quarta-feira, 31 de janeiro de 2007




BIOGRAFIA

José Rocha Martins é cearense de Uruburetáma, onde nasceu a 28 de março de 1923. É um Luthier, profissional que fabrica e conserta instrumentos de cordas. Chegou em Manaus aos 12 anos de idade, fugindo da grande seca que assolou o nordeste na década de 30 do século passado e, também para encontrar com o seu genitor, Sr. Jose Martins da Silva, soldado da borracha, que executava o seu trabalho no Rio Jamari, afluente do Rio Madeira, Amazonas, próximo ao Território de Guaporé, hoje Estado de Rondônia com Capital a Cidade de Porto Velho. Veio com a sua mãe, Dona Lídia Pires Martins e o seu único irmão José Martins. Ao chegar em Manaus teve a sua primeira grande decepção, o seu pai tinha embarcado de volta para buscar os seus familiares no Ceará; por falta de comunicação, houve o desencontro da tamilia. O patrão do seu pai o Sr. Arruda, coronel de barranco, providenciou a acomodação da familia na Fundação Dr. Thomas situada a Rua Recife n°1.511, Bairro de Adrianópolis (Antiga Vila Municipal) cuja a área era de propriedade da Cúria Metroplitana de Manaus. Quando a família se reencontrou, foram todos morar no interior, aonde o seu genitor veio a falecer. Voltaram para Manaus; a Dona Lídia reiniciou os seus trabalhos de costureira e o José Rocha foi trabalhar na residência do coronel, um casarão localizado na Rua José Clemente, atrás do Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Manaus, o seu irmão fazia biscates e era chegado a uma boemia. A sua mãe não passava muito tempo em Manaus, sempre indo e vindo do Ceará, ao contrario do José Rocha que sempre fez questão de ficar em Manaus. Iniciou os seus estudos no Colégio Dom Bosco, graças ao padre salesiano Agostinho, que sempre ajudava aos adolescentes pobres. Com a morte do seu irmão, teve que deixar de estudar para trabalhar e sustentar a sua mãe. Aos dezoito anos de idade foi trabalhar numa fábrica de castanhas, na Rua Joaquim Nabuco n°1531 (hoje Universidade do Norte - Uninorte),centro de Manaus/Am., não tinha nenhum documento. Após uma flscalizaçáo dos fiscais do trabalho, foi obrigado a tirar a certidão de nascimento e a CTPS. Foi quando mudou o seu sobrenome, pois nasceu numa sexta-feira da paixão e a sua mãe uma católica fervorosa, passou a chamá-lo de José da Paixão Martins Pires, ou simplesmente Zè da Paixão, não gostava nem um pouco desse nome, apreciava mais o apelido de Rochinha, dado pela meninada de Uruburetama, pois parecia muito com o pároco da Igreja local, o Padre Rocha, moreno, barrigudo e com os cabelos pixaim, passou chamar-se José Rocha Martins, Rochinha para os intimos. Depois foi trabalhar numa pequena fábrica de violões, situada na Rua dos Bares n° 170, nos porões do Bazar Alba, cujos sócios eram: Manoel Rodrigues Terceiro, (Português) sua Mulher (Sim Libanesa) e Manoel do Nascimento Filho (Brasileiro). O oficio foi passado pelos portugueses ao Sr. Manoel do Nascimento Filho, que repassou as técnicas de confecção de instrumentos de cordas para o Biografado. Os negócios estavam indo por águas abaixo, pois um dos sócio da Empresa era viciado em jogps de azar especialmente o Bacarat, e apesar do apoio da Maçonaria, a sua falência foi inevitável, morrendo no ano de 2.000 no Município de Santarém Estado do Pará. Com a ajuda da patroa da sua esposa e dos amigos, conseguiu um empréstimo de 3 contos de réis para montar o seu próprio negocio. Construiu um grande flutuante, situado no lgarapé de Manaus, aonde foi morar com a família e montar a sua própria oficina. Foi quando nasceu a pequena fabrica de instrumentos de cordas t Bandolim Manauense”. Com a determinação do governador Arthur Ferreira Reis (Governo nomeado pela Revolução em 1964) em acabar com a chamada Cidade Flutuante, o Biografado foi obrigado a desmontar a sua oficina/casa, vender o seu motor de centro (era adaptado para cortar madeira), com o dinheiro comprou uma área situada na Vila Paraiso, com via de acesso pela Avenida Getúlio Vargas, construiu uma pequena casa de madeira, residencial onde morou até o seu falecimento. Foi convidado a montar a sua oficina nos porões de uma casa antiga, tipo chalé, situada na esquina da Rua Huascar de Figueiredo com o Rua Igarapé de Manaus, o Sr. João Bringel , esposa e filhos, formaram a sua segunda família. Neste lugar, construiu centenas de violões, cavaquinhos, bandolins, guitarras, citaras e até violinos. Ficou muito conhecido na cidade de Manaus e até no exterior, fez violões para o figuras de destaques no Mundo da Música Brasileira como os Cantores: Gilberto Gil, Silvio Caldas, Vando e outros menos famosos. Fez parceria com os pesquisadores do INPA na área da madeira, alguns violões foram enviados para a Alemanha e Estados Unidos. Os seus instrumentos ficaram famosos pela sonoridade e escala perfeita, utilizava madeiras nobres, como a macacaúba, pinho, cedro, mampá, além das formas boleadas e dos desenhos de marchantaria que utilizava em seus violões. Pela forma artesanal de fazer os seus instrumentos e pela atenção e carinho que tinha pelos seus clientes, marcou a sua passagem por Manaus, sendo até hoje querido e admirado por todos, eis algumas dedicatórias: “Rochinha pai do violão e patrono da canção, minha bênção”, Afonso Toscano, cantor e compositor — “Rochinha é o médico parteiro da música, além de consertar estragos, ainda é o parteiro do violão”, Lucinha Cabral, cantora — O sonho de continuidade do Rochinha foi concretizado pelo luthier Rubens Gomes. já que o stado é padrasto das artes”, Marcos Comes, poeta. O José Rocha conheceu a Dona Nely, que trabalhava em casa de família e, veio a ser a sua esposa, com quem teve 04 filhos, José Rocha Martins Filho — Contador, Jose Henrique Soares Martins — Promotor de Vendas, José Martins Soares — Administrador e Graciete Soares Fernandes — Enfermeira. Hoje faz parte da prole inúmeros netos. Todos os filhos trabalharam com ele até completarem a maioridade, mas não quis que eles seguissem a profissão do pai, não por falta de vocação, mas os estudos vinham em primeiro lugar. Talvez foi um grande erro, pois ao se aposentar não deixou nenhum discípulo que levasse a frente essa belíssima profissão. Aos sessenta anos tirou pela primeira vez férias, viajou com o filho mais velho rumo a sua terra natal, embarcou num Navio tipo Catamarã da Enasa — Empresa de Navegação S/A., até Belém com os velhos amigos boémios, entre eles estavam o Vadico, o Pernambuco e o Moises. Seguiu de estradas até o Ceará, passando somente 1 dia em Uruburetâma, nunca mais voltou por falta de condições financeiras e de saúde.
Cinco anos depois sofre um derrame cerebral, parando totalmente de trabalhar, aposentando pela Previdência Social com 1 salário minimo. Depois de vários anos, a Câmara Municipal de Manaus aprova uuma aposentaria especial de 05 SM, o que lhe deu condições de viver dígnamente na sua velhice. Faleceu no dia 28 de janeiro de 2007, proximo de completar 84 anos de idade.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

RIKINHO, FILINHO DE PAPAI – BICA 2007-01-17

Autores: Wagner Cristiano, Nestor Nascimento e Roseno Lima.

Hei! Você aí me dá um dinheiro aí
Me dá um dinheiro aí
Agora vai, agora vai
Ele é Rikinho é Filhinho de Papai
Ganhou um brinquedo novo
Vai à Brasília brincar
Não vai mais dar pitaco
Vai deixar o gajo trabalhar
Manaus Cubata Africana
Ta uma zona vou pra Bagdá
Ô Vera, ô Veroca
Mais quem foi que te bateu?
Foi ele, foi ele sim,
Foi o Sabino que meteu o pau em mim
Artur Bundinha e Marcelo Tracajá
Fizeram tudo como manda o figurino
E cá na Bica agora vão entrar
E rebolar no Regional do Mariolino
Vixi! Cruz credo, credo em cruz
Qual é a bronca que te seduz
Olha que eu mato, eu mato
Quem se meter a besta
De ganhar o meu mandato
A Lourdes disse e o Armando confirmou
Esta cidade está uma zorra total
Quero cantar, quero vibrar e ser feliz.
Entrar na Bica só se for em Portugal.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

CENTRO DE MANAUS

Faço coro juntamente com o escritor Marcio Souza e o senador Jéferson Peres (PDT-AM), com relação ao sentimento de tristeza pelo abandono do Centro de Manaus, principalmente da Avenida Eduardo Ribeiro, Marques de Santa Cruz e o entorno da Igreja da Matriz. O abandono é total, encontramos um lugar entregue aos ambulantes, com barracas de venda de churrascos, peixes, verduras, quinquilharias, produtos piratas, comidas e lanches. O lugar é intransitável, com os taxistas fazendo filas no meio da rua, barracas nas calçadas, além da sujeira e mau cheiro, ocasionado pelo descarte diário dos ambulantes e catadores de lixo, que abrem as caixas e sacos colocados pelos comerciantes das imediações.

O senador Artur Neto teve a ousadia de reorganizar o centro de Manaus, quando era prefeito da nossa querida cidade, porém paga um preço político muito alto pela decisão tomada. Outros prefeitos resolveram recolocar os ambulantes nas praças e prédios públicos, não resolveu o problema, mas sim, piorou ainda mais.

Entendo que este é um preço que devemos pagar, em decorrência da falta de emprego formal, ocasionado pela explosão demográfica em Manaus; porém os administradores do município não podem deixar os espaços públicos entregues a própria sorte, devem sim, reorganizar e fiscalizar, pois existem normas para serem cumpridas.

A PMM está investindo pesado no sistema viário de Manaus, recentemente liberou 70 milhões de reais para as construtoras que estão tocando as obras de passagens de nível e viadutos, e esqueceu de recapear as ruas do centro, é uma tremenda falta de sensibilidade do Prefeito Serafim Correa. O governo do Estado está investindo pesado na recuperacao do prédio que abrigava o comando da Policia Militar e, a Prefeitura nao gastou 1 centavo na Praça da Polícia.
O Porto de Manaus está entregue a um grupo de pessoas que nao tem nenhum compromisso com a nossa cidade, fizeram a revitalizacao de alguns armazens e detonaram totalmente os prédios antigos que ficam no entorno do porto. E por aí vai...

sábado, 13 de janeiro de 2007

TURISMO EM MESA DE BAR

O Amazonsat apresentou na ultima sexta-feira o programa Estação Turismo, mostrando os bares e restaurantes de Manaus, com maior enfoque para o Bar do Armando e Açaí. Vale a pena assistir os reprises, confira os horários em que vai ao ar:(Horário de Brasília)InéditoSexta-feira 20:30h Horários alternativosSábado 16:30h Domingo 10:30hTerça 15:30hQuarta 15:30h
Sexta 5:30

Para assitir via internet:
www.amazonsat.com

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

BANDA DA BICA
FONTE: JORNAL MASKATE
Riquinhos e manhosos na Banda da BicaMarcelo Serafim, Rebecca Garcia, Arturzinho Bisneto, Josué Neto e Nelson Azedinho são as estrelas da escrachada e irreverente Banda da Bica em 2007, uma solene e sincera homenagem aos filhinhos de papais ilustres que se deram bem na política. No dia 12 de fevereiro todos já manifestaram a intenção de soltar a franga e glamour. É bem verdade que glamour se aplica apenas no caso de Rebecca Garcia, evidentemente, para a lira desvairada do delírio da famosa e ingovernável agremiação carnavalesca. A promessa dos (des) organizadores é fazer de cada um dos homenageados motivos de empolgação popular e da habitual insensatez que caracteriza as folias de Momo. Sai de baixo e da cadeira. Loucura e descaminhoO deputado federal Marcelo Serafim, o herdeiro lusitano da discreta – nem por isso menos desvairada – nau dos insensatos, manifestação carnavalesca da saga dos filhos de Camões, encarnada pela família Serafim, já avisou a todas as tribos, guetos e galeras que se a canoa não virar, olê, olé, olá, ele chega lá. Aonde, não interessa muito, o importante é partir: “... pois quem parte reparte vida, loucura e descaminho, e nunca estará sozinho, pois há sempre alguém partindo”, como dizia no terceiro gole o ex-poeta Mário Bakunin. Mulheres e o sexo poderosoRebecca, a única representante do sexo forte e poderoso que as mulheres adotaram e assumiram no terceiro milênio, vai deixar o apartamento funcional de Brasília para desembarcar na volúpia momesca do Largo de São Sebastião. Vai deixar temporariamente de lado os compêndios da legislação regimental do Congresso para conferir o desvario da Bica. E mostrar que é possível liberar o zoológico da alegria sem perder a compostura parlamentar nem ameaçar a pose que a mulherada conquistou a duras penas. A pomba de ItacoatiaraJá Arturzinho Bisneto foi comedido nos propósitos de descontração pessoal na hora e reafirmar sua presença e empolgação. Nesse momento ele evita antecipar a festa bacante que vai oferecer a sua tribo particular, livre, leve e solta em todas as folias do litoral nordestino, após confirmarem a vaga que ele andou perto de perder – ou se deixar possuir - para o policial itacoatiarense com nome de bispo, Donmarques Mendonça, legitimo descendente da família do Marques de Pombal. Cafungadas e gorósCom relação a Azedinho, Nelson Amazonas Azedo, filho do proprietário da Fundação Prodente, Nelson Azedo, deputado estadual pelo PMDB, aquele que preside uma Ong que melhora a qualidade de seu sorriso em troca de um sufrágio universal, o popular voto de cabresto odontológico, sua presença na Bica foi confirmada por um largo sorriso, com as obturações e reparos impecáveis. Afinal, a propaganda é a alma do negócio. Seu bloco entrará de branco, com mascaras que não impedem o uso do nariz e da boca, portas de entrada de gorós e cafungadas nos cangotes da extroversão.Genética da foliaO mais recatado de todos é o deputado recém eleito, Neto, o filho dileto do Mago Josué Filho, cujo pai, decano da saga dos Souza era chegado numa folia daquelas de afastar as testemunhas. Com todo respeito, é claro. Dizem que Josué pai, no caso, avô, e o Boto, o senador Gilberto Mestrinho, iam com três dias de antecedência ao Aeroporto de Ponta Pelada, lá pra bandas da Colônia Oliveira Machado aguardar a chegada da Kamélia, que não morreu, nem jamais deixou cair a peteca, costumavam voltar pra casa na semana seguinte, totalmente entregues nas mãos da Providencia Divina. Imagina a carga genética do garoto e seu potencial de folia. Nada será como antesJosué Filho, que carrega há várias décadas os compromissos inenarráveis desse espólio carnavalesco, jurou que este ano não vai mais vigiar com toda atenção as tramelas do próprio poleiro e assegurar que todas as frangas, aquelas mais recatadas e as mais enxeridas, terão, vez, voz e passe livre, como todas as cidadãs que a lei do prazer contempla e o direito à felicidade permite. A função de cuidar do mulherio está passando para o Neto. O magro vai estar “amarrado” pelo compromisso universal que une homens e mulheres. O casamento com Kátia no dois sábados antes do Carnaval lhe aparou as arestas. Com um detalhe da filosofia do hedonismo universal. Ninguém é de ninguém e se meter a besta, na quarta-feira de cinzas, nada será como antes, mano querido!

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Mais um ano chega ao fim.
É tempo de fazer um balanço de tudo o que aconteceu.
É tempo de transformarmos:
os momentos bons em novas energias, entusiasmo e principalmente esperança de todo que os nossos sonhos vão se realizar!
os momentos maus em um lembretes para não cometermos novamente os mesmos erros no ano que vem.
os momentos difíceis serem peças fundamentais de que tudo na vida passa e que esses momentos no futuro nos ajude a terem momentos felizes.
É tempo de agradecermos a Deus por todos os momentos felizes que tivemos!
Feliz Natal!
Feliz 2004!

sexta-feira, 3 de novembro de 2006








PAULO MAMULENGO


Paulo de Tarso, mais conhecido por Paulo Mamulengo, o Conde de Paricatuca, natural de Capina Grande, na Paraíba. É polivalente, bonequeiro, repentista, poeta, filósofo, líder comunitário, membro do grupo Mamulengo, ecologista, dentre outras atividades. Mora na Vila de Paricatuba, no município de Iranduba.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006


PARABÉNS CIDADE DE MANAUS PELOS SEUS 337 ANOS!

Hoje, dia 24 de outubro de 2006, é feriado municipal, se comemora o aniversário da cidade de Manaus, capital do Estado do Amazonas.

Peço a Deus que ilumine a mente dos administradores públicos, no sentido de orientarem as suas ações, visando ao bem estar social das pessoas que aqui habitam, através de planejamentos a longo prazo, planos diretores e, acima de tudo, trabalhando com sintonia e respeito com as reais aspirações do povo manauara; cuidando com mais respeito e carinho do nosso patrimônio público, do meio ambiente, da educação, da saúde, lazer, transporte e moradia do nosso povo, dando-lhes uma vida mais digna, com maiores oportunidades para obterem trabalho e renda para as suas famílias.

Peço também a Deus para clarear os pensamentos dos seus habitantes, direcionando as suas ações para o respeito com a sua cidade, tendo mais cuidado com o meio ambiente, destinando corretamente os seus resíduos sólidos e líquidos, preservando as nascentes, os igarapés, as matas ciliares, os animais, as arvores e ao ar que respiramos, o nosso patrimônio histórico, as praças e os jardins, nossos balneários e, principalmente respeito a si mesmo e aos seus semelhantes, com ações carregadas de amor e carinho para com as nossas crianças, adolescentes e aos nossos irmãos da idade feliz.

Muito obrigado Manaus, por ter tido a felicidade de nascer neste torrão, por teres me dado a oportunidade de uma infância feliz no Igarapé de Manaus, de passar a minha adolescência na Vila Paraíso, entre as Ruas Getulio Vargas e Tapajós, por ter tido uma vida adulta sadia e equilibrada, sempre trabalhando e estudando em prol do crescimento digno da nossa sociedade.

Obrigado pelos meus três filhos nascidos nesta cidade que tanto amo, de ter-lhes dado um ótimo local para morar, no Conjunto dos Jornalistas, uma educação adequada e de terem aprendido também a respeitar e a amar a nossa cidade.

Parabéns Manaus!

José Martins Soares Rocha
jmartinsrocha@hotmail.com
comex@mirainet.com.br
www.jmartinsrocha.blogspot.com

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Semana passada, tive a grata surpresa de reencontrar dois velhos amigos, foi uma grande coincidência, estava no ponto de ônibus, quanto foi avistado pelo Ariosto e depois pelo Lúcio, estavam dirigindo-se a Igreja de São Sebastião, no centro de Manaus, para acertarem uma Missa de Ação de Graças dos 50 anos de um grupo de amigos que se conheceram na década de 70, embarquei junto, apesar das décadas que nos separavam, conversávamos como se o tempo tivesse congelado; na nossa adolescência participamos de um movimento religioso chamado Juventude Franciscana – JUFRA, sob o comando do frei Fulgêncio, funcionava num prédio onde hoje é a Faculdade Objetivo, na Rua Tapajós com a Ramos Ferreira.

Para comemorar o evento, será realizada a missa no 20.10.2006 às 18h e o dia 21 haverá um encontro do grupo no Clube dos Magistrados.

Vale a pena citar o que os amigos escreveram no cartão convite do evento:

“50 ANOS – QUANDO UM MURO SEPARA, UMA PONTE UNE”.
- Eram dias quentes de noites amenas. O compasso das horas contrastava com a celeridade das águas do “banho dos padres”. Tempo de atmosfera saudável e cumplicidade febril. O lirismo povoava aquelas mentes, a inquietação juvenil clamava por um “lance”. No cinema, “Jesus Cristo Superstar” escandalizava. Na gastronomia, o incomparável “cheeseburguer chef salada” via seu prestígio abalado com a chegada do irresistível Kikão. A JUFRA agregava novos valores, as meninas, os primeiros amores. Márcio Souza, no palco do TESC, apresentava “Folias do látex”. Se o “macetão” falasse, talvez explicasse as razões da rola que turturina ou da saudável “disputa a tapa” pelo ovo na caldeirada do Guadalajara (alguém sabe o paradeiro da Sabá?). Harmonia vocal no “samba da rosa”, cabia até um pandeiro sem couro e a infindável afinação do violão. Delícia a “batida” do Cachucha! Final infeliz, abalo na fé, foi o saldo do churrasco no Tucunaré. Saudades do Gugu.Itacoatiara, uma aventura, na “granja”, tanta aventura. “Brincadeiras” à parte, no Bancrévea tocavam o Blue Birds e no Cheik Os Embaixadores. Cenário de grandes “caçadas” e memoráveis “acochos”. Inesquecível o sorvete do Pingüim: tapioca e amendoim. No Castelinho, cerveja com ou sem colarinho? O contágio era geral, graças ao repertório especial. Esta quite a despesa, paga por outra mesa. Garçom, mais uma bebida! Um brinde a inauguração da estátua do famoso benemérito Ataliba. Que performance! Aqueles meninos, cumprindo o ciclo vital, viraram homens, que viraram pais, que viraram senhores, que escolheram essa data para brindar, junto, meio século de vida. Esses senhores ainda conservam a mesma amizade, a mesma irmandade, a mesma solidariedade, o mesmo espírito de união, a mesma alegria daqueles memoráveis dias. Só há uma explicação para isso: no período mais agudo dessa intensa alegria daqueles memoráveis dias aprenderam cantando. Que quando um muro separa, uma ponte une.

quarta-feira, 30 de agosto de 2006


AFONSO TOSCANO, CANTOR, COMPOSITOR, PROFESSOR, FUNDADOR DA BANDA INDEPENDENTE DA CONFRARIA DO BAR DO ARMANDO.

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

terça-feira, 15 de agosto de 2006

ANÁLISE DO CENÁRIO ELEITORAL DE 2006
Durango Duarte, jovem empresário, publicitário e diretor-presidente da Perspectiva, está distribuindo na cidade de Manaus uma publicação sobre a realidade política local, um material com uma riqueza de informações, dados estatísticos, estimativas, etc.
Dentre as diversas contribuições do pesquisador, vale ressaltar o seguinte:
a. Quociente Eleitoral – Como Calcular:
Total de Eleitores Registrados em 2006 – Abstenções = Comparecimento
Comparecimento – Votos Brancos e Nulos = Votos Validos
Votos Validos / Números de Cadeiras = Quociente Eleitoral
Exemplo: Deputado Estadual = 53.862
Deputado Federal = 161.585
b. Estimativa dos Votos Validos para as Eleições de 2006 no Amazonas:
Municípios População Eleitores Votos Validos Relação Capital/Interior
Interior 1.587.640 785.468 525.344 40,64%
Manaus 1.644.690 995.900 767.339 59,36%
c. Eleições para Presidente:
Segundo Durango, se a eleição fosse hoje, Lula ganharia a eleição no Amazonas, tem a seu favor a prorrogação da Zona Franca de Manaus e seus 100 mil empregos e ainda o gasoduto Coari-Manaus. O candidato Geral Alckmim, do PSDB, arcará com o ônus que FHC deixou, durante oito anos, de que os tucanos eram contra a Zona Franca e defendiam os interesses do empresariado paulista. A Heloisa Helena terá bom desempenho em todas as capitais brasileiras, e possivelmente será ele o fator a conduzir a eleição presidencial para o segundo turno. Quanto ao Cristovam Buarque, teria maior vinculo sentimental, por ter se vice o senador amazonense Jefferson Peres. Os demais candidatos são bons para a gente “rir” ou chorar do nível da nossa política.
d. Eleições para Governador:
O Durango prevê uma participação de 10% dos votos do Artur Neto, Paulo De´Carli, Herbert Amazonas e dois ilustres desconhecidos, sobram 90% para Eduardo e Amazonino, para ganhar a eleição no primeiro turno, é preciso obter 50% dos votos mais um, e isso exigiria uma diferença de 10% entre ambos, agora, se Eduardo e Amazonino abrirem uma diferença entre si de 5% no primeiro turno, dificilmente aquele que sair na frente perdera a eleição no segundo turno.
e. Eleições para Senador:
Para Durango o eleitor terá que escolher um entre sete candidatos, sendo que 5 possuem algum “recall”, o primeiro é o senador Gilberto Mestrinho (PMDB), apoiado por Eduardo Braga e atual detentor da vaga que esta sendo disputada, já foi governador por três vezes e prefeito de Manaus, o formador e professor da maioria dos políticos amazonenses. Alfredo Nascimento (PL) concorre pela primeira vez a um cargo legislativo, também já foi prefeito de Manaus, ocupou alguns cargos públicos e, ate marco deste ano, foi Ministro dos Transportes no governo Lula. O candidato que represento o PFL é Pauderney Avelino, tem quatro mandatos consecutivos como deputado federal. O jornalista Plínio Valério (PV) volta a disputar uma vaga ao Senado, ex-vereador e ex-candidato à prefeitura em 2004. Outro é o atual vice-prefeito de Manaus, Mario Frota (PDT).
Por fim, há duas candidaturas que deverão atingir, no máximo 1,5% dos votos: Luiz Navarro (PCB) e Enaildes (PCO).
f. Eleições para Deputado Federal:
Prosseguido o seu trabalho, Durango, faz sua analise sobre a disputada para a Câmara Federal – Existem 81 candidatos concorrendo aos 8 cargos disponíveis para o Amazonas, divididos em nove chapas, sendo que seis chapas não terão a menor possibilidade de eleger um deputado e a grande maioria dos candidatos só concorrem para “cumprir tabela”. Com mais chances: Sabino Castelo Branco, Vanessa Grazziotin, Francisco Praciano, Marcelo Serafim, Humberto Michiles, Luiz Fernando Nicolau, Carlos Souza, Atilas Lins, Silas Câmara, Rabecca Garcia, Ari Moutinho, Lupércio Ramos e Iranildo Souza.
g. Eleições para Deputado Estadual:
Segundo Durango, a Assembléia Legislativa possui 24 deputados, dos quais 23 são candidatos a reeleição, existe provisoriamente 413 candidaturas registradas, com a media será de aproximadamente de 17 candidatos, 50 nomes disputam com chances reais uma dessas vagas e os demais, simplesmente servem de “escada” para viabilizar outras candidaturas. Chances de serem eleitos: a) Pelo Bem do Amazonas II: Marcos Rota, Belarmino Lins, Vicente Lopes, Nelso Azedo, Wanderley Dallas, Francisco Souza, Francisco Baleeiro, Risonildo Almeida e Edílson Gurgel, Chico Preto, Bosco Saraiva e Severino Cavalcante. b) Por Todo o Amazonas: Wallace Souza, Pastor Carlos Alberto, Conceição Sampaio, Miguel Carrate, Vera Edwards, Janjao, Adjunto Afonso, Wilson Lisboa e Dr. Gomes. c) Unidos Venceremos: Donmarques Mendonça, Irio Guerra, Conceição Lins e Carlos Esteves. d) Amazonas Para Todos II: Terezinha Ruiz, Paulo Nasser, Maneca, Braz Silva, Kennedy, Tabira, Isaac Tayah, Dr. Homero de Miranda Leão. e) Amazonas Melhor: uma vaga certa. f) Muda Amazonas: Luiz Castro, Artur Bisneto e Lino Chixaro. g) Com Força do Povo: Eron Bezerra, Sinesio Campos, Lucia Antony, Jose Ricardo Wendling, Elias Manuel, Rejane Pinheiro, Gilmar Nascimento, Josué Neto, Saba Reis, Evilazio Nascimento, Ricardo Nicolau e Roberto Caminha h) PV: Ângelus Figueiras, Helio Bessa e Joel Lobo. i) Os Sem-Chance: Rompendo Com o Passado, Frente Amazonas Socialistas, Salário, Trabalho e Terra e Vamos Juntos Mudar o Amazonas.



quinta-feira, 10 de agosto de 2006


ESTE IMOVEL ABANDONADO ESTA LOCALIZADO NA RUA JOSE CLEMENTE, PERTENCIA AO GOVERNO FEDERAL, FOI DOADO AO GOVERNO DO ESTADO PARA ABRIGAR O MUSEU DA MEDICINA. A SECRETARIA DE CULTURA DO ESTADO DO AMAZONAS COLOCOU APENAS UMA PLACA NO LOCAL E NADA MAIS! NA ESFERA MUNICIPAL EXISTE UM PROJETO CHAMADO MONUMENTA, QUE PREVE A RECUPERACAO DA MAIORIA DOS PREDIOS ANTIGOS DE MANAUS, FICOU SOMENTE NO PAPEL, A PROPRIO ANTIGA SEDE DO GOVERNO, O PAÇO DA LIBERDADE ESTA ABANDONADO.

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Bondes em Manaus ( Soraia Magalhães )
Desde o período provincial já se pensava nos benefícios que o bonde, meio de transporte coletivo, traria à população e ainda à urbanização da cidade, haja vista que ao facilitar a locomoção, estimularia a construção de edificações em áreas mais distantes. Uma das leis mais antigas que trata da implantação dos bondes de Manaus, data de 1882 e consiste na autorização para contratação de uma empresa para instalação de um completo sistema de viação pública por meio de “carros americanos sobre trilhos - railways sobre trilhos de sistema Bourgois para carga de passageiros.” Apesar dos esforços da administração pública voltados para a realização do empreendimento, haviam fatores que dificultavam a instalação deste benefício urbano em Manaus, aspectos topográficos e falta de interessados em custear e prover o assentamento do material, concorreram como os principais obstáculos deste período. Somente em 1896 durante o Governo de Eduardo Ribeiro, o serviço de viação por bondes foi inaugurado em Manaus. Funcionando em caráter provisório, estava sob a responsabilidade do Engenheiro Frank Hirst Heblethwaite e contava com apenas duas linhas que tinham por fim interligar a área urbana com o subúrbio, ou seja as áreas mais distantes com o perímetro central. Atendeu inicialmente aos limites compreendidos pela: “Estrada Epaminondas, entre a Praça Uruguayana e 5 de Setembro e entre esta praça e o Igarapé do Baptista/na estrada Epaminondas e o Cemitério São João no Alto do Mocó.“ Em 1900 os serviços estavam sob a responsabilidade da Manáos Railway Company, empresa inglesa que recebeu consideráveis auxílios para sua instalação na capital, entretanto seus serviços foram considerados precários. Deste período é válido ressaltar uma solicitação curiosa: a imprensa noticiava com freqüência que a população solicitava prolongamento do horário dos bondes até o fim dos espetáculos quando houvesse programações no Teatro Amazonas. Em 1909 a concessão dos transportes por bondes foi entregue à empresa The Manáos Tramways and Light, que gerenciou simultaneamente os serviços elétricos do Estado. A empresa, também de origem inglesa, destacou-se com traçar uma política com posicionamento rígido voltado para a eficiência dos serviços. Seus funcionários, todos estrangeiros, seguiam normas que favoreciam ao cumprimento de quadro de horário e freqüência no número de viagens. Trabalhavam uniformizados e atendiam com cortesia aos usuários dos bondinhos. Em janeiro de 1913, uma nota publicada no jornal O Tempo demonstrou haver, realmente, uma proposta de qualidade nos serviço desenvolvidos pela Manáos Tramways. A mensagem trazia a seguinte informação: “A Manáos Tramways. .. tem a honra de avisar ao respeitável público que nas noites da véspera e dia de São João, 23 e 24 de junho, haverá bondes para todas as linhas durante todas as noites e será aumentado o número das mesmas para a linha de Flores”. Por volta da década de 40, disputando passageiros com os bondinhos pelas vias de Manaus, passaram a circular os primeiros ônibus – confeccionados em madeira - que faziam linha para todas as áreas urbanas e suburbanas da cidade. Foi a partir desse período que a situação dos “Elétricos” começou a ficar comprometida. Em 1949 a economia de Manaus apresentava-se complemente desordenada, o fornecimento de energia era racionado, o que prejudicou instantaneamente o funcionamento dos bondes. A Manáos Tramways, pouco a pouco foi perdendo o interesse pelos serviços de viação e em 1950 apresentou um relatório no qual alegava que os bondes eram os principais responsáveis por seus prejuízos. Em 1951 o gerenciamento dos serviços elétricos e por conseguinte o transporte por bonde, passou a ser responsabilidade do Estado. O jornal A Crítica de 1951 publicou que “os serviços elétricos do Estado são presentemente, verdadeira calamidade, nem luz, nem bonde, nem força.” Apesar das inúmeras dificuldades, os bondinhos permaneceram atuantes por mais de 60 anos. Deixaram de trafegar em 1957 contra a vontade da população, deixando grande saudade naqueles que viam nas engrenagens da antiga companhia inglesa um eficiente e barato meio de locomoção, assim como uma alternativa a mais em termos de transporte coletivo. Fontes: 1. ÁLBUM do Amazonas- 1901-1902. (Governo de Silvério Nery) Ed. F. A. Fidanza. (fotos)2. ESTADO DO AMAZONAS. Mensagem: lida perante o congresso dos srs. representantes, em 1º de março de 1896, pelo Exm. Sr. Dr. Eduardo Gonçalves Ribeiro. Manáos: Imprensa Official, 1897. p.28.3. ESTADO DO AMAZONAS. Relatório: Livro de arquivo (1896-1897). [s. l.: s. n.], 1897.M4. ESQUITA, Otoni Moreira de. Manaus: história e arquitetura (1852-1910). Manaus: Editora da Universidade do Amazonas, 1997. 461p.5. JORNAIS: Acervo da Biblioteca do Estado do Amazonas6. A Crítica – 1949-1957.7. Amazonas: Órgão do Partido Republicano – 1900.8. Commércio do Amazonas – 1899-1900.9. O Tempo – 1913.