quarta-feira, 30 de abril de 2008
quinta-feira, 24 de abril de 2008
ARTISTA PLÁSTICO ÁLVARO PÁSCOA
Conheci o Sr. Alvaro Páscoa na decáda de 70, todos os sabádos visitava o papai, na Oficina do velho. Aproveitava para lavar o seu Citroen, modelo 1960, ganhava uns trocados para ir ao cinema aos domingos. No final da sua vida , fomos visitá-lo em sua residência situada no conjunto Jardim Paulista. Os dois amigos já partiram para o andar de cima, mas as suas obras ficaram marcadas aqui na terra.
A seguir matéria publicada pela Universidade Estadual do Amazonas:
A seguir matéria publicada pela Universidade Estadual do Amazonas:
"Tese estuda contribuição de Álvaro Páscoa para o ambiente artístico de Manaus
Artista plástico, que integrou o Movimento Clube da Madrugada, Álvaro Páscoa (1920 - 1997) foi um dos expoentes de uma geração inquieta que encontrou na arte um caminho de libertação e contestação, nas décadas de 60 e 70. Suas obras, que se encontram expostas no Museu do Vaticano, Museu do Porto de Manaus e Pinanoteca do Estado do Amazonas, além de fazerem parte de coleções particulares no Brasil e no exterior, podem ser reconhecidas agora como pioneiras, no Amazonas, no que se refere a técnicas e estéticas.É o que indica recente pesquisa apresentada pela professora da Universidade do Estado do Amazonas, Luciane Páscoa, que buscou traçar relações culturais e artísticas entre Porto e Manaus, a partir da obra do artista. A pesquisa revela que Álvaro foi responsável pela introdução de técnicas e estéticas no ambiente artístico de Manaus, trazidas por ele do Porto, local onde obteve sua formação cultural.Luciane considerou o contexto majoritário de Brasil e Portugal em meados do século XX, bem como alguns aspectos específicos de ambas as cidades, que contribuíram para sua formação e atuação ideológica. Foram para isso arroladas fontes diversas que compreenderam acervos nos dois países. A documentação pertencente ao espólio pessoal do artista que, além disso, atuou como educador e agente responsável pela política cultural do Amazonas, também foi fonte de pesquisa.A tese doutoral foi defendida na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, na área de História Cultural, com o trabalho "Relações culturais e artísticas entre Porto e Manaus através da obra de Álvaro Páscoa em meados do século XX ", cuja orientação ficou sob responsabilidade do Professor Doutor Eugénio Francisco dos Santos. O júri que avaliou a tese foi composto pela Profª. Dra. Fátima Nunes (Universidade de Évora), Profª. Dra. Maria Manuela Tavares Ribeiro (Universidade de Coimbra), Prof. Dr. Eugénio Francisco dos Santos, Prof. Dr. Jorge Alves, Prof. Dr. Aurélio Oliveira e Profª. Dra. Maria da Conceição Meireles Pereira, estes pertencentes à Universidade do Porto."
Artista plástico, que integrou o Movimento Clube da Madrugada, Álvaro Páscoa (1920 - 1997) foi um dos expoentes de uma geração inquieta que encontrou na arte um caminho de libertação e contestação, nas décadas de 60 e 70. Suas obras, que se encontram expostas no Museu do Vaticano, Museu do Porto de Manaus e Pinanoteca do Estado do Amazonas, além de fazerem parte de coleções particulares no Brasil e no exterior, podem ser reconhecidas agora como pioneiras, no Amazonas, no que se refere a técnicas e estéticas.É o que indica recente pesquisa apresentada pela professora da Universidade do Estado do Amazonas, Luciane Páscoa, que buscou traçar relações culturais e artísticas entre Porto e Manaus, a partir da obra do artista. A pesquisa revela que Álvaro foi responsável pela introdução de técnicas e estéticas no ambiente artístico de Manaus, trazidas por ele do Porto, local onde obteve sua formação cultural.Luciane considerou o contexto majoritário de Brasil e Portugal em meados do século XX, bem como alguns aspectos específicos de ambas as cidades, que contribuíram para sua formação e atuação ideológica. Foram para isso arroladas fontes diversas que compreenderam acervos nos dois países. A documentação pertencente ao espólio pessoal do artista que, além disso, atuou como educador e agente responsável pela política cultural do Amazonas, também foi fonte de pesquisa.A tese doutoral foi defendida na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, na área de História Cultural, com o trabalho "Relações culturais e artísticas entre Porto e Manaus através da obra de Álvaro Páscoa em meados do século XX ", cuja orientação ficou sob responsabilidade do Professor Doutor Eugénio Francisco dos Santos. O júri que avaliou a tese foi composto pela Profª. Dra. Fátima Nunes (Universidade de Évora), Profª. Dra. Maria Manuela Tavares Ribeiro (Universidade de Coimbra), Prof. Dr. Eugénio Francisco dos Santos, Prof. Dr. Jorge Alves, Prof. Dr. Aurélio Oliveira e Profª. Dra. Maria da Conceição Meireles Pereira, estes pertencentes à Universidade do Porto."
quarta-feira, 23 de abril de 2008
domingo, 20 de abril de 2008
OPCÕES DE DOMINGO EM MANAUS
Primeira Opção: Ir a Feira de Artesanato, tomar um café regional, ler jornais, passear pelo Largo da Matriz, visitar o Porto de Manaus e o Mercado Municipal, passear pelo Parque dos Bilhares, almoçar em casa com a família, assistir a um filme no Amazonas Shopping, ir a missa na Igreja de São Sebastião e tomar Tacacá no Largo;
Segunda Opção: Tomar Café Regional na estrada, pegar um barco na Marina do David, ir à Praia da Lua, almoçar uma Matrinxã, curtir o Rio Negro, tomar umas geladas, assistir shows nos Bares da Ponta Negra;
Terceira Opção: Tomar o café da manhã em casa, visitar o Bosque da Ciência do Inpa, almoçar no Coqueiro Verde, tomar sorvete no Calçadão da Ponta Negra, visitar o Centro Cultural Palácio Rio Negro, assistir uma peça teatral no Teatro Amazonas.
OS MORADORES DA RUA IGARAPÉ DE MANAUS
Morei no Igarapé de Manaus até 1967, lembro de muitos moradores, dentre eles: Sr. Goiaba, Sr. Walter, Hélio e Glória, Dona Uchoa, Betinho, Sr. Artur, Sr. Bringel e Dona Mariazinha, Sr. Sabá, Dona Nair, Sr. Oscar, Dural, Sargento, Marcelino, Dona Diquinha, Dona Pátria, Dona Neide, Dona Irene, Dona Coló, Dona Neide, Sr. José Inácio, Sr. Chico Lago, Firmino, Goiaba, Beto, Sarto, Pingo, Nego, Judico, Aluisio, Neno, Vangles, Rogério, Tico, Triunfo, dentre outros que não estou lembrando no momento.
Por incrível que pareça, lembrei de todos eles, ao passar pela Primeira Ponte, na Rua Sete de Setembro; tive um momento de muita saudade dos meus vizinhos; muitos já se foram para junto do nosso senhor, outros não tenho a menor idéia onde se encontram; um numero reduzido ainda mora no local, sendo lentamente expulsos pela Uninorte - está comprando grandes áreas das ruas Huascar de Figueiredo, Joaquim Nabuco, Ipixuna e Igarapé de Manaus, construindo as suas faculdades e, pelo Prosamim, programa do governo do estado do Amazonas, de revitalização dos igarapés de Manaus.
Irei fazer um levantamento completo dos meus vizinhos, se possível comentar um pouco de cada um, necessitarei da ajuda dos colegas de infância nessa empreitada.
sábado, 19 de abril de 2008
O meu saudoso pai confeccionava e consertava instrumentos de cordas; tinha uma Oficina na Rua Huascar de Figueiredo com a esquina da Rua Igarapé de Manaus; todos os instrumentos eram colados com uma cola regional, feita artesanalmente pelo velho Rochinha, a matéria-prima principal era o bucho do Tambaqui.
Todos os sábados, eu e os meus irmãos íamos ao Mercado Municipal Adolfo Lisboa, no setor de peixes, para recolher as vísceras do Tambaqui; era um trabalho árduo e constrangedor.
Os intestinos (buchos) dos peixes eram bem lavados, depois enfileirados em um barbante bem grosso e colocados ao sol, ficavam secando em torno de uma semana, depois eram ensacados e guardados.
A preparação da cola era feita da seguinte forma: o bucho ficava emerso em água natural para amolecer, depois levado ao liquidificador, o endurecedor era a pedra de laquê, não existia o conservante. A quantidade dos ingredientes era adicionada de acordo com o uso do dia, as sobras eram descartadas, pois apodreciam. Outro detalhe, a cola era utilizada sempre quente, a panela ficava sempre no fogareiro.
Dois fatores contribuíram para o desaparecimento desse tipo de cola: o aparecimento da cola branca e o preço exorbitante que chegou o Tambaqui.
Todos os sábados, eu e os meus irmãos íamos ao Mercado Municipal Adolfo Lisboa, no setor de peixes, para recolher as vísceras do Tambaqui; era um trabalho árduo e constrangedor.
Os intestinos (buchos) dos peixes eram bem lavados, depois enfileirados em um barbante bem grosso e colocados ao sol, ficavam secando em torno de uma semana, depois eram ensacados e guardados.
A preparação da cola era feita da seguinte forma: o bucho ficava emerso em água natural para amolecer, depois levado ao liquidificador, o endurecedor era a pedra de laquê, não existia o conservante. A quantidade dos ingredientes era adicionada de acordo com o uso do dia, as sobras eram descartadas, pois apodreciam. Outro detalhe, a cola era utilizada sempre quente, a panela ficava sempre no fogareiro.
Dois fatores contribuíram para o desaparecimento desse tipo de cola: o aparecimento da cola branca e o preço exorbitante que chegou o Tambaqui.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
No domingo passado resolvi caminhar e tirar algumas fotos da nossa Manaus. Iniciei o percurso pela ladeira da Rua Tapajós, entrei à direita na Rua Ramos Ferreira, desci a Avenida Eduardo Ribeiro e segui até o Mercado Municipal; depois caminhei pela orla da Rua Manaus Moderna até a Ponte de Ferro (Benjamim Constant), retornei pela Sete de Setembro, voltei pela Feira do Artesanato da Eduardo Ribeiro, dobrei a esquerda na Rua José Clemente, segui direto para o Bar Caldeira, fim da caminhada e da sessão de fotos!
As fotos abaixo foram tiradas no percurso: Praça do Congresso, Roda de Capoeira na Feira do Artesanato, Navio Justo Chermont, Fileira de Tucunarés na Feira da Manaus Moderna, Ponte Benjamim Constant e uma Casa da Sete de Setembro.
As fotos abaixo foram tiradas no percurso: Praça do Congresso, Roda de Capoeira na Feira do Artesanato, Navio Justo Chermont, Fileira de Tucunarés na Feira da Manaus Moderna, Ponte Benjamim Constant e uma Casa da Sete de Setembro.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
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