terça-feira, 17 de outubro de 2006
sexta-feira, 25 de agosto de 2006
terça-feira, 15 de agosto de 2006
ANÁLISE DO CENÁRIO ELEITORAL DE 2006
Durango Duarte, jovem empresário, publicitário e diretor-presidente da Perspectiva, está distribuindo na cidade de Manaus uma publicação sobre a realidade política local, um material com uma riqueza de informações, dados estatísticos, estimativas, etc.
Dentre as diversas contribuições do pesquisador, vale ressaltar o seguinte:
a. Quociente Eleitoral – Como Calcular:
Total de Eleitores Registrados em 2006 – Abstenções = Comparecimento
Comparecimento – Votos Brancos e Nulos = Votos Validos
Votos Validos / Números de Cadeiras = Quociente Eleitoral
Exemplo: Deputado Estadual = 53.862
Deputado Federal = 161.585
b. Estimativa dos Votos Validos para as Eleições de 2006 no Amazonas:
Municípios População Eleitores Votos Validos Relação Capital/Interior
Interior 1.587.640 785.468 525.344 40,64%
Manaus 1.644.690 995.900 767.339 59,36%
c. Eleições para Presidente:
Segundo Durango, se a eleição fosse hoje, Lula ganharia a eleição no Amazonas, tem a seu favor a prorrogação da Zona Franca de Manaus e seus 100 mil empregos e ainda o gasoduto Coari-Manaus. O candidato Geral Alckmim, do PSDB, arcará com o ônus que FHC deixou, durante oito anos, de que os tucanos eram contra a Zona Franca e defendiam os interesses do empresariado paulista. A Heloisa Helena terá bom desempenho em todas as capitais brasileiras, e possivelmente será ele o fator a conduzir a eleição presidencial para o segundo turno. Quanto ao Cristovam Buarque, teria maior vinculo sentimental, por ter se vice o senador amazonense Jefferson Peres. Os demais candidatos são bons para a gente “rir” ou chorar do nível da nossa política.
d. Eleições para Governador:
O Durango prevê uma participação de 10% dos votos do Artur Neto, Paulo De´Carli, Herbert Amazonas e dois ilustres desconhecidos, sobram 90% para Eduardo e Amazonino, para ganhar a eleição no primeiro turno, é preciso obter 50% dos votos mais um, e isso exigiria uma diferença de 10% entre ambos, agora, se Eduardo e Amazonino abrirem uma diferença entre si de 5% no primeiro turno, dificilmente aquele que sair na frente perdera a eleição no segundo turno.
e. Eleições para Senador:
Para Durango o eleitor terá que escolher um entre sete candidatos, sendo que 5 possuem algum “recall”, o primeiro é o senador Gilberto Mestrinho (PMDB), apoiado por Eduardo Braga e atual detentor da vaga que esta sendo disputada, já foi governador por três vezes e prefeito de Manaus, o formador e professor da maioria dos políticos amazonenses. Alfredo Nascimento (PL) concorre pela primeira vez a um cargo legislativo, também já foi prefeito de Manaus, ocupou alguns cargos públicos e, ate marco deste ano, foi Ministro dos Transportes no governo Lula. O candidato que represento o PFL é Pauderney Avelino, tem quatro mandatos consecutivos como deputado federal. O jornalista Plínio Valério (PV) volta a disputar uma vaga ao Senado, ex-vereador e ex-candidato à prefeitura em 2004. Outro é o atual vice-prefeito de Manaus, Mario Frota (PDT).
Por fim, há duas candidaturas que deverão atingir, no máximo 1,5% dos votos: Luiz Navarro (PCB) e Enaildes (PCO).
f. Eleições para Deputado Federal:
Prosseguido o seu trabalho, Durango, faz sua analise sobre a disputada para a Câmara Federal – Existem 81 candidatos concorrendo aos 8 cargos disponíveis para o Amazonas, divididos em nove chapas, sendo que seis chapas não terão a menor possibilidade de eleger um deputado e a grande maioria dos candidatos só concorrem para “cumprir tabela”. Com mais chances: Sabino Castelo Branco, Vanessa Grazziotin, Francisco Praciano, Marcelo Serafim, Humberto Michiles, Luiz Fernando Nicolau, Carlos Souza, Atilas Lins, Silas Câmara, Rabecca Garcia, Ari Moutinho, Lupércio Ramos e Iranildo Souza.
g. Eleições para Deputado Estadual:
Segundo Durango, a Assembléia Legislativa possui 24 deputados, dos quais 23 são candidatos a reeleição, existe provisoriamente 413 candidaturas registradas, com a media será de aproximadamente de 17 candidatos, 50 nomes disputam com chances reais uma dessas vagas e os demais, simplesmente servem de “escada” para viabilizar outras candidaturas. Chances de serem eleitos: a) Pelo Bem do Amazonas II: Marcos Rota, Belarmino Lins, Vicente Lopes, Nelso Azedo, Wanderley Dallas, Francisco Souza, Francisco Baleeiro, Risonildo Almeida e Edílson Gurgel, Chico Preto, Bosco Saraiva e Severino Cavalcante. b) Por Todo o Amazonas: Wallace Souza, Pastor Carlos Alberto, Conceição Sampaio, Miguel Carrate, Vera Edwards, Janjao, Adjunto Afonso, Wilson Lisboa e Dr. Gomes. c) Unidos Venceremos: Donmarques Mendonça, Irio Guerra, Conceição Lins e Carlos Esteves. d) Amazonas Para Todos II: Terezinha Ruiz, Paulo Nasser, Maneca, Braz Silva, Kennedy, Tabira, Isaac Tayah, Dr. Homero de Miranda Leão. e) Amazonas Melhor: uma vaga certa. f) Muda Amazonas: Luiz Castro, Artur Bisneto e Lino Chixaro. g) Com Força do Povo: Eron Bezerra, Sinesio Campos, Lucia Antony, Jose Ricardo Wendling, Elias Manuel, Rejane Pinheiro, Gilmar Nascimento, Josué Neto, Saba Reis, Evilazio Nascimento, Ricardo Nicolau e Roberto Caminha h) PV: Ângelus Figueiras, Helio Bessa e Joel Lobo. i) Os Sem-Chance: Rompendo Com o Passado, Frente Amazonas Socialistas, Salário, Trabalho e Terra e Vamos Juntos Mudar o Amazonas.
Durango Duarte, jovem empresário, publicitário e diretor-presidente da Perspectiva, está distribuindo na cidade de Manaus uma publicação sobre a realidade política local, um material com uma riqueza de informações, dados estatísticos, estimativas, etc.
Dentre as diversas contribuições do pesquisador, vale ressaltar o seguinte:
a. Quociente Eleitoral – Como Calcular:
Total de Eleitores Registrados em 2006 – Abstenções = Comparecimento
Comparecimento – Votos Brancos e Nulos = Votos Validos
Votos Validos / Números de Cadeiras = Quociente Eleitoral
Exemplo: Deputado Estadual = 53.862
Deputado Federal = 161.585
b. Estimativa dos Votos Validos para as Eleições de 2006 no Amazonas:
Municípios População Eleitores Votos Validos Relação Capital/Interior
Interior 1.587.640 785.468 525.344 40,64%
Manaus 1.644.690 995.900 767.339 59,36%
c. Eleições para Presidente:
Segundo Durango, se a eleição fosse hoje, Lula ganharia a eleição no Amazonas, tem a seu favor a prorrogação da Zona Franca de Manaus e seus 100 mil empregos e ainda o gasoduto Coari-Manaus. O candidato Geral Alckmim, do PSDB, arcará com o ônus que FHC deixou, durante oito anos, de que os tucanos eram contra a Zona Franca e defendiam os interesses do empresariado paulista. A Heloisa Helena terá bom desempenho em todas as capitais brasileiras, e possivelmente será ele o fator a conduzir a eleição presidencial para o segundo turno. Quanto ao Cristovam Buarque, teria maior vinculo sentimental, por ter se vice o senador amazonense Jefferson Peres. Os demais candidatos são bons para a gente “rir” ou chorar do nível da nossa política.
d. Eleições para Governador:
O Durango prevê uma participação de 10% dos votos do Artur Neto, Paulo De´Carli, Herbert Amazonas e dois ilustres desconhecidos, sobram 90% para Eduardo e Amazonino, para ganhar a eleição no primeiro turno, é preciso obter 50% dos votos mais um, e isso exigiria uma diferença de 10% entre ambos, agora, se Eduardo e Amazonino abrirem uma diferença entre si de 5% no primeiro turno, dificilmente aquele que sair na frente perdera a eleição no segundo turno.
e. Eleições para Senador:
Para Durango o eleitor terá que escolher um entre sete candidatos, sendo que 5 possuem algum “recall”, o primeiro é o senador Gilberto Mestrinho (PMDB), apoiado por Eduardo Braga e atual detentor da vaga que esta sendo disputada, já foi governador por três vezes e prefeito de Manaus, o formador e professor da maioria dos políticos amazonenses. Alfredo Nascimento (PL) concorre pela primeira vez a um cargo legislativo, também já foi prefeito de Manaus, ocupou alguns cargos públicos e, ate marco deste ano, foi Ministro dos Transportes no governo Lula. O candidato que represento o PFL é Pauderney Avelino, tem quatro mandatos consecutivos como deputado federal. O jornalista Plínio Valério (PV) volta a disputar uma vaga ao Senado, ex-vereador e ex-candidato à prefeitura em 2004. Outro é o atual vice-prefeito de Manaus, Mario Frota (PDT).
Por fim, há duas candidaturas que deverão atingir, no máximo 1,5% dos votos: Luiz Navarro (PCB) e Enaildes (PCO).
f. Eleições para Deputado Federal:
Prosseguido o seu trabalho, Durango, faz sua analise sobre a disputada para a Câmara Federal – Existem 81 candidatos concorrendo aos 8 cargos disponíveis para o Amazonas, divididos em nove chapas, sendo que seis chapas não terão a menor possibilidade de eleger um deputado e a grande maioria dos candidatos só concorrem para “cumprir tabela”. Com mais chances: Sabino Castelo Branco, Vanessa Grazziotin, Francisco Praciano, Marcelo Serafim, Humberto Michiles, Luiz Fernando Nicolau, Carlos Souza, Atilas Lins, Silas Câmara, Rabecca Garcia, Ari Moutinho, Lupércio Ramos e Iranildo Souza.
g. Eleições para Deputado Estadual:
Segundo Durango, a Assembléia Legislativa possui 24 deputados, dos quais 23 são candidatos a reeleição, existe provisoriamente 413 candidaturas registradas, com a media será de aproximadamente de 17 candidatos, 50 nomes disputam com chances reais uma dessas vagas e os demais, simplesmente servem de “escada” para viabilizar outras candidaturas. Chances de serem eleitos: a) Pelo Bem do Amazonas II: Marcos Rota, Belarmino Lins, Vicente Lopes, Nelso Azedo, Wanderley Dallas, Francisco Souza, Francisco Baleeiro, Risonildo Almeida e Edílson Gurgel, Chico Preto, Bosco Saraiva e Severino Cavalcante. b) Por Todo o Amazonas: Wallace Souza, Pastor Carlos Alberto, Conceição Sampaio, Miguel Carrate, Vera Edwards, Janjao, Adjunto Afonso, Wilson Lisboa e Dr. Gomes. c) Unidos Venceremos: Donmarques Mendonça, Irio Guerra, Conceição Lins e Carlos Esteves. d) Amazonas Para Todos II: Terezinha Ruiz, Paulo Nasser, Maneca, Braz Silva, Kennedy, Tabira, Isaac Tayah, Dr. Homero de Miranda Leão. e) Amazonas Melhor: uma vaga certa. f) Muda Amazonas: Luiz Castro, Artur Bisneto e Lino Chixaro. g) Com Força do Povo: Eron Bezerra, Sinesio Campos, Lucia Antony, Jose Ricardo Wendling, Elias Manuel, Rejane Pinheiro, Gilmar Nascimento, Josué Neto, Saba Reis, Evilazio Nascimento, Ricardo Nicolau e Roberto Caminha h) PV: Ângelus Figueiras, Helio Bessa e Joel Lobo. i) Os Sem-Chance: Rompendo Com o Passado, Frente Amazonas Socialistas, Salário, Trabalho e Terra e Vamos Juntos Mudar o Amazonas.
quinta-feira, 10 de agosto de 2006

ESTE IMOVEL ABANDONADO ESTA LOCALIZADO NA RUA JOSE CLEMENTE, PERTENCIA AO GOVERNO FEDERAL, FOI DOADO AO GOVERNO DO ESTADO PARA ABRIGAR O MUSEU DA MEDICINA. A SECRETARIA DE CULTURA DO ESTADO DO AMAZONAS COLOCOU APENAS UMA PLACA NO LOCAL E NADA MAIS! NA ESFERA MUNICIPAL EXISTE UM PROJETO CHAMADO MONUMENTA, QUE PREVE A RECUPERACAO DA MAIORIA DOS PREDIOS ANTIGOS DE MANAUS, FICOU SOMENTE NO PAPEL, A PROPRIO ANTIGA SEDE DO GOVERNO, O PAÇO DA LIBERDADE ESTA ABANDONADO.
sexta-feira, 4 de agosto de 2006
Bondes em Manaus ( Soraia Magalhães )
Desde o período provincial já se pensava nos benefícios que o bonde, meio de transporte coletivo, traria à população e ainda à urbanização da cidade, haja vista que ao facilitar a locomoção, estimularia a construção de edificações em áreas mais distantes. Uma das leis mais antigas que trata da implantação dos bondes de Manaus, data de 1882 e consiste na autorização para contratação de uma empresa para instalação de um completo sistema de viação pública por meio de “carros americanos sobre trilhos - railways sobre trilhos de sistema Bourgois para carga de passageiros.” Apesar dos esforços da administração pública voltados para a realização do empreendimento, haviam fatores que dificultavam a instalação deste benefício urbano em Manaus, aspectos topográficos e falta de interessados em custear e prover o assentamento do material, concorreram como os principais obstáculos deste período. Somente em 1896 durante o Governo de Eduardo Ribeiro, o serviço de viação por bondes foi inaugurado em Manaus. Funcionando em caráter provisório, estava sob a responsabilidade do Engenheiro Frank Hirst Heblethwaite e contava com apenas duas linhas que tinham por fim interligar a área urbana com o subúrbio, ou seja as áreas mais distantes com o perímetro central. Atendeu inicialmente aos limites compreendidos pela: “Estrada Epaminondas, entre a Praça Uruguayana e 5 de Setembro e entre esta praça e o Igarapé do Baptista/na estrada Epaminondas e o Cemitério São João no Alto do Mocó.“ Em 1900 os serviços estavam sob a responsabilidade da Manáos Railway Company, empresa inglesa que recebeu consideráveis auxílios para sua instalação na capital, entretanto seus serviços foram considerados precários. Deste período é válido ressaltar uma solicitação curiosa: a imprensa noticiava com freqüência que a população solicitava prolongamento do horário dos bondes até o fim dos espetáculos quando houvesse programações no Teatro Amazonas. Em 1909 a concessão dos transportes por bondes foi entregue à empresa The Manáos Tramways and Light, que gerenciou simultaneamente os serviços elétricos do Estado. A empresa, também de origem inglesa, destacou-se com traçar uma política com posicionamento rígido voltado para a eficiência dos serviços. Seus funcionários, todos estrangeiros, seguiam normas que favoreciam ao cumprimento de quadro de horário e freqüência no número de viagens. Trabalhavam uniformizados e atendiam com cortesia aos usuários dos bondinhos. Em janeiro de 1913, uma nota publicada no jornal O Tempo demonstrou haver, realmente, uma proposta de qualidade nos serviço desenvolvidos pela Manáos Tramways. A mensagem trazia a seguinte informação: “A Manáos Tramways. .. tem a honra de avisar ao respeitável público que nas noites da véspera e dia de São João, 23 e 24 de junho, haverá bondes para todas as linhas durante todas as noites e será aumentado o número das mesmas para a linha de Flores”. Por volta da década de 40, disputando passageiros com os bondinhos pelas vias de Manaus, passaram a circular os primeiros ônibus – confeccionados em madeira - que faziam linha para todas as áreas urbanas e suburbanas da cidade. Foi a partir desse período que a situação dos “Elétricos” começou a ficar comprometida. Em 1949 a economia de Manaus apresentava-se complemente desordenada, o fornecimento de energia era racionado, o que prejudicou instantaneamente o funcionamento dos bondes. A Manáos Tramways, pouco a pouco foi perdendo o interesse pelos serviços de viação e em 1950 apresentou um relatório no qual alegava que os bondes eram os principais responsáveis por seus prejuízos. Em 1951 o gerenciamento dos serviços elétricos e por conseguinte o transporte por bonde, passou a ser responsabilidade do Estado. O jornal A Crítica de 1951 publicou que “os serviços elétricos do Estado são presentemente, verdadeira calamidade, nem luz, nem bonde, nem força.” Apesar das inúmeras dificuldades, os bondinhos permaneceram atuantes por mais de 60 anos. Deixaram de trafegar em 1957 contra a vontade da população, deixando grande saudade naqueles que viam nas engrenagens da antiga companhia inglesa um eficiente e barato meio de locomoção, assim como uma alternativa a mais em termos de transporte coletivo. Fontes: 1. ÁLBUM do Amazonas- 1901-1902. (Governo de Silvério Nery) Ed. F. A. Fidanza. (fotos)2. ESTADO DO AMAZONAS. Mensagem: lida perante o congresso dos srs. representantes, em 1º de março de 1896, pelo Exm. Sr. Dr. Eduardo Gonçalves Ribeiro. Manáos: Imprensa Official, 1897. p.28.3. ESTADO DO AMAZONAS. Relatório: Livro de arquivo (1896-1897). [s. l.: s. n.], 1897.M4. ESQUITA, Otoni Moreira de. Manaus: história e arquitetura (1852-1910). Manaus: Editora da Universidade do Amazonas, 1997. 461p.5. JORNAIS: Acervo da Biblioteca do Estado do Amazonas6. A Crítica – 1949-1957.7. Amazonas: Órgão do Partido Republicano – 1900.8. Commércio do Amazonas – 1899-1900.9. O Tempo – 1913.
Desde o período provincial já se pensava nos benefícios que o bonde, meio de transporte coletivo, traria à população e ainda à urbanização da cidade, haja vista que ao facilitar a locomoção, estimularia a construção de edificações em áreas mais distantes. Uma das leis mais antigas que trata da implantação dos bondes de Manaus, data de 1882 e consiste na autorização para contratação de uma empresa para instalação de um completo sistema de viação pública por meio de “carros americanos sobre trilhos - railways sobre trilhos de sistema Bourgois para carga de passageiros.” Apesar dos esforços da administração pública voltados para a realização do empreendimento, haviam fatores que dificultavam a instalação deste benefício urbano em Manaus, aspectos topográficos e falta de interessados em custear e prover o assentamento do material, concorreram como os principais obstáculos deste período. Somente em 1896 durante o Governo de Eduardo Ribeiro, o serviço de viação por bondes foi inaugurado em Manaus. Funcionando em caráter provisório, estava sob a responsabilidade do Engenheiro Frank Hirst Heblethwaite e contava com apenas duas linhas que tinham por fim interligar a área urbana com o subúrbio, ou seja as áreas mais distantes com o perímetro central. Atendeu inicialmente aos limites compreendidos pela: “Estrada Epaminondas, entre a Praça Uruguayana e 5 de Setembro e entre esta praça e o Igarapé do Baptista/na estrada Epaminondas e o Cemitério São João no Alto do Mocó.“ Em 1900 os serviços estavam sob a responsabilidade da Manáos Railway Company, empresa inglesa que recebeu consideráveis auxílios para sua instalação na capital, entretanto seus serviços foram considerados precários. Deste período é válido ressaltar uma solicitação curiosa: a imprensa noticiava com freqüência que a população solicitava prolongamento do horário dos bondes até o fim dos espetáculos quando houvesse programações no Teatro Amazonas. Em 1909 a concessão dos transportes por bondes foi entregue à empresa The Manáos Tramways and Light, que gerenciou simultaneamente os serviços elétricos do Estado. A empresa, também de origem inglesa, destacou-se com traçar uma política com posicionamento rígido voltado para a eficiência dos serviços. Seus funcionários, todos estrangeiros, seguiam normas que favoreciam ao cumprimento de quadro de horário e freqüência no número de viagens. Trabalhavam uniformizados e atendiam com cortesia aos usuários dos bondinhos. Em janeiro de 1913, uma nota publicada no jornal O Tempo demonstrou haver, realmente, uma proposta de qualidade nos serviço desenvolvidos pela Manáos Tramways. A mensagem trazia a seguinte informação: “A Manáos Tramways. .. tem a honra de avisar ao respeitável público que nas noites da véspera e dia de São João, 23 e 24 de junho, haverá bondes para todas as linhas durante todas as noites e será aumentado o número das mesmas para a linha de Flores”. Por volta da década de 40, disputando passageiros com os bondinhos pelas vias de Manaus, passaram a circular os primeiros ônibus – confeccionados em madeira - que faziam linha para todas as áreas urbanas e suburbanas da cidade. Foi a partir desse período que a situação dos “Elétricos” começou a ficar comprometida. Em 1949 a economia de Manaus apresentava-se complemente desordenada, o fornecimento de energia era racionado, o que prejudicou instantaneamente o funcionamento dos bondes. A Manáos Tramways, pouco a pouco foi perdendo o interesse pelos serviços de viação e em 1950 apresentou um relatório no qual alegava que os bondes eram os principais responsáveis por seus prejuízos. Em 1951 o gerenciamento dos serviços elétricos e por conseguinte o transporte por bonde, passou a ser responsabilidade do Estado. O jornal A Crítica de 1951 publicou que “os serviços elétricos do Estado são presentemente, verdadeira calamidade, nem luz, nem bonde, nem força.” Apesar das inúmeras dificuldades, os bondinhos permaneceram atuantes por mais de 60 anos. Deixaram de trafegar em 1957 contra a vontade da população, deixando grande saudade naqueles que viam nas engrenagens da antiga companhia inglesa um eficiente e barato meio de locomoção, assim como uma alternativa a mais em termos de transporte coletivo. Fontes: 1. ÁLBUM do Amazonas- 1901-1902. (Governo de Silvério Nery) Ed. F. A. Fidanza. (fotos)2. ESTADO DO AMAZONAS. Mensagem: lida perante o congresso dos srs. representantes, em 1º de março de 1896, pelo Exm. Sr. Dr. Eduardo Gonçalves Ribeiro. Manáos: Imprensa Official, 1897. p.28.3. ESTADO DO AMAZONAS. Relatório: Livro de arquivo (1896-1897). [s. l.: s. n.], 1897.M4. ESQUITA, Otoni Moreira de. Manaus: história e arquitetura (1852-1910). Manaus: Editora da Universidade do Amazonas, 1997. 461p.5. JORNAIS: Acervo da Biblioteca do Estado do Amazonas6. A Crítica – 1949-1957.7. Amazonas: Órgão do Partido Republicano – 1900.8. Commércio do Amazonas – 1899-1900.9. O Tempo – 1913.
segunda-feira, 31 de julho de 2006
quinta-feira, 27 de julho de 2006
A MINHA PONTEA minha ponte fica na Sete de Setembro, a famosa 1ª Ponte, possui o nome oficial de Ponte Romana I.
Aos domingos eu e a meninada da Rua Igarapé de Manaus, pulávamos da ponte, alguns se atreviam em pular de cabeça; eu era frouxo, somente saltava de pés, certa vez tentei fazer igual aos outros, porem caí de peito, nunca mais tentei. Na enchente, ficávamos brincando de bóia (tora de madeira), parávamos sempre embaixo da ponte, para escrever algumas coisas no teto; na vazante, ficávamos a observar lá de baixo o que tínhamos escritos, sempre acontecia alguma briga, pois os registros eram sempre zombando de alguém da rua. A nossa brincadeira parava somente ao meio-dia, pois chegava a hora do almoço e de correr para assistir filmes no inesquicivel Cine Guarani.
A minha ponte era famosa, na década de 50 eram realizadas competições de remo, não alcancei esse tempo, conheci somente o Flutuante Clube do Remo; o Bonde Circular passava por lá, também não o conheci, somente os trilhos. O Palácio Rio Negro, a sede do governo estadual ficava lá, permitiam eu entrar somente no Dia das Crianças e no aniversario do governador.
A minha ponte está abandonada, não existe mais enchente, fizeram uma barragem lá na margem do Rio Negro, chamam de Manaus Moderna, acabaram com a Veneza dos Trópicos, restou somente um esgoto a céu aberto, falam em revitalizar o local, pago para ver; desmontaram até a casa da Gaivota (uma senhora solitária que construiu uma obra-prima da engenharia, toda de material reciclado), ficava bem no meio do igarapé. Outro que se mandou foi o governador, foi lá pras bandas do Tarumã, o Palacete virou Centro Cultural.
Falar para os nossos filhos e netos que ali já foi um balneário aprazível, com certeza iriam lamentar muito, pois o mais próximo (sem poluição) fica lá na outra margem do Rio Negro.
Mas, a minha ponte continua sendo a minha ponte, a ponte da minha infância, das minhas brincadeiras, eu era feliz e não sabia.
quinta-feira, 20 de julho de 2006

MANARIAN *– GEORGE JUCÁ – INSTRUMENTAL
“George Jucá é um musico que tem uma profunda intimidade com as gentes da Amazônia, ele mesmo um caboclo de Carauari com sofisticação e o cosmopolismo de Manaus” – Aldisio Filgueiras.
*Segingal localizado no Rio Juruá, Carauari, AM.
O Cd possui 7 faixas: Amazonhece – Beira de Rio – Manarian – Não Mate a Mata – Cunhã-Poranga – Chegou a Hora e Baião Fluvial.
“George Jucá é um musico que tem uma profunda intimidade com as gentes da Amazônia, ele mesmo um caboclo de Carauari com sofisticação e o cosmopolismo de Manaus” – Aldisio Filgueiras.
*Segingal localizado no Rio Juruá, Carauari, AM.
O Cd possui 7 faixas: Amazonhece – Beira de Rio – Manarian – Não Mate a Mata – Cunhã-Poranga – Chegou a Hora e Baião Fluvial.
terça-feira, 18 de julho de 2006

INSTANTES
Seu eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais,
Seria mais tolo ainda do que tenho sido, na verdade bem poucas coisas levariam a serio.
Seria menos higiênico.
Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos lentilha, teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveram sensata e produtivamente cada minuto da sua vida; claro tive momentos de alegria.
Mas, se pudesse voltar a viver, trataria de ter momentos, não percas o agora.
Eu era um desses que nunca ia à parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas; se voltasse a viver, viajaria mais leve.
Seu eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria assim ate o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram tenho 83 anos.
Seu eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais,
Seria mais tolo ainda do que tenho sido, na verdade bem poucas coisas levariam a serio.
Seria menos higiênico.
Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos lentilha, teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveram sensata e produtivamente cada minuto da sua vida; claro tive momentos de alegria.
Mas, se pudesse voltar a viver, trataria de ter momentos, não percas o agora.
Eu era um desses que nunca ia à parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas; se voltasse a viver, viajaria mais leve.
Seu eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria assim ate o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram tenho 83 anos.
sexta-feira, 14 de julho de 2006

GRUPO A GENTE – CORRE COMETA, CORRE.
O grupo A Gente era formada por Aldisio Filgueiras, Luiz Carlos Santos, Maurício Pollari, Isabel Valle, Manoel de los Bongôs, Otavio Escobar, Vanderline Caldas e Noval Mello, o Cd foi gravado ao vivo no teatro do Sesc, sob a direção de Mario Toledo, em outubro de 1974. Segundo o diretor, a gravação histórica, sobreviveu a umidade tropical e agora reaparece, remoçada pela mais avançada tecnologia, repleto de nostalgia para uma certa geração, mas uma descoberta musical para as novas gerações.
O grupo A Gente era formada por Aldisio Filgueiras, Luiz Carlos Santos, Maurício Pollari, Isabel Valle, Manoel de los Bongôs, Otavio Escobar, Vanderline Caldas e Noval Mello, o Cd foi gravado ao vivo no teatro do Sesc, sob a direção de Mario Toledo, em outubro de 1974. Segundo o diretor, a gravação histórica, sobreviveu a umidade tropical e agora reaparece, remoçada pela mais avançada tecnologia, repleto de nostalgia para uma certa geração, mas uma descoberta musical para as novas gerações.
quarta-feira, 12 de julho de 2006

ADAL – AMAZÔNICO
Adal, cantor e compositor, amazonense de Coari, morou durante décadas em Paris. Lá gravou um vinil, intitulado Amazônico, no ano de 1984, no Studio dês Dames. Em 2005 fez a gravação e mixagem no Estúdio Dance Mix, com apoio da Prefeitura Municipal de Manaus, através da Fundação Villa-Lobos. O Cd possui a seguinte dedicatória: aos meus filhotes Rian, Ronnie & Rosália, um abraço pra rapaziada de Paris “Deus Te Abençoe”.
O Cd possui as seguintes faixas: Amazônico – Carimbo Pra Francês – Açaí do Copeá – Bandeira Salve a Bahia – Meu Sertão – Manual do Muchileiro – Malandragem – Decisão – Volta do Brasa e Balacubau.
Adal, cantor e compositor, amazonense de Coari, morou durante décadas em Paris. Lá gravou um vinil, intitulado Amazônico, no ano de 1984, no Studio dês Dames. Em 2005 fez a gravação e mixagem no Estúdio Dance Mix, com apoio da Prefeitura Municipal de Manaus, através da Fundação Villa-Lobos. O Cd possui a seguinte dedicatória: aos meus filhotes Rian, Ronnie & Rosália, um abraço pra rapaziada de Paris “Deus Te Abençoe”.
O Cd possui as seguintes faixas: Amazônico – Carimbo Pra Francês – Açaí do Copeá – Bandeira Salve a Bahia – Meu Sertão – Manual do Muchileiro – Malandragem – Decisão – Volta do Brasa e Balacubau.

AUTOMOVEL PUMA
Desde a minha adolescência tenho a vontade de ter um Puma, cheguei a meia idade e ainda não adquiri um; um dia desses terei o meu! Segundo os dirigentes do Puma Club do Brasil, filial de Manaus, a sensação de dirigir um Puma é a seguinte – “dentro de um PUMA, você fica tranqüilo. Ao sentar-se no banco, você descobre que distancia vira emoção e passa a dirigir com classe, prazer e satisfação. Um conjunto perfeito e raro que só quem tem um pode apreciar”. No ano passado, foi realizada uma exposição de Pumas, na TV Landia Mall, recebi alguns folhetos, segundo Ildefonso Brelaz, a historia do Puma se inicia em 1964, na cidade de Matão, no interior de São Paulo, quando um grupo de aficionados por automobilismo, liderados por Rino Malzoni, resolvem criar um automóvel esportivo. Já em 1965, os primeiros protótipos do “GT Malzoni” eram expostos. Em 1967 o modelo, rebatizado como Puma, entra em produção. Era um cupê esportivo, o segundo produzido no Brasil de vidro (o primeiro fora o Willys Interlagos, clone do Renault Alpine francês). Seu desenho, belíssimo, criado por Anísio Campos, lembrava muito a Ferrari 250 GTO daquela época. A mecânica era DKW 1.0 (sim, os primeiros Pumas tinham tração dianteira). Como a DKW foi comprada pela VW naquele mesmo ano, e a linha Vemag foi retirada de produção, o Puma-DKW teve vida curta: apenas 130 unidades foram produzidas. Em 1968 começam as negociações de Malzoni com VW para a utilização do tradicional conjunto mecânico daquela empresa. Assim, em 1971, é iniciada a produção da linha GTS/GTE (o GTS um roadster e o GTE um cupê). Era o “Puminha”, sem duvida, dentre todos os carros criados por brasileiros com capital nacional, este foi o de maior sucesso. Apesar do raquítico motor 1500 e ar (posteriormente substituído pelos 1600), o carro se tornou desejado. Isso graças ao seu desenho, espetacular, que ate hoje impressiona pela beleza, agressividade e aerodinâmica; e também a ótima dirigibilidade, favorecida pelo chassi bem trabalhado e pela direção pouca reduzida. O carro chegou a ser exportado para paises da Europa e África.
Desde a minha adolescência tenho a vontade de ter um Puma, cheguei a meia idade e ainda não adquiri um; um dia desses terei o meu! Segundo os dirigentes do Puma Club do Brasil, filial de Manaus, a sensação de dirigir um Puma é a seguinte – “dentro de um PUMA, você fica tranqüilo. Ao sentar-se no banco, você descobre que distancia vira emoção e passa a dirigir com classe, prazer e satisfação. Um conjunto perfeito e raro que só quem tem um pode apreciar”. No ano passado, foi realizada uma exposição de Pumas, na TV Landia Mall, recebi alguns folhetos, segundo Ildefonso Brelaz, a historia do Puma se inicia em 1964, na cidade de Matão, no interior de São Paulo, quando um grupo de aficionados por automobilismo, liderados por Rino Malzoni, resolvem criar um automóvel esportivo. Já em 1965, os primeiros protótipos do “GT Malzoni” eram expostos. Em 1967 o modelo, rebatizado como Puma, entra em produção. Era um cupê esportivo, o segundo produzido no Brasil de vidro (o primeiro fora o Willys Interlagos, clone do Renault Alpine francês). Seu desenho, belíssimo, criado por Anísio Campos, lembrava muito a Ferrari 250 GTO daquela época. A mecânica era DKW 1.0 (sim, os primeiros Pumas tinham tração dianteira). Como a DKW foi comprada pela VW naquele mesmo ano, e a linha Vemag foi retirada de produção, o Puma-DKW teve vida curta: apenas 130 unidades foram produzidas. Em 1968 começam as negociações de Malzoni com VW para a utilização do tradicional conjunto mecânico daquela empresa. Assim, em 1971, é iniciada a produção da linha GTS/GTE (o GTS um roadster e o GTE um cupê). Era o “Puminha”, sem duvida, dentre todos os carros criados por brasileiros com capital nacional, este foi o de maior sucesso. Apesar do raquítico motor 1500 e ar (posteriormente substituído pelos 1600), o carro se tornou desejado. Isso graças ao seu desenho, espetacular, que ate hoje impressiona pela beleza, agressividade e aerodinâmica; e também a ótima dirigibilidade, favorecida pelo chassi bem trabalhado e pela direção pouca reduzida. O carro chegou a ser exportado para paises da Europa e África.
sábado, 8 de julho de 2006


O meu amigo Morango, irmão da nossa Miss Teresinha Gonçalves Morango, presenteou-me com uma flauta doce, de sua fabricação, fiquei muito lisonjeado e, por amizade publico fotos da nossa maior representante da beleza amazonense, eleita Miss Brasil em 1957 e 2a. colocada no Miss Universo, vencida pela peruana Gladys Zender.
sexta-feira, 7 de julho de 2006
terça-feira, 20 de junho de 2006




O DIA 17 DE JUNHO DE 2006, FOI COMEMORADO OS ANIVERSARIOS DOS CINQUENTOES - PAULO, ROCHA MARTINS E MOTA, NO BAR DO CALDEIRA, SITUADO NA RU JOSE CLEMENTE, CENTRO DE MANAUS. HUVE UMA CONTRIBUICAO DE R$10,00 POR CABEÇA, A ARRECADACAO SERA REVERTIDA EM MANTIMENTOS PARA O ASILO SAO VICENTE DE PAULA, NO BAIRRO DO SAO RAIMUNDO.

O progresso gerado pela comercialização internacional da borracha, nos idos de 1870, na região norte do Brasil, fez de Manaus uma das cidades mais prósperas do mundo, tornando necessária a melhoria do complexo Portuário, assim como a construção de um prédio para abrigar a Alfândega.
Na presença do Presidente da República, Affonso Penna, em 27 de junho de 1906 foi lançada a pedra fundamental do novo edifício.
O Prédio, cuja construção realizada pela empresa inglesa Manaos Harbour Limited durou cerca de 2 anos, foi inaugurado em 17 de janeiro de 1909.
Formado por vasto quadrilátero com quatro pavimentos, medindo 19 metros de altura, 23 de largura e 30 de comprimento, com paredes de granito ornadas com basalto, foi o primeiro edifício pré-fabricado do mundo.
Seus blocos de tijolos aparentes, pré-montados e importados da Inglaterra, sua pavimentação em tábuas, mosaicos e cimentado; pintura a óleo e caiação, reproduzem prédios londrinos do início do século XIX.
Localizada à margem esquerda do Rio Negro, a construção, de rara beleza, possui estilo eclético, com elementos medievais e renascentistas.
No térreo do prédio, placas de mármore registram as principais datas transcorridas e os nomes dos primeiros funcionários e seus respectivos cargos.
A localização e a beleza arquitetônica, fazem do prédio da Alfândega, assim como o Teatro Amazonas, monumento de referência significativa dessa cidade tropical, tendo sido tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional - IPHAN, em 1989, como parte do conjunto Arquitetônico e Paisagístico do Porto de Manaus.
A Receita Federal agradece a sua visita.
sábado, 3 de junho de 2006




FOTOS DE UM JOVEM LUTHIER AMAZONHENSE, MOSTRANDO A SUA CRIA, UM CAVAQUINHO FEITO DE SABOARANA.SEGUNDO O LUTHIER JOAO BATISTA TRAJANO, O LUTHIER É O CRIADOR, O ARTESAO QUE SUA PARA O SOM SUAR. A LUTERIA É CAPRICHO, É SONHO E SEU SIGNIFICADO VEIO COM O APARECIMENTO DO ALAÚDE (DO ÁRABE AL LAUD; LUTH EM FRANCES), INSTRUMENTO ROMANO DE BRAÇO TORTO MUITO CULTIVADO DURANTE A IDADE MÉDIA, MAS QUE CONSEGUIU ADQUIRIR IMPORTANCIA HISTORICA E SOCIAL NO SECULO XV, TORNANDO-SE O INSTRUMENTO DO SÉCULO. ASSIM, DA PALAVRA LUTH, SURGE A FIGURA DO LUTHIER, QUE CONSTRUIA ESSES INSTRUMENTOS, E O NOME ACOMPANHOU O PROFISSIONAL QUE CONSTRUIA QUALQUER INSTRUMENTO DE CORDA. EM UM CONCEITO MAIS ABRANGENTE E MODERNO, LUTHIER É O ARTIFICE DOS INSTRUMENTOS ACÚSTICOS. SEU OFICIO CONSISTE EM OUVIR O MUSICO, INTERPRETAR SUAS ASPIRACOES E TRANSFORMA-LAS NA REALIZADA DE UM INSTRUMENTO DE TIMBRE PESSOAL, ÚNICO E PRECISO, SENDO UMA ATIVIDADE INTER-RELACIONADA COM A FISICA, A ACUSTICA, A MECANICA E A ESCULTURA. NO BRASIL, A LUTERIA PASSOU A TER REAL IMPORTANCIA A PARTIR DAS IMIGRACOES DE EUROPEUS OCORRIDAS NAS ULTIMAS DECADAS DO SECULO 19, NOTADAMENTE POR ITALIANOS.
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