quarta-feira, 13 de agosto de 2008

SALA DE CIRURGIA, 1913

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CARVALHO & BARROS

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BAZAR SPORTIVO




NO DIA DE SEU ANNIVERSARIO NATALÍCIO

MARIO... Bôa tarde...Recebi teus ricos presentes, que são verdadeiros mimos, agradam a todos, unicamente, Filoca e Laura, é que ficaram assim um pouco pensativas, assim com cara de aborrecidas... Não sabes por que foi minha filha? Ellas receberam do Sul uns presentes, e julgavam que aqui em Manáos, ninguém tinha o direito de poder adquirir novidades, mas como sabes o BAZAR SPORTIVO, que é a única casa do gênero, recebe constantemente, da Europa as ultimas novidades, pois ainda hoje eu tive occasião de apreciar em seus mostruários, a mais rica e variada collecção em Jarras de cores, bellissimos estojos de manicure, carteiras e bolsas, tanto para Senhoras, como para Cavalheiros, os mais modernos modelos, em leque, biscuit e mil outros artigos, todos próprios para presentes, um sortimento colossal. Não esquece de avisares ao PABLO, pelo Telephone no. 238, para que te diga a hora que deves ir tirar o retrato, pois já te convencestes que os retratos tirados no BAZAR SPORTIVO, além do gosto artístico, são de duração indefinida.
É na
Avenida Eduardo Ribeiro no. 17
Telephone no. 238 – A Casa da Estrella de Ouro
De
Pablo Novoa Rodriguez

AMIGO SACY DA APARECECIDA, CUIDADO COM A ONÇA! PARINTINS 2006

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terça-feira, 12 de agosto de 2008

OS PRIMEIROS AUTOMOVEIS DE MANAUS

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BANGALÔ RÚSTICO DO TARUMÃ, 1929

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CACHOEIRA GRANDE DO TARUMÃ, 1929

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GRUPO ESCOLAR PRESIDENTE BERNARDES, 1929

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DOIS IRMÃOS, MILTON HATOUM

DOIS IRMÃOS, OBRA DO ESCRITOR MILTON HATOUM SERÁ ENCENADA EM SÃO PAULO EM OUTUBRO.

Este é título da matéria publicada no caderno Bem Viver, do jornal “A Crítica”, edição de 12 do corrente.
Ao ler a matéria, lembrei dos contatos, via e-mail, com a Paula Valéria, figurinista da produção; tentei ajuda-la, não deu para colaborar com efetividade; de qualquer forma, leiam os contactos:

Date: Sat, 28 Jun 2008 06:53:18 +0000
Prezados Sr.Martins,Participo como figurinista da produção de uma montagem teatral a ser realizada no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) aqui de São Paulo, do texto de Milton Hatoum, "Dois Irmãos", sob a direção de Roberto Lage e com elenco de alto padrão, que tem data de estréia para dia 14 de Agosto de 2008.Entro em contato pois busquei materiais de fotos antigas de Manaus e Belém entre as datas de 1914 e 1945 e quase não encontrei acesso às fotos de famílias (seus vestuários e objetos) para que este material iconográfico fosse a base de minhas pesquisas para que os desenhos de vestimentas e figurinos ficassem adequados e fiéis à reconstituição de época que pretendo fazer para valorizar a cultura local Amazonense.Vi seu blog em minha busca e fiquei animada.Gostaria de saber se posso contar com sua colaboração em compartilhar e nos enviar alguns arquivos de fotos de famílias, ou passantes da época para referência.E que caso possa nos ajudar/enviar, seu nome constará nos créditos do programa desta montagem do BB que pretende ser fiel a esta cultura tão rica deste lado do Brasil.Agradeço desde já e fico no aguardo de seu retorno,Atenciosamente,Paula Valéria Andrade
Date: Tue, 1 Jul 2008 19:04:40 +0000Boa Tarde Paula! Farei uma pesquisa; mandarei as fotos para você. Um abraço, José Martins Rocha.
Date: Tue, 1 Jul 2008 21:30:29 +0000Boa tarde José Martins,Agradeço muito desde já.O mais importante seriam as fotos 'a partir de 1945, com as roupas claras,de linho, renda ou tecidos leves usadas nesta época.Os cabelos e os tipos de sapatos também, e principalmente o tipo Libanês vivido por Halim no livro, além do de Zana.Fico no seu aguardo,Um abraço e obrigada !Paula Valéria
Date: Wed, 2 Jul 2008 18:32:17 +0000Paula,Não sei se você já entrou em contato com a Secretaria Estadual de Cultura do Amazonas. Caso negativo, irei procurar a pessoa certa, para você solicitar estas informações. Favor confirmar. José Martins
Caro José Martins,Ainda não entrei em contato com eles não.Mas tudo o que pesquisei em sites de museus, não tinha fotos de época, somente as fotos modernas.Talvez a Secretaria de Cultura tenha, mas escrevi para algumas instituições e ninguém me respondeu ainda .Por isso me interessei por seu blog e por sua resposta rápida.O fato é que precisamos disso para a semana que vem, estamos já em fase de iniciar os desenhos de criação dos cenários e figurinos na próxima semana.Será que daria tempo ? Eu realmente gostaria de valorizar a região e não apenas criar um estilo baseado na moda francesa, do Rio e de São Paulo da época, por falta de fotos de Manaus e do estilo Amazônico entre 1945 e 50.Como mencionei, fotos de famílias, de mulheres em casa, das cunhatãs da época e de homens de ternos claros, ou enfim, a vida doméstica ou das festas de ruas.Fico no aguardo,Agradeço muito seu interesse em nos ajudar desde já,Paula Valéria

Paula Valéria! Favor entrar em contato com a Sra. Célia da Mata - tel. (92) 3622-1880 e 3622-2420. Esta senhora trabalha na Secretaria de Cultura do Estado do Amazonas, está lotada no Museu do Teatro Amazonas; eles possui um vasto material, inclusive tem muita experiência em montagem de peças teatrais, anualmente fazem diversos festivais, tais como: teatro, cinema, opera e jazz. O que eu conseguir de fotos mandarei para você. José Martins

sábado, 9 de agosto de 2008

HOMENAGEM A TODOS OS PAIS DO NOSSO AMADO BRASIL

Pai
Fábio Jr
Composição: Fábio Jr.
Pai!
Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo prá gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez...Pai!
Pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre
Esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz...Pai!
Pode crer, eu tô bem
Eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura prá você renascer...Pai!
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Prá falar de amor
Prá você...Pai!
Senta aqui que o jantar tá na mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida
Onde a vida só paga prá ver...Pai!
Me perdoa essa insegurança
Que eu não sou mais
Aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu...Pai!
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Prá pedir prá você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Ah! Ah! Ah!...Pai!
Você foi meu herói meu bandido
Hoje é mais
Muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai! Paz!...

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

E AGORA, JOSÉ?

E Agora José?
Paulo Diniz
Composição: Carlos Drummond de Andrade
E agora, josé?
A festa acabou,
A luz apagou,
O povo sumiu,
A noite esfriou,
E agora, josé?E agora, você?
Você que é sem nome,
Que zomba dos outros,
Você que faz versos,
Que ama, protesta?
E agora, josé?
Está sem mulher,
Está sem carinho,
Está sem discurso,
Já não pode beber,
Já não pode fumar,
Cuspir já não pode,
A noite esfriou,
O dia não veio,
O bonde não veio,
O riso não veio,
Não veio a utopia,
E tudo acabou,
E tudo fugiu,
E tudo mofou,
E agora, josé?
Sua doce palavra,
Seu instante de febre,
Sua gula e jejum,
Sua biblioteca,
Sua lavra de ouro,
Seu terno de vidro,
Sua incoerência,
Seu ódio - e agora?
Com a chave na mão,
Quer abrir a porta,
Não existe porta;
Quer morrer no mar,
Mas o mar secou;
Quer ir para minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
Se você gemesse,
Se você tocasse,
A valsa vienense,
Se você dormisse,
Se você cansasse,
Se você morresse...
Mas você não morre,
Você é duro,
josé!
Sozinho no escuro,
Qual bicho-do-mato,
Sem teogonia,
Sem parede nua,
Para se encostar,
Sem cavalo preto,
Que fuja a galope,
Você marcha, josé
!José, para onde?
Você marcha José,
José para onde?
Marcha José,
José para onde?
José para onde?
Para onde?
E agora José?
José para onde?
E agora José?
Para onde?

HIGH LIFE BAR - RUA MARECHAL DEODORO ESQUINA COM A RUA MARQUÊS DE SANTA CRUZ

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GRANDE HOTEL - AV. SETE DE SETEMBRO ESQUINA COM A RUA MARECHAL DEODORO

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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

AMIGO OLAVO.



O Olavo, Rochinha e o Abdias “Bodó”, formavam o trio da “CM & P10”, ou seja, cachaça, mulher e Parque 10 de Novembro. Todos os finais de semana reuniam na Oficina do Velho, na Rua Huascar de Figueiredo com a Rua Igarapé de Manaus; lá armavam as estratégias, faziam a cotização para comprar as ampolas de cervejas XPTO, a cachaça Cocal para a batida de limão e os “bributes”; depois rumavam em direção ao balneário do P10.

O meu velho pai era um famoso “rabo-de-saia”, tinha um papo muito doce com a mulherada, um exímio dançarino “pé-de-valsa”; a minha mãe fingia que não sabia de nada; não esquentava mais. Era mestre na confecção de instrumentos de cordas, sabia conciliar muito bem o trabalho, a família e o lazer.

O Olavo, português da gema, iniciou os seus trabalhos numa portinha na Rua Henrique Martins, consertava radinhos à pilha, juntamente com outro portuga, o Sr. José Azevedo, este montou um império em Manaus, aquele sempre teve uma vida financeira remediada.

O “Bodó” era um cara muito brincalhão, quando aparecia na nossa casa, a vovó fazia o sinal de cruz – Lá vem o Satanás! E se mandava para a casa dos vizinhos. Vestia-se de mulher, expulsava a mamãe da cozinha e, enquanto tomava aqueles “birinaites”, fazia as suas estripulias e um excelente almoço; o cara era muito bom no preparo de qualquer prato.

O trio se desfez na década de 80 (houve uma desavença entre o meu pai e o Olavo); o Rochinha sofreu um AVC e o "Bodó" falaceu em seguida.

Depois de um longo inverno, comecei a tomar umas louras geladas com o Olavo; era muito ligado na nossa Manaus antiga; bati longos papos com o gajo, sempre lembrava dos velhos amigos. Sou grato ao Olavo, sempre ajudou o papai na nossa criação, comprou diversas vezes material escolar para os nossos irmãos; chamava-o de pai, na brincadeira. Ele tinha um Fusca 60, cor verde abacate; era um cozinha ambulante – sempre levava um fogão, botija de gás, panelas, pratos, talheres, peixes e carnes, fazia a festa! Era um pouco folclórico, atribuíam a ele as seguintes perólas: 1. Sou do tempo “sêo colega” em que o encontro das águas ficava nas imediações do Rodoway, depois mudaram lá pras bandas do Mauazinho! 2. Peixe pega malária, sim senhor, eu provo! 3. Assisti de binóculos ao jogo do Brasil 4 a 1 na Itália, na Copa de 70, lá de cima do edifício IAPTEC! Por aí vai! É mole!

Faz duas semanas que tive um contato com o Olavo, foi numa tarde caliente de verão amazônico, tomamos algumas geladas no Bar Caldeira, centro antigo de Manaus; propus leva-lo até a sua residência, pois estava um pouco pesado; quando fui surpreendido com a declaração do meu amigo:
- Amigo Rochinha! Não sei se ainda vamos nos ver até a próxima semana, de qualquer forma, me despeço de você; estou indo embora no domingo que vem; estarei indo de vez para Portugal; a minha esposa não está bem de saúde, vou financiar uma casinha no interior e passar o resto da minha vida por lá!
Dei um abraço e chorei! Tchau amigo Olavo!