sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

ANTIGA TABELA DE ENCHENTE DO RIO NEGRO (RODOWAY)


Foto: IBGE

Ano     Início                Fim              Nº de dias         Pico da cheia (m)          Tempo de retorno (ano)

2009   30/10/2008    01/07/2009              244                      29.77                                  108

1953   31/10/1952    09/06/1953              221                     29.69                                    54

Fonte: CPRM


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

BLOGDOROCHA: DIA DA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

BLOGDOROCHA: DIA DA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO: Hoje é feriado no nosso Estado, com a comemoração da nossa padroeira (santa protetora) do Amazonas, a Nossa Senhora da Conceição. ...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

E-MAIL PARA O BLOGDOROCHA

Parabéns meu amigo Rochinha, pela merecida homenagem ao Grande Artista Rui Machado. Qualquer elogio ao seu trabalho seria pouco, imagine a sua pessoa ...parabéns você é GRANDE.E a Amazônia é nossa e manaus é a nossa "Praia Eduardo A. Braga Reis(duda-BB) em ARTISTA PLÁSTICO RUI MACHADO
Duda

Gostei muito do BlogdoRocha. Obrigado pela matéria maravilhosa sobre meu trabalho. A AMAZÔNIA é nossa, e QUEM AMA CUIDA. Rui Machado em ARTISTA PLÁSTICO RUI MACHADO
Rui Machado em 06/12/11

Definitivamente maravilhosa publicação ... Não tens idéia do quanto essa postagem me ajudará ... Belíssimo trabalho esse seu ... Meus parabéns ... em
フェリペ

Que delícia, Rocha, catando "Rede", na rede virtual, vim bater aqui. Além de ler e me instalar ainda "roubei" um pouquinho do seu "post": a imagem das redes e o 1º parágrafo. Quero fazer uma postagem, vou "usar" meu roubo, mas vou citar o BLOGDOROCHA...Pode ser? Forte abraço nordestino. Eu volto <<< Lúcia em REDE DE DORMIR
Lúcia Bezerra de Paiva

As autoridades e a mídia só se preocupam com o assunto quando há uma tragédia com perdas humanas. Depois, o assunto perde interesse. Pobre povo brasileiro... em OS BARCOS REGIONAIS DO AMAZONIA E A SEGURANÇA DOS PASSAGEIROS.
Anônimo 

Rochinha, cada classe, cada grupo e cada etnia possui sua própria arte para seu consumo. A burguesia, como pensou o filósofo Adorno, cria suas industrias do entretenimento e, com elas, os estilos " artísticos" e os "criadores" aceitáveis pelo sistema. Quem não se encaixa em seus objetivos ideológicos de formatação social da mentira tem que conscientizar sua classe, seu grupo e sua etnia das mentiras ideológicas dos outros. É assim, mano. Mas a NASA já possui a fórmula da vida eterna na terra ou em outro planeta. Tá no site da NASA e começou com o mapeamento do genoma e com as células tronco. Vamos sobreviver. em FILOSOFANDO COM O EMBUÁ
José Ribamar Mitoso

EXCELENTE, GRANDE ROCHA, UM ABRAÇO em KÁTIA MARIA
ROGEL SAMUEL

Tenho umas moedas bem antigas! Quero vende_las se tiver interesse entrar em contato! (jonas502009@hotmail.com) em COLECIONADOR DE MOEDAS ANTIGAS
Jonas

Ele era meu avô, eu que sou a beatriz :) em ACERVO SÉRGIO FIGUEIREDO
Bia

Ola rocha quando estive em alter do chão comprei uma edicao, a revista e ótima e bacana parabéns por divulgar. em REVISTA AMAZÔNIA
Ricardo Soares

Bbravíssimo, caro Rocha, eu era menino e essa grande senhora já estava lá... um patrimônio cultural da cidade! em DONA ADALGIZA, A TACACAZEIRA DE MANAUS.
ROGEL SAMUEL

Muitas lembranças reporta a imagem desta Escola. Éramos felizes e não sabíamos: professora Georgina (primário), Prof. Zenaide (jardim de infância), o primeiro amor (que guardo com ternura), os colegas... Parabéns! Petrarca Affonso Caldas Ortodontista em COLÉGIO BARÃO DO RIO BRANCO
Anônimo 

Justa homenagem a quem se preocupa com o próximo. E concordo com o que escreveu o Fernando Lobato. em DONA ADALGIZA, A TACACAZEIRA DE MANAUS.
Anônimo

Não quero de forma nenhuma desmerecer a homenagem que a AL, através do Deputado Luís Castro que, na minha humildes opinião é um dos melhores parlamentares do AM, prestará a Dona Adalgisa....Todavia, mais que placas e homenagens, é vital o apoio estrutural e permanente para Dona Adalgisa e todas as pessoas que, com sua labuta diária, acabam definindo a identidade e a cultura de uma coletividade...Mais que homenagens, é fundamental apoio e solidariedade cotidianamente, o que somente se faz com políticas públicas de valorização do ser humano. em DONA ADALGIZA, A TACACAZEIRA DE MANAUS.
Fernando Lobato

OLA, GOSTARIA DE UMA IMFORMAÇAO COMO SABER SE A MOEDA E REVERSO INVERTIDO PODE ME RESPONDER VIA EMAIL SE ASSIM DESEJAR MARCIAR.MIGUEL@HOTMAIL.COM em COLECIONADOR DE MOEDAS ANTIGAS

Kkkkkkk, sair de Manaus para comer carne do outro lado do rio é cruel mesmo. em PASSEIO AO CAREIRO DA VÁRZEA
Ricardo Soares

Poxa quanta informação! não sou de manaus e achei muito informativo seu site. quanto a poluição, nao é culpa diretamente do progresso, mas sim dos governos, que não provem um saneamento adequado e sustentável, coisa que já é realidade em países desenvolvidos. em OS BALNEÁRIOS DE MANAUS
Johnny 

Tive um sobro desta Ordem! Era gente finíssima, torcedor do Fast e do Corinthians, além de fã do Marcelinho Carioca. Era poeta do Clube da Madrugada, mas o memento, em respeito à família, acho melhor não declarar o nome!Todavia, sou pela transparência das instituições! José Ribamar Mitoso em FRATERNIDADE ROSA CRUZ
Anônimo

Sem dúvida, a sede é original. em FRATERNIDADE ROSA CRUZ
Anônimo

Tudo é válido pela cultura, até copiar...Que seja um sucesso... em VIRADA CULTURAL MANAUS 2011
Francisco Teixeira Xico Branco

LIVROS NA VIRADA Apesar de não está sendo divulgado juntamente com a programação oficial da Virada Cultural 2011, que ocorrerá nos dias 12 para 13 de novembro (sábado para domingo) em vários palcos espalhados pela cidade, também foi reservado um espaço para os livros. O Sebo O Alienista que participou da primeira edição do evento, agora juntamente com o Sebo Livros e Leitores, a Livraria Valer e a EDUA (editora da Universidade do Amazonas) estarão expondo parte de seus acervos em barracas localizadas na Praça D. Pedro II (Paço Municipal, onde era a sede da antiga prefeitura). em VIRADA CULTURAL MANAUS 2011

Nuit Blanche, em Paris, Virada Cultural, em São Paulo, e, em Manaus, a psicopatologia da dependência, como dizia o professor Paulo Graça, poderia chamar-se ...Madrugada Cabocona, né, não, mano? em VIRADA CULTURAL MANAUS 2011
José Ribamar Mitoso

E a partir dessas informações, do artigo de Jhonathan também, vou elaborar um projeto de revitalização incluído serviço básicos e turísticos que podemos inserir no local debatido. em PRAÇA D. PEDRO II -
Anônimo

Rochinha, mano, cadê a foto do bar? em DOMINGO NO BAR CALDEIRA
José Ribamar Mitoso

Por falar em Santa Casa, continua fechada? Se ainda está, não há nenhuma iniciativa em re-abrí-la? Qual a real causa de seu fechamento? Obrigado em DOMINGO NO BAR CALDEIRA
Anônimo 
Obrigada pela informação. Darling em OS BALNEÁRIOS DE MANAUS
Anônimo 

Rochinha,tô morando em BH. Tô doidinha pra fazer essa caminhada :) Em breve farei.Certeza.Bjim em CAMINHANDO PELA PONTE RIO NEGRO
Cynara

Muito elegante a sua postagem e efetivamente necessária para transferir ás novas gerações que existe COMEÇO, MEIO E FIM. E, que a memória dos antepassados, nos dá a graça de continuarmos a sina der MAURO BECHMAN

Bom dia, suas fotos ficaram ótimas, a ponte proporciona uma visão de paisagens incríveis. em CAMINHANDO PELA PONTE RIO NEGRO
Karen Ribeiro 

Rochinha, belo trabalho! Literatura visual, imagética, Wilian, Carlos, Wilian. em CAMINHANDO PELA PONTE RIO NEGRO
José Ribamar Mitoso

Tenho uma moeda de 1848 italiana sabe aonde posso vender? abraço em AVENIDA JOAQUIM NABUCO - MANAUS
Anônimo

Excelente pesquisa Rocha, entretanto faço duas correções: o igarapé do quarenta possui duas nascentes, uma na reserva Sauim Castanheira e a outra no Campus do IFAM Manaus Zona Leste. O Ramal do Pau Rosa fica no km 21 da BR. Abraços, Henrique em OS BALNEÁRIOS DE MANAUS

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

ARTISTA PLÁSTICO RUI MACHADO

Posted by Picasa


RUI MACHADO DE OLIVEIRA


Nasceu em 1956, na cidade de Manaus, capital do Estado do Amazonas, funcionário de carreira do Banco do Brasil, conhecido nacional e internacionalmente pelo seu talento nas artes plásticas, por abordar de uma forma fantástica a temática Amazônica – também consagrado na poesia e composição de músicas popular amazonense – esbanja alegria, simpatia e amor pelas coisas simples e belas da vida.

As suas telas estão espalhadas pelos quatros cantos do mundo, são obras que retratam o universo amazônico, em particular, o Alto Rio Negro, sua fonte de inspiração.

Recentemente, recebeu uma justa homenagem na Academia Amazonense de Letras, com a Medalha do Mérito Cultural Péricles Moraes – foi assim saudado pelos acadêmicos:

Acadêmico Moacir Andrade: “Como todo artista, Ruy é um sentimental...Tal e qual um monge, observa, analisa, retém, burila e realiza a transformação das figuras no laboratório impenetrável da sua alma em ebulição”. Acadêmico Robério Braga: "Um artista e compositor festejado que retrata o que vê, porque caminha pela cidade de Manaus, palmilhando a saudade no casario que gosta de observar, e conquistando energia para continuar amando o que faz”. Magnífica Reitora Márcia Perales: “Os traços que compõem o cenário de suas obras expressam um saber acumulado pelos povos tradicionais da Amazônia: nossos ancestrais”. Escritora Leyla Leong: “A pintura de Ruy Machado sugere os cheiros exóticos das matas onde vivem os índios, as índias e os anjos saídos de sua imaginação jovem e fértil. Em alguns dos seus trabalhos confronta os índios com os efeitos funestos da tecnologia do mundo moderno, deixando na tela e através dos seus traços e cores uma denúncia que o tempo não conseguirá apagar”. Escritor e crítico literário Paulo Graça: “Ruy tem também um papel crítico, não apenas no sentido de crítica social, mas também no sentido de crítica de linguagem, uma vez que, já sabemos, a pior pintura amazonense é aquela que retrata as palafitas, interioranos, canoas e onças, sem nenhum trabalho com a linguagem, repetindo velhas fórmulas esclerosadas”.

Fez a exposição “Herança”, com 32 quadros, no Instituto Cultural Brasil - Estados Unidos /ICBEU/Manaus – sobre o seu trabalho, fez a seguinte declaração: - “Herdar, faz parte da natureza humana, seja social, pessoal ou cultural. Ninguém passa pela vida sem nada receber. E isto é um privilégio, que poucos dão a devida importância, principalmente quando o que a nós é legado, faz parte de uma história que não pode nem deve ser apagada ou esquecida. E, dentro desse contexto complexo da vida, eu, tal qual meus antepassados, de uma maneira pessoal, através da minha arte, deixo a você".


Uma das músicas mais belas do Rui Machado chama-se “Serpente de Rio”, uma parceria com o Sidney Rezende, com a interpretação inigualável da cantora da Márcia Siqueira, foi um sucesso total no “Espetáculo da Série Guaraná 2007” – curta no YouTube http://www.youtube.com/watch?v=xv9c0haMryc  

"Apague a Luz" https://www.youtube.com/watch?v=6A60Pwa5AYI&list=PLlltXhm-x3J7oINjrYDhNu6II_WOCOZLk


O ateliê do artista fica na Rua Tapajós, nº 538, Casa 10, centro de Manaus – endereço eletrônico: amazonasmachado@hotmail.com  – telefone 92 3232-0821. Neste local, encontramos uma das mais completas coleções de arte indígena, fonte de pesquisas para estudiosos da Amazônia e estudantes. Certa vez declarou a imprensa: - A Arte Indígena é única. É preciso gostar, respeitar e amar o que é nosso. Não podemos destruir a história. Minha coleção é memória.

Parabéns, Rui Machado! A Amazônia e o seu povo agradecem pelo teu magnífico trabalho! Selva!

domingo, 4 de dezembro de 2011

OS BARCOS REGIONAIS DO AMAZONÔNIA E A SEGURANÇA DOS PASSAGEIROS.


A Amazônia é entrecortada por rios, onde praticamente todas as cidades e comunidades são separadas por águas, em decorrência dessas particularidades, as estradas são os rios e os Barcos Regionais substituem aos automóveis, levando pessoas e cargas para esse imenso mundo de meu Deus -, por serem feitos na sua grande maioria de madeira e, aliado a outros fatores, tem deixado muito a desejar no quesito segurança.


Observando as fotos do inicio do século passado, verificamos que os barcos eram fabricados em ferro, na época em que o dinheiro corria solto, resultado das vendas da borracha no mercado internacional, depois, com o fim desse monopólio, houve um empobrecimento total da nossa economia, os barcos passaram a ser fabricados em madeira, nos estaleiros de Manaus e Belém.

Os barcos construídos no Estado do Amazonas diferem dos do Pará, pois estes sofrem a influencia do mar, sendo adaptados a essa realidade. Os nossos barcos possuem as seguintes características: são feitos em quase toda a sua totalidade de madeira, com os mais variados tamanhos e tipos, recebendo o nome de “Motor” ou “Recreio”, dependendo da duração da viagem; a grande maioria é do tipo misto, ou seja, transportando ao mesmo tempo cargas e passageiros.

Existe um segmento que utiliza muito os barcos regionais, são os chamados “Barcos de Turismo da Amazônia”, operando na área do Ecoturismo, Pesca Esportiva, Negócios e Eventos, Aventura e o Contemplativo.

Segundo os empresários do setor “A Associação dos Operadores de Barcos de Turismo da Amazônia tem o compromisso com a sustentabilidade, que visa explorar as belezas naturais da Amazônia em conformidade com as necessidades de cada comunidade que nela e dela vive, bem como, mantendo-a preservada para o mundo, além do prazer em dividir a paixão de nossas vidas; a maior maravilha selvagem deste planeta; a inesquecível fonte de cultura e natureza; esta acolhedora parte do mundo chamada Amazonas”.

Na enchente, os barcos regionais viajam dia e noite, na vazante, a coisa toda muda de figura, pois ao anoitecer o perigo é muito grande, existem muitas toras de madeiras boiando nos rios; os bancos de areia aparecem em todo lugar e, em alguns lugares existem as corredeiras, com as pedras colocando em risco as embarcações.

Por serem fabricados em madeira, expõem toda a sua fragilidade, contando ainda com a influência das forças das águas e dos ventos, aliado a um excesso de pessoas e cargas, falta de equipamentos obrigatórios, como barcos salva-vidas e coletes em quantidade e de qualidade e a má distribuição das cargas, tem levado a inúmeros acidentes com muitas vitimas fatais.

Quando um barco vira, a lona serve como uma parede, bem como, muitos camarotes possuem as portas com abertura para fora, impedindo a saída dos passageiros.

Os naufrágios são uma constante, apesar de toda a fiscalização da Marinha do Brasil. Para ser ter uma ideia, nos últimos sete anos, a Capitania dos Portos da Amazônia Ocidental, registrou 607 acidentes com 225 mortes.

Bato palmas para o pessoal do Instituto Federal do Amazonas (IFAM), na pessoa do professor Flávio Soares e dos alunos do curso de engenharia mecânica, Marcos Negreiros Rylo e de tecnologia mecatrônica industrial, Carlos Pereira dos Santos e Hayanne Soares, pelo desenvolvimento de projetos para a inovação da segurança em embarcações.

Eles desenvolveram um projeto chamado “Desenvolvimento de um sistema de estabilização transversal para embarcações regionais da Amazônia” – oferecendo medidas preventivas e de melhorias na estabilidade dos barcos, evitando que os barcos tombem. Os pesquisadores foram premiados pelo Banco da Amazônia e pelo Prêmio Professor Samuel Benchimol.

Existe um politica governamental para incentivar a substituição dos barcos de madeira por aço, porém, será um processo muito lento e oneroso para os donos das atuais embarcações.  Apesar de termos inúmeros estaleiros com capacidade para construírem barcos de pequeno, médio e grande porte, falta ainda estrutura para acesso as inovações tecnológicas e linhas de créditos.

Ventila-se em formar um Pólo Naval, em Manaus, com isto, será possível comprar aço em larga escala, com preço mais competitivo, criação de padrão para embarcações mais seguras, capacitação de mão-de-obra, etc.

Espero que todo esse esforço de pesquisa não fique engavetado, como estão tantos outros trabalhos sérios realizados pelos nossos abnegados pesquisadores e cientistas. Fico na torcida pela implantação pólo naval, da utilização das novas tecnologias e, do aproveitamento dos trabalhos dos nossos pesquisadores.

O nosso Amazonas é imenso, viajar de barco de barco regional é preciso, mas, a segurança deve vir em primeiro lugar. É isso ai.

sábado, 3 de dezembro de 2011

FILOSOFANDO COM O EMBUÁ

Manhã chuvosa na cidade de Manaus, eu estava “no trono”, naquela posição da estátua “O Pensador”, do Augusto Rodin, pensando na “obra” que eu estava fazendo, de repente, passa pela minha frente um embuá, um quilópodes que gosta muito de comer folhas e madeiras podres, ele estava no lugar errado, mesmo assim, não cansava de dar seguidas voltas pelo banheiro.


Fiquei a pensar: este inofensivo animalzinho vai passar toda a sua vida num pequeno espaço, dentro de uma imensa casa, onde tem próximo, inúmeras casas, inúmeros quintais, inúmeras ruas e avenidas, numa cidade que tem doze mil quilômetros quadrados, pertencente a um Estado que possui mais de um milhão e quinhentos mil quilômetros quadrados, dentro de uma país com mais de oito milhões e quinhentos mil quilômetros quadrados, dentro do planeta Terra com uma superfície de mais de quinhentos e dez milhões de quilômetros quadrados; ele não tem a mínima ideia da dimensão desse espaço e, jamais terá!

Agora, eu também, conheço somente um ínfima parte do planeta Terra, que gira entorno da Estrela Sol, maior um milhão e trezentos mil vezes que o nosso planeta, ambos fazem parte do Sistema Solar, que está dentro da Galáxia Via Láctea, uma das milhares e milhares galáxias que existem no espaço infinito.

Sou também um embuá da vida, não tenho a mínima ideia da dimensão do mundo onde gira o meu planeta e, jamais terei!.

Fiquei a pensar sobre o nosso destino aqui na Terra, o tempo regressivo para a nossa autodestruição está zerando, outrora, fui contra a participação do Brasil na construção da Estação Orbital Internacional (ISS), agora, aplaudo, pois, penso que poderá ser a única opção futura para vivermos no espaço, quando da destruição total do nosso planeta, será o local onde alguns seres humanos poderão viver e procurar no espaço infinito uma nova morada, uma Nova Terra.

Talvez, os seres humanos vieram de outros planetas, destruídos pela ganância, pelo materialismo, pelo desrespeito ao meio ambiente, enfim, o bicho homem matando o outro bicho homem e a casa onde moram.




Estamos fazendo tudo isso aqui no nosso planetinha azul - este ciclo será constante: encontrar uma nova morada, destruir, ir para o espaço para encontrar um novo local e começar tudo de novo!



 
De repetente, alguém bate à porta, parei de filosofar sobre vida, sem querer, pisei no coitado do embuá, fui ao trabalho e, o meu superior pisou na minha cabeça, por ter chegado   atrasado, pois passei muito tempo filosofando com o embuá e esqueci do horário. Eu, hein!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

MANAUS - CEM ANOS DEPOIS

Posted by Picasa


A foto colagem acima, mostra três prédios da cidade de Manaus: o Colégio Amazonense D. Pedro II, Palacete Provincial e Colégio Saldanha Marinho, são fotos antigas e atuais para comparação.

O primeiro prédio não mudou nada, está preservado, apenas os bondes que não circulam mais na cidade de manaus.

No segundo, no descampado foi feito uma belíssima praça, conhecida como Heliodoro Balbi, está totalmente revitalizada, tornou-se um cartão postal.

Por último, o terceiro prédio está descaraterizado, ele é histórico, pois foi nele que funcionou a primeira faculdade de Manaus.

É isso.



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

KÁTIA MARIA




A cantora amazonense Kátia Maria passou um ano se recuperando de um AVC – graças ao nosso bom Deus, ela não ficou com nenhuma sequela e, começou a cantar para os amigos no Bar Caldeira, no centro antigo de Manaus. No próximo ano, ela voltará aos palcos, se apresentando ao seu público querido. A sua vida e carreira musical estão servindo para a realização de um filme, os preparativos já começaram.

Para quem ainda não conhece a nossa Kátia Maria, publico o release dos seus “50 anos de Música”, um espetáculo em comemoração a Boda de Ouro realizado no Teatro Amazonas, no dia 02 de dezembro de 2009, contou com a participação especial de Lili Andrade, Cilene Castro, Engrid Nascimento e Flávio de Castro, com a direção de Manoel Passos.


Nascida no dia 10 de março de 1940, na Rua Santa Izabel, no bairro da Praça 14 de Janeiro, a menina Cleonice Galvão do Nascimento, filha do estivador Manoel Galvão e de sua esposa, a dona de casa Francisca Nogueira do Nascimento, ainda na tenra idade, já sonhava viver no mundo da arte inspirada nos musicais exibidos nas telas dos cinemas, na provinciana capital amazonense, que não deixava de frequentar, especialmente quando os astros principais eram Ninon Sevilla, Elvira Pagã ou Maria Antonieta Pons. Essa fascinação a levaria, ainda na adolescência, com pouco mais de 16 anos, junto com a irmã Cleide, mais nova apenas dois anos, a participar de shows que começara a ser realizado pela Rádio Baré, como bailarina de rumba, adotando o nome artístico de Irmãs Galvão. Essas apresentações antecediam os astros principais naquela época, como Carlos Simões, Sheila Maria, Maria das Dores, Estevão Santos, Izinha Toscano, Simas Vieira, acompanhados por exímios instrumentalistas que fizeram fama na época de ouro da Rádio Amazonense, como Olavo Santana, Domingos Lima e Máximo Pereira.

Em abril de 1958, decidiu apresentar-se individualmente, agora como cantora, sendo aprovada imediatamente pelos músicos que faziam parte do cast da Rádio Difusora do Amazonas, inaugurada em 24 de novembro de 1948, que concorria com a Rádio Baré em programações semelhantes, com um palco dotado de piano e excelentes músicos a dirigir a sua programação musical, iniciando uma trajetória que perduraria por mais de 50 anos, tendo sido muitas vezes premiada como a melhor cantora do Amazonas.

KÁTIA MARIA, seu nome artístico começou a ficar reconhecido pelas autoridades ligadas a cultura do Amazonas, quando recebeu várias homenagens, como Rainha do Rádio. No ano de 2002 foi homenageada no espetáculo Mulheres do Brasil, realizado no Teatro da Instalação, com a participação das cantoras Lucilene Castro, Lucinha Cabral, Márcia Siqueira, Fátima Silva, Sinara Nery e Cristina de Oliveira. Em 2005, recebeu a medalha Ana Carolina, o plenário da Câmara Municipal de Manaus, com a presença do mundo artístico e intelectual manauense. Em 2006, recebeu a Medalha do Mérito Legislativo, da Assembléia Legislativa do Amazonas, pelos relevantes serviços prestados a música de nossa terra. No dia 24 de novembro de 2008 no Teatro Amazonas, a cantora Kátia Maria recebeu da Rádio Difusora do Amazonas o Microfone de Ouro, em comemoração aos 60 anos da referida rádio.

É isso ai.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

BLOGDOROCHA: ACERVO SÉRGIO FIGUEIREDO

BLOGDOROCHA: ACERVO SÉRGIO FIGUEIREDO: No Centro Cultural Povos da Amazônia, existe uma homenagem aos "Vultos da Amazônia"; emprestei do acervo do Sérgio Figueiredo alguma...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O BLOGDOROCHA está aberto para divulgação de qualquer evento cultural na cidade de Manaus - sinto-me honrado quando alguém solicita um espaço no nosso humilde blog. Hoje, estou publicando um pedido da minha amiga Raquel Cardoso.

Rocha,
Por favor, preciso da sua força na divulgação desse evento, lembrando que é de grande importância, pois é um assunto ainda raro estudado aqui no Brasil. Para estudantes que queiram, será emitida declaração de horas complementares. Obrigada! Raquel Cardoso raquelcardoso.arte@gmail.com  

A Livraria Valer tem a satisfação de convidá-lo(a) para a palestra Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação, ministrada pelo professor Lúcio Fernandes Ferreira.

Na ocasião será lançado o livro Identificação de Crianças com Transtornos do Desenvolvimento da Coordenação, de Lúcio Fernandes Ferreira e Andrea Michele Freudenheim. O evento acontecerá dia 1º de dezembro, às 19h, no Espaço Cultural da Livraria Valer – Av. Ramos Ferreira, 1195, Centro.

Em sua palestra o professor Lúcio Fernandes Ferreira abordará o Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC), condição que afeta aproximadamente 15% da população infantil, sendo reconhecida tanto pela Associação Americana de Psiquiatria (APA, 1987) quanto pela Organização Mundial de Saúde (OMS, 1989). O tema é de grande relevância junto aos profissionais que lidam com o desenvolvimento da criança e do adolescente. Com experiência na área de Educação Física, atuando principalmente na aprendizagem motora, controle motor, natação e educação física infantil, Lúcio Ferreira, juntamente com a professora Andrea Michele Freudenheim, publicam o livro Identificação de Crianças com Transtornos do Desenvolvimento da Coordenação: a lista de checagem do teste MABC em foco, que será lançado após a palestra.

O LIVRO

A literatura internacional apresenta grande produção de pesquisas conduzidas por fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas e profissionais de educação física, no entanto, no Brasil, poucos são os pesquisadores que se dedicam ao estudo do referido tema. O livro apresenta aspectos que conferem ao fenômeno características de complexidade e de heterogeneidade tais como: conceitos, etiologia, subgrupos, comorbidades, impacto no desenvolvimento; e etc. Mais especificamente, esta obra discute a adequabilidade da lista de checagem de observação do comportamento motor do teste MABC, um dos instrumentos mais utilizados para identificação de TDC em crianças.

Identificação de Crianças com Transtornos do Desenvolvimento da Coordenação é relevante e fundamental para os profissionais que lidam com a saúde, o desenvolvimento e o crescimento da criança e do adolescente por abordar um fenômeno ainda desconhecido no Brasil, mas, que está presente em uma parcela grande da população escolar, interferindo diretamente na vida social, familiar e acadêmica dessa população. Esta obra vem para suscitar e aumentar o interesse nos estudos e nas pesquisas sobre as diversas particularidades que envolvem o fenômeno.

Mais informações sobre a obra acesse: http://www.editoraschoba.com.br/detalhe-livro.php?id=134

AUTORES:

Lúcio Fernandes Ferreira possui graduação em Licenciatura em Educação Física (1987) pela Universidade de Taubaté – UNITAU; Especialização em Ciência e Técnica da Natação (1991) pela Universidade Castelo Branco – RJ. É Mestre em Educação Física (2004) pela Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo – USP. Atualmente é aluno do curso de doutorado da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo – USP. Tem experiência na área de Educação Física, atuando nos seguintes temas: Educação Física Escolar, Desenvolvimento Motor, Aprendizagem Motora, Natação e Futebol.

Andrea Michele Freudenheim possui graduação em Licenciatura em Educação Física (1983), mestrado (1992) e doutorado em Educação Física (1999) pela Escola de Educação Física e Esporte da USP. É Livre Docente pela Escola de Educação Física e Esporte da USP (2008). Atualmente é professora Associada da Escola de Educação Física e Esporte da USP. Tem experiência na área de Educação Física, atuando principalmente nos seguintes temas: aprendizagem motora, controle motor, natação e educação física infantil.

Evento: Palestra e lançamento de livro
Palestra: Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação
Palestrante: Professor Lúcio Fernandes Ferreira
Livro: Identificação de Crianças com Transtornos do Desenvolvimento da Coordenação
Autores: Lúcio Fernandes Ferreira e Andrea Michele Freudenheim
Editora: Schoba
Data: 1º de dezembro de 2011 (quinta-feira)
Horário: 19h
Local: Espaço Cultural da Livraria Valer – Av. Ramos Ferreira, 1195, Centro.
Entrada franca
Contatos: Valer: (92) 3635-1245 / Lúcio Fernandes Ferreira: (62) 9223-6114 / Raquel Cardoso: (92) 9111-0341

domingo, 27 de novembro de 2011

ANIVERSÁRIO DA DONA ROSANGELA (DONA RO)

Neste final de semana está acontecendo o aniversário da Dona Rosangela Mamulengo, conhecida como Dona Ro, uma mulher excepcional, mãe-avó, esposa do nosso querido Paulo Mamulengo, o Conde de Paricatuba.

Ontem, aconteceu o “RaiveRo”, com o comando do DJ Tubarão, assim estava programado, não sei de deu “capim na palheta”, pois, apesar da Ponte Manaus-Iranduba está em operação, não foi possível eu ir ao evento - estou por fora, não sei o que está acontecendo por lá.

Hoje, deve está rolando muito peixe assado na brasa, muito som e birita de montão - a praia  e o lago de Paricatuba devem está bombando, com muitos amigos comemorando o niver da Dona Ro.

A Dona Ro é uma cabocla-baiana, nasceu na primeira capital federal do nosso país e, veio ainda muito jovem para Manaus – “comeu Jaraqui e, nunca mais saiu daqui, nem com nojo de pitiú de Bodó”! Ficou apaixonada por esta terra e por sua gente – ralou por um bom tempo, estudou muito, tornou-se Terapeuta Ocupacional, chegando a trabalhar com o médico Rogelio Casado, na área de saúde mental.

Conseguiu passar num concurso público e, está trabalhando na Secretária de Saúde do Estado do Amazonas, o que lhe permitiu dar uma vida melhor para os seus filhos Ruan, Raul e para o netinho, o novo xodó da família Mamulengo.

Ela possui uma história de lutas, sofrimentos, superações, alegrias e de conquistas.

Na companhia do seu marido, moraram por um bom tempo num barco, chamado de “Consciência”, dentro dele, nasceu o seu primeiro filho, o Raul – foram anos difíceis, mas, em compensação, estavam em contato direto com a natureza, inclusive, tornou-se uma incansável defensora da preservação do meio ambiente.

Foi morar na Vila de Paricatuba, no município de Iranduba, interior do Amazonas. Fez um trabalho sério de conscientização dos nativos, para a preservação do lugar – é uma pessoa muito querida e respeitada pela comunidade.

Para conciliar os seus estudos e dos seus filhos, além do seu trabalho em Manaus, optou em ter uma segunda moradia na capital, mas, nunca deixou de visitar a sua bela residência em Paricatuba – uma casa de madeira desenhada e construída pelo seu marido, o Paulo Mamulengo, conhecido mundialmente como o “Conde de Paricatuba”.

Dona Ro, saúde e vida longa! Um abraço do tamanho da Amazônia! É isso.

FAMÍLIA PARÁ

Recebi um e-mail de um amazonense, ele foi embora de Manaus faz bastante tempo e, perdeu o contato com os seus familiares -, recorreu ao BLOGDOROCHA para ajudá-lo a encontrar os seus primos, primos e tios que moram nos bairros da Compensa, Glória e São Raimundo, pois, pretende regressar em Dezembro próximo, trazendo os seus filhos para conhecerem a sua cidade natal e, reencontrar os seus parentes no Natal.  
Olá Rocha!
Sou aí de Manaus, hoje, moro no interior de São Paulo. Estou pretendendo levar meus filhos para conhecerem a minha terra, em especial, o bairro da Compensa. Preciso localizar alguns parentes que moram neste bairro. As minhas duas primas chamam-se Elza e Ednelza, são filhas da irmã do meu pai, o Alberto Luiz de Nazareth, conhecido como Beré – a filha da Elza trabalha na Rádio Difusora FM do Amazonas. Espero que você possa me ajudar, pois pretendo ir ai em Dezembro de 2011. Meus contatos: adriano.para@NOVELIS.com        ar-para@bol.com.br  ou (012) 3642-8827 residência, (012) 3641-9436 trabalho (esta semana meu horário é das 23:00 às 07:00). Desde já meu muito obrigado!

Olá Rocha!
Desculpe esse contato novamente com você! Eu ainda não tive nenhum sucesso na busca pelos meus parentes ai na Compensa. Acho que a Rádio difusora não recebeu o teu e-mail. Tenho também parentes nos bairros da Glória e São Raimundo. Primos e Tios: Rosenilda Pará/Rosineide Pará/Francinei Pará/Maria Pará/Juarez Pará/Ângela Pará – perdi o contato com todos eles. Rocha, muito obrigado e Feliz Natal para você para os seus! Que Deus ilumine seus dias! Pará.
Resposta: Olá Pará! Encaminhei o teu e-mail para a Rádio Difusora, espero que eles retornem com o contato da filha da Dona Elza. O BLOGDOROCHA é visto em média por 400 pessoas diariamente - irei publicar a nossa troca de e-mail – fico na torcida que alguém conheça os teus parentes e, possa se comunicar antes da tua viagem para Manaus. Abraços. Rocha

Quem conhecer alguma das pessoas acima citadas, favor entrar em contato, com certeza, será muito gratificante em ajudar a reencontrar um família. É isso ai.

sábado, 26 de novembro de 2011

REVISTA AMAZÔNIA

Recebi um e-mail do meu amigo Evaldo Ferreira, divulgando a revista "Amazônia", fiz questão de publicar no nosso blog,  em decorrência da belíssima capa e do conteúdo. Vale a pena conferir! É isso ai.

Já está em circulação a nova revista Amazônia
Adquira a sua:
 - Na Galeria Amazônica (no Largo de São Sebastião)
- Na banca do Largo de São Sebastião
- No sebo O Alienista (na praça da Polícia)

Ou solicite através do e-mail:
amazoniaarevistadagente@gmail.com

Veja o site e ouça a rádio: www.voxifm.com.br

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

DONA ADALGIZA, A TACACAZEIRA DE MANAUS.


No dia 30 de Setembro passado fiz uma postagem sobre a Dona Adalgisa – para minha surpresa, recebi um e-mail da assessoria de comunicação do Deputado Estadual Luiz Castro, comunicando que irá fazer uma homenagem a esta senhora. Não sei se a minha postagem serviu de alguma forma para a Assembleia Legislativa do Amazona fazer esta justa homenagem. Parabéns ao nobre Deputado Luiz Castro e a Dona Adalgisa!

E-mail do Deputado Luiz Castro:

"Castro homenageia dona Adalgiza em solenidade no dia 15 de DEZEMBRO - O deputado Luiz Castro vai homeangear dona Adalgiza, a mais tradicional tacacazeira de Manaus, em reconhecimento à bela história de luta dessa mulher que com dignidade criou filhos e netos, trabalhando incansavelmente, até hoje, aos 93 anos, na banca da Praça da Polícia. Dona Adalgisa também é exemplo solidariedade pela adoção de vários filhos e respeito aos idosos. A solenidade de entrega da Medalha do Mérito Parlamentar será no próximo dia 15 DE DEZEMBRO na Assembléia Legislativa - Assessoria de Comunicação/Georgina Andrade/Adriana Rocha/Fred Novaes".



Postagem do BLOGDOROCHA:



Quem passa pela Praça Heliodoro Balbi (antiga Praça da Polícia), centro antigo de Manaus e, para no “Quiosque de Tacacá da Dona Adalgiza”, não imagina que aquela senhora simpática que serve a melhor iguaria da Região Norte passou da casa dos noventa anos e que todo o produto do seu trabalho é destinado a ajudar as pessoas carentes de Manaus.

A Dona Adalgiza nasceu no Seringal Concórdia, no Alto Juruá, Estado do Amazonas, veio ao mundo em 15 de Julho de 1918, exatamente quando a 1ª. Guerra Mundial estava terminando.

Passou poucos anos no local onde nasceu, indo morar por pouco tempo na Comunidade do Jaraqui, depois, foi para o município de Nova Olinda do Norte e, chegou à cidade de Manaus com apenas doze anos de idade.

- Passei todos esses anos em Manaus, a minha cidade, pretendo somente sair daqui direto para o Cemitério do Tarumã! – fala com orgulho da cidade que o acolheu.

Morou na “Cidade Flutuante”, a sua casa ficava por detrás da loja “Uirapuru Ferragens”, próximo onde é hoje a “Loja do Baiano”. Com a demolição das casas que faziam parte desse complexo de moradias, o governo doou um terreno no bairro de São Jorge, na Rua São Pedro, onde construiu a sua nova moradia, local em que está até hoje com os seus filhos, netos e bisnetos.

Casou e teve cinco filhos, foi abandonada pelo marido quanto tinha apenas vinte e seis anos de idade. Ele arranjou outra mulher e foi morar em Santarém, no Pará. Tempo depois, ficou doente, voltou para Manaus e, pediu perdão da ex-mulher, ela não o perdoou, não o fez por ter arranjado outra mulher, mas, por ter abandonado as cinco crianças.

Ela conta que passou muitas necessidades, chegou até a desmaiar de tanta fome, sofreu muito para sustentar os seus filhos menores. Quando começou a ganhar dinheiro com a venda de tacacá, além de dar uma boa vida a sua prole, começou a criar os filhos dos outros, ao todo foram quarenta filhos adotivos.

Trabalha mais de cinquenta anos na Praça da Polícia, atual Praça Heliodoro Balbi. Com a venda do tacacá ajudou a criar os filhos, netos e bisnetos.

– Quando eles ficavam adultos e iam se casar, sempre comprava uma casa e dava para eles! – diz com orgulho.

– Hoje não posso mais fazer isso, dou apenas uma boa educação, quando ficam adultos, estão preparados para arranjar emprego e se virar na vida!

Antes da reforma da Praça da Polícia, ela revela que faturava alto com a venda de comidas, guloseimas, bebidas e o tradicional Tacacá.

- Muita gente circulava por aqui, tinham os soldados do quartel da polícia militar, o “Café do Pina” era apinhado de gente, eu tinha uma imensa clientela, o faturamento era ótimo. – lembra com saudade dos tempos bons.

– Atualmente, dá somente para sobreviver, com a nova praça a clientela foi embora, caiu o movimento, além de me proibirem de vender comidas, até o refrigerante não posso oferecer aos meus clientes. Este quiosque foi feito pelo governo, não cobram taxa, luz nem água, ainda bem! O nome foi em homenagem a Dona Zita, a primeira tacacazeira da praça. – fala lamentando uma pouco das decisões equivocadas da Secretaria de Cultura.

– Para ser ter uma ideia, pago uma pessoa para fazer as compras no Mercado Adolpho Lisboa, preparo o Tacacá em minha casa, tenho um contrato com um taxista de confiança, pago para ele R$ 900,00 por mês, somente com o transporte do material até a banca, ainda tenho que pagar uma diária para um ajudante. – desabafando novamente.

– Tem mais, ainda estou criando cinco filhos adotivos, o mais velho tem vinte anos e, o mais novo tem apenas seis anos de idade. Dividi o meu terreno, fiz uma casa grande ao lado, outra no fundo, a minha tem dois pavimentos, moro na parte de cima com os cinco filhos, nas outras casas e na parte debaixo moram os meus filhos mais velhos e suas esposas e filhos. A minha netinha me ajuda na venda do meu tacacá, no próximo ano ela irá estudar de manhã e a tarde, não terei mais a sua ajuda, no tem problema, o mais importante será o seus estudos!

Esta senhora guerreira e mãe adotiva de muitas crianças, ainda têm planos para o futuro:

- O meu desejo é alugar uma casa bem grande e cuidar dos velhinhos que estão abandonados no centro de Manaus, fico muito triste em ver uma pessoa sofrendo e abandonada pela família. – fala revelando o seu imenso lado humano.

Perguntei o que ela queria ganhar de presente no seu próximo aniversário, respondeu:

- Quero ganhar uma Camionete, para passear e transportar o meu tacacá e, um noivo para casar antes de completar os cem anos de idade! – falou dando uma tremenda gargalhada!

Juro que não tinha encontrado nos últimos anos uma pessoa tão humana quanto a Dona Adalgiza – uma guerreira, com quase cem anos de idade, trabalhadora, ativa, lúcida, com dois lindos olhos de bondade, um grande coração, uma sofredora que venceu na vida com muito esforço, criou os seus filhos e mais quarenta adotivos e, ainda quer construir o abrigo para cuidar dos idosos abandonados de Manaus!

- Trabalho de segunda a segunda, paro somente um dia por mês quando vou ao cardiologista, para o médico examinar o meu coração que começou a dar uns probleminhas! - falando do seu gosto pelo trabalho e do seu coração doente.

No dia 24 de Outubro a cidade de Manaus completará 342 anos -, bem que a Secretaria de Cultura poderia fazer uma homenagem toda especial para a Dona Adalgiza. Pode ser uma medalha de honra ao mérito, ou melhor, liberar o quiosque para que ela possa vender refrigerante e quitutes, quanto mais dinheiro ela ganhar, com certeza, mais crianças e velhinhos ela irá ajudar!

Enquanto isso, os políticos ficam fazendo honrarias para muitas pessoas que não merecem, esquece-se de homenagear a Dona Adalgiza! Após a eleição, a grande maioria não anda mais a pé pela cidade, não conversam com o povo, não querem saber que existe uma tacacazeira na Praça Heliodoro Balbi que é a cara de Manaus, que tem uma história de sofrimentos, vitórias e amor ao próximo!

Enquanto tomava o delicioso tacacá e conversava com a Dona Adalgiza, ao saber da sua história de vida e do seu imenso amor pelas pessoas, os meus olhos marinaram! Ela é uma mãezona, o brilho do seu olhar parece com a da minha saudosa mãe!

Palmas para a Dona Adalgiza, a tacacazeira de Manaus, a mãe de quarenta filhos adotivos e, protetora dos idosos abandonados! É isso.

Foto: J. Martins Rocha



segunda-feira, 21 de novembro de 2011

PASSEIO AO CAREIRO DA VÁRZEA



Domingo passado resolvi sair um pouco da cidade e, dei um pulo até o Careiro da Várzea – para quem não conhece, ele é um município brasileiro do Estado do Amazonas, pertencente à Região Metropolitana de Manaus e, como o próprio nome o define, ele é tipicamente de várzea (95%).

Para quem não dispõem de automóvel, existem varias linhas de ônibus que dão acesso ao Terminal Fluvial Manaus-Careiro da Várzea - as mais conhecidas são da “Vila Buriti e Mauazinho”.

A travessia pode ser realizada em Balsas (Ferryboat), para automóveis, cargas e pessoas ou, em pequenas embarcações conhecidas como “A Jato”, somente para pessoas, ao preço de R$ 10,00 para ida e volta.

Com a desativação da travessia Manaus-Cacau Pirêra, em decorrência da construção da Ponte Manaus-Iranduba, as autoridades declararam que todas essas balsas iriam servir a travessia do Rio Negro - Solimões - não vi nenhuma por lá, mas, o transporte estava normal, sem grandes filas de espera.

Para quem quer passar pelo famoso “Encontro das Águas”, este passeio é o mais barato que existe – ao fazer o trajeto de ida, fiz uma pequena filmagem da passagem do Rio Negro para o Solimões, a emoção foi muito grande, apesar de já ter perdido a conta das vezes em que passei por lá.

Ainda no Terminal, percebi que a oferta de peixes era enorme, com muito Pacu, Sardinha, Tambaqui, Bodó, Tamoatá e Jaraqui. Na chegada, notei também a venda de muito peixe – fiquei com água na boca e, resolvei parar num “Bar-Flutuante” para almoçar o meu manjar: “Jaraqui Frito com Baião de Dois”, acompanhado de farinha, pimenta, azeite e limão, além de uma cerveja bem gelada.

Antes de me aboletar num tamborete do restaurante, dei uma pequena volta pelo entorno da cidade – visitei o Mercado Municipal e, fiquei admirado com uma obra de grande porte que o governo do Amazonas está executando, trata-se do Porto do Careiro da Várzea, uma obra de 26 milhões de reais – acredito que a construção foi motivada em decorrência dos trabalhos de recuperação da BR-319, ligando Manaus-Porto Velho.

Este município possui 95% da sua área formada de Várzea, um terreno que fica às margens do Rio Solimões, ficando inundado em época de enchente, deixando ai o Húmos, rico em adubo natural que permite o cultivo com alta fertilidade para os ribeirinhos. A areia da beira do rio possui um brilho todo especial, em decorrência de um minério que não sei definir o seu nome, acredito que já foi estudado por algum pesquisador – anda não vi outra igual.

No flutuante, pedi um refrigerante, pois estava fazendo muito calor, aproveitei para terminar de ler o meu jornal preferido – não deu para me concentrar na leitura, em decorrência do som muito alto de um CD de uma dupla sertaneja. Resolvi tomar uma atitude: dei um pulo no Rio Solimões -, nadei um pouco, mas, com medo da “Piraíba”, um peixe de grande porte que, uma vez e outra, gosta de morder a perna de um caboco e levá-lo para o fundo do rio – eu, hein!

Chegando à hora do almoço, fiz logo o meu eu pedido: - Um “Jaraco” frito, por favor! A dona estabelecimento respondeu: - Não temos peixe de qualidade alguma! Fiquei indignado: - Mas, tem um montão de peixes no mercado e nas bancas, dando na cara que nem papeira! Ela, na maior: - Pois é, por isso que não tenho para vender, o pessoal está enjoado até talo de peixes, o negócio por estas bandas é churrasco de carne e frango! – Tô fora, vim lá da casa do carvalho pra comer um peixe aqui e, nada! Fui!

A Volta foi muito legal, também pudera, poucos são os privilegiados que podem passear pelo “Encontro das Águas” e curtir as belezas da Amazônia. Ao me dirigir ao Ponto de ônibus, um Taxi-lotação parou e ofereceu os seus serviços, apenas cinco reais para deixar no centro de Manaus, topei na hora. Fui a um restaurante da Avenida Getúlio Vargas esquina com a Rua Dez de Julho, encontrei uma variedade de comidas, tudo a quilo -, fiz o meu pedido: um pedaço de Surubim (liso, mas, cheio de pinta!) com farofa e feijão. Tava de bom tamanho!

Para finalizar o passeio, dei um pulo até o “Bar Caldeira”, para encontrar com os amigos, jogar conversa fora, ouvir uma boa música e, entornar umas geladas de leve. É isso ai.

sábado, 19 de novembro de 2011

VIOLÃO DO MESTRE ROCHINHA


O meu saudoso pai era um luthier dos bons, um mestre que dominava a arte de fabricar instrumentos de cordas – na década de setenta fez parceria com o Instituto Nacional da Amazônia (INPA), para descobrirem tipos de madeiras bem resistentes, com elevada grau de sonoridade e beleza, próprias para o fabrico de violões e cavaquinhos.

Esta parceria deu certo por muito tempo, tanto que os cientistas e a própria instituição de pesquisa adquiriram diversos violões do meu pai. Eles chegaram a ensaiar um desenho de uma nova estrutura interna do instrumento e, estavam tentando fazer um violão nos moldes do famoso “Gibson” dos Estados Unidos da América.

Em 1985 o meu pai sofreu um acidente vascular cerebral, deixando-o com sequelas, não podendo mais fazer os seus maravilhosos violões e, vindo a falecer em 2007.

A grande maioria dos seus instrumentos foram sendo destruídos por falta de manutenção, pois faltava alguém que entendesse do assunto – poucos violões fabricados pelo Rochinha ainda resistem até os tempos atuais – tenho ainda dois exemplares guardados com muito carinho.

Postei uma fotografia no FaceBook, um trabalho do meu amigo poeta Marcos Gomes, onde eu apareço mostrando um dos violões do meu pai, tendo ao fundo o nosso querido Teatro Amazonas – dias atrás recebi um e-mail de uma pessoa que viu o violão:


“Prezado José Rocha. Fiquei muito feliz por encontrar seu blog na internet e, reconheci logo o violão da sua foto muito parecido ao meu. Ganhei o violão quando cheguei a Manaus, em 1990, para estudar no INPA. Ele estava quebrado e quem fez um reparo "mais ou menos" foi o Jair do CPPF do INPA. Tentei várias pessoas quem pudessem repará-lo e cada um deixava o violão melhor do que estava, mas o braço continuava empenado como está até hoje. E ainda não encontrei quem o reformasse. Eu moro em Natal hoje, e as pessoas que trabalham com lutheria aqui não querem mexer no violão. Gostaria de saber se em Manaus você conhece alguém que possa consertá-lo. Poxa vida! E pensar que morei em Manaus até 2002 e não consegui encontrá-los! Quem sabe em alguma ida minha a Manaus eu leve para você ver e deixar para o conserto. Ricardo Andreazze”

Respondi:

Desculpe-me em não ter respondido antes. O teu violão foi feito pelo "Bandolim Manauense"? Caso positivo, ele poderá ser consertado em Manaus, pela OELA - Escola de Luteria do Amazonas - www.oela.org.br  Que surpresa! Este violão foi fabricado pelo meu saudoso pai - a assinatura é dele! Este violão é uma raridade, para você ter uma ideia, o meu pai faleceu faz quatro anos, porém, passou vinte e dois anos doente e, não fez mais nenhum outro violão.

É isso ai! Viva o “Violão do Mestre Rochinha”!
















sexta-feira, 18 de novembro de 2011

DEOCLECIANO (DECO) BENTES DE SOUZA



Um amazonense dos bons, jornalista, professor universitário aposentado, presidente eterno da Banda Independente da Confraria do Armando (BICA), duas vezes presidente do Sindicato dos Jornalistas, amante da sétima arte (cinema) e, conhecedor profundo da vida política e social de Manaus (décadas de 60, 70 e 80)

Estudou no famoso Colégio Estadual do Amazonas, na época em que o ensino público era de qualidade superior; passou no concorrido vestibular de jornalismo da antiga Universidade do Amazonas. Antes de seguir a sua brilhante carreira de jornalista, trabalhou em agências de publicidade, a primeira, foi na empresa “Quarteto Propaganda”, como diretor de arte, depois, foi chamado para fazer parte dos quadros da “Saga Publicidade”.

Ainda muito jovem foi chamado para implantar um sistema de impressão off-set (fora do lugar) no “Jornal do Commercio”, sendo pioneiro neste tipo de impressão (a tinta passa por um cilindro intermediário, antes de atingir a superfície, este método tornou-se principal na impressão de grandes tiragens).

Na qualidade de professor da Universidade Federal do Amazonas, formou várias gerações de jornalistas – chegou a trabalhar também em jornais de renome nacional. Certa vez, deu uma entrevista a um jornal de Manaus e, fez a seguinte declaração: “Eu fui professor do curso de Jornalismo na Ufam por muitos anos e cheguei também a conhecer alguns cursos em faculdades americanas. Lá as próprias empresas de comunicação financiam os cursos de Jornalismo. São elas que têm interesse em ter nas redações mão-de-obra qualificada, por isso fazem tudo para que o ensino de Jornalismo seja o melhor possível. Ainda como aluno, o futuro jornalista passa pelas três mídias, rádio, televisão e jornal, exercitando e praticando tudo aquilo com que vai se deparar quando efetivamente chegar ao mercado de trabalho. Aqui no Brasil isso só acontece com a Faculdade Cásper Líbero e a Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) em São Paulo. Na Cásper Líbero os alunos, depois de alguns períodos, têm a sua disposição a TV Gazeta, a Rádio Gazeta, o jornal Gazeta e a Gazeta Esportiva, que é um jornal diário. Os alunos depois de formados chegam ao mercado de trabalho prontos para disputar com todas as condições favoráveis possíveis. Isso acontece também na Faap – foi lá que estudei depois que transferi meu curso para São Paulo. Para mim foi bom, porque enquanto estudava eu também trabalhava nos grandes jornais, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário da Tarde e Diário da Noite, entre outros. Nas faculdades particulares o problema é bem maior. Os alunos só têm a parte teórica e quando chegam ao mercado de trabalho, são um total fracasso, não tem a mínima condição de permanecerem nas redações”.

O Deocleciano, Deco para os amigos, não chegou ainda a lançar nenhum livro, ao contrário do seu irmão Márcio Souza, um escritor consagrado nacionalmente – dizem que ele está escrevendo o seu primeiro livro, o título é “Por trás das Rotativas”, aguardado com muita expectativa pelos estudantes de jornalismo e profissionais do ramo.

Por ser fissurado por filmes, chegou a trabalhar na cenografia do filme “A Selva”, um longa-metragem de ficção lançado em 1972, foi uma adaptação para o cinema do romance homônimo de Ferreira de Castro. Este filme foi dirigido pelo seu irmão Márcio de Souza, tendo a participação do sei pai, o Jamaci Bentes.

Na sua residência, mantêm um pequeno cinema – o “Cine Yayá”, uma justa homenagem à proprietária do extinto Cine Avenida (atual Loja Bemol, da Avenida Eduardo Ribeiro).

O Deocleciano sairá em longas férias, fará um cruzeiro pela Europa e, chegará a tempo de organizar o mais famoso carnaval de Rua de Manaus, a “Banda da BICA”. Boas Férias Deco! É isso.


Fonte: Rogélio Casado - rogeliocasado.blogspot.com/
Fotos: Rogélio e Luiz