quarta-feira, 20 de maio de 2026

Passamento de Dona Antonina Bringel

No dia 18 de maio deste ano, recebi de Maria Beatriz a triste notícia do falecimento de nossa querida amiga de família, Dona Antonina Bringel, aos 98 anos. Filha do Senhor João Bringel e da Dona Mariazinha Bringel, residia há décadas no Rio de Janeiro, onde foi cremada.

Na década de 1960, o Senhor João Bringel cedeu os porões do Solar dos Bringel, localizado na Rua Huáscar de Figueiredo, nº 1191, esquina com a Rua Igarapé de Manaus, para que meu saudoso pai, Rochinha, instalasse sua Oficina de Luteria. Ali fomos tratados como membros da família. O imóvel, pertencente ao Sr. João Bringel (1894–1987) e à Sra. Maria Macedo Bringel (1906–1992), era belíssimo, cercado de jardins e de um vasto pomar — com goiabeiras, mangueiras, abacateiros, limoeiros, abieiros, sapotilheiras e coqueiros. Com a permissão dos donos, minha avó Lídia Pires plantou uma mangueira que, bem cuidada, tornou-se frondosa e deu frutos por décadas.

Esse lugar permanece vivo em minha memória, pois foi onde passei a infância e adolescência, acompanhando o trabalho de meu pai na Oficina de Violões.

O Sr. João e Dona Mariazinha tiveram uma numerosa prole: Aurélio, Norma, Mário Jorge, Maury, Mauro, Renato (Pingo), Antonia (Antonina) e Dea, além dos netos Betinha, Titá e Miroco. Os filhos herdaram dos pais não apenas a beleza, mas também o gosto pela música e pelos estudos, destacando-se como brilhantes executivos nas áreas bancária e comercial. Meu pai considerava os Bringel como sua segunda família, convivendo com eles por três décadas, até se aposentar em decorrência de um AVC.

Na década de 1970, estive no Rio de Janeiro e tive a alegria de me hospedar alguns dias no apartamento da Dona Antonina, em Santa Teresa. Foi nessa ocasião que pude passear de bondinho e visitar o Cristo Redentor.

Na fotografia, Dona Antonina aparece à esquerda: uma mulher muito bela, ao lado de minha saudosa mãe Neli Soares, de minha irmã Graciete em sua formatura em Enfermagem e de meu querido pai José Rocha.

Dona Antonina, que Deus Pai Todo-Poderoso a receba em sua infinita misericórdia. A senhora cumpriu sua missão na Terra com dignidade, bondade e alegria. Criou seus filhos, foi guerreira e soube viver a vida sempre com bom humor.