terça-feira, 10 de janeiro de 2023

ARI NETO – 56 ANOS DE CARREIRA NO RÁDIO AMAZONENSE

 

Foto: Jornal A Critica

O ano de 1967 marca a estreia no rádio amazonense do Aristophano Antony, mais conhecido como Ari Neto, tornando-se nos dias atuais uma lenda no jornalismo esportivo, pois não é para qualquer um completar 56 anos de carreira.

Quando completou 50 anos de carreira, em 2017, o jornal de maior circulação em Manaus “A Crítica”, fez uma reportagem de página inteira comentando sobre o trabalho do Ari Neto, realizado pela jornalista Camila Leonel, do qual registro algumas declarações do nosso homenageado.

"O rádio começa com um sonho, torna-se uma realidade e termina numa eterna conquista. A frase que o radialista amazonense, Ari Neto, ouviu no rádio há alguns anos quando ele morava em São Paulo sintetiza bem os 50 anos – completados no dia 8 de janeiro - de trajetória no rádio esportivo do Amazonas. Um sonho que, além de uma realidade, virou uma história de vida. Mas ele mesmo corrige a frase que o inspira. “Para um apaixonado por rádio como eu, a história não termina nunca”.

“E a história de Aristophano Neto, 67, mais conhecido como Ari Neto, começou por influência dos primos mais velhos, que escutavam as transmissões esportivas em São Paulo. “Em 57, eu morava e estudava em São Paulo e era perto do Pacaembu e ouvia as transmissões esportivas. Quando voltei para Manaus, ouvia muitos programas esportivos com grandes locutores como o Arnaldo Santos, João Bosco Ramos de Lima e o meu sonho era ser narrador esportivo”, relembra.”

"O sonho começou a virar realidade quando o pai dele o levou para a Rádio Baré. Era o ano de 1967, porém, até sua voz ser ouvida nos aparelhos de rádio amazonenses demorou um pouco. Ele começou como “foca”. Anotava as as escalações dos times e passava as informações para os repórteres. “Antes era mais difícil para falar no microfone. Os integrantes das rádios eram muito fominhas. Não davam chances para os novatos”, enfatiza.  

"A oportunidade de ser locutor veio por acaso no ano de 74. Já como repórter da rádio Difusora, em um jogo na Colina, o filho do locutor que estava escalado para narrar a partida se machucou. Ari foi chamado à cabine e pediu para que ele tocasse a programação já que precisava levar o garoto ao hospital. “O João Bosco, que era coordenador da rádio, ouviu, gostou e me lançou como narrador e achou que eu levava jeito para ser narrador”.

“Há muito tempo nas cabines dos estádios manauaras, Ari Neto presenciou vários episódios da história tanto do futebol como do rádio em Manaus. Viu times locais na Série A e presencia agora a realidade dos amazonenses que ano após ano buscam acesso para a Série C. Quanto ao pequeno número de torcedores que comparecem aos jogos dos times locais, ele acredita que há dois motivos: exigência dos torcedores e baixo investimento.”

“A grande diferença do torcedor amazonense para o paraense é que nós aqui somos mais exigentes. Se o time está bem, a torcida vai em peso. Quando o São Raimundo estava na Série B, a torcida lotava o estádio porque estava bem no futebol. Quando não vai bem, o torcedor se afasta. No Pará, eles prestigiam o futebol em qualquer momento. Eles são apaixonados pelos clubes deles. Aqui, se um time voltar para a Série B, o público volta”.

“Outra deficiência do futebol amazonense é a formação de novos talentos. Se antes os ídolos eram jogadores da terra, hoje, os times amazonenses trazem jogadores de fora e esquecem de investir na formação dos craques locais.”

“Eu narrei uns jogos do infantil e juvenil e você vê que tem muitos craques, mas falta investimento dos times locais. Hoje se traz muitos jogadores de fora e não se mantém o time. Forma um time e desfaz. Depois de dois jogos dispensa técnico. E nós não temos estrutura que nem em São Paulo, Minas e Sul. Então fica difícil”

Tive a oportunidade de rever o Ari Neto, no lançamento do meu livro “Flávio de Souza - Uma vida feita de futebol e música”, ano passado, no Luso Sporting Club, pois é amigo do Flávio de Souza, desde 1967, na antiga Rádio Baré, desde então mantemos contatos direto. Na realidade, já o conheço faz bastante tempo, quando fomos vizinhos no Conjunto dos Jornalistas (Avenida Constantino Nery).

O Ari Neto não milita mais nas rádios tradicionais de Manaus, mas nas rádios web, sempre fazendo comentários esportivos. Eu possuo um projeto de implantar a “Rádio Web Manaós” e os meus convidados para comandarem a área esportiva serão Joaquim Alencar, Flávio de Souza, Maneca e o grande Ari Neto.

O Ari presenciou o apogeu e a decadência do futebol amazonense, e mesmo no auge dos seus 73 anos de idade, conserva ainda a mesma garra e paixão de outrora, além de aguardar, ansiosamente, pelo volta do brilho do nosso futebol, e além do mais, continuar fazendo o sempre gostou: ser narrador de futebol.

É isso ai.  

Fonte: 

https://www.acritica.com/esportes/radialista-ari-neto-completa-50-anos-de-carreira-1.178238 




sábado, 7 de janeiro de 2023

PERSONALIDADE CULTURAL DE MANAUS – 2022

 

 



O BLOGDOROCHA tem a honra de conferir ao Evaldo Ferreira, o Certificado Honra ao Mérito por ter sido eleito como “Personalidade Cultural de Manaus – 2022”

Histórico do Homenageado:

Nasceu na cidade de Manaus (Amazonas).

Formado na Universidade Federal do Amazonas – UFAM

Jornalista e Psicólogo.

Trabalha no Jornal do Commercio.

Produtor de Conteúdo (oferece informações relevantes para um tipo de público, independentemente do seu formato (artigo, imagem, vídeo, PDF…) ou plataforma (YouTube, Blog, Instagram…).

Palmas para o Evaldo Ferreira!

https://web.facebook.com/evaldo.ferreira.355

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

AS PASTORINHAS DE MANAUS

Trecho do Livro E-book "Igarapé de Manaus, José Rocha", os interessados poderão obtê-lo no formato PDF por R$ 30,00 através do e-mail jmsblogdorocha@gmail.com  


Foto: Moacir de Andrade, livro Ruas e Fachadas de Manaus, 1969.

As pastorinhas era uma dança folclórica natalina introduzida pelos jesuítas em torno de 1.700. Era praticada em dezembro até a primeira semana de janeiro. Tinha a finalidade de catequizar e a teatralização do nascimento do menino Jesus Cristo (Auto da Natividade). No passado, a cidade de Manaus, ainda pacata, praticava esse festejo em vários cantos da cidade, sendo as mais conhecidas a Pastorinha do Luso, na Rua Tapajós e a Pastorinha Filhas de Maria, na Rua Major Gabriel, bem em frente ao Igarapé de Manaus. Todo o entorno do Igarapé de Manaus ficava em festa com a chegada do Natal. Tomava conta do sentimento de todos e as famílias levavam suas crianças para assistirem ao espetáculo.

        Além das pastorinhas com os seus cânticos, o mais esperado era sem dúvida o “Cão” que procurava desviar a atenção da Pastora Perdida da adoração de Jesus Cristo. Durante as apresentações surgia do chão numa explosão de fogo e cheiro de enxofre que estarrecia toda a molecada. Com enorme garfo preto, fazia muita criança correr em disparada buscando abrigo no colo dos adultos. Metia medo e sedução nos pequenos.


        Na hora da despedida, cantavam assim: “As Filhas de Maria já se vão embora, alegres e contentes ao romper da aurora, sempre contentes são filhas de Maria, resplandecentes, nós somos as filhas de Maria, as filhas de Maria já se vão embora, já não podem demorar, elas vão colher as rosas para Deus ofertar”.


        Existia uma bandinha, assim formada: Banjo (Da Cruz), Tambor (Morcego) e Triângulo (Naldo). Segundo o meu irmão Rocha Filho, o Da Cruz gostava de tomar umas e outras e, nesses dias, a bandinha ficava desfalcada, perdendo o brilho. Outro morador antigo, o Carlos Ramos Tiko, falou que a molecada do entorno gostava de compor cânticos, sempre na gozação, tirando saro das meninas que representavam as pastorinhas.

        Atualmente, ainda existem algumas pastorinhas, apresentando-se anualmente em diversos lugares, ora em pátios de igrejas católicas, ora em alguma praça da cidade, sem lugar específico. É pouco    divulgado. Acabou    o     brilho     como    de   outrora.    Existe um projeto do Presidente do Luso Sporting Clube, da Rua Tapajós, o Senhor Flávio Grillo, para voltar um dia a famosa “Pastorinha do Luso.      Vamos aguardar.

        No “Mundo Encantado do Natal”, edição de 2022, no Largo de São Sebastião, tive uma grata surpresa de assistir a apresentação das “Pastorinha de Borba”, um projeto idealizado por Otávio Di Borba, criado em 1997, então componente do “Grupo Carrapicho” e hoje faz parte do grupo musical “Raízes Caboclas”. Na ocasião, declarou a imprensa: “Nosso intuito é desenvolver com crianças, adolescentes, adultos e idosos a inclusão social, a autoestima, estimulação cognitiva e o fortalecimento da família para uma melhor qualidade de vida”.

Foto: Moacir de Andrade, livro Ruas e Fachadas de Manaus, 1969.





terça-feira, 3 de janeiro de 2023

REI PELÉ – PRIMEIRA VEZ EM MANAUS

Foto: Divulgação
 

José Rocha

Em agosto de 1968, o Rei Pelé esteve em Manaus, com o Santos Futebol Clube, para disputar o Torneio da Amazônia Gilberto Mestrinho, jogando contra o Fast Club e o Nacional Futebol Clube, no Estádio Gilberto Mestrinho (atual Estádio Ismael Benigno).

O primeiro jogo foi contra o Fast, realizado às 21 horas de uma sexta-feira do dia 09 de agosto de 1968, vencendo o Santos, pelo placar de 3x0, com gols do Pepe aos 7min, Pelé aos 23min e Luiz Werneck aos 32min do segundo tempo.

No sábado, o Rei Pelé e os membros do Santos FC foram almoçar no famoso Restaurante Chapéu de Palha (bairro Adrianópolis), onde foi homenageado pelo Ministro das Relações Exteriores Magalhães Pinto, recebendo das mãos da Miss Amazônia, Maria de Fátima Acris, um aparelho de televisão “Made in Zona Franca de Manaus”.

No do domingo de 1968, o Santos FC entra em campo com Gilmar, Wilson Campos, Ramos Delgado, Joel Camargo, Turcão, Clodoaldo, Lima, Manoel Maria, Luiz Werneck (Amauri), Pelé e Pepe, vencendo o Nacional FC por 2 a 1, com gols de Pelé e Werneck e Pretinho (Nacional).

Neste jogo houve uma curiosidade que a imprensa não ficou sabendo e nunca foi contada por ninguém, somente revelada, hoje, no sepultamento do Rei Pelé, pelo treinador Flávio de Souza:

“Eu escalei o Berto para ficar na cola do Pelé. Pedi para ele marcar sob pressão e fazer de tudo para tira-lo do sério. Podia valer de tudo: beliscão, cutucada nas costas, puxar a camisa, empurrar, derrubar e até dar uma dedado no fiofió! Depois de muito aperrear o negão, ele vira-se e fala para Berto que iria quebrar a perna dele. Na cara dura, ele respondeu que poderia fazê-lo, pois seria famoso a partir daí. O Berto não saia de jeito algum das costas dele, até o momento em que o Pelé pula para matar uma bola no peito e ao mesmo tempo dá uma cotovelada que acertou em cheio o nariz do Berto. Foi o fim da graça do Berto, deixando o Rei Pelé fazer o seu gol na partida”.

Naquela época o Pelé já era muito famoso, considerado o melhor de todos, era bicampeão pela Seleção Brasileira (1958 e 1962) e com a camisa do Santos FC já havia vencido cinco Copas Brasil, bicampeão da Libertadores da América, bicampeão Intercontinental e heptacampeão do Paulistão.

Fontes:

https://acervosantosfc.com/torneio-amazonia-1968/

https://www.acritica.com/esportes/as-memoraveis-exibic-es-de-pele-em-solo-manauara-1.290412

https://portalamazonia.com/estados/amazonas/rei-pele-jogador-marcou-presenca-na-inauguracao-do-vivaldo-lima-amistosos-e-brasileirao-em-manaus

https://www.santosfc.com.br/memoria-santos-fc-conquistava-o-torneio-da-amazonia-3/

Treinador Flávio de Souza



domingo, 1 de janeiro de 2023

CIDADE DE MANAUS ATUAL

José Rocha

Sou sessentão e morei praticamente todos esses anos no centro histórico de Manaus, onde guardo boas memórias, muitas delas contadas aqui neste espaço, no entanto, hoje, irei escrever sobre a atualidade, minhas vivências e impressões da cidade como um todo, dedicado, principalmente, para as pessoas que aqui nasceram ou viveram, mas resolveram criar raízes em outras cidades do nosso imenso país ou no exterior, quando vez e outra sentem saudades da nossa cidade Manaus e buscam através do Google e outros sites de busca e bloques para matar a saudade e saber como está atualmente, pois o passado ficou guardado no cantinho de sua memória.

Ao abrir o Google Maps e buscar a cidade de Manaus, o internauta verá no modo reduzido uma cidade praticamente toda habitada, restando apenas um pequeno fragmento de floresta nos bairros do Coroado/Aleixo (Campus da UFAM e INPA), Parque Dez de Novembro/Cidade Nova (Parques Municipais) e algumas áreas que margeiam o Rio Negro em direção a BR-319.

O verde somente desponta na periferia, ou seja, nas áreas da Ponta Negra, Tarumã, Puraquequara, Reserva Adolpho Ducke e Área Rural.

Em 2012, fui despedido da empresa em que trabalhava, o que demandou uma pendenga jurídica. Passei muitos anos dentro de um escritório. Como já estava fora do mercado em decorrência de minha idade, trabalhei fazendo carretos, comprando e vendendo mercadorias pelos quatros cantos da cidade, além de ter tido uma experiência por três meses como Uber Drive, o que me permitiu conhecer praticamente toda a cidade de Norte a Sul e Leste a Oeste, o Centro conheço como a palma de minha mão.

Naquela época difícil de minha vida, fui morar na Cidade Nova, num dos últimos núcleos, onde tive a oportunidade de fazer novas amizades e conhecer praticamente todos os bairros das zonas norte e leste.

Apesar de existirem os GPS nos smartphones que podem te levar para qualquer lugar, caso o camarada for levado do centro da cidade e for deixado no final do Ramal do Brasileirinho, com certeza, estará perdido, não vai ter noção onde está, pois o celular poderá ser o primeiro a ser roubado.

Na realidade, a grande maioria dos moradores do centro da cidade de Manaus não conhecem as zonas Norte e Leste, primeiro, por ficar muito longe e, segundo, pelo medo da violência urbana.

Dispomos de uma boa frota de ônibus articulados, alguns com ar-condicionado, com mais ou menos uma hora até chegar na zona Leste.

Tudo o que encontramos no centro da cidade pode-se encontrar nestas zonas da cidade, tais como: três imensos shoppings center, lojas das mais variadas possíveis, bares, lanchonetes, supermercados, faculdades, dancing, churrascarias, cinemas, igrejas para todos os gostos etc.

A grande maioria dos moradores da periferia somente vêm ao centro em ocasiões especiais, pois tudo encontram lá. Eles trabalham no comércio local e nas fábricas do Distrito Industrial, se divertem nos shoppings e nos clubes e bares da área, casam, geram filhos e vivem toda a sua vida por lá.

Fiz dezenas de vezes o seguinte trajeto (principalmente quando trabalhava na área de vendas): Saio do centro da cidade, entro no Distrito Industrial (Bola da Suframa), passo pela Bola da Samsung, chego no Terminal 6, ando toda a Avenida Autaz Mirim e chego na Bola do Produtor (onde a Prefeitura planeja construir um complexo de viadutos), entro no bairro Cidade de Deus até o final onde está o MUSA e a Reserva Ducke, pego a esquerda e viajo pela Nova Cidade, Santa Etelvina e entro na Estrada das Torres e vou até a Avenida Torquato Tapajós (Barreira/Início BR-174/Itacoatiara) e volto para o Centro. É muito chão, meu irmão!

Você, meu amigo, que faz décadas que não vem à Manaus, eu aconselho conhecer a periferia de Manaus, sair com uma pessoa de confiança ou num Uber e rodar a cidade inteira. Caso você for daquele tempo em que Manaus acabava no Boulevard Amazonas e o lugar mais distante era o Parque Dez de Novembro e a Ponta Negra, o amigo vai tomar um susto danado, pois olhar no mapa e ver fotografias jamais será igual como viajar pela cidade onde morou ou nasceu.

Muitos moradores do centro da cidade não valorizam as zonas mais afastadas da cidade. Não sabem o que estão perdendo, pois existem muitos lugares bonitos para se conhecer. Por exemplo, o Shopping Nova Cidade é imenso e muito bonito. Visitar o Museu da Amazônia e subir uma torre enorme é uma emoção muito grande. No Shopping São José existe cinemas 4D E-motion (acho que em Manaus somente lá). As grandes lojas distribuidoras estão na zona Leste, além de uma grande rua de compras chamada de “Fuxico”, a meca dos donos de mercadinhos. Além de existirem imensos Hospitais, Pronto Socorros e UBS e muito mais. Até o clima é melhor. No Jorge Teixeira tem a nascente do Igarapé do Mindú (aquele que passa ao lado Millenium Shopping), a Prefeitura possui um projeto para fazer uma enorme intervenção numa grande parte onde ele passa, um negócio de primeiro mundo.

Quando eu era jovem não gostava nem um pouco de namorar uma gatinha que residisse na Cidade Nova, por ser muito longe do centro. Tempo atrás, quando morei por cinco anos por lá, encontrei uma moça numa festa, perguntei onde ela morava, ela falou que era do centro, quase cai fora, pois achava o centro muito longe.

Comecei a passar os finais de semana no centro, vinha sexta-feira, dormia na casa dos meus pais e somente voltava na segunda-feira.

Atualmente, voltei a morar no centro da cidade, aliás, ele é o meu xodó, onde nasci, vivo e morrerei.

O Largo de São Sebastião, onde fica o Teatro Amazonas, a Praça e a Igreja de São Sebastião e dezenas de bares e restaurantes, é, sem dúvida o local mais bonito do centro da cidade, bem cuidado e bastante seguro, local onde acontece muitos eventos musicais e culturais.

Para quem gosta da boemia e da Bohemia, o Bar do Armando e o Bar Caldeira sempre será a pedida. Existem outros bons naquele perímetro, além de casas de shows e strip-tease.

As nossas praças foram reformadas, mas estão mal cuidadas, infelizmente os prefeitos de Manaus não cuidam do centro histórico, com muitos prédios antigos da “belle époque” caindo aos pedaços. Ruas sujas e mal cuidadas (algumas foram asfaltadas ano passado).

O Relógio Municipal está bonito, mas não “toca as horas” por falta de manutenção. A Igreja Matriz é uma beleza sem igual, no entanto, o Largo da Matriz está abandonado e sem segurança. O Porto de Manaus (Roadway) foi entregue para um grupo que não faz nenhuma manutenção (uma pena). O Prédio da Alfandega está abandonado. O Mercado Adolpho Lisboa continua muito bonito e conservado.

Existem vários parques urbanos que são uma maravilha para caminhar e desfrutar da natureza, tais como: Jefferson Peres, Igarapé de Manaus, Rio Negro, Mestre Chico e Bilhares.

A nossa cidade apesar de ter crescido muito (desordenadamente) ainda conserva a nossa cultura: tomar banhos de rios e igarapés, dançar boi bumbá, comer jaraqui e tambaqui, tomar tacacá, café da manhã regional (tucumã, açaí, x-caboquinho, tapioca, mungunzá etc.), curtir muito o samba dos bons e das escolas de samba na avenida, ser o maior consumidor per capita de cerveja do país, curtir os barzinhos tradicionais da cidade.

A Praia da Ponta Negra é a nossa queridinha. Uma coisa linda de se ver, passear, curtir com a família nos calçadões e tomar banho do Rio Negro em sua praia perene.

Temos em torno de dois milhões e trezentos mil habitantes, com gente de todo lugar do Brasil (cariocas, paulistas, paraenses, gaúchos, baianos, cearenses) e exterior (principalmente venezuelanos, haitianos, chineses, japoneses, peruanos, colombianos, sírios, libaneses), no entanto, os amazonenses e manauaras são orgulhosos de sua cultura e não a deixam morrer, tanto que todos esses caras que vem de fora tem de se acostumar desde do início com o nosso modo de ser. Não abrimos mão da nossa cultura, gastronomia, folclore e o nosso modo de falar o “amazonês”.

Manaus cresceu tanto que agora temos a Região Metropolitana de Manaus, reunindo treze municípios, onde, no futuro, a cidade de Manaus irá de encontro. Um exemplo, temos a Ponte Rio Negro, ligando as cidades de Iranduba, Manacapuru e Novo Airão, cidades que você pode conhecer de carro ou de ônibus. A cidade de Manaus está se expandindo para lá, vai chegar o tempo que essas cidades serão bairros de Manaus. Sim.

A seguir, irei publicar algumas fotografias da nossa cidade de Manaus atual.

É isso ai.

Fotos: José Rocha - caso queira colaborar com o blog faça um Pix pelo QR Code ao lado e abaixo.

























O BLOGDOROCHA AGORA É PROFISSIONAL.

 

IREI, DORAVANTE, DEDICAR-ME COM MAIOR AFINCO AO BLOG, APESAR DE ESTAR UM POUCO "FORA DE MODA".

AFINAL, O QUE É UM BLOG?

O GOOGLE RESPONDE: SÃO PÁGINAS ON-LINE, ATUALIZADA COM FREQUÊNCIA, QUE PODEM SER DIÁRIOS PESSOAIS, PERÍODICOS OU EMPRESARIAIS. SÃO FORMAS DE COMUNICAÇÃO DE PESSOAS E DE INSTITUIÇÕES COM O MUNDO.

O MEU BLOGDOROCHA FOI INSCRITO, EM 2006, HOSPEDADO NO BLOGSPOT DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA.

PUBLIQUEI E REPUBLIQUEI 2.926 POSTAGENS, COM 1.155 COMENTÁRIOS E 279 SEGUIDORES, VISITADO POR 1.852.362 ATÉ O DIA DE HOJE (01/01/2023).

O GOOLE É O CONTROLADOR DO BLOGSPOT, DESSA FORMA, DAR UMA VISIBILIDADE MAIOR PARA O QUE ESCREVO, POIS NAS PÁGINAS POSSUEM COMERCIAIS QUE ELES FATURAM COM A VENDA E GANHO SOMENTE 100 DOLÁRES A CADA TRÊS ANOS, EM DECORRÊNCIA DE SER AMADOR.

PARA TORNA-LO DE FATO UMA MIDIA PROFISSIONAL, TEREI DE INVESTIR NA APRESENTAÇÃO E SER MAIS CUIDADOSO NO QUE ESCREVO.

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A MINHA SITUAÇÃO FINANCEIRA É ESTÁVEL, SOU APOSENTADO E AINDA BATALHO, APENAS AQUELES QUE QUISERAM, DE UMA FORMA ESPONTÂNEA COLABORAR COM O BLOGDOROCHA SERÁ BEM VINDO, POIS ESSES RECURSOS SERÃO INVESTIDOS NO PRÓPRIO BLOG. OS BLOGS DE SUCESSO, EM SUA GRANDE MAIORIA, FAZEM ISTO COMO FORMA DE MELHORAR CADA VEZ MAIS.

GRATO E UM FELIZ ANO NOVO DE MUITA PAZ, SAÚDE E SUCESSO PROFISSIONAL PARA TODOS VOCÊS!

É ISSO AI.




FELIZ ANO NOVO

JOSÉ ROCHA

                               FELIZ ANO NOVO

                  AOS MEUS FILHOS,

                 NETOS,

                 IRMÃOS,

                 PARENTES

                 E ADERENTES,

                 ALÉM DOS MEUS AMIGOS DILETOS,

                 DIGITAIS

                 E DAS REDES SOCIAIS!


Foto: Autorretrato, Final de Ano, na Praia de Ponta Negra, Manaus, Agradecendo à Deus! 



sábado, 31 de dezembro de 2022

LOUCURAS DOS LOUCOS DE ANTIGAMENTE


Algum louco escreveu um dia (está na internet) o seguinte: “Talvez as loucuras de hoje serão as boas histórias de amanhã”, é isso mesmo, tanto que as loucuras dos loucos do passado de nossa cidade sempre são lembradas pelos mais velhos e são boas histórias hoje em dia.
Na década de noventa conheci lá pelas bandas do Bar do Armando, o psicanalista (conhecido como médico de doido) Rogélio Casado (o que nunca foi Solteiro), ele escreveu o seguinte em seu blog “Picica”: “A banda da Polícia Militar, nos anos 1950, saia do quartel da praça Heliodoro Balbi em direção à praça dos Remédios tocando marchas e hinos militares, tendo à frente ninguém menos do que Bombalá. Figura da nossa infância. Era ele quem de manhã cedinho acompanhava e "regia" a banda da Polícia Militar. Bombalá, tecnicamente falando, era um portador de Síndrome de Down. Com ele, sob a cuidadosa orientação materna, aprendemos a conviver com "os diferentes". Quando meus pais se mudaram para a rua Frei José dos Inocentes, onde morava Carmem Doida, e por ali transitavam Jaburú e Sapo, eu e minhas irmãs já tínhamos uma bagagem cultural invejável: o respeito à diferença. E como ela foi fundamental para convivermos com toda sorte de diferença existente no lugar! Naquele trecho da cidade ficava a zona de prostituição da cidade. Brincar com os "filhos das putas" (perdoem-me a licença poética) era a coisa mais natural do mundo”.
Segundo o articulista Ribamar Bessa Freire existiam muitos em Manaus “Bombalá é o primeiro de uma longa lista, que tem Carmen Doida, Nega Maluca, Nega Charuta, Neide Pipoca, Tom Mix, Macaxeira, Zé Bundinha, Antônio Doido, Raimundo Mucura, Professor Guilherme, Solaninho, Porca Vadia, Bonitão – primo do governador Álvaro Maia - e tantos outros. É possível mapeá-los bairro a bairro. Cada um com sua mania”.
Quando a nossa cidade era pequena e terminava no Boulevard Amazonas, sabíamos quem eram os doidos de Manaus, pelo menos aqueles que andavam pelas ruas com as suas manias.
Aqui na minha comunidade existia o “Sêo Ulisses”, gente boa da melhor qualidade, mas quando era Lua Cheia ele mudava de comportamento e saia pelas ruas conversando sem nexo com todos que encontrava pela frente, além de gostar de seguir as pessoas que conhecia.
Certa vez, quando eu ainda era jovem, ele me seguiu desde a Rua Tapajós até a Rua Marechal Deodoro, eu olhava para trás e ele se escondia em alguma loja, fiquei um pouco assustado, apesar de saber que ele não era agressivo. Entrei num prédio de lojas que fica em frente ao antigo J. G. Araújo e por lá dei um bom tempo para despistar o “Sêo Ulisses”, sai e olhei para todos os lados e nada do doido, segui o meu caminho até o Mercadão, ao chegar no final da Marechal alguém toca em meu ombro, viro para trás e imagem quem era, isso mesmo, era o “Seu Ulisses”, falou:
- Tu não é o filho do Sêo Rocha?
- Sou, sim – respondi.
- Ah, tu és o Zezinho, né?
Virou as costas e pegou o beco! Caramba! Toda vez em que eu saia de casa olhava para trás para ver se não estava sendo seguido pelo “Sêo Ulisses”, acho que eu já estava ficando doido, também.
O governador Eduardo Ribeiro tinha uma chácara na atual Constantino Nery, onde foi encontrado morto, em 1900, dizem que ele ficou “Pinel” e se enforcou (alguns historiadores escrevem que ele fora assassinado). Em sua homenagem, o governo do Estado do Amazonas construiu no local o “Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, sendo tempo depois desativado, servindo apenas como um Pronto Socorro para os pacientes com crises agudas.
Certa vez, fui até lá levar uns mantimentos para a minha ex-cunhada que estava passando uns dias internada. Passou por mim uma vizinha bonitona e morena cor de jambo, “peladinha da silva”, andando de boa pelos corredores. Eu não sabia que ela tinha problemas mentais. Ela me encarou e falou:
- Te conheço lá da Cidade Nova! Tu é o Rocha, meu vizinho, né?
Caramba! Pense numa situación!
Tenho um vizinho na Comunidade Paraíso, o Lapão, ele trabalhou durante vários anos no hospício e lembra de muitas passagens dos malucos beleza.
Existia um negão, grandão e barrigudão, que gostava de cantar aos domingos. Ele deitava no chão de barriga para cima e começava a cantar, os outros ficavam sentados ao seu redor, depois, virava e ficava de barriga para baixo e continuava a cantar. Uma maluca beleza, falou:
- Gostei mais do lado A! achava que ele era um disco de vinil.
Por lá existe até hoje uma jaqueira enorme. Um interno que andava mancando, pois era cambota. Conseguiu sabe lá por quem um terçado e subiu na árvore e cortou uma enorme jaca. O Lapão foi avisado e gritou para ele descer. O camarada desceu até o chão agarrado com a jaca. Depois dessa ele nunca mais andou mancando, a jaca e descida foram um santo remédio. Pense.
Depois que o hospital foi desativado e os doidos liberados para ficarem com suas famílias, no entanto, muitos andavam perambulando pelas ruas. E o Lapão foi aposentado. Ele que conta que quando um doido o avistava, corria e passava para o outro lado da rua, achando que o Lapão estava em sua captura para leva-lo de volta ao hospício.
Sempre existirá pessoas com transtornos mentais, mas por nossa cidade ter crescido muito, não sabemos mais das loucuras dos loucos atuais, somente de antigamente.
É isso aí.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

PROMETO NÃO PROMETER MAIS NADA!

 

BLOGDOROCHA

A princípio, parece uma contradição, pois, prometer que não irei prometer, já configura uma promessa em si, tudo bem, então serei um pouco mais claro: não irei mais prometer nada em 2023!

Todo mundo sabe que ninguém é obrigado a prometer nada, porém, prometeu, tem o dever de cumprir, acontece que, geralmente fazemos promessas quando estamos emotivos, numa ocasião especial. 

Quando vem a razão, ai o bicho pega, fica aquele peso na consciência, martelando a nossa cuca: não tinha que prometer, mas agora não tem mais jeito, terei de cumprir.

Quando se faz uma promessa a alguém, fazemos todo o esforço para cumprir, o complicado é quando prometemos para nós mesmos.

Todo final de ano é assim, fazemos uma listagem enorme de promessas para o ano seguinte, mais ou menos do tipo: 

prometo que irei concluir a faculdade, farei um curso de inglês, irei parar de fumar, darei um tempo na bebida, irei malhar numa academia, irei fazer um check-up, farei uma visita ao dentista, irei mudar para um apartamento melhor, irei comprar um carro novo, um novo amor vai bem no ano que vem, vou começar a escrever um livro, plantarei muitas árvores na urbe, viajarei de férias para o nordeste e sul do Brasil e, etecetera e etecetera e tal.

Muitas pessoas conseguem cumprir boa parte do que prometeram, outras tantas, nem um pouco. Estou no segundo grupo, não consigo realizar dez por cento das promessas de final de ano, dessa forma, não farei mais lista de promessas que não serão cumpridas.

Mas, afinal, por que não consigo cumprir com as minhas promessas?

Não sei explicar, talvez o nobre leitor possa me ajudar, dando umas dicas. 

No entanto, estou careca de saber que, para se chegar a algum lugar tem que haver a partida, por exemplo, estou querendo conhecer a praia de Açutuba (Iranduba), não basta somente querer, tem de botar os pés na estrada, caminhar, pegar um busão ou dar na partida do automóvel.

Toda promessa para ser cumprida tem de haver ação, ficar somente na vontade, não resolve nada. 

Recebi uma lição de um vendedor do “Shopping Bate Palmas”, da Rua Marechal Deodoro – fui comprar uma camisa branca com motivos de final de ano, nela vinha uma série de palavras importantes, tais como: sucesso, paz, felicidade, amor, muito dinheiro, saúde, etc. 

Ele falou o seguinte: 

- Tudo o que está escrito aqui o senhor poderá alcançar, desde que tenha vontade, fé e ação, sem isso, o senhor jamais alcançará!

Realmente, fiquei a pensar, vontade nunca me faltou, a minha fé anda um pouco em baixa, porém, falta-me esta palavra mágica que é a ação.

Será que é este o motivo maior que faz com que eu não cumpra com as promessas de final de ano? 

Não sei, no entanto, os especialistas dizem que deveremos ter dentro de nós um “Guerreiro”, aquele que vai à luta, que entra no campo de batalha para vencer - ele saberá colocar as ideias em prática, do planejamento à ação, com a necessária convicção de que é possível fazer acontecer, passando do dito ao feito.

Tai uma boa ideia: 

Fazer planos, em vez de promessas. 

Um planejamento é essencial, mas, primeiro terei que aprender a fazer o tal planejamento. 

Não vou prometer mais, conforme o prometido, mas, irei estudar como fazer um plano, conhecer os meandros da minha mente, saber mais sobre o processo de motivação, fazer introspecção para me conhecer melhor e, outros lances mais.

Vou parar por aqui, pois, já comecei a prometer a conhecer como realizar as minhas promessas em 2023! 

Então, o que fazer? 

Não sei, somente sei, que nada sei, estou confuso! É agora, José? Chega de fazer abstrações, vou a ação e pronto! 

Chega de promessas! 

É isso aí.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

ROUBA, MAS FAZ


José Rocha    

Este bordão (palavra, expressão ou frase que um indivíduo repete viciosamente ao falar ou escrever) é usado desde a década de setenta pelo paulista Paulo Junqueira Duarte em depreciação ao seu adversário político e ex-governador de São Paulos Ademar de Barros.

Desde àquela época serviu para “malhar” um governante que, embora sendo corrupto, também é visto como um bom feitor, alguém de certa forma contribui para o bem estar da população.

Aqui, em Manaus e em outras cidades do nosso Amazonas estamos recheados de exemplos no executivo municipal, bem como no estadul, além da área federal, é claro!

Pois bem, o tal “Rouba, mas faz” possui outras vertentes, senão vejamos:

Rouba e pouco faz (grande maioria)

Rouba e nada faz (esse é safado mesmo)

Não rouba e nada faz (existem alguns exemplos)

Não rouba e muito faz (será o ideal, mas, não conheço nenhum)

O ser humano pode até ter uma boa formação, um caráter sólido, cristão e de bom coração, mas, entrou na política partidária e alçou um cargo maior no executivo, o capeta atenta de todos os lados, senão vejamos:

Colegas do Partido ou Coligação

Auxiliares Direto

Empresários

Eleitores

Parentes e Aderentes

Promessas de Campanha

Padres, Pastores, Bispos e Seguidores

Prefeitos

Vereadores

Deputados Estaduais

Deputados Federais

Senadores

Governadores

Presidente da República

Poder Legislativo

Poder Judiciário

Outros

É isso mesmo, a artilharia é muito grande, minando o “pobre coitado” de todos os lados, todos querendo o seu quinhão. Não tem goleiro bom nesta partida, não, pois todos querem ser técnico, o campo, a bola, o passe e fazer gol (a grana, é claro!).

Para agradar “a gregos e troianos” o camarada pelo menos tem de enquadrar em algum bordão político, por exemplo, aquele que “Rouba, mas faz”.

É isso aí.

Fonte:

Wikipédia

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

UM NATAL E ANO NOVO CHEIOS DE AGRADECIMENTOS

 


Ao chegar mais um final de ano, chega de pedir, o momento é de agradecer a Deus e aos homens de boa vontade.


Muitas coisas que eu programei para o ano de 2022 não foram realizadas, não me importo nem pouco, renovarei as esperanças para que aconteçam em 2023.


Ao acordar devemos agradecer todo dia por estarmos vivo, muitas pessoas pensam diferente, fazem as suas orações, pedindo, em vez de agradecer. 


O bem maior é a nossa vida, em segundo, vem a liberdade.


Muitos amigos e colegas meus estão aposentados, usufruindo, numa boa, do merecido descanso.


Trabalhei durante anos e anos e estou aposentado, também, mas ainda trabalho muito.


Não canso de agradecer.


 Jamais lamento da vida árdua que eu levo, mesmo aposentado. 


O trabalho enobrece o homem, pois o ócio é a oficina do diabo!


Uma das coisas belas que aconteceram na minha vida foi ter decidido em montar um blog. 


Por ser um amador, não ganhei nenhum bem material, porém, fiquei rico, espiritualmente. 


É uma alegria imensa receber e-mail das pessoas que gostam do que eu escrevo, por sinal, quero dar um imenso abraço aos seguidores do nosso blog, bem como, aos quase cinco mil amigos virtuais do Facebook.


Apesar dos meus percalços na vida amorosa, quero agradecer a minha ex-companheira por ter compartilhado comigo a bela convivência com os nossos três filhos.


 Agradecer, também, aos meus filhos pelo amor e amizade que eles têm por mim e por eles terem me dado a alegria de ser avô de três netinhos que me permitiram voltar a viver mais intensamente a vida.


Agradeço também aos meus amados pais que estão juntos lá no céu, aos meus irmãos, aos amigos e colegas.


 Um beijo no coração de cada um de vocês.


A todos um Feliz Natal e Próspero Ano Novo.


Um abraço do tamanho da Amazônia!

domingo, 4 de dezembro de 2022

Escadaria do Barão

 https://www.jcam.com.br/noticias/grupo-quer-recuperar-a-escadaria-do-barao-e-criar-ponto-turistico/


Jornal do Comércio

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quarta-feira, 16 de novembro de 2022

JOSÉ ROCHA: PROJETO “ESCADARIA DOS POVOS INDÍGENAS DA AMAZÔNIA”

Aproveito este espaço para agradecer ao meu amigo Carbajal Gomes, por ter cedido, ontem, o espaço da parte superior ao anexo do Bar Caldeira, onde houve uma reunião de amigos que amam a cidade de Manaus. 

Levei um ideia de reunir um grupo de pessoas para trocarmos ideias para fazermos algumas coisas boas em prol da cidade de Manaus. 

A principio, fiz um pequeno projeto para recuperação das Escadarias da Rua Tapajós, ao lado do Instituto Benjamin Constant. Tivemos a presença de vários amigos que abraçaram a ideia, no entanto, fomos mais além, pois estamos dispostos a legalizar a AMA - Associação dos Amigos de Manaus. Uma associação que irá contribuir com pequenas ações e lançar ideias para o Prefeito e o Governador, com relação a preservação do nosso Centro Histórico. 


HISTÓRICO

Quando os portugueses chegaram onde é hoje o centro antigo da cidade de Manaus, para fundar o Forte de São José da Barra do Rio Negro, em 1669, ano considerado pelos historiadores,  como da fundação da cidade, já existiam por estas plagas as seguintes etnias indígenas: Passés, Barés, Tarumãs, Mundurucus, Manaós e outras, tanto que, quando nos referimos a cidade de Manaus e aos nativos, são chamados de “Baré”, pois  os caboclos manauaras da gema, possuem a pele morena, cabelos pretos, olhos amendoados e estatura mediana. Em Manaus, existe o Museu do Índio, uma Praça onde encontra-se um Cemitério Indígena (Dom Pedro II) e poucas ruas e avenidas que homenageie os nossos ancestrais indígenas.                     

O Barão de Leonardo (1817-1894), um homem riquíssimo que foi o 1º. Vice-presidente da Província do Amazonas (1868), era o dono de toda aquela área onde fica a Escadaria. Construiu o Palacete de São Leonardo (atual Instituto Benjamin Constant), com muros altos e uma escadaria para dar acesso a uma Represa que ficava no atual cruzamento da Rua Tapajós com a Avenida Leonardo Malcher, para os moradores retirarem água límpida para saciar a sede (naquele local passa, atualmente, por dentro das tubulações um igarapé que vem lá do Boulevard Amazonas, passando por dentro da Vila Paraíso, onde os moradores chamam de “Vala”). Esta Escadaria presume-se que fora construída em 1868, sendo mais velha do que o Teatro Amazonas (1896) e a da Igreja de São Sebastião (1888). Os atuais primeiro e o segundo patamares (onde se pode descansar na subida ou descida) que ficam em frente da Casa dos Madeira,  foram destruídos com o passar do tempo, sendo construídos de madeiras e, em 1968, em cimento armado pelo Prefeito Paulo Pinto Nery.                                                      

Preocupado com o estado de abandono da atual escadaria, o blogueiro José Rocha (Rochinha), morador antigo da ladeira da Rua Tapajós, teve a ideia de revitalizar a “Escadaria da Rua Tapajós”, evidentemente, contando com o apoio dos comunitários e de amigos que amam de verdade esta cidade, elaboraram um projeto para tornar esta ideia em realidade. Fez um vídeo que está postado no Youtube. Incialmente, abraçaram o projeto: Socorro Papoula (atriz), Maíra Dessana (professora e musicista), Bruno (arquiteto), Júlio (músico dos “Raízes Caboclas”), Bepi Sarto (ex-Presidente do IPHAN), as famílias Madeira Dutra e Garantizado.

A sugestão para homenagear os povos indígenas da Amazônia partiu da atriz Socorro Papoula, onde seriam colocados azulejos em cada lance de escada contendo grafismos indígenas. A inspiração para colocar azulejos em seus degraus, veio da “Escadaria Selerón”, nos bairros de Santa Tereza e Lapa, no Rio de Janeiro, que ficou famoso e virou ponto turístico. A nossa versão Baré quando concluída, também, ficará famosa                e será, com certeza, um ponto turístico, onde os transeuntes, motoristas de automóveis e turistas passarão para tirar fotografias e mandar para o mundo inteiro nas redes sociais, além  da comunidade em geral, que sentirão orgulho daquele lugar, pois ficará muito bonita, pois contará, também, com pinturas indígenas nos paredões, feitos por artistas locais, além de canteiros com plantas com flores resistentes ao calor, sol e umidade.                                                                                                   

Será, sem dúvida, um belo presente à cidade Manaus e ao seu povo manauara e aos turistas que visitarem a nossa cidade. Uma homenagem justa aos nossos ancestrais indígenas, que milhares de anos antes da fundação da cidade já habitavam todo o entorno onde será, brevemente, “Escadaria     dos       Povos      Indígenas      da  Amazônia”. 


LOCALIZAÇÃO

Quem desce a pé ou vem de carro e entra numa depressão após a Avenida Leonardo Malcher, avista, em seguida, a famosa Ladeira  da Rua Tapajós (temida por muitos até hoje pela sua acentuada inclinação, no passado, servia de testes de direção para candidatos do antigo Detran e foi palco de muitos acidentes, pois tinha mão e contramão). Avista, também, ao lado direito, uma escadaria que começa bem em frente à residência da família Madeira (número 345) e vai até o topo (portão de entrada dos alunos  e professores do Colégio Frei Sílvio Vagheggi/Benjamin Constant).


A ESCADARIA

        Possui duas partes distintas, sendo a primeira feita de cimento armado, de forma um pouco irregular em seus 17 degraus, com dois patamares, feitos “na marra”, sem um projeto e a devida preocupação com a metragem de cada degrau, contrastando com a parte superior. São quatros degraus iniciais, um patamar em frente ao portão principal da casa dos Madeira, depois, mais 13 degraus e um patamar em forma de L, na entrada lateral da citada residência. A segunda parte, possui mais 23 degraus, todos largos, bem elaborados e nivelados, com pedras em sua base, uma obra prima feita pelos nossos antepassados, pois naquela época toda construção era feita com esmero e dedicação.                     

Atualmente, encontra-se em péssimo estado de conservação, cheia de matos e lixos em toda a sua extensão, além de buracos e deslocamentos de algumas pedras da parte superior e com o muro de pedras (sujo e abandonado, dando um visual feio e deprimente    ao local, forçando os alunos, idosos e transeuntes a andarem pela rua, que por sinal é bastante movimentada por carros de médio porte e até caminhões, colocando em risco a vida de muitas pessoas que não desejam encarar o lixo que se encontra na Escadaria.


O QUE SE PRETENDE FAZER

A ideia inicial será começar pela frente da residência do Zigomar Madeira/Salete Sarapeão (número 365, antiga casa onde morou a família do escritor Márcio Souza e que foi também o local de ensaios da banda musical Raízes Caboclas), indo até o início da Escadaria (em frente à casa onde mora, atualmente, o Chiquito Madeira) com o calçamento de pisos hidráulicos (são bem resistentes) que poderão ser confeccionados em uma fábrica que fica localizada na Avenida Nilton Lins (em direção à Avenida das Torres) ou outro fornecedor que possua um trabalho de qualidade e preço bom.              Os desenhos serão de grafismos indígenas. Após a casa do Zigomar Madeira (existe uma entrada para um estacionamento rotativo de carros dos moradores e trabalhadores da redondeza), a partir daí até o início da Escadaria, continuar com os pisos hidráulicos e fazer um Canteiro (ao lado do muro) para abrigar algumas plantas que lá estão, como a Crista de Galo e outras, além de plantar novas espécies, por um profissional da área.  

A Casa dos Madeira é datada de 1906, construída por uma tradicional família portuguesa. Possui em seu interior uma frondosa Mangueira, com frutos saborosos, recanto dos Periquitos na época da safra, além de criação de galos e galinhas de raças, o que dá um charme todo especial a Rua Tapajós. No muro da frente (todo em pedras) será contratado um profissional do grafite para fazer um mural com temas indígenas (existe um que fez um belo trabalho num muro da esquina da Rua 10 de Julho com a Rua Dona Libânia.                    

Nos 13 primeiros degraus o trabalho deve, também, ser entregue a um profissional que saiba trabalhar com azulejos, fazendo grafismos indígenas. Na parte superior, existe um grande muro de pedras (zero no primeiro degrau e vai até chegar aos seis metros de altura na segunda patamar, nele cresceram quatro pés de plantas que durante anos são cortados os seus galhos pela garis da prefeitura, mas sempre volta a crescer), onde, novamente, haverá um grande painel, também, com tema indígena.  Nesta parte superior, onde está a Escadaria histórica, somente será feito o trabalho de colocação de azulejos caso não houver impedimentos por parte do IPHAN, evidentemente, que será feita uma consulta prévia, pois o IBC é tombado como patrimônio histórico. Caso não for autorizado, será feita a restauração de acordo o que determinar o IPHAN, bem como, a Prefeitura de Manaus. Entre a sarjeta e a Escadaria da parte superior existe uma parte de terra que será transformada em um Canteiro de Plantas. A última fase da execução do Projeto será a confecção de grades em ferro fundido para serem chumbados na lateral para servir de apoio e proteção para a pessoas que subirem ou descerem a Escadaria. 

A ideia inicial será fazer esta revitalização por um grupo de moradores e de pessoas que amam a cidade de Manaus, no entanto, iremos levar o Projeto até os vereadores       de Manaus, para tentarem a execução por parte da Prefeitura de Manaus. Caso não obtivermos este apoio ou for postergado por muito tempo, iremos entrar em ação, fazendo sorteios de bingos, Livro de Ouro (para quem quiser doar dinheiro e/ou material de construção), além de pedirmos apoio dos colégios e entidades que estão localizados próximo a área. Será formado um Grupo de Trabalho, para elaborar o Projeto, com todos os custos e despesas, autorizações etc.


FORMAÇÃO DO GRUPO DE TRABALHO

Inicialmente, o Grupo de Trabalho será formado pelas seguintes pessoas: José Rocha, Socorro Papoula, Maíra Dessana, Bruno, Bepi Sarto e Júlio Raízes. As senhoras Conceição e Suely Garantizado e o arquiteto Tony Garantizado, estão dispostos a colaborar – eles possuem um local ideal para reuniões e eventos sociais (bingos e festas de confraternizações). O autor da ideia, o José Rocha, possui uma sala em sua residência dotada de computador e impressora multifuncional, novos, além de uma internet de fibra ótica de alta qualidade, que poderá ser utilizado pelo Grupo de Trabalho para fazer toda a parte burocrática. A primeira reunião está marcada para o dia 16 de novembro, às 20 horas, no Largo de São Sebastião. Levarei esta parte impressa, contendo diversas fotografias da atual Escadaria. A pedido da Socorro Papoula, o Carbajal Gomes, cedeu o espaço superior ao anexo do Bar Caldeira, para a nossa Primeira Reunião. Foi muito promissora, com muitas ideias, união, amor à Manaus e ao nosso Centro Histórico. No próximo sábado, iremos visitar a Escadaria da Rua Tapajós e tomar umas cervejas na humilde casa de madeira (do saudoso luthier Rochinha) para lembrar dos velhos tempos e partir para ação. 

Gratos aos homens e mulheres de boa vontade!