira, não deu outra – eu e os meus irmãos escalamos o móvel, com o peso, ela tombou e caiu em cima da gente, foram ovos, copos de cristais, xícaras de porcelanas e o escambau para o chão, foi caco para todos os lados, ficamos todos cortados, assim mesmo pegamos sova de galho de goiabeira um ano e três meses – ela resolveu botar o galo e as galinhas na panela.

 Tempo depois, ganhei uma Marreca-cabocla, a ave era muito arisca, foi muito difícil domesticá-la, cuidei com muito carinho, ela ficou comigo até a sua morte, resolvei, em seguida,


 criar um Pombo que apareceu doente na oficina do meu pai, ele tinha uma enorme ferida nas costas, curei com Andiroba (do tupi = óleo amargo, utilizado na medicina popular) – ela ficou bonita, toda empenada, voava e voltava, não queria mais ir embora, construí uma casinha para ela no quintal de um vizinho, ela arranjou um namorado e deu bastantes filhotes, virou um pompal, depois foram morar na Praça de São Sebastião.

 A minha mãe ganhou uns pintinhos, eles eram daquela raça em que o pescoço fica pelado, cada um tinha um nome e tinha dono, o meu chamava-se Piu-Piu, virou um frangão e começou a brigar com os seus irmãos para virar o Galo do terreiro, apanhava todas, não teve jeito, foi parar na panela, apesar dos meus protestos.
 O papai comprou um Papagaio lá no Mercado Adolpho Lisboa, deu de presente para minha mãe, ele era caladão e desconfiado, um verdadeiro interiorano, certo dia, resolveu voar para a casa da vizinha, foi atrás de uma fêmea, ficou por lá um tempão, num belo dia voltou e pousou bem no ombro da minha mãe, foi muita festa, para nossa surpresa o bicho voltou dançando e falando, abria as assas, balançava para um lado e para o outro e mandava ver uma música o dia todo, cantava até furar o disco: - Aleguá, quá, quá! Aleguá, quá, quá! De manhã cedo, acordava toda a galera, gritando para receber a sua broca matinal: pão molhado com café e frutas. A minha mãe falava que o louro tinha passado uns tempos estudando fora, voltou falante e dançarino – os dois conviveram juntos durante longos anos, até a morte natural do papagaio.

 A minha irmã estudou enfermagem e começou a trabalhar no interior, fazendo cursos de capacitação para os ribeirinhos, ela recebia muitos presentes dos seus alunos, certo dia, voltou com uma macaquinha a tiracolo, era a Samantha, ficou uma “macacona”, foi criada dentro de casa, morreu de velhice, tempo depois, trouxe um macaquinho, era o Mingo, estava bastante doente, foi medicado e criado pela minha irmã mais velha, ficou bastante tempo com a gente, quando casei, levava os meus filhos para brincarem com ele, era o bobo da corte, aprontou todas e muito mais, cuidamos muito bem dele, era levado regularmente ao veterinário - viveu até a sua velhice. Com as novas leis de proteção da fauna e a flora, deixamos de criar animais em cativeiro. A minha irmã mais velha ainda criou alguns gatos e cachorros.
 A minha saudosa sogra resolvei criar um Periquito australiano, o meu filho ficava doidinho pela ave, toda vez que eu o levava para visitar a avó fazia uma tremenda guerra, imaginem, gritava: - Eu quelo o periquito da vovó! Tive que comprar outro lá na Casa do Campo, na Avenida Djalma Batista – juntamos os dois, formaram um belo casal – deu uma “periquitada” e tanta! Foi necessário vendê-los, pois a produção foi muito grande, aliás,
 a minha sogra criava cachorros, gatos, passarinhos, papagaios, galinhas, patos e uma jabota, era um verdadeiro zoológico dentro da sua casa!


O último animal que eu criei foi uma cadela, fora abandonada aos três meses de idade, foi encontrado num final de ano, andando pela Rua Tapajós, um amigo perguntou se eu queria ficar com ela, foi amor à primeira vista, leve-a para
os meus filhos, eles adoraram, passou a chamar-se Daha, era de raça, parecia um cão D´Água Português – ficou dez anos com a gente, deu três barrigadas e, resolvemos fazer uma cirurgia para não ter mais filhotes, morreu com a idade avançada, está enterrada ao lado do Conjunto dos Jornalistas.

 Outro dia, fui visitar o meu brother Paulo Mamulengo, na Vila de Paricatuba (Iranduba), pasmem, ele estava criando um filhote de Urubu, santo Deus, nunca tinha visto algum sujeito criar uma ave Flamenguista! Pois é, o dito cujo caiu do ninho, ainda era branco, o Paulo cuidou do bicho a base de Cuscuz, Jabá e Jaraqui, é mole ou quer mais! Quando cresceu, arranjou uma parceira e foram comer carniça lá pelas bandas da Manaus Moderna, segundo o Paulo, ele colocou uma identificação, era uma aliança de ouro na pata do animal, afinal, foi seu xerimbabo por algum tempo! De vez e quando ele faz uns vôos rasantes por Paricá.

 Os meus filhos estão adultos e são pais, mas, até hoje lembram com carinho da Samantha, da Dara e dos Periquitos da Vovó, enquanto eu, ainda lembro muito do Duque, do Mingo, da Samantha, do Papagaio falante (em tupi = sateré-mawé) da Daha e de todos os outros animais que passaram pelas nossas vidas! Agora, os xerimbabos dos meus netos são todos eletrônicos, talvez criem um dia um Poodle ou um Gato Siamês, não sei, mas de qualquer forma, sempre que puder, os levarei aos zoológicos e ao interior, para apreciar e aprender a respeitar os animais e as aves


Está na moda brincar com os Botos Cor-de- Rosa e com a bicharada que fica solta no Hotel Ariaú Tower – É isso aí macacada, viva os xerimbados das nossas vidas! Viva!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

DANÇA MORENA

Posted by Picasa

DANÇA MORENA – Tadeu Garcia / Paulinho Du Sagrado



COMENTÁRIOS – Entoada (Tadeu Garcia por Linduína Mendes)


SOBRE AS ONDAS DOS RIOS
VIAJA MORENA A MORENAR
DOCE BRILHO NOS OLHOS
SÃO IMÃS A NOS FASCINAR


A presença feminina se encontra associada à água e esta traduz emoções como fonte de vida. A cabocla, com traços profundamente indígenas, segue os caminhos dos rios para brincar no Boi e, durante o percurso, a luz do sol bronzeia seu corpo. Doce brilho nos olhos atrai magneticamente como ímãs, gerando o fascínio de todos.


O RUBRO É A COR
AO RUFAR DO TAMBOR
DO SEU BOI BUMBÁ


A cadência específica dos instrumentos de percussão (tambores) identifica o vermelho (rubro) e, por conseqüência, o seu boi preferido. Em seguida, sonha com a possibilidade de demonstrar seu charme na arena, concorrendo como “cunhã-poranga” expressão indígena adotada também pelos caboclos e que significa “mulher bonita”.


ENFIM, SURGEM AS FORMAS CABOCLAS
COM ADORNOS DE PENAS
NAS PERNAS MORENAS
SUA DANÇÃ É UM CENÁRIO
QUAL PEIXE NO AQUÁRIO
OU SEREIA NO MAR


A concretização do sonho ocorre quando desponta na arena, sob imponente estrutura artística, a cabocla com padrões esculturais, trajando indumentária indígena, na qual se destacam as perneiras em penas coloridas. Observa-se, nessa elevação, um cenário propício à dança, os movimentos leves da mulher morena tornam-se similares ao peixe no aquário ou à sereia no mar.


OS QUADRIS TÊM CONDORNOS DE ESTADA
SÚBIDA E DESCIDA NO RUMO DO NADA
PASSANDO NUM LEITO – ENTRE OS SEIOS
DESLIZA A TERNURA DO OLHAR


O imaginário se concentra, inicialmente, em uma região do corpo que se assemelha à sinuosidade da estrada (lembre-se: na Amazônia, a estrada é o rio), os movimentos dos olhos do observador acima e abaixo dessa parte do corpo comprovam que essa geometria é diferente de tudo (nada). A seguir, visualizam-se, entre os seios, um leito, analogamente, as margens e ao regaço do rio e alcança seus próprios olhos que se correspondem na ternura da chegada ao destino final ou o reencontro.


DANÇA DE ÍNDIO – DANÇA DE NEGRO
DANÇA DE BRANCO – DANÇA MORENA
DANÇA NO MEU BOI BUMBÁ


No final, o espectador nota a mutação dos movimentos dançantes da mulher, de acordo com as formas identificadas dos rituais indígenas, negros e brancos e da qual sintetiza, na morenice, a mais bonita dançarina do boi-bumbá. Essa tríade (índio, negro e branco), representada por ela, tem seus movimentos característicos representados na arena, numa expressão que origina um encontro de raças.



segunda-feira, 2 de agosto de 2010

MANAUS ANTIGA

Fotos: Sistema de captação de águas (bairro de São Jorge) - Tesouro Público (local onde foi construido o Forte de São José) e Clube da Madrugada.