sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

LUZES DA RAINHA


Tadeu Garcia / Paulinho Du Sagrado

Lua clareia os fios dessas águas
E faz espalhar pelas matas
As formas da mulher encantar

Lua é o espelho da bela morena
Nos sonhos é atriz das cenas
Que vivemos a sonhar

Moça bonita de lindos trançados
Dançando boi em forma de gingado
Traz novos passos
No compasso da toada
Que o mundo quer te ver

Risos nos lábios de tom encarnado
Suor nas curvas do corpo molhado
A tua beleza é realeza
No folclore que retrata o nosso boi
Clareia...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

RÁDIO DIFUSORA DO AMAZONAS - HOMENAGEM AO FUNDADOR JOSUÉ CLAÚDIO DE SOUZA.



A Escola de Samba Vitória Régia homenageou em 1999, a Rádio Difusora do Amazonas, com o enredo “50 anos de amor no ar”; à época recebi do saudoso compositor e sambista Nivaldo Mota, a letra concorrente ao samba enredo, composta em parceria com o Pintinho do Samba e Tião Carioca, a interpretação ficou a cargo do Gegê Almeida e Paulinho do Samba; não sei se foi a vencedora, mas em homenagem ao Josué Pai e o Nivaldo, transcrevo a letra:

O MENINO SONHADOR

Chega-nos trazendo a alegria
Vitória Regia com um sonho genial
Conta a historia de um menino sonhador
Com alegria neste lindo carnaval.

Começa aqui a sua viagem
Na carruagem do reino Itajaí
Rasgou a selva o menino Guarany.

Brilhou!
Brilhou o sol!
Brilhou a lua!
De verde e rosa, minha vida continua! (bis).

À frente a pequena Manáos
O alicerce para o castelo construir
Inundou com som da Baricéia
Com a bravura de um pequeno curumim.

Dona Xandoca!
E Dona Bia!
Juntas constroem um castelo e euforia! (bis).

A crônica, a resenha da cidade
De suas torres, suas ondas de alegria
Trouxe-nos toda a liberdade
Transformaram num castelo de magia.

É Difusora!
É meu amor!
Essa é a história de um menino sonhador (bis).
Vamos conhecer um pouco mais sobre a Rádio Difusora do Amazonas - sitio http://www.difusorafmmanaus.com.br/
No dia 24/11/1948, a voz de Josué Cláudio de Souza, que as ondas do rádio tornaram inconfundível para os amazonenses, ganhou um tom especial de emoção, anunciando: "Está no ar a Rádio Difusora do Amazonas, estação ZYS-8, a mais poderosa da planície e a mais querida de Manaus, operando na freqüência de 4.805 kilociclos, ondasintermediárias de 62,40 metros". Josué Cláudio de Souza, o legendário fundador e diretor da Rádio Difusora do Amazonas, chegou a Manaus a bordo de um Catalina da Panair do Brasil, no dia 31/12/1942, invocando, como costumava dizer, as bênçãos de sua madrinha Nossa Senhora da Conceição, padroeira desta cidade. Jornalista, nascido em Santa Catarina, Josué acabava de receber de Assis Chateaubriand a missão de dirigir a única estação de rádio de Manaus, a Rádio Baré, antiga Voz da Baricéia, e o jornal mais tradicional e mais antigo do Amazonas, o Jornal do Commercio, há pouco tempo incorporados ao grande império de comunicações do Brasil daqueles tempos: a cadeia dos Diários e Emissoras Associadas do Brasil.
Emissário de Chateaubriand
O jovem emissário de Chateaubriand indentificou-se de tal forma com esta cidade, que se tornou amazonense por livre escolha e aqui deitou suas raízes. Grande comunicador de massa, Josué elegeu-se deputado estadual em três legislaturas, participando da Assembléia Estadual Constituinte em 1947. Foi o primeiro prefeito eleito de Manaus na era pós-getulista, no começo dos anos 1960, assumiu interinamente o governo estadual e conquistou três mandatos de deputado federal. Mas a força do seu carisma afirmou-se muito mais no jornalismo e no rádio, especialmente no rádio, veículo que ele efetivamente alavancou quando criou a sua própria emissora, a Rádio Difusora do Amazonas, em sociedade com sua esposa e grande incentivadora, Maria da Fé Xerez de Souza, e os amigos fraternos Jaime Bittencourt de Araújo, Agesilau Souza de Araújo, Fabiano Afonso, Alzira Figueira, Alberto Carreira e João Salomão (este e sua esposa, dona Camélia Cantanhede Salomão, eram padrinhos de casamento de Josué e Maria da Fé e padrinhos de batismo de Josué Filho).
A Difusora está no ar
No mesmo dia, às 20 horas, a Difusora abriu as portas de seu auditório, na Rua Joaquim Sarmento n.º 100, telefone 25-12, para o show de inauguração ansiosamente aguardado pelos manauenses. Os grandes astros e estrelas da mais poderosa emissora da planície apresentaram-se em noite de gala. Os "Cancioneiros da Lua" - conjunto vocal formado por Hiran, Tiba e Ivan Caminha, Raimundo Corrêa Lima, Hélcio Maia e Clóvis Bacury - deram o tom glebarista ao espetáculo, cantando Terra de Ajuricaba, samba ufanista do intelectual amazonense João Mendonça de Souza. E a grande atração do espetáculo, Orlando Silva, "o cantor das multidões", apresentou três de seus grandes sucessos: Lábios que beijei, valsa de J. Cascata e Leonel Azevedo; Carinhoso, samba de Pixinguinha e João de Barro; e Jornal de ontem, samba-canção de Romeu Gentil e Elisiário Teixeira.
Tempos Heróicos
Em tempos muito difíceis, quando os serviços de correios e telégrafos eram reconhecidamente precários e a comunicação telefônica para o interior não passava de um sonho, as ondas potentes da Difusora alcançavam os mais distantes pontos do nosso território, transmitindo mensagens ansiosamente aguardadas pelos amazonenses.
A Crônica do Dia
Desde a inauguração da Difusora, no dia 24 de novembro de 1948, Josué Cláudio de Souza passou a ler a sua crônica diária na sua própria emissora. Ao meio-dia, de segunda-feira a sábado, acompanhando as badaladas do sino da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, Manaus parava para ouvir a Difusora e escutar "a Crônica do Dia".

Família Difusora
A História da Rádio Difusora do Amazonas se confunde com a saga de Josué Claudio de Souza, e de sua esposa Maria da Fé. Todos os meses seu companheiro de empresa e amigo Nelson vinha a Manaus ver o andamento da Baré e, observando a excelente performance do novo diretor, insistia para Josué fundar sua própria rádio. Mas Josué não se animava com a idéia, pois reconhecia que ele, não tinha poder aquisitivo para tal. Nelson era insistente e não vendo nenhuma reação do amigo, ele próprio escreveu uma carta solicitando aos Correios e Telégrafos a concessão da tão sonhada emissora de rádio. Josué, para se ver livre da insistência do bom amigo, assinou a carta sem nenhuma esperança, pois para ele parecia absurda a idéia da autorização de funcionamento de uma outra emissora de rádio em Manaus, que nesta epóca tinha aproximadamente 120 mil habitantes.
A surpresa inesperada aconteceu. O pedido foi aceito, mais como montá-la sem capital? Dr. Jaime Araújo, da família J. G. Araújo, com grande tradição e importância no comércio da borracha, ao ouvir a inusitada estória do amigo, disse: "Providencie a compra do material, em banco." Foi assim que os dois se tornaram sócios durante anos, junto com um pequeno grupo de amigos. Mais tarde, a sociedade se desfez, permanecendo apenas Josué e sua esposa Maria da Fé. Surgia assim em 24 de novembro de 1948 a ZYS-8 - 62,40 metros, onda intermediária da Rádio Difusora do Amazonas, que antes de ir ao ar teve (somente no contrato social) a denominação de Rádio Rio Negro.
Josué montou uma equipe de radialistas amigos e competentes, que toparam a parada sem mesmo saber quanto iriam ganhar, pois no princípio o pagamento era semanal, com a seguinte pergunta: Quanto você precisa para o mercado? Vicente Lauria, Miranda Braga, Dantas de Mesquita, Carlos Leal, Jaime Pascarelli, Luiz Gonzaga, Epifane Martins, Oswaldo Soares (Bico Doce), Índio do Brasil, todos formavam uma equipe unida prol emissora do povo, logo depois ampliada com Rômulo Gomes, Belmiro Vianez e tantos outros. A Difusora foi inaugurada por Orlando Silva, "o cantor das multidões. Mais tarde, ele e Josué se tornaram grandes amigos. Somente na década de 50 surgia a ZYB-21, onda média, e na década de 70 a freqüência modulada.
Josué era um homem fascinante e, como todo intelectual, dispersivo para administrar. Duas figuras ímpares, sua esposa Maria da Fé e o amigo e escudeiro Ismael Benigno, preencheram essa lacuna. A Difusora, durante muitos anos, foi administrada pelo super amigo Ismael Benigno e supervisionada por Maria da Fé, com a preciosa colaboração de Paulo Soares, Carlos Carvalho, João Bosco Ramos de Lima, J. Nunes, Paulo Xerez, Raimundo Clemêncio, Olavo Coelho, Delza Castro (Cavalcante), Mária Wilson, Geraldina Linhares, Leal da Cunha, Moza Castro, Maria do Carmo França, Zuleide Carvalho, Terezinha Tribuzzi e muitos outros.
Desde quando Josué, seu marido, ingressou na política, Maria da Fé integrou-se ao dia a dia da emissora, vivendo e acompanhando, com dedicação, competência, muita sensibilidade e muito amor, todos os passos da Difusora. Os primeiros anos foram difíceis. Josué e Maria da Fé só conseguiram ter casa própria no final da década de 50. Na década seguinte, quase no finalzinho, em 1968, a "emissora do coração do povo" saiu da Joaquim Sarmento n.º 100, quer dizer, atravessou a rua, mudando-se para o n.º 121, com sede própria num prédio de três andares que recebeu o nome de Nossa Senhora da Conceição, protetora de Josué e da Difusora, operando nas três faixas - AM, FM e OT.
No tempo difícil, tumultuado e covarde da ditadura militar, a Rádio Difusora foi penalizada pelo sistema de censura vigente, calando algumas vozes e lacrando a "Emissora do Povo" por algumas horas. A Difusora seguiu sua luta, trilhando o caminho da democracia, conquistando suas marcas junto ao público, que é o nosso grande parceiro na luta pelo progresso do nosso estado.
O escrete Difusora prossegue com Josué Filho, Fesinha, Carminha e Nozinha, e os outros irmãos de fé e de ideal: Valdir Correia, o garotinho, Crisanto Jobim, Sebastião da Mata, Carlos Luiz, Paulo Gilberto, Carla Silva, Chiquita, Beto, Hamilton, Rubens Natividade, Luciana, Leonor, Diogo, Romualdo, Cid Soares, Franciomar Lima, Roberto Cuesta, Elieyde Menezes, Ernandi (PC), Pitombinha, F. Cavalcante, J. Nunes, Jurandir, Rosa, Luiz Carlos, Manoel, Afonso, Ana, Edson Mello, Paulo Guerra, Eduardo Silva, Sandro, Josimar, Charles 45, Valdemir, Expedito Monteiro, Álvaro Campelo, Raidi Rebelo, Gerson Guerra, Tozzi, Turiel, Genival de Paula, Mônica, Izan Filho e Thiago Miranda (filhos da Carminha), Daniel e André Luiz Anzoategui (filhos da Fesinha), Lorena e Josué Neto (filhos do Josué Filho). Pois bem, chegamos à terceira geração da Difusora, com Josué Neto, Lorena Souza e Daniel Anzoategui. A eles cabe o continuar da emissora que durante esses anos plantou amor e colheu amigos. A eles cabe prosseguir esbanjando esperança, porque o amor de Manaus está no ar. A eles cabe, ainda, o desenrolar desta história interrompida aqui...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

PETROLINA, A ETERNA RAINHA DA BANDA DA BICA.


A Petrolina, “Petrô” para os amigos, foi e sempre será a nossa rainha do carnaval da Banda da Bica.

Ela é uma católica fervorosa, assiste à missa na Igreja de São Sebastião, todo santo dia e, após a celebração da eucaristia, passa no Bar do Armando, para tomar uma cerveja e agasalhar um sanduíche de porco, o famoso X-Pernicioso.

A banda escolheu uma jovem para ser a princesa do carnaval, mas quem é rainha jamais perderá a majestade, a dona do pedaço é a Petrolina.

A BICA é diferente de todas as outras bandas: a rainha é uma senhora de oitenta anos de idade, o carnaval é movido por cevadas e marchinhas, o som é comandado pelos Demônios da Tasmânia (somente metais), sendo a única a desfilar pelas ruas de Manaus, acompanhada por enormes bonecos e uma multidão de foliões. Este ano será satirizado o governador e um bando de políticos corruptos, em decorrência disso, está sofrendo perseguições, não estão conseguindo as benditas autorizações dos órgãos públicos – a Diretoria já avisou: com autorização ou não a Banda vai sair!

A Petrô está um pouco adoentada, não tem aparecido na confraria do Armando; estamos com saudades da nossa rainha; quem sabe no dia D (dia 14 de fevereiro – sábado magro de carnaval) ela aparece por lá para “empunhar o cetro” e reinar novamente.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O TUCUMÃ NOSSO DE CADA DIA.



O tucumã faz parte do cardápio dos amazonenses. Pode-se fazer sorvetes, recheios de sanduiches, sucos, cremes, bolos, vinhos, etc. Nos famosos cafés regionais (situados nas estradas de Manaus), encontramos o “X-Caboquinho”, composto de pão francês ou tapioca, queijo coalho derretido e tucumã, é uma delícia!

O fruto é encontrado nas feiras, mercados e até nas padarias. Quem não conheçe o produto é levado no papo e na espeteza do vendedor - corta um para a “prova”, geralmente carnuda e gostosa; o cliente leva uma dúzia, quando chega em casa, sente na boca que levou gato por lebre; somente uns cinco são iguais ao que provou, o restante é amargo. Dizem os experts que os melhores são os rajados e que os piores é o do tipo “babão”; procuro seguir o conselho, mas sempre sou enrolado pelo vendedor!

Para os pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuaria – Embrapa - na região norte é utilizada de várias formas pela população rural e urbana de baixa renda, mas suas potencialidades econômicas estão centradas nas folhas, com a extração de fibras de alta resistência, e nos frutos, ricos em vitamina A, ácidos graxos saturados e glicerídeos trissaturados, podendo substituir o dendê e o babaçu na indústria de óleos. Há registros afirmando que bastaria apenas um fruto dessa palmeira para suprir a dose diária de vitamina A necessária a uma pessoa.

Os internautas editaram o seguinte na enciclopédia Wikipédia:

Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Arecales
Família: Arecaceae
Género: Astrocaryum
Espécie:Astrocaryum aculeatum

Tucumã (Astrocaryum aculeatum) é uma
palmeira que chega a medir até 20 m, geralmente solitária, de estipe com faixas de espinhos negros, folhas ascendentes, inflorescência ereta e frutos amarelos com tons avermelhados. É uma palmeira nativa da Colômbia e de Trinidad ao Brasil, especialmente dos estados do Acre, Amazonas, Pará e Rondônia, sendo explorada ou cultivada por seu palmito e frutos comestíveis, pela sua madeira, usada para fazer brincos, pelo óleo das sementes, utilizada em cozinha, e também pelas folhas, das quais se extrai fibra de tucum, usualmente em redes e cordas que resistem à água salgada. Também conhecida pelos seguintes nomes: acaiúra, acuiuru, coqueiro-tucumã, tucum, tucumã-açu, tucumã-arara, tucum-açu, tucumaí-da-terra-firme, tucumãí-uaçu, tucumã-piririca, tucumã-purupuru e tucum-do-mato.

Um caboclo empresário amazonense chamado Mauro Kariya, da Coliseu Pizzaria, inventou a “Pizza Caboquinha”:
Ingredientes:
Massa:
300g queijo coalho
200g de tucumã descascado
Orégano a gosto
Azeitona preta para enfeite
Molho de tomate:
250g de tomate
Orégano e sal a gosto
Massa
250g de trigo
50ml de leite
25ml de água
05g fermento biológico
1/3 de xícara de chá de óleo
Sal a gosto
Quantidade para uma pizza média.
Modo de Preparo:
Massa: Ao trigo ainda seco, adicione o sal e o fermento. Depois acrescente o óleo e o leite. Aos poucos, acrescente a água até dar o ponto, ou seja, a massa tem que ficar macia e não grudar na mão. Separe a massa de modo que fique justa a uma forma. Com o rolo abra bem a massa e coloque na forma. Uma dica é rechear a borda com queijo catupiry. Ai é só montar a pizza.
Molho de tomate: Bata todos ingredientes do liquidificador e reserve.
Montagem:
Primeiramente,espalhe uma pequena porção do molho de tomate na massa aberta e cubra com queijo coalho. Adicione uma camada de tucumã descascado e picado, depois mais uma camada de queijo coalho. Salpique orégano e leve ao forno.Você pode enfeitar a pizza com azeitona preta, se preferir.

E aí, o que estamos esperando! No próximo fim de semana "weekend", vamos tomar um café regional com a família, com bastante TUCUMÃ! É isso ai cabocada!

Fotos:

BARRAGEM DA COCHOEIRA GRANDE/BAIRRO DE SÃO JORGE - PASSADO E PRESENTE




Represa e Estação de Bombeamento de Aguas ( Márcia Honda Nascimento Castro )
Um olhar mais atento de quem passar pela Ponte Velha do Bairro de São Jorge poderá contemplar uma edificação em lastimável estado de ruínas: trata-se da antiga estação de bombeamento de águas da cidade de Manaus e sua represa. Histórico Construída abaixo da nascente do Igarapé da Cachoeira Grande, que deságua à margem esquerda do Rio Negro, entre as barreiras do bairro da cidade conhecido como Plano Inclinado, a represa foi destinada a movimentar uma estação de bombeamento contendo duas turbinas e duas bombas, que abasteceriam o reservatório da Castelhana, situado à Avenida Constantino Nery, e o tanque de água do Bairro dos Remédios, situado na atual localização da Faculdade de Direito, à Rua Miranda Leão. Os terrenos ocupados pertenceram ao major Gabriel Antônio Ribeiro Guimarães e, posteriormente, ao Seminário Episcopal, aforados ao Estado. Embora Manaus apresentasse hidrografia farta, entrecortada por igarapés, a questão do abastecimento de água para a cidade consistiu em grave problema até fins do século XIX, quando se registra, em junho de 1883, a aprovação da Lei nº 615, autorizando o início às obras de canalização de água potável, tendo em vista as plantas e orçamentos organizados pelo engenheiro encarregado dos respectivos estudos (Coleção de Leis da Província, 1883, Tomo XXXI, pág. 19). A pedra fundamental da edificação foi lançada em 1º de julho de 1883. Em 8 de outubro de 1883, assinou-se o contrato para a execução da obra como Antony e Moreton & Cia. Em fevereiro do ano seguinte, o presidente José Paranaguá informava que todos os trabalhos estavam sendo feitos sob a direção do engenheiro ajudante da Repartição de Obras Públicas, Lauro Baptista Bittencourt. Escolheu-se, então, em um dos braços do Igarapé da Cachoeira Grande, com uma vazão de 8 milhões de litros na seca e 17 milhões de litros no inverno, o local para a construção de uma represa contendo 3,80m de altura, 104,3m de comprimento e 3,50m na maior espessura, projetada pelo referido engenheiro amazonense. No entanto, os projetos referentes a esta obra pareciam não estar concluídos, pois a Repartição de Obras Públicas chamara, no mesmo período, Ermano Stradelli e Richard Payer para “passar a limpo” alguns desenhos do projeto para as obras de abastecimento de águas. Em junho do mesmo ano, foram entregues aos contratantes da obra todos os tubos de 9 polegadas para o encanamento. Em 1885, o contrato para as obras foi reformulado e transferido para Tarciano Murillo Torres. Em 1888, Lauro Bittencourt foi exonerado do cargo e, no ano seguinte, o presidente Joaquim de Oliveira Machado informava que, embora as obras do encanamento não estivessem totalmente concluídas, a população já usufruia do melhoramento. Após a instalação do bombeamento de água na Ponte do Ismael e a construção do Reservatório do Mocó, a represa foi desativada, tornando-se um local aprazível de lazer contemplativo e passivo para a sociedade manauara que, aos domingos, costumava por lá realizar passeios e piqueniques. A destruição do complexo, a partir da sua desativação, incluiu a retirada de pedras para a construção da piscina “Tancredo Cunha”, no Bosque Municipal, e a destruição da casa das máquinas, verificada no Governo do Dr. Álvaro Maia. Arquitetura Analisando as ruínas ainda existentes e os registros iconográficos antigos, verifica-se que a edificação possui estilo medievalista e seu aspecto arquitetônico assemelha-se a um torreão, com planta de seção quadrangular, encimada por platibanda maciça com saliências retangulares, tal como um serrilhado. Percebem-se, em suas fachadas, janelas do tipo abrir com duas folhas, provavelmente em madeira e vidro, coroadas por bandeiras em arco pleno. As esquadrias são encimadas por óculos e embasadas por aberturas em formato retangular (seteiras). O reboco em bossagem interrompida encontra-se desprendido em várias áreas, permitindo a visualização da alvenaria original em tijolos de barro, na estrutura principal, e em pedras em bloco, no embasamento. (*)Márcia Honda Nascimento Castro é Arquiteta e Urbanista.


sábado, 7 de fevereiro de 2009

PIRANHA

Segundo estudo realizado por cientistas franceses e latino-americanos em Paris pelo Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD), as piranhas do rio Amazonas são resultado de uma incursão do mar no rio brasileiro. Baseando-se em exames genéticos das espécies encontradas em diferentes pontos no leito do rio, principalmente na Bolívia, no Brasil e na Venezuela, e no estudo de restos geológicos do passado, os cientistas, coordenados por Nicolas Hubert, do IRD, chegaram à conclusão de que as atuais espécies se formaram há quatro milhões de anos. No texto publicado pelo IRD, o aumento do nível do mar na época teria provocado o isolamento de pequenas populações de piranhas, que vivem apenas nas águas doces da América do Sul, na parte alta dos rios. Quando a água do oceano Atlântico saiu, a espécie teria invadido a parte baixa das águas. Até hoje, alguns cientistas sugeriam a hipótese de que as piranhas teriam nascido na parte baixa dos rios e se reproduziram posteriormente na parte alta. Entretanto, o estudo de fósseis de forma muito semelhante à das piranhas atuais “nos faz pensar que esta subfamília de peixes já estava presente nos rios da América do Sul há 25 milhões de anos”, segundo a equipe do IRD responsável pela pesquisa.
Fonte: Diário do Amazonas

Piranha-vermelha-da-amazônia

Estado de conservação: Pouco preocupante
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Characiformes
Família: Characidae
Género: Pygocentrus
Espécie: P. nattereri
Nome binomial: ''Pygocentrus nattereri''
Sinónimos: Serrasalmus nattereri
Fonte: Wikipédia

Essas tão mal faladas piranhas

As piranhas ganharam má fama internacional depois de alguns filmes de horror em que foram as principais protagonistas. Num desses filmes, piranhas carnívoras são acidentalmente soltas num rio de uma região de veraneio e fazem dos convidados sua refeição predileta. São criadas em aquários em vários lugares do mundo, constituindo-se em verdadeiros bichos de estimação!
Você deve conhecer, sem dúvida, a expressão “servir de boi de piranha”, quando se fala de alguém que paga pelas culpas dos outros. A expressão estaria ligada ao seguinte: os fazendeiros do Pantanal, quando atravessam os rios com seu gado, sacrificam um animal, às vezes doente ou ferido, deixando as piranhas devorá-lo. Dessa forma, estaria garantida a passagem segura dos demais componentes do rebanho.
O que há de verdadeiro quanto às piranhas, e até que ponto é justificado o pavor que elas causam? Conhecem-se muitas espécies de piranhas na região amazônica e no Pantanal Mato-grossense. Esses animais têm um tamanho entre 20 e 60 cm. A maioria das espécies é vegetariana; algumas se alimentam de restos de animais e vegetais. No entanto, as mais conhecidas piranhas são as carnívoras. Assim mesmo, nem todas as piranhas carnívoras representam um verdadeiro perigo para o ser humano; considera-se que apenas quatro espécies podem ser perigosas.
O temor às piranhas deve-se principalmente às suas poderosas mandíbulas, armadas de dentes extremamente afiados, adaptados a cortar a carne das presas. Elas se alimentam de outros peixes, de anfíbios, de aves e até de mamíferos de porte maior. Levadas pela fome, elas atacam-se umas às outras. É bastante freqüente, mesmo em aquários, perceber mordidas nas suas nadadeiras, causadas pelas companheiras. As piranhas carnívoras são atraídas pela agitação na água, como aquela produzida por um animal ferido; também percebem com facilidade o cheiro de sangue. Uma vez estimuladas a atacar, são capazes de reduzir com rapidez um mamífero de grande porte a um esqueleto, embora esses incidentes sejam relativamente raros.
Na realidade, as piranhas nos últimos anos têm se constituído num perigo maior, já que estão proliferando de forma preocupante. Isso, sem dúvida, é reflexo do desequilíbrio ecológico que o ser humano provocou nas regiões em que elas vivem. Um fator importante tem sido a matança descontrolada de jacarés, que funcionam normalmente como predadores das piranhas, nas cadeias alimentares. Por terem diminuído, os jacarés têm deixado de controlar as populações de piranhas da região, que dessa forma sofrem uma verdadeira explosão populacional.
Pesquisa e autoria dos professores César, Sezar e Bedaque(agosto de 1997)

Sopa de Piranha

Tipo de Culinária: Norte
Categoria: Entradas
Subcategorias: Sopas
Rendimento: 6 porções
Receita indicada pelo livro Sabores da Cozinha Brasileira. Autores: Bruna Trevisani, Neusa de Mattos, Regina Helena de Paiva Ramos, Tereza Maria Barbosa. (Editora Melhoramentos, 2004).

6 unidade(s) de piranha limpa(s)
2 unidade(s) de suco de limão
6 dente(s) de alho amassado(s)
3 colher(es) (sopa) de azeite de oliva
2 unidade(s) de cebola picada(s)
3 unidade(s) de tomate picado(s)
1 unidade(s) de pimentão vermelho picado(s)
1 maço(s) de salsinha picado(s)
1 maço(s) de coentro picado(s)
2 colher(es) (sopa) de farinha de mandioca crua

1º passo: Tempere os peixes com o suco de limão, sal e o alho e deixe tomar gosto por 30 minutos.
2º passo: Depois desse tempo, coloque o peixe com o tempero numa panela, cubra com água e deixe cozinhar até ficar macio. Retire do fogo, espere esfriar um pouco e bata no liquidificador. Passe por uma peneira fina.
3º passo: Na mesma panela em que cozinhou o peixe, aqueça o óleo e frite a cebola. Junte o tomate, o pimentão e os temperos verdes picados e refogue.
4º passo: Adicione o caldo coado e a farinha de mandioca e ferva por alguns minutos.
Sirva quente.

MANA MANAUS!







quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

MANAUS : A CARA DA AMAZÔNIA/COM A HISTÓRIA, O TEATRO AMAZONAS



Matérias publicadas ontem no jornal "Em Tempo", vale a pena ler:

1. A capital amazonense recebe ainda hoje a comissão da Fifa responsável pela avaliação das cidades-sede. Para isso, o EM TEMPO dá só uma ideia dos muitos prós que a cidade apresenta para levar a vaga da Amazônia. Se concorrentes diretos se dizem preparados para ocuparem o posto de cidade-sede da Copa de 2014 na Amazônia, desconhecem os prós que a capital amazonense tem para torna-la a grande favorita à vaga. Afinal, nenhum Estado mais do que o Amazonas apresenta riqueza igual de recursos naturais, investimentos ousados e planejamento de primeiro mundo para receber a competição mundial. E, ao contrário do que muitos imaginam, Manaus não está geograficamente isolada do restante do Brasil. A capital do Amazonas está situada no Norte do país, a 1932 quilômetros da capital federal, a 2.689 quilômetros de São Paulo e Rio de Janeiro - cidades que têm garantia de vaga na disputa. A localização de Manaus, em meios às riquezas naturais da Amazônia, proporciona àqueles que visitarem a cidade oportunidade única de visitar belezas como o Encontro das Águas entre os rios Negro e Solimões e Anavilhanas. Localizado a 100 km de distância de Manaus, às proximidades do município de Novo Airão, no rio Negro, um conjunto de 400 ilhas cobertas de floresta virgem formam um verdadeiro labirinto natural, um dos mais belos exemplos de paisagem natural amazônica. O Encontro das Águas, visitado por muitos turistas por ser fantástica junção das águas escuras do rio Negro com as águas barrentas do rio Solimões por mais de 18 km, proporcionam espetáculo inesquecível. Para aqueles que vangloriam o verde, a capital do Amazonas é o portão de entrada para a maior floresta tropical do planeta. A cidade tem um extraordinário estoque de recursos naturais. Fazem parte do conjunto, 20% da reserva de água doce do mundo, um banco genético de inestimável valor e grandes jazidas de minérios, gás e petróleo.

2. A Manaus de hoje fica longe de se parecer com a antiga. Mas os principais pontos turísticos ainda podem ser vistos. O gigantismo da capital da floresta, como também é conhecida, está em grande parte na história dela. Manaus surgiu na segunda metade do século 17, com a construção do Forte de São José da Barra, cuja finalidade era proteger a região contra a invasão estrangeira. Em 1832 foi denominada Vila da Barra. Em 24 de outubro de 1848 foi elevada à categoria de cidade da Barra do Rio Negro. Somente em 4 de setembro de 1856, foi denominada de Manaus, em homenagem à nação indígena dos Manaós o mais importante grupo étnico habitante da região. Aliás, este é apenas um entre as dezenas de grupos étnicos que a região possui. Com o passar dos anos, muitas nações indígenas migraram de municípios do Amazonas para o redor da capital amazonense tornando-se atrativo para quem visita Manaus em busca do exótico. A capital amazonense foi uma das primeiras cidades brasileira a contar com luz elétrica, galerias pluviais, tratamento de águas e esgotos, além de serviço de bondes elétricos. A cidade orgulha-se também de ter recebido a primeira instituição de ensino superior do Brasil, chamada hoje de Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que contribui decisivamente para a formação de cidadãos e o desenvolvimento da Amazônia.O auge da borracha no Amazonas rendeu a Manaus a construção de um dos teatros mais belos do mundo: o teatro Amazonas, construído há mais de cem anos. Hoje, o principal patrimônio cultural arquitetônico do Amazonas. A obra surpreende o mundo com o luxo, requinte e beleza arquitetônica. Esse templo de arte retomou seu apogeu com a realização do Festival Amazonas de Ópera, com 12 anos de existência, e com a apresentação de espetáculos clássicos e populares de dança, música e teatro de artistas locais, nacionais e internacionais. Aqui são realizados também festivais de Jazz e de Cinema, atraindo pessoas de todas as partes do mundo. O titular da Secretaria de Estado da Cultura (SEC), Robério Braga, ressalta durante todo o período de candidatura de Manaus como sede da Copa, a reformulação deste calendário de festivais na cidade. “A intenção é que, as pessoas que vêm prestigiar os jogos da Copa em Manaus, tenham também como opção turística, festivais para apreciar, antes e depois dos jogos”, destacou.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

TEFÉ, MUNICÍPIO DO AMAZONAS

Histórico
A ambição territorial da Espanha no Amazonas, nos tempos coloniais, encontrou no jesuíta Samuel Fritz um dos seus mais destacados defensores. No fim do século XVII, várias aldeias foram fundadas por aquele religioso, Tefé foi uma dessas aldeias. Fritz estava realmente convencido de que aquela região pertencia à Espanha. A Portugal, todavia, pouco importava essa convicção: o território era seu e como tal cumpria-lhe preservá-lo do domínio espanhol, que se implantava simultaneamente com a obra catequista dos missionários castelhanos.Em 1708, o governador do Grão-Pará, enviou uma tropa sob o comando do capitão Inácio Correia de Oliveira, para fazer evacuar ditas aldeias, das quais era responsável o padre João Batista Sana, o qual simulando obediência à ordem de retirar-se seguiu para Quito onde obteve uma força armada com que desceu o Maranhão e o Solimões, e investiu contra as aldeias, aprisionando o comandante e muitos soldados da tropa inimiga.Resolveu então o Governador do Grão-Pará enviar no ano seguinte nova expedição ao Solimões sob o comando do Sargento José Antunes da Fonseca. Coube dessa feita, a vitória às forças portuguesas. que aprisionaram entre outros o padre Sana. Em 1718, essas lutas trouxeram a devastação das aldeias, cujos remanescentes, o piedoso frei André da Costa, reuniu na Ilha dos Veados e trouxe para Tefé.Habitavam primitivamente a região, os índios: Nuruaques, Cauixanas, Jumanas, Passés, Uainumas, Catuquinas, Jamamadis, Pamanas, Júris e Jurimaguas, Tupebas ou Tapibás.Em 1759, Tefé foi elevada à vila, com a denominação de Ega. No mesmo ano cria-se o município de Tefé.Em 1817, foi criado o município de Olivença, com território desmembrado de Tefé. Em 1833, foi suprimido o município de Olivença, cujo território retornou ao de Tefé. E no mesmo ano dando cumprimento ao Código de Processo a Vila voltou a denominar-se Tefé. Nessa divisão, a comarca do Alto Amazonas, que compreendia o território do atual estado, compunha-se apenas de quatro municípios. Tefé era um deles e a sua área, abrangendo vastíssima região, era superior a 500.000Km2.
Datas Importantes:
Em 1835, eclodiu em Cametá, no Pará, sedição a se deu o nome de Cabanagem. O movimento desenvolveu-se rápida e extraordinariamente, espalhando-se por toda a Província.Em 1843, é restabelecida a denominação de Ega.Em 1848, é desmembrado o território do atual município de Coari.Em 1853, foi criada a comarca do Solimões. Em 19.03.1855 a Vila de Ega torna-se sede da comarca do Solimões.Em 15.06.1855, pela Resolução provincial nº 44 dá-se elevação a Cidade de Tefé. A denominação dada ao município e à sua sede, provém da tribo indígena das “Tapibás” de cujo vocábulo o de “Tefé” é corrutela. Depois de Manaus, foi Tefé a primeira localidade amazonense a receber Foros de Cidade.Em 1861, recebeu Tefé a visita do poeta Gonçalves Dias, incubido então pelo governo da Província de inspecionar as escolas primárias do Solimões.Em 1891, parte do seu território é desmembrado, dando origem ao município de Fonte Boa. No ano seguinte mais um município é formado, com território desmembrado do de Tefé: o de São Felipe (atual Eirunepé). Em 23.05.1910, a prefeitura Apostólica, atual Prelazia de Tefé, foi fundada pelos padres da Congregação do Espírito Santo. O primeiro prefeito apostólico foi Monsenhor Miguel Alfredo Barat.Em 1911, foi criado o município de Xibauá (atual Carauari) com território desmembrado do de Tefé.Em 1920, nos quadros de apuração do recenseamento geral, Tefé compõem-se de sete distritos: Tefé, Caiçara, Caianibó, Jauató, Santa Fé do Japurá e Uairini.Em 1933, na divisão administrativa, compõe-se apenas do distrito-sede e constitui-se de dois distritos: Tefé 1º e Tefé 2º.Em 1938, volta a compor-se de um só distrito. Nesse mesmo ano, foram criados no município de Tefé, pela Lei 167, os distritos de Caiçara e Maraã, passando então o município a ter três distritos.Em 19.12.1955, pela Lei Estadual nº 96 o município de Tefé perde o distrito de Maraã, que se transforma nos municípios de Maraã e Japurá. Perdeu também parte do distrito-sede para o município de Juruá, criado também por aquela mesma Lei.
Limites:
Município de Coari.Município de Tapauá.Município de Carauari.Município de Alvarães.Município de Maraã
Localização: 2º Sub-Região – Região do Triângulo Jutaí – Solimões - Juruá
Altitude: 47 m acima do nível do mar.
Área Territorial: 22.904 Km² Temperatura Média: 29º C Acesso: Via Fluvial
Distância-Em linha reta entre Tefé e a Capital do Estado, 516 Km.-Por via fluvial entre Tefé e a Capital do Estado, 672 Km.
Atividades Econômicas:
Setor Primário- Agricultura: tem como, produtos a destacar: abacaxi, arroz, cana-de-açúcar, feijão, juta, malva, mandioca, melancia e milho. Entre culturas permanentes: abacate, cacau, coco, laranja, limão e manga.
Pecuária: não tem muita representatividade na formação do setor. O rebanho existente destina-se principalmente ao mercado consumidor local.-
Pesca: destaca-se a atividade pesqueira colonizada gerando divisas para o município. Tefé desponta como um dos grandes entrepostos de comercialização de pesca no estado.-
Avicultura: ao lado das criações domésticas existem empreendimentos de cunho empresarial, destacando-se a criação de galinhas,vindo a seguir patos.- Extrativismo Vegetal: ocupa o lugar de maior destaque na formação econômica do setor. Destaca-se a extração de madeira, borracha, goma não elástica, castanha e óleo de copaíba.
Setor Secundário- Indústrias: serrarias, olaria, fábrica de tubos para a canalização de águas pluviais, fábrica de móveis, usina de beneficiamento de arroz, estaleiros e padarias.
Setor Terciário- Comércio: varejista e atacadista.-
Serviço: agências bancárias, hotéis e supermercado.
Eventos:Tefé Folia (02 à 04 de março)Festa da Castanha (25 à 27 de abril)Festival da Canção Estudantil (26.04 à 24.05)Festival Folclórico de Tefé (27 à 29 de junho)Festival de Verão (19 à 21 de setembro)Feira Cultural de Tefé (11 à 15 de outubro)www.portalamazonia.com

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

ENCHENTES DE 1953 E 2009


Os jornais de Manaus estampam em suas páginas, a grande preocupação com o nível do Rio Negro, está maior do que a grande enchente de 1953.

Para termos uma idéia, em 2 de fevereiro de 1953, o rio chegou à marca de 22,97 m e, ontem marcava 24,82 m.

No Porto de Manaus existe uma régua calibrada de centímetro em centímetro (foto acima), onde todas as manhãs são verificadas as cotas diárias. As cinco maiores enchentes aconteceram em: 1953 (29,69m), 1976 (29,61m), 1989 (29,42m), 1922 (29,35m) e 1908 (29,17m).

A foto antiga foi selecionada no Google Earth e postada pelo fotografo Josué Ferreira, que fez o seguinte comentário:

ESTAS FOTOS MOSTRAM PELA ORDEM ACIMA A ESQUERDA: RUA MARECHAL DEODORO; PRAÇA DA MATRIZ NO CENTRO DE MANAUS; PRÉDIO DA ALFÂNDEGA CONSTRUÍDO EM 1898; PORTO FLUTUANTE DE MANAUS (NOTE-SE QUE ESTÁ ACIMA DO NÍVEL DAS RUAS!).

Vamos torcer para que não ultrapasse a cota de 1953, no entanto, a Defesa Civil do Estado do Amazonas deve estar preparada para enfrentar uma possível catástrofe, pois a mãe natureza está dando o aviso!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

SISTEMA DE ÁGUAS E ESGOTOS DE MANAUS - PASSADO E PRESENTE


A construção da rede de esgotos de Manaus, no inicio do século passado (1906), foi colocado nas mãos dos ingleses, através da empresa “multinacional” Manáos Improvements Limited Company, concessionária dos serviços de água e saneamento básico.

O prédio, que abriga hoje o Teatro Chaminé, construído em 1910, na Rua Isabel, foi obra da engenharia inglesa e tinha como finalidade servir de estação de tratamento de esgotos da cidade.

Foram construídas galerias de esgotos nas principais vias da cidade, um sistema perfeito e funciona até hoje, apesar de todas as intervenções dos governantes.

No imaginário do povo, conta-se que nas galerias existe uma cobra grande (boiaçu) com o rabo no Rodoway e a cabeça próxima ao Largo de São Sebastião.

Estava indo tudo muito bem, mas a esperteza e a ganância dos gringos aflorou, começaram a cobrar um preço altamente salobro pelo fornecimento do liquido precioso, houve uma gritaria geral, a população resolveu não pagar e também não deixaram os funcionários da companhia entrar em suas residências para efetuarem os cortes.

A situação virou caso de policia, a Manáos Improvements pediu o apoio da Polícia Militar para entrar nos domicílios, foram destacados 50 soldados para acompanhar os cortadores de água; não cumpriram as ordens dos superiores, estavam também sofrendo no bolso. O povo revoltado depredou os escritórios da companhia inglesa. Os soldados amotinados foram fuzilados por tropas federais.

O caso teve uma grande repercussão nacional; a empresa voltou para a Inglaterra, foi encampada pelo governo estadual, porém o povo pagou o pato, teve que arcar com o pagamento de pesadas indenizações.

Passados todos esses anos, os governantes por pura incompetência, por não dizer safadeza, não seguraram a peteca; passaram a administração de água e esgotos para uma empresa multinacional francesa chamada Suez Lyonnais Dês Eaux, substituiu a Cosama, conhecido por "Colama".

O Rio Negro (o maior rio do planeta terra) fica no quintal da nossa casa, porém, a falta de água nas nossas torneiras é constante e a grande parte das águas servidas são jogadas diretamente nos igarapés do Mindu, Franceses, Quarenta, Manaus, Mestre Chico, etc.

O problema persiste: não colocaram um tubo de esgoto na cidade e cobram um absurdo pelo desserviço, a água é de péssima qualidade, a tarifa foi para as alturas.
Esta empresa já foi foi expulsa do Uruguai, Argentina e Bolivia. Não sei não, mas o povo está para quebrar tudo de novo!

AMAZÔNIA/MANAUS







OLARIA DE IRANDUBA


PONTE MANAUS/IRANDUBA EM CONSTRUÇÃO




CAPTAÇÃO DE ÁGUAS NO RIO NEGRO


sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A CÚPULA DO TEATRO AMAZONAS


Sempre tive um grande fascínio pela cúpula do Teatro Amazonas. Dizem que ela é constituída de 36 mil (não sei quem foi o maluco que contou) escamas de cerâmica, nas cores da bandeira brasileira.

Segundo o historiador amazonense Mário Ypiranga Monteiro (1909-2004) o serviço completo de cobertura do Teatro Amazonas foi contratado por duzentos contos de réis (Rs.200:000$000), incluindo-se tirantes, vigas, consolos, caibros, condutores, pára-raios, montagem da cúpula. Em moeda francesa da época, vinte mil duzentos setenta e cinco francos. A cúpula foi adquirida à Casa Koch-Frères, pela importância de trinta mil francos e é constituída de telhas vidradas da Alsácia, embricadas. Terminada a montagem a 30 de novembro de 1895, trabalho executado pelos técnicos franceses Adhémar Lelubre, chefe, e auxiliares Belonic Candeller e Adolphi Rigonsi, auxiliares. O primeiro recebeu de gratificação pela rapidez do serviço um conto de réis (Rs.1:000$000) e os demais quinhentos mil réis (Rs. 500$000). A pintura ornamental é de autoria de Lourenço Machado, que a fez por seis contos, setecentos e sessenta e seis mil e novecentos vinte réis (Rs.6:766$920). Nesse rol está incluído o arco-de-proscênio, da mesma casa vendedora e colocado pelos mesmos técnicos. Durante a recuperação operada no governo cel. João Walter de Andrade, muitas das telhas danificadas foram mandadas fazer no Brasil e lá estão confundidas com as demais

Tentarei tirar algumas fotos por dentro; falta somente obter a autorização da administração.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

MANAUS





Onde encontrar o
riso aberto e franco
o canto doce e morno
onde encontrar?

Onde encontrar
os dengues loucos
os requebros soltos
os passos miúdos
onde encontrar?

Sim! Onde?

Onde encontrar
o traço simples
o gesto meigo
o tom brejeiro
que quer brincar?

Onde encontrar a graça
o riso maroto
Onde encontrar
o esboço da felicidade
estampada no rosto
da sinceridade?

Onde encontrar o porto
que já deu látex
Onde encontrar o rosto
as duas faces
que viram o mar-morto
que viram o mar-dulce?

Onde encontrar a flora
que aflora mil risos
e abunda mil rios
de felicidade?

Onde encontrar os rios
que deságuam encantos
deste nosso país?

Onde pôr a gota,
Onde pôr a lágrima
Onde pôr o riso, sem mágoa
Neste porto LIVRE?
Manaus!
João Bosco Seabra da Silva

ÍNDIO



(Índio) Eu sou um índio
Eu sou Tupi
Eu sou caboclo
Eu sou daqui

Não tenho loção após o banho
não uso loção pra barbear
minha mulher não usa enfeite
não usa enfeite pra enfeitiçar

Eu sou um índio
Eu sou Tupi
Eu sou caboclo
Eu sou daqui

O nosso bolo não tem confeito
a nossa dança não tem confete
o nosso cheiro não é loção
o nosso cheiro é fedor de peixe
suor de mata, suor-sertão

Eu sou um índio
Eu sou Tupi
Eu sou caboclo
Eu sou daqui

(Branco) Diga adeus pra Tupã
que comigo vem meu Deus
Adeus pra Tupã, adeus

Trago civilização: a chave do seu problema
montada no meu esquema
Não tema, pois nada tem pra temer
e siga o que vou dizer:
pegue o cabo do terçado,
desmate a vegetação
não coma mais carne crua
não coma mais peixe cru
acabe o costume besta
de sempre, sempre andar nu
Só quem deve andar nua
é índia nova, no barracão do branco
que veio dou outro lado,
trouxe progresso e loção
e tudo que é injeção
pra curar qualquer mandinga
de quem vai pro pantanal:
anti-variólica, anti-tetânica, e até anti-moral

Destrói um povo, uma raça
que vai virando fumaça
e vai sumindo no ar...
(João Bosco Seabra da Silva)