quinta-feira, 24 de maio de 2018

O MEU DIA DE CABOCAO DA BEIRA DE RIO DE MANAUS


Hoje, começo de verão amazônico, com Sol dando na cara quem nem papeira, estava sem beira nem eira, na maior moleza, pregando prego no sabão, resolvi visitar os lugares da beira do rio, onde passei parte da minha infância e vida adultera.

Parei na Avenida Sete de Setembro, exatamente na Segunda Ponte (Ponte Romana II), para refletir sobre a minha vida de idos, lá se vão muitos anos – olhei para as casas que ainda restam da Rua Igarapé de Manaus, juro que senti vontade de voltar a morar naquele lugar de muitas recordações.

Quisera ter bala na agulha (grana) para comprar dois imóveis na Rua Huascar de Figueiredo – um foi onde morou o saudoso Senador Jeferson Peres e, outro, um estacionamento de uma faculdade, outrora, foi o Solar dos Bringel.

Caminhei pelo Parque Jéferson Perés, passei pelas duas pontes da minha infância, além do Palácio Rio Negro, um lugar magico, onde na minha infância, somente os poderosos podiam entrar, hoje, um parque aberto a todos.

Era quase meio-dia, a barriga começou a roncar, resolvi passar pelo Bar do Metal, onde exalava um cheiro gostoso de jaraqui frito, parei e, peguei o beco na hora, com preço de vinte e cinco reais pelo jaraca frito.

Resolvi caminhar até o templo do peixe, o Restaurante Galo Carijó, não tinha uma viva alma, pois o menor preco era do jaraqui com baião de dois, ao preço de vinte e cinco reais. To fora, mermao!

Peguei a tal Manaus Moderna (um aterro da nossa Veneza dos Trópicos), parei na Feira da Manaus Moderna, onde encontrei uma enfiada de jaraquis tamanho P (de parrudão) ao preço de vinte reais, ou seja, quatro reais a unidade – deixei para outro dia, onde pretendo fazer um escabeche.

Ao lado da feira, existe o Restaurante do Pé Sujo, com o jaraqui assado no espeto, ao preço de dez contos, com direito a jogar bilhar, tomar cachaça e comer em companhia de dezenas de moscas – ficou para outro dia, eu, hein!

O destino mesmo era o Mercado Adolpho Lisboa, onde tenho boas lembranças de tempos de então.

Para minha surpresa, encontrei o jaraca fritinho e completao, ao preço de quinze reais.

Pedi uma cerveja bem geladinha, enquanto esperava o meu manjar!

Tinha muitos turistas e  cabocada dando na cara que nem papeira.


Cadê o peixe que eu deixei aqui? O gato velho comeu!

Depois, sai para visitar os boxes de artesanatos, para minha surpresa, encontrei um que tocava músicas da minha juventude e só vendia água que passarinho não bebe!

Por lá fiquei por uma hora, onde pude conversar com um líder comunitário de Novo Airão, o  cara é virado no balde, faz artesanatos, líder comunitário, planta seringueiras (vai deixar para os netos) e açaizeiros, além de criar pirarucu em tanques.

Para completar, passeei pela orla, onde pude ver muitos barcos e dezenas de vendedores de viagens para o festival de Parintins. Saudades da ilha! 

Papo bom, mas, tava na hora de pegar o pego e entrar numa lan house e contar para vocês o meu dia de cabocao da beira do rio de Manaus. É isso ai.

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