quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O ASSUNTO AGORA É POLÍTICA


Fui ao aniversário de uma amiga, ela pediu a uma rodada de convidados que, por favor, não falassem sobre política, mas, não teve jeito, o assunto esteve em pauta à noite toda.

Costumo fazer caminhadas no Centro de Convivência da Família da Cidade Nova – vez e outra, encontro um parceiro caminhando, o Marcelo da Petrobras, faço de tudo para desviar do assunto, mas, não tem jeito, damos dez voltas de dez minutos cada, falando direto sobre política partidária, politicalha, dança dos botos, causos políticos, etc.

Entro no carro, ligo o auto rádio, lá estão os políticos dando o seu recado – paro no semáforo, chega uma enxurrada de “cabos eleitorais”, com santinhos, adesivos e bandeirolas.

Chego a minha casa, ligo a televisão, quero assistir a um programa ou ao jornal, mas, lá estão eles novamente invadindo o meu quarto, a sala, a cozinha e até o banheiro.

Invadiram também os meus e-mail, whatsUp e Messeger, com mensagens duplicadas no meu Smartphone e Note.

Quando estou a fim de encontrar com os amigos, vou ao bar e, o assunto que rola é política. Tento evitar, mas, depois do segundo copo, entro no papo!

Na igreja, o padre fala para cobrar mais programas sociais dos políticos, votar naqueles que foram os melhores e, muito blábláblá! Ainda bem que não tem padre candidato ou tem? Sei lá, mas, pastor tem aos montes!

Abro os jornais, o assunto principal é a política de “cabo a rabo” - gosto somente de ler a agenda dos candidatos, para passar bem longe deles!

Resolvi não ir mais a aniversários, casamentos, formaturas e caminhadas - desliguei o rádio e a televisão, não leio mais jornais e mensagens de celular,  não vou ao bar, nem a igreja. Só de mau!

Fiquei em casa deitado, desligado do mundo, de repente, um “fio-de-uma-égua” resolveu colocar “no toco” o som de um “trio elétrico”, com a mensagem de um candidato falando que é o pai da Ponte Rio Negro, do PROSAMIM, daquilo e disso! Ainda bem que tenho um protetor auricular para não emprenhado pelo ouvido!

Resolvi viajar para o interior, na Vila de Paricatuba, para atar a minha rede e me embalar, ouvindo umas músicas de “flashback” nuns discos de vinil. Liguei para o Paulão e avisei que estava “até o tucupi” com as propagandas eleitores e tava partindo para passar uns dias por lá, ele respondeu:

- Rochinha, tem políticos aqui “dando na cara que nem papeira” – “os caras” vêm todo dia aqui tomar café e ainda tem a cara de pau de comer o meu jaraqui! O negócio deles é visitar as comunidades, procurar os pobres, fazer a cabeça do líder comunitário. Fica por ai mesmo, pois é bem melhor!

E agora José? Sem saber o que fazer, começo a escrever sobre política para o blog e o face, pois o assunto agora é política! Eu, hein!