
Fui um ribeirinho, acompanhava a seca (vazante do rio), fazíamos o nosso campo de futebol, para as peladas diárias; jogávamos bolinha e cangapé; pegávamos Bodó no leito do rio, tinha também muito porrada com o pessoal lá rua Ipixuna e Major Gabriel, era uma beleza! Na cheia (enchente do rio), tudo mudava, o cenário era outro, o nosso flutuando era ponto para a meninada tomar banho de rio, pescar, andar de bote, canoa e bóia (tora de madeira). Ancoram vários barcos no nosso flutuante; o meu pai recebia madeiras beneficiadas (cedro, marupá e macacauba), entregues pelo seu compadre e, mandava cavaco e violões para os clientes do interior.
A famosa Cidade Flutuante começou a ser desmontada em 1964. Para não sermos pegos de surpresa, o meu pai vendeu o motor de centro, comprou um terreno na Vila Paraíso (entre a Avenida Getúlio Vargas e a Rua Tapajós), aproveitou parte da madeira do flutuante para construir uma pequena casa (em terra firme!).
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