sábado, 14 de maio de 2016

NOVOS TEMPOS



Não quero entrar na validade ou não do processo de impedimento da Presidente Dilma Rousseff, mas, da importância da mudança de paradigmas e a visão de futuro do povo brasileiro.

Com a atuação implacável do judiciário, estamos presenciando a desarticulação de esquemas milionários de desvios de verbas publicas, envolvendo empresários, políticos, funcionários públicos, lobistas e outros atores - levando muitos a perda de seus bens e penas privativas de liberdade, manchando os seus nomes e envergonhando o nosso pais.

Nos últimos dias houve muitas reviravoltas, com empresários preocupados em devolver vultosas quantias roubadas ao erário público, com sentimento de culpa e, talvez, pedindo desculpas a nação brasileira.

A relação deles com a administração direta e indireta e com os políticos corruptos não serão mais a mesma, pois essa afinidade perversa foi colocada a mostra para a população - o judiciário não esta perdoando, muito menos, o povo brasileiro.

Os nossos representantes no parlamento (Deputados), os representantes dos Estados (Senadores) e os mandatários do executivo em todas as esferas, estão quase todos envolvidos em corrupção, sendo muitos deles citados e, alguns, presos nas operações da Polícia Federal.

Aqueles que conseguirem se safar receberá, com certeza, o troco nas próximas eleições, não sendo mais eleitos para cargo nenhum no legislativo e no executivo, pois o povo esta cansado dessa corja.

Os funcionários públicos corruptos, os lobistas, dentre outros bandidos do erário publico, doravante, irão pensar muito antes de tentarem cometer os seus crimes, pois todos estarão sendo vigiados pela PF, Ministério Publico e, serão julgados e apenados pelo judiciário.

Os tempos serão outros, com a volta do povo em confiar em seus representantes, no governo, nas instituições publicas e na normalidade econômica.

O nosso povo e sábio, trabalhador e, sempre estará vigilante para evitar retrocessos, pensando sempre na ordem, no progresso e na felicidade da nossa nação. Assim espero!


Novos Tempos. Viva o povo brasileiro! Viva! E isso ai.

domingo, 8 de maio de 2016

A FOTOGRAFIA DA INAUGURAÇÃO DO PARQUE DO MESTRE CHICO E SETE ANOS DEPOIS


Tirei esta fotografia, exatamente, às dez horas de um domingo, do dia dezessete de maio de 2009, pouco antes da inauguração do Largo do Mestre Chico – sete anos depois, voltei ao mesmo local para fotografá-lo novamente e, fazer comparações do cenário.

Os mais antigos moradores daquela redondeza, onde tiveram o privilégio de morar, passear, nadar e curtir as enchentes e vazantes do Rio Negro, jamais imaginaria que, muitos anos depois, o Igarapé do Mestre Chico seria aterrado, deixando apenas uma pequena lâmina d’água, dando lugar a “Manaus Moderna” e ao Largo do Mestre Chico.

Quando visitei o local naquele domingo ensolarado de 2009, tive a sensação de estar numa cidade “de primeiro mundo”, pois tudo estava maravilhosamente em seu lugar, apesar do aterramento do igarapé em nome do progresso.

Tirei a fotografia da minha câmera “Rolleiflex”, da cabeceira da Ponte Benjamin Constant (também conhecida como Ponte de Ferro ou Terceira Ponte), na Avenida Sete de Setembro, ao lado da sede da Eletrobras Amazonas Energia (antiga subestação de energia elétrica administrada pelos ingleses e garagem dos bondes).

Cinco coisas chamaram-me muito a atenção:

1. O traçado do parque, com muita grama, bastantes árvores plantadas e outros tantas mudas, luminárias de primeira, placas de localização, grandes quiosques e imensos espaços para caminhadas e outras práticas de esporte e lazer;

2. A Baia do Educandos, aparecendo o Rio Negro invadindo todo aquele lugar, pois estávamos na enchente, com barcos ancorados próximos ao parque, aparecendo ao fundo, a famosa “Cidade Alta”, com centenas de casas da beira do rio;

3, Um imenso estabelecimento de “Atacarejo”, estabelecido no mesmo local aonde fora em tempos idos uma fábrica de artefatos de borracha, pertencente ao megaempresário J. G. Araújo, onde foi conservada a fachada do prédio de outrora;

4. Um imenso painel pintado no muro da famosa “Cadeia Pública”, retratando casarios da nossa Manaus antiga – somente no ano retrasado, fiquei sabendo quem fizera aquilo e, também, conhecendo, pessoalmente, o artista daquela magnifica obra, o nosso Marius Bell. Que bom!

5. Um céu imensamente bonito, com uma perfeita combinação do branco, azul e cinza e, nuvens colocadas, estrategicamente, pelo Senhor do Universo, para emoldurar aquele lugar tão especial.

A fotografia mostras apenas uma pequena parte do Parque do Mindú, pois o complexo passa por debaixo da Ponte Benjamin Constant (que foi totalmente revitalizada, onde foi colocada uma iluminação cênica), seguindo a margem do igarapé até a Rua Isabel, onde foi edificado um conjunto de apartamento populares do Programa Sócio Ambiental dos Igarapés de Manaus (PROSAMIM).

Voltei ao mesmo local, no dia 08 de maio de 2016, às dez horas de um domingo ensolarado, sete anos depois, para fotografar com um velho aparelho de celular, tentando obter o mesmo ângulo, para fazer comparações com a fotografia de outrora.


A fotografia atual, para comentar e, comparar com a antiga:

O traçado continua o mesmo, porém, o local está totalmente abandonado pelo poder público, com bastante lixo em toda a sua extensão, lixeiras e placas quebradas, sumiram as luminárias e alguns quiosques estão depredados – no correto central está cheio de bêbados e viciados, com o odor forte de urina e fezes – o verde ainda teima em imperar (as plantas foram salvas pelas águas das chuvas);

O local ainda é muito frequentado pelos meninos que gostam de soltar “papagaio de papel” (pipas) – comprei uma “Arraia”, também conhecido por “Cariocão”, um papagaio sem rabiola (por apenas três reais) e um novelo de linha sem cerol, por apenas dois reais – levarei para o meu neto Victor Soares;

A Baia do Educandos continua bela, porém com pouca água, pois a enchente do Rio Negro está devagar.

O painel da “Cadeia Pública” feito pelo Marius Bell precisa, urgentemente, de um reparo, pois está perdendo a sua cor.

A Ponte Benjamin Constant está abandonada, com todas as fiações e luminárias quebradas – o mato tomou conta da parte de baixo, com muito lixo no igarapé.


Sem mais palavras! É isso ai.

sábado, 7 de maio de 2016

CHICÃO, MENINO DE HUMAITÁ, HOJE, HOMEM CIDADÃO.


Nasceu na década de cinquenta, no município brasileiro de Humaitá, no Estado do Amazonas, distante seiscentos quilômetros em linha reta de Manaus – de origem humilde, mas, sem medo de escuridão e, num rastro de um farol, veio de barco para Manaus para estudar e trabalhar, para ter lugar ao Sol - depois de muitas lutas, o menino Chicão, venceu na vida, tornando-se um homem cidadão.

O Estado do Amazonas possui dimensões continentais, contando, atualmente, com sessenta e dois municípios, com a sua grande maioria com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), apesar da imensa riqueza guardada em seu subsolo e da sua riquíssima biodiversidade.

Isso se deve em parte, na concentração de investimentos na capital, tornando Manaus uma cidade-estado, deixando as demais cidades com todos os problemas que se possa imaginar, forçando os jovens interioranos, que sonham por dias melhores, a migrarem para onde está o Pólo Industrial de Manaus (PIM), o comércio pujante, as centenas de escolas e faculdades públicas e privadas e, as repartições públicas municipal, estadual e federal.

O nosso Chicão e outros conterrâneos seus, assim o fizeram – por falta de oportunidades, deixaram a sua querida e amada cidade de Humaitá, para estudar e vencer na capital.

O Estado do Amazonas está recheado de casos de homens públicos e políticos humaitaenses, que migraram e fizeram história na cidade de Manaus. Exemplos: Plínio Ramos Coelho (governador e advogado), Álvaro Botelho Maia (governador, advogado, poeta e escritor), Ubiratan de Lemos (filho do barão da borracha Jovino de Lemos, foi o primeiro a ganhar o Prêmio Esso de Jornalismo), Raimundo Neves de Almeida (historiador, poeta e escritor), dentre outros.

O cantor e compositor Afonso Toscano, no seu CD intitulado “Enredo”, fez uma justa homenagem a esses bravos guerreiros, com a faixa seis “Menino de Humaitá”, incluindo o nosso Chicão.

Letra da música:

Menino de Humaitá
Hoje de encontro aqui
Depois de tanta luta
Vim, vi e venci  (chegar, ver e vencer)
Sem medo de escuridão
Num rastro de um farol
Aqui com o pé no chão
Querendo chegar ao Sol
Menino de Humaitá
Hoje um homem cidadão
És a Estrela Guia de outros que virão
Cumprir a sua jornada repetindo a lição
Beber da taça de um fel e bater o pé no chão
Almino (Afonso, político)
Anselmo (Chíxaro, Juiz de Direito),        
Lino (Chíxaro, advogado e presidente da CIGÁS)
e CHICÃO (nosso homenageado) 
Tu respondes um sim
Se alguém de forças um não
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Apelido de infância:

Estatuta mediana e franzino
Porém, bom de coração
Com um assustador vozeirão
Assim foi apelidado
O nosso Chicão

O menino de Humaitá estava determinado em vencer na capital, apesar de todas as dificuldades por que passa um jovem pobre do interior.

O único caminho para alcançar o sucesso pretendido, era trabalhar arduamente para manter os seus estudos. 

Conseguiu um feito que era reservado para poucos: passar no vestibular para antiga Universidade do Amazonas (atual UFAM), pois naquela época somente existia esse instituição de ensino superior em Manaus, tendo que estudar muito para garantir a sua vaga entre centenas e centenas de pretendentes - foi um aluno dedicado e líder estudantil.

Estudou durante cinco anos, bacharelando em Ciências Jurídicas e Sociais, passando, em seguida, no exame da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Amazonas, podendo exercer plenamente a profissão de causídico.

Na primeira oportunidade que surgiu, em 1985, fez o concurso de provas e títulos para o Ministério Público Estadual (MPE/AM), exercendo com maestria o cargo de Promotor de Justiça, um servidor público com a função de defensor da sociedade, nas esferas penal e civil, além de zelar pela moralidade e probidades administrativas.

Oficiou nas Comarcas de São Gabriel da Cachoeira, Santa Izabel do Rio Negro, Humaitá e Parintins.

Eu estudei por dois anos Direito (UNIP/Uninorte) e, tive a oportunidade vê-lo atuar no 2º. Tribunal do Júri Popular, na qualidade de Promotor, no Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas – fiquei impressionado com o seu preparo jurídico e sua oratória – tive uma verdadeira aula.

Depois de longos anos de bons serviços prestados a sociedade, foi promovido ao cargo de Procurador de Justiça, em 2007, chegando até o ápice de sua carreira profissional, sendo escolhido em uma lista tríplice pelo governador do Estado do Amazonas, como Procurador-Geral de Justiça do MPE, no biênio 2010/2012.

Por ter ingressado no MP em 1985, antes da vigência da Carta Magna de 1988 (que somente permite aos atuais membros do MP exercerem outro cargo de professor), foi solicitado a exercer, legalmente, funções de comando em órgãos do executivo municipal e estadual.

Foi Procurador-Geral - adjunto do Município de Manaus; Secretário Executivo de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania e de Coordenador do Sistema Penitenciário Estadual e Secretário extraordinário de Relações Institucionais da administração de José Melo (Pros) no Governo do Estado.

De volta ao Ministério Público Estadual (MPE/AM), o procurador assumiu, em 2016, a função de coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Especializadas na Proteção e Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e da Ordem Urbanística.

Fora da sua área profissional, foi um dos fundadores da Banda Independente da Confraria do Armando (nascida dentro do Bar do Armando, centro antigo de Manaus), uma entidade de carnaval de rua que faz história em nossa cidade, pois desde ano de 1989, por meio de seus enredos e marchinhas irônicos, conta um pouco da história política do Estado do Amazonas.

Para comemorar os trinta anos da nossa “BICA”, o Chicão e o poeta e escritor Simão Pessoa, escreveram, em 2016, o livro de memórias “BICA DO ARMANDO” – os exemplares encontram-se a venda no Bar do Armando.

Foi colaborador da revista do Ministério Público e autor de diversos artigos publicados em jornais de grande circulação da capital.

Quando uma pessoa escreve o seu primeiro livro, a sua inspiração fica aflorada para escrever outros mais – com certeza, o Chicão possui muitas memórias guardadas da sua Humaitá querida, das suas lutas na capital, da sua trajetória profissional e da cultura popular amazonense. 


Dr. Francisco das Chagas Santiago da Cruz
O Chicão
O Menino de Humaitá
Hoje, Homem Cidadão!


Parabéns! É isso



Alan Lemos alan_lemos@hotmail.com

19 de mai (Há 4 dias)
para mim
Caríssimo,

Muito boa tarde. Acabo de ler o seu blog, especificamente o post sobre Chicão, de Humaitá, no qual cita Ubiratan de Lemos, filho de Jovino. Jovino é avô paterno do meu avô paterno e eu gostaria de maiores informações sobre ele. Só sei que era barão da borracha dos "broncos", de seringais nativos, participou da inauguração da Ferrovia Madeira-Mamoré, manteve residência no centro de Porto Velho, que, na época da borracha, era a cidade de certo porte mais próxima de Humaitá do que Manaus. Dentre os filhos de Jovino, ao menos dois - Ubiratan e Moacyr, este último que é meu bisavô - se mudaram em definitivo para o Rio e teria um neto bastardo que é dentista em Belém. O senhor tem maiores informações?

Obrigado,

Alan

Jose Martins jmsblogdorocha@gmail.com

19:51 (Há 0 minutos)
para Alan
Olá Alán, essa informação sobre o Sr. Ubiratan de Lemos retirei da Wikipédia, cita apenas os nomes dos homens ilustres filhos de Humaitá. Irei publica a mns na postagem para poder receber de alguem que tenha essas mais informações sobre ele.

Abraço


sexta-feira, 6 de maio de 2016

DANILO GOMES


Amazonense de Manaus. Grande sambista - junto com o seu saudoso irmão Ipojucan Gomes, fundaram o GRES Ipixuna, Morador e pequeno comerciante do bairro da Redenção. É meu amigo de longas datas, vezes e outros nos encontramos no Bar Caldeira, do seu irmão Carbajal Gomes.
Foto: Rocha


Wikipédia:

"O Grêmio Recreativo Escola de Samba Ipixuna é uma escola de samba de Manaus, no Amazonas. Anteriormente chamava-se GRES Mocidade de Ipixuna, mas o Termo "Mocidade" foi suprimido pela Diretoria em 2000.
A agremiação foi criada como "Mocidade Dependente do Bêco Ipixuna", então um bloco carnavalesco, no quadrilátero compreendido entre as ruas Ipixuna, Ramos Ferreira, Major Gabriel e Joaquim Nabuco, na região central de Manaus, que englobava mais de uma dezena de bêcos, dentre os quais se destacavam: Betel e Ipixuna, além dos adjacentes Bêco da Marreca e Buraco do Pinto. Hoje em dia (2011) o Igarapé que banhava estas áreas alagadiças foi aterrado e tubulado e sobre ele nasceu o Conjunto Residencial Parque Manaus, o conhecidoPROSAMIM I.
Seus fundadores a princípio só queriam brincar descompromissadamente o Carnaval, mas devido ao sucesso obtido em seu primeiro ano, A Agremiação, de Bloco, cujo um dos presidentes da época era Ruy "Moça", transformou-se em 1984 em Escola de Samba do Grupo de Acesso. Bi-Campeã de 1984 e 1985. já em 1986 a entidade tornou-se escola de Samba do grupo principal, alterando sua denominação para a atual, e desfilando com o tema: "O filho da terra", uma homenagem ao político amazonense Amazonino Mendes.
Em 1989 a Ipixuna chegou ao terceiro lugar geral do grupo principal das escolas de samba de Manaus. A verde e branco do Beco Ipixuna fez seu último desfile na Avenida Djalma Batista em 1990 com o enredo: "Verde que ti quero ver-te". Afastou-se do carnaval entre 1991 e 1994, retornando em 1995. Desde então, nunca mais retornou à primeira divisão. Em 1995 seu enredo era uma homenagem ao povo Ianomami. Terminou o desfile na 7a. Colocação e, junto com a Primos da Ilha, desceram para Grupo de Acesso.
Em 1996 homenageou o 3o. Milênio. Em 1997 se auto-homenageou. Em1998 veio com o enredo: "Venho de branco e peço paz", no samba do veterano compositor Paulo Santos. E a Escola veio literalmente de branco no Sambódromo. Em 1999 não houve desfile "oficial" do Acesso.
Em 2000, apresentando o enredo "500 anos de Brasil, a história da Imigração", seu samba, de Daniel Sales, Aor Amorim e Bosco das Letras, foi divulgado em São Paulo pelo Carnavalesco Luizinho Vanucci, foi considerado um dos melhores daquele ano. Já em 2001, abordou em seu desfile o bairro de São Raimundo, do mesmos compositores, aproveitando também para homenagear o santo e do clube de mesmo nome. Em 2002 fez uma reedição de 1991, quando não houve desfile em Manaus, e com o samba "Marabaixo", considerado um dos melhores do samba de Manaus, a Escola desfilou.
Em 2003 a Escola levou ao Sambódromo o polêmico samba sobre as "mãos", onde pela primeira vez na história do carnaval de Manaus, a letra do samba era direta em relação ao enredo, de uma forma ínusitada: falava das mãos em todos os sentidos, atingindo mesmo à falsa moralidade existente, sem hipocrisia.[carece de fontes]
Em 2004 voltou ao "Especial B" com o enredo sobre o Império de Tahuantynsuyo, dos Incas, com um samba contendo 16 palavras em Quíchua, língua materna dos Incas e falada até hoje no Peru. Em 2005, com um belo samba (plagiado em seu refrão, em anos posteriores, por duas escolas "grandes"), falava sobre a cidade Maués. Em 2006 homenageou a rua Marechal Deodoro.
A partir de 2007, a escola passou a seguir uma linha de enredos de esquerda[1] , começando por uma homenagem à Juventude Socialista. A partir de 2008 migrou para o Bairro de Santa Etelvina.[2] Em 2010 homenageou os professores e em 2011, o Município de Anamã.[3]
No ano de 2012 abordou a história do Partido Comunista do Brasil em seus 90 anos de história. Em 2013 a Escola voltou a fazer seus ensaios em sua área histórica de fundação, onde hoje é o PROSAMIM, próximo À ponte da Leonardo Malcher. O enredo em 2013 foi "Veja o mundo com bons olhos".Não desfilou em 2014, por causa da morte de seu baluarte, Ipujucan Gomes, ocorrida uma semana antes do desfile (21/02/2014). Em 2015 trouxe o enredo "Tributo ao Bom Malandro", Homenageando seu fundador e ícone maior - Ipujucan Ferreira Gomes. Em 2016 a juventude. é o enredo, A Força da Juventude"
Presidentes:
Nome
Mandato
Ref.
Rui Moça
1981 - 1983
Ipujucan Gomes
1984 - 2013
Bosco das Letras
2015 -


Diretores:

Ano
Diretor de Carnaval
Diretor de harmonia
Mestre de bateria
Ref.
1995
Marins
Danilo Gomes e Rigoney
Mestre China
1996 a 1998
Comissão de Carnaval
Rigoney
Mestre Iron Maciel
2000 a 2011
Bosco das Letras
Rigoney e Danilo Gomes
Iron Maciel, Biju
2012 a 2015
Bosco das Letras e Alessandro Dion
Suellen da 14 (2015)
Iron Maciel
2016
Alessandro Dion
Comissão
Mestre Zizo

quarta-feira, 4 de maio de 2016

A FOTO DA BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO DO AMAZONAS



São dois andares e um sub-solo de um edifício dos mais importantes e bonitos da cidade de Manaus, pois no seu interior guarda uma valiosíssima coleção pública (disponível a todos moradores e turistas) de livros, documentos,  jornais  e congêneres, para leituras, estudos e consultas que, serviu grandemente para as gerações pretéritas, servindo, também, para as do presente e, servirá, com certeza, para as do futuro.


A foto original, em preto em branco, encontra-se disponível a todos na internet – acredito que foi disponibilizada pelo Renato Araújo e, por ter mais de cem anos, fiz algumas modificações com a ajuda de um programa antigo de computador.

Não sei qual foi a decisão primordial do governador a época (Antônio Constantino Nery), em construir esse belo prédio, nas esquinas da Avenida Sete de Setembro (antiga Rua Municipal) e da Rua Barroso, pois apesar do seu fabuloso valor intrínseco (lugar da guarda eterna do saber), ficou um tanto “apagado” a sua majestosa parte extrínseca (a maravilhosa parte externa do prédio).

Para os senhores terem uma ideia, a fachada desse prédio é uma das mais bonitas de todas que existem em Manaus, perdendo somente para a do nosso magnifico Teatro Amazonas (Opera House) e do espetacular Palácio Rio Negro (antiga sede do governo do Amazonas).

A cidade de Manaus sempre teve um clima quente e úmido, em decorrência de estarmos próximos a linha do equador e, pela influência da imensidão da floresta amazônica.

Antes da descoberta da refrigeração dos ambientes internos, as casas e os prédios públicos eram construídos de forma a evitar a incidência direta dos raios solares e com amplas entradas do ar e dos ventos, para amenizar o clima interno.

Como podem observar na fotografia da nossa amada Biblioteca Pública, houve uma valorização do sub-solo (para refrigeração natural) com a aberturas de pequenas janelas com grades de proteção, sendo seis laterais, duas de quina, dez frontais e mais duas na entrada principal, perfazendo vinte.

No primeiro andar, foram construídas vinte janelas duplas com para-peitos e uma imensa entrada principal, observando que as janelas das quinas são bem maiores, estando todas elas abertas para entrada de ar.

No segundo andar, as janelas obedecem ao mesmo formato do primeiro andar, porém, são bem maiores e com dez gradis de proteção cada uma - todas aparecem fechadas na fotografia.

Na parte frontal do segundo andar aparece o mesmo formato das duas janelas laterais e da porta principal do primeiro piso, porém trabalhadas no formato de vitrais, além de dois óculos (abertura redonda para entrada de ar) e, mais acima, culminando com o frontispício, aparecendo majestosamente o “Brasão” do Estado do Amazonas.

Na parte externa do teto, aparecem muretas bem trabalhadas, obedecendo aos desenhos e formas externas dos andares inferiores.

Na parte externa, pela Rua Barroso (toda de pedras paralelepípedos = hexaedro) podemos observar três carrinhos de mãos, para transportes de cargas leves, muito utilizados pelos carregadores do Roadway (Porto de Manaus), uma barraquinha de venda guloseimas, postes de ferro de energia elétrica, além de uma pessoa atravessando a rua.

Um pouco mais a direita, aparecem dois prédios que seriam derrubados, no futuro,  para darem lugar a um banco e a um órgão da justiça trabalhista.

Pela Rua Municipal aparecem algumas árvores e a fachada de um prédio de um jornal de grande circulação em Manaus, derrubado no futuro para abrigar uma agência bancária, além de um guarda municipal para manter a ordem e a segurança do lugar.

Na fotografia modificada aparecem a representação de alguns astros luminosos (pequenas estrelas brancas) num céu azul escuro e, algumas delas cintilando no prédio da biblioteca, tentando mostrar o quanto ele é um paraíso do saber dos manauaras.

No canto inferior direito, aparece a fotografia sendo enrolada (deixando um fundo escuro), representando que este prédio é histórico, sofreu um grande incêndio, porém, foi recuperado – ficou no esquecimento por longos anos, sendo revitalizado e entregue a novas gerações - no futuro, todo cuidado, será pouco.

A fotografia foi tirada do segundo andar do Grande Hotel (destruído internamente por um grande incêndio, sendo revitalizado anos depois) – aparecendo de uma lado a nossa Biblioteca Pública (a fonte do saber) e numa esquina distante, o majestoso Teatro Amazonas (a fonte da cultura).


É isso ai.