quarta-feira, 13 de julho de 2011

STRESSO 171

Levando na esteira do “bafafá” da queda do ex-ministro Alfredo Nascimento, fui buscar alguns comentários sobre ele, no livro “Amor de Bica – A História e as histórias da Banda Carnavalesca mais debochada de Manaus”, na qual os “biqueiros” mandaram bala sobre um episódio da sua administração, quando foi prefeito de Manaus de 1997 a 2004.

Todo ano a “BICA” homenageia um político ou “otoridade” para malhar no carnaval de rua, no ano de 2003 o felizardo foi o Alfredo Nascimento (na lisura era conhecido como “Cabo Pereira”), com o tema “Stresso 171”, fazendo uma referência ao “Expresso 222”, do Gilberto Gil.

Segundo o autores da Marcha-enredo da BICA, o nosso sistema de transporte “expresso” ficou apelidado pela população como “extresso” e, foi feito na base do famosíssimo artigo 171, do Código Penal (estelionato).

O livro ao lado, foi escrito em 2005, por Mário Adolfo, Orlando Farias, Simão Pessoa e Marco Gomes – na página 227 eles mandaram ver:

“Em matéria publicada na revista Cidades do Brasil, de Abril de 2001, o então prefeito de Manaus, Alfredo Nascimento, atual ministro dos Transportes, afirmava que daria uma solução definitiva ao problema do transporte coletivo que atanazava a vida dos manauenses: Até o final deste ano, Manaus, capital do Amazonas, terá um sistema de transporte de Primeiro Mundo. A prefeitura irá implantar na cidade um dos mais modernos sistemas de transportes urbanos de passageiros, perfeitamente adequado às suas condições típicas de metrópole tropical.

As características dos novos ônibus articulados, com câmbio automático, arcondicionado e suspensão a ar, são fundamentais para uma cidade de clima tropical, que registra temperatura de 40 graus no verão. Orçado em R$ 40 milhões (Prefeitura e BNDES) e R$ 70 milhões de financiamento privado; o Expresso de Manaus foi considerado referencial de solução viária mais atualizada para as grandes metrópoles.

Dois anos depois dessas lambanças do prefeito potiguar, que ficaram apenas no plano das ideias bem-intencionadas, a implantação inadequada do tal Expresso não só esculhambara de vez como o já caótico trânsito da cidade, como também se transformou no pior pesadelo dos manauenses.

Some-se a isso a arborização das ruas de Manaus com palmeiras-imperiais importadas a peso de ouro de Santa Catarina e o cenário estava pronto. A BICA sentou o malho:

Marcha-enredo

Autores: Little Box, Paulinho de Deus, Elaine Ramos, Metralha, José Fernandes e Hiram Caminha

Ai, Alfredo Nascimento
O teu expresso é pior do que jumento!
É o tal do Stresso 171
Vai da casa do Carvalho pra lugar nenhum! (bis)
Se estou dentro não sai,
Se estou na fila não vem
E o trocador nunca tem troco pra ninguém.
Se para o Centro não vai,
Pra Zona Leste não vem,
Pra quê que serve então a merda desse trem?...
Ai, Alfredo, que estresse,
Lá em Natal o metrô se chama jegue
Ministério Lula é puro engano
Vou mais ligeiro no fusquinha do Armando
Teu social levado a sério não colou
Cadê a porra da babita do metrô?
A Lourdes disse, ô pá,
Armando, ó pá, confirmou:
É português o engenheiro do metrô.
Se o cabo velho gastou
Com palmeirinha a babita
Manaus inteira agora vai entrar na BICA!
Ai, Alfredo!”

É isso mesmo senhoras e senhores do meu Brasil varonil, o sistema de transportes coletivo somente funcionou em Manaus, no inicio do século passado, com a implantação dos bondes, depois, foi tudo lorota, conversa para boi dormir e, nada mais.

Estão querendo implantar na marra o “Monotrilho” e o BRT (Bus Transit Rapid), orçado em R$ 800 milhões, com recursos do PAC, tendo em vista a realização da Copa de 2014.

Não quero ser pessimista, mas, a turma da BICA vai ter um bom tema em 2014 para esculhambar novamente com os “extressos MONO & BR da vida”. É isso.



terça-feira, 12 de julho de 2011

MUIRAQUITÃ

É um termo próprio da Amazônia, tendo origem na língua geral tupi-guarani, traduzindo como “nó das árvores”, “pedra verde do rio” ou “pedra do chefe”, constituindo-se de um artefato talhado em nefrita (mineral compacto e esverdeado), com formas de quelônios, serpentes e, na maioria das vezes, de batráquios (sapos).

Tem sido encontrado com maior intensidade no baixo Rio Amazonas (Estado do Pará), e ao qual se atribuem virtudes de amuleto (poder mágico de afastar desgraças ou malefícios, com atributos mágicos e terapêuticos), conhecido também como “Pedra-Verde” ou “Pedra-das-Amazonas”.

Os primeiros exemplares foram encontrados na Amazônia, nos séculos dezesseis e dezessete, tornando-se, desde então, cobiçados por muita gente, poucos podem ser apreciados em sua região originária, dizem que podem ser vistos no Museu de Santarém (Pará), a grande maioria estão espalhados por vários museus do mundo e em coleções particulares.

Alguns estudiosos afirmam que, não existem jazidas desse mineral na Amazônia, isto comprova a origem asiática das antigas civilizações amazônicas, dizem que essa premissa está errada, pois foram encontrado o minério “Jade” no interior de São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Pernambuco

A “Lenda do Muiraquitã” é mais ou menos assim:

Os verdadeiros Muiraquitãs são filhos da Lua retirados do fundo de um imaginário lago denominado Espelho da Lua, Iaci-uaruá, na proximidade das nascentes do rio Nhamundá, perto do qual habitavam as índias Icamiabas, nação das legendárias mulheres guerreiras que os europeus chamaram de Amazonas (mulheres sem marido). O lago era consagrado à Lua, pelas Icamiabas, onde anualmente realizavam a Festa de Iaci, divindade mãe do Muiraquitã, que lhe oferecia o precioso amuleto retirado do leito lacustre. A festa durava vários dias, durante os quais as mulheres recebiam índios da aldeia dos Guacaris, tribo mais próxima das Icamiabas, com os quais mantinham relações sexuais e procriavam. A lenda também diz que, se dessa união nascessem filhos masculinos, estes seriam sacrificados, deixando sobreviver somente os de sexo feminino. Depois do acasalamento, pouco antes da meia-noite, com as águas serenas e a Lua refletida no lago, as índias nele mergulhavam até o fundo para receber de Iaci os preciosos talismãs, com a configuração que desejavam, recebendo-os ainda moles, petrificando-se em contato com o ar, logo após saírem d’água. Então os presenteavam aos Guacaris com os quais se acasalavam, o que os faria serem bem recebidos onde os exibissem, além de dotar outros poderes mágicos ao amuleto.

O grande escritor Mário de Andrade (1893-1945) escreveu o livro “Macunaíma”, em 1928, considerado o seu maior romance, conta que Macunaíma nasceu numa tribo amazônica, cresceu e se apaixonou pela índia Ci, seu único amor, depois da morte da mulher, perde um amuleto que um dia ela havia lhe dado de presente, era a pedra “Muiraquitã”; a história do livro se desenrola com as suas aventuras na tentativa de reaver a pedra roubada pelo Piamã.

Os muiraquitãs podem ser encontrados na forma de colares, vendidos nas feiras de artesanatos de Manaus, Santarém e Belém. A tradição ainda permanece, a mulher apaixonada compra para presentear o seu amado, para preservá-lo dos malefícios da vida e assegurar-lhe sorte em seus projetos. É isso.

Fonte:


http://www.abrasoffa.org.br/folclore/lendas/muiraquita.htm  



domingo, 10 de julho de 2011

O ELDORADO É AQUI!

Este local fantástico e riquíssimo que povoa o imaginário de muita gente, acreditava-se estar no Deserto de Sonora (México), outros, diziam que ficava nas nascentes do Rio Amazonas ou ainda em algum ponto da América Central ou do Planalto das Guianas, região entre a Venezuela, a Guiana e o Brasil (Roraima), porém, todos os indícios indicam que ele fica, realmente, na Amazônia brasileira, ou seja, o Eldorado é aqui.

O Eldorado significa o “homem dourado”, uma lenda narrada pelos índios aos colonizadores espanhóis, na qual o imperador de uma rica cidade, tinha o hábito de passar ouro em pó em seu corpo para ficar com a pele dourada, mostrando o quanto o lugar era opulento, possuidor de grandes riquezas em ouro e prata.

Durante todos esses anos o Eldorado foi procurado e, nunca foi encontrado. Com o passar do tempo, acredita-se que na Amazônia existem riquezas que economicamente valem muito e muito mais do que o ouro e a prata.

Alguns poetas escreveram a toada: “O sonho dourado da cobiça de Orellana/É esse verde que emana/O Eldorado é minha floresta encantada/Pelo rio emoldurada”. Outros, com a letra da escola de samba: “Uma expedição partiu/Buscando o Eldorado no Brasil/A lenda virou história... o mundo quis conhecer/Piratas de todo lado... pagaram para ver/Chegou a hora do Brasil gritar com todo gás/Deixem o meu Eldorado em paz!”

Na Amazônia é encontrada a maior floresta tropical da América, contendo a maior coleção de plantas e espécies animais do mundo, com cerca de 2,5 milhão de espécies de insetos, dezenas de milhares de plantas, milhares de aves, peixes e mamíferos, além de petróleo, gás natural, nióbio, estanho, diamante, ouro, manganês, alumínio, etc.

Houve e haverá várias crises de petróleo, o Brasil parte para a exploração do pré-sal, mas, um dia acabará, pois ele não é renovável. No futuro, haverá a crise da água. Um barril de água será muito mais caro do que um barril de petróleo.

Este precioso líquido será mais importante do que o ouro, a prata e o petróleo juntos. A Amazônia tem o maior estoque de água doce do planeta Terra!

Seremos mais importante do que a “OPEP”, iremos vender água para todo o mundo! Porém, muito cuidado com a nossa Amazônia, seremos atacados por todos os lados, a invasão tem que ser contida a todo custo.

Os invasores não irão mais querer saber de ouro e prata, o negócio deles será água e  a mata! Por isso, sem sombra de dúvida, podemos garantir que, “O Eldorado é aqui!”. É isso ai. 

sábado, 9 de julho de 2011

OS PASSÁROS URBANOS

Esta postagem foi feita ano passado, resolvi republicá-la, em decorrência de um passarinho ter feito novamente um ninho num vaso de planta, no corredor da terceira escada do Bloco H, do Conjunto dos Jornalistas.

Ele colocou dois ovinhos e, apesar de ter de pular do ninho a todo o momento em que as pessoas passam pelo local, não abandonou os seus futuros filhotes, fiz até uma proteção com papelão para evitar a presença de curiosos e para não espantar a mamãe Sabiá.

Os especialistas dizem que o Sabiá coloca de dois a três ovos e, choca três vezes por ano, podendo ter até seis filhotes por temporada, eles nascem treze dias depois da fêmea deitar e sair do ninho, os filhotes se separam da mãe trinta e cinco dias após o nascimento.

Eles possuem longevidade, chegando aos trinta anos de idade; são dotados de uma rara beleza e o mais bonito canto em todo mundo; são grandes, medindo até 25 centímetros.

O Sabiá ficou famoso com o poeta Gonçalves Dias, com a Canção do Exílio:  "minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá - as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá" e, do nosso poeta e músico maior, Chico Buarque: "vou voltar para o meu lugar - e é lá - que eu hei de ouvir cantar - um sabiá”.

A postagem do ano passado foi assim:

Manaus possui apenas 12 mil quilômetros quadrados, enquanto o Estado do Amazonas chega a mais de 4 de milhões, no entanto, a concentração populacional é enorme, houve um crescimento desordenado, muitas invasões, com o surgimento de dezenas de novos bairros, muita mata virou cinzas, sobrou para os nossos passarinhos urbanos, destruíram a grande parte da sua morada.

Segundo os pesquisadores do INPA, existem 1.300 espécies catalogadas, porém, este numero poderá chegar a mais de 3.000! Novas descobertas poderão surgir, desde que o “bicho homem” deixe de destruir o lar dos pássaros: as árvores.

Foi morar no Conjunto dos Jornalistas na década de 80, tinha uma imensidão de mata ao redor do nosso conjunto, existia somente o Tocantins, Vila Kennedy, Bosque Clube e a Cidade Jardim – em três décadas foram destruídas imensas áreas de matas para construção de novos conjuntos habitacionais.

Para se ter uma ideia, existe uma imensa área que vai da Vila Militar até o Conjunto Kyssia, o proprietário vendeu para uma construtora de fora, serão milhares de árvores que irão para o chão, não entendo como os órgãos estaduais e federais de proteção ao meio ambiente permitiram essa destruição em massa dos lares dos passarinhos! Para os senhores conhecerem virtualmente esta área, basta baixar o programa “Google Earth”, viagem por Manaus e vejam o que está sendo destruído.

Moral da história: parte dos nossos passarinhos estão morando na cumeeira dos blocos dos apartamentos do Conjunto dos Jornalistas. Certa vez, um passarinho fez o seu ninho no vaso de plantas, na área de serviço do apartamento da minha filha, o local foi interditado e, somente liberado depois de o filhote ter batido as assas e voado.

Recentemente, um Sanhaçu fez um ninho num vaso que fica na área de acesso aos apartamentos do Bloco H, são dois ovinhos, fiz uma proteção para evitar a presença de curiosos, porém, o passarinho abandonou o ninho com medo da presença humana.

Num outro dia, caiu do ninho um filhote de Anum, estava sendo perseguindo por um gato, rapidamente o coloquei dentro de um saco, subi a árvore e devolvi ao seu ninho – existem pessoas que não gostam de Anum, diz que ele é agourento, santo Deus, agourento é quem derruba as árvores mata os animais!

Quando eu era moleque, andava sempre com uma “baladeira” (estilingue) nas mãos, certa vez, mirei um Bem-Te-Vi e acertei o alvo, o pássaro caiu morto no chão, peguei e o levei para mostrar para o meu pai, ele olhou nos meus olhos e me deu a seguinte lição: - Esta avezinha poderá ser a mãe de algum filhote que ficou no ninho esperando por comida, com certeza irá morrer, pois você matou a mãezinha dele, você quer que alguém faça isto com a sua mãe? Respondi que não, chorei, fiz o enterro do passarinho, quebrei a minha baladeira e, jurei que nunca mais iria maltratá-los!

Qual a importância dos pássaros para os humanos? Segundos os especialistas, os pássaros têm uma importância tão grande na natureza e no ecossistema que se os humanos soubessem, jamais iriam matar um pássaro sequer, por exemplo: o Bem-Te-Vi é o pássaro que come larvas de lagartas tipo taturanas, controlando a natureza, pois se não fosse este pássaro, em poucos anos as taturanas tomavam conta do mundo.

Outros pássaros comem pequenos insetos prejudiciais as frutas, verduras e plantas. A Coruja é um animal abençoado, embora gere muitos preconceitos - é o melhor amigo do ser humano, "limpando" os campos de ratos, ratazanas e pequenos animais peçonhentos.

Minha gente, de agora em diante, vamos olhar com mais carinho os nossos passarinhos urbanos, conviver pacificamente com eles, não custa nada oferecer-lhes água potável, banana, mamão e alpiste, afinal, estamos destruindo as árvores, a sua morada. É isso ai.

BLOGDOROCHA: OBELISCO EM HOMENAGEM A CIDADE DE MANAUS

BLOGDOROCHA: OBELISCO EM HOMENAGEM A CIDADE DE MANAUS: "Existem alguns aspectos da nossa cidade que, com o tempo, perde o seu significado, ninguém dar mais valor, as pessoas passam por perto e nã..."

AMAZONAS (CHICO DA SILVA)



Eu amo esse rio da selva
Nas suas restingas, meus olhos passeiam
O meu sangue nasce de suas entranhas
E nos seus mistérios, meus olhos vagueiam
E de suas águas sai meu alimento
Vida, fauna, flora, é meu sacramento
Filho desta terra, da cor morenês
Este sol moreno queimou minha tez
Cabocla cheirosa, caboclo guerreiro
Cunhantã viçosa, curumim sapeca
Eu amo estas coisas tão puras, tão minhas
Gostosa farinha no caldo do peixe
Do banzeiro a canção
E o mais farto verão
Tudo isso me faz com que eu não te deixe
Amazonas, Amazonas, meu amor!

Foto: J. Martins Rocha

sexta-feira, 8 de julho de 2011

IMPORTADORA SOUZA ARNAUD


Ao longo da minha vida profissional, passei até o momento por seis empresas, no entanto, a que mais marcou a minha vida foi a “Importadora Souza Arnaud”, foram seis anos de uma excelente convivência com os meus pares e com os proprietários.

Os negócios dessa empresa tiveram início com o patriarca Euclydes de Souza Lima, com a revenda de automóveis DKW (comprada anos depois pela VW), ele possuia muitos imóvies em Manaus, incluindo muitos terrenos no V-8 (atual Avenida Efigênio Sales).

O negócio sempre foi familiar, com o falecimento do pai, os filhos Douglas de Souza Lima e James de Souza Lima, juntamente com as esposas Anabela de Souza Lima e Celeste de Souza Lima, levaram a frente os negócios da família.

Na década de setenta, eles chegaram a formar um grupo sólido, composto pela Importadora Souza Arnaud, com catorze filiais em Manaus, Manacapuru e Belém do Pará; duas lojas de revendas de automóveis da Volkswagen, a Mavel e o Posto Sete; fazendas de gado “Souza Lima”; um estaleiro, a Estaman e, lojas de importados conhecida como Importique.

A matriz ficava na Rua Marechal Deodoro, um prédio de três andares, com uma loja no térreo e a administração nos andares superiores. Eles trabalhavam com móveis em geral e a linha branca (fogões, geladeiras, etc.), motores de centro da marca “Yanmar”, motores de popa da “Yamaha”, artigos importados, partes e peças de reposição.

Eles possuíam uma administração impecável, com profissionais altamente qualificados, além de terem um CPD (Centro de Processamento de Dados), composto de um computador “monstro” conhecido como IBM/3, poucas empresas do comércio detinham essa tecnologia.

A minha entrada nessa empresa foi a convite do meu amigo Lázaro Castro (ele era casado com a Lúcia Bitar, a sua família era muita amiga da nossa), na época, eu trabalhava para as empresas da família Braga (João, Carlos e Ernesto Braga). Ainda muito jovem fui ser chefe de importação de uma grande empresa, apesar de alguns pesares, consegui dar conta do recado.


Lá aconteceram muitas coisas boas para mim, conheci a Nazaré Soares, casei e foi a mãe dos meus filhos; entrei na faculdade e conseguir me formar em Administração de Empresas, o meu Estágio Supervisionado foi lá; consegui com o meu trabalho comprar o meu primeiro carro e o meu apartamento, também fui presidente da associação dos funcionários, a Arsa (fiz uma postagem a respeito: http://jmartinsrocha.blogspot.com/2008/12/arsa-associao-recreativa-dos.html.

Já se passaram trinta anos, lembro de todos os meus colegas de trabalho, alguns já não lembro mais o nome, os que permanecem na minha mente são o seguintes: Jorge Cordeiro, Adelson Cordeiro, Bosco Cordeiro, Conceição Kramer, Sebastiana, Cabralzinho, José Carlos, Agenor Braga, Cleidir, Antonio Folhadela, Domingos, Reis, Celina, Sildete, João Lambança, Gricelda, Antonio da Contabilidade, Carlos Pernambuco, Melo, Nobre, Plínio, Joãozinho, Raimundinho e o Compadre Alberto.

As maiorias das empresas familiares passam por sérios problemas na terceira geração, o Souza Arnaud não foi diferente, houve brigas entres os parentes, a empresa passou por apertos financeiros, tiveram que fechar as lojas e, repartiram a sociedade, poucos anos depois, todas as empresas foram vendidas para terceiros. Tudo o que foi bom um dia, acabou de vez!

Ainda guardo muitas boas lembranças e, esta postagem é dedicada a todos os funcionários da Importadora Souza Arnaud. É isso ai.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

BLOGDOROCHA: TACACÁ DE MANAUS

BLOGDOROCHA: TACACÁ DE MANAUS: "O Tacacá está para o nortista, assim como o Chimarrão está para o sulista. Por incrível que pareça, somente em escrever a respeito, sinto i..."

BLOGDOROCHA: RELÓGIO MUNICIPAL DE MANAUS

BLOGDOROCHA: RELÓGIO MUNICIPAL DE MANAUS: "Foi inaugurado em 1927, na administração do prefeito nomeado José Francisco de Araújo Lima (autor de Amazônia – A Terra e o Homem). O me..."

COLÉGIO SANTA DOROTÉIA DE MANAUS

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No ano passado, exatamente no dia 07 de Outubro, este colégio comemorou o seu centenário, fruto de um trabalho pioneiro de um grupo de Irmãs Dorotéias, vindo de além-mar para implantar em Manaus, um colégio voltado para os ensinamentos da Santa Paula Frassinetti (fundadora da Congregação das Irmãs Dorotéias, a 12 de Agosto de 1834, em Quinto AL Mare, Itália) “A instrução moral é necessária, mas deve estar unida à prática, porque, do contrário, saberão falar da virtude, mas não a saberão praticar”.

Atendendo aos inúmeros pedidos do Bispo do Amazonas, Dom José Lourenço de Aguiar (os restos mortais dele está na entrada da Igreja Matriz) e do seu sucessor, Dom Frederico Costa, o colégio foi fundado pela Revdma. Madre Antonieta Montani Leoni, com a ajuda das Irmãs, Madre Maria das Dores Lira, Madre das Dores Wanderley, Madre Sofia Gomes e as das Irmãs Joana Krismancie e Romilda Caiani.

O primeiro endereço do colégio foi na Rua Dez de Junho, nas casas de números 239 e 241 (em frente do Hospital da Santa Casa de Misericórdia). No ano seguinte, transferiram-se para o atual prédio da Avenida Joaquim Nabuco, no. 1.097.

Este colégio é histórico, pois foi a primeira instituição de ensino privado no Estado do Amazonas, tendo por base em priorizar a educação de seus alunos nos valores ético-cristãos.

Possui como princípios: a presença da religiosidade na vida do aluno; a realização de projetos sociais; o envolvimento da família no processo educativo; o exercício da cidadania; oferecer o melhor em recursos didáticos; investimentos na área de esportes; oferecer cursos de dança e escolhinhas de esportes; dinamizar as aulas e investimentos na formação dos educadores.

Inicialmente, o colégio era aberto somente para as mulheres, depois, abriu as portas para os homens, foram anos formando gerações e gerações de jovens, hoje, eles se comunicam pelas mídias sociais, basta acessar o endereço http://www.orkut.com/CommTopics?cmm=711460  para ler no “fórum” os comentários dos atuais e antigos alunos.

No ano passado, em comemoração ao centenário do colégio, a Câmara Municipal de Manaus fez uma justa homenagem, com placas e buquês de flores, as irmãs Adamir Sampaio de Farias, Ildes Maria Lobo Mendes e Jovelina de Araújo Barreto (atual Diretora). Receberam também troféus a irmã Lucília Maria Valença de Freitas e Carmem Nóvoa da Silva, membro da Academia Amazonense de Letras, representantes do ex-alunos.

Segundo a Arquidiocese de Manaus “O Santa Dorotéia é, atualmente, um monumento em sua estrutura material e espiritual. É uma Escola Católica destinada à prestação de Serviços pedagógicos à comunidade amazonense, visando sempre à sua realidade e centrada nos valores cristãos”. É isso ai.

Fonte: Jornal do Commercio, edição de 24/10/2010

quarta-feira, 6 de julho de 2011

AVENIDA CONSTANTINO NERY

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Todo o santo dia passam milhares e milhares de pessoas por esta importante avenida, todos, sem exceção, conhecem o seu nome, está na mente das pessoas que moram em Manaus, mas, praticamente uma ínfima parcela da população sabe a sua história e, da pessoa que deu o seu nome a esta via urbana.

Volta a afirmar que, não sou historiador nem pesquisador, apenas pego uma informação aqui e outra acolá e faço algumas postagens procurando resgatar de uma forma bem simplória a história da nossa cidade. Então, vamos lá!

O nosso respeitado Carlos Zamith, no seu blog “BAUVELHO”, fez uma relato minucioso da história dessa avenida. Segundo ele, a denominação oficial foi por força da Lei no. 426, de 30/11/1905, no entanto, ela foi mudada algumas vezes, chegou a chamar-se Avenida João Coelho (em homenagem ao governador do Pará, Dr. João Antônio Luiz Coelho) e Avenida Olavo Bilac (poeta brasileiro e fundador da Academia Brasileira de Letras).

Mas, afinal, quem foi Antônio Constantino Nery? Segundo os historiadores, ele nasceu na Vila de Coari, Amazonas, em 08/12/1859, filho de Silvério Nery e Maria Antony Nery, foi militar, engenheiro, governador do Amazonas (1904 a 1907) e Senador da República (1901 a 1904), escreveu “A quarta expedição contra canudos: cem léguas através do sertão, de Aracaju e Queimadas, via Canudos para Barbosa, 1898.

Membros da sua família tinham um peso político muito grande na cidade de Manaus e no Estado do Amazonas, tanto que além do Constantino Nery, foram governadores o Silvério José Nery (1900-1903), Júlio José da Silva Nery (1946) e Paulo Pinto Nery, governador de 1982 a 1983 e Prefeito, no período de 1965 a 1972.

O Constantino Nery construiu a Penitenciária (na Avenida Sete de Setembro) e a Biblioteca Pública. Não chegou a terminar o seu mandato, ele e o seu vice saíram do Poder alegando problemas de saúde, no seu lugar, assumiu o Affonso de Carvalho (1907 a 1908).

E a Avenida Constantino Nery? Sem sombra de dúvida, é considerada uma das mais importantes vias de Manaus, ela começa na Avenida Torquato Tapajós, no bairro de Flores, ligando a Zona Oeste da cidade até o centro histórico. Foi duplicada em 2004, recebeu uma pista especial para circular os ônibus  “Expresso”; ganhou passagens de nível e viadutos, porém, não está aguentando o pesado fluxo de veículos, tanto que estão querendo implantar o “Sistema Binário”, ficando mão única no sentido bairro-centro, na tentativa de amenizar na hora do “rush”.

Ela é uma via tão importante para a nossa cidade que, os homens do governo desejam a todo custo implantar o famigerado “Monotrilho”, um projeto caríssimo que irá cortar a avenida em toda a sua extensão.

Antigamente, na Avenida Constantino Nery ficavam os mais famosos “Randez Vous” (puteiros) de manaus, conhecidos como  “Verônica” (atual Shopping Millennium) e “Shangri-lá (entre o Bosque e o Conj. dos Jornalistas); passava por lá a linha de Bonde “Flores”, com 24 viagens diárias; os balneários de águas límpidas do Igarapé do Mindu; a “Chácara do Pensador”, pertencia ao governador Eduardo Ribeiro (atual Hospital Psiquiátrico); o clube dos ingleses (atual Bosque Clube); a Chácara dos Nery (atual Conjunto Parque dos Ingleses); a Fábrica Papaguara; a Usina Alegria (atual Centro Educacional Literatus); o tradicional Olímpico Clube; a Maromba; o famoso “Alonso Bar” e outros mais.

Atualmente, a Avenida possui um comércio intenso de revenda de veículos novos; vários colégios e faculdades; alguns postos de gasolina; muitas igrejas católicas e evangélicas; padarias; bares, lanchonetes e restaurantes; conjuntos habitacionais; abriga o Parque dos Bilhares; em construção a “Arena da Amazônia”, tendo em vista a Copa de 2014; hospitais e clínicas médicas; shopping Center e muitos mais.

Para finalizar, confesso que tenho um carinho muito especial por esta avenida, pois, foi onde os meus filhos e netos nasceram (Conjunto dos Jornalistas), além de ser histórica, possui uma importância enorme para os manauenses. É isso.

terça-feira, 5 de julho de 2011

MÁRIO YPIRANGA POR ELE MESMO

Não fui um menino criado à barra da mamãe, mas meu pai severamente controlava minhas andanças pelos descaminhos do mundo, a fim de evitar que me acontecesse o mesmo mal que entanguia de ócio a muitos garotos da minha idade, inutilizados desde cedo para o curso de humanidades.

Eu fui cidadão do mundo aos sete aos de idade, solicitado para figurar em pastorinhas, clubes carnavalescos, festinhas escolares, e algumas vezes também ameaçadas nas escolas, pelas pofessoras tolerantes, de bater na marinha. Meu pai me estimulava o gênio competitivo, dava-me versos para decorar e dizer nas ocasiões oportunas, e ainda hoje de alguns deles me lembro perfeitamente. Cantava. Sabia cantarolar e não esqueci as cançonetas alegres e as modinhas de há setenta anos com que alegrava reuniões familiares e escolares. Fui presidente da Escola Dominical, eu que não era batista, nem a família, mas meu pai achava que eu estava bem indo ajudar a louvar a Deus. Impressionante é que por essa época era eu pajem de Santo Antônio na Igreja de São Sebastião, frequentada por minha mãe católica praticante. Como se vê, desde menino eu já acendia vela a Deus e outra ao diabo, pois dizem ser eu o diabo em figura gente.

Aos onze anos andava de escoteiro, na Legião Amazonense de Escoteiros do Instituto Universitário Amazonense. Muita gente admirava-se da minha audácia, sair às quatro da madrugada do bairro dos Tocos (Aparecida) para a sede da Legião, sozinho e a pé.

O primeiro grande périplo que fiz foi aos onze anos de idade, como passageiro de um regatão de quatro faias, para Itaquatiara, para mim o fim do mundo... Talvez essa viagem e mais outra ao rio Mapiá influenciassem as minhas inclinações históricas para o livro que escrevi – O Regatão.

Mas foi no Ginásio Amazonense (Colégio Estadual D. Pedro II) que as minhas talvez encubadas reservas de simpatia pelas línguas, história, geografia e literatura aflorassem com ímpeto decisivo, pois foi ali naquele ninho de poetas adolescentes, de pintores, teatrólogos, caricaturistas, cientistas bisonhos, revolucionários, que iniciei, à altura de 1927, a publicação de jornais estudantis, a princípio manuscritos, depois datilografados e por fim impressos. O meu espírito polêmico alvorecia naqueles ímpetos juvenis, a par dos primeiros versos românticos e dos primeiros contos regionais. Valorizar a terra foi sempre o meu objetivo, e para tanto empenho busquei primeiramente a experiência dos meus ancestrais cabocos.

Deixando o Ginásio em 1930, após o entrevero político que deu a nós ginasianos a glória de havermos sido os pioneiros no deflagrar a guerra contra o regime do Dr. Washington Luís, a política dos homens me desencantou. Arribei com armas e bagagens para os rios Negro e Branco, por onde perambulei cerca de dois anos a catar subsídios para contos e crônicas. Regressando, entrei de bolsos vazios e com espírito referto de entusiasmo pelas tradições antigas numa indeclinável perspectiva de resgate do passado heróico da minha gente. Tive os meus altos e baixos, minhas querelas rompantes, meus deságios intransigentes, minha decepções e triunfos, porém a dura e inamolgável carapaça filosófica que enverguei me supria de bastante indiferença para os derrapamentos.

Minha primeira polêmica, à altura de 1923 ou 33, foi contra um cidadão português, metido a poeta, tipógrafo do jornal União Portuguesa. Ele havia saído de gênio, utilizado num plágio indecente os versos de Menotti Del Picchia, do poemeto “As máscaras”. De lá para cá, se acentuou mais o meu faro para os plágios, dos meus livros, principalmente, muito visado pela mediocridade presunçosa. Guardo, com usura, o galeão de provas corrigidas por mim, daquela polêmica arrasadora. Meus livros têm sido pilhados descaradamente, mas tenho reagido contra a desfaçatez, denunciando os lunfas.

Aos oitenta e um anos de idade eu posso orgulhar-me de haver dado às gerações futuras bastantes subsídios para a história da cultura da minha terra, pois cerca de quarenta obras já constituem razoável patrimônio histórico-literário que honram o exercício da minha profissão de professor e historiador”.

Fonte: Negritude e Modernidade, 1990

Mário Ypiranga Monteiro (23/01/1909-08/07/2004)

Nascem em Manaus, foi advogado, escritor, professor, pesquisador do INPA,bolsista do Instituto Histórido Ultramarino (Portugal),professor de Geografia Geral, no Colégio Estadual,professor da Faculdade de Filosofia, Ciencias Sociais e Letras da Universidade do Amazonas, participou da Ordem dos Advogados do Brasil, do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, da Academia Amazonense de Letras e da National Geographic. Algumas de suas obras: In memoriam de Cid Lins/Aspectos evolutivos da Língua Nacional/ O Aguadeiro/O espião do Rei/Quarta Orbis Pars/Cristóvão Colombo/O complexo gravidez-parto e suas conseqüências/A capitania de São José do Rio Negro/Memória sobre a cerâmica popular do Manaquiri, ilustrado/ O regatão/Alimentos preparados á base da mandioca/Prêmio Sílvio Romero de 1962/O sacado/Roteiro do Folclore Amazônico/Antropogeografia do guaraná/Ceramografia amazônica/Revista de Antropologia do Ceará/Teatro Amazonas/Folclore da Maconha/A Catedral Metropolitana de Manaus/ Roteiro Histórico de Manaus/História do monumento da praça de São Sebastião/Fatos da Literatura Amazonense/História da Cultura Amazonense/Fases da Literatura Amazonense/Danças folclóricas singulares do Amazonas/Síntese histórica da Polícia Militar de Manaus/Dona Ausente/História do monumento á Província do Amazonas/Elogio sentimental dos bichos amazônicos/Carros e carroças de bois/Cultos de santos e festas profano-religiosas/Gotas de sangue/Notas sobre a Imprensa Oficial do Estado/Elogio do lixo/A renúncia do Dr. Fileto Pires Ferreira/Um livro nocivo/Cinopopéia ou a Vida airada de McGregor/A Ceia dos Cozinheiros/Memória sobre o Aeroclube do Amazonas/Negritude e Modernidade/Fundação de Manaus/A expressão da verdade/Cobra Grande/Mocidade viril/ Dalila. Mimo/O Tigreiro/Teatro Amazonas (4 vol)/História da Cultura Amazonense. Ele deixou para a posteridade mais de duzentas obras, sendo 16 delas inéditas.




domingo, 3 de julho de 2011

FORTE DE SÃO JOSÉ DA BARRA DO RIO NEGRO

Este é um prospecto (vista de frente) e, constitui-se no único registro visual conhecido, data de 7 de Dezembro de 1754, feito pelo engenheiro alemão João André Schwebel, quando por aqui passou, fazendo parte da comitiva do governador e capitão-general Francisco Xavier de Mendonça Furtado, vindos de Belém em direção a Mariuá (Barcelos) - o local foi onde teve inicio a cidade Manaus, mostra o forte e algumas casas de palha ao seu redor, além de uma pequena igreja; com a seta da flexa para a direita (descida das águas) indicando que a cidade fica na margem esquerda do Rio Negro -, segundo os historiadores, ele recebeu várias denominações, foi chamado de Forte de São José da Barra do Rio Negro, Fortim de São José, Forte do Rio Negro, Fortaleza de São José do Rio Negro e Fortaleza do Rio Negro.

O Sargento-Mor Pedro da Costa Favela, um temido matador de índios, fez várias viagens pelo Rio Negro, chegando até o a aldeia dos Tarumãs - relatou a suas viagens ao governador do Maranhão e Grão-Pará, o Albuquerque Coelho de Carvalho – este ficou sensibilizado com os seus argumentos: era preciso controlar o movimento da mão-de-obra escrava (índios) e das drogas do sertão, atentar para os holandeses que estavam confinados em Suriname (ex-Guiana Holandesa), com os quais os índios do Rio Negro mantinham um relacionamento amistoso.

Os estudiosos afirmam que a data da sua construção foi em 1669, a obra foi erguida pelo capitão maranhense Francisco da Mota Falcão, com a sua morte, a empreitada foi concluída pelo seu filho Manuel da Mota Siqueira, em 1697 - o local escolhido foi na margem esquerda do Rio Negro e a sete milhas da sua foz, num local aprazível, numa elevação a 44,9 metros do nível do mar.

A planta do forte era no formato de um polígono quadrangular (figura que determina a forma geral de uma praça de guerra), sem fosso, estava artilhado com quatro peças de calibres 3 e 1, contando com uma guarnição de 270 homens, tendo como primeiro comandante o Capitão Ângelo de Barros - era muito pequeno e, segundo alguns, não merecia o nome pomposo de fortaleza.

Foi desarmado em 1783, perdeu importância tática e, em 1823 (154 anos depois), o vigário-geral José Maria Coelho descreveu a fortaleza como um quadrado quase perfeito, com paredes bastante grossas e de altura equivalente a dois homens, estava destituída de artilharia e tinha apenas duas peças de bronze e ferro.

No ano de 1875 foi abandonado, virou ruínas  dizem que parte do material foi destinado para a construção do Palácio do Governo (atual Paço da Liberdade, na Praça D. Pedro II), no seu lugar, foi construído o edifício da Tesouraria da Fazenda, o prédio permanece intacto até os dias de hoje, está sendo reformado para abrigar a "Casa de Leitura Thiago de Melo".

Recentemente, foram feitas escavações no local chamado “Casas da Boothline”, comenta-se que apareceram vestígios do forte e, que o IPHAN junto com outros órgãos federais, conseguiram embargar a obra, mandaram aterrar para evitar a presença de curiosos e depredações do que restou da nossa memória.

Com a revitalização daquele local, espera-se que parte do forte seja mostrado ao público (caso exista, realmente), afinal, naquela área é o berço da cidade de Manaus. É isso.


Fonte:
Garcia, Etelvina. Amazonas, Notícias da História: período colonial. – Manaus, Norma Ed. 2005.
Foto modificada: J. Martins Rocha

IGREJA DE NOSSA SENHORA DE LOURDES

Localiza-se na Rua 27, numero 1141, Zona Centro-Sul, no bairro de Parque Dez, sob o comando do pároco Francisco Paulo Pinto. Ficou famosa com a realização do “Terço dos Homens”, o primeiro em Manaus, a resgatar os homens que estavam longe da igreja e, reuni-los para a pratica semanal  da oração em grupo, o evente teve origem no "Movimento Apostólico de Schoenstatt", fundado pelo Padre José Kentenich, em 18 nde Outubro de 1914, na cidade de Schoensatt, na Alemanha. Nossa Senhora de Lourdes é o nome usado para se referir à aparição mariana que teria sido presenciada por várias pessoas em ocasiões distintas, em torno de Lourdes, na França.

Foto J. Martins Rocha


sexta-feira, 1 de julho de 2011

FOTOGRAFIAS DE PARINTINS 2011


Foto: J. Martins Rocha
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OS PERCALÇOS DA EDUCAÇÃO NO BRASIL

Ao abrir os nossos e-mails nos deparamos com uma enxurrada de “spam” e outras coisas imprestáveis, no geral, aproveitamos apenas um terço do que nos é enviado. Na Net circulam muitas coisas boas e ruins, que são repassadas para milhares de pessoas, fazendo uma enorme corrente, dias desses, recebi uma mensagem importante no meio de muito lixo da minha caixa postal eletrônica, foi enviado pelo meu amigo Eduardo Braga Reis (Duda), comenta sobre um desabafo de um empresário que ajuda os seus colaboradores no pagamento das mensalidades das suas faculdades, no entanto, ele está sendo penalizado pelo INSS, o mesmo entendeu que educação é salário indireto

Eis o desabafo do empresário Silvino Geremia:

 "Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam e fazem este país: investir em Educação é contra a lei.

Vocês não acreditam?

Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa. Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá. Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo. Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.

Este ano, um fiscal do INSS visitou a nossa empresa e entendeu que Educação é Salário Indireto.

Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS.Tenho que pagar 26 mil reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários?

Eu honestamente acho que não.

Por isso recorri à Justiça. Não é pelo valor em si, é porque acho essa tributação um atentado. Estou revoltado. Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1000 vezes. O Estado brasileiro está completamente falido. Mais da metade das crianças que iniciam a 1ª série não conclui o ciclo básico. A Constituição diz que educação é direito do cidadão e um dever do Estado. E quem é o Estado?

Somos todos nós.

Se a União não tem recursos e eu tenho, acho que devo pagar a escola dos meus funcionários. Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado. Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz. Se essa moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar.

Não temos mais tempo a perder.

As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas. A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos. Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz. E vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.

Eu Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo. Somente consegui completar o 1º grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica. Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo.

Eu precisava fazer minha empresa crescer. Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar. Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo. A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade”.

Realmente, a educação no nosso país não é levada a sério pelas autoridades governamentais. Somente para exemplificar: no governo do Collor, um empresário paulista faliu em decorrências das políticas econômicas adotadas pelo executivo, ele e a esposa foram para o Japão, em busca de emprego numa empresa automobilística, chegando lá, passaram por uma triagem, o marido foi encaminhado para o setor de descarga de carros, para tirar a rebarba das soldas, mesmo tendo um título de engenheiro no Brasil, ganhando dois mil e quinhentos dólares por mês, enquanto, a sua esposa, formada em pedagogia, foi reverenciada pelos japoneses, foi ser diretora da escola dos filhos dos trabalhadores brasileiros, com um salário inicial de cinco mil dólares (ela ganhava três salários mínimos no Brasil), demonstrando o quanto eles tem respeito pela educação.

Enquanto isso, o Brasil ficou em 88º. lugar no ranking mundial de educação, elaborado pela Unesco. Segundo os professores da UnB as causas foram em decorrência do numero elevado de vagas ofertadas nas escolas do país, sem que houvesse expansão da infraestrutura de ensino e do numero de professores, além da baixa formação dos docentes e da demora por parte do governo para dar prioridade à área.

Enquanto os nossos políticos aprovam uma lei esdrúxula que permite um empresário ser penalizado pelo INSS, o ensino brasileiro fica atrás de nações como Colômbia, Bolívia e Paraguai.