quinta-feira, 11 de setembro de 2025

MANAUS, 1956


Em homenagem a um grupo de amigos que, em sua juventude, integraram a Juventude Franciscana do Amazonas (JUFRAMA), da Paróquia de São Sebastião, realizei uma pesquisa em jornais datados de 1956 — ano de nascimento da maioria deles. A ideia é publicar doze postagens, uma a cada mês de 2016 (se Deus quiser), destacando os principais acontecimentos daquele ano marcante.

Novos Rumos para o Brasil Juscelino Kubitschek e João Goulart assumem hoje a Presidência e Vice-Presidência da República. Tomam posse em meio a apreensões e esperanças de um povo que anseia por paz e tranquilidade, livre de emboscadas sinistras. Que Deus, em quem o povo brasileiro deposita sua fé, os ilumine nesta hora decisiva, guiando-os pelo caminho da Justiça, Humanidade, Trabalho e Harmonia.

Instituto Christus do Amazonas A diretoria comunica às famílias que solicitaram reserva de matrícula, aos interessados em ingressar e aos pais dos alunos do ano anterior, que estão reabertas as matrículas para o ano letivo de 1956.

Teatro Cultural para Crianças Um grupo de abnegados realiza uma magnífica iniciativa para difundir a arte de Thalia entre a sociedade amazonense. Movimentos que promovem o desenvolvimento cultural devem ser celebrados como grandes conquistas, cujos frutos serão reconhecidos pelas gerações futuras. Os responsáveis são quatro paladinos do nosso teatro: Danilo Silva, Reginaldo Xavier, Américo Alvarez e Alfredo Fonseca.

Comercial: Dr. Avelino Pereira Especialista em exames, tratamentos e cirurgias de olhos, ouvidos, nariz e garganta. Consultório: Av. Sete de Setembro, 913 (Altos da Papelaria Velho Lino). Residência: Av. Leonardo Malcher, 742.

Polêmica sobre Máquinas Japonesas Críticas surgem quanto à aquisição de maquinário japonês para a construção da estrada Manaus-Itacoatiara. O Sr. Monteiro, da COMARSA, questiona a garantia e solidez dos equipamentos. Já o Sr. Emídio Vaz D’Oliveira, representante da indústria japonesa, rebate as críticas. O governador Plínio Coelho reafirma sua confiança na empresa e no material.

Nelson Rodrigues: A Vida Como Ela É Tragédia, drama, farsa e comédia ganham vida nas crônicas de Nelson Rodrigues: O Marido Desempregado, O Vadio, Nome de Mulher.

Novo Pavilhão Inaugurado A Colônia Eduardo Ribeiro inaugura novo pavilhão destinado ao tratamento de psicopatias femininas.

Opinião Popular sobre Plínio Coelho Apesar das dificuldades enfrentadas, o povo reconhece os esforços do governador Plínio Coelho, que, com honestidade e sinceridade, busca cumprir as promessas de campanha. (Depoimento do deputado Xenofantes Antony)

Comercial: Lóide Aéreo Viaje para diversas capitais com 25% de desconto em relação aos voos “Constellation”.

Ameaça da Inflação Especialistas alertam: a inflação poderá neutralizar os efeitos do novo salário mínimo.

Comercial: CREDI-PANAIR Viaje agora e pague depois! Plano inovador que permite realizar negócios ou levar a família de férias. Informações: Rua Guilherme Moreira, 312. Tel: 2719.

Crise Energética Duas máquinas em revisão dificultam o fornecimento de energia à cidade.

Darclei de Paula Eleita Rainha dos Estudantes Secundaristas do Amazonas.

Comércio de Guaraná Grande firma do Mato Grosso pretende adquirir 120 mil quilos de guaraná em pó do Amazonas.

Flaviano Limongi Conhecido como “Artilheiro” das rodas esportivas de Manaus, embarca hoje para o Rio de Janeiro, onde desfrutará merecidas férias.

Maués em Festa A população vibra com a posse do novo prefeito, Sr. Vinicius Conrado, em cerimônia realizada no dia 18.

Firma do Pará Vence Licitação Empresa paraense vence concorrência para construção da estrada Manaus-Itacoatiara.

Associação Médica Hoje, no edifício IAPETEC, ocorre a Assembleia Geral da Associação Médica, presidida pelo Dr. Djalma Batista.

FESTA DA MOCIDADE – Amanhã! Atrações: Raul Duval (tangos), Malena (dança), Roberto Carú (bandoneon), e o espetáculo Macumba em Luz Negra. Ingressos na Difusora.

Cartaz do Dia – Cinemas de Manaus

Cine Avenida: A Espada dos Mosqueteiros

Cine Guarany: Flamengo x Bangu, Escravo de Si Mesmo, A Carrocinha

Cine Vitória: As Três Perfeitas Casadas

Cine Ideal: A Orquídea

Cinema Odeon: Lua de Mel Agitada

Cine Politeama: O Circo da Morte

Cine Eden: Areias Ardentes, O Circo da Morte

Cine Popular: Um Homem e Dez Destinos

Instituto Montessoriano Álvaro Maia Matrículas abertas para crianças com deficiência auditiva, visual, motora e intelectual. Supervisor: André Araújo.

Artigo: Blefe ou Fiasco em Nova Olinda? Por João Malato.

Contrabando de Pau-Rosa Descoberto nos escombros do navio “Veloz”, abalroado no Rio Negro, um contrabando disfarçado como Copaíba.

Carnaval no Parque 10 Ambiente agradável, orquestra animada, bebidas refinadas e alegria contagiante.

Panificação Irregular Professor Bastos Lira denuncia à CPI irregularidades nas casas de panificação quanto à legislação vigente.

Grace Kelly e Mônaco A estrela de Hollywood pode ser a salvação do Principado de Mônaco.

Salários Congelados “Barnabé não é bode expiatório nem tem vocação para fakir!” – protesto contra o congelamento de vencimentos.

Poço de Petróleo Entupido Problemas no poço pioneiro de Nova Olinda.

Esportes

Rio Negro x Nacional: início do returno do basquete.

Ken Norris: herói da São Silvestre.

Flamengo: campeão do Torneio Internacional.

Seleção Brasileira de 1955 em destaque.





















































📸 Manaus 2025: Um Olhar Sobre o Futuro e a Memória



























Acabo de compartilhar nas redes sociais uma série de fotografias que capturam a essência de Manaus em 2025 — uma cidade que pulsa entre tradição e transformação. Cada imagem revela fragmentos da nossa história, da arquitetura que resiste ao tempo, dos rostos que moldam nossa cultura e dos espaços urbanos que se reinventam.

Mais do que registros visuais, essas fotos são convites à reflexão: sobre o que preservamos, o que esquecemos e o que sonhamos construir. Que elas inspirem o olhar atento, o afeto pela cidade e a valorização da nossa identidade amazônica.

Acompanhe, comente e compartilhe. Manaus vive em cada clique.

Fotos do acervo de José Rocha.

 

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Ideias para o Passo a Paço 2026


Por José Rocha

O meio artístico local e as mídias independentes — aquelas que não recebem favores ou verbas da Prefeitura de Manaus — têm criticado duramente a organização do Passo a Paço 2025. 

As principais reclamações giram em torno dos cachês milionários pagos a artistas nacionais, em contraste com o tratamento dado aos artistas locais, relegados a palcos secundários, escondidos e sem a devida valorização.

Consultei o chamado “Oráculo Baré”, que me trouxe algumas sugestões ousadas. Muitos artistas consideraram tais ideias “utópicas”, ou seja, inviáveis pela falta de recursos ou de vontade política. Ainda assim, publiquei essas propostas na página oficial do Prefeito David Almeida, na esperança de que, se não o próprio gestor, ao menos seus assessores as lessem, refletissem e quem sabe aplicassem parte delas.

Afinal, se quisermos mudar esse quadro já em 2026 e quebrar o atual “ciclo vicioso”, o poder público precisa adotar medidas que fortaleçam a cultura local e construam um verdadeiro legado cultural para a cidade. Eis algumas propostas:

1. Fomento da Cena Local como Eixo Central

Percentual de Orçamento Definido: Garantir que uma parte fixa do orçamento seja destinada diretamente a artistas, técnicos e produtores locais, mantendo recursos na economia criativa da cidade.

Curadoria Compartilhada: Criar um conselho curador com representantes da classe artística manauara, assegurando legitimidade, transparência e representatividade na programação.

Espaço para Novos Talentos: Destinar horários de destaque para artistas emergentes, permitindo que ganhem visibilidade diante de grandes plateias.

2. Valorização e Profissionalização

Cachês Justos e Transparentes: Estabelecer uma tabela de valores clara, que remunere com dignidade os artistas locais, conforme tempo de apresentação, número de integrantes e experiência. Divulgar publicamente os cachês de todos — nacionais e locais — para garantir confiança.

Condições Técnicas Iguais: Oferecer a mesma qualidade de som, iluminação e estrutura nos palcos destinados a artistas locais, com localização estratégica para alcançar o público.

Capacitação e Formação: Incluir no evento workshops, oficinas e palestras sobre gestão de carreira, direitos autorais e estratégias de divulgação.

3. Construção de um Legado Cultural

Divulgação Equilibrada: Dar o mesmo peso na comunicação oficial aos artistas nacionais e locais, investindo em fotos, vídeos e campanhas que apresentem os talentos de Manaus como protagonistas do festival.

Registro e Portfólio: Gravar profissionalmente os shows locais e disponibilizar esse material em plataformas digitais, criando um acervo que fortaleça a música amazonense dentro e fora do estado.

Parcerias de Longo Prazo: Transformar o Passo a Paço em ponto de partida para projetos permanentes: editais de fomento, apresentações em escolas, circuitos culturais em praças e espaços públicos, com apoio e curadoria.'

Se essas ideias forem levadas a sério, o Passo a Paço deixará de ser visto apenas como uma “micareta” pontual e se transformará em um verdadeiro festival de fomento cultural, construindo um legado para Manaus e valorizando quem realmente faz a arte acontecer.



HISTÓRIA DA RÁDIO RIO MAR

 Por José Rocha

Em 15 de Novembro de 1954 foi inaugurada às 17 horas, por seus proprietários, o comerciante Charles Hamú e os irmãos Aguinaldo e Aluysio Archer Pinto (proprietários do Jornal da Tarde), recebendo as bênçãos do padre Agostinho Caballero Martin. A Rádio Rio Mar foi a primeira estação de Onda Média (AM) do Amazonas, pois tinha a intenção de ser uma rádio moderna no cenário radiofônico do Amazonas. As outras duas já existentes – Rádio Baré e Difusora operavam em “Onda Tropical”

A emissora operava na frequência de 990 kHz, com potência de 1,0 kW.  Depois, a frequência original foi modificada para 1.440 kHz.

No início, a emissora estava instalada no 8º andar do antigo edifício IAPTEC – hoje INSS – situado na praça D. Pedro II. Em 1958, foi transferida para a Avenida Epaminondas, 555 – ano em que foi inaugurada a estação de “Onda Curta”, que operava na frequência de 9.695 kHz, faixa dos 31 metros, cujo prefixo original era ZYB-22.

Primeiros Locutores: Djalma Dutra, Wilma Pinheiro e Edson Paiva. Operador de Som: Carlos Zamith de Oliveira.
Primeiro Programa de Esportes: Foi ao ar no dia 9 de março de 1955, comandado por Luiz Verçosa e Denis Menezes, tendo este último se transferido para o Rio de Janeiro, onde atuou com destaque em algumas emissoras cariocas.


Primeiro Diretor Artístico: Foi o radialista e teatrólogo Alfredo Fernandes, que mais tarde foi substituído por Erasmo Linhares, o qual permaneceu na Rádio por mais de 40 anos; desde a inauguração da emissora até o seu falecimento.

Em 1960, seu estúdio passou para um prédio próprio que funcionava na Rua Jerônimo Ribeiro, bairro de São Raimundo, atrás do estádio da Colina.

Aquisição pela Arquidiocese de Manaus: Em 1961, o então Arcebispo Metropolitano de Manaus, Dom João de Souza Lima, sentindo a necessidade de utilização do rádio como veículo de apoio às ações pastorais em razão das dimensões territoriais da Arquidiocese e das peculiaridades geográficas da região, adquiriu a concessão e as instalações físicas da emissora, que na época o controle da sociedade pertencia ao Charles Hamú, Gilberto Mestrinho e Plínio Coelho. Adotou o slogan: “Divertindo, Informando e Educando”

Daí em diante, Dom João de Souza Lima e os padres Tiago de Souza Braz e Onias Bento da Silva assumiram a emissora. A administração da emissora foi confiada ao Pe. Tiago que durante 35 anos permaneceu à frente da instituição, sucessivamente mantido por Dom João, Dom Milton, Dom Arcângelo, Dom Clóvis e Dom Luiz – Arcebispos da Arquidiocese de Manaus ao longo dos anos.

Com o crescimento, as instalações situadas no bairro de São Raimundo tornaram-se impróprias para atender a todos os serviços que a emissora absorveu, sobretudo pelo aumento de seu quadro de pessoal, decorrente da reorganização dos departamentos de Radio jornalismo e de Esportes, além da criação de um “cast” de cantores e instrumentalistas. Diante desse quadro, Pe. Tiago, com apoio de Dom João, optou por um novo desafio: construir uma nova sede no centro da cidade.

Em 1967, com recursos do Banco da Amazônia S.A., foram iniciadas as obras do atual Edifício Rio Mar, localizado na Rua José Clemente, 500, ao lado do Teatro Amazonas, para onde finalmente, foram transferidos os estúdios e a administração da emissora.

Sua programação contemplava programas de todos os gêneros, do esporte ao religioso. Mantém ainda hoje programas como "O correspondente do Interior”, programas de avisos, que serve como único meio de comunicação entre a capital e várias localidades da região. A emissora sofreu grandes perdas, com a morte do colunista Little Box, que durante anos comandou o programa “Night and Day”, a única coluna social feita no rádio. O programa existia há mais de 30 anos. O programa “Mundo dos Clássicos” permaneceu durante o período de 1957 até abril de 2005, somando 47 anos e nunca deixou de ser apresentado por seu criador, o falecido, Eng.º. Nelson Porto.

Com o crescimento desordenado de Manaus e o consequente aparecimento de novos bairros, a direção da emissora sentiu a necessidade de ampliar seu alcance. Por isso, em 1982 conseguiu junto ao Ministério das Comunicações, autorização para aumentar a potência da estação de onda média de 1,0 para 5,0 kW, o que implicou a compra de um novo transmissor e a expansão de sua abrangência e, desde 1982 começou a operar na frequência em 1.290 kHz.

Em 1989, uma nova faixa de onda curta foi adquirida: 49 metros, frequência de 6.160 kHz e mais 10 kW de potência no som da Rio Mar. Dessa forma, a emissora ampliou sua audiência pois passou a cobrir todos os municípios do Amazonas.

A Rádio Rio Mar carrega em sua bagagem uma rica história que marcou a vida do povo amazonense, principalmente no período em que eram poucos os meios de comunicação. A emissora é considerada a Escola do Rádio, pois inúmeros profissionais de comunicação iniciaram suas atividades na Rádio Rio Mar.

A Rádio Rio Mar passou a ser sintonizada nas seguintes frequências:

AM – amplitude modulada – frequência de 1.290 kHz

OC – ondas curtas – faixa de 31 metros – frequência de 9.695 kHz

OC – ondas curtas – faixa de 49 metros – frequência de 6.160 kHz

A emissora funcionava 18h todos os dias da semana. Para a direção da empresa, o ouvinte da Rio Mar deveria encontrar na única rádio da Arquidiocese de Manaus, o elo de ligação entre a Igreja Católica e a transformação da sociedade. Um ponto de encontro entre os serviços pastorais e as comunidades, numa dimensão transformadora e ética.

Em 1997 Pe. Tiago faleceu e a Arquidiocese nomeou para a direção da emissora, o Pe. Martin James Laumann.

No dia 14 de novembro de 1998 foi criada a Fundação Rio Mar – uma entidade sem fins lucrativos com a missão de captar recursos para que a Arquidiocese de Manaus evangelizasse por meio dos instrumentos de comunicação social.

Além de tocar o trabalho junto com a Fundação, Pe. Martin buscou recursos via projetos com o intuito de fazer a Rio Mar se modernizar cada vez mais. Por suas mãos a emissora entrou na era da informática e os estúdios passaram por uma grande reforma. Foram doze anos de trabalho intenso à frente da Rádio Rio Mar.

No dia 24 de junho de 2009, na Igreja de São Sebastião, Pe. Charles Cunha da Silva foi nomeado por Dom Luiz Soares Vieira, Arcebispo Metropolitano de Manaus para assumir a direção da emissora, iniciando uma nova fase.

Em janeiro de 2010 foram criados dois novos setores na emissora: o Setor de Comunicação & Marketing e o Setor de Gestão de Pessoas, com o intuito de melhorar a gestão da emissora e organizar seus processos, visando o desenvolvimento da empresa.

Em novembro de 2016, uma nova fase surgiu e junto com ela, novos rumos! A Rádio Rio Mar foi autorizada a operar em FM pela frequência 103,5 MHz. No dia 16 de abril de 2017 entrou em caráter experimental.

Em 4 de junho de 2017 passou a veicular sua programação, onde é possível encontrar música, entretenimento, informação, esporte, orientação religiosa e atividades pastorais, sempre prezando pela valorização do ser humano, a defesa da vida e a construção da cidadania – seu diferencial no mercado.

Em 2017, por meio das mídias sociais, tem buscado interagir cada vez mais com seus ouvintes/usuários.

A emissora integra a Rede de Notícias da Amazônia (RNA), é afiliada à Rede Bandeirantes de Rádio e à Rede Católica de Rádio (RCR) e é associada à Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Associação Amazonense de Emissoras de Rádio e Televisão (Amert) e ao Sindicato das Empresas de Radiodifusão do Estado do Amazonas (Sinderpam).

O tempo não para e a Rio Mar também não. Mudanças estão ocorrendo. Melhorar a qualidade das informações e dos serviços prestados é apenas um dos nossos objetivos. Queremos muito mais!

A Rio Mar quer estar onde o povo está. Por isso estamos visitando as comunidades, dando-lhes espaço, vez e voz para que possam falar de suas dores, clamores e esperanças.

Justiça, bem comum e sustentabilidade fazem parte da nossa pauta de cada dia. Por isso, mobilizamos as comunidades para o bem e socializamos a informação porque acreditamos na força do povo e lutamos por uma vida digna para todos.

A empresa preza pela excelência em sua prestação de serviços e sua equipe trabalha tendo como base o comprometimento e o profissionalismo, procurando manter sua credibilidade diante de seus ouvintes e clientes.

Em 2019, sob a presidência e as bênçãos de Dom Sergio Eduardo Castriani e a Superintendência de Pe. Charles Cunha da Silva, continuam a sua missão de divertir, informar e educar. E mais do que nunca, com o seu jeito de comunicar, reafirmando o seu compromisso com a vida.

Em 2021, após uma pandemia mundial, ano desafiador para todo os segmentos, e não foi diferente para a emissora. Com as bênçãos de Dom Leonardo Steiner e a Superintendência de Pe. Charles Cunha buscamos fortalecer nosso propósito de valorizar a vida.

No aniversário de 4 anos de FM, a Rio Mar cria uma nova tagline “A rádio que toca a vida da gente”, para nortear as atividades da emissora, e também foi

Em novembro, no dia 15, a emissora completou 67 anos, e presenteou aos ouvintes o seu novo jingle, que fortifica o seu propósito, para ser a companhia do povo amazonense, sempre com metas que nos aproximam ainda mais da sociedade, e rogando a Deus para atingi-las, em nossa missão de ser a Rádio que toca a vida da gente!

Sintonize a Rádio Rio Mar FM 103,5 MHz 24 horas por dia, todos os dias da semana. Diretoria atual:

Diretor Presidente:                       Dom Leonardo Steiner

Superintendente:                         Padre Charles Cunha

Diretor de Programação:               Anderson Santos
Diretora de Jornalismo:                 Gecilene Sales

Diretor Administrativo e Contador: Alberto da Silva

 

 O livro ‘Lembranças do futebol e da rádio amazonense’, do Nicolau Libório, ele lembra o pessoal do esporte da melhor fase da Rádio Rio Mar:

“Luiz Eduardo Lustosa de Oliveira, Mário Emiliano, José Augusto Roque da Cunha, Belmiro Vianez, Orlando Rebelo, Ruy Mário, Geraldo Viana, Jander Santos, Lauro Henrique Pinheiro, Ernesto Guerra, Francisco Puga, Flávio Seabra, Messias Sampaio, Ary Neto, Carlos Alberto Silva, José Rayol e José Menezes.”

Sobre o Ary Neto, escreveu o seguinte:

“Aristóphano Antony Neto, neto do presidente do Atlético Rio Negro, surgiu no rádio na metade dos anos 1960, nos bons tempos do futebol amazonense. Começou como repórter de campo, mas com o passar do tempo tomou gosto pela narração. Passou pela Rio Mar, Baré e Difusora, as principais emissoras de rádio da época em que o futebol amazonense entusiasmava os torcedores.”











domingo, 24 de agosto de 2025

'CARTA DOIDA' PARA A NASA

Por José Rocha

Desafio de Reciclagem Lunar da NASA

Sugestões para Gestão de Dejetos Humanos no Espaço

Prezados Senhores,

Meu nome é José Martins Soares e moro no coração da Amazônia brasileira, na cidade de Manaus, Estado do Amazonas. Escrevo-lhes com profunda preocupação pelo nosso planeta e pela sobrevivência da espécie humana. Apesar de ser um problema global, estamos gradativamente destruindo nosso modo de vida.

Uma das leis da física afirma que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo. Este é um fato inegável. A população mundial está vivendo mais e a procura por alimentos e moradia é constante. Como consequência, estamos ocupando grandes áreas para a produção de alimentos e construção de moradias, o que implica na destruição do meio ambiente. Os sinais da natureza estão cada vez mais evidentes, com secas severas nos rios da Amazônia, enchentes devastadoras e temperaturas anormalmente altas.

Em minha opinião, a humanidade já habitou o planeta em grande escala, alcançando um estágio elevado de conhecimento e também de destruição. Talvez tenhamos habitado um lugar distante no espaço sideral e, após milênios, voltamos à Terra. Atualmente, estamos repetindo o ciclo, destruindo nosso planeta e obtendo conhecimento para voltar a habitar a Lua ou Marte. Este processo é cíclico. Precisaremos reaprender a viver no espaço para um dia retornarmos à Terra.

Entre os diversos desafios que teremos de enfrentar para viver em uma nova moradia no espaço, um deles é crucial: o gerenciamento dos dejetos humanos. Este é um desafio fundamental para missões de longa duração e habitações espaciais. A Estação Espacial Internacional (ISS) é uma base colaborativa para estudos científicos. Não tenho certeza, mas presumo que os senhores realizam todos os experimentos possíveis para encontrar uma solução para o gerenciamento dos dejetos humanos no espaço.

Aqui na Terra, os dejetos são um problema global. O lixo infiltra nos lençóis freáticos e os esgotos são despejados em córregos e igarapés, poluindo o meio ambiente, especialmente nos países mais pobres que sofrem pela falta de recursos. Se ainda não encontramos uma solução adequada e duradoura para a poluição global, imagine no espaço sideral, onde um dia voltaremos a morar enquanto a Terra se recupera ao longo dos milênios.

Embora muito tenha sido feito para amenizar o problema, a escala global de crescimento populacional, queimadas na Amazônia, derretimento de geleiras devido ao aumento das temperaturas, destruição do meio ambiente, erupções vulcânicas, tsunamis, ciclones, chuvas devastadoras, secas severas, poluição da atmosfera e inúmeros outros problemas causados pelo ser humano fazem com que seja imperativo começarmos a nos preocupar com uma nova moradia no espaço e preparar o 'terreno' para habitá-lo.

Antes de tudo, gostaria de esclarecer o seguinte: não sou pesquisador nem cientista, e não trabalho em nenhuma instituição ou laboratório, seja ele particular ou governamental. Sou um senhor de 68 anos, aposentado, formado em Administração de Empresas com especialização em Comércio Exterior pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Minha intenção é apenas contribuir e, quem sabe, participar das premiações caso o meu trabalho seja um dos vencedores do certame.

Fiz as adaptações possíveis dentro do formulário elaborado pela NASA. Todos os dados técnicos e sugestões aqui enumeradas vieram, em pequena parte, dos meus conhecimentos, mas contei praticamente cem por cento com a ajuda da Inteligência Artificial (IA). Esses estudos estão nos bancos de dados dos mega computadores instalados em algum lugar do nosso planeta.

Não tenho a pretensão de reinventar a roda, apenas fiz adaptações para colaborar de alguma forma no gerenciamento dos resíduos humanos no espaço. Minha equipe é formada apenas por mim, meu computador, a internet a cabo e a Inteligência Artificial (IA). Não domino a língua inglesa e falo apenas o português brasileiro. Portanto, utilizei a tradução da IA para converter o texto do português para o inglês dos Estados Unidos. Espero que a tradução esteja compreensível.

E assim, cobrimos todos os ângulos possíveis para transformar resíduos em recursos de valor tanto no espaço quanto na Terra.



quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Casa da Legião Brasileira de Assistência-Manaus

 

                                                                                                  LBA — acervo do Jornal A Crítica, 1984

Por José Rocha

Localizada na Avenida Joaquim Nabuco, nº 1193, esquina com a Rua 24 de Maio, no coração de Manaus, encontra-se a antiga residência do Desembargador Estevão de Sá Cavalcanti de Albuquerque, erguida no final do século XIX, durante o governo de Eduardo Ribeiro. Por muitos anos, o imóvel abrigou a Legião Brasileira de Assistência (LBA); depois, tornou-se sede do Tribunal de Contas da União (TCU) em Manaus e, atualmente, funciona como sede da Secretaria de Estado de Energia, Mineração e Gás.

Esse casarão faz parte das minhas lembranças de infância e adolescência, vividas junto aos amigos da Rua do Igarapé de Manaus.

                           Desembargador Estevão de Sá Cavalcanti de Albuquerque — acervo de Dudu Monteiro de Paula

Segundo relatos de Eduardo José Cavalcanti Monteiro de Paula, o radialista e jornalista Dudu Monteiro de Paula, seu bisavô, o Desembargador Estevão de Sá Cavalcanti de Albuquerque — pernambucano — foi um dos primeiros moradores daquele casarão. Seu avô, o engenheiro Estevão de Sá Cavalcanti de Albuquerque Filho, também viveu ali. Trabalhou na ferrovia Madeira-Mamoré, onde acabou desaparecendo. Já seu pai, o empresário Edgar Monteiro de Paula, conheceu a futura esposa, Helena Cavalcanti Monteiro de Paula, justamente nessa casa. Dudu conta que a primeira vez em que o pai viu Helena, ela estava ao lado do genitor tocando violino, enquanto uma das irmãs saboreava uma manga-rosa.

Originalmente, o casarão funcionava como casa de campo da família, cercado por jardins laterais e com um pomar nos fundos. Eram famosos os pés de manga-rosa — de casca avermelhada e polpa amarelo-ouro, suculenta e doce — e também os abricós, de casca marrom-clara e polpa alaranjada.

Em 1943, o governador do Estado do Amazonas, o interventor Álvaro Botelho Maia, comprou o imóvel e o transformou em sede da LBA-Manaus. A instituição, criada nacionalmente pela primeira-dama Darcy Vargas, em 1942, tinha como missão acolher as famílias de soldados brasileiros envolvidos na Segunda Guerra Mundial. Em Manaus, sob a presidência de Helena Cidade de Araújo (1942–1945), a LBA desenvolveu programas voltados à assistência social, maternidade, infância, geração de trabalho, saúde básica, cursos profissionalizantes e atendimento a idosos e pessoas com deficiência.

Entre as iniciativas mais marcantes, destacou-se o “Natal dos Pobres”, com distribuição de alimentos, brinquedos, material escolar, fardamentos e medicamentos a comunidades ribeirinhas.

Em 1987, a LBA transferiu-se para um novo prédio na Avenida Darcy Vargas, inaugurado por Marly Sarney e dirigido pela superintendente Mariza Cândida Freitas de Fonseca. A instituição foi extinta em 1º de janeiro de 1995, sendo substituída pelo Sistema Único de Assistência Social (SUAS), vinculado ao Ministério da Cidadania.

Memórias de antigos servidores relatam um episódio trágico ocorrido em 1967: o assassinato de Dona Marica, zeladora que vivia no porão do casarão. Dois suspeitos foram apontados, inclusive um neto da vítima. Além desse crime, circularam histórias de assombrações — vigias afirmavam ver vultos nos corredores e até sentir empurrões misteriosos.

                                                                                                                                                    Acervo José Rocha, 2025

Após anos de portas fechadas, o imóvel escapou da especulação imobiliária graças ao tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Por décadas, abrigou a sede do TCU-Manaus, responsável pela fiscalização contábil, financeira e patrimonial de entidades públicas federais. Desde 2023, passou a sediar a Secretaria de Estado de Energia, Mineração e Gás, encarregada de elaborar, coordenar e implementar políticas públicas para os setores de energia, energias renováveis e geodiversidade no Amazonas.

Nas décadas passadas, minha avó buscava ali atendimento médico e medicamentos fornecidos pela LBA, já na condição de idosa. Guardo na memória a figura do senhor Tabosa, zelador que morava com a família nos fundos do casarão. Seu filho Salvador foi meu colega no Colégio Barão do Rio Branco, e sempre separava mangas-rosa para a molecada colher.

Segundo meu amigo de infância Marcos Holanda — morador da antiga Casa do Dural e da Finada Dondon —, o senhor Tabosa e sua família se mudaram para a Vila Flacy,  próxima à fábrica de tubos do senhor Gadelha.

Recentemente, estive no local para registrar uma fotografia e, para minha surpresa, vi alguns funcionários colhendo mangas-rosas diretamente do velho pomar. Mesmo centenários, aqueles pés continuam a produzir frutos belíssimos.

São muitas as histórias que atravessam o tempo. Este casarão segue protegido por lei federal e preserva não apenas a arquitetura, mas também a memória afetiva de gerações em Manaus.

Fotos:

·        Desembargador Estevão de Sá Cavalcanti de Albuquerque — acervo de Dudu Monteiro de Paula

·        LBA — acervo do Jornal A Crítica, 1984

·        Em cores — acervo José Rocha, 2025