quinta-feira, 13 de outubro de 2011

DIAS DAS CRIANÇAS NA COMUNIDADE DO PAU ROSA.


Faço parte de um grupo de amigos em que os integrantes possuem algumas coisas em comum: o amor ao próximo e, o gosto em ajudar as pessoas mais carentes, principalmente às crianças e aos mais idosos, além de curtir as viagens de lazer pelas comunidades próximas a Manaus.
Algumas pessoas que frequentam o Bar Caldeira e Bar do Armando (BICA) fazem quota, arrecadam donativos e doam para os velhinhos do Asilo São Vicente de Paula, no bairro de São Raimundo, para hospitais e comunidades carentes.
O nosso grupo gosta de levar presentes e brinquedos no Natal e no Dias das Crianças, geralmente para as comunidades afastadas do centro de Manaus, este ano, no dia dos baixinhos, resolvemos levar brinquedos para as criancinhas da comunidade do Pau Rosa, no Km 21 da Estrada BR 174.
Esta comunidade recebeu este nome, em decorrência de uma antiga usina de beneficiamento de pau rosa existente naquela área. Em 1992, foi criado no local o Projeto de Assentamento Tarumã Mirim, através da Resolução do INCRA no. 184. Quase toda a produção dos produtos regionais é vendida diretamente aos consumidores na Feira da Sepror (semanalmente, das 8h de sexta feira ao meio dia de domingo), no Parque de Exposições Agropecuárias.
O grupo foi formado pela Socorra Papoula, militante do PT/CUT e protetora dos fracos e oprimidos; do Nego Augusto, empresário do ramo de refrigeração e filantropo; Celeste, funcionária da Sefaz e amante da natureza; Vital Melo, Secretário da Prefeitura de Manaus (SEMTRAD) e militante do PT/CUT; Eridan Baiana, secretária da Associação dos Pecuaristas do Amazonas e ambientalista e, pelo Rocha, ambientalista e blogueiro.
Os brinquedos foram comprados nas Lojas do Baiano, todos simples e baratos, porém, muitos valiosos para as criancinhas que moram dentro da selva amazônica.
Paramos em várias casas dos ramais da Comunidade Pau Rosa, as crianças ficaram felizes e com aquele brilho no olhar ao receberem os seus brinquedinhos.
Para nossa surpresa, os líderes comunitários resolverem comemorar o dia das crianças somente no próximo domingo; sobraram muitos brinquedos, acertamos retornar no final de semana, com mais brinquedos e levar lanches para roda a petizada.   
Fomos recebidos numa propriedade do casal “Voinha & Voinho”, ela é evangélica e, considerada a avó de todas as crianças da comunidade; o seu marido é um cara brincalhão, contador de piadas, produtor de açaí, banana e cupuaçu, além de criar galinhas, papagaio, patos, marrecos e perus.
Dentro da propriedade existe um igarapé de águas cristalinas, gelado que dói até os ossos, uma maravilha! Fizemos o nosso almoço num fogão a lenha, lembrei-me da minha infância, onde tudo era natural.
Quem no passado tomou banho nas águas límpidas do Igarapé do Tarumazinho (hoje, totalmente poluído), não imagina que ele passa pela Comunidade do Pau Rosa, neste lugar ele é conhecido como “Tarumã Açu”, não apresentando nenhum sinal de poluição; poucas pessoas têm o privilegio de tomar um banho naquele lugar.
Para ajudar o próximo não é necessários planejar muito, colocar tudo nos mínimos detalhes, basta ter boa vontade, um pouco de improviso e, partir para as comunidades próximas de Manaus, vai valer a pena! É isso ai.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

OS LEÕES GUARDADORES DAS CASAS


Era moda colocar na entrada das casas a figura de um casal de leões, pois representavam o “Poder e a Força”, serviam para “guardar a casa” com o seu ar poderoso, sendo muito difundido o seu uso na China, poderemos encontrá-los na entrada de muitas casas ao redor do mundo, inclusive na cidade de Manaus.

Segundo os historiados, o leão é oriundo da índia e da África, devido ser um animal dotado de um caráter feroz e imagem poderosa, na escultura, foi atribuída à missão da defesa, com o macho e a fêmea aos dois lados das portas dos palácios, templos e mansões. Geralmente são esculpidos na posição sentados, com a boca aberta e o peito avançado, dando um ar assustador, expressando o seu espírito de rei dos animais.

Na foto colagem acima, poderemos observar alguns prédios de Manaus onde se encontram os famosos leões guardadores das casas:

• Prédio do Conselho Federal de Química, na Rua Saldanha Marinho;

• Colégio Estadual Barão do Rio Branco, na Avenida Joaquim Nabuco;

• Prédio de uma clínica odontológica (um leão sumiu), na Avenida Joaquim Nabuco, próximo a Rua Lauro Cavalcante;

• Prédio da Clínica Samel, na Avenida Joaquim Nabuco;

• Entrada da Loja Dinâmica, na Avenida Darcy Vargas.

Apesar do proprietário da Loja Dinâmica ter colocados dois blocos de granito em forma de leões, a intenção foi estética, longe de servir para guardar o seu estabelecimento, pois, nos dias atuais o leão não assusta mais ninguém, deveremos, sim,  ter muito medo é do “bicho homem”, o maior predador de todas as espécies. É isso ai.


Fonte: http://portuguese.cri.cn/152/2007/01/17/1@59808.htm

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

COLÉGIO BARÃO DO RIO BRANCO DE MANAUS


Assim como ninguém esquece a primeira namorada, o primeiro beijo e, a primeira “zagaiada”, também não esquecemos o primeiro colégio. O meu foi o Colégio Barão do Rio Branco, localizado na Avenida Joaquim Nabuco, no. 1152, centro, em Manaus.

O nome do colégio deu-se em homenagem a José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, nasceu no Rio de Janeiro em 20 de Abril de 1845, foi diplomata, Ministro de Estado, geógrafo e historiador brasileiro.

Sua maior contribuição ao país foi a consolidação das fronteiras brasileiras, em especial por meio de processos de arbitramento ou de negociações bilaterais, dos quais se destacam três questões de fronteiras: Amapá, Palmas e Acre.

A minha avó Lídia Pires, era a encarregada dos assuntos educacionais; fez a minha matrícula no “A” Forte, apesar de ainda não saber ler e escrever. Lembro-me da professora Genoveva, portuguesa dos olhos azuis, mandou a turma fazer uma cópia do que estava escrito na lousa, como não sabia ler, pedi ajuda ao colega Nascimento, o cara era canhoto, pegou o meu caderno virou de ponta cabeça e mandou ver. Fiquei feliz da vida, levei para a professora, ela me detonou:

– Faz outra cópia, esta não serve, você fez de cabeça para baixo! – gritou dando um ralho daqueles!

O choro foi inevitável, fui transferido para o “Alfa”; achei uma moleza cobrir o abecedário! Sou daquela época da palmatória, do castigo, da alfabetização e do A e B fraco/forte, além da prova de admissão para o ensino médio.

A merenda era o famoso “leite de posto”, feito de soja, não entrava forma alguma; o jeito era levar uma lancheira, com sanduíche de pão com pão ou bolacha da Padaria Modelo e Kisuk.

Um dos alunos mais ilustre do colégio, foi o saudoso senador Jefferson Péres.

Segundo os historiadores, a Avenida Joaquim Nabuco, era um dos lugares mais bonitos de Manaus. Infelizmente, os governantes e o próprio povo manauense não tiverem a sensibilidade para conservar o seu patrimônio histórico. Para os senhores terem uma ideia da destruição, somente a Uninorte, para fazer as suas faculdades, derrubou dezenas de prédios antigos, no trecho entre as Ruas Huascar de Figueiredo e Ramos Ferreira, todos com autorização do poder público.

Restou apenas uma pequena amostra do que foi a Manaus chamada “Paris dos Trópicos”, ainda bem que ficou conservada uma casa de um seringalista, onde hoje é o nosso querido e amado Colégio Barão do Rio Branco.

Esta postagem foi feita em 2009 – alguns ex-alunos mandaram os seguintes comentários:

Anônimo disse:
- Eu também estudei aqui. Foram minhas professoras: Rosa Maria Oliveira Leão, Maria de Lurdes Bandeira, e a tão importante dona Rita que fazia a merenda. Onde estarão os colegas de escola, muitos dos quais ainda lembro os nomes completos?

Naty disse:
- Tambem estudei no mesmo Colégio e, também ia ao Cine Guarany às 12h45minh. Trocava gibis na banquinha em frente ao cinema, acompanhado de um bom guaraná Baré. Quanta saudade – às vezes levava para o cinema ovos para jogar nos ventiladores laterais quando as portas de correr fechavam com aquele calor todo, geralmente os ovos estavam estragados, mas, tudo era muito divertido. Estou viajando no tempo com o seu Blog. Obrigado.

Netttoboy disse:
- Pô! Estudei nesse Colégio também no ano de 89, muito bom! Agora mora em Rio Branco (Acre), mas, lembro com muitas saudades de Manaus. Abração a todos!

Soraia Magalhães disse:
- Exelente comentário sobre a Avenida Joaquim Nabuco. Uma pena o que fizeram e ainda fazem com a nossa cidade. Adora o Blog, também tenho um que se chama “Caçadores de Biblioteca”, onde descreve e comento sobre esses importantes locais de cultura. Visitei a biblioteca do Colégio Barão do Rio Branco e, agora para compor o meu texto vi que você fez um belo comentário sobre o Colégio. Tomarei por referencia. Um abraço!

Meirelles disse:
- Meu apelido era Bindá e estudei também nesse Colégio em 1975 a 1977. Morava ai na Rua Ipixuna, descia a ladeira de carrinho de rolimã que eu mesmo fazia. Servi na Marinha por 35 anos, sendo 16 em submarinos, morei no Rio de Janeiro por muito tempo, hoje estou aposentado, morando em Pelotas (RS). Gostaria de encontrar com os amigos dessa época, principalmente de uma garota por nome Evaneide, acho que o sobrenome era Braga, ela tinha uma irmã por nome Elizabeth e também morava na Rua Ipixuna, a última vez em que fui a Manaus, soube que mudaram para o Conjunto Santos Dumont. O meu - email é vfmeirelles@hotmail.com 

Frases sobre o passado:

"O passado não reconhece o seu lugar: esta sempre presente". Mário Quintana 

"Quem não recorda o passado está condenado a repeti-lo". George Santayana

"Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e pensar no passado, poderá obter prazer uma segunda vez". Dalai Lama

É isso ai.





domingo, 9 de outubro de 2011

HUASCAR DE FIGUEIREDO, UMA RUA DA MINHA CIDADE.


Manhã calma de domingo, ideal para se tirar fotografias da nossa cidade, escolhi a Rua Huascar de Figueiredo; foi uma volta ao passado, pois aquela rua faz parte da minha infância e adolescência.
Trabalhei durante dezessete anos na oficina de violões do meu saudoso pai, ela ficava nos porões do “Solar dos Bringel”, portanto, tenho muita ligação com aquela via pública.
Comentei em artigos anteriores sobre a atuação das Faculdades Uninorte (grupo Lauriate International) com relação ao nosso patrimônio histórico, eles estão comprando muitos imóveis da Avenida Joaquim Nabuco, a grande maioria são prédios antigos, mesmo assim, boa parte está sendo destruído para darem lugar aos edifícios de mau gosto daquela instituição de ensino superior.
Entre a Rua Igarapé de Manaus e a Avenida Joaquim Nabuco, a mais afetada pela Uninorte - ainda encontra-se de pé a antiga residência do Senador Jefferson Péres, do Colégio Santa Doroteia (a placa da Laureate já está lá), do empresário J. Cruz (fundador do guaraná Magistral), da Vila do Nelson Português e, a do Dr. Conte Telles (o médico dos pobres de Manaus).
Não tiveram a mesma sorte, a residência do Governador Plínio Coelho (entrada da faculdade), do Bar Janela (estacionamento), da Fundação Cultural do Amazonas (parte da faculdade), a casa do Dr. Jacson Cabral (clínica) e, do Solar dos Bringel (virou estacionamento também).
O Igarapé de Manaus foi totalmente modificado, tiraram todas as casas ao seu redor, fizeram o Parque Manaus (Prosamin), a obra foi inaugurada com toda a pompa, marquei presença ao evento – passado um ano, falta fazer a devida manutenção, bem que a “Laureate” que tantos danos causor ao local, poderia assumir a responsabilidade com a conservação daquele bem público.  
Vamos conhecer um pouco da pessoa que deu o nome a Rua Huascar de Figueiredo. Segundo o escritor Luiz Carlos de Carvalho, no seu livro Ruas de Manaus – A História do Amazonas nas Ruas de Manaus “João Huascar de Figueiredo, nasceu em Belém a 27 de fevereiro de 1891, filho de José de Castro Figueiredo e Maria da Glória Menezes Figueiredo. Formou-se em Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de São Paulo. Foi Cronista, colaborou durante muitos anos com o Jornal “A Tarde” e foi Diretor da Associação Amazonense de Imprensa, no biênio 1940/1942. Pertenceu à Academia Amazonenses de Letras. Foi nomeado Procurador Fiscal do Estado do Amazonas. Morreu a 23 de fevereiro de 1949”.
Huascar de Figueiredo, uma rua da minha cidade. É isso.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

BOIUNA, A COBRA GRANDE DA AMAZÔNIA.


A palavra “boiuna” vem do tupi (boídeos = família de grandes ofídios escamados, que matam as presas por constrição / una = preto), significando uma grande cobra com manchas pretas. No folclore da região amazônica representa a figura mitológica indígena, temida pela sua maldade, tomada pela forma de cobra, que faz virar as embarcações, levando os náufragos para o fundo do rio – também conhecida como cobra-grande, mãe-do-rio, sucuri, boiaçu e senhora-das-águas.

A Lenda da Cobra Grande (Boiuna) é conhecida por todos os caboclos da nossa Amazônia – ela é contada de pai para filho, ficando no imaginário popular.
Segundo a lenda, existia numa das tribos do Amazonas, uma índia cruel que infernizava a todos, inclusive devorava até as criancinhas, para livrar-se dela, os membros da tribo jogaram-na no fundo do rio com a intenção de afogá-la.
O Anhangá, o gênio do mal, não a deixou morrer, os dois se casaram e tiveram um filho, que foi transformado em cobra para viver dentro do rio. Ela cresceu muito, o rio ficou pequeno e devorou todos os peixes. Começou a vagar pelas praias, com os olhos em forma de faróis, espreitando as suas presas e os homens, a tribo ficou aterrorizada e deram o nome de Cobra Grande.
No dia da morte da sua mãe, ela transformou a sua dor em ódio mortal, saindo dos seus olhos flechas de fogo que eram lançadas para o céu e para a escuridão.
No dia seguinte, ela se recolheu, dizem que vive adormecida debaixo de muitas cidades, acorda somente para anunciar o verão em forma de serpentário, ou em grandes tempestades para assustar com a luz dos relâmpagos, as tribos apavoradas.
As pessoas mais antigas de Manaus, contam que existe uma Cobra Grande na cidade, ela está com a boca no Rodoway (Porto Flutuante) e o rabo no Largo de São Sebastião, quando sentimos algum tremor de terra, eles dizem que ela está de mexendo.
Na nossa cultura popular, a Boiuna aparece nos momentos de ritual nas apresentações folclóricas dos Bois Garantido e Caprichoso de Parintins, nas Cirandas de Manacapuru, bem como, na maioria das danças dos festejos juninos da Amazônia.
O Boi Caprichoso lançou uma Toada chamada “Boitatá” (cobra de fogo), uma composição do Ronaldo Barbosa:
Um brilho no rio
Em noite escura é fogo fátuo
Gênio protetor dos campos e das águas
Cobra grande Boiaçú
Boiuna, boiuna, Sucuriju
A fera que surge do nada
Corre no corpo um arrepio
O sangue nas veias fica frio
O fogo que água não apaga
Um facho de luz ilumina a escuridão
Seus olhos de fogo encandeiam
Tapando furos singrando rios
A dona da noite a boca da noite
A dona da noite vai chegar
Boitatá boitatá
Fogo no ar fogo no ar

Cobra de fogo boiaçu
Boiuna boiúna flutua
Boitatá boitatá
Fogo no ar fogo no ar
Cobra de fogo boiaçu
Boiuna boiuna flutua

A foto acima foi tirada do portal do “Boi Manaus 2010”, um evento que acontece todo dia 24 de Outubro, em homenagem ao aniversário da cidade. Isto dar uma ideia do quanto o povo da Amazônia venera e, ao mesmo tempo sente medo da Boiuna, a Cobra Grande. É isso ai.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

BLOGDOROCHA: LUCINHA CABRAL

BLOGDOROCHA: LUCINHA CABRAL: A cantora e compositora Lucinha Cabral, amazonense da gema, possui o orgulho de ser cabocla, o amor pela suas raízes e, pela cultura da sua...

FOTOGRAFIAS DA MANAUS ATUAL


O nosso blog recebe alguns pedidos de publicação de fotografias atuais da nossa cidade Manaus, geralmente são de pessoas que nasceram por estas bandas e, o destino os levou para muito longe daqui, sentem saudades desse pedaço de Brasil, a única forma  que encontram para matar a saudade é através de fotos.

Faço postagem de fotografias da Manaus antiga e atual, no trabalho de hoje, mostro os seguintes lugares:

Parte externa do Amazonas Shopping;

Alguns edifícios do bairro Eldorado;

Avenida Djalma Batista;

Avenida Darcy Vargas;

Uma Praça do Parque dos Bilhares;

Parte do Manaus Plaza Shopping;

Igarapé do Mindú (poluído);

Praça do Congresso (descaracterizada).

A próxima postagem será das casas da Rua Huascar de Figueiredo, mostrando onde morou o governador Plínio Coelho, o médico Conte Telles, do empresário J. Cruz (fundador do Guaraná Magistral) e do Senador Jeferson Peres - além de comentar sobre a figura que emprestou o nome a rua. É isso.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

TEREZINHA MORANGO, A NOSSA ETERNA MISS

Tereza “Terezinha” Gonçalves Morango, nasceu em 26 de Outubro de 1936, na Fazenda Canavial, no município de São Paulo de Olivença, no Estado do Amazonas, foi a primeira amazonense a ganhar o concurso de Miss Brasil, em 1957, no Hotel Quitandinha, em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro.

Filha de Manoel Ferreira Morango, um português nascido na cidade do Porto - e Emir Gonçalves Morango, uma cabocla amazonense do interior. O casal teve oito filhos: José, Getúlio, Tereza, Maria Antonieta, Marieta, Gloria, Maria das Dores e Manoel.

O seu pai era dono de um Bar e, morava na Rua Comendador Alexandre Amorim, nº 354, no bairro de Aparecida (antigo bairro dos Tocos) – ainda muito jovem foi morar com um dos tios ricos.

Por ter uma beleza fora do comum, ganhou o primeiro concurso como Miss Rio Negro, do Atlético Rio Negro Clube. Depois, ganhou como Rainha dos Estudantes de Manaus, Rainha das Calouras, Miss Cinelândia (1956) e Miss Brasil, em 1957.

Disputou o concurso de Miss Universo, no dia 19 de Julho, em Long Beach (Califórnia) nos Estados Unidos, ficando em segundo lugar, perdendo para a peruana Gladys Zender.

Casou-se com o empresário Alberto Pittiglaini (16/4/1918 Imbituba, SC/ 2/8/2003 Rio de Janeiro, RJ), dono das empresas Cia. Brasileira de Discos (vendido à Phillips), Seagrams (Campari) e Tibrás (titânio), tiveram dois filhos, Alberto e Andréa Pittigliani. Ficou viúva e, mora num apartamento da Praia do Leblon, no Rio de Janeiro – este mês estará completando 75 anos de idade. Parabéns, vida longa a nossa eterna miss! 

As Fotografias:

• Na cor sépia, ela aparece com a tripulação do avião da Panair do Brasil, na volta para Manaus após a sua vitória no concurso Miss Brasil 1957.

• Colorido, uma fotografia de 2010, do Sebastião Marinho, para o blog da Hidelgard Angel, famosa jornalista do Rio de Janeiro.

A sua trajetória serviu para o lançamento de um livro chamado “Terezinha Morango – Cinderela Amazônica”, do saudoso Demosthenes Carminé. É isso.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

AS PALMEIRAS IMPERIAIS DA AVENIDA DJALMA BATISTA X SISTEMA BINÁRIO.

A Prefeitura Municipal de Manaus (PMM) anunciou no mês de maio do ano passado, a implantação do Sistema Binário, com as Avenidas Constantino Nery, que teria o trafego no sentido Bairro-Centro e, a Djalma Batista, no sentido inverso, o projeto estava orçado em vinte milhões de reais – um ano e meio depois não se fala mais nada a respeito.

Sabe quem pagou o pato pelo tal “Sistema Binário”? As Palmeiras Imperiais que estavam plantadas no canteiro central!

É isso mesmo, os técnicos da Prefeitura a mando do negão Amazonino Mendes, retiraram no mês de Julho do ano passado mais de cem árvores que estavam plantadas há mais de dez anos.

Na época, o Senhor Júlio Pedro, assessor de comunicação da Secretária Municipal de Meio Ambiente, assim justificou a retirada: - Devido à retirada do canteiro central, nenhuma outra árvore será plantada para repor o lugar das palmeiras imperiais. Fizemos uma “cirurgia de salvamento”, estamos retirando estas plantas de um ambiente hostil, cheio de poeira e fuligem dos carros. Muitas não se desenvolveram devido a toda a poluição da área. - afirma o assessor.

É agora, José? Não implantaram o tal projeto, não fizeram a reposição das plantas e, não dão nenhuma justificativa para o povo!

Onde estão as Palmeiras Imperiais? Dizem que elas foram para o Horto Municipal, para o Centro de Produção de Mudas (na AM 010), Batalhão de Guarda Municipal e para a Praça da Saudade.

É inconcebível que uma cidade que vai sediar alguns jogos da Copa do Mundo de 2014 retira a maioria das árvores que estão na cidade. Ainda tem o disparate de anunciar que em Manaus será a “Copa Verde”! Mais uma balela para “inglês ver”! É isso.



domingo, 2 de outubro de 2011

CASA 22 PAULISTA

 Um cidadão português ao ler uma postagem que eu fiz em setembro do ano passado (ver abaixo) mandou-me um e-mail relatando a sua alegria pela não derrubado desse prédio histórico, pois naquele lugar trabalhou o seu bisavô.

Boa tarde Senhor José Rocha

É com muita alegria que venho saber que a casa 22 Paulista em Manaus foi salva
O meu tio bisavô Manuel da Costa Branco Trabalhou na casa 22 de Manaus. Viveu  em Manaus finais do século XIX,  depois regressou aos Açores onde faleceu com 33 anos de idade. Temos fotografias da casa 22 de Manaus. Penso que a casa 22 Paulista de Manaus, que não foi demolida, é a mesma onde trabalhou o meu tio bisavô.
Há já algum tempo que tento saber noticias da casa 22 de Manaus, mas sem sucesso, até que consegui através do site casa 22 Paulistas.

Junto envio a fotografia da casa 22 de Manaus. Parece-me que é a mesma casa 22 Paulista em Manaus. Gostaria de saber noticias da casa 22 e de saber se têm registros do nome meu tio bisavô, pela passagem pela casa 22.

Com os melhores cumprimentos
 João Magalhães

Resposta:

Boa Tarde Senhor João Magalhães!

A fotografia que o senhor enviou é a mesma do prédio "22 Paulistas de Manaus". No projeto original da construção de um "Monotrilho" previa a derrubada desse prédio histórico, felizmente, a sociedade civil organizada foi contra, o governo do Estado do Amazonas teve que rever o projeto e, o imóvel foi preservado.
 Ele continua muito bonito, foi feita uma reforma faz alguns anos. Irei publicar no nosso blog o e-mail e a fotografia enviada.

José Martins Rocha

Terça-feira, Setembro 21, 2010
O PRÉDIO DA “CASA 22 PAULISTA” FOI SALVO PELO GONGO!
O prédio da esquerda fica na Rua Epaminondas, esquina com a Avenida Sete de Setembro, centro antigo de Manaus – foi construído no final do século XIX. Dizem que este nome curioso se deu, em decorrência de abrigar por algum tempo, exatamente, vinte e dois paulistas.

O projeto básico do famigerado “Monotrilho” previa a derrubada desse prédio e do Teatro da Instalação – com a intervenção dos Ministérios Público Estadual e Federal e do Instituto Histórico e Artístico Nacional, a empresa “Princewaterhouse Cooper Corporation” foi obrigada a rever o projeto e o traçado, desviando para a direita, fazendo com que todo o quarteirão de prédios históricos seja preservado.

Por falar em monotrilho - este é um projeto de mobilidade urbana que faz parte das obras de preparação da cidade para ser uma das sedes da Copa do Mundo 2014. Acredito que este projeto não vai vingar, pois, todo mundo sabe que este tipo de transporte não é mais adotado em nenhuma cidade, por ser de alto custo, antieconômico e poluidor visual. Somente é aceito em parques temáticos -, inclusive, o que foi construído para a Copa de 2010 na África do Sul está sendo desmontado.

A solução viável é a adoção do “Bus Rapid Tansit – BRT” – um sistema de ônibus de alta capacidade que provê um serviço rápido, confortável, eficiente e de qualidade, com a utilização de corredores exclusivos. A Prefeitura de Manaus entrou na briga contra o monotrilho e vai adotar o BRT do centro até a zona leste da cidade – o próximo governador terá de repensar e adotar também este sistema.

Ainda bem que existem instituições do quilate do Ministério Público, tanto na esfera estadual quanto na federal, onde trabalha pessoas dignas de todo o nosso respeito, pois cumprem fielmente o seu papel instituído pela nossa Carta Magna de 1988: a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis (interesse público).

A Casa 22 Paulista foi salva pelo gongo, os proprietários podem continuar o seu tradicional ramo varejistas de vendas de tecidos. Xô monotrilho, sai prá lá bicho ruim! Venceu o bom senso e os homens de boa vontade! É isso ai.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

DONA ADALGIZA, A TACACAZEIRA DE MANAUS.




Quem passa pela Praça Heliodoro Balbi (antiga Praça da Polícia), centro antigo de Manaus e, para no “Quiosque de Tacacá da Dona Adalgiza”, não imagina que aquela senhora simpática que serve a melhor iguaria da Região Norte passou da casa dos noventa anos e que todo o produto do seu trabalho é destinado a ajudar as pessoas carentes de Manaus.

A Dona Adalgiza nasceu no Seringal Concórdia, no Alto Juruá, Estado do Amazonas, veio ao mundo em 15 de Julho de 1918, exatamente quando a 1ª. Guerra Mundial estava terminando.

Passou poucos anos no local onde nasceu, indo morar por pouco tempo na Comunidade do Jaraqui, depois, foi para o município de Nova Olinda do Norte e, chegou à cidade de Manaus com apenas doze anos de idade.

- Passei todos esses anos em Manaus, a minha cidade, pretendo somente sair daqui direto para o Cemitério do Tarumã! – fala com orgulho da cidade que o acolheu.

Morou na “Cidade Flutuante”, a sua casa ficava por detrás da loja “Uirapuru Ferragens”, próximo onde é hoje a “Loja do Baiano”. Com a demolição das casas que faziam parte desse complexo de moradias, o governo doou um terreno no bairro de São Jorge, na Rua São Pedro, onde construiu a sua nova moradia, local em que está até hoje com os seus filhos, netos e bisnetos.

Casou e teve cinco filhos, foi abandonada pelo marido quanto tinha apenas vinte e seis anos de idade. Ele arranjou outra mulher e foi morar em Santarém, no Pará. Tempo depois, ficou doente, voltou para Manaus e, pediu perdão da ex-mulher, ela não o perdoou, não o fez por ter arranjado outra mulher, mas, por ter abandonado as cinco crianças.

Ela conta que passou muitas necessidades, chegou até a desmaiar de tanta fome, sofreu muito para sustentar os seus filhos menores. Quando começou a ganhar dinheiro com a venda de tacacá, além de dar uma boa vida a sua prole, começou a criar os filhos dos outros, ao todo foram quarenta filhos adotivos.

Trabalha mais de cinquenta anos na Praça da Polícia, atual Praça Heliodoro Balbi. Com a venda do tacacá ajudou a criar os filhos, netos e bisnetos.

– Quando eles ficavam adultos e iam se casar, sempre comprava uma casa e dava para eles! – diz com orgulho.

– Hoje não posso mais fazer isso, dou apenas uma boa educação, quando ficam adultos, estão preparados para arranjar emprego e se virar na vida!

Antes da reforma da Praça da Polícia, ela revela que faturava alto com a venda de comidas, guloseimas, bebidas e o tradicional Tacacá.

- Muita gente circulava por aqui, tinham os soldados do quartel da polícia militar, o “Café do Pina” era apinhado de gente, eu tinha uma imensa clientela, o faturamento era ótimo. – lembra com saudade dos tempos bons.

– Atualmente, dá somente para sobreviver, com a nova praça a clientela foi embora, caiu o movimento, além de me proibirem de vender comidas, até o refrigerante não posso oferecer aos meus clientes. Este quiosque foi feito pelo governo, não cobram taxa, luz nem água, ainda bem! O nome foi em homenagem a Dona Zita, a primeira tacacazeira da praça. – fala lamentando uma pouco das decisões equivocadas da Secretaria de Cultura.

– Para ser ter uma ideia, pago uma pessoa para fazer as compras no Mercado Adolpho Lisboa, preparo o Tacacá em minha casa, tenho um contrato com um taxista de confiança, pago para ele R$ 900,00 por mês, somente com o transporte do material até a banca, ainda tenho que pagar uma diária para um ajudante. – desabafando novamente.

– Tem mais, ainda estou criando cinco filhos adotivos, o mais velho tem vinte anos e, o mais novo tem apenas seis anos de idade. Dividi o meu terreno, fiz uma casa grande ao lado, outra no fundo, a minha tem dois pavimentos, moro na parte de cima com os cinco filhos, nas outras casas e na parte debaixo moram os meus filhos mais velhos e suas esposas e filhos. A minha netinha me ajuda na venda do meu tacacá, no próximo ano ela irá estudar de manhã e a tarde, não terei mais a sua ajuda, no tem problema, o mais importante será o seus estudos!

Esta senhora guerreira e mãe adotiva de muitas crianças, ainda têm planos para o futuro:

- O meu desejo é alugar uma casa bem grande e cuidar dos velhinhos que estão abandonados no centro de Manaus, fico muito triste em ver uma pessoa sofrendo e abandonada pela família. – fala revelando o seu imenso lado humano.

Perguntei o que ela queria ganhar de presente no seu próximo aniversário, respondeu:

- Quero ganhar uma Camionete, para passear e transportar o meu tacacá e, um noivo para casar antes de completar os cem anos de idade! – falou dando uma tremenda gargalhada!

Juro que não tinha encontrado nos últimos anos uma pessoa tão humana quanto a Dona Adalgiza – uma guerreira, com quase cem anos de idade, trabalhadora, ativa, lúcida, com dois lindos olhos de bondade, um grande coração, uma sofredora que venceu na vida com muito esforço, criou os seus filhos e mais quarenta adotivos e, ainda quer construir o abrigo para cuidar dos idosos abandonados de Manaus!

- Trabalho de segunda a segunda, paro somente um dia por mês quando vou ao cardiologista, para o médico examinar o meu coração que começou a dar uns probleminhas! - falando do seu gosto pelo trabalho e do seu coração doente.

No dia 24 de Outubro a cidade de Manaus completará 342 anos -, bem que a Secretaria de Cultura poderia fazer uma homenagem toda especial para a Dona Adalgiza. Pode ser uma medalha de honra ao mérito, ou melhor, liberar o quiosque para que ela possa vender refrigerante e quitutes, quanto mais dinheiro ela ganhar, com certeza, mais crianças e velhinhos ela irá ajudar!

Enquanto isso, os políticos ficam fazendo honrarias para muitas pessoas que não merecem, esquece-se de homenagear a Dona Adalgiza! Após a eleição, a grande maioria não anda mais a pé pela cidade, não conversam com o povo, não querem saber que existe uma tacacazeira na Praça Heliodoro Balbi que é a cara de Manaus, que tem uma história de sofrimentos, vitórias e amor ao próximo!

Enquanto tomava o delicioso tacacá e conversava com a Dona Adalgiza, ao saber da sua história de vida e do seu imenso amor pelas pessoas, os meus olhos marinaram! Ela é uma mãezona, o brilho do seu olhar parece com a da minha saudosa mãe!

Palmas para a Dona Adalgiza, a tacacazeira de Manaus, a mãe de quarenta filhos adotivos e, protetora dos idosos abandonados! É isso.

Foto: J. Martins Rocha

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

PONTOS TURISTICOS DA MANAUS ANTIGA



Recebi um e-mail da professora Fernanda Almeida, perguntando se eu conhecia alguma coisa sobre os pontos turísticos da Manaus antiga, pois ela pretende fazer um trabalho com os seus alunos e não está conseguindo praticamente nada na internet.

Fiquei sem respostas, pois não tenho nada a respeito, no entanto, abriu a minha curiosidade sobre o assunto. Sem fazer nenhuma pesquisa, tentei responder de uma forma superficial.

A cidade de Manaus de antigamente, começava no Cais do Porto, conhecido como Rodoway e terminava na Vila Municipal, com os bondes fazendo linha até Flores, na altura da atual Arena da Amazônia.

Tudo girava onde hoje é conhecido como Centro Antigo de Manaus, com edificações e lugares dignos de serem pontos turísticos. Acredito que quem chegava até a nossa cidade, com certeza, visitava os seguintes lugares:

Rodoway;
Igreja de Nossa Senhora da Conceição;
Biblioteca Pública;
Correios e Telégrafos;
Relógio Municipal;
Mercado Adolpho Lisboa;
Avenida Eduardo Ribeiro;
Ponte Benjamim Constant;
Paço da Liberdade;
Palácio Rio Negro;
Palácio Rio Branco;
Teatro Amazonas;
Igreja de São Sebastião;
Praça de São Sebastião;
Palácio da Justiça;
Palacete Provincial;
Hotel Cassina;
Praça D. Pedro II;
Praça da Polícia;
Prédio da Alfândega;
Praça do Congresso;
Praça da Saudade;
Reservatório do Mocó;
Parque Amazonense;
Hotel Amazonas.

Com o tempo a cidade foi se expandido, alguns balneários foram sendo explorados, como a Ponta da Bolívia, o Parque Dez de Novembro, a Cachoeira do Tarumã, a Ponta Negra e o Tarumanzinho.

Acredito que mesmo na época áurea da borracha, quando a nossa cidade alcançou um estágio muito avançado de desenvolvimento urbano, não era rota de turismo – as pessoas vinham para estas bandas para visitar familiares e a negócios, na tentativa de enriquecer da noite para o dia. Alguns mais endinheirados vinham para assistir Ópera no Teatro Amazonas.

Vários outros fatores influenciavam para o isolamento da nossa cidade, como a distância enorme entre Manaus e outras cidades do Sul e Sudeste do país; o transporte aéreo era precário e muito caro, além do transporte por via marítima ser demasiadamente demorado.

Com o esvaziamento dos seringais e falência dos seringalistas, a cidade de Manaus mergulhou nas trevas, com a destruição de grande parte do patrimônio histórico, houve uma debandada geral, depois, veio a Segunda Guerra Mundial, contribuindo em muito para o seu empobrecimento e o caos econômica e social.

Com o surgimento da Zona Franca de Manaus, a cidade voltou a respirar melhor, além do turismo de negócios, aqueles lugares e edificações importantes que conseguiram sobreviver ao longo do tempo, servem hoje de ponto turísticos para os brasileiros e estrangeiros.

Naquele tempo, a floresta amazônica, o encontro das águas, o Rio Negro e Rio Solimões – não eram valorizados pelos turistas, não serviam como pontos turísticos como é hoje.

Quem puder ajudar a professora Fernanda Almeida e seus alunos, basta escreve para o nosso blog. É isso.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

BANDA MÁQUINA DO TEMPO NO TACACÁ NA BOSSA

Toda quarta-feira a pedida no Largo de São Sebastião é o Tacacá na Bossa, amanhã teremos a “Banda Máquina do Tempo”. Para quem não conhece, esta banda canta e encanta, sendo muito curtida pelos mais velhos e também por muitos jovens. Eles fazem uma viagem musical aos anos 60 e 70, no auge da “Jovem Guarda”, indo buscar no fundo do baú os sucessos dos Beatles, Renato e seus Blue Caps, Elvis Presley, Pink Floyd, Roberto Carlos, Rolling Stones, Erasmo Carlos, Pholhas e outros mais. O líder da banda é o Paulinho Rodrigues (guitarra base e vocal), ele é engenheiro civil, mas, nunca deixou de tocar e cantar. Amanhã marcarei presença no Largo. Todos estão convidados.

PRÉDIOS DO J. G. ARAÚJO

Posted by Picasa

Fotocolagem J. Martins Rocha, mostrando os antigos prédios do J. G. Araújo, com  destaque para a fachada do que sobrou do escritório central, situado na Rua Marechal Deodoro, centro de Manaus. A fotografia atual, somente foi possível enquadrá-la no melhor ângulo, com a retirada de umas imensas estruturas de ferro (por força da atuação do Ministério Público Estadual), no local existia o "Shopping a Céu Aberto Bate Palmas", uma criação imbecil de um determinado prefeito de Manaus, uma aberração estérica que escondia a beleza dos prédios históricos.
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Crônica de Rogel Samuel

Rogel Samuel é Doutor em Letras e Professor Aposentado da Pós da UFRJ. poeta, romancista, cronista, webjornalista


O J. G. ARAÚJO

Ele se chamava Joaquim Gonçalves.

Dizem que, quando nasceu, sua família portuguesa de tão pobre o doou para outra família inglesa. Isto era o dia 14 de fevereiro de 1860, em Povoa do Varzim. Os pais lavradores. Como chegou em 1871, aos 11 de idade, no Amazonas? Seu biógrafo, Agnello Bittencourt, diz que veio agregado ao barco de Nuno Pau Brasil, que viajava entre Manaus e Lisboa. Pau Brasil era o nome de uma antiga família amazonense. Em Manaus conseguiu-lhe colocação na “Casa Silva”. Em 1875, o comandante Nuno emprestou-lhe dinheiro com que pôde abrir seu primeiro comércio. Mas o próprio J. G. disse que começara a vida cortando piaçaba.

O homem construiu um império.

Quando faleceu, em 21 de março de 1940, deixou um patrimônio incalculável em navios, casas comerciais, empresas.

Quase todo o centro comercial de Manaus da época lhe pertencia. A primeira casa de pedra e tijolos em Manaus foi construída por ele, onde instalou a “Padaria Progresso”. Sua famosa firma “J.G. Araújo & Cia” fez de tudo. Inclusive financio um filme famoso, “No país das amazonas”, de Silvino Santos, um belo filme (Silvino era um gênio) hoje raro e desconhecido.

O filme “O cineasta da selva”, de Aurélio Michiles, de 1997, conta essa estória, a de Silvino Santos e do Desembargador.

"Silvino Santos (1886, Portugal-1969, Brasil) começou sua carreira de cinematógrafo na cidade de Manaus quando esta vivia seu apogeu graças ao ciclo da borracha, tornando-se um dos pioneiros do cinema no Brasil. Adotou o Brasil como pátria aos 13 anos de idade, documentou a história de uma Amazônia com uma produção extensa e diversificada. Ao longo dos seus 84 anos realizou nove longas e 57 curtas e médias metragens no Brasil em Portugal, muitas vezes se embrenhando na floresta amazônica com uma câmera de manivela na mão e fazendo as pontas de teste do material filmado nos ocos das gigantes árvores da selva”, diz o autor do filme.

“No paiz das Amazonas”, de Silvino Santos e Agesilau de Araújo (filho do comendador), foi realizado em 1922.

Diz-se, dele: “Percurso por alguns rios da bacia amazônica, o filme retrata diversas formas de sobrevivência e trabalho na região: a pesca do peixe-boi e do pirarucu, a extração da balata e do preparo do látex, a extração da castanha e o preparo do guaraná. “No Paiz das Amazonas” é considerado o filme mais famoso de Silvino Santos que realizou enquanto funcionário da Cia J. G.Araújo. Foi sucesso de público e crítica permanecendo em cartaz cinco meses no Cine Palais no Rio de Janeiro, além de ser exibido em salas de cinema na França, Inglaterra e Lisboa. Junto de Nanook, de Flaherty (1922), La Crosière Noire (1926) de Léon Poirier, Tabu (1930) de Murnau, o filme No Paiz das Amazonas e No rastro do Eldorado (1925) de Silvino formam um conjunto de filmes de viagem que forneceram aos moradores das metrópoles a oportunidade de se aventurar e descobrir as regiões "mais selvagens do mundo".

O Comendador e aparece no romance “A selva” de Ferreira de Castro.

Do seu casamento nasceram vários filhos, um também comendador e Presidente da Província

Quando o apogeu da economia da borracha acabou, somente o pai seguiu próspero, pois suas atividades abrangiam um pouco de tudo, criava gado, tinha farmácia, padaria, barcos etc. Além disso ele construiu asilos, um forno para queimar o lixo que era único no Brasil.

Um dia um adversário comercial tentou matá-lo com tiro, à queima roupa, no coração. Ele foi salvo pelo cabo do guarda-chuva, onde havia uma placa de ouro. Pois bem, depois disso, perdoou o inimigo e mandou soltá-lo, dizendo que o criminoso tinha “numerosa família” para sustentar.

Aos domingos, o Comendador visitava a Santa Casa e a Beneficente Portuguesa para ver se alguém estava necessitando de alguma coisa. Ele levava envelope de dinheiro, para ofertar. Fazia ofertas generosas. Em dinheiro. E construiu o “Asilo de Mendicidade” do próprio bolso para ali abrigar os numerosos mendigos de Manaus depois da crise da borracha. E fazia doações em segredo, não queria que ninguém soubesse.

Estranho é o fato de que todo o império dos Araújos desapareceu por completo.

Um dia, visitei a sua casa, hoje transformada em repartição do governo, ou algo assim. Assaltou-me uma reflexão sobre a impermanência de todas as coisas. Como era a vida daquele homem, tão rico e tão bom? Diante da janela de sua mansão se via o Teatro Amazonas. O símbolo daquela época de riqueza

Melhores correspondências para a primeira casa de manaus

Quase todo o centro comercial de Manaus da época lhe pertencia. A primeira casa de pedra e tijolos em Manaus foi construída por ele.