terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

PRIMEIRO PRÉDIO DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO AMAZONAS


Este prédio foi onde abrigou a primeira Sede da Associação Comercial do Amazonas, situava-se na esquina da Rua das Flores (atual Rua Guilherme Moreira) com a Rua Quintino Bocaiuva, foi destruído e, em seu lugar construíram um mais “moderno”.

A ACA foi criada em 18 de junho de 1871, tendo como objetivo principal de “promover por todos os meios ao seu alcance, o desenvolvimento das classes empresariais, a sustentação e defesa de seus legítimos direitos e interesses”, conforme dispõe o art. 1º do seu Estatuto primordial.

Fizeram parte da primeira diretoria:
Presidente - José Coelho de Miranda Leão (político, comerciante e militar ilustre);
Secretário - Antônio Augusto Alves;
Tesoureiro - José Joaquim Pinto de França;
Manoel José Gomes de Lima;
Emílio Moreira

Para conhecer a história da ACA, acessar  www.aca.org.br    

domingo, 5 de fevereiro de 2012

SALIGNAC – VOCÊ É LUZ!



Ao ouvir as notícias sobre o estado de saúde do cantor Wando, veio a minha mente a figura do Cláudio Leomar Salignac, um boêmio amazonense que amava de paixão as musicas do rei das calcinhas, principalmente, do seu sucesso maior “Fogo e Paixão”, lançado num álbum de vinil, em 1988.

Ele era meio esquisitão, bebia sempre sozinho, não era de muito papo, tinha uma cara carrancuda e, quando conversava, parecia que estava brigando com o seu interlocutor, era nitroglicerina pura, gostava de arregalar os seus olhos e esbravejar por qualquer coisa.

Apesar de ser um birrento inveterado, era muito querido pelos frequentadores do Bar do Armando e pelo Cinco Estrelas, onde foi homenageado pós morte com um boneco gigante. 

Foi um dos fundadores da Banda Independente da Confraria do Armando (BICA), a mais irreverente de todos os tempos. Durante vários carnavais, teve a responsabilidade maior de levar pelas ruas de Manaus a bandeira da agremiação.

O conheci no Janela’s Bar, situado na Avenida Joaquim Nabuco esquina com a Rua Huascar de Figueiredo, um boteco do casal Afonso e Conceição Toscano.

Andava sempre bem trajado, gostava de usar uma bermuda com cinturão, camisa para dentro e tênis com soquete.

Não batia papo com ele, pois o cara não era chegado a jogar conversa fora com qualquer um, no entanto, todos davam corda nele, inclusive eu, bastava cantar bem alto “Você é luz...”

Ao ouvir aquela palavra mágica, tomava mais um gole, respirava fundo, transformando-se de birrento a melancólico e, com a sua possante voz, dava o seguimento a sua música preferida:

“É raio estrela e luar
Manhã de sol
Meu iaiá, meu ioiô
Você é "sim"
E nunca meu "não"
Quando tão louca
Me beija na boca
Me ama no chão
Me suja de carmim
Me põe na boca o mel
Louca de amor
Me chama de céu
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
E quando sai de mim
Leva meu coração
Eu sou fogo
Você é paixão...!

Juro que nunca soube dos reais motivos de sua predileção por aquela canção, o homem cantou milhares e milhares de vezes, durante anos a fio, sempre a mesma música. Que paixão!

Apesar de gostar de montão de uma loura gelada e, frequentar a noite os botecos de Manaus, nunca faltou ao trabalho, foi um funcionário exemplar da Receita Federal, chegando a se aposentar no cargo de Técnico do Tesouro Nacional. 

Valeu Salignac! Você é Luz!


Foto: Carnaval de 2000 - site    http://amordebica.blogspot.com/      

sábado, 4 de fevereiro de 2012

CIDADE DE BELÉM DO PARÁ EM 1913



A cidade de Santa Maria de Belém, capital do estado do Pará, fica a 1º26'54" de latitude Sul e a 5º21'31" longitude Oeste do meridiano do Rio de Janeiro. Situada à margem direita do Rio Pará, sobre a Baía de Guajará, a cidade de Belém foi fundada em 1616, por Francisco Caldeira Castello Branco. Dista 138 quilômetros do oceano. Pela sua posição excepcional, ruas e edifícios modernos, importância comercial e industrial, amplo porto dotado de cais e armazéns modernos, muito justamente é Belém do Pará considerada a primeira cidade do Norte do Brasil.

Ainda há 20 anos passados era Belém uma pequena cidade de 50.000 habitantes; nestes poucos anos, porém, se transformou completamente e é hoje uma grande metrópole com 220.000 habitantes, centro de intensa vida comercial, industrial e social.

O traço característico da cidade, situada em terreno plano, é dado pela luxuriante arborização das ruas, praças e jardins públicos e pela pujança da vegetação tropical, que a enquadra. O clima é úmido e quente, mas grandemente amenizado pelos aguaceiros freqüentes e pela brisa do oceano, que reina quase constantemente.

As condições higiênicas da cidade merecem o maior cuidado da Municipalidade; o serviço de limpeza pública é executado, mediante contrato com o município, pela The Pará Public Works Company, que tem o capital de £62.000 e se acha muito bem aparelhada para executar os seus serviços. Todo o lixo retirado das ruas e casas é cremado, para o que existe a Usina de Cremação, propriedade da Municipalidade, mas a cargo da empresa.

A salubridade da cidade de Belém, como foi mostrado no artigo desta obra sobre o Pará, é a maior possível e não sofre na comparação com os outros centros populosos do mundo. A moderna Belém, com as suas ruas bem calçadas e largas e as suas praças convertidas em parques lindíssimos, com ajardinamentos caprichosos, umas e outros elegantemente arborizados e cuidadosamente conservados, mostra bem a amplitude do esforço, que a transformou.

Os edifícios que margeiam as avenidas dos bairros mais modernos são de um bela arquitetura, apropriada às condições climatéricas. Muitas das residências particulares são verdadeiros e luxuosos palacetes. Durante o dia, às horas de maior calor, fica o movimento da cidade limitado ao bairro comercial e zona fronteira à docas; à tarde, porém, enchem-se os parques e avenidas, ostramways circulam apinhados e o movimento se torna intenso, principalmente no famoso Largo da Pólvora, que constitui o Boulevard do Pará.

Belém é dotada de um magnífico serviço de tramways, feito pela The Pará Electric Co., que tem mais de 55 quilômetros de linhas servidas por mais de 100 tramways, de luxuosa disposição interna. A cidade é iluminada a eletricidade, fornecida por duas companhias. Há também iluminação particular a gás, fornecida pela Pará Gas Co. A cidade dispõe de uma extensa rede telefônica. É amplamente suprida de água e tem uma completa rede de esgotos.

Entre os edifícios públicos de Belém, tornam-se dignos de nota o Palácio do Governo, cuja construção remonta ao tempo do marquês de Pombal e constitui um verdadeiro monumento histórico; o Teatro da Paz, um dos mais belos da América do Sul e onde, durante a estação teatral, trabalham sempre ótimas companhias líricas, contratadas pelo governo; o Palácio da Câmara dos Deputados; o palacete do Senado; Intendência Municipal; Quartel do Corpo Municipal de Bombeiros; Asilo de Mendicidade, amplo e formoso edifício, instituição caritativa custeada pela Municipalidade e dirigida pelas Filhas de Sant'Anna; Hospital dos Tuberculosos, elegante e sólido edifício situado em uma colina, em lugar aprazível e higiênico; o vasto e elegante reservatório d'água, que atinge a altura de 54 metros, e muitos outros.

Dos parques de Belém, que são belíssimos, devem citar-se os das praças da República e Visconde do Rio Branco, o encantador Bosque Municipal, orgulho dos paraenses, com largas avenidas arborizadas, fontes, lagos, estátuas, artisticamente dispostos e emoldurados na exuberância da vegetação tropical; e o Jardim Botânico e Zoológico, com belas coleções da flora e fauna da Amazônia.

Entre as numerosas instituições pias e de beneficência, está o Orfanato Municipal, benemérita instituição custeada pelo Município de Belém e onde mais de 100 meninas recebem asilo, alimentação e educação. Esse asilo é dirigido pelas Redentoristas.

A instrução pública merece, tanto do estado como do município, a maior atenção. A instrução primária é ministrada no município por 11 grupos escolares, a cargo do estado, e 57 escolas municipais.

Mantido pela Municipalidade, há ainda o Instituto Cívico e Jurídico Paes de Carvalho, instalado em magnífico e confortável edifício e onde é ministrado o ensino secundário. O programa de estudos compreende as seguintes matérias: Português, Geografia, História, Direito Pátrio, Instrução Moral e Cívica e Estudo das Constituições.

O Instituto Pedro Américo, também mantido pela Municipalidade, dá a instrução artística a um número regular de estudantes, que o freqüentam. A instrução secundária é também ministrada no Liceu do Pará, cujo programa compreende três cursos: 1º, curso equivalente ao do Ginásio Nacional; 2º, curso de Agrimensura; 3º, curso comercial.

A instrução técnica e profissional é dada pelo Instituto de Artes Mecânicas do Pará, estabelecimento de instrução gratuita, para menores, e sujeito a um regime militar. Este instituto compreende cinco oficinas: carpintaria, ferraria, alfaiataria, funilaria e sapataria; a esta última estão anexas oficinas de correeiro e curtume.

Neste instituto, ao terminar a sua aprendizagem técnica, são os alunos obrigados a servir durante um ano na milícia estadual. As instalações do instituto são magníficas e funcionam em bons e belos edifícios.

Outra escola técnica, que é uma das melhores da América do Sul, é o Instituto Lauro Sodré. Este instituto dispõe de magníficas instalações, e por sua esplêndida organização desperta a admiração dos visitantes. Possui 110 máquinas para fins diversos; e ali é ministrado gratuitamente o ensino técnico a mais de 400 alunos internos e 100 externos; estes últimos recebem o ensino prático da lavoura. As aulas técnicas abrangem todos os ofícios: impressão, encadernação, decoração e pintura, carpintaria, alfaiataria, curtume, caldeireiro etc. etc.

São também escolas técnicas profissionais de grande valor o Instituto General Bittencourt e o Liceu Benjamin Constant. As Escolas Normais da cidade têm visto o número de seus estudantes matriculados aumentar de ano para ano. Os cursos superiores são dados na Escola de Direito do Pará, na Escola de Farmácia e outras.


Dos serviços a cargo da Municipalidade, convém mencionar o do Corpo de Bombeiros, militarmente organizado com esplêndido quartel e provido de todos os aparelhos, maquinismos e viaturas para o serviço de extinção de incêndios.



O matadouro está instalado com todos os requisitos modernos, e ali se observam todos os cuidados higiênicos, indispensáveis em tais estabelecimentos. O mercado é vasto e inteiramente construído de ferro. O município é administrado por um Conselho composto de um intendente, que é o chefe do Executivo do município, e 12 vogais.

Belém é dotada de um magnífico porto, com extenso cais de alvenaria de pedra, onde podem atracar navios de qualquer calado, margeado por grandes armazéns para carga, descarga e depósito de mercadorias.

Belém é o centro onde afluem os produtos do interior para a exportação. Os artigos de importação são recebidos na praça de Belém por casas importantíssimas, que os distribuem pelo interior. Muito naturalmente, a vida comercial da grande metrópole está concentrada em torno do produto soberano, a borracha. À borracha se prendem todas as transações; da posição do mercado da borracha dependem as condições financeiras da praça.

A indústria da cidade de Belém é representada por fábricas de beneficiamento de produtos nacionais, olarias importantes, serrarias, fábrica de cerveja, fábricas de gelo etc. etc. Os principais jornais da capital, e também do estado, são a Provincia do Pará, a Folha do Norte e o Jornal, que, excelentemente organizados e redigidos, dispõem, todos três, de amplos serviços de informação.

Na cidade de Belém, contam-se atualmente 53 ruas, 22 largos e praças, 52 travessas e 11 avenidas, contendo, ao todo, mais de 17.000 casas. Belém é a sede do Arcebispado do Pará e do Tribunal Superior de Justiça.

Fotocolagem:

O Mercado de Ferro;
Largo da Pólvora;
Nas ruas de Belém:
1) Rua Conselheiro João Alfredo;
2) Boulevard da República;
3 e 4) Avenida 16 de Novembro;
5) No porto.
Estrada de Nazareth;
A frente do novo porto, construído pela Port of Pará Co.Palácio da Municipalidade;
1) Avenida Hermes da Fonseca, Belém;
2) Largo da Pólvora, Belém;
3) A Ilha de Arapiranga
Edifícios públicos, Belém: 
1) Praça Afonso Pena;
2) Igreja da Sé;
3) Teatro da Paz;
4) O palácio do governo;
5) Estação da E. F. de Bragança.

Agência do Banco do Brasil;



Fonte:

Livro: Impressões do Brazil no Seculo Vinte

ONTEM & HOJE

Posted by Picasa


Ontem – Funcionava a empresa Pinheiro & Perdigão – Segundo o livro "Impressões do Brasil no Século XX" - Esta é a principal firma de agentes financeiros no vale do Amazonas e uma das mais importantes em todo o Brasil. A firma foi fundada em 1896 pelo sr. Licinio Perdigão, a que se associou um seu amigo, o sr. Pinheiro. A casa, sob a firma Pinheiro & Perdigão, em breve ficou solidamente firmada e se tornou conhecida. Mais tarde, entraram também para a firma parentes dos sócios primitivos e que lhes sucederam no negócio. Os atuais sócios, srs. Pinheiro e Perdigão, são ambos naturais do Porto, Portugal, e vieram para Manaus em 1902, desde quando têm grandemente alargado o campo de operações da casa.

Em fins de 1911 mudou-se a firma para o seu presente belo edifício, construído em linhas modernas e onde existem todas as comodidades para o seu ramo de negócio; fica este edifício situado à esquina das ruas Theodureto Souto e Marcilio Dias.

Hoje – Antônio Bijuterias e Brinquedos – Empresa do ramo varejista, com uma infinidade de artigos de bijuterias e brinquedos com preços populares. No prédio, ainda estão instaladas outras lojas de confecções, roupas e  de materiais esportivos.

A poluição visual é gritante, com diversas placas comerciais escondendo a beleza do prédio. Naquela esquina, existe uma grande aglomeração de pessoas e, consequente agitação e desorganização generalizada, além de inúmeros camelôs que tomam conta do espaço público. Um local que já foi tão bonito tornou-se uma muvuca total.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

RIO NEGRO PRÓXIMO AO ENCONTRO DAS ÁGUAS





Wikipedia ==> O Rio Negro é o maior afluente da margem esquerda do rio Amazonas, o mais extenso rio de água negra do mundo, e o segundo maior em volume de água — atrás somente do Amazonas, o qual ajuda a formar.
Tem sua origem entre as bacias do rio Orinoco e Amazônica, e também se conecta com o Orinoco através do canal de Casiquiare.
Na Colômbia, onde tem a sua nascente, é chamado de rio Guainia. Seus principais afluentes são o Rio Branco e o rio Vaupés que disputa ser o começo do rio Orinoco junto com o rio Guaviare, drena a região leste dos Andes na Colômbia.
Após passar por Manaus, une-se ao rio Solimões e a partir dessa união este último passa a chamar-se rio Amazonas.
Todo ano, com o degelo nos Andes, e a estação das chuvas na região Amazônica, o nível do rio sobe vários metros, alcançando sua máxima entre os meses de junho e julho.
O pico coincide com o "verão amazônico", e, portanto, o nível do rio começa a baixar até meados de novembro, quando novamente inicia o ciclo da cheia.
Em Manaus, a máxima do Rio Negro vem sendo registrado há mais de cem anos, e há um quadro no Porto de Manaus com todos os registros históricos, inclusive o da maior cheia de todos os tempos ocorrido em 1 de julho de 2009, alcançando a cota máxima de 29,77 m acima do nível do mar.
Todos os rios da Bacia Amazônica sofrem o mesmo fenômeno de subidas e baixas em seus níveis, comandados pelos dois maiores rios: Rio Negro e Rio Solimões (que ao se encontrarem abaixo da cidade de Manaus, formam o Rio Amazonas).

Fotografia: J Martins Rocha

Banda Cinco Estrelas vai homenagear Armando e desfilar no sábado magro



pOR: sIMÃO PESSOA
Charles Stones, um ex-garçom do Bar Armando, que em 1996 resolveu fazer seu próprio bar, o “Cinco Estrelas” decidiu homenagear o português Armando, símbolo da BICA — a banda mais tradicional de Manaus —, que este ano não vai sair devido a problemas de saúde de seu patriarca. 

Armando se encontra internado no hospital da Unimed desde o dia 31 de dezembro de 2011.

Seguindo o rastro de seu guri de botequim, Charles também criou uma banda, a “Banda do Cinco Estrelas”, no mesmo molde da BICA, com bonecos mamulengos e marchinhas. 

Para homenagear Armando, a banda do Charles, que saía na terça-feira de carnaval, desta vez sairá no sábado magro, 11 de fevereiro, a mesma data em que deveria sair a BICA.

— Isso é o mínimo que eu posso fazer pelo homem que me deu emprego, me ensinou tudo que eu sei de comércio e deu um rumo à minha vida. Além disso, Armando é um dos maiores símbolos da vida cultural de Manaus, que há mais de 50 anos abre as portas de seu bar para dar alegria à cidade de Manaus – disse Charles ao anunciar a mudança de data de sua banda, ao lado do presidente da agremiação, o advogado Eliezer Gonzalez.

Na noite da última quinta feira, 26, aconteceu o primeiro “esquenta” da banda, quando foi lançada a marchinha “Armando no Charles”, composta por Mário Adolfo, Edu do Banjo e Mestre Pinheiro. 

Acompanhados pelo grupo de samba do maestro Mariolino Brito, e com os arranjos de Dudu Brasil (cavaco) e Edywaldo Norte (sanfona de 8 baixos), a marchinha foi lançada com grande sucesso, chegando a emocionar alguns dos mais legítimos representantes da BICA, como o músico Manuelzinho Batera. 

– Vocês foram muito felizes na letra e na música. É muito difícil, para um biqueiro, ouvir isso e não se emocionar. Principalmente na parte que diz “quando a 5 estrelas passar/ vou lembrar da Bica na multidão/ sino da igreja vai tocar/ como é difícil segurar a emoção... – comentou Manuel Batera, que vai propor que os diretores da BICA participem da homenagem a Armando.

Para seguir a tradição da BICA, a “Banda do Cinco Estrelas” também vai desfilar. 

Sairá do bar às 18 horas, seguirá pela rua Monsenhor Coutinho e pegará a 10 de Julho, onde deverá fazer uma parada em frente ao bar do Armando, para tocar a marchinha em homenagem ao português.


Confira a letra da música:

ARMANDO NO CHARLES

(Mário Adolfo, Edu do Banjo e Mestre Pinheiro)

Esse ano não vai ser
Igual aquele que passou, 
Dessa vez a minha BICA 
Não entrou, meu amor!

Ai que saudade, seu moço
Do Largo de São Sebastião
Da cerveja e do X-porco 
Da cachaça com limão

Quando a “Cinco Estrelas” passar
Vou lembrar da BICA na multidão
O sino da igreja vai tocar
Vai ser difícil segurar a emoção

Mas não faz mal,
Mas não faz mal
Vou lá no Charles pra
Brincar o carnaval (BIS)

Mas hoje é dia de alegria
Carnaval é uma ilusão
O gajo está comigo na folia
E também no coração

Ah, cachopa siga meu comando
Ah, cachopa ouça a minha dica
Quem gosta do Armando (Ora pois, pois!...)
Não esquece a minha BICA

Armando é batuta
Armando é legal
Importamos o portuga 
Lá de Portugal! (BIS) 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

IMPRENSA QUE EU GOSTO



Tururis da Banda dos jornalistas já podem ser adquiridos 

Neste sábado, 04, a partir das 17h, não deixe de participar do Carnaval dos Jornalistas com a Banda “Imprensa que eu Gosto”, no Olímpico Clube (Av. Constantino Nery). Os Tururis da banda podem ser adquiridos de quinta a sábado pelo preço simbólico de R$ 10,00 na sede do Sindicato (Praça Santos Dumont, 15- Centro, próximo a Casa do Eletricista).

Na sétima edição da banda, o tema é "Sem diploma, a informação é que vai mal", um enredo construído pelo jornalista David Almeida, compositor e cantor de várias marchinhas do carnaval amazonense.

Os jornalistas Wilson Reis e Auxiliadora Tupinambá, presidente e vice, respectivamente, do Sindicato dos Jornalistas convidam os colegas de redação, assessores, blogueiros e internautas de carteirinha para a festa que este ano inovou, e acontecerá no Olímpico Clube. "Será um carnaval para profissionais da comunicação, parceiros e amigos.

O jornalista Wilson Reis informou ainda que a coordenação do evento sorteará brindes durante a festa. "É ir para conferir", completou.

A direção do SJPAM agradece antecipadamente os parceiros e colaboradores do evento que apostam na gestão que assumiu a entidade em janeiro para o mandato2012/2014.

Contatos: (92) 3234-9977
Wilson Reis (92) 8266-7435
DIRETORIA
SJPAM

POT-POURRI DAS MARCHINHAS DA BANDA DA BICA



A mais famosa banda de carnaval de Rua de Manaus chama-se BICA – Banda Independente da Confraria (grupo de amigos) do Armando, fundada em 1987, localizada no mais tradicional boteco da cidade “O Bar Doce Lar” do Armando, no Largo de São Sebastião - ganhou o mundo em decorrência da irreverência dos seus brincantes, fazendo desfiles pelas ruas do centro, com bonecos gigantes, bandinhas de metais e muitas marchinhas de carnaval, sempre malhando alguma autoridade que pisou na bola.

Em comemoração aos seus vinte e cinco “anus”, como os biqueiros gostam de escrever, faço um “pot-purri” das marchinhas que fizeram sucessos ao longo do tempo na BICA.

Na Banda Independente
Confraria do Armando
Tá todo mundo dando,
Tá todo mundo dando
Dando alegria para esse pessoal
Que quer fazer o verdadeiro carnaval
Na época do tititi
Boiava em Manaus o boto-tucuxi
Um tremendo fariseu
Dizendo que reinava até o ano 2000
Mas o tempo se passou
A história não se repetiu
Foi o Arthur que falou
Lugar de boto é lá para o fundo do rio!
Que merda é essa ioiô
Que merda é essa Iaiá
Fazer teatro para o povo não entrar
Mais uma vez a nossa gente vai dançar
Assim não dá pé, assim não dá pé
Pegar pra pato o pobre do jacaré
A Lourdes disse e o Armando confirmou
Jacaré não é boto nem é vilão
É ou não é?... Coitado do Jacaré!
Se o azul é festa, é azul geral
Vem brincar na BICA neste carnaval!
Vem, vem, vem,
Vem, vem, Satanás
Vem animar o carnaval da BICA
Que este ano vai ser bom demais
Ação conjunta é papo
Pra boi dormir
Charles rouba de lá
E o Armando rouba daqui
Sem lari lari e nem com muita grana
Vendo meu voto pra esse teu papo aranha
Porque a Lourdes disso e o Armando confirmou
Que o velho comunista se aliançou
E hoje vai brincar na BICA
Com quem sempre criticou
A minha BICA sobe colorida
E na avenida hoje vem exaltar
(O quê? O quê?)
Armando Soares brasileiro
Quando chega fevereiro
Põe a BICA para sambar
Bota a BICA para zuar
Celestiou em teu olhar
Com Graça e louvação
Sou do Morro, sou boêmio
Salve São Sebastião
Eu hoje to com a toga solta
Nem CPIada vai me segurar
To vendendo habeas-corpus
Quem compra cinco
Tem de graça um alvará
É tanto baba-ovo levando tucumã
Vai ter banquete na mansão do Tarumã
Puta que pariu
O que será que o magro ouviu?
A gente não quer fazer futrica
Mas eles puxam o saco
E o povo entra na BICA
Punheta pra lá, suruba pra cá
Égua o Lupércio é vigário
Não consegue emprenhar
Ai, Alfredo Nascimento
O teu expresso é pior do que jumento!
Se estou dentro não sai
Se estou na fila não vem
E o trocador nunca tem troco pra ninguém
Se para o Centro não vai
Pra Zona Leste não vem,
Pra quê que serve então a merda desse trem?
No reinado do Belão
A minha bica vai entrar
Vai fazer mais um cordão
Pro Belão e sua turma rebolar
Rebola Belão aqui, rebola Belão prá lá
Ô Belão seu rebolado é bom prá Bica entrar


Este ano a BICA não vai sair. Mas, biqueiros de plantão se preparem, que no próximo ano a BICA vai entrar dobrada! Eu, hein!

Fonte: livro Amor de Bica