quarta-feira, 10 de setembro de 2025

HISTÓRIA DA RÁDIO RIO MAR

 Por José Rocha

Em 15 de Novembro de 1954 foi inaugurada às 17 horas, por seus proprietários, o comerciante Charles Hamú e os irmãos Aguinaldo e Aluysio Archer Pinto (proprietários do Jornal da Tarde), recebendo as bênçãos do padre Agostinho Caballero Martin. A Rádio Rio Mar foi a primeira estação de Onda Média (AM) do Amazonas, pois tinha a intenção de ser uma rádio moderna no cenário radiofônico do Amazonas. As outras duas já existentes – Rádio Baré e Difusora operavam em “Onda Tropical”

A emissora operava na frequência de 990 kHz, com potência de 1,0 kW.  Depois, a frequência original foi modificada para 1.440 kHz.

No início, a emissora estava instalada no 8º andar do antigo edifício IAPTEC – hoje INSS – situado na praça D. Pedro II. Em 1958, foi transferida para a Avenida Epaminondas, 555 – ano em que foi inaugurada a estação de “Onda Curta”, que operava na frequência de 9.695 kHz, faixa dos 31 metros, cujo prefixo original era ZYB-22.

Primeiros Locutores: Djalma Dutra, Wilma Pinheiro e Edson Paiva. Operador de Som: Carlos Zamith de Oliveira.
Primeiro Programa de Esportes: Foi ao ar no dia 9 de março de 1955, comandado por Luiz Verçosa e Denis Menezes, tendo este último se transferido para o Rio de Janeiro, onde atuou com destaque em algumas emissoras cariocas.


Primeiro Diretor Artístico: Foi o radialista e teatrólogo Alfredo Fernandes, que mais tarde foi substituído por Erasmo Linhares, o qual permaneceu na Rádio por mais de 40 anos; desde a inauguração da emissora até o seu falecimento.

Em 1960, seu estúdio passou para um prédio próprio que funcionava na Rua Jerônimo Ribeiro, bairro de São Raimundo, atrás do estádio da Colina.

Aquisição pela Arquidiocese de Manaus: Em 1961, o então Arcebispo Metropolitano de Manaus, Dom João de Souza Lima, sentindo a necessidade de utilização do rádio como veículo de apoio às ações pastorais em razão das dimensões territoriais da Arquidiocese e das peculiaridades geográficas da região, adquiriu a concessão e as instalações físicas da emissora, que na época o controle da sociedade pertencia ao Charles Hamú, Gilberto Mestrinho e Plínio Coelho. Adotou o slogan: “Divertindo, Informando e Educando”

Daí em diante, Dom João de Souza Lima e os padres Tiago de Souza Braz e Onias Bento da Silva assumiram a emissora. A administração da emissora foi confiada ao Pe. Tiago que durante 35 anos permaneceu à frente da instituição, sucessivamente mantido por Dom João, Dom Milton, Dom Arcângelo, Dom Clóvis e Dom Luiz – Arcebispos da Arquidiocese de Manaus ao longo dos anos.

Com o crescimento, as instalações situadas no bairro de São Raimundo tornaram-se impróprias para atender a todos os serviços que a emissora absorveu, sobretudo pelo aumento de seu quadro de pessoal, decorrente da reorganização dos departamentos de Radio jornalismo e de Esportes, além da criação de um “cast” de cantores e instrumentalistas. Diante desse quadro, Pe. Tiago, com apoio de Dom João, optou por um novo desafio: construir uma nova sede no centro da cidade.

Em 1967, com recursos do Banco da Amazônia S.A., foram iniciadas as obras do atual Edifício Rio Mar, localizado na Rua José Clemente, 500, ao lado do Teatro Amazonas, para onde finalmente, foram transferidos os estúdios e a administração da emissora.

Sua programação contemplava programas de todos os gêneros, do esporte ao religioso. Mantém ainda hoje programas como "O correspondente do Interior”, programas de avisos, que serve como único meio de comunicação entre a capital e várias localidades da região. A emissora sofreu grandes perdas, com a morte do colunista Little Box, que durante anos comandou o programa “Night and Day”, a única coluna social feita no rádio. O programa existia há mais de 30 anos. O programa “Mundo dos Clássicos” permaneceu durante o período de 1957 até abril de 2005, somando 47 anos e nunca deixou de ser apresentado por seu criador, o falecido, Eng.º. Nelson Porto.

Com o crescimento desordenado de Manaus e o consequente aparecimento de novos bairros, a direção da emissora sentiu a necessidade de ampliar seu alcance. Por isso, em 1982 conseguiu junto ao Ministério das Comunicações, autorização para aumentar a potência da estação de onda média de 1,0 para 5,0 kW, o que implicou a compra de um novo transmissor e a expansão de sua abrangência e, desde 1982 começou a operar na frequência em 1.290 kHz.

Em 1989, uma nova faixa de onda curta foi adquirida: 49 metros, frequência de 6.160 kHz e mais 10 kW de potência no som da Rio Mar. Dessa forma, a emissora ampliou sua audiência pois passou a cobrir todos os municípios do Amazonas.

A Rádio Rio Mar carrega em sua bagagem uma rica história que marcou a vida do povo amazonense, principalmente no período em que eram poucos os meios de comunicação. A emissora é considerada a Escola do Rádio, pois inúmeros profissionais de comunicação iniciaram suas atividades na Rádio Rio Mar.

A Rádio Rio Mar passou a ser sintonizada nas seguintes frequências:

AM – amplitude modulada – frequência de 1.290 kHz

OC – ondas curtas – faixa de 31 metros – frequência de 9.695 kHz

OC – ondas curtas – faixa de 49 metros – frequência de 6.160 kHz

A emissora funcionava 18h todos os dias da semana. Para a direção da empresa, o ouvinte da Rio Mar deveria encontrar na única rádio da Arquidiocese de Manaus, o elo de ligação entre a Igreja Católica e a transformação da sociedade. Um ponto de encontro entre os serviços pastorais e as comunidades, numa dimensão transformadora e ética.

Em 1997 Pe. Tiago faleceu e a Arquidiocese nomeou para a direção da emissora, o Pe. Martin James Laumann.

No dia 14 de novembro de 1998 foi criada a Fundação Rio Mar – uma entidade sem fins lucrativos com a missão de captar recursos para que a Arquidiocese de Manaus evangelizasse por meio dos instrumentos de comunicação social.

Além de tocar o trabalho junto com a Fundação, Pe. Martin buscou recursos via projetos com o intuito de fazer a Rio Mar se modernizar cada vez mais. Por suas mãos a emissora entrou na era da informática e os estúdios passaram por uma grande reforma. Foram doze anos de trabalho intenso à frente da Rádio Rio Mar.

No dia 24 de junho de 2009, na Igreja de São Sebastião, Pe. Charles Cunha da Silva foi nomeado por Dom Luiz Soares Vieira, Arcebispo Metropolitano de Manaus para assumir a direção da emissora, iniciando uma nova fase.

Em janeiro de 2010 foram criados dois novos setores na emissora: o Setor de Comunicação & Marketing e o Setor de Gestão de Pessoas, com o intuito de melhorar a gestão da emissora e organizar seus processos, visando o desenvolvimento da empresa.

Em novembro de 2016, uma nova fase surgiu e junto com ela, novos rumos! A Rádio Rio Mar foi autorizada a operar em FM pela frequência 103,5 MHz. No dia 16 de abril de 2017 entrou em caráter experimental.

Em 4 de junho de 2017 passou a veicular sua programação, onde é possível encontrar música, entretenimento, informação, esporte, orientação religiosa e atividades pastorais, sempre prezando pela valorização do ser humano, a defesa da vida e a construção da cidadania – seu diferencial no mercado.

Em 2017, por meio das mídias sociais, tem buscado interagir cada vez mais com seus ouvintes/usuários.

A emissora integra a Rede de Notícias da Amazônia (RNA), é afiliada à Rede Bandeirantes de Rádio e à Rede Católica de Rádio (RCR) e é associada à Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Associação Amazonense de Emissoras de Rádio e Televisão (Amert) e ao Sindicato das Empresas de Radiodifusão do Estado do Amazonas (Sinderpam).

O tempo não para e a Rio Mar também não. Mudanças estão ocorrendo. Melhorar a qualidade das informações e dos serviços prestados é apenas um dos nossos objetivos. Queremos muito mais!

A Rio Mar quer estar onde o povo está. Por isso estamos visitando as comunidades, dando-lhes espaço, vez e voz para que possam falar de suas dores, clamores e esperanças.

Justiça, bem comum e sustentabilidade fazem parte da nossa pauta de cada dia. Por isso, mobilizamos as comunidades para o bem e socializamos a informação porque acreditamos na força do povo e lutamos por uma vida digna para todos.

A empresa preza pela excelência em sua prestação de serviços e sua equipe trabalha tendo como base o comprometimento e o profissionalismo, procurando manter sua credibilidade diante de seus ouvintes e clientes.

Em 2019, sob a presidência e as bênçãos de Dom Sergio Eduardo Castriani e a Superintendência de Pe. Charles Cunha da Silva, continuam a sua missão de divertir, informar e educar. E mais do que nunca, com o seu jeito de comunicar, reafirmando o seu compromisso com a vida.

Em 2021, após uma pandemia mundial, ano desafiador para todo os segmentos, e não foi diferente para a emissora. Com as bênçãos de Dom Leonardo Steiner e a Superintendência de Pe. Charles Cunha buscamos fortalecer nosso propósito de valorizar a vida.

No aniversário de 4 anos de FM, a Rio Mar cria uma nova tagline “A rádio que toca a vida da gente”, para nortear as atividades da emissora, e também foi

Em novembro, no dia 15, a emissora completou 67 anos, e presenteou aos ouvintes o seu novo jingle, que fortifica o seu propósito, para ser a companhia do povo amazonense, sempre com metas que nos aproximam ainda mais da sociedade, e rogando a Deus para atingi-las, em nossa missão de ser a Rádio que toca a vida da gente!

Sintonize a Rádio Rio Mar FM 103,5 MHz 24 horas por dia, todos os dias da semana. Diretoria atual:

Diretor Presidente:                       Dom Leonardo Steiner

Superintendente:                         Padre Charles Cunha

Diretor de Programação:               Anderson Santos
Diretora de Jornalismo:                 Gecilene Sales

Diretor Administrativo e Contador: Alberto da Silva

 

 O livro ‘Lembranças do futebol e da rádio amazonense’, do Nicolau Libório, ele lembra o pessoal do esporte da melhor fase da Rádio Rio Mar:

“Luiz Eduardo Lustosa de Oliveira, Mário Emiliano, José Augusto Roque da Cunha, Belmiro Vianez, Orlando Rebelo, Ruy Mário, Geraldo Viana, Jander Santos, Lauro Henrique Pinheiro, Ernesto Guerra, Francisco Puga, Flávio Seabra, Messias Sampaio, Ary Neto, Carlos Alberto Silva, José Rayol e José Menezes.”

Sobre o Ary Neto, escreveu o seguinte:

“Aristóphano Antony Neto, neto do presidente do Atlético Rio Negro, surgiu no rádio na metade dos anos 1960, nos bons tempos do futebol amazonense. Começou como repórter de campo, mas com o passar do tempo tomou gosto pela narração. Passou pela Rio Mar, Baré e Difusora, as principais emissoras de rádio da época em que o futebol amazonense entusiasmava os torcedores.”











domingo, 24 de agosto de 2025

'CARTA DOIDA' PARA A NASA

Por José Rocha

Desafio de Reciclagem Lunar da NASA

Sugestões para Gestão de Dejetos Humanos no Espaço

Prezados Senhores,

Meu nome é José Martins Soares e moro no coração da Amazônia brasileira, na cidade de Manaus, Estado do Amazonas. Escrevo-lhes com profunda preocupação pelo nosso planeta e pela sobrevivência da espécie humana. Apesar de ser um problema global, estamos gradativamente destruindo nosso modo de vida.

Uma das leis da física afirma que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo. Este é um fato inegável. A população mundial está vivendo mais e a procura por alimentos e moradia é constante. Como consequência, estamos ocupando grandes áreas para a produção de alimentos e construção de moradias, o que implica na destruição do meio ambiente. Os sinais da natureza estão cada vez mais evidentes, com secas severas nos rios da Amazônia, enchentes devastadoras e temperaturas anormalmente altas.

Em minha opinião, a humanidade já habitou o planeta em grande escala, alcançando um estágio elevado de conhecimento e também de destruição. Talvez tenhamos habitado um lugar distante no espaço sideral e, após milênios, voltamos à Terra. Atualmente, estamos repetindo o ciclo, destruindo nosso planeta e obtendo conhecimento para voltar a habitar a Lua ou Marte. Este processo é cíclico. Precisaremos reaprender a viver no espaço para um dia retornarmos à Terra.

Entre os diversos desafios que teremos de enfrentar para viver em uma nova moradia no espaço, um deles é crucial: o gerenciamento dos dejetos humanos. Este é um desafio fundamental para missões de longa duração e habitações espaciais. A Estação Espacial Internacional (ISS) é uma base colaborativa para estudos científicos. Não tenho certeza, mas presumo que os senhores realizam todos os experimentos possíveis para encontrar uma solução para o gerenciamento dos dejetos humanos no espaço.

Aqui na Terra, os dejetos são um problema global. O lixo infiltra nos lençóis freáticos e os esgotos são despejados em córregos e igarapés, poluindo o meio ambiente, especialmente nos países mais pobres que sofrem pela falta de recursos. Se ainda não encontramos uma solução adequada e duradoura para a poluição global, imagine no espaço sideral, onde um dia voltaremos a morar enquanto a Terra se recupera ao longo dos milênios.

Embora muito tenha sido feito para amenizar o problema, a escala global de crescimento populacional, queimadas na Amazônia, derretimento de geleiras devido ao aumento das temperaturas, destruição do meio ambiente, erupções vulcânicas, tsunamis, ciclones, chuvas devastadoras, secas severas, poluição da atmosfera e inúmeros outros problemas causados pelo ser humano fazem com que seja imperativo começarmos a nos preocupar com uma nova moradia no espaço e preparar o 'terreno' para habitá-lo.

Antes de tudo, gostaria de esclarecer o seguinte: não sou pesquisador nem cientista, e não trabalho em nenhuma instituição ou laboratório, seja ele particular ou governamental. Sou um senhor de 68 anos, aposentado, formado em Administração de Empresas com especialização em Comércio Exterior pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Minha intenção é apenas contribuir e, quem sabe, participar das premiações caso o meu trabalho seja um dos vencedores do certame.

Fiz as adaptações possíveis dentro do formulário elaborado pela NASA. Todos os dados técnicos e sugestões aqui enumeradas vieram, em pequena parte, dos meus conhecimentos, mas contei praticamente cem por cento com a ajuda da Inteligência Artificial (IA). Esses estudos estão nos bancos de dados dos mega computadores instalados em algum lugar do nosso planeta.

Não tenho a pretensão de reinventar a roda, apenas fiz adaptações para colaborar de alguma forma no gerenciamento dos resíduos humanos no espaço. Minha equipe é formada apenas por mim, meu computador, a internet a cabo e a Inteligência Artificial (IA). Não domino a língua inglesa e falo apenas o português brasileiro. Portanto, utilizei a tradução da IA para converter o texto do português para o inglês dos Estados Unidos. Espero que a tradução esteja compreensível.

E assim, cobrimos todos os ângulos possíveis para transformar resíduos em recursos de valor tanto no espaço quanto na Terra.



quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Casa da Legião Brasileira de Assistência-Manaus

 

                                                                                                  LBA — acervo do Jornal A Crítica, 1984

Por José Rocha

Localizada na Avenida Joaquim Nabuco, nº 1193, esquina com a Rua 24 de Maio, no coração de Manaus, encontra-se a antiga residência do Desembargador Estevão de Sá Cavalcanti de Albuquerque, erguida no final do século XIX, durante o governo de Eduardo Ribeiro. Por muitos anos, o imóvel abrigou a Legião Brasileira de Assistência (LBA); depois, tornou-se sede do Tribunal de Contas da União (TCU) em Manaus e, atualmente, funciona como sede da Secretaria de Estado de Energia, Mineração e Gás.

Esse casarão faz parte das minhas lembranças de infância e adolescência, vividas junto aos amigos da Rua do Igarapé de Manaus.

                           Desembargador Estevão de Sá Cavalcanti de Albuquerque — acervo de Dudu Monteiro de Paula

Segundo relatos de Eduardo José Cavalcanti Monteiro de Paula, o radialista e jornalista Dudu Monteiro de Paula, seu bisavô, o Desembargador Estevão de Sá Cavalcanti de Albuquerque — pernambucano — foi um dos primeiros moradores daquele casarão. Seu avô, o engenheiro Estevão de Sá Cavalcanti de Albuquerque Filho, também viveu ali. Trabalhou na ferrovia Madeira-Mamoré, onde acabou desaparecendo. Já seu pai, o empresário Edgar Monteiro de Paula, conheceu a futura esposa, Helena Cavalcanti Monteiro de Paula, justamente nessa casa. Dudu conta que a primeira vez em que o pai viu Helena, ela estava ao lado do genitor tocando violino, enquanto uma das irmãs saboreava uma manga-rosa.

Originalmente, o casarão funcionava como casa de campo da família, cercado por jardins laterais e com um pomar nos fundos. Eram famosos os pés de manga-rosa — de casca avermelhada e polpa amarelo-ouro, suculenta e doce — e também os abricós, de casca marrom-clara e polpa alaranjada.

Em 1943, o governador do Estado do Amazonas, o interventor Álvaro Botelho Maia, comprou o imóvel e o transformou em sede da LBA-Manaus. A instituição, criada nacionalmente pela primeira-dama Darcy Vargas, em 1942, tinha como missão acolher as famílias de soldados brasileiros envolvidos na Segunda Guerra Mundial. Em Manaus, sob a presidência de Helena Cidade de Araújo (1942–1945), a LBA desenvolveu programas voltados à assistência social, maternidade, infância, geração de trabalho, saúde básica, cursos profissionalizantes e atendimento a idosos e pessoas com deficiência.

Entre as iniciativas mais marcantes, destacou-se o “Natal dos Pobres”, com distribuição de alimentos, brinquedos, material escolar, fardamentos e medicamentos a comunidades ribeirinhas.

Em 1987, a LBA transferiu-se para um novo prédio na Avenida Darcy Vargas, inaugurado por Marly Sarney e dirigido pela superintendente Mariza Cândida Freitas de Fonseca. A instituição foi extinta em 1º de janeiro de 1995, sendo substituída pelo Sistema Único de Assistência Social (SUAS), vinculado ao Ministério da Cidadania.

Memórias de antigos servidores relatam um episódio trágico ocorrido em 1967: o assassinato de Dona Marica, zeladora que vivia no porão do casarão. Dois suspeitos foram apontados, inclusive um neto da vítima. Além desse crime, circularam histórias de assombrações — vigias afirmavam ver vultos nos corredores e até sentir empurrões misteriosos.

                                                                                                                                                    Acervo José Rocha, 2025

Após anos de portas fechadas, o imóvel escapou da especulação imobiliária graças ao tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Por décadas, abrigou a sede do TCU-Manaus, responsável pela fiscalização contábil, financeira e patrimonial de entidades públicas federais. Desde 2023, passou a sediar a Secretaria de Estado de Energia, Mineração e Gás, encarregada de elaborar, coordenar e implementar políticas públicas para os setores de energia, energias renováveis e geodiversidade no Amazonas.

Nas décadas passadas, minha avó buscava ali atendimento médico e medicamentos fornecidos pela LBA, já na condição de idosa. Guardo na memória a figura do senhor Tabosa, zelador que morava com a família nos fundos do casarão. Seu filho Salvador foi meu colega no Colégio Barão do Rio Branco, e sempre separava mangas-rosa para a molecada colher.

Segundo meu amigo de infância Marcos Holanda — morador da antiga Casa do Dural e da Finada Dondon —, o senhor Tabosa e sua família se mudaram para a Vila Flacy,  próxima à fábrica de tubos do senhor Gadelha.

Recentemente, estive no local para registrar uma fotografia e, para minha surpresa, vi alguns funcionários colhendo mangas-rosas diretamente do velho pomar. Mesmo centenários, aqueles pés continuam a produzir frutos belíssimos.

São muitas as histórias que atravessam o tempo. Este casarão segue protegido por lei federal e preserva não apenas a arquitetura, mas também a memória afetiva de gerações em Manaus.

Fotos:

·        Desembargador Estevão de Sá Cavalcanti de Albuquerque — acervo de Dudu Monteiro de Paula

·        LBA — acervo do Jornal A Crítica, 1984

·        Em cores — acervo José Rocha, 2025



terça-feira, 15 de julho de 2025

O Tombamento do Centro Histórico de Manaus


Por José Rocha

O termo "tombamento" é muito antigo e significa o registro de imóveis protegidos em um livro chamado Livro do Tombo. Seu uso remonta a 1375, quando D. Fernando o utilizou no Arquivo Nacional Português. Desde então, o termo permanece em uso nas cidades históricas, incluindo nossa querida Manaus.

O tombamento é um instrumento de reconhecimento e proteção do patrimônio cultural, e pode ser realizado pelos governos federal, estadual ou municipal.

O governo federal instituiu o tombamento por meio do Decreto-Lei nº 25, de 30 de novembro de 1937, que em seu artigo primeiro define:

“Constitui o patrimônio histórico e artístico nacional o conjunto dos bens móveis e imóveis existentes no país, cuja conservação seja de interesse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis da história do Brasil, quer por seu excepcional valor arqueológico, etnográfico, bibliográfico ou artístico.”

Para que um bem seja considerado patrimônio histórico e cultural, ele deve ser inscrito no Livro do Tombo, podendo se enquadrar nas categorias: arqueológico, etnográfico, paisagístico ou histórico, conforme previsto pelo decreto federal.

Antes da definição legal para o tombamento de todo o Centro Histórico de Manaus, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) tombou alguns dos bens mais importantes da cidade, como:

  • Teatro Amazonas (1966)
  • Mercado Adolpho Lisboa (1987)
  • Reservatório do Mocó (1995)
  • Cemitério São João Batista (1988)

Infelizmente, grande parte das casas, casarões, palácios e palacetes foi severamente destruída ou desfigurada com o avanço do comércio de importados da Zona Franca de Manaus. O metro quadrado do centro da cidade chegou a ser o mais caro do Brasil, e muitos desses imóveis foram divididos em cubículos para abrigar pequenas lojas — algo que ainda se observa hoje.

Não tiveram a mesma sorte o Cine Guarany, Cine Odeon, Palacete Miranda Corrêa, o Prédio da Saúde (na Praça do Congresso), entre outros, que foram demolidos para dar lugar a prédios residenciais, bancos e lojas.

Somente em 2012, o IPHAN determinou o tombamento do Centro Histórico de Manaus, abrangendo a Orla do Rio Negro e os arredores do Teatro Amazonas. Nove anos depois, em 2021, o Ministério do Turismo homologou esse tombamento, reconhecendo-o como patrimônio cultural brasileiro. Manaus passou a integrar oficialmente a lista de cidades históricas do Brasil, conforme a Portaria nº 141/2021, publicada no Diário Oficial da União em 28 de julho.

O tombamento do Centro Histórico de Manaus é fundamental para a proteção do patrimônio histórico, arquitetônico e cultural da cidade. Preserva sua identidade, impulsiona o turismo e assegura o direito à memória, especialmente em relação ao período áureo do Ciclo da Borracha. Além disso, impede a destruição ou alteração dos bens tombados, garantindo que futuras gerações possam conhecer e valorizar o passado da capital amazonense.

Fontes consultadas: Google, Gemini, Copilot, IPHAN, Prefeitura de Manaus, Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, Portal Amazônia, Gov.br

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domingo, 22 de junho de 2025

FILME AMAZONENSE 'GARROTE' - CARTA DO DIRETOR BRUNO PANTOJA


 A pandemia de Covid 19 alterou para sempre como existimos neste mundo, isso é ainda mais verdade aqui no Amazonas. Pais, avós, amigos, o conhecido de rua, a senhora da loja, pessoas, vidas interrompidas de maneira brutal.

Como não pensar na possibilidade de termos sido vítimas de alguma experiência coletiva macabra? Na época, em mais a um turbilhão de informações e imagens, a ciência, em meio a um turbilhão de informações e imagens, a ciência foi desacreditada, narrativas oficiais doentias chegavam a todo momento na tela do celular. Mentes capturadas, o caminho para as câmeras de asfixia estava sendo pavimentado.

Dimensionar o real impacto dessas perdas é ainda hoje difícil. Ninguém saiu ileso desse momento. Coletivamente e individualmente tentamos superar as dores, as ausências, as ansiedades, medos e os lutos. E meio a este processo reflexivo temos que nos perguntar: Por que isso aconteceu?

Se a arte pode contribuir para um processo de entendimento e reflexão da realidade, e eu acredito que pode. Garrote é uma tentativa. Olhar novamente para o que aconteceu no Amazonas durante a pandemia, jogar uma lupa para o íntimo, dentro das casas, nos relacionamentos, nos nossos corações. Temos um filme sobre sufocamento da relação, dos sentimentos, da esperança.

Bruno Pantojo

Diretor


FICHA TÉCNICA

Duração: 25:00 min - País: Brasil - Ano: 2025

GARROTE: entre eles, a realidade

Um casal em lockdown. Uma cidade sem oxigênio. O amor que vira vazio.

Produção Executiva: Maira Dessana

Assistente de Produção: Bruna Freire. Emerson Lima. 

Diretor de Fotografia: Thiago Morais

Assistente de Câmera: Anderson Oliveira. Uriel Vasconcelos. Pamela Samantha. Chicokaboco. 

Diretor de Arte: Nonato Tavares. 

Assistentes: Roberto Suarez

Figurino: Socorro Papoula

Maquiagem. Maira Dessana

Assistente de Direção: Saleyna Borges

Direção: Bruno Pantoja

Roteiro: Zemaria Pinto

Som Direto: Fernando Crispim

Trilha Sonora Original: Miriam Simões e Lorena Monteiro

Edição e Montagem: Caio Alexandre

Elenco: Begê Muniz - como João. Amanda Magaiver, como Maria

Mais informações: bacabaproducoes@gmail.com

Lançamento: dia 25 de junho de 2025, às 19 horas, no Teatro Gebes Medeiros (Ideal Clube).


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sábado, 14 de junho de 2025

EU QUERO É PAZ!


 

Por José Rocha

Ao longo da história, os países têm se envolvido em guerras por território, riquezas e ideologias. Mesmo após as devastadoras Guerras Mundiais, que reconfiguraram nações e redefiniram a geopolítica, ainda há líderes que insistem em trilhar esse caminho destrutivo. Mas será que a humanidade realmente deseja isso? Eu acredito que não! Como muitos outros, jamais incentivei ou apoiei qualquer guerra. Eu sou da paz e quero paz.

A busca incessante pelo poder e pela dominação leva nações a conflitos desnecessários. Vemos isso em diversas partes do mundo: líderes que querem expandir seus territórios, fortalecer regimes autoritários e manter seus privilégios, enquanto os povos sofrem. A população quer viver com dignidade, segurança e prosperidade, e não ser refém da ambição de poucos.

Os Estados Unidos, por exemplo, acumulam um histórico de envolvimento em guerras ao redor do mundo, intervindo em conflitos em diversos continentes. O Oriente Médio continua sendo palco de disputas que poderiam ser evitadas com diálogo verdadeiro e respeito mútuo. A guerra entre Israel e Palestina persiste por décadas, e os ataques terroristas apenas intensificam o sofrimento de inocentes. Se houvesse compromisso real com a paz, não estaríamos testemunhando tantas vidas perdidas.

O caso da Rússia e da Ucrânia é outro exemplo do fracasso da diplomacia e do respeito entre nações. A invasão russa trouxe destruição e sofrimento, e expôs os perigos da ambição desmedida de líderes que veem territórios como peças de um tabuleiro político. A paz não é apenas um ideal distante; é uma necessidade urgente para que os povos tenham futuro.

Na Ásia, vemos países como a China e a Coreia do Norte investindo em poder militar enquanto suas populações enfrentam dificuldades. A paz deve ser prioridade, acima de qualquer desejo de expansão ou controle. Governantes que priorizam a guerra em vez do bem-estar de seu povo apenas perpetuam a desigualdade e o sofrimento.

Precisamos enxergar além da política suja e dos interesses mesquinhos de líderes que lucram com a guerra. A humanidade não deve ser refém da ambição de poucos. A verdadeira grandeza não está em dominar territórios ou subjugar povos, mas em garantir um mundo onde todos possam viver com dignidade e harmonia.

Eu não apoio guerras. Não apoio invasões. Não apoio a destruição. Eu apoio a paz! Que ela seja o futuro, e não apenas uma esperança distante.

terça-feira, 3 de junho de 2025

SHOW DE PARAQUEDISMO - NY COSMOS X FAST CLUBE - 1980

 



Foto-Reprodução. Jornal do Comércio. José Rocha

        Após os jogos preliminares e momento antes da partida principal entre o NY Cosmos X Fast Clube, aconteceu um show de paraquedismo, formado por equipes do Aeroclube do Amazonas, Pará Clube de Manaus e Olímpico Clube. Partiram do Aeroclube de Manaus, sob o comando do Tenente Coronel Adelson Julião, Presidente da Confederação Brasileira de Paraquedismo (servindo naquela época em Manaus). Saltando na altura de 1.500 metros, abrindo os paraquedas a 700 metros, caindo bem no meio do campo, vieram com a bola do jogo e as bandeiras do Fast e do NY Cosmos. Portavam paraquedas modernos para a época, tipo asa, de grande rendimento aerodinâmico. A mais aplaudida foi a jovem Joesia Julião, que realizou uma aterrissagem perfeita, juntamente com o seu irmão Adelson Junior Julião. Dentre os atletas, o Isaac Marconde, o mais antigo da turma, foi o que trouxe a bola utilizada no jogo. Atletas que saltaram: Adelson Julião, José Abelardo, Paulo Caminha, Alfredo Jacaúna, Isaac Marconde, Mauro Péres, Pedro Gouveia, Marcos Rivas, Alex Rivas, Celso A. Hagge, Adelson Julião Junior, Pedro Ottino, Joesia Julião, Jodelson Julia e Ricardo Ramalho.

        Manaus era a cidade que tinha mais atividades de salto, superando até a cidade de São Paulo. Os adeptos de paraquedismos esportivos eram praticados por engenheiros, oficiais das forças armadas, estudantes universitários, industriais, comerciantes e empresários.

        Tinha e ainda tem uma grande aceitação por parte dos jovens. Aos sábados e domingos, as famílias dos saltadores lotavam as dependências do Aeroclube Manaus para assistirem aos saltos, como ainda é tradição até hoje. 

       Naquele domingo histórico, o público saiu do estádio satisfeito com o show, pois os paraquedistas deram um colorido todo especial ao espetáculo. Várias mulheres praticavam paraquedismos naquela época, como a Joesinha (filha do TC Julião, universitária de Engenharia, a única a saltar antes do jogo), Suely Sicsu, Eva Lopes, Cely de Castro, Silvia Ferreira, Hélida Barros, Harneide Macedo, Eneide, Dra. Rosaline Amorim (médica pediatra) e sua filha Kátia Amorim (Pará Clube).

        O Tenente Coronel Adelson Julião, do Exército Brasileiro, fez história no paraquedismo do Brasil e, em particular, na cidade de Manaus, em 1980. O Coronel Adelson Julião presidia a Federação Brasileira de Paraquedismo (FBP) quando foi destacado para servir em Manaus. Em 1980, ele fundou a Federação Amazonense de Paraquedismo (FAP), consolidando o esporte no estado. No mesmo ano, entre 8 e 20 de abril, a Seleção Brasileira de Paraquedismo conquistou o vice-campeonato das Américas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, em competição realizada em Alta Gracia, Córdoba, Argentina. Julião, então presidente da FBP, foi eleito vice-presidente da Confederação Pan-Americana de Paraquedismo.

        A FAP, localizada no Aeroclube de Manaus, na Zona Centro-Sul da capital, possui a terceira maior área de paraquedismo do Brasil. A federação incentiva a formação de novos atletas, promovendo suas atividades consoante a legislação de aerodesporto. Com estrutura completa e aeronaves próprias para a prática do esporte, o aeroclube segue ativo, apesar das restrições impostas após um incidente em abril de 2022, que levou à suspensão temporária dos saltos.  

        Mesmo assim, o aeroclube mantém uma escola de paraquedismo, oferecendo cursos e saltos duplos (Tandem).

        Em 2025, a Federação Amazonense de Paraquedismo         e o histórico jogo entre NY Cosmos e Fast Clube, ocorrido em março de 1980, celebraram 45 anos de história no esporte amazonense.


OBSERVAÇÃO: O LIVRO ENCONTRA-SE À VENDA POR R$ 40,00, PELO E-MAIL: jmsblogdorocha@gmail.com 

sexta-feira, 30 de maio de 2025

LIVRO 'O DIA EM QUE MANAUS PAROU: NEW YORK COSMOS X FAST CLUBE NO VIVALDÃO

ACABOU DE SAIR DO FORNO

LIVRO 'O DIA EM QUE MANAUS PAROU: NEW YORK COSMOS X FAST CLUBE NO VIVALDÃO

Por José Rocha

120 páginas.

Copyright © 2025 by José Rocha.

Todos os Direitos reservados.

Correção do Texto: Foi realizado com a colaboração de várias inteligências artificiais (IA).

Impressão, Capa, Diagramação e Designer: José Rocha. Este livro foi inteiramente produzido de forma artesanal, com cuidado e dedicação, utilizando recursos próprios.

Fotografia da Capa: Fotografia das equipes de futebol New York Cosmos e do Fast Clube.

Este livro resgata um momento inesquecível da história do futebol amazonense: o emblemático confronto de abril de 1980 entre o Nacional Fast Clube e o lendário New York Cosmos. Diante de informações dispersas em jornais da época e nas redes sociais atuais, reuni registros, bastidores e relatos inéditos para preservar e celebrar esse evento histórico que marcou gerações. Aqui, o leitor encontrará detalhes sobre os preparativos do jogo, desde os primeiros contatos entre os dirigentes até as autorizações governamentais, além de curiosidades dos bastidores que poucos conhecem. A obra oferece um panorama do futebol amazonense nos anos 80, a inauguração do Estádio Vivaldo Lima, em 1970, e as trajetórias dos clubes envolvidos, enriquecido por fotos históricas e coberturas jornalísticas da época. A iniciativa nasceu de uma postagem na página do saudoso Joaquim Alencar, apaixonado pelo esporte e incansável na missão de manter viva a memória do futebol local. Com sua valiosa contribuição, além do apoio de torcedores e amantes do esporte, resgatei essa história com carinho e respeito, para que as novas gerações tenham acesso ao conhecimento de fatos marcantes da nossa história.

Adquira o seu exemplar: WhatsApp 92991537448 – R$ 40,00


 

segunda-feira, 17 de março de 2025

INTERNET DA STARLINK

 



José Rocha

A Starlink é um serviço de internet via satélite desenvolvido pela SpaceX, uma empresa aeroespacial fundada pelo multimilionário Elon Musk, com sede em Hawthorne, Califórnia, nos Estados Unidos. Seu principal objetivo é fornecer acesso à internet banda larga para áreas rurais e remotas em todo o mundo.

Desde 2019, a SpaceX tem lançado satélites em órbita a uma distância média de 450 km da Terra, em uma região chamada de LEO (Low Earth Orbit). A previsão é que, até o final de 2025, sejam cerca de seis mil satélites em operação, com um total estimado de até 42 mil nos próximos anos. Essa extensa rede, conhecida como "Constelação de Satélites", permite o acesso à internet de qualquer lugar do planeta.

Os satélites possuem design plano, com múltiplas antenas de alto rendimento e um único painel solar. São miniaturizados e pesam aproximadamente 260 quilos. Eles se comunicam entre si e com as estações terrestres, utilizando propulsão iônica para se manterem em órbita e evitarem colisões.

Essa constelação oferece alta velocidade de conexão, dependendo da região, variando entre 25 Mbps e 220 Mbps, e podendo alcançar até 8 Gbps em alguns locais. Essa velocidade em tempo real é ideal para atividades como jogos online, downloads, streaming de vídeos, entre outros, possibilitando a transferência de grandes quantidades de dados em pouco tempo.

Outro benefício significativo da Starlink é sua baixa latência, também conhecida como "ping". O tempo de resposta da conexão, ou seja, o trajeto do pacote de dados entre o servidor e o dispositivo em terra, varia de 25 ms a 60 ms, podendo chegar a até 100 ms em áreas mais remotas. Essa característica garante uma maior agilidade na transmissão de dados.

A Starlink possui um representante em Manaus, chamado Via Direta, que comercializa o serviço exclusivamente para empresas e governos. Os usuários recebem um kit contendo uma antena parabólica, um roteador Wi-Fi, cabos, fonte de alimentação, base e um manual de instruções para instalação, também disponível online.

Embora seja uma tecnologia inovadora, a Starlink apresenta algumas desvantagens. O custo do serviço é elevado em comparação a outras operadoras, somado ao preço do kit inicial. A velocidade pode variar conforme a localização, as condições climáticas e o número de usuários conectados. Além disso, a disponibilidade é limitada em algumas áreas e alguns usuários relatam problemas com o suporte técnico, como demora nas respostas e falta de soluções adequadas. A antena, por sua vez, requer uma visão clara do céu para operar corretamente.

Apesar dessas limitações, a Starlink é uma excelente opção para áreas remotas ou rurais que buscam acesso à internet de alta velocidade.

Fonte: Gemini (IA) e Wikipédia.

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Livro de minha autoria ‘O Tesouro Escondido no Casarão Vernier’ - José Rocha

 



Hoje, 14 de fevereiro de 2025, nasceu o meu segundo livro impresso, criado e parido em meu barraco, totalmente artesanal, feito no peito e na raça, como se dizia antigamente.

A correção do texto foi realizada com a colaboração de várias inteligências artificiais, incluindo Copilot, Gemini, ChatGPT, Deep-Seek e LanguageTool, além do apoio e colaboração do jornalista Evaldo Ferreira, do Jornal do Commercio, e do escritor e poeta Simão Pessoa.

Impressão, Capa, Diagramação e Design: José Rocha. Este livro foi inteiramente produzido de forma artesanal, com cuidado e dedicação, utilizando recursos próprios.

Fotografia da Capa: A capa apresenta uma fotografia do acervo pessoal do autor, retratando um casarão abandonado que o inspirou a escrever este livro.

Contracapa: No auge do ciclo da borracha, uma família francesa ergue um majestoso casarão na Rua Ferreira Pena, em Manaus. Sonhos de riqueza e prosperidade moldam suas paredes, mas o declínio do ciclo os força a retornar a Paris. Antes de partir, deixam um segredo selado no porão: móveis antigos, joias, moedas de ouro... e uma carta enigmática destinada ao futuro proprietário.

Décadas depois, na efervescente década de 1960, uma família libanesa adquire o casarão, mas o mistério permanece oculto. Apenas as memórias de uma das filhas registram os ecos do passado, perpetuando histórias que resistem ao tempo.

Em 2012, um jovem retorna a Manaus e compra o imóvel que marcou a vida de seus antepassados. Seu plano é transformá-lo em um bar e restaurante retrô, mas durante a reforma, uma descoberta inesperada o transporta a outro século. Seguindo as instruções da carta de 1912, ele revive o passado e, num gesto de continuidade, lacra novamente o porão com novos tesouros e uma nova mensagem para o futuro.

O Casarão Vernier é mais do que um prédio antigo — é um elo entre tempos, memórias e destinos. Um símbolo de heranças e novos começos, onde cada parede guarda segredos e cada sombra sussurra histórias da Manaus histórica.

Este livro possui apenas 44 páginas, mas espero que seja um pequeno grande livro de história, ficção e romance da nossa Manaus antiga e atual.

Alguns exemplares estarão à venda por trinta reais no Sebo Alienista, no próximo domingo, na Avenida Eduardo Ribeiro. Outros tantos estarão à disposição dos leitores na Banca do Lé, no ‘Bloco Folia de Livros’, no dia 28 de fevereiro de 2025, na Praça da Polícia, onde haverá uma grande promoção de livros, HQs, vinil, CDs, recital de poesias, tarde de autógrafos com a escritora Regina Melo e atração musical de Fidel Graça (músicas de beiradão e marchinhas de carnaval).

Fui gentilmente convidado para fazer a apresentação do evento (cerimonial). Este evento será realizado na marra, pois todas as despesas serão custeadas pelo Celestino (mesas, barracas, som, etc.), contando apenas com a liberação da Praça pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa. O jeito será buscar apoio de todos os frequentadores com o ‘Livro de Ouro’.

Um dia meu livro será impresso por uma grande editora, mas, seguindo os conselhos do jornalista Evaldo Ferreira, do Jornal do Commercio, a tendência agora é o próprio autor imprimir seus livros de forma artesanal. Basta ter criatividade, equipamentos, tempo sobrando e muito suor no rosto.

Recebi também o incentivo do poeta e escritor Simão Pessoa, que ao ler o livro, escreveu: “Gostei muito do livro, de verdade”. Isso serviu de motivação para seguir em frente.

Aqueles que desejarem obter um exemplar e não puderem estar nos dois locais onde estarão os livros, basta fazer um PIX de 30 + 15 para entrega em qualquer lugar do Brasil e entrar em contato pelo WhatsApp, no mesmo número do PIX: 92991537448.

Muito agradecido,

José Rocha