O Sargento-Mor Pedro da Costa
Favela, um temido matador de índios, fez várias viagens pelo Rio Negro,
chegando até a aldeia dos Tarumãs, relatando a suas viagens ao governador do
Maranhão e Grão-Pará, o Albuquerque Coelho de Carvalho. Este ficou
sensibilizado com os seus argumentos: era preciso controlar o movimento da
mão-de-obra escrava (índios) e das drogas do sertão, atentar para os holandeses
que estavam confinados em Suriname (ex Guiana Holandesa), com os quais os
índios do Rio Negro mantinham um relacionamento amistoso.
Os estudiosos afirmam que a data do início de sua construção foi em 1669, ano considerada como o da fundação de Manaus. A obra foi erguida pelo capitão maranhense Francisco da Mota Falcão. Com a sua morte a empreitada foi concluída pelo seu filho Manuel da Mota Siqueira, em 1697. O local escolhido foi na margem esquerda do Rio Negro e a sete milhas da sua foz, num local aprazível, numa elevação a 44,9 metros do nível do mar.
Os estudiosos afirmam que a data do início de sua construção foi em 1669, ano considerada como o da fundação de Manaus. A obra foi erguida pelo capitão maranhense Francisco da Mota Falcão. Com a sua morte a empreitada foi concluída pelo seu filho Manuel da Mota Siqueira, em 1697. O local escolhido foi na margem esquerda do Rio Negro e a sete milhas da sua foz, num local aprazível, numa elevação a 44,9 metros do nível do mar.
A planta do forte era no formato de um
polígono quadrangular (figura que determina a forma geral de uma praça de
guerra), sem fosso. Estava artilhado com quatro peças de calibres 3 e 1,
contando com uma guarnição de 270 homens, tendo como primeiro comandante o
Capitão Ângelo de Barros. Era muito pequeno recebendo o nome, inicialmente de
Forte, depois de Fortim e, por último, de Fortaleza. Segundo alguns estudiosos a
edificação não merecia o nome pomposo de Fortaleza, pois esta pressupõe uma
fortificação enorme, de grandes dimensões, o que não era o seu caso.
A fotografia acima é de um prospecto (vista
de frente) da Fortaleza do Rio Negro, constituindo-se no único registro
visual conhecido, datado de 7 de Dezembro de 1754, feito pelo engenheiro alemão
João André Schwebel (?), quando por aqui passou fazendo parte da comitiva do
governador e capitão-general Francisco Xavier de Mendonça Furtado, vindos de
Belém em direção a Mariuá (Barcelos). É
o local onde teve inicio a cidade Manaus, mostrando o forte e algumas casas de
palha ao seu redor, além de uma pequena igreja, com a seta da flecha para
a direita (descida das águas) indicando que a cidade fica na margem
esquerda do Rio Negro. Segundo os historiadores, ele recebeu várias
denominações, foi chamado de Forte de São José da Barra do Rio Negro, Fortim de
São José, Forte do Rio Negro, Fortaleza de São José do Rio Negro e Fortaleza do Rio Negro.
Foi desarmado em 1783, perdendo
importância tática e em 1823 (154 anos depois) o vigário-geral José Maria
Coelho descreveu a fortaleza como um quadrado quase perfeito, com paredes
bastante grossas e de altura equivalente a dois homens, estava destituída de
artilharia e tinha apenas duas peças de bronze e ferro.
No ano de 1875 foi abandonado e virando ruínas. Existem alguns relatos que parte do material foi destinada para a construção do Palácio do Governo (atual Paço da Liberdade e Museu da Cidade, na Praça D. Pedro II). Existe uma sala no museu com o piso em vidro onde aparecem ao fundo umas urnas indígenas e alguns pilares de pedra, caso estiverem corretos os relatos acima aquilo ali é a parte do Forte. No seu lugar foi construído o edifício da Tesouraria da Fazenda, um prédio que foi totalmente reformado para abrigar a "Casa de Leitura Thiago de Melo".
No ano de 1875 foi abandonado e virando ruínas. Existem alguns relatos que parte do material foi destinada para a construção do Palácio do Governo (atual Paço da Liberdade e Museu da Cidade, na Praça D. Pedro II). Existe uma sala no museu com o piso em vidro onde aparecem ao fundo umas urnas indígenas e alguns pilares de pedra, caso estiverem corretos os relatos acima aquilo ali é a parte do Forte. No seu lugar foi construído o edifício da Tesouraria da Fazenda, um prédio que foi totalmente reformado para abrigar a "Casa de Leitura Thiago de Melo".
Os administradores do Porto de Manaus
cometeram um crime contra o patrimônio público ao destruírem todo um quarteirão
conhecido como “Casas da Boothline”. Comenta-se que apareceram vestígios do
forte e que o IPHAN junto com outros órgãos federais conseguiu
embargar a obra. Mandaram aterrar para evitar a presença de curiosos
e depredações do que restou da nossa memória. Esperamos que um dia seja revitalizado
e que parte do forte seja mostrada ao público, caso exista, realmente. Afinal,
naquela área é o berço da cidade de Manaus.
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