terça-feira, 20 de junho de 2006






O DIA 17 DE JUNHO DE 2006, FOI COMEMORADO OS ANIVERSARIOS DOS CINQUENTOES - PAULO, ROCHA MARTINS E MOTA, NO BAR DO CALDEIRA, SITUADO NA RU JOSE CLEMENTE, CENTRO DE MANAUS. HUVE UMA CONTRIBUICAO DE R$10,00 POR CABEÇA, A ARRECADACAO SERA REVERTIDA EM MANTIMENTOS PARA O ASILO SAO VICENTE DE PAULA, NO BAIRRO DO SAO RAIMUNDO.


O progresso gerado pela comercialização internacional da borracha, nos idos de 1870, na região norte do Brasil, fez de Manaus uma das cidades mais prósperas do mundo, tornando necessária a melhoria do complexo Portuário, assim como a construção de um prédio para abrigar a Alfândega.
Na presença do Presidente da República, Affonso Penna, em 27 de junho de 1906 foi lançada a pedra fundamental do novo edifício.
O Prédio, cuja construção realizada pela empresa inglesa Manaos Harbour Limited durou cerca de 2 anos, foi inaugurado em 17 de janeiro de 1909.
Formado por vasto quadrilátero com quatro pavimentos, medindo 19 metros de altura, 23 de largura e 30 de comprimento, com paredes de granito ornadas com basalto, foi o primeiro edifício pré-fabricado do mundo.
Seus blocos de tijolos aparentes, pré-montados e importados da Inglaterra, sua pavimentação em tábuas, mosaicos e cimentado; pintura a óleo e caiação, reproduzem prédios londrinos do início do século XIX.
Localizada à margem esquerda do Rio Negro, a construção, de rara beleza, possui estilo eclético, com elementos medievais e renascentistas.
No térreo do prédio, placas de mármore registram as principais datas transcorridas e os nomes dos primeiros funcionários e seus respectivos cargos.
A localização e a beleza arquitetônica, fazem do prédio da Alfândega, assim como o Teatro Amazonas, monumento de referência significativa dessa cidade tropical, tendo sido tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional - IPHAN, em 1989, como parte do conjunto Arquitetônico e Paisagístico do Porto de Manaus.
A Receita Federal agradece a sua visita.

sábado, 3 de junho de 2006



















FOTOS DE UM JOVEM LUTHIER AMAZONHENSE, MOSTRANDO A SUA CRIA, UM CAVAQUINHO FEITO DE SABOARANA.SEGUNDO O LUTHIER JOAO BATISTA TRAJANO, O LUTHIER É O CRIADOR, O ARTESAO QUE SUA PARA O SOM SUAR. A LUTERIA É CAPRICHO, É SONHO E SEU SIGNIFICADO VEIO COM O APARECIMENTO DO ALAÚDE (DO ÁRABE AL LAUD; LUTH EM FRANCES), INSTRUMENTO ROMANO DE BRAÇO TORTO MUITO CULTIVADO DURANTE A IDADE MÉDIA, MAS QUE CONSEGUIU ADQUIRIR IMPORTANCIA HISTORICA E SOCIAL NO SECULO XV, TORNANDO-SE O INSTRUMENTO DO SÉCULO. ASSIM, DA PALAVRA LUTH, SURGE A FIGURA DO LUTHIER, QUE CONSTRUIA ESSES INSTRUMENTOS, E O NOME ACOMPANHOU O PROFISSIONAL QUE CONSTRUIA QUALQUER INSTRUMENTO DE CORDA. EM UM CONCEITO MAIS ABRANGENTE E MODERNO, LUTHIER É O ARTIFICE DOS INSTRUMENTOS ACÚSTICOS. SEU OFICIO CONSISTE EM OUVIR O MUSICO, INTERPRETAR SUAS ASPIRACOES E TRANSFORMA-LAS NA REALIZADA DE UM INSTRUMENTO DE TIMBRE PESSOAL, ÚNICO E PRECISO, SENDO UMA ATIVIDADE INTER-RELACIONADA COM A FISICA, A ACUSTICA, A MECANICA E A ESCULTURA. NO BRASIL, A LUTERIA PASSOU A TER REAL IMPORTANCIA A PARTIR DAS IMIGRACOES DE EUROPEUS OCORRIDAS NAS ULTIMAS DECADAS DO SECULO 19, NOTADAMENTE POR ITALIANOS.

terça-feira, 23 de maio de 2006
























SERIE - FOTOS DE AMAZONENSES

DUPLA ARTISTICA PALHETA & CHARLIE 5 ESTRELAS.

ARTISTA PLASTICO JORGE PALHETA, COVER DO DAVID ASSAYAG.

DONA MARIA, PROPRIETARIA DO BAR CALDEIRA, NA RUA JOSE CLEMENTE.

CELESTINA, NOSSA DIVA DA MUSICA POPULAR AMAZONENSE.








quinta-feira, 18 de maio de 2006

RIO NEGRO - DRAUZIO VARELLA

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Drauzio Varella
Rio Negro - O rio Negro nasce na região pré-andina da Colômbia e corre ao encontro do Solimões, logo abaixo de Manaus, para formar o Amazonas.
 Em seu curso, percorre 1700 quilômetros, quase a distância de São Paulo a Salvador.
Da nascente à foz, a viagem dura um mês e meio. Na longa jornada, a água carrega folhas e outras matérias orgânicas que a tingem de âmbar.
O Rio Negro apresenta água de cor escura e translúcida.As rochas da região das nascentes são muito antigas e produzem poucos sedimentos.
É um dos três maiores rios do mundo; o fluxo de água que passa por seu leito é maior do que o de todos os rios europeus reunidos e, no Brasil, perde apenas para o Amazonas. 
Tem quilômetros de largura e mais de mil ilhas que se agrupam em dois arquipélagos: Anavilhanas, próximo de Manaus, e Mariuá, no médio rio Negro, na região de Barcelos. 
São os maiores arquipélagos fluviais do mundo. 
O nível das águas depende da estação do ano. Entre o ponto mais baixo da seca e o mais alto da cheia, a variação é de 9 a 12 metros. 
Como o nível máximo deixa marca de umidade nas árvores das margens antes inundadas, no auge da seca é possível fazer ideia do volume absurdo de água escoada entre uma estação e outra.
Dessa diferença resultam paisagens incrivelmente diversas. Na cheia, o rio invade a floresta por muitos quilômetros. 
Com uma canoa pode-se remar no meio das árvores e penetrar a floresta submersa, entre os raios de sol que escapam do filtro das copas e incidem sobre a água escura. 
O canto dos pássaros impõe a paz no espírito do visitante.Na seca, surgem as praias e emergem ilhas de areia branca, às vezes tão fina que parece talco. 
Não fosse a marca da água no tronco das árvores, impossível lembrar que tanta beleza estivesse anteriormente submersa. 
Nessa época, os barrancos da margem expõem as camadas do solo, troncos e raízes retorcidas que assumem formas esculturais de rara criatividade.
Vista de São Gabriel da Cachoeira em julho e dezembro. 

Num tempo em que a cordilheira dos Andes nem existia, o rio Amazonas corria no sentido inverso ao atual, na direção do Pacífico. 
Há centenas de milhões de anos, quando aquele conjunto de montanhas se levantou, o rio ficou impedido de seguir em frente e formou um grande lago. 
Impotentes diante da barreira colossal, as águas represadas escoaram no sentido oposto e abriram caminho para o Atlântico (Você pode saber mais sobre isso na entrevista com o professor Aziz Ab'Saber).
As florestas da bacia do rio Negro são as mais preservadas e despovoadas da Amazônia. 
Na região, estão localizadas as maiores Unidades de Conservação do país: Parque Nacional do Pico da Neblina, Parque Nacional do Jaú e Reserva Sustentável de Amnã. 
No que tange à conservação, porém, muitas áreas só existem nos decretos que as criaram, não havendo ações concretas ou planejamento para sua preservação, de fato.
Dossel da floresta de terra firme na região de Manaus. 

A diversidade de árvores que compõem o dossel pode chegar a cerca de 300 espécies por hectare de floresta.
A pobreza de nutrientes de suas águas escuras não oferece condições favoráveis à agricultura. A acidez, que dificulta o aparecimento de insetos, como os mosquitos que infernizam a vida dos visitantes nos rios de águas barrentas da Amazônia, afeta toda a cadeia de vida animal na região. 
As matas da bacia do rio Negro são comparativamente pobres em animais terrestres e aquáticos. 
Condições desfavoráveis para caça e cultivo da terra explicam a baixa densidade populacional e o pequeno impacto da interferência humana até hoje sofrido pelas florestas locais.
A enorme região da bacia do rio Negro é ocupada por dois grupos étnicos principais: índios e caboclos. 
Apesar de viverem apenas cerca de 20 mil índios nas terras indígenas oficializadas da parte brasileira da bacia, o número de índios destribalizados que migraram para as cidades é grande. 
Em São Gabriel, por exemplo, constituem a imensa maioria da população que não pára de crescer do centro para os bairros periféricos, onde se instalam os que acabaram de chegar.
Estrada única a ligar todas as cidades e comunidades que vivem às suas margens, o rio é um vai-e-vem incessante de pessoas e mercadorias. 

Por suas águas, os barcos-recreio, coloridos pelas redes esticadas para acomodar os viajantes, transportam alimentos, máquinas, material de construção, a produção de farinha de mandioca e de piaçaba e o incipiente artesanato local.
Quem viaja de barco pelo rio Negro dá-se conta das enormes distâncias a percorrer. 
De Manaus a São Gabriel da Cachoeira, a viagem pode durar uma semana ou mais dependendo da potência do motor e da altura das águas. 
Rio acima, na direção da Colômbia, o movimento de barcos diminui muito e as dificuldades aumentam.
Nesta seção do site, contaremos as experiências vividas nas viagens a bordo do "Escola da Natureza", o barco que a UNIP utiliza em uma pesquisa que busca conhecer melhor a diversidade da flora da região do negro.

terça-feira, 16 de maio de 2006





Este e' mais um crime cometido contra o patrimonio historico do Estado do Amazonas. Nesse predio funcionou a sede da empresa de navegacao "Booth Lines". Uma pendenga juridica entre a familia Di Carli e o governo do Estado, para o controle das instalacoes do Porto de Manaus, permitiu que o primeiro destruisse dezenas de casaroes do inicio do seculo passado e, que e' o pior nada esta sendo feito para reparar tal dano. Para que os senhores tenham uma ideia do estrago veja a foto antiga e compare com a atual.

quarta-feira, 3 de maio de 2006

KLINGER E PAULINHO, A VOZ E O VIOLAO!
SACI DA APARECIDA, GRANDE SAMBISTA!

ALUISIO, AMAZONENSE COM MUITO ORGULHO!
DETALHES DO MAJESTOSO TEATRO AMAZONAS.
BACIA DOS EDUCANDOS, PALAFITAS AO FUNDO.

BARCOS REGIONAIS, ANCORADOS NA MANAUS MODERNA

terça-feira, 18 de abril de 2006


Esta foto e' do Teatro Amazonas, no inicio do seculo passado. Nos meses de abril e maio de 2006, teremos o X Festival de Opera do Amazonas, com a abertura prevista para o dia 21, no feriado de Tiradentes. Do proximo dia 21 a 30 de maio serao montadas cinco operas completas (figurinos e cenarios) - dois "Otelos" de Verdi e de Rossini, "Gianni Schicci" de Puccini, "Fosca" de Carlos Gomes, e "La Gioconda" de Ponchielli -, dois concertos, o de abertura e "Werther" de Jules Massenet, alem de uma gala lirica com a diva Cristina Gallardo-Domas.

sábado, 8 de abril de 2006

Esta foto é recente, mostra o que restou do Parque Amazonense.
A seguir, uma breve historia do futebol no Amazonas.

O Futebol no Amazonas começou a ser praticado no fim do Século XIX.
Inicialmente trazido pelos ingleses (lembremos que Manaus à época era uma cidade cosmopolita) e depois praticado pelos "naturais".
Breve histórico
Entre 1890 e 1914, Manaós (note-se a grafia diferente do que hoje – Manaus), conheceu seu auge econômico por causa do "Boom" da Borracha. Rapidamente, de uma pequena cidade surgiu em poucos anos verdadeiros monumentos e palácios, rede de esgotos, paralelepípedo, companhias de teatro, teatros, Pontes, Mercados, Porto moderno (Roadway) etc.. Os ingleses foram basicamente os maiores financiadores dessa estruturalização da cidade.
Manaus foi a primeira cidade a ter Universidade no Brasil. A Segunda a receber luz elétrica. A Segunda a receber Bondes (Do Nazaré e o central). Com muito prestígio e fausto, não é lenda afirmar que os papel - moedas eram queimados para acender charutos dos ricos.
E o FUTEBOL? Os ingleses foram os implementadores do Futebol que nós conhecemos hoje. Não diríamos fundadores ou criadores , pois estaríamos subestimando ou omitindo jogos idênticos realizados em povos remotos. No Brasil, em 1894, Charles Muller trouxe a bola e fomentou o esporte. Em Manaus, o surgimento dessa idéia se deu um pouco mais tarde.
Sabe-se por meio de fatos comprovados que no Antigo campo do Luso, aonde hoje assenta-se o Ginásio Renê Monteiro e terras circunvizinhas à Ponte dos Bilhares na Avenida Constantino Nery haviam jogos disputados entre os ingleses que residiam em Manaus. Em 1906 oficialmente pode-se datar como o primeiro ano que realmente houve detalhes de partidas entre os britânicos.
Em 1906 também, surgia o Campo do Parque Amazonense, mas só que para corridas de cavalos e alguns outros esportes diversos.
Voltando à questão da localização do Antigo Campo do Luso, assistindo àquele jogo chamativo, sem preconceito de cor, altura, peso, etc.. O amazonense começou a se interessar e também a praticar o novo esporte. O futebol à naqueletempo era tão desconhecido, que os jornais da época só falavam do Velódromo de Manaus. Mesmo assim, aqui ou acolá havia alguma referência ao FOOTBALL praticado pelos marinheiros, empresários e despachantes ingleses.
O primeiro Campeonato Oficial do Amazonas se deu somente em 1914 quando o Manaus Athletic Club (clube essencialmente formado por ingleses) tornou-se campeão. O fato se repetiu em 1915 no bi - campeonato.
Por essa época já havia a derrocada da Borracha, e, os ingleses logo partiram de volta à Europa, ficando aqui, apenas alguns nichos de europeus, mas o esporte já estava consagrado, com os "filhos da terra" já o praticando. Foi quando o Nacional Futebol Clube tornava-se penta - campeão (1916 – 1920).
Onde hoje localiza-se uma famosa farmácia de Manaus, nas esquinas da Avenida Constantino Nery com Rua Leonardo Malcher havia a antiga sede dos Ingleses, que depois foi adquirida pelo Olímpico Clube.
Durante algum tempo o Pequeno Estádio General Osório que hoje pertence ao Colégio Militar de Manaus, no Centro da cidade serviu de palco para jogos de FOOTBALL. O Parque Amazonense surgiu na década de 10 para o futebol. Com capacidade de público para no máximo 12 mil espectadores foi até 1973 a principal praça desportiva, seguida da Colina, de propriedade do São Raimundo que era o segundo estádio.

Nas redondezas do "Centro – Histórico" do Futebol amazonense, localiza-se o Bosque Clube, que tem ascendência inglesa nos seus anais. Do Campo do Luso só restou saudades. O Igarapé (Mindú e da Cachoeira) que passa no local, delimita duas áreas que no final do Séc. XIX foi palco dos primeiros jogos na capital baré.
Hoje, nessa mesma avenida Constantino Nery localiza-se o majestoso estádio Vivaldo Lima, a aproximadamente 2 km desse local, mais para o Norte da cidade. Inaugurado em 1970 é a principal Praça Desportiva de Manaus com capacidade de público aproximada de 50.000 pessoas (hoje). É chamado também de "Coliseu do Norte", "Tartarugão" e "Vivaldão". lembremos que antes da grande reforma de 1995, no Vivaldão cabiam 58.000 torcedores.

O Amazonas, principalmente pelo cosmopolitismo de Manaus foi um dos primeiros pontos do Brasil a receber o Futebol. Pouca gente sabe, mas o Nacional, Fundado em 1913; Rio Negro, 1913; São Raimundo, 1918; Luso, 1912, etc... Quando surgiram já foram estreando no futebol. Por isso mesmo, o futebol amazonense, mesmo aos "trancos e barrancos" pelo tempo , permeado às vezes com algumas glórias, deve merecer o respeito de qualquer desportista que ame a bravura, o destemor e que admira a História com base do presente. O passado é a verdade implícita de que nosso presente e o futuro que virá serão autênticos por causa do Início lá atrás. Sem Início não há meio ou fim.

Daniel Sales
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sexta-feira, 31 de março de 2006



A Vila de Paricatuba, está localizada no Município de Iranduba, próximo à Manaus, 40 minutos via terrestre pela AM-070, estrada Manoel Urbano e também por via fluvial, 30 minutos em lancha rápida (margem direita do Rio Negro). Foi concebida como hospedaria para imigrantes italianos e funcionou como Liceu de Artes e Oficios de padres franceses, Casa de Detencão, Hospital para hansenianos, área de lazer para visitantes do Rio Negro, turistas mundanos e aventureiros dispersos; Paricatuba é parte substancial do Amazonas e vocë nao pode deixar de conhece-la!

Sintese histórica e cronologia

1898 - O Governo do Estado inicia a construcao de uma grande hospedaria para imigrantes italianos, logo depois é abandonada;

1900 - O Governador Constantino Nery oferece o proprio de Paricatuba para a instalacao de uma obra (missao educacional);

1904/5 - Os espiritanos franceses aceitam a proposta da criacao de uma escola agricola e profissionalizante;

1905 - Reforma do Prédio;

1906 - Inauguracao do Instituto Afonso Pena, Liceu de Artes e Oficios, com a presenca do Presidente do Brasil Dr. Afonso Pena;

1924 - Por decreto do entao Governador em exercicio, Dr. Turiano Chaves Meira faz a entrega do proprio de Paricatuba para a Profilaxia Rural do Amazonas instalar um leprosario;

1925 - Termino das obras do leprosario, inicio do acolhimento dos leprosos e visita do embaixador do Japao;

1930 - Transferencia compulsória de todos os leprosos registrados na PRA para Paricatuba;

1962 - Inicio da transferencia dos leprosos para a Colonia Antonio Aleixo (em Manaus) após a destruicao das edificacoes de Paricatuba;

1970 - Instala-se em Paricatuba uma missao religiosa chamada Missao Pistoia, da Igreja Catolica, com missionarios italianos liderados pelo Pe. Humberto Guidotti;

1984 - A Missao Pistoia reconstroi parte do prédio de Pariticatuba e equipamentos comunitarios;

1992 - Abertura da estrada de acesso a Paricatuba;

2001 - A Prefeitura Municipal de Iranduba cria uma Secretaria de Turismo e Meio Ambiente.

Grupo de Condutores de Paricatuba - Apoio: Manoa Turismo, Design A + e Grupo Mamulengo ( Paulo Tasso e Dona Ro).

Amigos,
Recebi um e-mail do Dr. Rogelio Casado, ao qual reproduzo abaixo, aproveito a oportunidade para indicar o seu blog
Rogelio Casado has sent you a link to a weblog:
Grande Rochinha, pedra 90! Que bela história o do velho teu pai, é coisa de cinema. Não me canso de ouvir, agora de ler. Parabéns pela iniciativa do blog; me apraz ter sido fonte de estímulo. Você fica devendo as fotografias da Manaus antiga. Até mais ver, lá pelas bandas do Armando.

quinta-feira, 30 de março de 2006


Amigos, sou novato nesta incrivel ferramenta, aproveito para difundir a Biografia do meu pai (foto acima), um cearence que vive 70 anos na Amazonia.

Grato

BIOGRAFIA


José Rocha Martins é cearense de Uruburetama, onde nasceu a 28 de março de 1923. É um Luthier, profissional que fabrica e conserta instrumentos de cordas.

Chegou em Manaus aos 12 anos de idade, fugindo da grande seca que assolou o nordeste na década de 30 do século passado e, também para encontrar com o seu genitor, Sr. Jose Martins da Silva, soldado da borracha, que executava o seu trabalho no Rio Jamari, próximo a Porto Velho. Veio com a sua mãe, a Dona Lídia Pires Martins e o seu único irmão José Martins.

Ao chegar em Manaus teve a sua primeira grande decepção, o seu pai tinha embarcado de volta para buscar os seus familiares no Ceará; por falta de comunicação, houve o desencontro da família. O patrão do seu pai, o Sr. Arruda, coronel de barranco, providenciou a acomodação da família no Asilo Dr. Thomas , situado na Rua Recife, próximo a fábrica Magistral.

Quando a família se reencontrou, foram todos morar no interior, aonde o seu genitor veio a falecer. Voltaram para Manaus; a Dona Lídia reiniciou os seus trabalhos de costureira e o José Rocha foi trabalhar na residência do coronel, um casarão localizado na Rua José Clemente, atrás do Hospital da Santa Casa, o seu irmão fazia biscates e era chegado a uma boemia.

A sua mãe não passava muito tempo em Manaus, sempre indo e vindo do Ceará, ao contrario do José Rocha que sempre fez questão de ficar em Manaus. Iniciou os seus estudos no Colégio Dom Bosco, graças ao padre salesiano Agostinho, que sempre ajudava aos adolescentes pobres. Com a morte do seu irmão, teve que deixar de estudar para trabalhar e sustentar a sua mãe.

Aos dezoito anos de idade foi trabalhar numa fábrica de castanhas, na Rua Joaquim Nabuco, não tinha nenhum documento. Após uma fiscalização dos fiscais do trabalho, foi obrigado a tirar a certidão de nascimento e a CTPS. Foi quando mudou o seu sobrenome, pois nasceu numa sexta-feira da paixão e a sua mãe uma católica fervorosa, passou a chamá-lo de José da Paixão Martins Pires, ou simplesmente Zé da Paixão, não gostava nem um pouco desse nome, apreciava mais o apelido de Rochinha, dado pela meninada de Uruburetama, pois parecia muito com o pároco da Igreja local, o Padre Rocha, moreno, barrigudo e com os cabelos pixaim, passou chamar-se Jose Rocha Martins, Rochinha para os íntimos.

Depois foi trabalhar numa pequena fábrica de violões, situada na Rua dos Bares, nos porões da Loja Alba. O oficio foi passado pelos portugueses ao Sr. Nascimento, que repassou as técnicas de confecção de instrumentos de cordas para o Rochinha. Os negócios estavam indo por águas abaixo, pois o patrão era um viciado em bacarat e apesar do apoio da maçonaria, a falência foi inevitável.

Com a ajuda da patroa da sua esposa e dos amigos, conseguiu um empréstimo de 3 contos de réis para montar o seu próprio negocio. Construiu um grande flutuante, situado no Igarapé de Manaus, aonde foi morar com a família e montar a sua própria oficina. Foi quando nasceu a pequena fabrica de instrumentos de cordas “O Bandolim Manauense”. Com a determinação do governador Plínio Coelho em acabar com a chamada Cidade Flutuante, o Rochinha foi obrigado a desmontar a sua oficina/casa, vender o seu motor de centro (era adaptado para cortar madeira), com o dinheiro comprou um terreno na
Vila Paraíso, na Avenida Getúlio Vargas, construiu uma pequena casa de madeira, onde mora até hoje.

Foi convidado a montar a sua oficina nos porões de uma casa antiga, tipo chalé, situada na esquina da Rua Huascar de Figueiredo com o Rua Igarapé de Manaus, o Sr. João Bringel , esposa e filhos, formaram a sua segunda família. Neste lugar, construiu centenas de violões, cavaquinhos, bandolins, guitarras, citaras e até violinos. Ficou muito conhecido na cidade de Manaus e até no exterior, fez violões para o Gilberto Gil, Silvio Caldas, Vando e outros menos famosos. Fez parceria com os pesquisadores do INPA na área da madeira, alguns violões foram enviados para a Alemanha e Estados Unidos.

Os seus instrumentos ficaram famosos pela sonoridade e escala perfeita, utilizava madeiras nobres, como a macacauba, pinho, cedro, marupá, além das formas boleadas e dos desenhos de marchanteria que utilizava em seus violões. Pela forma artesanal de fazer os seus instrumentos e pela atenção e carinho que tinha pelos seus clientes, marcou a sua passagem por Manaus, sendo até hoje querido e admirado por todos, eis algumas dedicatórias: “Rochinha pai do violão e patrono da canção, minha bênção”, Afonso Toscano, cantor e compositor – “Rochinha é o médico parteiro da música, além de consertar estragos, ainda é o parteiro do violão”, Lucinha Cabral, cantora – “O sonho de continuidade do Rochinha foi concretizado pelo luthier Rubens Gomes, já que o Estado é padrasto das artes”, Marcos Gomes, poeta.

O José Rocha conheceu a Dona Nely, que trabalhava em casa de família e, veio a ser a sua esposa, com quem teve 04 filhos, José Rocha Martins Filho – Contador, Jose Henrique Soares Martins – Promotor de Vendas, José Martins Soares – Administrador e Graciete Soares Fernandes – Enfermeira.

Todos os filhos trabalharam com ele até completarem a maioridade, mas não quis que eles seguissem a profissão do pai, não por falta de vocação, mas os estudos vinham em primeiro lugar. Talvez foi um grande erro, pois ao se aposentar não deixou nenhum discípulo que levasse a frente essa belíssima profissão.

Aos sessenta anos tirou pela primeira vez férias, viajou com o filho mais velho rumo a sua terra natal, embarcou num catamarã da Enasa até Belém com os velhos amigos boêmios, entre eles estavam o Vadico, o Pernambuco e o Moises. Seguiu de estradas até o Ceará, passando somente 1 dia em Uruburetama, nunca mais voltou por falta de condições financeiras e de saúde.


Cinco anos depois sofre um derrame cerebral, parando totalmente de trabalhar, aposentando pela Previdência Social com 1 salário mínimo. Depois de vários anos, a Câmara Municipal de Manaus aprova uma aposentaria especial de 05 SM, o que lhe dá condições de viver dignamente na sua velhice.



José Martins Soares
jmartinsrocha@hotmail.com