sexta-feira, 28 de agosto de 2015
BLOGDOROCHA: O QUE SIGNIFICA ROADWAY?
BLOGDOROCHA: O QUE SIGNIFICA ROADWAY?: Um leitor do nosso blog enviou-me o seguinte e-mail: - Prezado Senhor Rocha, Gostaria de uma informação sua. O que vem a ser...
ESTE PRÉDIO GUARDA BOAS RECORDAÇÕES PARA MUITOS ESTUDANTES AMAZONENSES
Este prédio ainda pertence
à Arquidiocese de Manaus, serviu como escola de formação de eclesiásticos,
era o Seminário São José – depois, foi colocado a disposição da antiga Universidade
do Amazonas (UA), atual UFAM, abrigava o Instituto de Ciências
Humanas e Letras (ICHL), cheguei a estudar o básico de Administração de
Empresas, na minha mocidade.
Depois de muitos anos,
passou para a Universidade do Norte (UNINORTE), com o curso de Direito,
onde tive também o privilégio de estudar a iniciação jurídica naquele lugar.
Este prédio guarda boas
recordações para muitos amazonenses - a grande maioria dos economistas,
contadores e administradores com idade superior a quarenta anos, formado pela UA,
passaram parte das suas vidas, estudando no ICHL, bem como, muitos advogados formados pela UNINORTE. É isso ai.
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
JORGE PALHETA
Conheci o Jorge Palheta no Bar do Armando, faz uma
década - tive o privilegio de conhecer dezenas de trabalhos realizados pelo
grande artista plástico, bem como, de usufruir da sua amizade e, de ter tido a
oportunidade de conhecer alguns causos muitos hilários, tendo como personagem
principal o nobre amigo.
Não tenho a menor chance de comentar sobre os
trabalhos do Palheta, uma vez que sou zero à esquerda em conhecimentos de artes
plásticas, porém, das diversas conversas que tive com o nobre amigo, fiquei
sabendo de algumas informações sobre a sua trajetória profissional.
Ele sempre se considerava um Amazônida de sangue e de
coração, tanto que os seus quadros retratam a defesa do meio ambiente e da
região.
Começou a sua carreira há 45 anos, inicialmente,
fazendo desenhos no papel, posteriormente, partiu para as pinturas em telas.
Trabalhou no Instituto Nacional de Pesquisas da
Amazônia - INPA, no período de 1975 a 1980, na respeitada função de ilustrador
botânico, antes da chegada maciça dos micros computadores, ele tinha uma árdua
missão de desenhar, nos mínimos detalhes, tanto uma flor, quando uma árvore -
poderia ter ficado por lá e se aposentar como um funcionário federal, porém,
resolveu seguir a sua carreira de artista plástico.
Ele tinha uma capacidade incrível para retratar o
rosto humano, chegando até ser colaborador da Polícia Civil, fazendo o famoso
“retrato falado” - quando os PC´s inundaram o mercado, este trabalho foi
relegado a terceiro plano.
Com a sua genialidade, conseguiu ganhar alguma grana,
fazendo caricaturas nos bares de Manaus - fez também a ilustração de várias
capas de livros de autores famosos do Amazonas, bem como, das bandas de
carnaval da cidade de Manaus, principalmente da BICA, 5 Estrelas e Caldeira.
Dizem os conhecedores da área, que o Palheta era um
artista direcionado para:
·
Impressionismo
(segundo Aurélio: Escola de pintura surgida na França por volta de 1870,
que visava a captar, em princípio, a impressão visual produzida por cenas e
formas derivadas da natureza, e as variações nelas ocasionadas pela incidência
da luz, e que se baseava especialmente no emprego das cores e de suas relações
e contrastes, a fim de obter efeitos plasticamente dinâmicos e objetivos. Esta
escola, por suas inovações, influiu marcantemente a pintura do séc. XX.);
·
Abstracionismo
(idem: Corrente estética surgida em princípios do séc. XX, caracterizada
pelo abandono total da representação figurativa das imagens ou aparências da
realidade, pelo uso de formas e cores com ritmo e expressão próprios e
liberadas de qualquer conteúdo que perturbe a manifestação da sensibilidade do
artista, e pela abertura para amplas interpretações subjetivas; arte abstrata).
O artista fez várias exposições na Assembleia
Legislativa do Estado do Amazonas, tendo o apoio dos amigos, políticos e
empresários de Manaus - as suas obras estão sendo muito procuradas e
valorizadas (infelizmente, algumas pessoas somente valorizam o artista após o
seu falecimento).
Em agosto de 2013, fiz um pedido e o Palheta fez uma
pequena tela, chama-se “A Maçonaria na Amazônia” – ele era membro da Loja Rosa
Cruz e a maioria dos seus trabalhos artísticos possuem elementos maçônicos.
Durante todos esses anos de amizade, sempre o apoiei,
valorizando os seus trabalhos artísticos, com publicações no BLOGDOROCHA, além
de passarmos horas conversando, rindo das piadas e causos que somente ele sabia
contar.
Ontem, ao entardecer, deu uma ventania em meu bairro, tirando
da posição o quadro do Palheta que está na minha sala de estar – coloquei-o no
lugar correto e, lembrei-me do velho amigo, horas depois, amigos e familiares
deram-se a triste noticia do seu falecimento!
O seu corpo está sendo velado em sua residência, na
Avenida Maués, nº 1.120, no bairro de Cachoeirinha, em Manaus/AM. Descanse
em paz meu amigo!
terça-feira, 18 de agosto de 2015
BLOGDOROCHA: PAVILHÃO UNIVERSAL
BLOGDOROCHA: PAVILHÃO UNIVERSAL: Ao passar pela “Feira do índio”, na Praça Tenreiro Aranha, aquela que fica ao lado do antigo “Hotel Amazonas”, deparei-me com o Pavil...
sábado, 15 de agosto de 2015
ESCREVER UMA POSTAGEM SEM A UTILIZAÇÃO DE UM COMPUTADOR E DA INTERNET
Sou de tempos idos, nunca
esquecidos, da época da máquina de escrever, da calculadora manual, do papel
almaço e carbono, também dos slides e estêncis, além da “Enciclopédia Barsa” e
do monstro computador IBM/3, porém,
não tinha o hábito de escrever - um mister recente, por forças do “BLOGDOROCHA,” aonde utilizo de todos os
recursos tecnológicos disponíveis (ficando refém) – de repente, resolvi tentar
escrever “a moda antiga”, sem um computador e a internet.
Imaginem a situação: sem
um editor de textos, com o corretor ortográfico; plugado na internet e nada de fazer consultas
no sitio do “Google” e nas “redes sociais”, onde é possível tirar dúvidas com os
amigos virtuais.
Pois bem, fui à luta: peguei
folhas de papel A4, lápis no. 2, borracha de apagar, apontador (apara-lápis das
antigas), um empoeirado minidicionário Houaiss, contando, também, com a minha
pouca inspiração e, muito, transpiração, para tentar escrever alguma coisa para
o nosso blog.
Na realidade, escrevo de
forma amadora, pois não tenho compromisso com ninguém para publicar as minhas postagens,
pois tudo ocorre de forma espontânea e inspiradora.
Ao levar a frente essa
empreitada, senti que alguma coisa estava faltando, pois o meu sentido da visão
é o mais aguçado - preciso olhar imagens distintas, assistir a filmes e documentários,
ler livros, enfim, necessito captar através da retina, para uma parte do meu cérebro
disparar o poder da imaginação para escrever.
Fiquei a pensar sobre os
grandes cientistas, escritores e pensadores de antigamente – eles faziam as
suas experiências com equipamentos rudimentares e, com apenas uma pena, um
tinteiro e uma vela, deixaram um vasto conhecimento para a posterioridade, o
qual é impossível cursar, na atualidade, os primeiros anos da faculdade, sem
estudar esses visionários.
O tempo foi passando e,
fui escrevendo, mesmo sem inspiração. Voltando ao assunto, mas, qual assunto?
Lembrei: escrever sem utilizar o computador e a internet!
O lance foi o seguinte:
tive a maior dificuldade em entender o meu próprio manuscrito, por ter o hábito
de escrever somente em um editor de textos de um computador - terei de fazer,
urgentemente, um curso de caligrafia (será
que ainda existe por ai?). Sei lá!
Outra coisa: a tecnologia
venceu, pois tive que reescrever o que estava no papel A4, para um editor
de textos - fazer a correção “online” de algumas palavras, consultar o “Google”,
alem de entrar no “Blogspot”,
utilizando, é claro, o computador e a internet! Eu, hein! Sem chance!
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
BLOGDOROCHA: ARMANDO LUCENA, O PERSISTENTE.
BLOGDOROCHA: ARMANDO LUCENA, O PERSISTENTE.: Ao passar pela antiga Praça da Polícia, parei na banca de sebo “O Alienista”, pertencente ao meu amigo Lê, ao entrar, encontrei o poeta ...
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
DONA AMINE LINDOSO, A PROTETORA DA COLÔNIA ANTÔNIO ALEIXO.
No governo amazonense do
José Bernardino Lindoso, no período de março de 1979 a maio de 1982, o sua
esposa Amine Lindoso, teve um papel fundamental na proteção dos hansenianos da
Colônia Antônio Aleixo.
Esta postagem foi motivada
por uma matéria publicada por seu filho (Um pouco de esperança para os
hansenianos de Manaus), o advogado Pedro Lucas Lindoso (Poltrona no. 10 –
Antônio Gonçalves Dias), na Revista no. 3 do Instituto Geográfico e Histórico
do Amazonas (IGHA), na qual relembra a atuação assistencial prestado por sua
mãe.
Segundo o Pedro Lindoso, a
sua mãe era assistente social por formação e, exerceu com brilhantismo a função
de primeira dama do Estado do Amazonas, um cargo sem visibilidade nos governos
anteriores, pois a esposa do ministro Enok Reis morou praticamente o tempo todo
no Rio de Janeiro, bem como, o Cel. João Walter, que era solteiro.
A Dona Amine recusou a ser
secretaria de estado ou ser representante no Amazonas, da LBA ou da FUNABEM - fundou
uma Organização Não Governamental (ONG), denominada “Central de Voluntários do
Amazonas”, situada na Rua Lauro Cavalcante, onde comparecia e despachava todo
os dias, com atuação voltada para os meninos e meninas de rua e política de saúde
pública juntos aos hansenianos.
Com a desativação do leprosário,
houve um deslocamento dos doentes da colônia para o centro de Manaus, onde
buscavam sobreviver através da mendicância ou mesmo de algum tipo de ocupação.
As famílias não podiam
cuidar dos seus doentes, pois muitas vezes a família estava doente também – o que
motivou o governo ao pagamento de um salário mínimo a cada um, com a condição
de deixarem a mendicância.
Nessa época, já havia o
controle da doença através de medicamentos, porem, a grande maioria estavam com
sequelas, o que gerava o terrível preconceito por parte dos moradores da
cidade.
A Dona Amine visitava com frequência
os doentes na Colônia Antônio Aleixo, abraçava a todos e não usava luvas, o que ajudou muito a desmitificar o medo
exagerado da doença – fazia questão de levar muitas senhoras e damas voluntárias,
algumas, todavia, apresentavam sempre uma desculpa e não iam as visitas.
Por ser esposa do
governador, conseguiu muitos recursos financeiros para a ONG, o que permitiu a
criação de olarias e fábrica de tijolos, hortas comunitárias, cooperativas de
trabalho e clube de mães, proporcionando emprego e renda, cuidados com a saúde,
economia domestica e relacionamento interpessoal com a família.
Outro ponto positivo da Dona
Amine, foi a luta e reivindicação da construção da “Maternidade Izabel Nogueira”,
na Colônia Antônio Aleixo, para as parturientes hansenianas, além da
implantação da farmácia comunitária.
Ela conseguiu junto ao
Instituto de Terras do Amazonas (ITEAM), a legalização das terras da Colônia
Antônio Aleixo, com a escrituração dos imóveis, inclusive dos pavilhões, das
casas de apoio e das residências dos doentes.
No dia 22 de abril de
2004, a Dona Amine Lindoso já com oitenta anos de idade, foi convidada para a
inauguração do “Conjunto Residencial Amine Lindoso”, na Colônia Antônio
Lindoso, um evento que contou com a presença do governador do Amazonas e do
Presidente da República e suas esposas.
Após as solenidades, a
Dona Amine e familiares deixaram as autoridades irem embora, foi quando os
hansenianos vieram vê-la e cumprimentá-la, pois todos estavam com saudades e
agradecida pelo o ela fez por eles – uma senhora cadeirante, bastante mutilada,
com uma flor no cabelo, repetiu vários versos ditos a D. Amine há mais de vinte
anos – ela se emocionou com aquele olhar de ternura. E isso ai.
Fonte: Revista do IGHA –
Fase IV – Setembro 2014 – Ano I – no. 3 – “Um pouco de esperança para os
hansenianos de Manaus – Pedro Lucas Lindoso”.
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
SECOS E MOLHADOS
LAVA JATO
1. A “Operação Lava Jato”, da Polícia Federal (PF) já cumpriu mais de uma centena de mandados de busca e apreensão, prisões temporária, preventivas e conduções coercitivas, com bloqueio de bilhões de reais, tudo graças, em parte, com as deleções premiadas (troca de favores) entre o juiz e os réus, com redução de pena quando este for julgado, em troca de informações importantes sobre outros criminosos ou dados.
2. Muita grana está sendo ressarcida, porém, o velho e antigo colchão ainda será o “porto seguro” desses criminosos, pois estamos na “era digital” e, tudo pode ser encontrado (bens em poder de laranja, contas no exterior, grana nos cofres, automóveis de luxo, obras de arte, etc.), menos rasgar para ver o que se encontra no interior do colchão! Com os novos modelos “Cama Box King Size Baú” é possível colocar muita coisa, inclusive dólares, euros e até reais (para pagar pequenas contas).
3. Os antigos não gostavam de colocar grana nos bancos (por desconfiança), tudo era guardado dentro dos colchões, mesmo tendo desvalorização monetária – um hábito que está pegando, na atualidade, pelos bandidos que tem medo da tecnologia digital traiçoeira.
4. Será que esses bandidos (quando estiverem soltos e rindo da nossa cara) terão coragem de lavar os seus carrões em algum posto de Lava Jato?
1. A “Operação Lava Jato”, da Polícia Federal (PF) já cumpriu mais de uma centena de mandados de busca e apreensão, prisões temporária, preventivas e conduções coercitivas, com bloqueio de bilhões de reais, tudo graças, em parte, com as deleções premiadas (troca de favores) entre o juiz e os réus, com redução de pena quando este for julgado, em troca de informações importantes sobre outros criminosos ou dados.
2. Muita grana está sendo ressarcida, porém, o velho e antigo colchão ainda será o “porto seguro” desses criminosos, pois estamos na “era digital” e, tudo pode ser encontrado (bens em poder de laranja, contas no exterior, grana nos cofres, automóveis de luxo, obras de arte, etc.), menos rasgar para ver o que se encontra no interior do colchão! Com os novos modelos “Cama Box King Size Baú” é possível colocar muita coisa, inclusive dólares, euros e até reais (para pagar pequenas contas).
3. Os antigos não gostavam de colocar grana nos bancos (por desconfiança), tudo era guardado dentro dos colchões, mesmo tendo desvalorização monetária – um hábito que está pegando, na atualidade, pelos bandidos que tem medo da tecnologia digital traiçoeira.
4. Será que esses bandidos (quando estiverem soltos e rindo da nossa cara) terão coragem de lavar os seus carrões em algum posto de Lava Jato?
RODAR NA BICA
O meu amigo Rogério Dias
mostrou-me o CD da Banda Alaidenegão - botou para tocar em seu carrão, a faixa
"Rodar na Bica". No carnaval da BICA 2015 fiquei surpreso com a
apresentação do "Cauxi Eletrizado", formando por jovens músicos
daquela banda e dos "Tucumanos", eles cantaram varias vezes essa
musica, aliás, os caras foram muitos aplaudidos pelos milhares de
"Biqueiros" e pela Ana Cláudia Soeiro Soares.
Ana Cláudia
Soeiro Soares Adoro a banda Alaídenegão e Tucumanos, Rocha.
O Cauxi Eletrizado foi uma ideia brilhante dos integrantes das bandas que tem feito muito sucesso no carnaval.
Pra nós foi uma honra que eles fizessem parte da apresentação da Bica este ano, assim como você, que arrebentou também.
O Cauxi Eletrizado foi uma ideia brilhante dos integrantes das bandas que tem feito muito sucesso no carnaval.
Pra nós foi uma honra que eles fizessem parte da apresentação da Bica este ano, assim como você, que arrebentou também.
Letra>
Ta se arrumando
Vai se perfumar
Corre pro armando
Tá querendo armar
Vai rodar na bica!
Pede uma cerveja
Toma no balcão
Flerta com o gringo
Não quer dormir no chão
Vai rodar na bica!
Dança com um “amigo”
Quer se divertir
Pensa que é mulher
Não é mesmo assim
CASARÕES DE MANAUS
Dei uma volta, ontem,
pelas ruas do entorno do Paço da Liberdade. Visitei a casa/museu do Sebastião
Aquiles (Saba), o cara gastou uma nota preta para recuperar um casarão da Rua
Bernardo Ramos. Nessa rua, passei pela primeira casa de Manaus, ela esta sendo
recuperada faz mais de dez anos! Pode? No inicio da Av. Sete de Setembro, um
empresário comprou e recuperou três casas antigas e, colocou a venda. Os
preços: 400, 600 e 800 mil. Caramba!
VENEZUELA, NEM PENSAR
A minha filha Amanda,
recentemente, fez uma viagem à Venezuela. Ela achou que foi dinheiro jogado
fora, pelos seguintes motivos: Foi roubada pelos policiais da Guarda Nacional; não
encontrava nem água mineral para comprar no comércio; na farmácia a balconista
falou que não vendia remédios para estrangeiros e ficou horrorizada com as
quotas impostas pelo governo maduro (quase podre): gasolina e supermercados.
Sentiu-se angustiada em estar em um hotel com toda a mordomia possível, com
preços baixíssimos e, ver o povo passando toda aquela miséria, mesmo tendo uma
das maiores reserva de petróleo e gás natural do mundo. Viajar para a
Venezuela, nem pensar!
REGIME MILITAR NAS ESCOLAS
Através de um programa do
AmazonSat, pude conhecer o funcionamento de uma escola militar, em Manaus.
Fiquei surpreso com o rendimento e disciplina dos alunos. Nota Dez! Acredito
não ser possível adotar plenamente essa disciplina militar para as demais
escolas ditas “normais”, o que poderia se feita, em parte, para as de “tempo
integral”. Fico trinte quando vejo as manchetes dos jornais mostrando alunos
que desrespeitam os professores, danificam a escola, consomem drogas dentro do
colégio e provocam brigas e confusões. Sou a favor da presença constante dos
militares dentro dos colégios, para evitar esses abusos e implantar uma
disciplina mais rígida.
DIA DO ROCK
Em homenagem ao "Dia Mundial do Rock", anexei uma fotografia da capa de um disco de vinil, gravado pela banda "Titãs", em 1986, um disco que guardo faz algum tempo, pena que não possuo mais um "Toca Disco", para ouvir os meus "bolachões".
MEDALHÃO COM SÍMBOLO DO IMPÉRIO DO BRASIL
Marco da construção das galerias Pluviais construídas pelos ingleses. Local onde ficava a ponte sobre o Igarapé do Espírito Santo - 2005
ESTA MURALHA E ATERRO DA PRAÇA FORÃO FEITOS NO ANO DE 1881 - SENDO PREZIDENTE DA PROVINCIA ..."
Fotos de Chico Batata
MEDALHÃO DO IMPÉRIO DO BRASIL
ABERTURA DO MARCO
Local onde fica o Medalhão de Concreto que marca o local exato onde ficava a ponte do igarapé do Espírito Santo e que foi aterrado, este medalhão é português, há um desenho nele da coroa Portuguesa.
Fotos de Chico Batata
DOAÇÕES DE CAMPANHA
A resposta é sempre a
mesma:
- Recebi, sim, porém, foi de forma legal e declarada a justiça eleitoral!
Estamos careca de saber que, a lógica do setor privado é investir recursos para obter lucros cada vez maiores, não existindo essa de “doar sem fins lucrativos”, ou por que gosta da “ideologia” daquele partido ou do carisma do candidato a um cargo eletivo do legislativo.
Muito pelo contrário, os empresários investem, através das doações para campanhas políticas, para mais tarde, ganharem a maioria das licitações milionárias, além da influencia no executivo ou serem beneficiados de alguma forma e não serem contrariados em seus interesses empresariais.
Isso é muito fácil de constatar, basta o cidadão acessar o site do TRE e verificar as pessoas físicas e jurídicas que mais doaram para campanhas, por exemplo, de um Prefeito ou Governador, depois, acompanhar as publicações no Diário Oficial, para verificar o óbvio: são os que mais ganham as licitações milionárias, direta ou indiretamente!
Isso é um negócio, um jogo onde o poder e a grana andam de mãos atadas, perdendo sempre o mais fraco: o povo.
- Recebi, sim, porém, foi de forma legal e declarada a justiça eleitoral!
Estamos careca de saber que, a lógica do setor privado é investir recursos para obter lucros cada vez maiores, não existindo essa de “doar sem fins lucrativos”, ou por que gosta da “ideologia” daquele partido ou do carisma do candidato a um cargo eletivo do legislativo.
Muito pelo contrário, os empresários investem, através das doações para campanhas políticas, para mais tarde, ganharem a maioria das licitações milionárias, além da influencia no executivo ou serem beneficiados de alguma forma e não serem contrariados em seus interesses empresariais.
Isso é muito fácil de constatar, basta o cidadão acessar o site do TRE e verificar as pessoas físicas e jurídicas que mais doaram para campanhas, por exemplo, de um Prefeito ou Governador, depois, acompanhar as publicações no Diário Oficial, para verificar o óbvio: são os que mais ganham as licitações milionárias, direta ou indiretamente!
Isso é um negócio, um jogo onde o poder e a grana andam de mãos atadas, perdendo sempre o mais fraco: o povo.
VERBAS DE GABINETE DE
POLITICOS
Diariamente, leio e
assisti noticias sensacionalistas, corrupção, desmandos, desvios de verbas
públicas, salários aviltantes dos homens públicos. Quanto aos valores de verbas
de gabinetes dos políticos, mais precisamente do Deputado Josué Neto, soma-se a
tudo de ruim que acontece em nosso país. Lamentável a atitude desse
parlamentar, pois estamos vivendo em época de crise generalizada e, não falta
dinheiro dos contribuintes para ele e seus pares fazerem farra à vontade. É
assim a vida: Tal Filho, tal Neto! http://portaldoamazonas.com/presidente-da-ale-am-dep-josue-neto-ja-gastou-ate-maio-r-83-94000-mil-apenas-com-verba-de-gabinete
LUPANAR VERÔNICA
Um amigo de copo estava
tomando umas no antigo Bar Caldeira, centro antigo de Manaus. Na boquinha da
noite, solicitou ao gerente Adriano Cruz, que chamasse um táxi. Assim que o
motora chegou, o bebum falou:
- Por favor, me leva na "Verônica", ali na Constantino Nery!
O motora arregalou os olhos e disparou:
- Mas, senhor, o lupanar "Verônica" fechou na década de setenta!
Em seguida, o "pudim de cana" saiu com essa pérola:
- Não fechou, não, os jovens é que gostam de chamar de Millennium, pois continua o mesmo puteiro!
- Por favor, me leva na "Verônica", ali na Constantino Nery!
O motora arregalou os olhos e disparou:
- Mas, senhor, o lupanar "Verônica" fechou na década de setenta!
Em seguida, o "pudim de cana" saiu com essa pérola:
- Não fechou, não, os jovens é que gostam de chamar de Millennium, pois continua o mesmo puteiro!
SERTANEJOS
Cada um possui a sua
preferência musical, isso não se discute, mas, tem um que está nas paradas de
sucesso faz tempo. Ontem, uma vizinha resolveu festejar o seu aniversário,
colocando “no toco” o volume do som até altas horas, emprenhando os meus
ouvidos. Pela manhã, sintonizei uma emissora de rádio “que se toca flash back”,
lá estavam eles com uma de antigamente. Olhei para os outdoors, a pedida era
somente eles para os dias dos namorados. Folhei um jornal e uma revista, novamente
os caras estavam ali. Liguei a TV, imaginem que estava lá? Exatamente, os
caras! Caramba!. Bem sei que, esse gênero é brasileiro, nascido no inicio do
século passado, no interior de São Paulo, estando, atualmente, na quarta era,
conquistando os jovens com o ritmo universitário, revelando muitas duplas
vindas de Goiás e Mato Grosso do Sul, além de alguns na “carreira solo”. Eu
gosto muito de MPB dos anos 70, 80 e 90, além da nossa MPA. Pois é, estou “até
a tampa” com esses sertanejos! Eu, hein!
quarta-feira, 29 de julho de 2015
NOSSOS AMIGOS DO BAR CALDEIRA
Frequento o Bar Caldeira já
faz um bom tempo, em decorrência disso, conheci e conheço muita gente por lá,
porém, os que mais chamam a atenção dos frequentadores é um grupo de pessoas
muito engraçadas, com características pitorescas, tornando o ambiente muito descontraído
e alegre.
BETH BALANÇO – Ela é polivalente: cantora, dançarina, contorcionista, capoeirista e massagista. Filha da consagrada cantora amazonense Celestina Maria, alias, toda a sua família é composta de músicos. O que mais chama atenção é a sua forma de dançar, onde coloca em sua cabeça uma garrafa cheia de cerveja (às vezes um copo), onde faz todos os contorcionismos possíveis, sem cair o casco pelo chão. Ganha muitos aplausos e, cerveja, também! Dança com qualquer um, não faz cerimônia, pois é uma excelente dançarina – quando a sua mãe está cantando, sempre faz uma homenagem à filha, com a “A Beth Balanço Dançou”. Aproveita para vender os discos CD da Celestina e ganhar a sua merecida comissão.
SACY DA PARECA – É morador
antigo do bairro de Aparecida (Pareca). Por ser um exímio percussionista,
sempre sai de casa com uma sacola surrada, cheia de instrumentos musicais
(agogô, reco-reco, triângulo e tamborim), fazendo apresentações de forma
descompromissada, sendo muito aplaudido pela sua forma diferente de tocar e, de
rebolar, um tanto sensual. Quando alguém pergunta o porquê do apelido Saci, ele
responde: - Sou um Saci diferente, tenho duas pernas, porém, uma é morta! –
referindo-se ao seu bilau. Quando chega ao boteco, após tomar várias e
diversas, fica nostálgico, gosta de lembrar o passado, sempre cita o Peteleco
& Oscarino, do Boi Brinquedinho (do saudoso Festival Folclórico do General
Osório), onde foi “tripa” (aquele cara que dança embaixo do boi); das
Pastorinhas do Luso e dos causos interioranos.
PEDRINHO – Ele é um frequentador que gosta de beber, dançar e falar sozinho. Sempre de boné, bermudão e botas. O que mais chama a atenção é a sua forma de dançar, onde faz alguns contorcionismos, tocando a cabeça e a sua bota, dizem que ele adora o “Melô do Sapateiro”. Adora fazer alguns gestos obscenos e dar umas gargalhadas. O cara é engraçadíssimo, mas, não pise no seu pé! Os mais próximos gostam de “tirar onda” com ele, tudo na brincadeira, é claro!
O DOIDO – Ele é morador de rua, dizem que tem o “platinado queimado” (uma peça do motor de fusca com alusão as sinapses do cérebro). Na realidade, não é consumidor do bar, mas, gosta de “bater papo” com alguns frequentadores, principalmente com os irmãos Rocha (gozadores inveterados). Conhece os sinais e parte da história da maçonaria e, quando alguém “enche o seu saco”, ele fala que o “arquiteto do universo está de olho no camarada”. O cara é banguelo (sem dentes) e fala muitas gírias. Ele fica circulando entre as mesas, com os olhos arregalados e encarando as pessoas, mas tudo na paz!
DANÇARINO – Aparece por lá
um sujeito que não bebe e conversa muito pouco, porém, adora dançar sozinho.
Dizem que ele era conhecido como “Cansa Puta”, aquele camarada que passava a
noite todo dançando com as primas no “Lá Hoje”, até elas irem à exaustão! Ele
começa na primeira mesa e vai até a última, parece que está dançando uma valsa,
apesar de estar tocando “ao vivo” um samba dos bons!
COREOLANO – Conhecido como “Saquinho de Níquel”, pertence a família do ex-governador José Lindoso. Ele já passou dos noventa anos, mas adora frequentar o bar para beber uma “Fanta Laranja” e jogar conversa fora com os frequentadores. Está banguelo, porém, a sua marca registrada é a sua risada! Gosta de dançar só com as gatinhas. Diz que ainda “dá no coro”, motivo de muitas risadas da rapaziada. É uma figura!
COREOLANO – Conhecido como “Saquinho de Níquel”, pertence a família do ex-governador José Lindoso. Ele já passou dos noventa anos, mas adora frequentar o bar para beber uma “Fanta Laranja” e jogar conversa fora com os frequentadores. Está banguelo, porém, a sua marca registrada é a sua risada! Gosta de dançar só com as gatinhas. Diz que ainda “dá no coro”, motivo de muitas risadas da rapaziada. É uma figura!
Pois é, sem esses nosso amigos
do Bar Caldeira, ditos como “folclóricos” o bar fica sem graça, ainda bem que
sempre a casa está recebendo novos personagens! É isso ai.
sábado, 25 de julho de 2015
AS SERINGUEIRAS DE MANAUS
A colheita do látex para a produção de borracha
natural, ocorrido maciçamente nos séculos dezenove e vinte, contribuiu para
riqueza de poucos, aumento considerável da arrecadação do Estado do Amazonas e
do embelezamento da cidade de Manaus (Paris dos Trópicos), porém, na
atualidade, ficou no esquecimento pelas autoridades públicas, tanto que são pouquíssimos
os pés plantados da Hévea brasiliense (seringueira).
Em 1830, a população de Manaus era de 3 mil
habitantes, aumentando para 50 mil após 50 anos de exploração da seringueira, gerando
riquezas, proporcionando a construção do Teatro Amazonas, palácios, palacetes
e pontes, além de luz elétrica, bondes, calçadas de pedras de Lioz, praças,
ruas e avenidas – gerando também o enriquecimento de poucos (seringalistas,
comerciantes e banqueiros).
Apesar disso, a Seringueira ficou relegada a segundo
plano pelos prefeitos de Manaus, pois não deram o devido valor e respeito ao
quanto ela contribuiu para o desenvolvimento da nossa cidade.
Um lugar que deveria ter sido preservado era o “Seringal
Mirim” - ficava no início da Avenida Djalma Batista, era uma belíssima praça,
onde existiam cento e vinte seringueiras - o local ficou esquecido e, aos
poucos, foram fazendo a derrubada das seringueiras, finalmente, o governo do
Amazonas, cedeu o local para a antiga Eletronorte, ao qual derrubou as últimas
sobreviventes - o local virou uma subestação de energia.
Conheço apenas dois lugares onde poderemos encontrar
seringueiras, em Manaus:
Praça da Matriz – existem alguns pés, acredito que
foram plantados no inicio do século passado;
Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro (desativado) –
ainda é possível encontrar dez árvores, acredito que elas foram plantadas pelo
antigo morador, o governador Eduardo Ribeiro.
Quanto um jovem faz um trabalho escolar sobre a nossa
história, principalmente sobre o “ouro branco”, deve achar um absurdo não saber
onde encontrar o pé de seringueira em nossa cidade, para tirar fotos.
Isso é um absurdo! Uma total falta de respeito com a
nossa Seringueira. É isso ai.
sábado, 18 de julho de 2015
CARAMBA (*)
1. Eu estava visitando um cliente, no conjunto Novo Mundo, bairro da Cidade Nova, no momento em que uma senhora estava afixando um cartaz, anunciando o aluguel de uma casa naquela área. Fiquei interessado e, perguntei:
- Qual eh o valor do aluguel?
- Apenas quinhentos reais! ela respondeu
- Está barato, eh o preço de uma quitinete! comentei, com surpresa
- E a metade do preço, mesmo assim, esta difícil de alugar, pois existe muito assalto nessa rua e a minha casa já foi arrombada quatro vezes! justificou
Pensei:
- To fora, não quero morar nessa casa nem de graça. Caramba!
- To fora, não quero morar nessa casa nem de graça. Caramba!
2. Num certo bar da cidade, estava passando o JN – o repórter estava comentando sobre um alagamento na Marginal Pinheiros, em São Paulo – um senhor que estava ao meu lado fez o seguinte comentário:
- Esses paulistas “abestados” gostam de colocar nomes de bandidos em suas ruas, tem essa de Marginal Pinheiros e outra chamada de Marginal Tiete!
Falei-lhe:
- Existem aqueles caras que estão a margem da sociedade ou da lei, são os bandidos, por outro lado, existem as marginais, por passarem a margem de rios – nesse caso, são assim chamadas por passarem a margem dos rios Tiete e Pinheiros.
Ele respondeu:
- Caramba!
- Caramba!
3. Num restaurante de “beira de rua”, o dono colocou uma placa com os seguintes dizeres: TAMBAQUI ASSADO 100 ESPINHAS. Parei e comprei um “tambaca” – quando fui provar o danado, encontrei um montão de espinhas.
Falei para o caboco:
- Esse peixe esta ate o toco de espinhas!
Ele respondeu:
- E assim mesmo, o meu Tambaqui 100 espinhas eh com “c” e não com “s”, por isso que o preço dele eh mais barato!
Falei para o caboco:
- Esse peixe esta ate o toco de espinhas!
Ele respondeu:
- E assim mesmo, o meu Tambaqui 100 espinhas eh com “c” e não com “s”, por isso que o preço dele eh mais barato!
Respondi:
- Caramba!
- Caramba!
BOLO FORMIGA
Passei numa padaria, lá no meu bairro, fiquei interessado em um bolo esquisito.
Perguntei:
- Como é o nome desse bolo?
A balconista, muito simpática, respondeu:
- É o Bolo Formiga!
- O quê? Eu já vi as formigas darem em cima de bolo, mas, bolo de formiga é a primeira vez! - questionei, na brincadeira
- Não é bolo de formiga, ele é assim chamado, por ter vários pontinhos pretos e, por parecer com elas, passou a ter esse nome! É também conhecido como Bolo Formigueiro. É uma delicia! - respondeu, na maior paciência
- Então, embrulha duas fatias para viagem – respondi
Chegando em casa, a primeira coisa que eu fiz foi deixar um pedacinho do bolo no chão. Um montão de formigas pretas (as doidas) deram com força em cima dele, acho que elas adoraram comer o Bolo Formiga.
Caramba!
Passei numa padaria, lá no meu bairro, fiquei interessado em um bolo esquisito.
Perguntei:
- Como é o nome desse bolo?
A balconista, muito simpática, respondeu:
- É o Bolo Formiga!
- O quê? Eu já vi as formigas darem em cima de bolo, mas, bolo de formiga é a primeira vez! - questionei, na brincadeira
- Não é bolo de formiga, ele é assim chamado, por ter vários pontinhos pretos e, por parecer com elas, passou a ter esse nome! É também conhecido como Bolo Formigueiro. É uma delicia! - respondeu, na maior paciência
- Então, embrulha duas fatias para viagem – respondi
Chegando em casa, a primeira coisa que eu fiz foi deixar um pedacinho do bolo no chão. Um montão de formigas pretas (as doidas) deram com força em cima dele, acho que elas adoraram comer o Bolo Formiga.
Caramba!
quinta-feira, 16 de julho de 2015
CAMINHADA PELO CENTRO DE MANAUS
Hoje, bem cedo da manhã, fiz
uma caminhada por lugares que lembram um pouco da minha infância e
adolescência: Avenida Eduardo Ribeiro, Praça da Matriz, Praça da Polícia,
antigo prédio do Corpo de Bombeiro e Pontes Romanas – onde pude constatar em
que estado se encontram esses lugares.
Comecei pela Avenida Ramos
Ferreira, onde estão os prédios da Academia de Letras (todo reformado), o
antigo Instituto Benjamin Constant (também reformado) e o IEA (estão mudando a
pintura externa para azul e branco) – segui pela Praça Antônio Bittencourt (ela está muito bonita, cuidada e vigiada dia e noite) e, entrei na Avenida Eduardo
Ribeiro.
Lembrei-me do lançamento do
projeto “Cartão Postal”, no governo do Omar Aziz, onde previa a revitalização
da Praça do Congresso, Ideal Club, Tribunal de Justiça, recuperação das
fachadas das casas até a Rua 24 de Maio, além da implantação de bondes
elétricos – os dois últimos ainda não saíram do papel.
Com relação à Avenida
Eduardo Ribeiro, o atual prefeito de Manaus, anunciou a sua recuperação total,
mas, continua a mesma, sem nenhuma placa indicativa do inicio dos trabalhos, parece-me que falta autorização do IPHAN e a licitação.
O entorno da Igreja Nossa
Senhora da Conceição, onde fica a Praça XV de Novembro, os trabalhos de
revitalização (ou recuperação) já começaram, pois pude observar um trator
derrubando os antigos bancos de cimento, levando a crer que agora é para valer.
Assim espero!
Parei na Praça da Polícia,
onde li o meu jornal na Rotunda, próximo ao Café do Pina, onde muitos jovens e
senhores aposentados gostam de tomar um cafezinho e fumar (infelizmente)
cigarros – a praça está sendo vigiada dia e noite, porém, falta um pouco mais
de manutenção nos canteiros e no chafariz.
Depois, segui pela Avenida
Sete de Setembro, no sentido centro-bairro, onde o antigo prédio do Corpo de
Bombeiros está quase para desabar, pois apesar dos tapumes colocados para
evitar a depredação, falta manutenção urgente e, acho que não dá mais para esperar
pelas verbas do governo federal.
Por estarmos na cheia do Rio
Negro, o canal do Igarapé de Manaus está bonito de se ver, com muito verde e
peixes (bodó e tamuatá), estando o Parque Jefferson Péres uma beleza - por
outro lado, o local onde eu nasci está abandonado (o Parque Desembargador Paulo
Jacob).
Valeu a caminhada. É isso
ai.
Foto: Rocha
terça-feira, 7 de julho de 2015
10 DE JULHO, DATA DA LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS NO ESTADO DO AMAZONAS.
O Estado do Amazonas
antecipou em quase quatro anos a Lei Áurea, libertando os seus escravos, em 10
de julho de 1884, um feito histórico que sempre foi lembrado e comemorado pelos
amazonenses.
A Província (atual Estado)
do Amazonas e a Assembleia Provincial (atual Assembleia Legislativa) não possuíam
poderes para decretar a libertação dos escravos, mas, podiam incentivar a iniciativa
particular.
Em 24 de maio de 1884, o
Presidente da Província (Governador), o cearense Theodureto Carlos Farias
Souto, efetuou na Praça Dom Pedro II (no Paço da Liberdade), em Manaus, a “Declaração
de Igualdade Absoluta”, distribuindo 186 cartas de alforria (liberdade) aos
escravos da capital.
A partir daí, houve uma
mobilização da sociedade, principalmente das senhoras amazonenses, onde andavam
de casa em casa, procurando convencer aos proprietários de escravos a
liberta-los ou a negociar por um pequeno valor para atingir a libertação total.
Para tanto, essas senhoras
da sociedade promoveram saraus (reuniões festivas), festejos, chás, almoços e
jantares, com o fim de arrecadar recursos financeiros para dar suporte ao “Fundo
de Emancipação”, criado pela Assembleia Provincial, além do incansável apoio da
Maçonaria.
Ás doze horas de 10 de
Julho de 1884, na Praça Vinte e Oito de Setembro, o Presidente Theodureto
Souto, fez a seguinte declaração: “em
homenagem à civilização e à Pátria, em nome do povo amazonense, que pela
vontade soberana do mesmo povo e em virtude de suas Leis, não existirem mais
escravos no território desta Província, de Norte a Sul e de Leste a Oeste,
ficando assim abolida a escravidão e proclamada a Igualdade de Direito de todos
os seus habitantes”.
No dia 1º de janeiro de
1883, a Vila do Acarape, atual Redenção, emancipou seus escravos há menos de um
ano antes da província do Ceará, sendo considerada a primeira Província do
Brasil a abolir a escravatura e, a Província do Amazonas, a segunda.
Oficialmente, a libertação
total e definitiva dos escravos ocorreu no Brasil, em 13 de Maio de 1888, com a
“Lei Áurea”, assinada pela Princesa Isabel (filha de D. Pedro II).
O Governador Theodureto
Souto, ao sair do governo, foi homenageado no Rio de Janeiro, pelos amazonenses
que lá residiam, com uma caneta de ouro e um tinteiro em cuja base estava
escrito: “Ao benemérito abolicionista, Dr. Theodureto Souto, a Província do
Amazonas agradecida”.
Ele também foi agraciado
com o nome da Rua Theodureto Souto, no centro histórico de Manaus, assim como,
da data em que ocorreu a abolição no Amazonas, com a Rua Dez de Julho, ao lado
do Teatro Amazonas.
Em 10 de julho de 2015,
para lembrar a libertação dos escravos no Amazonas, o Instituto Geográfico e
Histórico do Amazonas (IGHA), abrirá as portas do seu casarão, situado na Rua
Bernardo Ramos, 117, centro antigo de Manaus – onde haverá a palestra do
historiador Antônio Loureiro, com o tema “Os Quilombos do Baixo Amazonas”; a
palestra do historiador Geraldo Xavier dos Anjos, com o tema “A Fitolatria das Religiões
Afro-Brasileira”; a exposição filatélica sobre a participação do negro na
cultura brasileira; e o lançamento da revista do IGHA no. 03/2015.
É isso ai.
sexta-feira, 26 de junho de 2015
BANHEIRO DE MOTOR
Os barcos regionais, conhecidos pelos caboclos amazonenses, como “Motor de Linha”, levam horas, dias, semanas e até mais de um mês, para chegarem ao destino, levando cargas e passageiros para o interior do nosso imenso Amazonas – além do sufoco na acomodação da terceira classe, onde todos viajam em redes de dormir, existe um fedor horrível nos banheiros da embarcação.
A última vez em viajei de barco foi exatamente para os festejos dos bois na cidade de Parintins, no baixo Rio Amazonas.
Pois bem, fui aconselhado a atar a minha rede bem longe dos banheiros, pois os barcos ficam apinhados de gente, com a viagem durando cerca de quinze horas e, não é nada bom ficar próximo àquela fedentina toda.
Na primeira noite do festival, estava empolgado com a apresentação do meu Boi Caprichoso, quando senti uma tremendo dor na barriga.
Corri até o banheiro do “Bumbódromo”, onde passei um tempão no trono – assim que a situação melhorava, corria para ver o Touro Negro e, quando sentia dor, corria de volta para o banheiro, foi um sufoco total.
Passei a noite toda correndo da rede para o banheiro do motor – pela manhã, dei um pulo no pronto socorro da cidade, onde foi diagnosticado que eu estava com infecção intestinal, fui medicado e aconselhado a ficar “ilhado” no barco.
Contrariando os conselhos dados onde ficar no barco, fui obrigado a atar a minha rede na entrada d o banheiro do motor, pois ficaria mais cômodo e rápido sentar no trono.
Pensem num sufoco total em que passei, pois não podia assistir mais ao festival, por questões obvias, além ficar deitado bem de frente para o crime, estragando o ambiente e sentindo também todo aquele fedor por mais três dias, pois o barco somente iria zarpar na noite seguinte ao termino do festival.
Antes de o barco levantar as ancoras, resolvi cair fora, peguei um táxi rumo ao aeroporto de Parintins, onde peguei um avião e sentei bem próximo ao banheiro da aeronave, pois estava “até o tucupi” de nojo do banheiro do motor! Eu, hein!
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