quarta-feira, 4 de março de 2009

O DISCO DE VINIL ESTÁ VOLTANDO!


O vinil está voltando para o deleite dos aficionados neste tipo de suporte. O Ministério da Cultura está incentivando a produção no Brasil, através da gravação de músicas populares e dos arquivos da Funarte e do Iphan, com o objetivo de estimular uma mídia que possibilite novas experiências e a própria divulgação do Brasil no exterior.

Sempre ouvi falar que no Brasil não prensava mais o vinil, ledo engano, existe uma fábrica no Rio de Janeiro, na Baixa Fluminense, segundo um dos técnicos da empresa o Sr. William de Carvalho “A empresa passa por dificuldades financeiras e que atualmente vende apenas cerca de 23 mil cópias por ano, a maioria, cerca de 80%, de bandas de rock independentes. Muitas dessas bandas, ou de pessoal que gosta desse som, querem ouvir as músicas em vinil, apesar da qualidade do som ser aparentemente pior, a música acaba sendo mais fiel ao som original, com mais clareza nos graves, por exemplo".

Lembro da minha adolescência, quando adquiri o meu primeiro 3 em 1 da marca Sonyo, depois comprei um mais possante da marca Sony, o rock corria solto! O meu pai simplesmente odiava música estrangeira; certa vez, no aniversário da minha irmã, estavam todos dançado ao ritmo dos Rollys Stones, quando o velho surgiu do nada, parou o som, deu um grande “ralho”: - Vocês nem sambem o que eles estão cantando, não entendem patavina de inglês, devem ouvir é uma música brasileira - e colocou um vinil do Nelson Gonçalves, foi um balde de água fria, a negada se mandou!

Quando adulto, comprei um som modular da marca Sansuy, era composto de duas caixas, um Tape Deck, um Receiver, um Módulo de Madeira e um Toca Disco; curti durante vários anos meus vinis. Os meus filhos pequenos tentavam de todas as formas detonar o meu som, foi um martírio! Com o passar do tempo, surgiram os equipamentos compactos e digitais - fui na conversa da mulher, achava o meu som um trambolho e que ocupava muito espaço do nosso apartamento - troquei por um pequeno Akai. Adeus Toca Disco e Vinis, tenho raiva até hoje! Encontrei uma loja, no centro de Manaus, que tem no estoque umas três peças de 3 em 1, vou lá comprar o meu!

Ainda conservo alguns vinis, tais como: Gal Costa (Baby), Emilio Santiago (Aquarela Brasileira III), Guilherme Arantes (Calor), Evandro do Bandolim (...E o Choro Continua), Jacob do Bandolim & Waldir Azevedo (III), Anísio Silva e Orlando Dias (O Astro), Richard Clayderman (Emoções), dentre outros. Recentemente, recebi do meu amigo Raimundo, administrador do Conjunto dos Jornalistas, com uma dúzia de vinis, dente eles: John Barry (Somewhere In Time), Puccini (Madama Butterfly), Mantovani (Itália Mia), Rachmanivou (The Four Piano Concertos).

Tenho vários amigos que ainda conservam os seus vinis - o Beto dos Embaixadores, possui uns três mil, a Dona Rosangela e o Paulo Mamulengo, possuem algumas raridades (já ouvi alguns rocks rural), o Armando Soares, perdeu as contas (nas sextas-feiras ouvimos muita MPB da coleção do portuga). Encontramos vinil de 1 real no sebo da Feira da Eduardo Ribeiro; tem um sujeito chamado Carlos Câmara, criou todos os filhos com a renda da venda de vinil, até hoje poderemos encontrá-lo em frente ao Mercado Municipal Adolpho Lisboa, vendendo os seus vinis e fita cassete, é mole! Existe um bar “pé sujo” chamado por “Casa do Terror”, o proprietário roda muito discos do Valdique Soriano, Aguinaldo Timoteo, Ângela Maria e companhia. Os “botequeiros” de Manaus conhecem um vendedor de discos chamado Leandro Grande Circular – vendeu o vinil durante décadas, relutou em trocar pelo CD, com certeza terá o maior prazer em voltar a vender as “bolachas” quando forem novamente prensadas.

Estou recebendo doações de vinis, pode escrever que eu irei correndo apanha-los. O vinil voltará com certeza! Não sei quando! Vamos esperar e curtir os que ainda restaram.

Vamos conhecer um pouco mais do Disco de Vinil:

Disco de vinil
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O Disco de vinil, ou simplesmente Vinil ou ainda Long Play (abreviatura LP), ou coloquialmente bolachão é uma mídia desenvolvida no início da década de
1950 para a reprodução musical, que usava um material plástico chamado vinil.
Trata-se uma bolacha de material
plástico, usualmente de cor preta, que registra informações de áudio, as quais podem ser reproduzidas através de um toca-discos. O disco de vinil possui micro-sulcos ou ranhuras em forma espiralada que conduzem a agulha do toca-discos da borda externa até o centro no sentido horário. Trata-se de uma gravação analógica, mecânica. Esses sulcos são microscópicos e fazem a agulha vibrar, essa vibração é transformada em sinal elétrico e por fim amplificado e transformado em som audível (música).
O vinil é um tipo de plástico muito delicado e qualquer arranhão pode comprometer a qualidade sonora. Os discos precisam constantemente ser limpos e estar sempre livres de poeira, ser guardados sempre na posição vertical e dentro de sua capa e envelope de proteção. A poeira é o pior inimigo do vinil pois funciona como um abrasivo, danificando tanto o disco como a agulha.

História
O disco de vinil surgiu no ano de
1948, tornando obsoletos os antigos discos de goma-laca de 78 rotações, que até então eram utilizados. Os discos de vinil são mais leves, mais maleáveis e resistentes a choques, quedas e manuseio. Mas são melhores principalmente pela reprodução de um número maior de músicas (ao invés de uma canção por face do disco) e finalmente pela sua excelente qualidade sonora.

A partir do final da década de 1980 e início da década de 1990, a invenção dos compact discs (CDs) prometeu maior capacidade, durabilidade e clareza sonora, sem chiados, fazendo os discos de vinil ficarem obsoletos e desaparecerem quase por completo no fim do Século XX. No Brasil, os LPs em escala comercial foram comercializados até meados de 2001.
Com o fim da venda comercial dos discos de vinil , alguns
audiófilos preferem o vinil, dizendo ser um meio de armazenamento mais fiel que o CD e é curioso que a FNAC e outras lojas da especialidade ainda têm uma pequena seção com discos em vinil que são ainda hoje editadas por alguns ( muito poucos) artistas/bandas.
Durante o seu apogeu, os discos de vinil foram produzidos sob diferentes formatos:
LP: abreviatura do inglês Long Play (conhecido na indústria como, Twelve inches--- ou, "12 polegadas" (
em português) ). Disco com 31 cm de diametro que era tocado a 33 1/3 rotações por minuto. A sua capacidade normal era de cerca de 20 minutos por lado. O formato LP era utilizado, usualmente, para a comercialização de álbuns completos. Nota-se a diferença entre as primeiras gerações dos LPs que foram gravadas a 78 RPM (rotações por minuto).
EP: abreviatura do inglês Extended Play. Disco com 17 cm de diametro e que era tocado, normalmente, a 45 RPM. A sua capacidade normal era de cerca de 8 minutos por lado. O EP normalmente continha em torno de quatro faixas.
Single ou compacto simples: abreviatura do inglês Single Play (também conhecido como, seven inches---ou, "7 polegadas" (em português) ); ou como compacto simples. Disco com 17 cm de diametro, tocado usualmente a 45 RPM (no Brasil, a 33 1/3 RPM). A sua capacidade normal rondava os 4 minutos por lado. O single era geralmente empregado para a difusão das músicas de trabalho de um álbum completo a ser posteriormente lançado .
Máxi: abreviatura do inglês Maxi Single. Disco com 31 cm de diametro e que era tocado a 45 RPM. A sua capacidade era de cerca de 12 minutos por lado

LP, CD e Single
Os
discos de goma-laca de 78 rotações, foram substituídos pelo LP. Depois o CD tomou o lugar de destaque do LP, pois teve ampla aceitação devido sua praticidade, seu tamanho reduzido e som livre de ruídos. A propaganda do CD previa o fim inevitável do LP, que é de manuseio difícil e delicado.
Certos entusiastas defendem a superioridade do vinil em relação às mídias digitais em geral (CDs, DVDs e outros). O principal argumento utilizado é o de que as gravações em meio digital cortam as freqüências sonoras mais altas e baixas, eliminando
harmônicos, ecos e batidas graves e "naturalidade" e espacialidade do som. No entanto estas justificativas não são tecnicamente infundadas, visto que a faixa dinâmica e resposta do CD não supera em todos os quesitos as do vinil.
Os defensores do som digital argumentam que a eliminação do ruído (o grande problema do vinil) foi um grande avanço na fidelidade das gravações. Os problemas mais graves encontrados com o CD no início também foram aos poucos sendo solucionados. O sucessor do CD, o
DVD-Audio, oferece fidelidade superior ao CD, apesar de sua baixa penetração no mercado a início.
Até hoje se fabricam LPs e toca-discos, que ainda são objetos de relíquia e estima para audiófilos e entusiastas de música em geral.
Uma curiosidade: o disco de vinil não precisa de um aparelho de som propriamente para ser "tocado". Experimente colocar o disco rodando na vitrola, sem áudio, com as caixas de som desligadas. Você conseguirá ouvir o disco, pois seu princípio de funcionamento se baseia na vibração da agulha no sulco (espiralado, como um velodromo, tendendo ao infinito como uma linha reta) dentro das ranhuras, que nada mais são do que a representação freqüencial do áudio em questão.

terça-feira, 3 de março de 2009

SAUDADE - Poema de Carlos Simões

Homenagem do Carlos Simões (cantor, compositor, instrumentista e poeta) ao amigo Estevão Santos (cantor e instrumentista).

Aparecida clamou a soluçar chorou
Aparecida a sofre de lutou chorou
Com lágrimas sentida derramada de dor
Com a notícia de aflição, de lamento sofredor
O nosso grande amigo morreu
Estevinho, nosso querido trovador
Estevinho era amigo dos amigos
Abraçava com carinho e sinceridade e ardor
Estevinho era um bom cantor
Cantava Zingara com sentimento e amor
Gostava, adorava a musa era sua paixão
Cantava com sabedoria e inspiração
Ao som do plangente violão
O pinho chorava era consolação
A turma lamenta sua ausência
A reunião do jogo da brincadeira de fidelidade
Era só alegria, boêmia, amizade, confraternização
Era a festa de grande união
No glorioso bar do seu João benquisto cidadão
Estevinho partiu deixou a saudade
Foi bem-vindo no céu adorado
De flores, rosas de perfume abençoado
Céu lindo, colorido e amado
Estevinho é iluminado com a luz de Jesus
Com a benção e proteção de Deus
Poema fiel de saudade
Saudoso amigo adeus.


Foto do Carlos Simões: José Martins Rocha

PORTO DAS LAJES


From: dimi@argo.com.brTo: jmartinsrocha@hotmail.comDate: Mon, 2 Mar 2009 17:30:45 -0400Subject: PORTO DAS LAJES


Prezado Amigo Rochinha (permita-me chama-lo de amigo rochinha)

Assunto "Porto das Lajes"

Meu nome Edmilson Carvalho, amazonense, 64 anos de idade, do Bairro da Cachoeirinha, meu telefones de contato 9981-7188.

O meu ramo de negocio foi sempre relacionado ao setor de Navegação, Portuário e Transportes de Combustíveis, meu currículo é muito pequeno, trabalhei por aproximadamente 28 anos na Soc. Fogás e desde cedo sempre tive como se diz na gira na beira do Rio, foi trabalhando como cubagem na Serraria dos Pereira, ali na Colônia Oliveira Machado, em alguns tempo trabalhando ainda jovem nos Estaleiros do Caxangá do saudoso Nilo Tavares Coutinho, após esses anos montei uma empresa que está ligada a navegação e sistema portuário....como se diz na gíria sou do "beiradão”.

Como em seu blog o qual me deliciei com aquelas fotos da nossa Manaus Antiga, e plagiando a Rede Globo no sistema da telemartugia "vale a pena ver de novo" tá de parabéns o seu blog.

Neste domingo dia 01 de Março observei que todos estão ligado em um só pensamento em não permitir a construção do Porto das Lajes, quero deixar bem claro que não tenho procuração de tal Empresa, mais tem sido um tema discutido com muita amplitude e inclusive no seu blog você faz alguns comentários, ontem também na coluna de A Critica, o Escritor Márcio Souza tece alguns comentários a respeito, do mesmo modo o Sr. Joaquim Marinho em programa de radio local e o cientista ou ambientalista Sr. Rogélio Casado, e alem de alguns religiosos que fazem a passeata e a ultima feita eu estive presente como observador e conversando com alguns participantes, eles não estão muito convicto de que estão querendo, até me lembrou uma velha brincadeira falada entre amigos “eu não quero saber quem morreu, eu quero é chorar”.

Rocha, não sei se você tem conhecimento dos imbróglio que envolve negocio portuário no Estado do Amazonas, mais creia que isso vem do tempo do Governador Eduardo Ribeiro, a historia diz que parece até que foi uma das causas que morreu o Gov. Eduardo Ribeiro....eu sou velho mais o que sei, foi lendo e pesquisando e escutando Historiadores como o saudoso Mario Ypiranga e brilhantissima Profa.. Etelvina Garcia e o Professor Samuel Benchimol (nosso mestre)

Nunca os governantes que sucederam o Sr Eduardo Ribeiro, e até os dias hoje tiveram uma preocupação em organizar esse setor, ao contrario houve muita pressão em cima dos Empresários, A Empresa Superterminais viveu problemas e muitas dificuldades para levar o projeto pra frente, a Equatorial Transportes foi perseguida implacavelmente até que desistiu da empreitada, em seguida o Terminal do Chibatão, localizado na Colônia Oliveira Machado, um bonito complexo portuário inclusive volta e meia serve para filmes documentários tanto da Suframa como do Governo do Estado, e até da Prefeitura Municipal de Manaus e vi muito as vinhetas de programas políticos aparecer o Porto Chibatão.

Mais Amigo Rocha a onde estava a voz do Escritor Marcio Sousa, do Dr. Rogélio Casado, do Francisco Marinho, e outros ambientalista em relação ao que fizeram do nosso Porto de Manaus, que foi entregue de mão beijada a um grupo e que nada fizeram, ninguém esta levantando nenhuma bandeira , ninguém grita, o nosso maior patrimônio histórico o Porto de Manaus e suas adjacências está servindo para centro da marginalidade, venda de drogas e prostituição , a sujeira naquela área é a recepção dos turistas que chegam a nossa cidade, aquilo ali sim dá pena. Felizmente tive uma noticia que nem você e nem o Escritor Marcio Souza e Sr. Rogelio Casado e Francisco Marinho saibam, o Porto de Manaus está sendo repassado para uma empresa de nome SOCICAM e a onde a mesma atua ela desenvolve um serviço de qualidade, hoje essa Empresa atua nos maiores Terminais Rodoviários e hidroviários do Brasil vai ser bem vinda tomara que não encontre dificuldades, essa tem nome, como a lajes Logística, que é oriunda do Grupo Lon guin e Vale do Rio Doce, e a empresa não é forasteira, pois existe participação de capital de uma empresa genuinamente amazonense.

Rocha, uma empresa que se dispões a gastar 250 milhões de reais na implantação de uma obra desse porte, sem ser dinheiro publico, dinheiro da própria empresa, pelo menos e o que tenho lido, a empresa não veio para jogar dinheiro fora. Agora concordo que todos nós amazonenses ou não escritores e ambientalista tem de sentar na mesma mesa com o pessoal da Empresa e ver na pratica o que eles de fato querem fazer, vai comprometer a natureza... A minha surpresa é que ainda não presenciei ninguém na Audiência Publica. Ficar falando que vai tirar o visual do Encontro das Águas, isso tem de ser questionado, pode até formarem um grupo de fiscais desse pessoal que está combatendo a construção participar. Lembrem todos vocês que a má administração publica foi que acabou com nosso Porto Publico veja que os terminais particulares hoje existentes tem uma administração profissional, não é como se viu, e é de seu conhecimento a rotatividade de administradores no Porto de Manaus, o fim foi esse.............finalizando Amigo Rocha, temos de deixar de lado um pouco a construção do porto das lajes e ficar de olho na derrubada do Estádio Vivaldo Lima, envolveu governo,eu já fico com o pé atrás, talvez porque a minha vida toda foi na iniciativa privada a onde tive um ensinamento muito grande no Grupo Bemol/Fogás, nosso porto publico tá acabado, destruído, eu lhe garanto que a culpa não é minha nem sua, mais alguém colaborou para isso...Imagine o amigo se não fosse o porto da iniciativa privada, na tão falada Zona Franca, que hoje está completando 42 anos....e bom pensar muito nisso, temos o direito de conhecer o projeto e podemos até pedir a colaboração de equipe especializada no assunto.


Atenciosamente. mais uma vez parabéns pelo "blog" da saudade.


De: JOSE MARTINS [mailto:jmartinsrocha@hotmail.com] Enviada em: segunda-feira, 2 de março de 2009 22:13Para: dimi@argo.com.brAssunto: RE: PORTO DAS LAJES
Prezado amigo Edmilson Carvalho,
Muito obrigado pelos esclarecimentos a respeito do projeto de construção do Porto das Lajes e da situação terrível em que se encontra o Porto de Manaus. Eu não sou do ramo da navegação, porém, sou um cidadão amazonense preocupado com os destinos da nossa cidade, do Amazonas, do Brasil e do planeta terra. Dessa forma, abordo vários temas em nosso humilde blog, todos voltados para o bem-estar das pessoas, respeito ao patrimônio público, desenvolvimento com reverência ao meio ambiente, preservação da nossa cultura, etc.
Com relação ao Porto de Manaus, faço mensalmente comentários sobre destruição do nosso "Rodoway", efetuo postagens de fotos das "cascas" dos casarios que ficam no entorno do prédio e externo a minha revolta com os desmandos do grupo que se apoderou do Porto.
Fazemos parte da Associação dos Amigos de Manaus - AMANA, criada exatamente para combater esses empresários inescrupulosos, que querem o crescimento dos seus negócios a qualquer preço, sem preocupação com o meio ambiente, com o patrimônio histórico e com o futuro dos nossos filhos e netos. Não somos de forma alguma contrários ao crescimento e ao desenvolvimento econômico do nosso Estado, muito pelo contrário, somos engajados em uma luta de esclarecimentos e conscientização aos empresários, para que cresçam, criem empregos e rendas para os nossos irmãos amazonenses, mas com RESPEITO AO HOMEM E AO MEIO AMBIENTE! A nossa luta não é contra o Porto das Lajes, mas CONTRA O LOCAL onde pretendem instalar esse mega projeto; lutamos para preservar a comunidade e o Lago do Aleixo (Pedreiras), o futuro sistema de capação de água para a zona leste da cidade, o encontro das águas, a reserva particular Nossa Senhora das Lajes, a fauna, a flora e, acima de tudo O BEM ESTAR DAS PESSOAS QUE MORAM NAQUELE LUGAR! Sabemos que o capital advém 20% do Grupo Simões (respeitados empresários amazonenses) e o restante de um poderoso grupo italiano, não somos contra os R$ 250 milhões que serão investidos no projeto.
A sociedade civil organizada deve ser ouvida e respeitada, dessa forma, o radialista, o médico, o escritor famoso e esse humilde escriba são apenas uma gota d'água no Rio Negro, mas nos sentimos lisonjeados em sermos citados gentilmente pelo empresário amazonense Edmilson Carvalho. Amigo Edmilson, achei sensacional o teu e-mail, caso for autorizado, terei o maior prazer de publicá-lo juntamente com a minha resposta.
Um abraço do tamanho Amazônia!
José Martins Rocha
Prezado Amigo J. Rocha

Em primeiro lugar pode publicar no seu blog os e-mails e meus humildes depoimentos a respeito da nossa terra, afinal de conta tudo que se fala a respeito de nossa terra sendo verdade eu elogio e até as criticas também apoio, e se falar mau eu tendo argumento, questiono, e nos filho dessa terra de Ajuricaba temos de bater de frente para certas coisas que às vezes querem nos empurrar de goela abaixo.

Eu sem prometer vou tentar junto aos dirigentes dessa empresa empenhada em construir esse mega projeto, é preciso que você, o Marcio Sousa, o Joaquim Marinho e outras pessoas como nós tenhamos acesso ao assunto do projeto e peça deles uma mesa redonda e que podemos sentar sem que ninguém leve rancores ou radicalismo relativo à nossa cultura e as nossas coisas.

Eu também me considero uma gota d água no oceano, mais sempre que posso faço carta, passo e-mail, envio fax, recentemente Rocha acompanhei um grupo que está sendo formado pelo pessoal da UFAM, no que diz respeito à nossa navegação e sistema de construção de embarcação, eu sei mais um pouco pela convivência de 40 anos vivendo esse ramo de negócios. Mais no meu ponto de vista o grupo de trabalho formado pôr pessoas que não as mínimas condições de opinar, eu fui até convidado deforma não oficial, mais declinei por ver no grupo, pessoas oriunda de politicagem, querendo inventar e com idéias de "jerico" nada pessoal contra a deputada Federal Vanessa e o representante do Ministério do Transportes, Sr. Pedro Carvalho, e minha experiência diz que você deve ouvir opiniões e todas elas devem ser analisadas.

Eu emitir a minha opinião, em vez deste grupo de trabalho querer inovar. Bastava ir a Jaú no Estado de São Paulo e copiar a FATECH - Faculdade de Tecnologia Ciências Hidrográfica, a faculdade forma os alunos a setor de navegação e hidrovias, essa era a primeira sugestão, a segunda foi um projeto desenvolvido pelo Governo do Maranhão, com uma escola dos moldes de Escola Técnica Naval, que ensina e dar prioridade aos filhos dos bons mestres de construção naval, dar ensinamento de navegação. O Projeto está pronto é só copiar, e tem sido elogiado por todos que lá visitam, recentemente o Ministro da Educação, derramou de elogios o projeto. Agora querer esperar um estudo com alguns participantes desse grupo de trabalho, eu sinceramente não acredito, até porque tem gente que já desempenhou papel em instituição e não teve muito êxito.

Rocha, o que vou narrar para você, não é nenhuma novidade para quem conhece geografia, o Estado do Amazonas tem a maior bacia hidrográfica do Planeta, onde está a nossa faculdade de tecnologia ou então eu até aplaudia a idéia se o grupo de trabalho estivesse pedindo ao Governo que abrisse o curso de engenharia naval, os que temos aqui em numero de 04 ou 05 sendo que alguns são as vezes contratados por empresas. Em Belém houve uma pressão muito grande de um grupo de aluno e a Universidade do Pará, acatou e agora nesse próximo final de ano forma a primeira turma, pelo menos se não houver desistência o mercado recebe uns doze engenheiros.

Voltando ao assunto Porto das Lajes, eu discordo mais vou primeiro pesquisar a respeito da lajes, ser de capital italiano, o que é do meu conhecimento a lajes Logística vem de um conglomerado de empresas que tem como principal acionista a loguin, Empresa de Navegação de Cabotagem e longo curso, sendo uma das maiores acionista a Vale do Rio Doce. E seus projetos como da Petrobras tem um cuidado muito especial pelo meio ambiente, mais seria interessante todos vocês conhecerem o projeto que ainda está no papel. Podemos até não sermos um expert de conhecimento do projeto mais não somos leigos. Por conta própria e com despesas sempre bancada por mim e minha empresa conheço aproximadamente no Brasil uns 10 terminais portuários atuantes e no exterior uns cinco ou seis, na Holanda e Grécia. Mais não vi muita coisa diferente dos nossos no Brasil, mais copiar o que é bom faz um bem, e evita gastos de dinheiro publico e lambança.

Veja o assunto do transporte coletivo de Manaus, se destruiu uma das coisas mais importante de nossa terra o “bonde" alem de estar hoje resolvendo o problema do transportes no centro da cidade, o preço era o mais justo para nossa população, ai vem o Amazônico, (li nos jornais) que ele que ir no Japão, e o vice deu a idéia do transportes pelo trilho. E muito engraçado.

Essa obra da Ponte do Rio Negro, amigo Rocha diga-me qual o retorno econômico para o Estado, apesar se forem serio podem transformar Iranduba e Manacapuru uma futura Niterói (RJ) , transformando aqueles dois municípios em um pólo naval e industrial de cerâmicas. Agora fica de olho na especulação imobiliária e no Pedágio da Ponte, acho que você e nossos prezados amigos ainda não atentaram para isso.

A obra da Br 319, se o Ministro tivesse conhecido essa rodovia desde o inicio do caminho das obras e a construção da mesmo ano 70, eu não insistiria tanto nessa grana toda que vai ser jogada lá, eu conheci a construção dessa Br, pelo motivo de trabalhar na Fogás e na época os acampamentos eram da Andrade Gutierrez e nos, volta e meia fazíamos o transportes do produto e vivamos em contato com a Empresa e o pessoal do 5º Bec , fiz o percurso de porto velho a Manaus e vice versa diversas vezes. Para quem não sabe os Engenheiros da época falavam em um erro de projeto e estratégica da Rodovia, que era uma reta de aproximadamente 200 km (se não me falha a memória) e isso numa rodovia é fatal, eu aqui estou reproduzindo o que eu ouvi. Então o Ministro Alfredo teima em querer recuperar a mesma. Não vai trazer vantagens nenhuma para ambos estados e o desperdício de recursos públicos, está provado que seria muito mais proveitoso melhorar as condições do Rio Madeira. Essa hidrovia e a nossa saída, e está provado pelos melhores economistas conceituado do mundo que o valor do transporte hidroviário e o mais barato do mundo, fazer uma rodovia e gastar os tubos de dinheiro para reduzir depois o peso dos veículos , seria uma rodovia para turismo e assim mesmo muito pouco, depois que a Gol , TAM, Ocenair e agora Azul , fazendo viagem de 150 reais ninguém vai se aventurar na estrada longa com duas ou três travessia. A BR 174 esta ai, e quanto os prejuízos quem pode falar do assunto é empresa EUCATUR que tem deixado a Rodoviária com até 08 passageiros....Eu sempre digo que para Engenharia a Natureza não é a principal dificuldades, mais sim a teimosia dos homens e o dinheiro. Se tiver dinheiro ele faz e a Br vai cair de novo, anote ai, e a grana para manutenção da mesma.....agora se a mesma for descartável para 2010 tudo bem .


Rocha ...Boa tarde e um abraço. entre no site da nossa empresa, www.rentequiponaval.com.br ,

Edmilson Carvalho.



segunda-feira, 2 de março de 2009

COISAS DA NOSSA ÉPOCA


Ferro de Engomar a Carvão, Pilão, Fogareiro, Fogão a Lenha, Leiteira, Bacia, Forma de Bolo, Geladeira a Querosene, Vitrola Hi-Fi Nivico, Vinil, Cacimba, Cuia, Lata de Lixo, Aladim, Lamparina, Candeeiro, Abano, Chapéu de Palha, Penico, Cristaleira, Cuspideira, Batedeira, Enceradeira, Rádio a Válvulas, Picho de Pé, Frieira, Lombriga, Piolho, Sarampo, Catapora, Curuba, Mau Olhado, Espinhela Caída, Benzedeira, Rezadeira, Parteira, Madrinha de Fogueira, Lavagem, Cibalena, Melhoral, Jalapa Pião, Elixir Paregórico, Limonada Bezerra, Leite de Magnésia, Mamona, Capim Santo, Garrafada, Amassadeira, Barra Bandeira, Bola de Gude, Papagaio de Papel, Balão, Escapole-Bate-e-Fica, Estátua, Macaca, Queimado, Cemitério, Boi de Pano, Quadriha, Mocegar Carroça, Patinete, Velocípede, Papagaio Louro, Cachorro Vira Lata, Galinha de Terreiro, Peneira, Cesto, Rede de Dormir, Balaio, Canoa, Bote, Manga Rosa, Manguita, Sapotilha, Jaca, Fruta Pão, Ingá, Bolinho de Feijão, Bolacha da Modelo, Coalhada, Cascalho, Cuscuz, Pé de Moleque, Paçoca, Filhós, Tábua de Pirulito, Garapa, Ki-Suque, Alfenim, Refresco, Chinela, Conga, Kichuete, Brilhantina, Pente Flamengo, Leite Rosa, Laquê, Pó de Arroz, Seiva de Alfazema, Corpete, Espartilho, Anágua, Suspensório, Cueca de Copinho, Camisa Volta ao Mundo, Sapato de Cromo Alemão, Calça de Tergal, Minancora, Detefon, Formicida Tatu, Creolina, Tinteiro, Papel Almaço, Cartolina, Máquina de Escrever, Lápis Colorido, Mimeografo, Caderno de Caligrafia, Lancheira, Quiosque, Taberna, Sentina, Casinha, Flutuante, Privada, Fossa de Merda, Banjo, Viola, Citara, Tambor, Triangulo, Clarinete.
Falta completar, aceito sugestões!
Colaboração do Edmilson Carvalho - dimi@argo.com.br
Você pede a coloboração de alguns nomes daquela nossa época...você recheiou bem, todos são de meus conhecimentos, mais que vou enumerar aqui vai servir para compor o seu dicionário a moda antiga de Manaus, se não vejamos: ruge, charão, quermesse, dirigio (maconha ) tilota, queima cinza, pedrinho fonfon, azeitona, arrupiado, sete vidas, cigarros Margarida, Gaivota, Astoria, Eldorado, Continental, bola de sernambi, cerôla, falsa bandeira (veado) jogadores Purgante, Pé de cão, caxiri, carrapeta , caveira, boca cheia, padeirinho, pegueite, carrasco, Zé do banjo, cacheado, cangalha. depois eu mando mais....

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

ROCHINHA - A diferente história de um músico que nunca tocou nada.





Publicado no Jornal Diario do Amazonas, edição de 26 de maio de 1985


Texto: Patrícia Bartolotti
Fotos: Aureo Márcio


José Rocha Martins. Poucos conhecem esse nome, mas “Seo Rochinha” é conhecido por muitos, principalmente por aqueles que se dedicam à música, não só os músicos amazonenses, como também cantores e compositores de fama nacional.



Na primeira casa à direita de quem sobe a travessa Huascar de Figueiredo, num porão cedido pelos proprietários, há 32 anos o “seu” Rochinha se dedica à difícil arte de fabricar manualmente instrumentos musicais como violão, bandolins e cavaquinhos, montado a Artesanato Amazonense Rochinha e vivendo exclusivamente dessa pequena oficina.


Hoje, aos 62 anos de idade, tendo sofrido há um mês atrás uma congestão que resultou num derrame, ficando com o lado direito do corpo totalmente paralisado, o “seu” Rochinha não consegue realizar o seu maior sonho: abrir uma escola onde pudesse ensinar a difícil arte da construção de instrumentos. Tendo alegrado a tantas pessoas através das musicas que foram tocadas em instrumentos fabricados por ele, vê, com tristeza, uma antiga previsão sua ir se concretizando: a de morrer e não deixar ninguém no seu lugar, para continuar a arte a que tanto amou e dedicou os melhores anos de sua vida.


O COMEÇO – José Rocha Martins descobriu a sua vocação por “um acaso”, como ele mesmo diz. Aos quinze anos de idade e com poucas opções de trabalho, pois na época as profissões que poderia ter escolhido se resumiam a alfaiate, carpinteiro ou pedreiro, foi trabalhar como boy numa fábrica que já não existe mais, localizada na Rua dos Barés e registrada pelo nome de “Bandolim Amazonense”. Com pouco tempo na firma, o patrão, um português, o “seo” Nascimento, notou a aptidão natural do rapaz para a arte e colocou como aprendiz. Com muita ânsia de aprender e cheio de entusiasmo, logo em seguida foi promovida a operário, continuando nesse cargo por 13 anos, sem nunca ter tirado férias. Um dia, o dono da fabrica chamou o rapaz a seu escritório e o convidou para fazer parte da sociedade, de onde tiraria todos os meses 2% da renda liquida, mas Rochinha que nesse época acabava de constituir família e era o braço direito do patrão, pediu que ele aumentasse um pouco a porcentagem, pois o oferecido não daria para sustentar a mulher e a criança que em breve deveria chegar. Um pouco chateado com a situação, pela primeira vez ele pediu férias, o que lhe daria um tempo para melhor pensar na proposta. O patrão negou as férias, o que causou profundo desgosto no rapaz. Então, como gosta de lembrar, “acabei saindo de férias na marra”.


Dessas férias, não voltou mais para a fabrica, pois um “comadre” lhe financiou 3 contos de réis, o que deu para montar a sua própria oficina, primeiramente tendo sido instalada em um flutuante e dali para o porão onde continua até hoje.
“O patrão acabou tendo que fechar a oficina, porque não conseguiu ninguém para fazer os instrumentos”.


VIDA SACRIFICADA – com o passar dos anos, Rochinha foi conseguindo se firmar na sua pequena oficina, mas apesar de seu trabalho, nunca conseguiu ganhar dinheiro suficiente para guardar e realizar o seu maior sonho: o de ensinar tudo que sabia. “Naturalmente que a minha vida foi muito sacrificada, porque trabalho com musica. Só não estou realizado porque queria montar uma oficina de artesanato para ensinar e até hoje não consegui”. E continua: “encaro isso sem muito problema, pois a autoridades também têm os seus problemas e não podem se preocupar com todo mundo. Por isso nunca apelei diretamente a ninguém, faço apenas pedidos pelos jornais e televisões, na esperança de que antes de morrer possa ter esse sonho realizado, nem que seja por poucos dias”. Essas são as palavras de um homem que mesmo doente não de desespera e mantém a chama da esperança sempre acessa. Tendo se dedicado aos tantos anos à profissão que escolheu e amou não se sente amargurado ou frustrado e muito menos revoltado com o pouco reconhecimento que lhe foi dado.


O MÚSICO QUE NÃO TOCA
Diz-se de músico, a pessoa que tira melodias. Mas Rochinha é um músico diferente; pois, como confessou, nunca teve oportunidade de estudar música e nada entender de tocar os instrumentos que ele mesmo fabrica. Ele acha muita graça quando o chamam de músico e reponde que de músico não tem nada, no que foi firmemente contestado pelo famoso músico clássico Villa Verde que lhe disse “para ser músico é necessário ante de tudo ter muito sentimento. Você pode não tirar uma nota do instrumento, mas você o faz e com ele a musica, que mesmo não sendo tirada pelos seus dedos, é parte de você, então você é músico”.


Voltando ao passado, Rochinha lembra como foi aperfeiçoando a sua arte “No início, fiz muita bobagem, não conhecia violão nem cavaquinho e só depois e que fui aprendendo com os mestres. Por exemplo, eu não sabia que todos os instrumentos têm a clave de dó, um baixo, um médio e um alto. Quando descobri isso, fui aprender a “bater” violão, conhecer as escalas e tudo isso com os artistas”.


SITUAÇÃO FINANCEIRA – Ele não se importa em dizer que sua situação financeira não é boa e que nunca o foi porque a procura dos instrumentos sempre foi pequena, apensar de ser reconhecidamente um ótimo artesão, “A procura sempre foi um fracasso, detestei e detesto até hoje fazer serviço de carregação e principalmente naquela época. Só quem tinha capital de giro, como a Moto Importadora, é que vendia material de primeira. Como eu nunca fiz serviço barato e não podia competir com as lojas que tinham condições de vender por crediário, eram muito poucas encomendas que atendia. Então, o pouco dinheiro que ganhei foi reformando e consertando instrumentos. Poucos tinham dinheiro para comprar violão meu, a maioria vinham aqui para consertar.”


Atualmente, o violão mais barato fabricado pelo Rochinha, custa CR$ 400 mil cruzeiro e ele diz que sempre sai perdendo porque nas lojas existem uma grande quantidade de violões sendo vendidos até por 60 mil cruzeiros, por serem feitos em grande escala industrial, o que diminui consideravelmente os custos de produção.


Somente tem uma coisa que ele se orgulha muito, com o fruto de seu trabalho formou todos os seus filhos na faculdade e trabalham em suas profissões. “Os meus filhos, desde pequenos trabalhavam na plaina. Mas como o movimento era pouco e eu sabia que não teriam muito futuro nessa profissão, os afastei e mesmo com muito sacrifício conseguir que eles estudassem e se formassem na faculdade”.

MOMENTOS FELIZES – Como todas as pessoas, “seu” Rocha não teve apenas momentos de tristeza e sacrifício, preferindo lembrar-se dos momentos felizes quando de uma apresentação do famoso cantor Silvio Caldas que, lembra, era ídolo de sua geração, num show realizado aqui em Manaus no Olímpico Clube. “No meio do show, a tarraxa do violão de Silvio Caldas arrebentou, soltado a corda e então o Iran Caminha, que toca violão maravilhosamente, correu para mim e pediu o violão que sempre carregava comigo apesar de não tocar, então emprestei o violão para o Silvio. Ele adorou o meu violão e acabou vindo aqui para encomendar um para ele e disse também que eu era um grande artista”.



Não só o Silvio Caldas encomendou um violão a Rochinha, mas cantores tão mais ou menos famosos quanto ele, Gilberto Gil, Vando e outros menos famosos.
“O Villa Verde, não sei se você ouviu falar porque não é de sua geração, uma vez quando esteve aqui, me disse que o violão que eu fazia deveria ser vendido em dólar e que eu não sabia ganhar dinheiro. Perguntou também por que não mudava meu nome para um nome americano. “Aqui nesse País, Rocha, só ganha dinheiro quem tem nome estrangeiro” foi o que ele me disse”.


Rochinha diz que nunca sonhou alto e tampouco pretendeu mudar de nome, pois não pensava em montar uma indústria. Por não ter sonhado alto e mantido seu idealismo é que ele hoje não tem condições perfeitas para trabalhar. Mas nem por isso vive se queixando. Vai vivendo de um pequeno conserto aqui e outro ali. Cada dia mais perdendo a esperança de realizar o seu grande sonho.


Durante o tempo que durou a entrevista, apareceu um rapaz, amigo de seu filho, que queria trocar a pestana de seu violão, ainda não sabendo do problema de saúde do artesão. Mas Rochinha não deixou o rapaz voltar. Mesmo com o lado direito paralisado, com muita dificuldade e com a ajuda do rapaz, fez questão de trocar a peça, só fazendo um pequena observação melancólica “depois do derrame, um serviço que eu fazia em quinze minutos, como a troca de cavalete, passei a fazer em 2 horas e mesmo assim com a ajuda de outra pessoa, eu tive o propósito de trabalhar sempre, não desprezando um serviço sequer, não criando obstáculos, e sempre dando valor a arte. O meu ideal sempre foi trabalhar na arte que amo, tanto que não tenho dinheiro, nunca fiquei rico, mas ninguém saiu daqui de cara feia e essa foi a minha forma de contribuir para o mundo”.


Palavras de um homem que se realiza naquilo que escolheu, mesmo que daí não tenha tirado grandes recursos financeiros. Palavras de fé e coragem de um artista que nos seus últimos aos de vida, ainda tem a esperança de ter seu sonho realizado, passando para outras pessoas a bela arte de criar instrumentos e moldá-los com suas próprias mãos, consciente da importância que a musica tem para todos os seres humanos.


Nota do Blog: o meu saudoso pai faleceu aos 82 anos de idade, sem ter tido a oportunidade de realizar o seu grande sonho: formar novas gerações de Luthier. Foi ajudado pelo senador Arthur Virgilio Neto, na época prefeito de Manaus, com uma aposentaria especial de cinco salários mínimos, foi o suficiente para viver a sua velhice com bastante dignidade e em paz. Atualmente, existem inúmeros Luthier em Manaus, em sua grande maioria formados pela Escola de Lutheria da Amazônia, do mestre Rubens Gomes.



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

MANÁOS TRAMWAYS




Bondes em Manaus ( Soraia Magalhães )
Desde o período provincial já se pensava nos benefícios que o bonde, meio de transporte coletivo, traria à população e ainda à urbanização da cidade, haja vista que ao facilitar a locomoção, estimularia a construção de edificações em áreas mais distantes. Uma das leis mais antigas que trata da implantação dos bondes de Manaus, data de 1882 e consiste na autorização para contratação de uma empresa para instalação de um completo sistema de viação pública por meio de “carros americanos sobre trilhos - railways sobre trilhos de sistema Bourgois para carga de passageiros.” Apesar dos esforços da administração pública voltados para a realização do empreendimento, haviam fatores que dificultavam a instalação deste benefício urbano em Manaus, aspectos topográficos e falta de interessados em custear e prover o assentamento do material, concorreram como os principais obstáculos deste período. Somente em 1896 durante o Governo de Eduardo Ribeiro, o serviço de viação por bondes foi inaugurado em Manaus. Funcionando em caráter provisório, estava sob a responsabilidade do Engenheiro Frank Hirst Heblethwaite e contava com apenas duas linhas que tinham por fim interligar a área urbana com o subúrbio, ou seja as áreas mais distantes com o perímetro central. Atendeu inicialmente aos limites compreendidos pela: “Estrada Epaminondas, entre a Praça Uruguayana e 5 de Setembro e entre esta praça e o Igarapé do Baptista/na estrada Epaminondas e o Cemitério São João no Alto do Mocó.“ Em 1900 os serviços estavam sob a responsabilidade da Manáos Railway Company, empresa inglesa que recebeu consideráveis auxílios para sua instalação na capital, entretanto seus serviços foram considerados precários. Deste período é válido ressaltar uma solicitação curiosa: a imprensa noticiava com freqüência que a população solicitava prolongamento do horário dos bondes até o fim dos espetáculos quando houvesse programações no Teatro Amazonas. Em 1909 a concessão dos transportes por bondes foi entregue à empresa The Manáos Tramways and Light, que gerenciou simultaneamente os serviços elétricos do Estado. A empresa, também de origem inglesa, destacou-se com traçar uma política com posicionamento rígido voltado para a eficiência dos serviços. Seus funcionários, todos estrangeiros, seguiam normas que favoreciam ao cumprimento de quadro de horário e freqüência no número de viagens. Trabalhavam uniformizados e atendiam com cortesia aos usuários dos bondinhos. Em janeiro de 1913, uma nota publicada no jornal O Tempo demonstrou haver, realmente, uma proposta de qualidade nos serviço desenvolvidos pela Manáos Tramways. A mensagem trazia a seguinte informação: “A Manáos Tramways. .. tem a honra de avisar ao respeitável público que nas noites da véspera e dia de São João, 23 e 24 de junho, haverá bondes para todas as linhas durante todas as noites e será aumentado o número das mesmas para a linha de Flores”. Por volta da década de 40, disputando passageiros com os bondinhos pelas vias de Manaus, passaram a circular os primeiros ônibus – confeccionados em madeira - que faziam linha para todas as áreas urbanas e suburbanas da cidade. Foi a partir desse período que a situação dos “Elétricos” começou a ficar comprometida. Em 1949 a economia de Manaus apresentava-se complemente desordenada, o fornecimento de energia era racionado, o que prejudicou instantaneamente o funcionamento dos bondes. A Manáos Tramways, pouco a pouco foi perdendo o interesse pelos serviços de viação e em 1950 apresentou um relatório no qual alegava que os bondes eram os principais responsáveis por seus prejuízos. Em 1951 o gerenciamento dos serviços elétricos e por conseguinte o transporte por bonde, passou a ser responsabilidade do Estado. O jornal A Crítica de 1951 publicou que “os serviços elétricos do Estado são presentemente, verdadeira calamidade, nem luz, nem bonde, nem força.” Apesar das inúmeras dificuldades, os bondinhos permaneceram atuantes por mais de 60 anos. Deixaram de trafegar em 1957 contra a vontade da população, deixando grande saudade naqueles que viam nas engrenagens da antiga companhia inglesa um eficiente e barato meio de locomoção, assim como uma alternativa a mais em termos de transporte coletivo. Fontes: 1. ÁLBUM do Amazonas- 1901-1902. (Governo de Silvério Nery) Ed. F. A. Fidanza. (fotos)2. ESTADO DO AMAZONAS. Mensagem: lida perante o congresso dos srs. representantes, em 1º de março de 1896, pelo Exm. Sr. Dr. Eduardo Gonçalves Ribeiro. Manáos: Imprensa Official, 1897. p.28.3. ESTADO DO AMAZONAS. Relatório: Livro de arquivo (1896-1897). [s. l.: s. n.], 1897.M4. ESQUITA, Otoni Moreira de. Manaus: história e arquitetura (1852-1910). Manaus: Editora da Universidade do Amazonas, 1997. 461p.5. JORNAIS: Acervo da Biblioteca do Estado do Amazonas6. A Crítica – 1949-1957.7. Amazonas: Órgão do Partido Republicano – 1900.8. Commércio do Amazonas – 1899-1900.9. O Tempo – 1913.



terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

CARNAVAL DO ARTISTA PLÁSTICO INÁCIO EVANGELISTA






Fui convidado pelo artista plástico amazonense Inácio Evangelista, para curtir um pouco do carnaval em sua residência, na Rua Lôbo D’Almada, próximo ao famosíssimo Rêmulos Hotel.
A sua antiga casa faz parte do patrimônio histórico da nossa cidade, seus pais Waldemar Barbosa Evangelista (engenheiro agrônomo, foi diretor do IBDF e dá Delegacia do Ministério da Agricultura de Manaus) e Dona Dalila Pantoja Evangelista, adquiriam o imóvel na década de 40; lá nasceram os gêmeos Inácio e Vicente, o Francisco Desales (mora em Santarém/PA), o José Maria e a Maria de Jesus.


A emoção foi muito grande, poucas pessoas ainda fazem isso: enfeitar a suas residências e convidar os amigos e vizinhos para brincarem as folias de momo.

O Inácio é conhecido pelo cognome de “Companheiro”, pela forma carinhosa como trata os amigos; através das suas telas desenvolve um grande trabalho cultural para a cidade de Manaus.


Fotos: José Martins Rocha



O PROJETO MONUMENTA E A ATUAÇÃO DOS PREFEITOS SERAFIM CORRÊA E AMAZONINO MENDES


O MONUMENTA é um projeto de recuperação do patrimônio urbano cultural brasileiro, executado pelo Ministério da Cultura e financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento – BIRD. A capital do Amazonas, juntamente com outras 22 cidades foram beneficiadas com vultosas verbas para serem direcionadas para este propósito (foram 5 anos de levantamento, com assessoria do Sebrae/AM, execução da Manaustur e suporte de dezenas de milhões de reais); infelizmente o ex Prefeito Serafim Corrêa, recebeu todo o apoio e não concluiu nenhuma obra do projeto. Passou dois anos azeitando a administração municipal e mais dois para fazer campanha para a reeleição, perdeu para ele mesmo; o adversário estava à beira da aposentadoria; o povo cansado da inoperância do “Sarafa” preferiu desenterrar o Negão, credo- em- cruz!
Quem mora em Manaus poderá visitar o centro antigo e conferir as obras não concluídas:
Paço da Liberdade;
As Casinhas da Rua Bernardo Ramos;
Casarios antigos da Praça Osvaldo Cruz;
Cabaré Chinelo;
Chafariz da Praça Dom Pedro;
Mercado Municipal Adolpho Lisboa;
Shopping dos Ambulantes J.G. Araújo;
Bar do Quintino;
Praça da Saudade;
Cemitério São João Batista;
Os pólos comerciais nas ruas Frei José dos Inocentes, Governador Vitório, Itamaracá e Henrique Antony.
Pólo turístico da Ilha de São Vicente – seria implantado à beira do rio, contaria com anfiteatro para 1.200 lugares, mirante, bares, lanchonetes, além de ciclovia, praças, ancoradouro e um embarcadouro flutuante com restaurante.


Além dos acima citados, a Prefeitura tinha em caixa a importância de R$ 2.600.000,00, para financiamento e recuperação de imóveis particulares instalados entre o Igarapé de São Vicente e a Praça dos Remédios, no sentido Leste/Oeste do Centro Histórico e as ruas Saldanha Marinho entre as Ruas Lobo D’Almada e Epaminondas, alcançando a orla do Porto de Manaus, na área Norte/ Sul, totalizando duzentos ou mais em processo de desgaste. Este projeto foi implantado com sucesso em Belém, Salvador e Recife; em Manaus, pergunte a alguns moradores se eles viram a cor do dinheiro, com certeza as respostas serão um grande e sonoro NÃO!


O atual prefeito de Manaus está mais perdido do que “cachorro que caiu da mudança!”. Faz uma campanha difamatória contra o prefeito anterior, com a intenção de justificar os milhões de reais, sem licitação, empregados em “obras” para fazer frente ao “estado de emergência” pela qual passa a cidade. A ordem é tapar buracos e terminar as grandes obras (viadutos e passagens de nível – valem milhões de reais); os prédios e monumentos da Manaus antiga não fazem parte das prioridades do alcaide e dos barnabés.

Estamos nas mãos de gestores públicos compromissados com os seus próprios bolsos, a cidade fica em segundo plano; o projeto MONUMENTA foi jogado na lata de lixo! Onde fica mesmo o IPHAM e o Ministério Público? Ninguém sabe ninguém viu!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

AÇAÍ


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Euterpe oleracea

Açaizeiro
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Arecales
Família: Arecaceae
Género: Euterpe
Espécie: E. oleracea
Açaí ou juçara é o fruto da palmeira conhecida como açaizeiro, cujo nome científico é Euterpe oleracea. É uma espécie nativa das várzeas da região amazônica, especificamente dos seguintes países: Venezuela, Colômbia, Equador, Guianas e Brasil (estados do Amazonas, Amapá, Pará, Maranhão e Acre).

O açaí é um alimento muito importante na dieta dos habitantes da Amazônia, onde seu consumo remonta aos tempos
pré-coloniais. Hoje em dia é cultivado não só na Região Amazônica, mas em diversos outros estados brasileiros, sendo introduzido no resto do mercado nacional durante os anos oitenta e noventa, com modificações no modo de consumo.

O açaizeiro é muito semelhante à palmeira juçara (Euterpe edulis Mart.) da Mata Atlântica, diferenciando-se por crescer em touceiras de 3 a 25 estipes (troncos de palmeira) e podendo chegar até uns 25 metros. Da palmeira, tudo se aproveita: frutos (alimento e artesanato), folhas (coberturas de casas, trançados), estipe (ripas de telhado), raízes (vermífugo), palmito (alimento e remédio anti-hemorágico).
Pode ser consumido na forma de bebidas funcionais, doces, geléias e sorvetes. O fruto é colhido subindo-se na palmeira com o auxílio de uma trançado de folha amarrado aos pés - a peconha.

Para ser consumido, o açaí deve ser primeiramente despolpado em máquina própria ou amassado manualmente (depois de ficar de molho na água), para que a polpa se solte, e misturada com água, se transforme em um suco grosso também conhecido como vinho do açaí.

A forma tradicional na Amazônia de tomar o açaí é gelado com farinha de mandioca ou tapioca. Há quem prefira fazer um pirão com farinha e comer com peixe assado ou camarão e mesmo os que preferem o suco com açúcar (ainda assim, bem mais grosso que qualquer suco servido no sudeste).

As sementes limpas são muito utilizadas para o artesanato. Quando descartadas, servem como adubo orgânico para plantas.

Nas demais regiões do Brasil, o açaí é preparado da polpa congelada batida com xarope de guaraná, gerando uma pasta parecida com um sorvete, ocasionalmente adicionando frutas e cereais, o que não é bem visto pelos habitantes da região Norte, que encaram a mistura como um desperdício de açaí. Conhecido como açaí na tigela, é um alimento muito apreciado por frequentadores de academias e desportistas.

Origem do nome: A etimologia da palavra açaí encontra-se no vocábulo tupi ïwasa'i que significa "fruto que chora", ou seja, fruta que expele água

A Importância comercial: O açaí é de grande importância para a sua região de cultivo em virtude de sua utilização constante por grande parte da população, principalmente os ribeirinhos. Nas condições atuais de produção e comercialização, a obtenção de dados exatos e quase que impossível, motivado pela falta de controle nas vendas, bem como a inexistência de uma produção racionalizada, uma vez que a matéria-prima consumida se apóia pura e simplesmente no extrativismo e comercialização direta. No Pará, principal produtor, o consumo de açaí, em litros, chega a ser o dobro do consumo de leite.
A mistura com água e outros ingredientes, promovida fora da
região Norte do Brasil, reduzindo a participação efetiva de açaí na mistura, é devido ao alto custo que seria exportar açaí do Norte, sobretudo do Pará, para outras regiões do país. Para se tornar economicamente viável, comerciantes passaram a misturar o açaí original, adquirido a alto custo, com outros elementos de menor valor econômico, viabilizando a venda. O detalhe é que isso gerou uma distorção na concepção de consumo da fruta: muitos brasileiros não sabem que o fruto é nativo do Norte ou que é consumido puro. Na região Norte, tanto humildes ribeirinhos (moradores tradicionais das margens dos rios) como as classes economicamente mais favorecidas dos grandes centros urbanos consomem açaí sem os artifícios comumente empregados em outras regiões do país, considerando o açaí de duas classes: o açaí integral, sem tais artifícios, e o açaí misturado, que é aquele no qual se acrescenta água para dar mais volume e muitas das vezes até amido com intuito de obter mais consistência, comercializado com freqüência em todo o país.

Valor nutricional:
Por 100g (cem gramas) de polpa:
Calorias: 247kcal
Proteínas: 3,8g
Lipídios: 12,2g
Fibra: 16,90g
Cálcio: 118mg
Ferro: 11mg
Fósforo: 0,5mg
Vitamina B1: 11,80
Vitamina B2: 0,36
Vitamina C: 0,01

Apesar do alto teor de gordura do açaí, trata-se em grande parte de gorduras monoinsaturadas (60%) e poliinsaturadas (13%) [1], também presentes no abacate. Estas gorduras são benéficas e auxiliam na redução do colesterol ruim (LDL) e melhoram o HDL, contribuindo na prevenção de doenças cardiovasculares como o infarto do coração.

Lenda:
Conta a lenda que existia uma tribo indígena muito numerosa. Como os alimentos estavam escassos, era difícil conseguir comida para toda a tribo. Então o cacique Itaki tomou uma decisão muito cruel. Resolveu que a partir daquele dia todas as crianças recem-nascidas seriam sacrificadas para evitar o aumento populacional da tribo.
Até que um dia a filha do cacique, chamada IAÇÃ, deu à luz uma menina que também teve de ser sacrificada. IAÇÃ ficou desesperada, chorava todas as noites de saudades. Ficando vários dias enclausurada em sua oca e pediu a Tupã que mostrasse ao seu pai outra maneira de ajudar seu povo, sem o sacrifício das crianças.
Certa noite de lua IAÇÃ ouviu um choro de criança. Aproximou-se da porta de sua oca e viu sua filhinha sorridente, ao pé de uma grande palmeira. Lançou-se em direção à filha, abraçando - a . Porém misteriosamente sua filha desapareceu.
IAÇÃ, inconsolável, chorou muito até morrer. No dia seguinte seu corpo foi encontrado abraçado ao tronco da palmeira, porém no rosto trazia ainda um sorriso de felicidade e seus olhos estavam em direção ao alto da palmeira, que se encontrava carregada de frutinhos escuros.
Itaki então mandou que apanhassem os frutos, obtendo um vinho avermelhado que batizou de AÇAÍ, em homenagem a sua filha (IAÇÃ invertido). Alimentou seu povo e, a partir deste dia, suspendeu a ordem de sacrificar as crianças.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

VELHOS CARNAVAIS


Curti os primeiros carnavais no Cube do Amazon Hotel, ficava na esquina da Rua dos Andradas com a Rua Rocha dos Santos; o prédio ainda resiste até hoje, ainda bem! O meu pai reunia toda a família, comprava as fantasias e levava toda a turma para brincar a folia de momo.Lembro muito bem, deveria ter uns dez anos de idade; o clube ficava no segundo andar, gostava de brincar na escada de madeira que dava acesso ao salão de danças; curtia também apanhar no chão, os restos de confetes e serpentinas, para jogar novamente nos pequenos foliões, lembro de papai tomando aquela cerveja genuinamente cabocla XPTO e, eu e a molecada no Graphete e Baré Cola.Lembro também das “Batalhas de Confetes” e dos desfiles dos "Blocos de Sujos", na Avenida Eduardo Ribeiro; gostava de toda aquela movimentação, adorava juntar tampinhas em miniaturas de refrigerantes que eram jogadas pelos brincantes dos blocos.Na minha adolescência, presenciei os desfiles dos primeiros blocos carnavalescos, que seriam mais tarde as primeiras Escolas de Samba de Manaus, lembro da Unidos da Selva, Unidos do Rio Negro e Barelândia.A Avenida Eduardo Ribeiro não suportava mais tanto foliões e espectadores, foi quando resolveram mudar o palco do carnaval para a Avenida Djalma Batista, os desfiles ocorrem até o ano de 1990 e, depois para o Sambódromo.
Agora sou um cinquentão; faço parte da diretoria da banda mais irreverante de Manaus "A Banda da Bica", frequento os ensaios da Escola de Samba Aparecida, assisto todos os anos aos desfiles das Escolas no Sambodromo de Manaus, ou seja, o carnaval corre nas minhas veias!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

MANAUS, SALADA DAS DÉCADAS DE 60 A 80

The Blue Birds, The Rocks, Os Embaixadores, Domingos Lima e Conjunto, The Sinners, The Golden Boys, Bancrévia Clube, Sheik Clube, Moranguinho, Boite dos Ingleses, Barés Club, Danilo´s Club, Rio Negro Clube, União Esportiva, Ideal, Amazon Hotel Club, Crocodilo´s Club, Mandy´s Bar, Cabana dos Barés, Chaim, Jander, Manoel Batera, Maranhense, Canto da Peixada, Solar da Olímpia, Garfo de Ouro, Restaurante Tucunaré, Frial, Lobo´s, A Gogô, Galeto´s, Insinuante, Acapulco Clube, Guaraciaba, Quitandinha, Cananga do Japão, Saramandaia, Tia Chica, Lá Hoje, Maria das Patas, Ângelus, Verônica, Selvagem, Alonso´s Bar, Rosa de Maio, Piscina Club, Chica Bobó, Shangrila, Patrícia Bar, Tia Raí, Poço de Caldas, Floresta, Gonorréia, Chato, Pó de Arroz, Mococa, Matamatá, Madeira, Astride, Manteiga, Little Box, Pepeta Close, Bar do Armando, Bar dos Cornos, Alex Bar, Cachucha, Katequero, Jangadeiro, Cocal, XPTO, Minster, Gaivota, Tabaco de Corda,Guaraná Luzéia, Baré, Magistral, Mirinda, X-9, Leão da Amazônia, Otinha, Melo Mato, Delegado do Diabo, Bumbalá, Carmem Doida, Gaivota, Xerife, Nega Maluca, Hospício Eduardo Ribeiro, Violão do Rochinha, Tiba, Simões, Orlando Sete Cordas, Salim Gonçalves, Moisés, Opala, Kombi, DKV, Chevete, Rural Willys, Fusca, Carroça, Ônibus de madeira, Carrapeta, Parque Amazonense, Colina, Tartarugão, Cachorro Quente, Disco Voador, Olímpico Clube, Ferroviária, Rio Negro, São Raimundo, Fast, Nacional, América, Sul América, Fada, Acleia, Arnaldo Santos, Leal da Cunha, Belmiro Vianez, Edson Piola, Afonso, Marialvo, Pepeta, Clóvis, Santarém, Cine Guarany, Odeon, Éden, Avenida, Popular, Polytheama, Ideal, Vitória, Jaú, Peixeiro Juizado de Menores, Dona Iaiá, Rádio Rio Mar, Difusora, Baré, Tropical, Crônica do Meio Dia, TV Educativa, Ajuricaba, Sadi Huache, Josué Cláudio de Souza, Baby Rizzato, Jornal do Commercio, A Crítica, A Notícia, Corrida Archer Pinto, Godot, Evandro Carreira, Fábio Lucena, Jéferson Peres, Coronel Teixeira, Canto do Quintela, Mocó, Castelinho, Canto do Fuxico, Rodoway, Teatro Amazonas, Beira do Mercadão, Cemitério São João Batista, Santa Helena, Igreja da Matriz, São Sebastião, Remédios, Aviaquario, Avenida Eduardo Ribeiro, Sete de Setembro, Getúlio Vargas, Barelândia, Unidos da Selva, Andanças de Ciganos, Colégio Estadual, Barão do Rio Branco, Brasileiro, IEA, Benjamin Constant, São Luiz de Gonzaga, Dorotéia, Militar, Dom Bosco, Primeira Ponte, Segunda e Terceira, Festival do General Osório, Bola da Suframa, Boi Corre Campo, Dança do Cacetinho, Tribo dos Andirás, Luz de Guerra, Maranhão, Paulo Gilberto, Parque Dez, Ponte da Bolívia, Cachoeira. do Tarumã, Tarumazinho, Ponta Negra, Igarapé de Manaus, Caxangá, Amarelinho, Tucunaré Clube, Guanabara, Praça da Polícia, Congresso, Saudade, Correto da Polícia, Avião da Saudade, Clube da Madrugada, Projeto Jaraqui, Papagaio do Russo, Bairro do Céu, Educados, Cachoeirinha, Adrianópolis, Boulevard Amazonas, Beneficente Portuguesa, Santa Casa de Misericórdia, Pronto Socorro São José, Dr. Conte Telles. Chega de Salada! Ufa! É iso aí!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

PARA REFLETIR


Coopere com sua pátria, para engrandecer-se a si mesmo.
A pátria é a reunião de todos nós.
No entanto, evite buscar apenas vantagens pessoais, pois aquilo que você retirar a mais para você estará prejudicando a outrem, que receberá a menos.
Qualquer função é útil à comunidade, e o bem da coletividade se distribui a todos os cidadãos.
Não abuse de seus privilégios.

Ajude à Natureza!
Não destrua os bens que a natureza coloca a seu dispor, para ajudá-lo a progredir.
Coopere com as árvores, porque elas cooperam com a sua vida, na purificação do ar que você respira.
Colabore com a pureza das fontes, porque elas lhe fornecem água para dessedentar seu corpo.
Auxilie o solo a produzir, para que o pão seja sempre farto na mesa de todos.
Ajude à Natureza.
(Minutos de Sabedoria – C. Torres Pastorino).

CANTEIRO DE OBRAS DA MANAUS/IRANDUBA







terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

ETELVINA GARCIA*




Mãna Manaus
Querida mãna Etelvina
O teu amor pela terra
É sopro, é luz divina

Límpida e clara
Qual o sol do meio dia
És descendente de Espanha
Da nobre casta Garcia

Teu modo de narrar a história
De nossa bela cidade
Com simplicidade, prazer
Externando a verdade

De cada canto da aldeia
Cada ladeira ou esquina
Prédio, monumento histórico
Conheces tudo e ensinas

Com o teu jeito, cabôca
De professora menina
Mãna Manaus
Querida mãna Etelvina.


Letra e música: Afonso Toscano (90% de inspiração e transpiração) e Rochinha (10% de inspiração).

* Jornalista e escritora dedicada ao estudo da História e da problemática econômico-social da Amazônia, foi editora de Educação do "O Jornal", dos Diários Associados, Rio de Janeiro; editora de publicações técnicas do Geipot/Ministério dos Transportes; Consultora da Fucapi; Chefe de Gabinete e Coordenadora de Comuncação Social da Suframa; Subsecretária de Estado da Produção Rural e Abastecimento; Diretora da Empresa Municipal de Urbanização; membro do Conselho Consultivo de Governo do Estado do Amazonas, do Conselho Estadual da Cultura e do Conselho Estadual da Educação. Foi Subsecretária Municipal e Coordenadora do Programa Corredor Cultural do Centro Histórico de Manaus. Diretora-proprietária da Norma Editora, é autora dos seguintes livros: "O Poder Judiciário na História do Amazonas"; "O Ministério Público na História do Amazonas"; "Modelo de Desenvolvimento Zona Franca de Manaus - História, Conquistas e Desafios"; "Amazonas, Notícias da História - Período Colonial"; "Manaus, Referências da História"; "Alfândega de Manaus"; e "A Petrobras na Amazônia - A His'tória da Pesquisa de Combustíveis Fósseis".