sábado, 24 de setembro de 2011

O BESTEIROL ESTÁ DE VOLTA NO BLOGDOROCHA!



Depois de duas semanas travado, sem nada para escrever, resolvi soltar os cachorros, chutar o pau da barraca, botar a boca no trombone e, escrever um monte de besteirol, a famosa babaquice, burrice e jericada nossa de cada dia.

Segundo o pai dos burros, o Gooogle, existe no Brasil oitenta e cinco mil blogs atualizados nos últimos três meses, mesmo assim, um leitor anônimo resolveu ler exatamente o besteirol que escrevo neste blog cabocão.

Segundo o ledor, o meu português é terrível - sai prá lá lente exigente, me erre, o meu negócio é mulher, ficaria melhor escrever que a minha portuguesa é escrota, feia que nem um processo nas costas. Agora, se ele estiver se referindo a língua portuguesa, realmente, escrevo muito ruim, reconheço as minhas limitações.

Ao passar pela Avenida Djalma Batista, avistei uma enorme faixa da “Direcional Engenharia” com os seguintes dizeres “Pare de pagar aluguel, compre um apartamento com apenas R$ 99,00 por mês! Os meus olhos se arregalaram, chegou a hora de fazer a mudança, chega de morar no Beco da Bosta sem numero.

O lance é o seguinte: o abestalhado deve pagar R$ 99,00 por seis meses, depois, deve pagar uma pequena parcela de trinta mil, continuar pagando os noventa e nove por mais seis meses, depois, paga outra parcela de trinta mil, continua pagando os noventa e nove por mais um ano, no final de dois anos o otário deve pagar mais quarenta mil reais.

Tem mais, para botar o pé dentro do seu “Apê” deve fazer o financiamento no banco, o cabocão fica endividado até o talo, com mais cento e cinquenta mil reais + JUROS, ou seja, vai pagar até morrer a módica parcela de R$ 1.200,00 por mês, com reajustes pela tabela Price ou SAC Et cetera e tal.

Posso está ficando velho – doido, ainda não estou! Tô fora! Vou morrer é no meu barraco. Pensando bem, acho que vou apelar para o homem do Código do Consumidor, o deputado estadual Marcos Rotta, o defensor dos frascos e comprimidos. Noventa e nove por mês é ruim! Sai pra lá carniça!

A cantora Enne Rocha fez a sua parte no “Circuito OFF”, no Bar do Armando, fui chamado para o ser o “animador cultural”, pense numa fuleiragem da minha parte! Depois de três ampolas na moleira, resolvi entrevistar os turistas.

Cheguei próximo a um gringo e, perguntei: – O que o senhor está achando de Manaus?

Ele respondeu: - Manaus ist eine schöne sadt, schöne menschen sehr gastfreundlich sind, bin ich in der liebe mit einem caboclinha. Comi Jaraqui nicht hier je wieder zu verlassen.

Falei ao microfone: - Cruz credo, que diabos este holandês tá falando? Um cara pulou da cadeira e gritou: - Ele é alemão, seu anta! Que mancada! Tive que usar o tradutor do google para saber mais ou menos o que o alemão falou! Depois, falei um monte de besteiras, até os turistas ficaram rindo das minhas presepadas! Eu, hein!

Resolvi matar a broca na Peixaria do Jokka, antes, liguei sem me identificar, para o "Seu Lunga de Manaus“: - Jokka, tem peixe ai? Ele respondeu: - Não parceiro, aqui tem prego, serrote e martelo! Continuei enchendo o saco: - Jokka, o teu peixe é fresco? Ele ficou ainda mais puto da vida: - Aqui não tem viado, fresco é o teu pai FDP!

Ao chegar, pedi uma costela de tambaqui e, perguntei: - Jokka, você aceita no débito? – Nem nem no credito, imagina no débito, não recebo nem cheques para evitar a presença de liso! Eu estava afim de tirar saro com a cara do Jokka: - Parceiro, esta ponte (a Ponte Manaus/Iranduba) vai sair ou não? Ele e sua educação britânica: - Esta ponte vai fica ai por cem anos, não vai sair nem com nojo, ela não tem pernas, porra, chega de perguntar besteiras! Calei!

Por falar em besteiras, o meu amigo Mitoso escreveu o seguinte: "Sempre que escrevo uma besteira eu pago caro, mas como besteira é algo inevitável que eu escreva, vivo pagando caro, embora seja mais fácil combater em mim a besteira do que o ato de escrever. Sobre isto, não está ao alcance de ninguém. Besteira eu posso evitar, às vezes; mas querer que eu não escreva, é melhor que tirem de mim o sexo e o tabaco. Como, segundo Moliere, o homem sem tabaco não merece viver, e como, segundo Freud, o homem sem sexo também não, segundo essa pessoa que sou eu mesmo um escritor que não escreva também não merece tabaco, nem sexo. Daí que, para não ficar sem tabaco, nem sem sexo, eu escrevo, embora reconheça que outras pessoas escrevam por motivos mais relevantes. Mas eu sou assim e não fui que me fiz. Então, que é que eu posso fazer? Muito prazer!"

Chega de besteirol por hoje. Continuo amanhã! Fui!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS DA MANAUS ANTIGA E ATUAL NO BAR DO ARMANDO




Na quarta-feira passada (21/09/11) fiz uma pequena exposição de fotografias antigas e atuais de Manaus, no Bar do Armando, situado na Rua Dez de Julho, no Largo de São Sebastião.

Ao todo foram quarenta fotografias em preto em branco, divididas em dois lotes de vinte; um da Manaus antiga, todas disponíveis na internet e, o outro com fotografias minhas, retratando a cidade atual.

A parte antiga, mostra uma Manaus bela, bonita e cheia de charme. São fotografias da Sede dos Correios, Rua Lobo D´Almada, Cidade Flutuante, Colégio Benjamin Constant, Colégio Santa Dorotéia, Rua Municipal (atual Sete de Setembro), Quartel do Regime Militar do Estado (atual Palácio Provincial), Rua da Instalação, Prédio do IAPETEC, Igreja da Matriz, Escadaria do Teatro Amazonas e Igreja de São Sebastião, Largo de São Sebastião, Obelisco de Manaus, Mercado Adolpho Lisboa, Palácio da Justiça, Palácio Rio Negro, Pavilhão Universal, Relógio Municipal, Rodoway e Rua do Thesouro.

Sou um fotógrafo amador, na exposição mostro alguns aspectos da cidade, tais como: Beneficente Portuguesa, Mercado Adolpho Lisboa em reforma, fachada do Au Bon Marche, Colagem de Barcos Regionais, as Casas da Rua Lauro Cavalcante, Colégio Estadual Dom Pedro II, Fachada do Hotel, Luso Sporting Club, Inicio da Avenida Eduardo Ribeiro, Palácio da Justiça, Parque do Mestre Chico, Parque Jeferson Peres, Ponte Benjamin Constant, Praça Heliodoro Balbi, Cais do Porto, Prédio do TCU, Prédios da Ponta Negra, Ponta Negra e Praça da Saudade.

Foi um trabalho simples, em papel A4, com impressão no modo econômico, no entanto, a intenção foi mostrar para os visitantes do Bar do Armando, principalmente aos turistas e aos jovens amazonenses, como era Manaus no passado e fazer uma comparação com a atual.

Existem na mostra dois “patinhos feios”, um mostra a “Cidade Flutuante”, um modo vida no passado que serviram de cenário e de inspiração para filmes, livros, estudos sociais e de arquitetura. As casas eram de madeiras, construídas sobre troncos de árvores, tornando-as flutuantes, a cobertura era de palha e zincos, formavam um imenso conglomerado de casas, era tão grande que chegou a ser uma “cidade” dentro da cidade de Manaus; na década de 60 tinha mais de 2.000 casas e aproximadamente 12.000 habitantes. Foi destruída.

O outro é o “Obelisco da Cidade de Manaus”, uma belíssima obra do artista plástico Branco e Silva, uma homenagem ao “Primeiro Centenário da Elevação de Vila da Barra do Rio Negro à Categoria de Cidade”, fica no início da Avenida Eduardo Ribeiro, atualmente, o local é uma muvuca, com centenas de pessoas andando por todos os lados; enormes engarrafamentos de automóveis; estacionamento de motocicletas; inúmeras barracas de camelôs, vendedores de frutas, peixes e comidas e, lixo em toda a sua extensão.

Pretendo fazer outras exposições no Bar do Armando, o único local onde sempre é permitida a apresentação de trabalhos de cunho cultural. E isso ai.

Fotocolagem: J. Martins Rocha

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

2º. FESTIVAL AMAZONAS DE MÚSICA 2011.


Mais um evento de porte será realizado pela Secretaria de Cultura do Amazonas, trata-se do 2º. Festival Amazonas de Música 2011, no período de 21 a 25 de Setembro, no Teatro Amazonas e Largo de São Sebastião.

A “Mostra Competitiva” terá a primeira parte no Teatro Amazonas, de quarta a sexta-feira, sendo a final no Largo de São Sebastião, no domingo à noite, com 10 músicas classificadas.

Na quarta-feira, a pedida será assistir ao “Happy Hour”, no Tacacá na Bossa, depois, ir até o Teatro Amazonas e, torcer pela música “Anjo de Cor”, do Afonso Toscano. A partir das 22h haverá um “Circuito Off”, no Bar do Armando, com o cantor e compositor Lúcio Bahia.

Na quinta-feira, haverá Nicolas Júnior, no Tacacá; a mostra competitiva no TA e o show musical “Vo Mermo”, da Banda “Os Tukumanus”.

Na sexta-feira, teremos a apresentação do Salomão Rossi, no Tacacá; o último dia da mostra competitiva no TA, depois, vale a pena conferir os shows de Lucilene Castro, no Botequim; Enne Rocha, no Bar do Armando e, Cileno, no Arte & Fato.

O sábado será muito movimentado, com a “Mostra Não Competitiva”, com dez consagrados artistas se apresentando no Largo de Sebastião, depois, teremos o Humberto Amorim e Banda, no O Chefão e, Lucinha Cabral (a caboquinha da pátria d água e farinha), no Bar do Armando.

Para finalizar, teremos a apresentação do Serginho Queiroz, no Tacacá, de 18h as 18h50. A partir das 19h será a grande final da mostra competitiva no Largo de São Sebastião; haverá ainda um show de enceramento com o “Tecnomacumba a tempo e ao vivo” (Rita Ribeiro).

A programação completa está no endereço eletrônico http://www.sec.am.gov.br/dsv/arquivos/img_arquivo/20110916100500_2_festival_amazonas_de_musica.pdf.  É isso ai.


Obs. Estive no Circuito Off, no Bar do Armando. Segundo o cantor Lúcio Bahia, ele foi incluido na programação e não foi avisado. Ligou para a SEC e, foi informado que não haveria cachê, o pagamento seria o "Covert Artistico" cobrado pelo dono Bar - o Sr. Francisco, o responsável pelo bar, por sua vez, informou que também não foi procurado pelos coordenadores do evento. Moral da história: o Lúcio Bahia teve novamente de "se virar nos trinta e passar o chapéu", o valor arrecadado não deu nem cobrir os gastos com o transporte da caixa de som. A cantora Lucinha Cabral, possui uma carreira reconhecida em todo o Brasil, ela foi incluida para cantar no próximo sabádo, no Bar do Armando - vai ficar muito chato ele ter que passar o chapéu. Isto é pura sacanagem da SEC!.

domingo, 18 de setembro de 2011

MÚSICA DE BEIRADÃO


É um tipo de música genuinamente da Região Norte, tocada nas casas de dança e nos bares que ficam nas beiras dos incontáveis rios e igarapés da Amazônia.

Beiradão é um termo utilizado pelos ribeirinhos para designar as ribanceiras, partes altas das margens dos grandes rios amazônicos, onde constroem as suas casas.

Na realidade, a música de beiradão compõe-se de uma mistura de ritmos e de influências que surgiu na metade dos anos 70, atingindo o seu apogeu em meado dos 80.

No Estado do Amazonas os principais representantes são os compositores Teixeira de Manaus, Oseas da Guitarra, Chico Caju, Cheiro-Verde e André Amazonas.

Em Manaus, a casa de espetáculo “Ao Mirante” realiza duas vezes por mês a “Noite do Beiradão”, com um repertório composto pelos ritmos maracatu, xote, baião, carimbo, sairé, marambiré e lundu – é uma forma de revalorizar os conhecimentos, a cultura e os trejeitos dos nossos caboclos.

O ritmo é dançante e, como é música de interior, os casais dançam no compasso até o dia amanhecer.

O compositor e instrumentista George Jucá, por ser um caboclo do interior, compõe e faz pesquisas sobre o ritmo Beiradão.

Baixei do YouTube (Rádio Forró Brega) uma música do Oseas da Guitarra, chama-se “Lambada de Manaus”. Vamos curtir o ritmo. É isso ai.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

AFONSO TOSCANO

O Toscano é um amazonense conhecidíssimo no meio cultural de Manaus, fez durante anos as letras das marchinhas da Banda Independente da Confraria do Armando (BICA), possui um talento fora do comum para compor músicas, além de ser um cantor da melhor qualidade.


Em 2008, lançou um álbum musical intitulado “Enredo”, gravado nos estúdios da AC Records, contou com a colaboração dos músicos Almir Fernandes, Bernardo Lameiras, Gilson Rodrigues, Célio Vulcão e Miguel Pronsky. Fez muito sucesso com as músicas “Menina da Noite”, “Pessoa de Bem” e “Manaus Mana”.


Segundo o blog http://rogeliocasado.blogspot.com.br/2012/03/afonso-toscano-compositor-do-blues.html "Afonso Toscano de Melo nasceu no começo dos anos 50 no antigo Beco do Macedo e foi vizinho do inesquecível músico Domingos Lima, padrinho e definitivamente responsável pela “contaminação” de Toscano com o vírus da música. Ainda menino mudou-se para o beco São Domingos, no bairro da Matinha, onde foi contemporâneo de Guto Rodrigues nos campinhos de peladas da velha Manaus. Em meados dos anos 60, Toscano foi aluno interno da Fundação Presidente Kennedy - um colégio misto tanto por abrigar meninos e meninas quanto pela harmônica convivência entre o religioso e o profano e teve por companhia os poetas Arnaldo Garcez e Marco Gomes. Após a euforia dos festivais e formado em Educação Física, Toscano abandonou os palcos para se dedicar ao lar, esposa e filhas".


O “Tosca”, como é conhecido no meio artístico, voltou aos palcos, para participar do II Festival Amazonas de Música – o evento foi realizado no período de 21 a 25 de Setembro, no Teatro Amazonas, Largo de São Sebastião, O Chefão, Bar do Armando, Caverna Rock e Botequim.

Defendeu a música de sua composição, chamada “Anjo de Cor”, uma justa homenagem ao saudoso advogado dos pobres, o Dr. Nestor Nascimento  - a sua apresentação foi no Teatro Amazonas - está no Youtube no endereço http://www.youtube.com/watch?v=Qktd9t55fCY 

O homenageado do Toscano, o Nestor Nascimento, é considerado o maior líder negro da história do Amazonas, com uma marcante defesa dos direitos civis – veio de uma família tradicional do bairro da Praça 14 de Janeiro. Para conhecê-lo um pouco mais acesse a postagem http://jmartinsrocha.blogspot.com/2009/11/nestor-nascimento-alma-negra-do.html  


Faz algum tempo atrás, tirei uma fotografia no Tosca, no Bar do Armando, coloquei no BLOGDOROCHA, uma das suas filhas (Haydeé ou Izinha) gostou da foto e, fez algumas modificações para virar capa do CD (vide acima)   

É isso ai Tosca.

Foto: J Martins Rocha (Capa do CD)



A LHA DE MARAPATÁ



Existe uma ilha fantástica no Amazonas, localizada bem na entrada de Manaus, chama-se Ilha de Marapatá, alguns estudiosos dizem que este nome significa na língua Macua (tribo africana) alpendre (espaço coberto, reentrante, e aberto na fachada de uma casa, que dá acesso ao interior).

Este lugar é tema para muitos cientistas sociais e escritores, no que diz respeito a ética - falam que o interiorano com a sua peculiar “pureza” ou o forasteiro, antes de aportar em Manaus, deixa a sua vergonha na Ilha de Marapatá, tornando a cidade um lugar ideal para trapaças e crimes. Os empresários que teimam em construir o Porto das Lajes, deixaram a sua consciência (honradez, retidão e probidade) enterradas na ilha, aliás, desejam fincar os seus negócios bem na “ilharga” da ilha – no encontra das águas!

O escritor Euclides da Cunha, no seu livro “Terra Sem História” relata o seguinte: “À entrada de Manaus existe uma ilha, de Marapatá, que é o mais original dos lazaretos (que, ou aquele que tem pústulas, chagas) um lazareto de almas! Ali, dizem, o recém-vindo deixa a consciência”.

O também famoso Mário de Andrade, ao escrever Macunaíma, refere-se à ilha: ”No outro dia Macunaíma pulou cedo na ubá (canoa indígena) e deu uma chegada até a foz do rio Negro pra deixar a consciência na ilha de Marapatá, deixou-a bem na ponta dum mandacaru de dez metros, pra não ser comida pelas saúvas, voltou pro lugar onde os manos esperavam e no pino do dia os três rumaram pra margem esquerda do Sol”.

O saudoso poeta Aníbal Beça e o compositor Armando de Paula  fizeram uma linda canção chamada “Marapatá”, a letra é assim:

Que doce mistério
Abriga teu dorso
De ilha afogada
No curso das mágoas?
O Velho Bahira
Se mira nas águas
Espelho da lua
Narciso nheengara
É Marapatá, porta de Manaus
É Marapatá, patati patatá
Que mana maninha
Que dança sozinha
Savana de seda
Pavana de cio
Capim canarana
Bubuia banzando
Canção enrugada
Banzeiro de rio
Vá logo deixando
Senhor forasteiro
A sua vergonha
Em Marapatá
Vergonha se verga
Na cuia do ventre
No V da ilhargas
Vincando por lá
Cunhã se arretando
Tesão de mormaço
Abrindo as entranhas
A flor do tajá
E o macho fungando
Flechando, fisgando
Mordendo a leseira
Dizendo:"Ulha já!"

É isso aí, manos e manas da nossa aldeia! Vamos mudar - nada de deixar a consciência na Ilha de Marapatá!

Vamos fazer uma bela Manaus, com homens retos, probos, visando sempre ao bem comum e, o respeito pela mãe natureza.

Do jeito que está - não dá para ser feliz, Marapatá!



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A ÚLTIMA CHÁCARA DA VILA MUNICIPAL (ADRIANÓPOLIS).




Quem acompanha as minhas postagens sabe o quanto admiro o patrimônio histórico da cidade de Manaus e, o sonho que tenho de um dia ver a revitalização total do centro da cidade.

O imóvel da fotografia fica na Rua Fortaleza, no bairro de Adrianópolis. Ele foi construído em 1901, em plena Belle Époque (um período cultural ocorrido no final do século XIX até a Primeira Guerra Mundial), foi uma era marcada pela beleza, inovação e paz.

Passados cento e dez anos, o imóvel permanece bonito e todo original, com o muro baixo, sem cerca elétrica, portões abertos, um imenso quintal, muitas árvores, pomar, hortas, casa de moradia e jardins.

 

Ele faz um grande contraste com os outros imóveis, ao seu lado fica a Rádio Mix Manaus, com uma edificação muito moderna; ao fundo, aparece um edifício de vinte e poucos andares.

O bairro onde está localizado o imóvel chama-se Adrianópolis (passou a chamar-se assim a partir de 1920), fica na zona centro sul, preferido pela classe média alta. Era conhecido como Vila Municipal, em decorrência das pequenas vilas existentes no local.

No início do século passado, os operários que trabalhavam no centro da cidade, começaram a construir sítios e chácaras no local, pois era uma área extremamente verde, passou a ser um bairro nobre onde os mais afortunados resolveram construir as suas moradias.

Apesar da marcante desfiguração do lugar, com a construção de dezenas de prédios, ainda dá gosto de ver o imóvel da foto, além do Castelinho, da Praça e da Igreja de Nossa Senhora de Nazaré.
 
Este imóvel é o único sobrevivente daquele tempo bom, acredito ser a última chácara que restou da Vila Municipal. É isso.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

MANAUS, A CIDADE ONDE TUDO TEVE OU JÁ FOI UM DIA!



A Cidade Sorriso;
Amazon Hotel Club;
Aviaquario;
A mais antiga faculdade do país;
A Gogô;
Booth Lines;
Bondes elétricos;
Balneários do Parque Dez, Ponte da Bolívia e Tarumã;
Bola da Suframa;
Boate Moranguinho;
Bar Americano;
Bancrévia Clube e Sheik Clube;
Calçada de borracha;
Clube da Madrugada;
Cabaré Chinelo;
Cinemas Guarany, Polytheama, Avenida, Odeon e Popular;
Calçadas com Pedras de Lioz;
Delegado do Diabo;
Doces de Quebra Queixo, Alfenim e Filhós;
Disco Voador;
Fogão a Lenha;
Geladeira a querosene;
Governador que pensava “O Pensador”;
Igarapés de águas límpidas;
Igarapé de Manaus e do Mestre Chico;
Jota Leite e Jota G. Araujo;
Lojas Tem Tem, Quatro Quatrocentos e Au Bon Marche;
Lampião, Lamparina, Aladim e Candeeiro;
Maloca dos Barés
Os Embaixadores;
Ônibus de madeira;
Plano de Desenvolvimento Local Integrado;
Ponte Cabral;
Primeiro produtor mundial de borracha;
Prostitutas européias;
Plano Inclinado;
Ruas arborizadas;
Porto de Lenha;
Palacete Miranda Corrêa;
Prostíbulos Verônica, Lá Hoje e Saramandaia;
Parque Amazonense;
Papagaio do Russo;
Projeto Jaraqui;
Solar da Olímpia;
The Blue Birds e The Rocks;
TV Ajuricaba;
Uma das primeiras cidades do país a ter luz elétrica;
Veneza dos Trópicos;
Violão do Rochinha;
Velódromo;
XPTO;
Zeppelin.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

FOTOGRAFIA DA CONSTRUÇÃO DA IGREJA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO



Esta fotografia presume-se ser de 1865, mostra a construção da Igreja Nossa Senhora da Conceição, conhecida como Igreja Matriz de Manaus.

Segundo os historiadores, em 1858, o Presidente da Província, Francisco José Furtado, autorizou a construção da igreja; o prédio foi custeado pela província do Amazonas e pelo Império brasileiro.

Em decorrência da falta de mão de obra e material, a construção se arrastou por dezenove anos, sendo inaugurada ainda inacabada em 1877.

Tudo começou com a fundação de uma Capela pelos missionários carmelitas, próximo à Fortaleza de São José do Rio Negro, ficou em ruínas, sendo construída uma nova Capela por ordem da Junta Governativa da Província. O Governador da Província, Manoel Lobo D´Almada (1791), mandou demolir e construir uma igreja maior e com estilo artístico.

Essa igreja sofreu um grande incêndio que destruiu toda a sua estrutura, passando a Igreja dos Remédios a ser o único templo da capital, ficou nesta posição até a conclusão das obras da nova Catedral de Manaus. 

Na fotográfica é possível observar o seguinte:

Uma ponte de madeira, onde estão várias pessoas bem vestidas posando para a foto. Este local é hoje o cruzamento das Avenidas Eduardo Ribeiro e Sete de Setembro. Para quem não sabe, no entorno da igreja tinham dois igarapés, um era o Igarapé do Espírito Santo e, o outro era o Igarapé da Ribeira, infelizmente, todos foram aterrados.

As torres sineiras estão em construção, com a do lado esquerda em finalização. Ao redor da igreja aparecem algumas casas simples feitas de taipa, faz lembrar da construção do Teatro Amazonas, um colosso no meio de dezenas de casas bem humildes.Para maiores informações sobre a construção dessa igreja e de um trabalho de arqueologia ocorrido em 2002, aconselho consultar o trabalho do professor Marcus Vinicius de Miranda Corrêa, do Centro Universitário Nilton Lins. Acesse:














segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O ANIVERSÁRIO DO ROCHA MARTINS

Depois que a pessoa passa da casa dos cincoenta anos, a tendência é ir ficando poupo a pouco sendo esquecido por todos, mesmo assim, desejo agradecer aos que carinhosamente gastaram um tempinho do seu dia para me desejar pessoalmente um feliz aniversário, deu certo, pois está sendo um dia feliz mesmo.

Agradeço também aos que ligaram, aos amigos do Facebook que deixaram as suas mensagens no mural, aos que esqueceram, aos que fingiram que esqueceram e aos que não puderam ficar on-line.

Tenho muito amigos, muitos de bem perto, alguns de longe, outros de bem longe. Não importa a distância e sim o carinho. Quero agradecer aos meus familiares, aos colegas da Mirai Panasonic pelo “Cartão de Aniversário” e pelo tradicional “Parabéns a Você.

Agradeço ao nosso bom Deus pelo dia de hoje e que ele dê em dobro o que me desejaram.









domingo, 11 de setembro de 2011

MEU AMIGO MITOSO

Manaus, 11 de Setembro, um domingo de muito calor na cidade, estava cansado de assistir aos programas televisivos sobre os dez anos da destruição das “Torres Gêmeas”; peguei um ônibus e fui ler o meu jornal num banco do Largo de São Sebastião, para minha surpresa, encontrei o meu amigo Mitoso, passamos uma manhã agradável, dei muitas gargalhadas da sua irreverência, além de receber aulas e mais aulas do ilustre professor.

O meu amigo Mitoso é blogueiro, no seu site http://www.literaturapanamazonica.blogspot.com/  consta o seu perfil: José Ribamar Mitoso é escritor, dramaturgo, professor da UFAM, Mestre MSC em Literatura Amazônica, ex-presidente do Sindicato dos escritores e três prêmios FUNART de teatro. É autor de cinco peças do teatro do indígena na cidade e no presente, como escritor, escreveu os livros de contos “Contos Vagabundos”, “Povo de Manaus”, “O Camelô” e o inédito “Manaus - Contos Amazônicos na Desglobalização”. Escreveu ainda três livros de ensaios sobre o movimento artístico-cultural no Amazonas. São eles: “Vozes da Lenda”, “A Carta Doida” e “Os Artistas de Março”.

Ele falou que é leitor assíduo do meu blog, fiquei imensamente feliz, comentou sobre a última postagem que eu fiz, dando uma maior ênfase as criticas anônimas que estou recebendo sobre o meu “português terrível”.

Fez questão de fazer a seguinte declaração:

- Rochinha, não existe português. Existe língua portuguesa. Se alguém tem que começar a melhorar é o anônimo. Escreva. A literatura está acima da língua. Esta é apenas seu material, mas não sua forma, nem seu conteúdo. É a cor para o artista plástico e o som para o músico. Mas nunca o quadro ou a música.

Além do meu “português terrível”, reconheço que escrevo muitas besteiras no blog – aproveitei uma postagem do Mitoso em que ele se refere ao assunto:

- Sempre que escrevo uma besteira eu pago caro, mas como besteira é algo inevitável que eu escreva, vivo pagando caro, embora seja mais fácil combater em mim a besteira do que o ato de escrever. Sobre isto, não está ao alcance de ninguém. Besteira eu posso evitar, às vezes; mas querer que eu não escreva, é melhor que tirem de mim o sexo e o tabaco. Como, segundo Moliere, o homem sem tabaco não merece viver, e como, segundo Freud, o homem sem sexo também não, segundo essa pessoa que sou eu mesmo um escritor que não escreva também não merece tabaco, nem sexo. Daí que, para não ficar sem tabaco, nem sem sexo, eu escrevo, embora reconheça que outras pessoas escrevam por motivos mais relevantes. Mas eu sou assim e não fui que me fiz. Então, que é que eu posso fazer? Muito prazer!

Conheço o Mitoso faz bastante tempo, no entanto, somente no ano passado é que passamos a conversar com maior constância. Possuidor de uma vasta cultura, um leitor compulsivo de livros, tem o dom de escrever e falar muito bem em público. Reconheço que ele é um pouco áspero em suas críticas, fala direto, sem subterfúgios, isto trouxe algumas inimizades, paga caro por ser uma pessoa sincera. Enquanto isso, alguns políticos mentem descaradamente e, mesmo assim, são endeusados.

O meu amigo Mitoso é uma pessoa privilegiada, mora num sítio, na área nobre do bairro do Tarumã, no quintal da sua casa passa um igarapé de águas límpidas; dorme tranquilo com o coaxar dos sapos e o cricri dos grilos e, acorda com os cantos dos pássaros – um lugar ideal para preparar as suas aulas, fazer as suas postagens no blog e, escrever a sua tese de doutorado. É isso ai.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O GRITO DOS EXCLUIDOS EM MANAUS 2011

Blog do Rocinha: Declaro, para os devidos fins, aos pés da Santa Cruz da Igreja de São Sebastião, que está autorizada a postagem abaixo. O original foi postado no PICICA - Blog do Rogelio Casado. Assina Rogelio Casado, irmão e camarada de fé do meu considerado Rochinha, o Pedra Noventa. Deixem-me explicar o seguinte: Rochinha deixou de comparecer ao Grito dos Excluidos em desobriga familiar (como dizem os rábulas). Sua netinha fazia aniversário. Justificada a ausência, me senti na obrigação de permitir a reprodução do referido post. Com isso, vou ao encontro do desejo do meu irmão Rochinha, que em outra circunstância estaria presente no maior evento do calendário cristão. Grande Rochinha!

PICICA: A presença do movimento por uma sociedade sem manicômios, representada pela Associação Chico Inácio, no Grito dos Excluídos 2011, foi uma espécie de reconciliação com a Igreja Católica, depois de um grave ruído de comunicação. Vale a pena contar a história. Ali pelo início dos anos 2000 busquei apoio da igreja para angariar assinaturas para um projeto de lei de Saúde Mental, que reorientasse o modelo de atenção no Estado do Amazonas. Não obtive resposta. Fiquei intrigado já que tinha identidade política partidária com alguns companheiros - senão todos - presentes à reunião. Só mais tarde pude juntar as peças do quebra-cabeças. Cometi um equívoco, involuntariamente. Me fiz acompanhar de um anarquista de meia-tigela,  que em discussão com o arcebispo de Manaus costumava tratá-lo com grosseria inominável. A referida criatura tinha pelo menos uma qualidade, pelo qual nos aproximamos. Foi ele quem ajudou o recompor o tecido da resistência à passividade que se abateu sobre o setor de Saúde Mental, fator que contribui para que a Reforma Psiquiátrica no Amazonas ficasse à deriva. Entretanto, o tratamento dispensado a alguns de seus interlocutores era deplorável. Faz parte da cultura cristã: paga o justo pelo pecador. Foi meu caso. Ontem, lavei a burra. Santo Grito dos Excluídos! Aproveite e leia o texto de Frei Betto: Grito dos Excluídos 2011.


Enviado por  em 08/09/2011
Pela primeira vez o movimento social por uma sociedade sem manicômios, dignamente representado pela Associação Chico Inácio (filiada à Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial) participou "oficialmente" do Grito dos Excluídos. Estavamos em boa companhia. Para citar apenas um deles: os(as) companheiros(as) do movimento socioambiental SOS Encontro das Águas. Na terceira parada, nosso representante, o militante Rogelio Casado pediu pelo fim do manicômio. Já vai tarde!
***
Leia a repercussão do Grito dos Excluídos na mídia e na rede alternativa de comunicação (contribuição da companheira Elisa Wandelli):




terça-feira, 6 de setembro de 2011

TRINDADE, UMA FIGURA DE MANAUS

Ele é uma figura de pessoa, um homem polivalente, formado em Direito, foi policial civil, chegando ao posto de Delegado, onde conquistou a sua merecida aposentadoria; exerceu por muitos anos a função de "Tradutor Juramentado", o homem conhece muito bem as línguas francesa, inglesa e a espanhola; gostava e, ainda aprecia muito um boteco e as cunhantãs; ele é um gozador nato, tendo uma preferência muito grande para com o trocadilho.

Como sabemos, a figura do Delegado de Polícia Civil é a de uma pessoa que exerce as atividades de polícia judiciaria e de apuração de infrações penais, geralmente utiliza um grande óculos escuro para disfarçar, anda armado e não dá bobeira na sua segurança pessoal, mas, o Trindade parecia um arremedo de policial, o cara nunca pegou numa arma, acho que nem sabia atirar direito ou torto.

Ele era sempre escalado para ser plantonista, ou seja, para resolver pequenas broncas acontecidas à noite, as coisas pesadas ficavam para o pessoal da manhã seguinte. Tinha um detalhe: ele gostava de “esticar a baladeira” (atar a rede de dormir) no próprio gabinete, somente levantava quando chegava um Advogado, mesmo assim, ele despachava se embalando na rede! Mas, nada desabonou a sua conduta, foi um policial íntegro e respeitado por todos.

A família Trindade é formada por intelectuais, muitos deles tornaram-se Despachantes Aduaneiros, são bastante conceituados na Praça de Manaus. O nosso Trindade trabalhou um bom tempo nesta função, colaborando com os seus irmãos. Por ser um poliglota, prestou bons serviços para os empresários do Distrito Industrial, na tradução de documentos para serem apresentados à Aduana brasileira.

O cara ficou famoso nos botecos de Manaus, não por brigas ou confusões, não é a praia dele, mas, pela sua irreverência extremada. Gosta de gritar alto: - Lucinda, Lucinda, Filha da P...! Au, au, au, que diabos de casa é essa, somente os cachorros que me esperam! Heeei, olha o Pajurá do racha, Jaca mole e Pupunha sem caroço! 

Para quem não sabe, a Lucinda era esposa de um vizinho do Trindade, o seu marido tomava todas, chegava de madrugada, gritava pela mulher e, ela não abria a porta, soltava somente os cachorros! Adotou o mote de um vendedor de frutas do bairro do São Raimundo, o caboclo dava um berro que assustava todo mundo, tudo para anunciar os seus produtos. Esse berro é ainda muito utilizado no Bar do Armando, deixando o lusitano puto da vida!

Não desejo entrar na vida particular do meu amigo Trindade, mas, todo notívago biriteiro tem os seus problemas com a “Dona Encrenca”, ele teve os seus, tanto que chegou a separar-se várias vezes e, para tirar o atraso da vida, dava com força em cima de uma cunhã (mulher jovem). Adora falar: - Todo cavalo velho gosta de um capim novo! Certa vez, uma coroa retrucou: - Toda porteira velha gosta de uma estaca nova! Sem chance, pois ele nunca foi de "rasgar uma velha!". Eu, hein, nem pensar!

Por ser um homem culto, gosta muito do trocadilho, para ele “O Trocadilho é do Trocaralho!”. A Paronomásia (o popular trocadilho) é uma figura estilística que utiliza as palavras parônimas (com sonoridade semelhante), muita utilizada em discursos humorísticos e publicitários – no caso do nosso amigo, ele utiliza na forma de cacofonia, com fins maliciosos ou obscenos. Trindade, a trilogia, a tríade e o terno, é verdade! Podes crer!

O Trindade é muito querido por todos, faz parte da Banda Independente da Confraria do Armando (BICA) e da Banda do Sete Estrelas, muito conhecido no meio etílico manauense. Ele depois que toma umas e outras, gosta de declarar: - Copo aqui, copular! Terapia alcoolpassional! Hoje o clima está pro piço!   

O Trindade é um amante da natureza, tanto que adquiriu um enorme sítio, na Vila de Paricatuba, em Iranduba, conservou-o durante anos, ele tinha um projeto para construir um “Redodrómo”, uma imensa casa onde os turistas ficariam alojados em redes de dormir! Parece que não deu certo, tanto que ele anuncia a venda do imóvel.

Gosta muito de viajar, passa temporadas no Nordeste, inclusive, comprou um apartamento em João Pessoa, assim como é querido em Manaus é também por lá.Certa vez, ele estava no Aeroporto Val-de-Cans, em Belém, estava aguardando um voo da madrugada para Manaus. Aproveitou o tempo vago para tomar umas geladas, quando entrou no avião ficou na última poltrona.

Quando todos estavam dormindo, com as luzes internas apagadas, ele gritou: - Lucinda, FDP! Todo mundo se acordou e as luzes foram acesas; quando voltavam a dormir, gritava novamente, fez isso uma dezena de  vezes, na décima segunda, ele apenas falava bem baixinho: - Lucindaa....! Os passageiros em coro respondiam bem alto e, em bom tom: - Filha da Puta! Até a tripulação entrou na brincadeira! Foi assim até o avião aterrissar no aeroporto de Manaus!

Esse é o nosso Trindade, uma figura de Manaus! É isso ai.

O ANIVERSÁRIO DO JOKKA LOUREIRO



O Jokka é diferente até no nome, o único que é grafado com dois K’s; nasceu em Cajatuba, no município brasileiro de Manacapurú, no Amazonas; filho de português com uma cabocla do interior, não parece nem um pouco com o seu irmão, um brancão, alto e com cara de lusitano; o Jokka é baixinho, moreno, com a cara de cabocão, puxou para a sua mãezinha.

Todos os anos gosta comemorar o seu aniversário (04/09), com a festa sempre restrita à família e a um pequeno grupo de amigos, fiquei felicíssimo em ser seu amigo e, ter sido convidado para participar do zero oitocentos.

O regabofe aconteceu no endereço do seu famoso restaurante, na Rua São José, no. 9, no bairro de São Raimundo, uma rua sem saída, porém, ao entrar no estabelecimento, a pessoa encontra uma paisagem espetacular do nosso majestoso Rio Negro, o local fica no alto de um morro, permitindo um visão geral do rio e da Ponte que liga Manaus ao Iranduba.

Com o Jokka tudo é farto, com muita comida e bebida à vontade, não dispensei uma “Salada de Bacalhau à Portuguesa”, estava uma maravilha, além de entornar algumas ampolas de Brahma “canela de pedreiro”.

A esposa do Jokka, os filhos e netos, são de uma simpatia muito grande, sempre solícitos e, preocupados em deixar a vontade os convidados. Parabéns a toda a família do Jokka!


Por falar em convidados, houve um grande congraçamento entre eles. Desejo registrar a presença da Socorro Papoula e família, Carlinhos e família, Clair e família, Jânio Bitar e esposa, Luiz e Jamile.


A única coisa que não brilhou muito foi um “conjunto” de som, os caras tocam de ouvido, não conhecem música, tiveram uma dificuldade enorme para acompanhar a cantora Nazaré Lacute e ao Jokka Loureiro.

 No finalzinho da tarde, deu para presenciar o “Pôr do Sol”, uma maravilha da natureza, fiquei emocionado ao ver o astro rei se ocultando no horizonte.

O Jokka é polivalente: cantor, compositor, gozador e comerciante. Um amigo chegou e falou: - Jokka, quantas primaveras? Se referindo a sua idade. Ele mandou ver: - Sou macho, primavera é para viado, faço hoje 61 verões! Depois, começou a contar piadas “pesadas” bem ao seu estilo. Aproveitei os microfones e, contei também algumas anedotas e no final, fiz uma homenagem ao Jokka e família.

Como no dia seguinte seria um feriado, segui junto com alguns convidados para ouvir a uma boa música no “Bar da Loura (ET Bar)”. Parabéns Jokka! É isso ai.







sábado, 3 de setembro de 2011

BLOGDOROCHA: CARAPANÃ DANDO NA CARA QUE NEM PAPEIRA!

BLOGDOROCHA: CARAPANÃ DANDO NA CARA QUE NEM PAPEIRA!: O carapanã é o termo conhecido na Amazônia para definir o mosquito e, a papeira é igual à caxumba, aquela infecção das glândulas salivare...

O ROUBO INGLÊS DAS SEMENTES DA SERINGUEIRA



Segundo os historiadores, o botânico inglês Henry Wickman aportou no Brasil em 1875, veio a serviço do Sir Josesp Hooker, Diretor do Jardim Botânico de Londres, tendo como missão roubar sementes da Hevea brasiliensis, outros tantos, afirmam que não foi bem assim, houve a conivência de muitos, incluindo empresários e o próprio governo.

No primeiro caso, dizem os estudiosos que o gringo chegou exatamente em Santarém (PA), no Rio Tapajós, com o disfarce de professor, depois de algum tempo, conseguiu na calada da noite embarcar em torno de 70.000 sementes, foram diretamente para Londres, posteriormente, enviadas para Malásia e Sri Lanka, colônias britânicas.

Nesses países o clima é quente e úmido, propício para o cultivo da árvore amazônica, foram feitos também uns melhoramentos genéticos e, plantados em fileiras, permitindo uma coleta do látex de forma racional, com a produção em larga escala e a baixos custos, o que não acontecia na Amazônia.

Deu tudo certo para os ingleses e suas colônias; para ter uma ideia, a maior produção da Amazônia foi de 42 mil toneladas/ano, enquanto a Malásia produziu, em 1913, um total de 48 mil ton/ano. Moral da história: houve uma oferta maior, com a queda do preço no mercado internacional, na época cotada em libra esterlina. Acabou para o Brasil, já era!

A outra versão é a seguinte: todo mundo sabia da presença do inglês Henry, sabiam que ele estava coletando as sementes da Seringueira, o Governo do Pará tinha essas informações e nada fez para impedir.

Dizem que os ingleses convidaram o Brasil para participar de um consórcio de empresas, com investimentos de doze milhões de libras para plantar 3,5 milhões de hectares de seringais na Malásia – os brasileiros não deram a mínima e, ainda acharam graça do projeto – para eles, plantar seringueira fora da Amazônia era loucura dos ingleses.

A própria ACA – Associação Comercial do Amazonas - lançou uma propaganda contra o plantio, difundiram que o látex da Malásia não teria a qualidade da seringueira nativa, desmotivando as pessoas plantarem a Hevea brasileira. Olha no que deu!

O Brasil até hoje não se mancou, continuamos colhendo o látex das seringueiras nativas. No Amazonas, foi implantada uma fábrica de beneficiamento do látex e outra de produção de pneus para motocicletas do Polo Industrial de Manaus. Toda a produção do Amazonas é comprada por essa empresa, mesmo assim, os empresários tem que recorrer à Malásia, pois a nossa produção não atende nem 50% de uma única fábrica. É mole!

Realmente, não houve roubo das sementes pelos ingleses, deixamo-los levarem à vontade, fomos demasiadamente arrogantes no passado e, continuamos pecando no presente. Caso não aparecer um louco para plantar a seringueira de forma racional como fizeram os ingleses, continuaremos a importar no futuro, o que já foi nosso um dia! É isso ai.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O SIGNIFICADO DE 05 DE SETEMBRO PARA O AMAZONAS

O Amazonas era subordinado ao Estado do Pará, conseguiu a sua liberdade política através da Lei no. 582, de 5 de Setembro de 1850, por isto é que esta data histórica é tão importante para os amazonenses.

Muitas pessoas não sabem o porquê do feriado estadual nesta data, acham estranho o termo província, pois estão acostumados ao “provincianismo”, quando querem se referir aos costumes, modos ou mentalidade imbuída do espírito da província, atraso, ou seja, da Manaus ou Amazonas de outrora.

A palavra é originária do latim provincia, significando uma divisão regional e/ou administrativa. No Segundo Reinado do Brasil (1840-1889), assim eram chamados as grandes divisões administrativas; com a implantação da República, em 15 de Novembro de 1889, houve a mudança de Província para Estado.

Na realidade, não se comemora a liberdade do Amazonas do jugo do Estado do Pará, mas, a criação do Estado do Amazonas, na concepção de uma unidade de administração, com vida própria, dona dos seus destinos, com a sua Constituição estadual, evidente, respeitando a Carta Magna e ao federalismo.

Um dos homens que mais lutou para que isso acontecesse chamou-se João Batista de Figueiredo Tenreiro Aranha, a sua majestosa estátua encontra-se na Praça da Saudade e emprestou o seu nome ao município de Presidente Figueiredo, uma justa homenagem ao 1º. Presidente (atual Governador) da Província (atual Estado) do Amazonas.

Ele governou de 1º. de janeiro de 1852 a 27 de junho de 1852, ficou doente e foi exonerado, vitima de um incêndio em seu dormitório, veio a falecer em Belém, em 19 de janeiro de 1861; dizem que enlouqueceu. O Jornal do Commercio, na edição especial de aniversário da cidade de Manaus, publicou a biografia do Tenreiro Aranha. Está na minha postagem http://jmartinsrocha.blogspot.com/2010/08/blogdorocha-joao-batista-de-figueiredo.html  

Sabemos que os símbolos do Amazonas são os seguintes: Bandeira, Brasão, Hino, Ordem do Mérito, Insígnia do Governador e Leis e Decreto – Com o Brasão mostrando a confluência dos Rios Negro e Solimões. O Hino é uma bela composição do Jorge Tufic, musicado pelo famoso maestro Cláudio Santoro.

Agora, com relação a nossa Bandeira, apesar das cores branca e azul, colocaram o vermelho, representando o sangue do combate amazonense, em 1897, em Canudos; apresenta também 25 estrelas prateadas, representado os municípios existentes naquele ano, ficando parecida com a bandeira dos norte americanos – precisa ser mudada, acrescentando o verde das nossas matas e, tirando o vermelho de sangue!

Para comemorar a Semana do Amazonas, no dia 1º. de Setembro, haverá a tradicional “Bênção do Fogo Simbólico”, na Igreja de São Paulo Apostolo, na Cidade Nova.

Programação  de 5 de Setembro:



É isso ai. Viva a Semana da Pátria e, 5 de Setembro, o Dia do Amazonas!