segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

AS COMEMORAÇÕES DO NATAL E ANO NOVO.


Assim como o carnaval, as festas juninas, a copa do mundo de futebol e as eleições gerais que mexem muito com o nosso comportamento, o Natal e o Ano Novo também, porém, de uma forma mais acentuada.

Estamos em Dezembro, começam os preparativos para celebrar o nascimento de Jesus Cristo e a passagem para o Ano Novo. Tem um detalhe: a grande maioria esquece a figura principal, que é aquele que veio à Terra para nos salvar e se preocupa mais com os festejos e o consumismo exagerado.

Desde Outubro, observo as lojas comerciais, com um descarado apelo comercial em suas vitrines, com a colocação dos símbolos natalinos, no afã de atrair os consumidores dois meses antes da festa.

O apelo consumista é muito grande – com o décimo terceiro nos bolsos é o momento de renovar o nosso guarda-roupa, comprar presentes para os parentes e amigos, contribuir com a caixinha daqueles que nos atente durante o ano, tirar férias, colaborar com as instituições filantrópicas, doar cestas natalinas, enfim, comprar, vender, doar, usar e trocar bens materiais – o espiritual fica em segundo plano.

Não costumo entrar muito cedo no apelo comercial dos empresários, somente próximo ao evento é que vou mudando o meu comportamento, por exemplo, ainda não entrei no clima natalino, tanto que fui assistir a Festa das Luzes, no Largo de São Sebastião, foi uma festa caríssima, com queima de toneladas de fogos de artificio, mesmo assim, não tive nenhuma emoção com o evento.

Na minha casa já está montada a árvore de natal e os arranjos natalinos, porém, as luzinhas do pisca-pisca ainda não tocaram o meu coração, ainda não fazem sentido para mim.

Todo ano é assim, somente a partir do dia 22 é que vou entrando no clima das comemorações, o meu coração começa a ficar mole, os signos natalinos saltam aos olhos, fico a admirar a representação do estábulo de Belém, da manjedoura e das figuras que participaram do nascimento de Cristo.

Por ser um típico brasileiro, deixo tudo para a última hora, fico naquele corre-corre nas lojas, parece que todo mundo resolveu ir ao mesmo tempo; o preço do Bacalhau vai para as alturas, com filas intermináveis nos supermercados; os “coiffeur” (cabeleireiros profissionais) ficam entupidos de gente, além do trânsito ficar totalmente engarrafado, não se consegue ir para lugar nenhum, fica tudo travado. Quando estou no maior sufoco, fico me questionado por que não fiz tudo isso uma semana antes, mas, não adianta mais se lamentar, todo ano é a mesma coisa. 

Não aguento mais passar o natal nas casas dos outros, juro que vou ficar no meu cantinho, curtindo aquelas músicas natalinas da Simone(Então é Natal, pro enfermo e pro são/Pro rico e pro pobre, num só coração/Então bom Natal, pro branco e pro negro/Amarelo e vermelho, pra paz afinal/Então bom Natal, e um ano novo também/Que seja feliz quem, souber o que é o bem), tomando um vinho de quinta categoria, comendo Panetone, frutas e rabanadas. O momento principal será a Missa do Galo do Vaticano, com a transmissão direta da Basílica de São Pedro – aqueles cantos gregorianos fazem bem para a mente e o espírito.


No dia 31, o pessoal da Banda Independente da Confraria do Armando, a famosa BICA, manda ver uma festa para os frequentadores do Bar do Armando, com a famosa “Festa do Talco”, com direito a um carnaval com antigas marchinhas. Assitir também pela televisao, a Corrida Internacional de São Silvestre, em São Paulo - é uma boa pedida.

O réveillon em Manaus vai ser o bicho, a Praia da Ponta Negra está fechada para reformas, mesmo assim vão abrir uma parte para um show da Rita Lee, além de um grande evento na Zona Leste, haverá também shows no Sambódromo, com “Oz Bambaz, Levada e Mr. Catra” – quem tem mais posses pode curtir no Tropical Hotel ou nos Hotéis de Selva.

Gosto muito daquela movimentação na praia, com muita gente feliz, a contagem regressiva, os shows pirotécnicos, o brindar do champagne, o beijo na mulher amada e muito carnaval até o Sol raiar. Acordar somente ao meio-dia e comer aquele famoso RO (restos de ontem), curar a ressaca com mais cevadas e ouvir muita música de carnaval. 

Lembram daquela música manjada: Adeus, ano velho!/Feliz ano novo!/Que tudo se realize/No ano que vai nascer/Muito dinheiro no bolso/Saúde pra dar e vender/Para os solteiros, sorte no amor/Nenhuma esperança perdida/Para os casados, nenhuma briga/Paz e sossego na vida. Pois é, com certeza, iremos ouvir muito por aí.

Para falar a verdade, este ano irei somente à festa da BICA, depois, ficarei com a minha netinha Maria Eduarda – será bem melhor presenciar a passagem do ano em companhia dos familiares. Será? Ou irei direto para a praia? No momento, penso em ficar quieto, mas, eu me conheço. É isso ai.

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